sábado, 21 de abril de 2018

PL►Y: Eu Não Sou um Serial Killer

Lloyd e Max: lidando com a sociopatia. 

Faz tempo que o comportamento de John Cleaver chamou a atenção de sua mãe que rapidamente procurou um psicoterapeuta para ajudá-lo. Ao que tudo indica, a dificuldade do jovenzinho sentir empatia e ter pensamentos estranhos, demonstra que ele é um sociopata. No entanto, como muitos que possuem este transtorno e fazem acompanhamento médico, ele criou uma série de mecanismos para não sucumbir aos seus impulsos mais perigosos. Porém, desde a primeira cena de Eu Não Sou um Serial Killer, nós sabemos que existe um assassino serial na pacata cidade onde John vive e, obviamente, o interesse do rapazinho pelo assassino só cresce. Você pode até imaginar o arrependimento da mãe por ter sugerido que o rapaz trabalhasse na casa funerária da família, mas preparar os mortos para o funeral e o sepultamento só indicavam que o interesse do menino pelo mórbido já era patológico. Baseado no livro de Dan Wells, chega a ser engraçado que o protagonista seja encarnado por Max Records, o menino de Onde Vivem Os Monstros (2009) de Spike Jonze. Max cresceu e, se quando pequeno conseguia dar conta de um menino birrento e suas fantasias, agora ele consegue lidar com um personagem crescido bastante complexo, que poderia ser versão adulta daquele menino. A direção de Billy O'Brien acerta em cheio no início, temperando a história com doses de humor negro e uma insolência adolescente que funciona muito bem. O protagonista cresce diante dos nossos olhos, ganha nuances interessantes e lança um olhar curioso sobre a própria sociopatia. No entanto, quando o garoto descobre quem é o tal assassino da cidade, o filme perde um pouco da intensidade e começa a ser mais um jogo entre um jovem e o que ele pode se tornar no futuro... pena que depois piora ao enveredar pelo sobrenatural. Aquelas qualidades do início começam a rarear e você quer apenas descobrir como aquilo tudo vai terminar. Talvez Billy O'Brien (que com este criou o seu terceiro filme de terror com baixo orçamento) nem imagine o quanto ele pode ser bom quando investe nas sutilezas da história que tem em mãos. Eu Não sou um Serial Killer não termina tão bem quanto começa, mas consegue ser sombrio e manter a tensão durante todo o filme, mas se mantivesse o teor psicológico de seu suspense, o resultado seria ainda mais interessante. 

Eu Não Sou um Serial Killer (I am Not a Serial Killer/EUA-2016) de Billy O'Bryen com Max Records, Christopher Lloyd, Laura Fraser, Christina Baldwin e Karl Geary. ☻☻

PL►Y: Certas Mulheres

Lily Gladstone: uma atriz para lembrar. 

A diretora Kelly Reichardt é um nome que chama cada vez mais atenção no cinema independente norte americano. Seus admiradores ressaltam suas narrativas sem concessões e pulso firme na condução de seus atores, quem não curte seu trabalho considera geralmente tudo bastante tedioso. Talvez o que Kelly procure é justamente surpreender, foi assim quando enveredou pelo faroeste com O Atalho (2010) e depois pelo ativismo mais radical dos personagens de Movimentos Noturnos (2013), mas, considerando estes dois projetos anteriores, Certas Mulheres chega a ser um tanto dissonante. A diretora escolheu três contos da escritora Malie Maloy para criar seu sétimo filme, o resultado foi lembrado em premiações independentes, mas foi ignorado pelo público - mesmo com atrizes bastante conhecidas no elenco. As três histórias giram de tornos de quatro personagens femininas que fogem dos arquétipos típicos do cinema americano, mas que tem em comum o fato de viverem na cidade de Livingston, no friorento estado de Montana. Laura Dern é uma advogada que precisa lidar com um cliente desesperado (Jared Harris) que a enxerga quase como uma figura maternal. Michelle Williams é uma mulher que tem o projeto de construir uma casa conceitual, mas que ninguém parece leva-la a sério, nem o esposo, nem os operários ou a filha que a desafia sempre de forma irritante. Embora as duas personagens sejam interessantes e apresentem suas características em situações triviais,  a opção da diretora deixar suas histórias em aberto (mesmo depois que uma última cena deixada para o final apareça) quebra o fluxo da história e demonstra dificuldade em lidar com histórias tão internalizadas. Não são poucos que irão perceber que as duas histórias parecem promissoras, mas que não atingem os pontos que deveriam. São histórias que deixam a sensação que estão pela metade, talvez pela diretora deixar muito nas discretas entrelinhas. Curiosamente o melhor resultado ficou por conta da história protagonizada por Kirsten Stewart, onde ela vive uma advogada que leciona em uma cidadezinha distante. Entre suas alunas está uma jovem (Lily Gladstone) que passa o dia todo cuidando de animais num rancho e, sem dizer uma palavra sobre isso, percebemos o quanto aquela professora é importante na vida de Lily. Se Stewart é a mesma apatia de sempre, ela pelo menos serve para ampliar ainda mais a marcante atuação de sua parceira de cena. Sem dizer muitas palavras, contando apenas com sorrisos tímidos e olhares sugestivos, Gladstone ganha o nosso coração com  uma personagem que descobre o amor, mas que não tem coragem de dizê-lo (embora o demonstre com atos bastante nobres). Lily foi indicada a aluns prêmios pelo papel, incluindo o Independent Spirit de atriz coadjuvante, por elevar um filme que quase fica pelo meio do caminho nas três histórias que tem para contar. Lily é um nome para lembrar nos próximos anos e, somente sua atuação, já vale o filme inteiro. 

Certas Mulheres (Certain Women/EUA-2016) de Kelly Reichardt com Laura Dern, Michelle Williams, Lily Gladstone e Kirsten Stewart. ☻☻

terça-feira, 17 de abril de 2018

Na Tela: O Insulto

Toni e a esposa: tensas relações. 

Toni (Adel Karam) é um cristão libanês que vive com sua esposa grávida (Rita Hayek) vivem em seu apartamento em uma cidade que não gostam muito. Ainda assim, a vida do casal segue com tranquilidade, até que um dia ao molhar as plantas em sua varanda, Toni molha acidentalmente Yasser Salameh (Kamel El Basha), encarregado de um grupo de profissionais de urbanização que trabalham por ali. Abordado por Yasser sobre o incidente e a irregularidade de sua calha, Toni não é muito gentil e recebe um palavrão como resposta. A partir daí começa o embate entre os dois personagens, que vão de um insulto para agressão física, um processo nos tribunais, manifestações, agressões, ofensas e um verdadeiro caos na cidade onde vivem. Aos poucos o filme explora a tensão entre os dois personagens como um reflexo das relações naquela região. O Insulto foi indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro deste ano e se a disputa não fosse tão acirrada, possivelmente teria sido premiado. Existe algo no filme que faz lembrar o cinema do iraniano Asghar Farhadi (que já foi premiado duas vezes nesta categoria, com os ótimos A Separação/2011 e O Apartamento/2016, já que aqui também existe um incidente doméstico que acarreta uma série de situações que se expandem e apresentam uma sociedade que parece uma panela de pressão prestes a explodir (e o que era um drama se torna um suspense sufocante). Justamente por passar de uma situação simples para uma verdadeira guerra, onde preconceitos e interesses políticos se misturam, que o filme ganha força e surpreende. O diretor Ziad Doueiri tem habilidade em conduzir sua história numa tensão crescente, com diálogos que geram reflexões na plateia, mesmo que por vezes pese a mão na condução quase unidimensional de alguns personagens. Aos poucos a trajetória daqueles personagens revela a história daquele lugar e, seja de um lado ou do outro, todo mundo tem suas contas a acertar com o passado, mas o diálogo se torna cada vez mais difícil com dois grupos tão certos de suas convicções. Enquanto Toni segue afirmando que tudo o que queria era um pedido de desculpas (o que está longe de ser verdade), também conseguimos compreender as reações de Yasser ao se sentir ofendido com a postura de seu antagonista. O embate entre os dois já renderia um filme interessante, mas o diretor insere outros elementos que colaboram para que o filme amplie seu apelo, seja a esposa grávida que tenta colocar um pouco de sensatez na mente do seu esposo ou o patrão que se vê numa verdadeira encruzilhada quando seu próprio emprego começa a ser afetado pelo caso. Porém, algumas “surpresas” da trama soam um tanto forçadas, como o relacionamento entre os advogados responsáveis pela defesa e acusação ou a forma melodramática como é apresentada a história de vida de Toni, são situações que destoam do resto da trama e não são desenvolvidas com a mesma desenvoltura do resto da história. Sorte que ainda assim, O Insulto é contundente, com suas imagens e diálogos ásperos que, de quebra, representam bem o quanto os discursos de ódio são perigosos em qualquer lugar. 

O Insulto (L'Insulte / França - Síria - Líbano - Bélgica - EUA / 2017) de Ziad Doueiri com Adel Karam, Rita Hayek, Kamel El Basha, Camille Salameh, Christine Choueiri, Julia Kassar e Talal Jurdi. ☻☻☻☻

segunda-feira, 16 de abril de 2018

4EVER: R. Lee Ermey

24 de março de 1944 15 de abril de 2018

Existem artistas que só precisam de um personagem para entrar para a história do cinema. Este é o caso de Ronald Lee Ermey, que ficou famoso por sua atuação como Sargento Hartman em Nascido Para Matar (1987) de Stanley Kubrick. Sua atuação é até hoje lembrada como uma das mais vilanescas da sétima arte. Sua precisão é absoluta na tortura psicológica que seu personagem inflige aos soldados do filme - e torna ainda mais simbólica a transição da primeira parte do filme para a segunda. A atuação lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro de ator coadjuvante. Ermey nasceu no estado do Kansas e antes de ficar famoso foi sargento na Marinha dos Estados Unidos, de onde tirou parte da entonação e postura de seu famoso personagem. Lee atuou em vários filmes, entre eles Mississipi em Chamas (1988) e Se7en (1995), e emprestou a voz para vários games e animações (Toy Story, Bob Esponja, Simpsons, Kung Fu Panda, Kim Possible, Batman...). O ator faleceu na Califórnia em consequência de uma pneumonia. 

domingo, 15 de abril de 2018

CATÁLOGO: O Povo Contra Larry Flynt

Love, Woody e Brett: vida e obra de um pornógrafo 

Lawrence Claxton Flynt Jr. nasceu no estado americano de Kentucky em 1942 e ninguém imaginava que aquele menino que vendia aguardente produzida no fundo do quintal seria capaz de construir um verdadeiro império da pornografia. A vida de Larry Flynt foi marcada por excessos e  longos embates com o conservadorismo americano, especialmente por conta da revista que consagrou sua marca, a  Hustler - que adotava uma estética considerada repugnante, mas que funcionava provocativamente em oposição à famigerada Playboy. Flynt transformou sua perversão em profissão e assim, sua vida foi marcada por processos e  um atentado que o deixou preso à uma cadeira de rodas. Aos 76 anos tem dificuldades para falar e escutar, tem o rosto visivelmente inchado e é cercado de guarda-costas, no entanto, não perdeu o espírito transgressor capaz de criticar o governo Trump e o cenário político conservador que se desenha ao redor do mundo. Para entender melhor a vida deste personagem americano (e somente nos Estados Unidos seria capaz de alimentar uma figura feito Flynt) vale conferir a cinebiografia lançada em 1996 dirigida por Milos Forman. O longa foi recebido com desconfiança na época de seu lançamento e foi um fiasco nas bilheterias americanas. A crítica achou um verdadeiro exagero apresentar como ícone da liberdade de expressão um pornógrafo com dezenas de processos nas costas, no entanto, as qualidades cinematográficas o fizeram ser indicado a cinco categorias no Globo de Ouro (filme, direção, ator, atriz e roteiro) e duas no Oscar (direção e ator) Woody Harrelson (indicado ao Oscar) está excepcional na pele de Flynt (embora o faça com muito mais simpatia do que o verdadeiro fosse capaz de expressar), o ator  cria um verdadeiro anti-herói americano com todas as características que necessita para ser envolvente, especialmente quando alfineta a hipocrisia de um povo que adora fingir santidade. A grande surpresa do filme ficou por da escolha da roqueira Courtney Love para viver a esposa de Flynt, a stripper bissexual Althea Leasure. O diretor ressaltou que percebeu em Coutney uma sensualidade agressiva que caia muito bem na personagem - e a escolha vista com desconfiança por produtores renderam páginas e páginas de matérias na imprensa (vale lembrar que a Courtney era para os anos 1990 o que Amy Winnehouse foi para o século XXI, seu envolvimento em confusões e uso de drogas estavam sempre na mídia, especialmente após a morte de seu esposo Kurt Cobain do Nirvana). Courtney ainda é uma das artistas mais subestimadas das últimas décadas, mas colheu vários elogios e foi indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz dramática (mas com o tempo os projetos no cinema foram rareando). Debaixo de toda a narrativa jurídica em torno da liberdade de expressão (e sua garantia pela  primeira emenda da Constituição Americana), Milos conta também a história de amor de dois personagens controversos que se revelam verdadeiras almas gêmeas. A narrativa é ágil, a reconstituição de época é competente e o trabalho com os atores tem o padrão de qualidade do diretor, mas o filme paga o alto preço de apresentar Larry como o grande defensor da liberdade de expressão na Terra do Tio Sam (o que não deixa de ser uma ideia interessante). Rejeitado em seu tempo e visto mais de vinte anos depois, O Povo Contra Larry Flynt mostra-se ainda mais contundente em tempos de radicalismo, além de ressaltar o gosto de seu diretor por personagens que incomodam muita gente. Milos Forman fará falta. 

O Povo Contra Larry Flynt (The People Vs. Larry Flynt / EUA- 1996) de Milos Forman com Woody Harrelson, Courtney Love, Edward Norton, Brett Harrelson, Donna Hanover, James Cromwell e Crispin Glover. 
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FILMED+: Um Estranho no Ninho

Jack e seus amigos: nó na garganta. 

Um Estranho no Ninho entrou para a história como o segundo filme a ganhar as cinco principais categorias do Oscar (o primeiro que conseguiu a proeza foi Aconteceu Naquela Noite/1934 de Frank Capra e o terceiro foi O Silêncio dos Inocentes/1991  de Jonathan Demme) . Se levarmos em conta que o filme é ambientado em um sanatório e foi lançado em 1976, trata-se de um grande feito. O filme foi indicado a nove estatuetas e levou para casa a nata da premiação: melhor filme, melhor diretor (Milos Forman), melhor ator (Jack Nicholson), melhor atriz (Louise Fletcher) e roteiro adaptado (da peça de Dale Wasserman). O filme também foi o segundo longa em inglês do diretor tcheco Milos Forman, que se tornou um ícone para a nova forma de fazer filmes que Hollywood perseguia, com menos glamour e mais realismo. O filme conta a história de R.P. McMurphy (Jack Nicholson), um homem que chega a um centro de tratamento psiquiátrico com um histórico complicado. Após se envolver em brigas e ter estuprado uma garota de quinze anos, ele visivelmente chega aquele lugar imaginando que seria uma forma de escapar da prisão, afinal, logo se percebe que louco ele não é. No entanto, por mais que ele comece a ter um bom relacionamento com os outros pacientes do local, o seu maior problema é a enfermeira responsável pelo local: a enfermeira Ratched (Louise Fletcher). Por boa parte do filme, a trama gira em torno do novo paciente tentando mudar a forma como os pacientes são tratados naquele lugar desagradável. A televisão vive desligada (e a vontade de ver um jogo de baseball já rende discussões e situações de abuso de poder), não existe atividade física para os pacientes  e a própria terapia de grupo é conduzida com uma serenidade cruel por Ratched. Embora o filme seja habitado por vários atores que ganhariam fama nos anos seguintes (Danny DeVito, Christopher Lloyd e Brad Douriff), a alma do filme está no embate entre Nicholson e Fletcher. Nicholson já tinha quatro indicações ao Oscar antes de levar sua primeira estatueta por este filme. Seu estilo expansivo e charme subversivo já haviam tornado o ator famoso, torna-se visível como ele se diverte em cena - e cria um contraste poderoso quando a situação de seu personagem se torna mais densa naquele lugar. Já Louise Fletcher segue um caminho oposto, sua personagem é aparentemente a calmaria em pessoa, mas aos poucos podemos ver o ódio consumi-la por dentro, alterando seu semblante, seu olhar, provocando leves contrações em seu rosto num auto-controle que está sempre prestes a explodir. A atriz que já era conhecida por seus trabalhos na televisão nunca mais conseguiu um papel tão interessante que lhe rendesse uma atuação tão magnífica quanto a que vemos aqui. O embate por saber quem é o dono do pedaço é o que confere ao filme uma estrutura narrativa poderosa, especialmente quando chega ao final e nos oferece um nó na garganta. Milos Forman se destaca por pegar uma história pesada e lhe dar toques cômicos num raro equilíbrio com o que pode haver de mais trágico na repressão de comportamentos dissonantes. Um Estranho no Ninho é um filme ambientado em praticamente um cenário, sem truques narrativos, mas consegue ir da calmaria ao caos como um raio amparado por um roteiro belamente lapidado. Enfim, um clássico de respeito.

Um Estranho no Ninho (One Flew over the Cukoo's Nest/EUA-1975) de Milos Forman com Jack Nicholson, Louise Fletcher, Christopher Lloyd, Danny DeVito e Brad Douriff. ☻☻☻☻☻

sábado, 14 de abril de 2018

4EVER: Milos Forman

18 de fevereiro de 1932   14 de abril de 2018

Jan Thomas Forman nasceu na Tchecoslováquia em uma família de protestantes. Durante a Segunda Guerra Mundial seus pais foram perseguidos, sendo o pai preso e morto por distribuir livros proibidos e sua mãe levada para Auschwitz. Jan foi acolhido por parentes durante este período. Talvez pelo tom sombrio de sua história, Milos começou a carreira no cinema fazendo comédias em sua terra natal  (o que ajudou a moldar seu estilo um tanto subversivo). Com o sucesso de seu filme Os Amores de Uma Loira (1967), indicado ao Oscar de filme estrangeiro, o diretor começou a negociar sobre o seu primeiro filme nos EUA, mudando-se para lá e conseguindo a nacionalidade americana em 1977. Estabelecido em Nova York, ele se tornou professor de cinema na Universidade de Columbia.  Seu primeiro filme americano (Procura Insaciável/1971) foi premiado em Cannes e consolidou sua carreira em Hollywood. Logo depois ele lançou  o aclamado Um Estranho no Ninho (1975), que recebeu os cinco principais Oscars (Filme, diretor, ator, atriz e roteiro adaptado). Depois ele dirigiu Hair (1979) e Amadeus (1984), filme que ganhou oito Oscars, incluindo filme e direção. Forman ainda foi indicado ao Oscar mais uma vez pelo controverso O Povo Contra Larry Flynt (1996). O cineasta faleceu em sua residência em Connecticut após um breve mal estar.