quarta-feira, 13 de abril de 2011

Combo: Beijos

Para beijar, o ser humano movimenta 29 músculos (12 dos lábios e 17 da língua). Um beijo apaixonado pode significar a aplicação de uma pressão de 12 quilos sobre os lábios. Já um beijo dado em um bebê pode ser pesado em gramas. Uma pessoa troca, em média, 24 mil beijos (de todos os tipos, dos maternais aos apaixonados e até os roubados) ao longo de sua vida. Um beijo pode repassar 250 vírus e bactérias diferentes. Quando se beija alguém, resíduos de sua saliva permanecem em sua boca por 3 dias. As batidas do coração sobem, em média, de 70 para 150 vezes por minuto durante o beijo. Isso força o coração a bombear 1 litro de sangue a mais, pois as células pedem mais oxigênio para trabalhar. Os beijoqueiros sofrem menos de doenças do aparelho circulatório, do estômago e da vesícula. Diminuem também os casos de insônia e de dores de cabeça. Em cada beijo, os apaixonados trocam 9 mg de água, 0,7 g de albumina, 0,18 g de substâncias orgânicas, 0,711 mg de gorduras e 0,45 mg de sais. Se você pensa que, quando beija, só sua boca trabalha, está completamente por fora. Fique sabendo que todo o seu organismo entra em ação - além dos seus cinco sentidos paladar, olfato, audição, visão e tato entrarem na jogada. Os médicos e os psicólogos alemães concluíram que aqueles que beijam, faltam menos ao trabalho por motivo de doença do que aqueles que não beijam. Aqueles que beijam, também sofrem menos acidentes no trabalho, ganham 20 a 30 por cento a mais e vivem aproximadamente cinco anos a mais. O Dr. Arthur Sazbo, um psicólogo alemão, diz que a razão desta ótima fortuna é a energia positiva que o beijo passa para aqueles que beijam no começo do dia. Conseqüentemente, se você quiser ter mais dias felizes, saudáveis, ser bem sucedido, e viver mais, você deve beijar o seu amor antes que você vá trabalhar, todos os dias. Foram os Romanos que descobriram o beijo, mas Vaughn Bryant, professor do departamento de antropologia no Texas A&M, dita que o primeiro beijo erótico foi trocado aproximadamente 1500 A.C. na Índia. Antes desse tempo não há nenhuma evidência (tabuletas de argila, pinturas da caverna ou registros escritos) que indique o histórico do beijo. Bryant disse também que o ato de friccionar e pressionar os narizes e a troca das línguas entre amantes, se popularizou aproximadamente em 1500 a.C. Os Romanos beijavam-se cumprimentado uns aos outros, beijavam as vestes e os anéis de seus líderes e estátuas dos deuses mostrando sua submissão e respeito.  É um fato científico que beijar estimula nosso cérebro a produzir o oxytocin, um hormônio que nos dá aquela ótima sensação que sentimos ao beijar. Um estudo em 1997 na universidade de Princeton concluiu que nossos cérebros estão equipados com os neurônios que nos ajudam a encontrar os lábios de nossos amantes no escuro. Não é nenhuma novidade que muitos casais apreciam se beijar no escurinho do cinema! Talvez por isso alguns beijos do cinema tenham ficado tão célebres, aqui vai a lista dos cinco que ficaram na minha memória. Alguns por sua beleza outros pela polêmica que provocaram ao serem filmados:

5 Três Formas de Amar (1994) Lembro que ainda era um adolescente quando esse filme passou no cinema e causou escândalo pela forma como abordava o relacionamento de dois rapazes com uma garota numa universidade americana. A coisa toda começa quando a jovem Alex (Lara Flynn Boyle, que depois ficou famosa por casar com Jack Nicholson) tem seu sexo trocado numa ficha devido ao nome unissex e vai parar no dormitório masculino, ou melhor, no quarto do cerebral Eddy (Josh Charles que atualmente tem destaque no seriado The Good Wife) e do paspalho Stuart (Stephen Baldwin, no seu melhor papel no cinema). O trio vai se estranhar, se tornar amigo até e a tensão sexual cresce cada vez mais: a bela Alex gosta de John que... começa a olhar diferente para Stuart. A cena do beijo a três virou o símbolo desse filme que fez o relacionamento à trois soar mais pop do que nunca.


4 Diário de Uma Paixão (2004) O filme de John Cassavetes é baseado em mais um livro de Nicholas Sparks. Nele está reunido todos os clichês favoritos do autor: diferentes classes sociais, encontros e desencontros, doenças, redenção, perdão e o amor puro. A menina rica (Rachel McAdams) se apaixona por um pobretão (Ryan Gosling) e entre bons e maus momentos acabam se separando. O mais curioso da trama é que a história é contada por um velhinho (James Garner) à uma velhinha num (a supermãe de Cassavetes, Gena Rowlands) azilo - até que descobrimos que o casal maduro é o mesmo casal jovem que conhecemos na história. O filme poderia ter passado em branco não fosse pela força com que Gosling e McAdams defendem seus personagens em suas qualidades e defeitos. Sem falar que o beijo poderoso dos dois na chuva deu força até para os dois engatarem um romance na vida real! Ah, o amor... 
  
3 O Segredo de Brokeback Mountain (2005) Ang Lee tinha feito o pior filme de sua vida quando topou dirigir Hulk (2003) para a Fox. Afinal o mostrengo verde foi uma catástrofe em todos os sentidos - tanto que até hoje anda cambaleando para gerar filmes (a próxima tentativa será no filme dos Vingadores, agora encarnado pelo indicado ao Oscar Mark Rufallo). Como o diretor taiwanês iria se safar do maior fiasco de sua carreira? Ora, fazendo um filme sobre cowboys gays!!! O mais incrível é que o filme foi o mais falado de 2005 graças à razão e sensibilidade de Lee - sendo o ganhador de vários prêmios com sua narrativa melancólica sobre um amor proibido num mundo de preconceitos. Jack Twist (Jake Gyllenhall) e Ennis Del Mar  (Heath Ledger) se conheceram nas montanhas cuidando de ovelhas. Saem dali, casam com mulherem e têm filhos, mas escondem do resto do mundo o que sentem um pelo outro - e quando alguém descobre o escândalo é inevitável. Acho que todo mundo ficou tão surpreso quanto a esposa de Ennis (Michelle Williams) quando viu a fúria do beijo que os dois trocam no quintal.

2 Homem Aranha (2002) O beijo mais marcante do filme pipoca americano do século XXI está sem dúvida no primeiro Spider Man sob a batuta de Sam Raimi. O herói da Marvel ganhou uma versão altamente fiel em sua primeira aventura na telona. Tobey Maguire estava perfeito como Peter Parker e todo mundo torcia para que seu romance com Mary Jane (Kirsten Dunst). Como era de se esperar o maior rival do rapazinho com cara de nerd acabou sendo seu alter-ego aracnídeo... pelo menos entre um apuro e outro com o Duende Verde (Willem Dafoe) papai do melhor amigo (James Franco) que só serve para atrapalhar, o cara conseguiu esse beijo antológico pendurado de ponta cabeça na chuva. Um beijo tão bacana que só poderia ser baseado no herói de maior apelo teen das HQs e que vai dar trabalho para a nova versão do herói no cinema inventar algo tão genial. 

1 A Um Passo da Eternidade (1954) Mesmo quem nunca viu o filme de Fred Zinnemann já viu uma centena de vezes a cena em que Burt Lancaster e Debora Kerr dão aquele mega-beijo entre a areia e o mar numa praia em preto e branco. Tem alguma ideia melhor para o primeiro lugar deste combo? Pode parecer óbvio (e é mesmo) mas a força desta cena é mais forte do que o próprio filme que conta o cruzamento de várias vidas num campo do exército americano no Havaí. A que chama mais atenção é a do sargento Warden (Lancaster) que causa escândalo ao assumir o caso que tem com a esposa (Kerr) de seu superior. Agora imaginem o beijão em trajes sumários numa telona nos idos de 1954! A coisa foi tão séria que o filme ganhou oito Oscars - ganhou o de atores coadjuvantes (Donna Reed e Frank Sinatra) e perdeu o de ator e atriz (Lancaster e Kerr). Ninguém se beija numa praia em trajes de banho impunemente...

Menções honrosas: A bela & o príncipe  (A Bela Adormecida - 1959); Keira Knightley & James McAvoy (Desejo e Reparação - 2007); Macaulay Culkin & Anna Chlumsky (Meu Primeiro Amor - 1991); Dustin Hoffman & Anne Bancroft (A Primeira Noite de Um Homem - 1967); A Dama & o Vagabundo (Idem - 1955). Agradecimentos à http://www.vocesabia.net/ciencia/as-principais-curiosidades-do-beijo/

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