segunda-feira, 9 de outubro de 2017

PL►Y: Nossas Noites

Fonda e Redford: reencontro apóes 28 anos. 

Jane Fonda e Robert Redford já fizeram vários filmes juntos e fazem parte de uma geração que revolucionou a forma como Hollywood fazia filmes. Influenciados pelo cinema europeu, ajudaram a politizar o que antes era apenas entretenimento e abordar temas polêmicos ao lado de cineastas que estavam dispostos a fazer a plateia perceber que o mundo era bem mais complexo do que se via nas telas. Redford nunca parou de fazer filmes (seja como ator, diretor ou produtor) e ainda ajudou a alavancar uma outra revolução no cinema americano ao instituir o Festival de Sundance que evidencia até hoje o trabalho de centenas de cineastas interessantes que viviam à margem da indústria do entretenimento. Já Jane Fonda escolheu dar uma longa pausa (quinze anos) na carreira para se dedicar ao casamento e a família, o que gerou algumas críticas - já que era um símbolo de politização e feminismo, quanto a isso, ela foi categórica de que a liberdade lhe dava o direito de escolher o que considerava melhor para ela dentro de todas as opções que tinha. Em 2005 ela voltou a filmar, privilegiando o trabalho em comédias inofensivas, tão inofensivas quanto este Nossas Noites, produzido por Redford e dirigido pelo indiano Ritesh Batra. Batra ficou conhecido pelo seu trabalho no ótimo Lunchbox (2013), mas aqui, ao adaptar o romance de Kent Haruf ele opta misturar água com açúcar e fazer um filme que se assiste com facilidade, mas que dificilmente ficará na memória por muito tempo. O interessante é que o livro apresenta grande sensibilidade ao abordar temas delicados como envelhecimento, solidão, sexo na terceira idade e morte, mas aqui tudo é apresentado de forma um tanto diluída, sem que os aspectos mais incômodos da história recebam destaque. Resta então curtir Jane e Robert juntos em cena com o carisma intacto depois de tantos anos dedicados ao cinema. Jane é Addie, viúva que mora sozinha desde que o filho cresceu e foi viver a própria vida e Redford é Louis, professor aposentado, igualmente viúvo e que tem uma filha que não mora por perto. Com dificuldade de dormir à noite, Addie convida Louis para dormir em sua casa, mas logo esclarece que não se trata de sexo, apenas de ter companhia para conversar. Ele fica desconfiado, mas acaba aceitando o convite, o que gera alguns comentários maldosos pela cidade e  um relacionamento que se intensifica cada vez mais, especialmente quando chega Jamie (Iain Armitage, que atualmente está em tudo), o irresistível neto de Addie, para passar um tempo na casa da avó. O filme funciona quando  o casal maduro tenta encaixar um na vida do outro e as lembranças do passado também dão ao filme um ar nostálgico que funciona, mesmo que não aprofundando as várias questões sinalizadas apenas levemente - na clara intenção de tornar o filme sempre agradável de ver. No entanto, eu adoraria ver um desenvolvimento mais elaborado dos dois personagens cheios de história para contar... mas esta não é a ideia do filme. As antigas fãs da Jane Fonda vão estranhar o final e a maioria das pessoas irá apenas ficar revoltada no que mais parece uma propaganda de telefonia celular, mas o filme alcança um resultado bem simpático. Pelo menos a exibição do filme no Festival de Veneza deste ano rendeu uma justa homenagem às carreiras de Jane e Redford ao lhes conceder um Leão de Ouro honorário pelo conjunto da carreira. Eles merecem.

Nossas Noites (Our Souls at Night/EUA-2017) de Ritesh Batra com Jane Fonda, Robert Redford, Mathias Shoenaerts, Iain Armitage e Judy Greer. ☻☻☻

PL►Y: Amores Canibais

Suki e Momoa: pós-apocalipse canibal. 

Fiquei decepcionado com o segundo filme da cineasta Ana Lily Amirpour, afinal, depois de assistir sua estreia com o sensacional Garota Sombria Caminha Pela Noite (2014), um filme sobre vampiros com alma de filme iraniano, você só consegue só imaginava qual seria o passo seguinte da jovem cineasta que se apropriava do mundo pop e elementos clássicos do terror para criar um filme que envolvia justamente por sua originalidade. Infelizmente, com Amores Canibais a diretora se perde em referências que tornam o resultado apenas confuso. Ambientado num mundo pós-apocalíptico, nós conhecemos Arlen (Suki Waterhouse), garota que resolve se aventurar pelo deserto mesmo sabendo dos perigos que ele esconde. Ela termina perseguida e vendo partes de seu corpo servir de refeição para uma comunidade de canibais que vivem no meio do deserto. Fica difícil escrever mais sobre a história a partir deste ponto, já que qualquer comentário pode deixa-lo desinteressante, já que não existe propriamente uma história, personagens bem delineados, diálogos elaborados ou situações surpreendentes, o que vemos é um conjunto de ideias que mais parecem um esboço de um roteiro. O resultado é disperso e um tanto frouxo em conjunto. No futuro distópico imaginado por Amirpour, a humanidade vive em pequenos aglomerados de gente, que nutrem uma cultura bastante específica. Enquanto os canibais preferem cultivar musculaturas impressionantes e tratar a "comida" como se fosse apenas  estoques de carne, do outro lado existe um grupo de curte música eletrônica e consome drogas para não "deixar o sonho morrer" (e eu considero uma grande ironia que o líder deste povo seja Keanu Reeves, o enviado de Matrix e que deveria escolher entre  aquela pílula azul ou a vermelha).  Lá pelo meio do caminho, o personagem de Jason Momoa ganha destaque atrás de uma garotinha e precisa da ajuda de Arlen para recuperá-la. É praticamente isso. Sobrevivendo às chocantes cenas iniciais, você irá perceber que Lily investe em cores fortes, luzes piscantes e pontua a trama com música pop, mas nada consegue ser atmosférico ou envolvente como em seu filme de estreia. Ao final da sessão, você fica pensando sobre o que era tudo aquilo afinal, talvez a ideia era de que no futuro o homem acabará devorando seus semelhantes sem muita cerimonia, pena que faltou um roteiro bem construído para  contar a história que a diretora tinha em mente. Lily tem talento para filmar, mas aqui fica a impressão que ela deveria ter cogitado pedir ajuda para escrever colocar suas ideias em ordem. Ainda assim, o Festival de Veneza percebeu os méritos do filme e o colocou no páreo da disputa do Leão de Ouro no ano passado, mas o filme acabou levando para casa um prêmio especial do júri por sua ousadia estética. 

Amores Canibais (The Bad Batch/EUA-2016) de Ana Lily Amirpour com Suki Waterhouse, Jason Momoa, Jayda Fink, Giovanni Ribisi e Jim Carrey. ☻☻

domingo, 8 de outubro de 2017

10+: Nicole Kidman

Nicole Mary Kidman
Depois de anos de pé frio nas bilheterias, parece que a carreira de Nicole Kidman finalmente encontrou outro grande momento. A atriz foi indicada ao Oscar de atriz coadjuvante deste ano por sua performance em Lion/2016, produziu e estrelou a série de sucesso Big Little Lies da HBO (que recentemente lhe valeu dois prêmios Emmy, como produtora e atriz), além de ter aparecido no Festival de Cannes com quatro produções (o segundo ano da série Top of The Lake de Jane Campion, o recente O Estranho que Amamos de Sofia Coppola, a adaptação de How to talk to Girls at Parties  de John Cameron Mitchell e o soturno The Killing of a Sacred Deer do grego Yorgos Lanthimos). O ano ainda promete gratas surpresas para a atriz com a proximidade das premiações. Essa lista é para lembrar dos meus dez filmes favoritos dos 34 anos de carreira da estrela que completou inacreditáveis cinquenta anos em junho.

Poucas pessoas curtem esta obra de humor negro, principalmente porque Nicole tem a complicada tarefa de interpretar a irmã megera que pode destruir a festa de casamento da irmã. Margot entra fácil na lista dos personagens mais antipáticos do cinema e, por isso mesmo, merece toda consideração. 

Nicole já desanimava com os fracassos de bilheteria quando produziu esta adaptação da premiada peça sobre um casal em luto pela morte do filho. Nic surpreendeu ao escolher Mitchell para dirigir e a parceria rendeu sua terceira indicação ao Oscar - depois de anos sendo esnobada. 

#08 "Retrato de Uma Mulher" (1996) de Jane Campion 
Ainda mais conhecida como esposa de Tom Cruise, Nicole surpreendeu ao ser escolhida para  protagonizar este drama baseado no livro de Henry James. Sua atuação como Isabel Archer, mulher presa a um casamento infeliz é na medida certa, sutil, dolorosa e alcança momentos esmagadores.

Os filmes de casa mal assombrada nunca mais foram os mesmos depois que este terror elegante e surpreendente viraram o gênero do avesso (literalmente). Nicole está impecável e foi  indicada ao Globo de Ouro de atriz dramática e marcando o ponto de virada de sua carreira.

O sucesso do romance entre uma bela cortesã e um escritor no famoso cabaret francês ressuscitou o interesse de Hollywood pelos musicais e fez Nicole atuar, dançar, cantar, brilhar e ser indicada pela primeira vez ao Oscar (além de levar o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia/musical).

Ela está irreconhecível na pele da saborosamente vulgar Charlotte, loura incendiária que deixa Zac Efron apaixonado, mas namora um presidiário barra-pesada. Nicole foi lembrada como coadjuvante no Globo de Ouro e SAG, mas as cenas polêmicas (e uma hilária) lhe custaram a presença no Oscar. 

90% da humanidade odeia este filme, mas eu estou nos 10% que percebe as qualidades da narrativa hipnótica sobre a viúva que acredita que o esposo reencarnou em um menino. Trama complicada que segue por caminhos diferentes e rende uma atuação magistral de Nic (indicada ao Globo de Ouro).  

Embora a vida ainda lhe rendesse alguns anos de filmes bobos, aqui as pessoas perceberam que Nicole podia ser levada a sério. Na pele da ambiciosa (e estranha) garota do tempo Suzanne Stone ela é cômica e assustadora ao mesmo tempo (o ganhou o Globo de Ouro de Atriz de Comédia). 

A atuação da atriz na pele de Virginia Woolf é magnífica (assim como todo o filme) e nem ligo se dizem que é por conta do nariz postiço! Nicole mereceu todos os prêmios pelo trabalho comovente que fez, incluindo o Oscar - que a colocou entre as atrizes mais respeitadas do século XXI.

O que fazer depois de ganhar o Oscar? Que tal um filme sem cenário de um dinamarquês que adora ver protagonistas comerem o pão que o diabo amassou? Nicole vive a forasteira Grace numa cidade de estranhos habitantes onde quem mostra os dentes por último, mostra melhor (e adivinha quem faz isso?).

Na Tela: O Estranho que Amamos

As mulheres de Sofia: sufocando o desejo. 

Em setenta anos de Festival de Cannes, Sofia Coppola foi a segunda mulher a receber o prêmio de melhor direção, curiosamente, este é o filme em que menos se sente o estilo da filha de Francis Ford Coppola. Tentarei explicar melhor: o estilo está lá, mas diferente da linguagem pop que vimos em todas as outras obras da diretora, sua narrativa está mais seca, concisa e, embora sua sensibilidade introspectiva esteja presente, ela aparece mais sombria do que nunca, mostrando um outro lado de quem já fez até As Virgens Suicidas (1999) ter lá suas cores. O filme é uma nova versão do livro de Thomas Culliman, que já foi levado às telas em 1971 pelo diretor Don Siegel e estrelado por Clint Eastwood (no papel que aqui é de Colin Farrell). No entanto, seria um equívoco dizer que se trata de uma refilmagem, já que os dois filmes são bastante diferentes, especialmente pela ótica feminina lançada por Sofia no decorrer da história. Na verdade é até mais do que uma segunda adaptação, mas uma releitura da trama que se passa durante a Guerra Civil Americana. A história gira em torno da chegada de um homem ferido  (Colin Farrell) em um internato para moças no estado da Virginia. A instituição é dirigida pela Senhorita Martha (Nicole Kidman) que tenta educar as cinco alunas que não puderam ir para casa durante a guerra ao lado da professora Edwina (Kirsten Dunst), ambas ficam bastante alteradas com a chegada do hóspede indesejado na casa. Sofia consegue emanar daquela presença uma sutil oscilação entre ameaça e desejo, seja no primeiro ato quando o homem está preso à cama ou no segundo, onde demonstra ser vigoroso até com a perna ferida. No entanto, Sofia deixa claro que são as mulheres que estão no comando daquela situação, mas é algo muito maior do que a possibilidade de entregá-lo para as tropas a qualquer momento, afinal, até a adolescente Alicia (Elle Fanning) percebe o quanto o Cabo McBurney está objetificado pelo desejo das mulheres daquela casa. Sofia até brinca com essa situação quando as personagens promovem um jantar onde os risinhos e os vestidos demonstram que todas querem chamar atenção daquele homem, seja lá qual for o motivo. Obviamente que ele irá aproveitar o flerte com aquelas mulheres e então, uma série de acontecimentos abalarão os fundamentos daquelas relações. A partir deste momento, Sofia utiliza um tom mais sombrio e embora o desfecho seja um tanto corrido, não deixa de ser bastante coerente com as intenções da diretora. Mesmo com muita gente considerando o filme lento (como se isso fosse um defeito e não uma opção narrativa), trata-se de um filme interessante principalmente pela forma como a diretora explora o desejo reprimido das personagens e suas consequências, sobretudo no embate discreto entre a silenciosa Edwina (em ótimo momento de Kirsten Dunst em seu terceiro filme com Sofia) e a dominadora Martha (que pode realmente ser a vilã da história) e uma mistura de ciúme, inveja e frustração. Além disso, não posso deixar de notar que a história se passa dentro de uma escola e a última lição seja realmente dar fim ao desejo de forma diabólica. Infelizmente, o filme teve seus méritos abalados pela lembrança da primeira versão do livro e por conta de uma polêmica envolvendo a ausência da única personagem negra da história. - que somada à predileção de Sofia por protagonistas louras, a cineasta teve que se explicar muito durante o lançamento do filme em sua terra natal. Deixando estas discussões de lado, será que eles realmente entenderam as intenções de Sofia ao fazer sua releitura tão pessoal do livro de Culliman? 

O Estranho que Amamos (The Beguiled/EUA-2017) de Sofia Coppola com Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Colin Farrell, Ellen Page e Oona Laurence. ☻☻☻☻

sábado, 7 de outubro de 2017

PL►Y: Jogo Perigoso

Gugino e Greenwood: malditas algemas. 

Depois de alguns anos sem chamar atenção nos cinemas, parece que Stephen King voltou a ter espaço e, o melhor de tudo, parece que o público estava com saudades das tramas elaboradas do famoso escritor de terror e suspense. Com It: A Coisa (2017) faturando milhões ao redor do mundo (enquanto A Torre Negra fracassa mundialmente) a Netflix lança Jogo Perigoso, filme baseado em um livro pouco ambicioso do autor, mas que consegue gerar um filme eficiente, mesmo com alguns tropeços no caminho. O ponto de partida é bem simples: um casal resolve ir para a casa afastada da cidade para curtir alguns dias somente na companhia um do outro. Desde o início sabe-se que tem apenas um cachorro abandonado nas redondezas quando o casal sobe para o quarto e o esposo propõe uma brincadeira sexual diferente ao algemar a esposa na cama. Ele só não imaginava que alguns imprevistos fazem o que poderia ser a realização de uma fantasia num momento fatal na vida dos dois. A consequência é que a esposa ficará algemada na cama procurando uma maneira de se soltar enquanto começa a ter alucinações com o esposo, com ela mesma e até com manchas dolorosas de sua vida familiar. Para dar conta da história temos dois bons atores em um momento realmente inspirado! Bruce Greenwood está mais do que convincente como Gerald, o homem mais velho que ainda tenta satisfazer a esposa mais jovem (seja com fantasias ou pílulas azuis arriscadas para sua idade) e revela que debaixo de toda a cortesia havia fantasias mais soturnas do que ela poderia imaginar. Carla Gugino está ótima como Jessie, a esposa que escondia alguns segredos do passado que vem à tona quando o marido revela seus desejos ocultos. Não bastasse os dois terem que dar conta de seus personagens, eles ainda precisam convencer como uma outra versão dos mesmos personagens presentes nas alucinações de Jessie mediante o desespero da enrascada em que se meteu.  Curiosamente, quando o diretor Mike Flanagan mistura temas difíceis como abuso sexual, fetiches, incesto com o instinto de sobrevivência da protagonista o filme funciona muito bem, mesmo naquele momento em que deseja revirar o estômago da plateia (e consegue) ele consegue não parecer gratuito ou apelativo. O ritmo da narrativa também funciona que é uma beleza, quando Carla e Bruce estão juntos em cena, existe uma dinâmica impressionante entre os dois (ou seria quatro?) cheia de referências às outras obras do escritor. No entanto, o roteiro escorrega quando insiste em manter uma subtrama envolvendo um tal Homem do Luar que aparece durante as noites para aterrorizar Jessie. O que poderia ser só mais uma metafora da história, se complica ainda mais no desfecho que não faz muito sentido justamente por se explicar demais. Era melhor ter deixado essa parte de fora e investido mais nas emoções subterrâneas daquele casamento, só isso já daria conta dos horrores que provocam arrepios. 

Jogo Perigoso (Gerald's Game/EUA-2017) de Mike Flanagan com Carla Gugino, Bruce Greenwood, Henry Thomas e Carel Struycken. ☻☻☻ 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

4EVER: Tom Petty

20 de outubro de 1950 ✰ 02 de outubro de 2017
Thomas Earl Petty nasceu na cidade de Gainesville em Los Angeles no ano de 1950 e o interesse pela música começou quando ele conheceu Elvis Presley em 1961 na Flórida. A partir dali a vontade de ter uma banda de rock só aumentou quando viu os Beatles tocarem na TV - sem falar que Petty teve aulas de guitarra com Don Felder, um dos fundadores do Eagles. Quem não concordava muito com a carreira promissora era o pai de Tom, que não gostava de ver o filho interessado por artes. A carreira de Petty começou em 1969, a partir dali foi membro fundador de várias bandas, sendo a mais conhecida a tom Petty and The Heartbreakers. Seu maior sucesso foi Free Falling, música lançada em 1989 no álbum Full Moon Over. Petty também tinha um envolvimento bem próximo com o cinema, não apenas por canções escolhidas para trilhas sonoras, já que ele contou com a antológica participação da estrela Kim Basinger no clipe de Mary Janes's Last Dance (1993), compôs todas as músicas do filme Nosso Tipo de Mulher (1996) de Edward Burns e atuou em dois filmes - a comédia Paixão Eterna (1987) e o espinafrado O Mensageiro (1997) de Kevin Costner. Petty faleceu aos 66 anos em decorrência de uma parada cardiorespiratória  enquanto estava em sua casa. 

sábado, 30 de setembro de 2017

N@ Capa: Diretores de Ouro e Sangue


A capa do mês de setembro foi dedicada a diretores consagrados que foram retratados por algum artista plástico que não encontrei o nome em lugar algum. As fotos podem ser encontradas na internet e agradeceria se alguém descobrisse quem foi que as criou. A coleção ainda contava com Woody Allen e Wes Craven, mas escolhi estas cinco por conta da particularidade como destaca o sangue em seus filmes e nos cartazes destes diretores renomados e dignos de culto entre os cinéfilos:


Quentin Jerome Tarantino
Diretor de 13 filmes
✰  Tennessee, 27/03/1963
Ator Favorito Christopher Waltz
Atriz Favorita Uma Thurman
Filmes mais premiados
# Pulp Fiction (1994)
# Bastardos Inglórios (2009)
# Django Livre (2012)
Adoro Jackie Brown (1997) 
Curte faroeste, cultura pop, artes marciais e tudo que você imaginar.




Steven Allan Spielberg
Diretor de 33 filmes
 ✰ Ohio - 18/12/1946
Ator Favorito Tom Hanks
Atriz Favorita Cate Capshaw
Filmes mais Premiados 
# E.T. (1981)
# Lista de Schindler (1992)
# Resgate do Soldado Ryan (1997)
Adoro A Cor Púrpura (1984)
Curte ficção científica, fantasias, dramas de guerra, aventuras e efeitos especiais. 




Francis Ford Coppolla
Diretor de 28 filmes
✰  Michigam - 07/04/1939
Ator Favorito Marlon Brando
Atriz Favorita Diane Lane
Filmes Mais Premiados
# Trilogia The Godfather
# A Conversação (1974)
# Apocalypse Now (1979)
Adoro Apocalypse Now (1979)
Curte filmes de máfia, devaneios e loucura.





Martin Charles Scorsese
Diretor de 39 filmes
✰  Nova York, 17/11/1942
Ator Favorito DiCaprio e DeNiro
Atriz Favorita Gene Tierney
Filmes Mais Premiados 
# Taxi Driver (1976)
Adoro Taxi Driver (1976)
Curte máfia, gangsteres, violência e mocinhos bandidos. 




Stanley Kubrick 
Diretor de 13 filmes
✰ Nova York, 26/07/1928
Faleceu em 07/03/1999
Ator Favorito Jack Nicholson
Atriz Favorita Nicole Kidman
Filmes Mais Premiados
# Spartacus (1960)
# 2001  (1969)
# Laranja Mecânica (1971)
Curtia ousadias, perfeccionismo e personagens obscuros. 

HIGH FI✌E: Setembro

Cinco filmes vistos no mês de setembro que merecem atenção:

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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

§8^) Fac Simile: Robert Pattinson

Robert Douglas Thomas Pattinson
Robert Pattinson se prepara para lançar seu mais novo filme, o denso Bom Comportamento (Good Time) dos irmãos Josh e Benny Safdie. O filme foi elogiado no Festival de Cannes deste ano e gerou até boatos de que Pattinson poderia levar para casa o prêmio de Melhor Ator (mas quem levou foi Joaquin Phoenix). Independente disto, Pattinson se tornou um bom exemplo de jovem ator que provou ter talento em papéis cada vez mais desafiadores. Em um raro dia de sossego em Los Angeles, nosso repórter conseguiu uma breve entrevista  com o ator, que nunca aconteceu:

§8^) É difícil ser um vampiro em Hollywood?

Robert Muito difícil! Especialmente se você quer fazer papeis diferentes. Complica também um pouco quando se é um jovem vampiro inglês e tem hábitos um pouco diferentes da maioria dos americanos. 

§8^) Mas você parece ter superado tudo isso, você já conseguiu trabalhar com vários diretores consagrados como David Cronenberg, Werner Herzog, David Michôd, James Gray... e em seus últimos filmes os elogios deixaram de ser raridade. Você ainda sente muito preconceito das pessoas por sua participação na saga Crepúsculo?

Robert Agora eu sinto bem menos! Mas tive que me esforçar muito. Acho que as coisas começaram a mudar quando fiz Cosmópolis (2012) com Cronenberg. As pessoas pareciam ter ficado num empasse ao me ver fazer um filme tão estranho. A partir dali escolhi papéis diferentes que poderiam me distanciar desse rótulo de galã adolescente. Sempre quis ser um ator levado a sério e não um rosto bonito, desde antes de participar de Harry Potter e o Cálice de Fogo (2005). 

§8^) Curioso você dizer isso, até minha mãe ao ver Harry Potter não resistiu em dizer "que rapaz bonito... pena que morreu!"...

Robert Sério? Minha mãe disse a mesma coisa kkkk, agradeça à sua mãe por mim!

§8^) pode deixar... mas sua aparência foi um problema para você? Foi por isso que você resolveu ficar feio em alguns filmes? 

Robert Eu, feio?! Eu nunca fico feio! [risada] Brincadeira! Eu fico barbudo, sujo... e os diretores sempre falam: "Ainda não está bom, ele tem que ficar mais feio", mas chega uma hora que eles desistem kkkk. Eu nem me acho tão bonito assim, mas acho que o conjunto agrada muitas pessoas quando me veem. 

§8^) Inclusive a sua noiva (a rapper FKA Twigs). O que você achou quando as pessoas a atacaram com comentários racistas na internet?

Robert A internet é uma invenção maravilhosa, pena que revela o quanto a pessoas podem ser estúpidas. É assustador a quantidade de bobagens que escrevem sobre um monte de coisas por aí, mais assustador ainda é imaginar que aquelas porcarias sempre estiveram na cabeça das pessoas e elas evitavam dizer. Não sei para onde o mundo vai, mas não me parece seguir um caminho correto nos tempos que estamos vivendo. O que aquelas pessoas escreveram sobre FKA não mudam em nada o que ela é, apenas revelam como aquelas pessoas tem problemas para resolver dentro de si mesmas. 

§8^) Do que você tem mais medo, alho, água benta ou crucifixo?

Robert Difícil... mas eu tenho mais medo do rosto inexpressivo da Kristen Stewart!