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domingo, 25 de agosto de 2024

PL►Y: Fúria Primitiva

Patel: estreia na marra como diretor.

Sempre acho interessante quando um ator quer sair do nicho em que Hollywood tentou o colocar e consegue enveredar por outros ares. Isso acontece com Dev Patel, o ator britânico de 34 anos se tornou conhecido com a série Skins (2007-2013), mas chegou aos cinemas com Quem Quer Ser Um Milionário (2008) de Danny Boyle. Embora o filme tenha agradado a Academia e recebido oito Oscars (incluindo filme e direção), sua primeira indicação ao prêmio só veio como ator coadjuvante em Lion (2017). Desde então o ator tem investido em produções diferentes e desafiadoras (como A Lenda do Cavaleiro Verde/2021), mas, não satisfeito, resolveu se aplicar como diretor, produtor e roteirista. No recente Fúria Primitiva ele assume os três serviços atrás das câmeras e também atua, numa verdadeira prova de que o moço é capaz de muito mais do que esperavam dele. No longa ele interpreta o protagonista que ganha a vida em lutas clandestinas, em que se esconde por trás de uma máscara de macaco (daí o nome original do filme Monkey Man). Na primeiras cenas de ringue já temos uma amostra do que o filme irá nos apresentar: lutas sujas, violência, sangue e edição frenética. Mas a vida do rapaz tem mais do que ser pago para perder todas as noites.  Seu passado é marcado por uma tragédia, que fermenta nele um desejo de vingança que o fará desafiar pessoas tão poderosas quanto perigosas. Não vale falar muito mais do que isso para não estragar as surpresas que o filme reserva, mas também, em termos de sinopse, não existe mais do que isso. O que torna a estreia de Dev na direção um projeto impressionante é a sua desenvoltura em construir cenas de ação vertiginosas que bebem diretamente na inspiração em John Wick. A diferença está na ambientação em uma Índia impregnada de problemas sociais, tráfico sexual, religiosidade e tudo mais que você possa imaginar. Patel utiliza estes elementos para construir a identidade do seu filme e também de seu protagonista e não tem medo de banhar tudo com cores fortes e sanguinolentas. Essa mistureba toda fez com que a Netflix temesse o lançamento do filme diretamente em seu catálogo, mesmo após investir cerca de 30 milhões de dólares no projeto, mas embora o resultado careça de uma costura mais firme entre todos os elementos que apresenta, a produção funciona bem ao elevar a adrenalina da plateia. Resta dizer que o filme chamou até dos amantes de filme de ação, o que carimba de forma positiva a estreia de Patel como cineasta e acho que nem precisa dizer que ele está muito bem no papel principal (embora tenha quebrado uma mão, dois dentes, deslocado o ombro e conseguido uma infecção no olho), confesso que nunca teria o imaginado protagonizando um filme feito esse, e, acho que por pessoas feito eu, que resolveu bancar o projeto. Grata surpresa. 

Fúria Primitiva (Monkey Man / EUA - Canadá - Singapura - Índia / 2024) de Dev Patel com Dev Patel, Sharlto Copley, Pitobash, Jatin Malik, Sikandar Kher, Sobbhita Dhulipala e Ashwini Kalsekar. ☻☻

domingo, 22 de outubro de 2023

PL►Y: Wes Anderson em Curtas na Netflix

 

A patota de Wes: Roald Dahl na tela da Netflix. 

Enquanto não assisto Asteroid City (o filme simplesmente não entrou em cartaz na minha cidade ou nas redondezas), a Netflix me deu o presente de ver Wes Anderson em quatro curtas-metragens baseados na obra de Roald Dahl. Anderson é declaradamente fã do autor e já se aventurou pela obra dele no magnífico O Fantástico Senhor Raposo (2009) e agora opta pelo trabalho em live action para adaptar quatro contos do escritor. Devo dizer que minha relação com os curtas foi bastante peculiar. Especialmente porque comecei a ver pelo mais alardeado de todos que é A Incrível História de Henry Sugar e, confesso, que foi o que menos gostei. Talvez seja por conta da duração mais extensa (41 minutos) que fez o filme me parecer um poço de pretensão. Achei o filme um tanto pesado em todos os seu maneirismos para contar a história de um milionário (Benedict Cumberbatch) que cruza o caminho de um homem que é capaz de enxergar sem usar os olhos (Ben Kingsley). Apesar de não ter curtido, fica claro ali o estilo do diretor impresso com uma narrativa ainda mais peculiar, já que ele faz questão de deixar a sensação de que o texto literário foi adaptado na íntegra, com o narrador (aqui vivido por Dev Patel, em ótima estreia na patota do diretor) por vezes descrevendo não apenas as emoções dos personagens como também as ações que são apresentadas em imagens. Mais do que tagarelice, uma sandice, mas que por vezes soa engraçada, assim como cansativa. Wes brinca com a percepção do espectador ao subverter a ideia de que nem sempre o importante é o que está sendo dito (ou quem diz). Comecei a curtir mais a brincadeira quando passei a não direcionar meu olhar para o narrador e ficar de olho no andamento da ação com outros personagens (e aqui o diretor soa como se fizesse troça de quem sempre fala de sua obsessão por simetria, já que com  o narrador em cena,  a ação não está ao centro, mas na visão periférica da cena). Henry Sugar parece na verdade dois filmes emendados e ressalta mais uma vez a paixão de Wes pelo oriente, aqui ele não está nem aí para as acusações de apropriação cultural, já que está plenamente seguro de que construiu um mundo só seu. Outro detalhe que fica latente aqui é um acabamento teatral da mise en scène , especialmente na transição dos cenários e convite à imaginação do espectador para complementar elementos em várias cenas. Confesso que desanimei após este aclamado curta. Sorte que depois eu assisti Veneno, eu nem sabia, mas é o curta-metragem que encerra a série de curtas e o achei o mais divertido com a história de um homem (Benedict Cumberbatch) que encontra uma cobra venenosa dormindo em sua cama e gera uma série de trapalhadas sob a tensão de uma morte eminente. Aqui, a narração de fala acelerada se torna mais orgânica e a rigidez do personagem de Cumberbatch, ao interagir com os elementos narrativos propostos pelo diretor, resulta em algo bastante divertido, embora trate de um tema sério como a xenofobia. O trato bem sacado me fez investir mais um pouco do meu tempo e ver O Caçador de Ratos. Se antes eu já achava o maior barato a forma como Ralph Fiennes (que se tornou membro do cast do diretor em O Grande Hotel Budapeste/) se encaixa nas tramas de Wes (ele também interpreta Roald Dahl sempre que necessário ao longo dos curtas), aqui, ele larga a sua boa aparência para se tornar um sujeito tão esquisito quanto os ratos que ele caça. Seus métodos nada ortodoxos garantem a graça da trama narrada por Richard Ayoade, que por vezes se confunde com o próprio Dahl. O tom nervosinho ganha mais graça ainda com Rupert Friend com cara de "onde eu estava com a cabeça quando contratei esse sujeito?". Embora o final seja bem menos interessante do que sugere, o curta cumpre seu papel sem maiores problemas. É interessante que deixei por último O Cisne, talvez o curta mais melancólico dos quatro, ao contar a história de um garotinho que sofre um bocado na mão de algumas pessoas mal intencionadas. Aqui Rupert Friend assume a narrativa e ganha pleno destaque já que é ele que fala a maior parte do tempo. O ator narra, faz vozes diferentes, encena... até que no final, Roald Dahl explica um pouco mais sobre o seu jovem personagem, cuja inspiração veio de uma triste história real que foi publicada nos jornais da época. O Cisne resulta então num filme sobre inocência, adaptação e sobrevivência. É o mais dramático dos quatro e flerta até um pouco comoo horror devido a violência que sugere (em todos os curtas as cenas mais chocantes são apenas narradas). Embora a maioria dos críticos bata palmas para A Incrível História de Henry Sugar, acho que O Cisne, com toda sua beleza triste, seria meu favorito para conquistar vários prêmios e, quem sabe até conceder finalmente um Oscar para Wes Anderson (ele merece faz tempo). 

A Incrível História de Henry Sugar ( / EUA-2023) de Wes Anderson com Benedict Cumberbatch, Ben Kingsley, Dev Patel e Ralph Fiennes. ☻☻

O Caçador de Ratos (The Rat Catcher / EUA-2023) de Wes Anderson com Richard Ayoade, Ralph Fiennes e Rupert Friend. ☻☻☻

Veneno (Poison / EUA-2023) de Wes Anderson de Wes Anderson com Benedict Cumberbatch, Dev Patel, Ben Kingsley, Ralph Fiennes e Benoît Herlin . ☻☻☻☻ 

O Cisne (The Swan / EUA - 2023) de Wes Anderson com Rupert Friend, Asa Jennings e Truman Hanks. ☻☻☻☻ 

sábado, 22 de janeiro de 2022

Pódio: Dev Patel

Bronze: o futuro milionário. 
A primeira vez a gente nunca esquece... a primeira vez que vimos o britânico Dev Patel no cinema foi na pele de Jamal Malik no oscarizado filme de Danny Boyle. Na pele do rapaz de origem pobre que participa de um programa de televisão para ser encontrado por sua amada, Patel está irresistível. Impossível não torcer por Malik ao longo de todo o filme. Patel tinha apenas dezoito anos quando protagonizou o filme (quem assistia a série Skins já o conhecia um pouquinho antes). Embora o Oscar não o tenha indicado ao prêmio de melhor ator, seu trabalho é fundamental para o filme funcionar até hoje. 

Prata: o perdido crescido. 
A primeira indicação do ator ao Oscar veio neste drama comovente sobre um menino de cinco anos perdido nas ruas de Calcutá. Sem encontrar sua família, ele é adotado por um casal de australianos e, embora tenha uma vida confortável, quando adulto desenvolve sérios conflitos com a vida que deixou para trás. Patel interpreta o menino quando crescido e sua busca pelas origens transforma o filme num drama familiar que fez muita gente chorar ao redor do mundo. O filme deu novo fôlego à carreira do moço (que estava preso a papéis pouco desafiadores) e aqui demonstra dar conta de personagens complexos.

Ouro: o lendário sobrinho. 
Se Dev Patel precisava de um papel para provar que cresceu na idade e no talento, o papel do lendário Gawan, sobrinho do Rei Arthur, caiu-lhe como uma luva! Na pele do jovem que não é cavaleiro e cai em um desafio que se mostra uma verdadeira armadilha, Patel tem uma atuação primorosa, introspectiva e cheia de nuances. Gawan come o pão que Merlin amassou numa jornada que, tudo indica, acabará com sua vida cheia de possibilidades. O visual do filme é irretocável e mistura o tom épico contemplativo com doses consideráveis de suspense. Uma ótima atuação numa verdadeira obra-prima. 

FILMED+: A Lenda do Cavaleiro Verde

Dev Patel: a saga do sobrinho do Rei Arthur. 

Lançado nos Estados Unidos em julho do ano passad, The Green Knight foi saudado como o melhor filme de 2021, mas conforme o tempo foi passando, ele perdeu fôlego para as premiações (embora tenha entrado na lista indie do National Board of Review e recebido duas indicações no Gotham Awards). Com a pandemia, a situação do filme no Brasil ficou complicada, já que sofreu diversos adiamentos e agora encontra espaço no streaming do Prime Video. Ao ver o filme eu só lamento que não podemos ver o visual inebriante da produção numa telona de cinema, já que o diretor David Lowery constrói aqui uma verdadeira obra-prima. O roteiro é baseado na história "Sir Gawan e o Cavaleiro Verde" que faz parte dos Contos da Távola Redonda, as histórias orais do século XVI que giram em torno do lendário Rei Arthur e seus Cavaleiros. Gawan é o sobrinho do Rei Arthur e a escolha ousada de Dev Patel para interpretá-lo mostra-se um grande acerto ao longo do filme, já que ele consegue dar conta das nuances que o personagem exige, sobretudo com relação às suas inseguranças perante sua conturbada jornada. Embora não seja um cavaleiro, o rapaz tem acesso ao convívio dos Cavaleiros de seu tio e ao participar de uma celebração natalina na corte recebe a visita do Misterioso Cavaleiro Verde. De estranha aparência arboreal, o cavaleiro desafia um dos presentes a feri-lo, desde que no próximo natal, este o procure e permita que retribua o gesto. Gawan aceita o desafio, sem pensar nas consequências a longo prazo. Passado um ano, ele hesita ao partir ao encontro do Cavaleiro Verde, sabe que se retornar terá se tornado uma lenda, mas existe grande chance de não voltar para a proximidade de sua mãe (Sarita Choudhury) e da mulher que ama (Alicia Vikander). Quem conhece o estilo de Lowery (de Sombras da Vida/2017 e Amor Fora da Lei/2013) sabe que ele não tem muito interesse em cenas de ação, prefere atmosferas mais intimistas refletindo um verdadeiro turbilhão de emoções em cadência contemplativa. Aqui, ele soma este coeficiente comum de seus filmes anteriores a ambientações impressionantes, seja de construções opressoras ou de paisagens naturais traiçoeiras (valorizadas pela belíssima fotografia de Andrew Droz Palermo, o mesmo de Sombras da Vida). Em sua jornada, Gawan reflete sobre seus medos, encontra personagens perigosos, sinistros e sedutores que alimentam o tom reflexivo sobre as possibilidades que o personagem possui ao seguir seu caminho repleto de magias. Este ponto é o que faz o final ter um caráter surpreendente em seu último momento, já que, embora sombrio, faça o espectador compreender as motivações de Gawan perante seu algoz. Devo confessar que sou fascinado pelos Contos da Távola Redonda, mas que sempre estranho quando os estúdios resolvem fazer filmes de ação e esquecem o que eles possuem de mais relevante por trás de seus embates: os dilemas morais. São eles que dão o peso fundamental nas construção das histórias e dos personagens que tornam as histórias da mitologia medieval populares até hoje. Se pudesse entrevistar o David Lowery, eu perguntaria se ele assistia o clássico desenho Rei Arthur realizado pelo estúdio japonês Toei (produzido em 1979 e cultuado desde então), já que o A Lenda do Cavaleiro Verde lembra muito os momentos assustadores presentes naquele desenho, só que aqui, adaptados para uma precisa atmosfera adulta cinematográfica. Adoraria vê-lo voltando a este universo com a mesma energia que apresenta aqui (mas já o escalaram para mais uma versão de Peter Pan...). The Green Knight é um filme de encher os olhos e a imaginação do espectador.  

A Lenda do Cavaleiro Verde (The Green Knight / Irlanda - Canadá - EUA / 2021) de David Lowery com Dev Patel, Alicia Vikander, Joel Edgerton, Sarita Choudhury, Sean Harris e Ralph Ineson. ☻☻

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

INDICADOS AO GLOBO DE OURO 2021

Globo de Ouro: Borat, Mandalorian, Carey, Chadwick e muito mais. 

Algo me dizia que no ano mais conturbado do cinema que deixou salas fechadas, estreias adiadas e filmes se virando para exibição on demand, seria a Netflix que faria a festa. Pelo menos no Globo de Ouro a gigante do streaming (que tem cada vez mais concorrência no ramo) foi a mais lembrada nas produções para o cinema (22 indicações) e televisão (20 indicações), em segundo lugar ficou a Disney com dez indicações (graças aos lançamentos da Pixar e Searchlight/FOX ao seu catálogo). Se algumas indicações foram dadas como certas, outras causaram surpresa seja pela presença (afinal o que Music está fazendo na lista? James Corden mais ser indicado do que Meryl Streep? Pequenos Vestígios indicado?) ou ausência (onde foi parar Destacamento Blood? Ellen Burstyn? Paul Raci? Bridgerton? I May Destroy You?), mas vale ressaltar o marco histórico de três mulheres concorrendo na categoria de Melhor Direção (e Chloe Zhao é a favorita)! A seguir todos os indicados da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood que premiará os seus favoritos no dia 28 de fevereiro com apresentação de Tina Fey e Amy Poehler. Façam suas apostas...

CINEMA

Melhor Filme - Drama
“Meu Pai”
“Mank”
“Nomadland”
“Bela vingança”
“Os 7 de Chicago”

Melhor filme - Musical ou comédia
“Borat: fita de cinema seguinte”
“Hamilton”
“Palm Springs”
“Music”
“A Festa de Formatura”

Melhor Direção
Emerald Fennell — "Bela Vingança"
David Fincher — "Mank"
Regina King — "Uma noite em Miami"
Aaron Sorkin — "Os 7 de Chicago"
Chloé Zhao — "Nomadland"

Melhor atriz de filme - Drama
Viola Davis ("A voz suprema do blues")
Andra Day ("The United States vs. Billie Holiday")
Vanessa Kirby ("Pieces of a Woman")
Frances McDormand ("Nomadland")
Carey Mulligan ("Bela vingança")

Melhor ator de filme - Drama
Riz Ahmed (“O som do silêncio”)
Chadwick Boseman (“A voz suprema do blues”)
Anthony Hopkins (“Meu pai”)
Gary Oldman (“Mank”)
Tahar Rahim (“The Mauritanian”)

Melhor atriz em filme - Musical ou comédia
Maria Bakalova (“Borat: Fita de cinema seguinte”)
Michelle Pfeiffer (“French Exit”)
Anya Taylor-Joy (“Emma”)
Kate Hudson (“Music”)
Rosamund Pike (“I Care a Lot”)

Melhor ator em filme - Musical ou comédia
Sacha Baron Cohen (“Borat: fita de cinema seguinte”)
James Corden (“A Festa de Formatura”)
Lin-Manuel Miranda (“Hamilton”)
Dev Patel (“The Personal History of David Copperfield”)
Andy Samberg (“Palm Springs”)

Melhor ator coadjuvante
Sacha Baron Cohen (“Os sete de Chicago”)
Daniel Kaluuya (“Judas e o messias negro”)
Jared Leto (“Os pequenos vestígios”)
Bill Murray (“On the Rocks”)
Leslie Odom Jr. (“Uma noite em Miami”)

Melhor atriz coadjuvante
Glenn Close (“Era uma vez um sonho”)
Olivia Colman (“Meu pai”)
Jodie Foster (“The Mauritanian”)
Amanda Seyfried (“Mank”)
Helena Zengel (“News of the World”)

Melhor roteiro
“Bela vingança"
“Mank”
“Os 7 de Chicago"
“Meu pai"
“Nomadland”

Melhor filme em língua estrangeira
“Another Round” - Dinamarca
“La Llorona” - Guatemala / França
"Rosa e Momo" - Itália
“Minari” - EUA
"Nós duas" - França e EUA

Melhor Animação
“Os Croods 2: Uma Nova Era”
“Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”
“A caminho da Lua"
“Soul”
“Wolfwalkers”
Melhor Canção Original
“Fight for You” (Judas e o Messias Negro)
“Hear My Voice” (Os 7 de Chicago)
“Io Si (Seen)” (Rosa e Momo)
“Speak Now” (Uma noite em Miami)
“Tigress & Tweed” (The United States vs. Billie Holliday)

TV

Melhor série - Drama
“The Crown”
“Lovecraft Country”
“The Mandalorian”
“Ozark”
“Ratched”

Melhor série - Musical ou comédia
"Emily In Paris"
"The Flight Attendant"
"The Great"
"Schitts Creek "
"Ted Lasso"

Melhor série limitada ou filme para TV
“Normal People”
“O Gambito da Rainha”
“Small Axe”
“The Undoing”
“Unorthodox”

Melhor ator em série - Drama
Jason Bateman (“Ozark”)
Josh O’Connor (“The Crown”)
Bob Odenkirk (“Better Call Saul”)
Al Pacino (“Hunters”)
Matthew Rhys (“Perry Mason”)

Melhor atriz em série - Musical ou comédia
Lily Collins (“Emily in Paris”)
Kaley Cuoco (“The Flight Attendant”)
Elle Fanning (“The Great”)
Jane Levy (“Zoey’s Extraordinary Playlist”)
Catherine O’Hara (“Schitt’s Creek”)

Melhor ator em série - Musical ou comédia

Don Cheadle (“Black Monday”)
Nicholas Hoult (“The Great”)
Eugene Levy (“Schitt’s Creek”)
Jason Sudeikis (“Ted Lasso”)
Ramy Youssef (“Ramy”)

Melhor atriz em série limitada ou filme para TV
Cate Blanchett (“Mrs. America”)
Daisy Edgar-Jones ("Normal People")
Shira Haas (“Unorthodox”)
Nicole Kidman (“The Undoing”)
Anya Taylor-Joy (“O Gambito da Rainha”)

Melhor atriz coadjuvante em série
Gillian Anderson ("The crown")
Helena Boham Carter ("The crown"
)

Julia Garner - "Ozark"
Annie Murphy - "Schitt's creek"
Cynthia Nixon - "Ratched"

Melhor ator coadjuvante em série
John Boyega (“Small Axe”)
Brendan Gleeson (“The Comey Rule”)
Dan Levy (“Schitt’s Creek”)
Jim Parsons (“Hollywood”)
Donald Sutherland (“The Undoing”)

Melhor ator em série limitada ou filme para TV
Bryan Cranston (“Your Honor”)
Jeff Daniels (“The Comey Rule”)
Hugh Grant (“The Undoing”)
Ethan Hawke (“The Good Lord Bird”)
Mark Ruffalo (“I Know This Much Is True”)

domingo, 26 de fevereiro de 2017

INDICADOS AO OSCAR 2017: Melhor Filme

A Chegada
A ficção científica de Denis Villeneuve mistura linguística e discurso pacifista (em meio ao encontro com alienígenas) e foi lembrada em oito categorias: filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, edição, mixagem de som, edição de som e design de produção - e bem que poderia ter rendido uma indicação para Amy Adams na categoria de melhor atriz! O filme não é favorito a nenhum prêmio, mas pode surpreender e levar alguma categoria técnica para casa. 

O faroeste moderno de David Mackenzie foi exibido numa mostra paralela em Cannes e colheu alguns elogios. No entanto, ninguém esperava que um filme modesto e de pequeno orçamento tivesse força suficiente para conseguir ficar entre os melhores filmes do ano - mas a Academia estava atenta ao longa! A história de dois irmãos que assaltam bancos para salvar a fazenda da família ainda concorre nas categorias de ator coadjuvante (Jeff Bridges), roteiro original e montagem.  

O filme ficou famoso como aquele que trouxe Mel Gibson de volta ao coração de Holywood. O filme de guerra do ano conta a história do herói de guerra Desmond Doss, que desafiou superiores com sua convicção de servir ao país sem precisar pegar em armas. O filme ainda concorre nas categorias de diretor (Gibson), ator (Andrew Garfield), edição de som, mixagem de som e montagem. Não é favorito a nada, mas pode levar alguma categoria técnica. 

Muita gente ficou surpresa quando o filme apareceu entre os concorrentes à estatueta de Melhor Filme. No entanto, o prêmio de melhor elenco do SAG e as semanas em que ficou no topo da bilheteria americana, provam que o filme tem seus méritos - e o principal deles é contar como três mulheres negras se tornaram fundamentais para a NASA chegar ao espaço. O filme ainda concorre aos prêmios de melhor atriz coadjuvante (Octavia Spencer) e roteiro adaptado.

O favorito (e forte candidato a mais premiado da noite) é um musical que brinca com referências do gênero para criar uma Los Angeles entre a realidade e a fantasia. O filme concorre em mais 13 categorias: diretor (Damien Chazelle), atriz (Emma Stone), ator (Ryan Gosling), roteiro original, fotografia, montagem, figurino, trilha sonora, mixagem de som, edição de som, design de produção e duas músicas no páreo de melhor canção. 

Lion 
O filme australiano conta a história de um menino indiano que se perdeu dentro de um trem e acabou adotado por um casal amoroso da Tasmânia. Quando adulto ele resolve procurar sua família biológica com ajuda do... Google!? O filme do estreante Garth Davis caiu nas graças da Academia e concorre a mais cinco categorias: ator coadjuvante (Dev Patel), atriz coadjuvante (Nicole Kidman), roteiro adaptado, fotografia e trilha sonora. 

O filme de Keneth Lonergan tem o foco num personagem que deve superar uma tragédia familiar, especialmente quando precisa cuida do seu sobrinho... mas não espere obviedades! No páreo ainda nas categorias de diretor, ator (Casey Afleck), atriz coadjvuante (Michelle Williams), ator coadjuvante (Lucas Hedges) e roteiro original, o filme marca um triunfo para o serviço de streaming Amazon que comprou os direitos do filme em Sundance e se tornou responsável por sua distribuição. 

Barry Jenkins faz um filme único que extrai poesia de um cenário árduo - em que um menino busca sua identidade pela afetividade num mundo que o rejeita. A narrativa em três momentos distintos do personagem concorre ainda aos prêmios de direção, ator coadjuvante (Maharshala Ali, o favorito), atriz coadjuvante (Naomie Harris), fotografia, montagem, trilha sonora e roteiro adaptado.  O filme é o único com chances de derrotar La La Land!

A peça Fences de August Wilson já rendeu prêmios para Viola e Denzel no teatro. Será que fará o mesmo no cinema ao retratar os conflitos de uma família afro-americana diante dos sonhos do filho ser jogador de futebol? O filme é o favorito ao Oscar de atriz coadjuvante (Viola Davis) e as chances de Denzel levar a estatueta de melhor ator cresceram nas últimas semanas (desde que ele levou o SAG para casa). O filme ainda concorre na categoria de roteiro adaptado. 

Elogiado desde que foi exibido no Festival de Cannes, mas, talvez, nem a Academia goste de lembrar que o casamento inter racial já foi considerado crime em alguns estados do Tio Sam. Ao contar a história real do perseguido casal formado por Richard e Mildred Loving, o filme foi indicado somente na categoria melhor atriz (Ruth Negga, impecável), mas merecia estar em pelo menos outras quatro categorias: Filme, diretor, ator (Joel Edgerton) e roteiro original. Imperdível. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Na Tela: Lion - Uma Jornada para Casa

Sunny Pawar: a verdadeira estrela de Lion. 

Ao assistir Lion o que mais me surpreendeu foi a quantidade de crianças perdidas que aparecem durante o filme. Talvez o grande público não perceba este detalhe ao assistir a história do menino Saroo, mas a informação que aparece ao final ressalta o dado alarmante de que 80 mil crianças se perdem por ano na Índia. Saroo foi apenas uma delas e diante de todas as atrocidades que sabemos que pode acontecer com uma criança desaparecida, ele teve a sorte de ser adotado por um casal australiano que o criou com toda atenção e o apoiou quando o menino, já crescido, resolveu procurar sua família biológica. Baseado numa história real, o filme do inglês Garth Davis tem o mérito de entregar exatamente o que o público espera de uma história dessas, sendo espirituoso, comovente e com um final feliz que todo mundo espera ansiosamente (especialmente os que já sabem como a história). O pequeno Saroo (vivido por um irresistível Sunny Pawar) se perde do irmão mais velho numa estação de trem em Calcutá e por não saber informar de onde veio ou o nome da mãe (resista quando ele responde que o nome da mãe dele é “Mamãe”) está realmente em mãos lençóis. Nesta parte o diretor consegue fazer a angústia do menino transbordar da tela. O filme se torna tenso, triste e doloroso de assistir, por isso mesmo gera um verdadeiro alívio quando aparece o casal Brierley em sua vida, John (David Wenham que infelizmente não recebe muito destaque) e Mia (Nicole Kidman, indicada ao Oscar de coadjuvante) surgem como uma salvação para o menino - desde o primeiro olhar luminoso de Mia (cortesia de uma inspirada Nicole) sabemos que ele encontrou uma família que o aceita de coração aberto. Some o momento em que outro filho chega na casa e você perceberá que a primeira parte do filme termina muito bem-sucedida em suas intenções. Quando Saroo cresce é Dev Patel (indicado ao prêmio de ator coadjuvante, categoria em que foi premiado no último BAFTA) que assume o personagem e demonstra maturidade por transparecer que mesmo diante de todo o conforto e expectativas de vida, a dor de não saber o que houve com sua família biológica ecoa dentro dele – e não demora para que isso afete sua vida social (incluindo o namoro com Rooney Mara) e alguns conflitos familiares apareçam pelo caminho. Existe um buraco na identidade de Saroo (e que pode tragar sua personalidade como um vácuo). Diretor de primeira viagem em longa-metragem, Garth Davis (que anteriormente tem como maior mérito ter dirigido quatro episódios da série Top of the Lake) perde fôlego na segunda parte, sorte que o elenco consegue manter o interesse no drama familiar que se instaura. Embora tenha deslizes tudo é perdoado com o último ato (tendo como bônus a cena que mostra os personagens reais que inspiraram o filme) o que demonstra que Lion é um filme bastante convencional, mas sabe exatamente onde quer chegar com a carga emocional que tem em mãos. Comprovando que a produção funciona o filme foi lembrado no Oscar nas categorias de Melhor Filme, Fotografia, Roteiro Adaptado e  Trilha Sonora. 

Lion: Uma Jornada para Casa (Austrália / EUA / Reino Unido - 2016) de Garth Davis com Sunny Pawar, Dev Patel, Nicole Kidman, David Wenham e Rooney Mara. ☻☻☻

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

PREMIADOS BAFTA 2017

BAFTA 2017: os premiados.

Com a entrega dos BAFTA no último domingo (12) ficou ainda mais claro quais são as unanimidades da temporada e quem ainda pode surpreender no Oscar que se aproxima. Se La La Land ainda curte o favoritismo (assim como Viola Davis), Emma Stone e Casey Affleck demonstram que ainda tem fôlego para o auge da temporada de prêmios. Também não podemos esquecer de Dev Patel colocando ainda mais expectativa em uma das categorias mais disputadas da temporada. A seguir todos os premiados pelo prêmio da Academia Britânica de filmes:

Melhor Filme
La La Land – Cantando Estações

Melhor Filme Britânico
 Eu, Daniel Blake

Melhor Diretor
Damien Chazelle – La La Land – Cantando Estações

Melhor Ator
Casey Affleck – Manchester à Beira-Mar

Melhor Atriz
Emma Stone – La La Land – Cantando Estações

Melhor Ator Coadjuvante
Dev Patel – Lion

Melhor Atriz Coadjuvante
Viola Davis – Fences

Melhor Roteiro Adaptado
Lion

Melhor Roteiro Original
Manchester à Beira-Mar

Estreia Notável de Um Cineasta Britânico
Babak Anvari, Emily Leo, Oliver Roskill, Lucan Toh – Sob as Sombras

Melhor Filme em Língua Não-Inglesa
Filho de Saul

Melhor Documentário
13th

Melhor Animação
Kubo e as Cordas Mágicas

Melhor Fotografia
La La Land – Cantando Estações

Melhor Edição
Até o Último Homem

Melhor Maquiagem
Florence: Quem É Essa Mulher?

 Melhor Design de Roupas
 Jackie

Melhor Design de Produção
Animais Fantásticos e Onde Habitam

Melhores Efeitos Visuais
Mogli: O Menino Lobo

Melhor Trilha Sonora Original
La La Land – Cantando Estações

Melhor Som
A Chegada

Melhor Curta Britânico
Home

Melhor Curta de Animação Britânico
A Love Story

Estrela em Ascensão (voto popular)
Tom Holland


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

INDICADOS AO OSCAR 2017: Ator Coadjuvante

Dev Patel (Lion)
O ator britânico, filho de pais de origem indiana ficou famoso mundialmente após, ainda adolescente, protagonizar o ganhador do Oscar Quem Quer Ser um Milionário/2008 de Danny Boyle. Desde então, Patel se dedicou a alguns filmes e à série de TV Newsroom. No entanto é na pele do indiano que se perdeu da família aos cinco anos que ele alcança seu melhor momento no cinema. Ele encarna o personagem crescido, justamente quando parte em busca de suas origens. Esta é a primeira indicação do ator de 26 anos ao Oscar!

Embora Bridges faça cada vez mais do mesmo, Hollywood gosta cada vez mais dele. Desta vez ele vive um Texas Ranger prestes a se aposentar, mas que pretende cumprir com seu dever pela última vez na caçada a dois irmãos assaltantes de banco num Texas castigado pela crise econômica. Ele é o único no páreo com um Oscar na estante - por Coração Louco (2010). Ele conta com outras indicações no currículo (a primeira foi com A Última Sessão de Cinema/1971 e a última pela refilmagem de Bravura Indômita/2011). Ele concorreu quatro vezes ao Oscar de Melhor Ator e esta é sua terceira ao prêmio de coadjuvante

Hedges tem vinte anos de idade e dez anos de carreira. Porém, já trabalhou com diretores renomados como Terry Gilliam, Jason Reitman e (duas vezes com) Wes Anderson. Considerado por muitos uma das grandes revelações do ano, ele vive o adolescente cheio de conflitos que fica sob os cuidados do tio após uma tragédia familiar. Sua atuação é um dos pontos altos do filme e já lhe rendeu uma indicação ao BAFTA de ator revelação e o Critic' Choice Award de Melhor Jovem Ator. É um ator para se ficar de olho nos próximos anos! 

Desde que o filme começou a ser exibido em festivais teve início um dilema: como escolher somente um ator diante de todas as boas atuações que ele possui? No meio das votações, o californiano Mahershala Ali despontou como o grande favorito da temporada por viver o mentor do protagonista de uma história que atravessa três fases distintas. Na pele do traficante Juan é um vínculo forte para a história funcionar - e rende um dos movimentos de câmera mais bonitos da temporada. Atuando desde 2002 para séries de TV (incluindo a recente Luke Cage do Netflix) esta é sua primeira indicação ao Oscar. 

Pelo número de interpretações inesquecíveis, você deve imaginar que Shannon foi indicado uma dezena de vezes ao Oscar... mas na verdade ele só tem uma indicação no currículo, também de coadjuvante pelo vizinho do doloroso Foi Apenas um Sonho (2008). Aqui ele acrescenta mais um personagem endurecido para sua coleção na pele do xerife que perpassa a narrativa mais sórdida do filme. Eu não ficaria surpreso se o ator fosse finalmente reconhecido pela Academia, afinal, faz alguns anos que ele é o ator favorito para viver vilões em Hollywood (e já filmou com uns dois terços dos votantes). 

Depois de levar para casa do Globo de Ouro de ator coadjuvante e concorrer ao BAFTA da mesma categoria, o inglês de 26 anos deve ter levado um susto ao ter ficado de fora das indicações ao Oscar. A explicação está na divisão de votos provocada pela atuação de seu colega de cena Michael Shannon (mas se até Amy Adams ficou de fora pelo mesmo filme e por A Chegada, Aaron deve ter relaxado depois). Na pele de um dos bandidos que assombram o casal do filme o ator de Kick-Ass (2010) tem uma atuação arrepiante em vários momentos. Fica para a próxima, rapaz!

INDICADOS AO OSCAR 2017

Oscar 2017: Nove filmes concorrem ao prêmio principal.


Durante todo o período de especulações sobre o Oscar ficou claro que se La La Land despontava como favorito do ano, porém, entre os prêmios dedicados às interpretações havia um equilíbrio que há muito não se via! Portanto, sabíamos que haveria surpresas pelo caminho - e houve mesmo! O Oscar acontecerá no dia 26 de fevereiro e em breve comentarei os filmes que concorrem e indicarei meus favoritos! Por enquanto teço breves pareceres perante os indicados à maior premiação do cinema americano em 2017:

Melhor Filme
Todos os que eu esperava estão por aqui. 

Melhor Diretor
Villeneuve conseguiu mais indicações para seu filme do que o Globo de Ouro poderia supor (8 - e isso é ótimo!). Enquanto  Mel Gibson parece ter sido perdoado de seus pecados - resta saber até quando (ou quanto perante a Academia).  

Melhor Atriz
Num ano disputadíssimo todas tem chances, mas Huppert deve render arrepios por aparecer na lista por um filme francês que foi logo banido do páreo de filme estrangeiro, além disso Meryl bate recorde de indicações ao Oscar (a vigésia - e sabíamos que isso aconteceria).

Melhor Ator
A tristeza é que Joel Edgerton (Loving) ficou de fora! Porém, Viggo Mortensen prova que ainda tem fôlego junto à Academia (ninguém esperava que ele aparecesse) por aqui, mas... com Casey Affleck envolvido em polêmicas, as chances de Denzel e Gosling crescem consideravelmente. 

Melhor Ator Coadjuvante
A surpresa foi ver Shannon cravando a única indicação de Animais Noturnos, deixando o parceiro de cena Aaron Taylor-Johson (que ganhou o Globo de Ouro e está indicado ao BAFTA) de fora. Destaque para o garoto revelação Lucas Hedges e o favorito Mahershala Ali, que deve dar trabalho para todos os outros concorrentes.  

Melhor Atriz Coadjuvante
Poucas vezes vi um grupo tão seleto e justo de indicadas - o que tornará ainda mais gostoso ver Viola Davis ser finalmente premiada. Para além disso, Kidman implorou para fazer o papel maternal de Lion e Michelle Williams tem poucos minutos em cena para rasgar o coração... se Viola não levar (o que beira o impossível) pode ser qualquer uma delas a levar a estatueta para casa. 

Melhor Roteiro Original
Chazelle deve levar essa, mas a surpresa ficou pelo roteiro "grego" de O Lagosta (mas a Academia ama o cinema subversivo de Lanthimos desde que o descobriu em Dente Canino/2009), mas minha a alegria foi ver Mike Mills indicado. 

Melhor Roteiro Adaptado
Os votantes terão trabalho, mas ainda acho que Moonlight vai levar essa... 

Melhor  Animação
Zootopia deve levar, mas Moana e Kubo tem seus fãs fieis! Mas... não se surpreenda se o poético A Tartaruga Vermelha levar essa!
A Tartaruga Vermelha

Melhor Documentário em Curta-Metragem
Alguns você encontra na internet, vale conferir. 
Extremis
4.1 Miles
Joe's Violin
Watani: My Homeland
Os Capacetes Brancos

Melhor Documentário em Longa-Metragem
Vale procurar nos serviços on demand. 
Fogo no Mar
Eu Não Sou Seu Negro
Life, Animated
O.J.: Made in America

Melhor Longa Estrangeiro
Triste por Elle, Neruda e o novo de Xavier Dolan (que passou nas telas daqui meio de qualquer jeito) ficar de fora! A surpresa foi o Tanna ser indicado com sua trama antropológica! Mas quem deve levar é O Apartamento, outra pérola do diretor Asghar Farhadi ou a pérola alemã (garimpada desde Cannes) Toni Erdmann
Terra de Minas (Dinamarca)
Tanna (Austrália)

Melhor Curta-Metragem
Procurem todos! 
Ennemis Intérieurs
La Femme et le TGV
Silent Nights
Sing
Timecode

Melhor Curta em Animação
Idem! 
Blind Vaysha
Borrewed Time
Pear Cider and Cigarettes
Pearl
Piper

Melhor Canção Original
A favortia é City Of Stars (desde o trailer do dilme de Chazelle), mas... se dividir os votos pelas duas canções de La La Land não me surpreendo se Justin Timberlake ficar dançando ao levar a estatueta para casa (e a apresentação musical dele promete)!
"The Empty Chair" (Jim: The James Foley Story)
"How Far I'll Go" (Moana: Um Mar de Aventuras)

Melhor Fotografia
O novo filme de Martin Scorsese conseguiu aparecer somente por aqui. Silêncio demorou tanto para ser lançado que pouca gente teve tempo para se empolgar com ele. 

Melhor Figurino
Bons indicados de gêneros variados...
Aliados
Animais Fantásticos e Onde Habitam

Melhor Maquiagem e Cabelo
Adorei ver Esquadrão Suicida por aqui! Se levar eu fico até feliz! Afinal, sua concepção foi boa até ter sido mutilado na sala de edição e virado uma confusão na tela. 

Melhor Mixagem de Som
Ficção Científia, Ação e Musical... a categoria tem para todos os gostos!  
13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi

Melhor Edição de Som
O novo de Clint Eastwood apareceu somente por aqui (e não deve levar).  
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
Sully: O Herói do Rio Hudson

Melhores Efeitos Visuais
Apesar de Kubo ser um dos raros casos de aniamação da categoria eu queria ver Doutor Estranho ser premiado por aqui. 
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo

Melhor Design de Produção
Eu adoro Ave, César - e pelos cenários de várias correntes cinematográficas adoraria vê-lo levar essa única categoria em que aparece!
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Passageiros

Melhor Edição
Difícil... não sei opinar (desculpe, não resisti kkkk)

Melhor Trilha Sonora
Se tem um musical que se tornou recordista de indicações (14) você deve imaginar quem leva essa! 
Passageiros