quinta-feira, 14 de julho de 2016

4EVER: Héctor Babenco

07 de fevereiro de 1946 ✰ 13 de julho de 2016

Héctor Eduardo Babenco nasceu em uma família de origem judaico-ucraniana em Mar Del Plata na Argentina. Seu longa de estreia foi O Rei da Noite (1975), que contava a história de um homem da infância até a velhice. Em 1977 tornou-se ainda mais conhecido com Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia, clássico estrelado por Reginaldo Faria e lançado no mesmo ano que o cineasta naturalizou-se brasileiro. Babenco ganhou fama mundial com seu terceiro trabalho nas telonas: Pixote - A Lei do Mais Fraco (1980) que foi aclamado mundialmente, assim como O Beijo da Mulher Aranha (1984), filme co-produzido com os EUA e que concorreu a cinco Oscars (Filme, Diretor, Roteiro Adaptado e ganhou o de Melhor Ator para William Hurt). A direção segura e a sensibilidade perante histórias incômodas rendeu o convite para dirigir Ironweed (1987), drama pesadão estrelado por Meryl Streep e Jack Nicholson. Ao todo, Babenco dirigiu dez filmes dignos de atenção. Seu último grande sucesso foi Carandiru (2003) e o seu lançamento mais recente foi Meu Amigo Hindu (2016) com Willem Dafoe, onde revisita o tratamento contra o câncer. Héctor faleceu  em consequência de uma parada cardiorrespiratória

quarta-feira, 13 de julho de 2016

MOMENTO ROB GORDON: Momentos Rock'n Roll do Cinema

Hoje é o Dia Mundial do Rock e resolvi fazer uma lista com os meus momentos Rock'n Roll favoritos do cinema! Ela ficou bem mais democrática do que eu imaginei - e isso só prova o quanto um dos gêneros mais conhecidos do mundo não morre enquanto for plural e eclético em suas vertentes! 

#5 "My Love Will Never Let You Down"
Ricky & The Flash: De Volta para Casa (2015) está longe de ser um grande filme. O roteiro de Diablo Cody começa cheio de possibilidades, mas depois é desenvolvido como uma novela das oito que enrola demais para chegar no final. Batendo sempre na mesma tecla (o ressentimento da família com a mulher que largou o esposo e os filhos para seguir carreira de musicista) o filme desperdiça a versatilidade de Meryl Streep, deixando somente para o final  versão cheia de energia da música de Bruce Springsteen - que revela tudo que o filme poderia ter sido se fosse menos careta. 

#4 "Zach's Song"
Escola de Rock (2003) deve figurar em alguma lista de grandes surpresas da história do cinema. Dirigido por Richard Linklater (que, convenhamos, nunca é chegado a ser popular) o filme tem como maior trunfo a química entre o roqueiro vivido por Jack Black e seus alunos de música - que aprendem o valor do rock em sua essência. Um filme que tinha tudo para dar errado e se tornou um novo clássico da comédia americana. A cena final em que professor e alunos demonstram que aprenderam a lição direitinho é uma das favoritas de todos os tempos até na opinião de minha mãe (que odeia comédias). 

# 3 "Tear me Down"
John Cameron Mitchell era um ilustre desconhecido quando exibiu Hedwig (2001) no Festival de Berlim e saiu de lá aclamado com o Teddy (o prêmio voltado para filmes sobre diversidade sexual do festival). Na pele do transexual nascido na Alemanha Oriental e que apenas quer ser amado como qualquer mortal, Mitchell solta a alma roqueira que tem dentro de si. Ele dirige, atua, canta e escreve o roteiro sobre uma rockstar incomum (e foi indicado ao Globo de Ouro de melhor ator em comédia ou musical pela atuação). Tear me Down é a carta de apresentação da personagem e ainda serve para embalar nossa espera pelo novo filme do rapaz (a adaptação da HQ de Neil Gaiman "Como Falar com Garotas em Festas" ambientado na cena punk dos anos 1970)!

#2 "Twist And Shout"
Curtindo a Vida Adoidado (1986) deve ser o maior clássico para adolescentes dos anos 1980 com o dia em que um rapaz decide matar aula e curtir o dia com sua namorada (Mia Sara) e seu melhor amigo (Alan Ruck). Uma das cenas que fizeram história no dia de aventuras do jovem Ferris Bueller (Matthew Broderick no papel de sua vida) foi quando ele colocou todo mundo para cantar e dançar ao som dessa pérola dos Beatles - espantando qualquer sombra de mesmice num dia de desfile...

#1 "Johnny Be Good"
A trilogia De Volta Para o Futuro (1985) é uma das mais queridas da história do cinema e está repleta de cenas antológicas. No primeiro episódio da série tem uma que está entre as melhores das viagens no tempo de Marty McFly (Michael J. Fox). A cena em que ele toca a canção de Chuck Berry no baile definitivo para seus país no ano de 1955 é tão bacana que foi resgatada na sequência lançada em 1989. O mais legal é a plateia atônita diante do show de Marty tocando uma canção que só seria lançada três anos depois (e revolucionaria a história da música). Sorte de quem estava no baile e viu o rock nascer antes do resto da humanidade. 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Na Tela: Como Eu Era Antes de Você

Emilia e Sam: sucesso e polêmica. 

Como Eu Era Antes de Você é um drama romântico baseado no livro de Jojo Moyes, que também assina o roteiro para as telonas. Geralmente eu fujo desse tipo de filme, mas fui motivado a assistir por todas as polêmicas que o filme gerou por conta de seus momentos finais. O fato é que a diretora Thea Sharrock segue toda a cartilha dos filmes do gênero drama-romântico, com a diferença que capricha no tom de comédia romântica (às vezes com resultado irritante). Lou Clark (Emilia Clarke) é uma garota de 26 anos que trabalhou os últimos seis numa confeitaria que acaba de fechar as portas. A família Clark enfrenta grandes dificuldades financeiras e ela precisa conseguir um trabalho urgente. Com comportamento adolescente e roupas multicoloridas ela acaba na casa da milionária família Traynor. Seu trabalho é ajudar a cuidar de Will (Sam Claflin), jovem herdeiro da família que ficou tetraplégico após um acidente. De início Will é mal humorado e grosseiro, mas não vai demorar muito para ele perceber que debaixo do comportamento infantil, Lou é uma garota com coração de ouro (e que namora um aspirante a atleta bastante egocêntrico). O que diferencia o filme dos outros calcados nas xaroposas tramas de Nicholas Sparks é que Jojo Moyes sabe que na vida é preciso saber digerir o sabor amargo para seguir em frente, especialmente quando se tem medo de encarar as próprias escolhas - como é o caso de Lou, que exagera no açúcar para não perceber o que há de desagradável em sua vida. O afeto entre Lou e Will cresce gradativamente, até bem perto do final, especialmente quando ela pensa que seu amor pode fazer Will mudar de ideia quanto à uma decisão radical tomada por ele. É interessante ver o que Emilia Clarke faz em um papel mais leve que de costume, embora a considere careteira demais no papel (em algumas cenas suas sobrancelhas se contraem ao limite do impossível) ela já provou ser boa atriz quando precisa ser mais contida. Aqui ela está um tom acima do pedido pela personagem, mas acredito que a ideia era ressaltar o contraste dela com a personalidade um tanto amarga de Will - que recebe uma atuação de respeito de Sam Claflin, que não faz feio ao criar um verdadeiro cavalheiro com as limitações físicas que o papel exige. Não vou gastar meu tempo criticando se o filme faz apologia a isso ou aquilo, mas o fato é que motiva uma discussão que é bem mais complicada do que a maioria das pessoas se aventura a fazer ultimamente nas redes sociais. O melhor é que para Como Eu Era Antes de Você não basta ser comédia romântica dramática, precisa motivar debates (algo muito mais enriquecedor do que concordar e discordar da atitude de um ou outro personagem) e, por isso mesmo, o longa está acima da média entre os lançamentos do gênero.

Como Eu Era Antes de Você (Me Before You/Reino Unido-2016) de Thea Sharrock com Emilia Clarke, Sam Claflin, Janet McTeer, Brendan Coyle, Charles Dance, Matthew Lewis e Stephen Peacocke. ☻☻☻

NªTV: The Night Of

Riz e John: apenas a ponta de um crime. 

Um rapaz comportado sai para se divertir à noite e encontra uma bela garota que transpira perigo. Eles consomem algumas drogas e ficam alcoolizados. Fazem sexo e dormem. Quando o rapaz acorda ela está morta. Ele não faz a mínima ideia do que aconteceu e a única coisa que consegue pensar é fugir dali o mais rápido possível, mas ele esquece a chave do carro (na verdade o táxi do pai) e precisa voltar à cena do crime. Esse é o começo de The Night Of, nova série de mistério da HBO que precisa de um trunfo para esquentar o segundo semestre de 2016. Com  o cancelamento da tão ambiciosa (quanto insossa) Vinyl, o suspense criado por Steven Zailian (roteirista Oscarizado por A Lista de Schindler/1993 e diretor de três longas que não chegaram a fazer sucesso) recebe destaque na emissora que depende cada vez mais de Game of Thrones para impressionar o público. Investindo cada vez mais em séries cômicas, a HBO precisa de uma série que possa colher novos espectadores fiéis com a proximidade do fim da saga de Goerge R.R. Martin. É verdade que a história do rapaz acima de qualquer suspeita já foi vista centenas de vezes no cinema ou em episódios de séries policiais, mas The Night Of investe no diferencial de conta-la de forma diferente. Com a narrativa mais lenta e cheia de clima, o piloto caprichou na tensão, de forma que o público nem se importou com o excesso de coincidências que levaram o estudante de origem paquistanesa Naz (o ótimo Riz Ahmed que já chamava atenção em O Abutre/2014) direto para a delegacia naquela noite estranha. Quando ele se encontra com o advogado Jack Stone (John Turturro) temos a impressão que aquilo é só o começo de uma história cheia de possibilidades. Da forma como aborda o relacionamento entre os policiais (preocupados em sair após o final do turno ou fazer relatórios cansativos), a tensão racial vivenciada na terra do Tio Sam e o próprio funcionamento da justiça, Naz parece preso à uma teia de situações prestes a devorá-lo. Com oito episódios pela frente, o seu piloto (com os melhores momentos de toda a carreira de Zailian atrás de uma câmera) já fez muito mais do que a horrorosa segunda temporada do também policialesco True Detective (que jogou no ralo tudo que a primeira tinha de envolvente e ficou apenas sem sentido - além de sem previsão de retorno para esse ano). Por conta do hipnótico episódio da estreia a plateia só quer saber o que acontecerá daqui para a frente com Naz e quem está ao seu redor nas consequências de uma noite amaldiçoada pela Lei de Murphy.

The Night Of (EUA/2016) de Steven Zailian com John Turturro, Riz Ahmed, Syam M. Lafi e Bill Camp. ☻☻☻☻☻

domingo, 10 de julho de 2016

PL►Y: Quarteto Fantástico

O novo Quarteto: nada fantástico. 

No início pensei que o novo Quarteto Fantástico tornou-se um retumbante fracasso devido a expectativa gerada pela repaginada sofrida pelo time de heróis mais clássico da Marvel. Afinal o elenco era composto por atores em ascensão e um diretor que provou saber lidar com efeitos especiais de forma realista. O cineasta Josh Trank criou praticamente sozinho Poder Sem Limites (2012), um filme de baixo orçamento que tinha como maior trunfo o uso quase documental de efeitos especiais no combate entre dois adolescentes que desenvolviam poderes especiais. Apontar Trank como diretor para uma nova roupagem de Quarteto Fantástico era tão óbvio quanto somar dois mais dois. A Fox estava tão animada que já havia até encomendado uma sequência para os próximos anos... nada parecia poder sair errado até que o filme estreou e mostrou-se um verdadeiro fiasco, não apenas de bilheteria mas em sua própria realização. Está certo que os filmes anteriores dos super-heróis estavam bem longe de ser obras-primas, mas pelo menos eram divertidos no tom impresso por Tim Story (que tinha como maior mérito ter convencido Gisele Bünchen a fingir que sabia atuar no remake de Táxi/2004). Porém, Story não perdia cinquenta minutos explicando como os personagens recebiam seus poderes, nem enrolava vinte minutos numa trama governamental que não interessa a ninguém para nos últimos instantes fazer uma cena de combate sonolenta. Na nova versão, o filme perde tempo demais explicando o que ninguém quer saber, num resultado frio e pretensioso. Reed Richards (Miles Teller num papel desnecessário depois dos elogios recebidos por Whiplash/2014) é um cientista prodígio que descobre como viajar para uma dimensão paralela num projeto de feira de ciências. O feito chama a atenção do Dr. Franklin Storm (Reg E. Cathey), pai de Johnny (Michael B. Jordan) e de Sue (Kate Mara) que embarcam no projeto, assim como o melhor amigo de Reed, Ben Grimm (Jamie Bell). Nem adianta se animar com o elenco, ainda que seja formado por jovens atores competentes, eles não dão liga na trama mal escrita. A falta de química se torna completa com Toby Kebbell que vive uma versão inconcebível de Victor Von Doom, que era para ser um dos vilões mais temíveis da Marvel, o Dr. Destino e parece só um idiota pedante. Com efeitos especiais esquisitos (que parecem saídos de um filme B dos anos 1970), o filme enrola demais, fingindo ter uma grande história para desenvolver. Se os filmes anteriores (Quarteto Fantástico/2005 e Quarteto Fantástico: O Surfista Prateado/2007) conseguiu fazer sucesso com seu tom descontraído e apresentar o Quarteto como uma família de heróis. Num tempo em que os filmes de heróis começavam a ficar mais sombrios, eles foram bastante criticados por criarem puro entretenimento e ficar satisfeito com isso (algo que seria perdoado se fossem lançados nos anos 1990). Ironicamente, o novo filme fracassa justamente por levar-se a sério demais. Trank parece querer construir um clássico da ficção científica, mas entrega um filme confuso, sem ritmo e com atuações péssimas. Por mais que o cineasta atribua o fracasso ao corte final imposto pelos produtores, sua mão pesada tornou os personagens quase insuportáveis (de forma que as piadas nunca funcionam e as caretas quando usam os poderes são o que há de mais divertido na sessão). Realmente não entendo porque não aproveitaram a franquia anterior, mesmo que possuísse defeitos, poderiam ser ajustados e render um terceiro filme mais maduro e que se tornasse um divisor de águas para o Quarteto no cinema (e a aventura com o Surfista Prateado havia até deixado um gancho para isso ao introduzir o vilão Galactus para um terceiro filme), naquela época o time formado por Sr. Fantástico (Ioan Gruffudd), Mulher Invisível (Jessica Alba), Tocha Humana (Chris Evans antes de ser o Capitão América) e Coisa (Michael Chiklis) conseguia render uma matinê animada com sabor de pipoca. O filme de Josh Trank serve apenas para fazer pensar como poderia ser os heróis nas mãos zelosas de seus criadores na Marvel Studios. 

O antigo Quarteto Fantástico: senti até saudade. 

Quarterto Fantástico (Fantastic Four/EUA-2015) de Josh Trank com Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan, Jamie Bell e Toby Kebbell. #

Quarteto Fantástico (Fantastic Four/EUA-2005) de Tim Story com Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans, Michael Chiklis, Julian McMahon, Kerry Washington e Laurence Fishburne ☻☻☻

Quarteto Fantástico: O Surfista Prateado (4: Rise of Silver Sufer/EUA-2007) de Tim Story com  Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans, Michael Chiklis, Doug Jones, Julian McMahon, Kerry Washington e Laurence Fishburne. ☻☻☻

sábado, 9 de julho de 2016

CATÁLOGO: O Despertar de um Homem

Barkin, Leo e DeNiro: família complicada. 

Recém contemplado com o Oscar de Melhor Ator, Leonardo DiCaprio despontou como astro promissor nos idos de 1993 quando foi escolhido para protagonizar o drama O Despertar de um Homem aos dezesseis anos de idade. DiCaprio já havia conseguido papéis importantes em programas de televisão, mas nada que se compare à sua atuação na pele do garoto Tobias Wolff. Tobias vivia com mãe, Caroline Wolff (Ellen Barkin) que vivia mudando de uma cidade para outra depois que sobreviveu ao divórcio de seus pais. Entre um namorado e outro, Caroline acaba conhecendo Dwight (Robert DeNiro). Se o primeiro contato entre o candidato a padrasto e Tobias não é muito bom a coisa só piora quando sua mãe casa e se muda para a casa do padrasto. É verdade que a ambientação nos anos 1950 apresenta Tobias como um típico adolescente rebelde da época: um tanto debochado, um pouco desbocado, fumando escondido e com amigos sem grandes ambições, assim como ele mesmo - mas nada que justifique as atitudes abusivas de Dwight. A situação em casa torna-se cada vez mais insustentável conforme o padrasto mostra-se cada vez mais truculento e incompreensivo com os novos membros da família (o padrasto já tinha duas filhas e um filho do primeiro casamento que são bem tolhidos) e a situação só piora. O diretor Michael Caton-Jones encontra aqui um dos melhores momentos de sua carreira (e depois nunca mais fez algo memorável - só para ter ideia, seu último trabalho no cinema foi em 2006 quando Sharon Stone o convocou para dirigir o desastroso Instinto Selvagem 2), conseguindo transmitir o desconforto que era viver sobre o mesmo teto uma jovem rapaz com uma figura masculina tão desagradável. Robert DeNiro assusta ao dar conta de um sujeito abusivo, Ellen Barkin até surpreende ao desviar-se de seus tipos sensuais de costume na época (mas sua carreira como atriz séria nunca decolou), mas o destaque fica mesmo com DiCaprio percebendo que era preciso um bocado de esforço para não se tornar um sujeito tão amargo e ressentido consigo mesmo quanto Dwight. Além disso, Leo demonstra uma segurança em cena que nem parece intimidade de estar diante de duelar em cena com um dos maiores atores de Hollywood. Baseado no livro de memórias do escritor Tobias Wolff, o filme consegue ser bastante envolvente, especialmente pelo seu elenco em plena sintonia (repare a particiapação dos novinhos Tobey Maguire e Carla Gugino) o deixando com o maior jeitão de filme feito para o Oscar: atuações dedicadas, fotografia bem cuidada, narrativa correta, figurinos e direção de arte bem feitos... mas a Academia se rendeu a outra atuação de DiCaprio no mesmo ano: em Gilbert Grape que recebeu uma merecida indicação ao prêmio de coadjuvante por viver o irmão autista de Johnny Depp. Nascia naquele ano um dos atores mais requisitados de Hollywood. 

O Despertar de um Homem (This Boy's Life/EUA-1993) de Michael Caton-Jones com Leonardo DiCaprio, Robert DeNiro, Ellen Barkin, Carla Gugino, Jonah Blechman e Chris Cooper. ☻☻☻

PL►Y: Shaun - O Carneiro

Shaun (no centro) e seus amigos: para grandes e pequenos.

Indicado ao Oscar de Melhor Filme de Animação em 2016, o último longa do estúdio Aardman deu o azar de concorrer com o imbatível Divertida Mente (que levou o Oscar da categoria), afinal, a saga do carneiro e seus amigos para reencontrar o pastor que perdeu a memória é uma daquelas obras que divertem crianças e adultos - contando ainda com o charme dos personagens serem feitos de massinha  e com o típico humor inglês. Ainda que seja o primeiro filme para os cinemas estrelado por Shaun, o simpático carneiro estreou sendo coadjuvante da dupla Wallace & Gromit (também criada pelo genial Nick Park) em Wallace & Gromit: Tosa Completa (1996), que recebeu o Oscar de melhor curta-metragem de animação. Depois Shaun virou estrela de TV com Timmy & Seus Amigos criado em 2009 para os pequeninos (e que pode ser visto na TV Cultura) e com o sucesso acabou recebendo episódios voltados para os mais crescidos numa série de episódios com o mesmo título do filme que chegou aos cinemas no ano passado. Além da qualidade técnica irretocável, o filme possui um roteiro envolvente, cheio de humor e alguma dose de suspense a partir do dia em que Shaun e seus amigos resolvem mudar a rotina da fazenda, mas um pequeno acidente colocará em risco a vida na fazenda onde vivem: o fazendeiro se perde na cidade grande. O esperto Shaun parte para recuperar o dono e se envolve em aventuras, envolvendo um agente do centro de zoonoses, conhece uma cachorrinha de rua e... se contar mais estraga. Com ritmo invejável, o filme ainda chama a atenção por não ter diálogos, investindo na expressividade encantadora dos personagens e o uso certeiro da trilha sonora. Shaun - O Carneiro é um filme esperto que fez pouco sucesso quando entrou em cartaz nos cinemas brasileiros e merece ser redescoberto por todas as virtudes que faz do estúdio Aardman um dos mais queridos no ramo da animação mundial. 

Shaun - O Carneiro (Shaun the sheep Movie - Reino Unido/2015) de Nick Park ☻☻☻☻

quinta-feira, 7 de julho de 2016

4EVER: Guilherme Karan

08 de outubro de 1957 ✰ 07 de julho de 2016

O carioca Guilherme Pontes Karan ficou famoso por seus trabalhos cômicos no teatro, no cinema e na televisão - especialmente por sua atuação no programa TV Pirata, um dos maiores sucessos do humor televisivo brasileiro (onde o ator interpretou, entre outros personagens, o antológico Zeca Bordoada - apresentador do TV Macho). Karan atuou em sucessos do cinema nacional como Rock Estrela (1985), O Homem da Capa Preta (1986) e o infantil Super Xuxa Contra Baixo Astral (1988) e  Com 14 trabalhos na TV e 15 filmes no currículo, Karan andava sumido dos holofotes desde que em 2005 começou a apresentar sinais da síndrome de Machado-Joseph, uma anomalia genética que afeta a coordenação motora e o controle sobre os músculos.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

4EVER: Abbas Kiarostami

22 de junho de 1940 ✰ 04 de julho de 2016

Nascido em Teerã, o iranianoo Abbas Kiarostami passou de referência do cinema iraniano para se tornar um dos mais aclamados cineastas do mundo. Diretor, poeta, roteirista e fotógrafo, Kiarostami concluiu sua licenciatura em Belas Artes na Universidade de sua cidade natal, iniciando seus como cineasta na década de 1970. Em 1974 ele lançou o clássico O Viajante e ficou conhecido mundialmente com Onde Fica a Casa do Meu Amigo (1984). Seus filmes ficaram famosos por retratar a vida no Irã após a Revolução Islâmica de 1979. Presença constante nos festivais mais importantes do planeta, Kiarostami ganhou a Palma de Ouro em Cannes com o celebrado Gosto de Cereja (1997) e o Leão de Ouro no Festival de Veneza com O Vento nos Levará (1999). Seus últimos filmes foram filmados em outros países, caso de Copie Conforme/2010 (que rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Juliette Binoche) rodado na Itália e Um Alguém Apaixonado (2012), indicado à Palma de Ouro, que se passa no Japão. Abbas Kiarostami faleceu por consequência de um câncer gastrointestinal.