Demorou dez anos e seis meses para listar mais cem filmes com a cotação máxima do blog . Os FilmesD+ já haviam gerado outra lista de cem títulos em no início de 2006 e agora agrega mais um grupo seleto de produções avaliadas por este humilde cinéfilo que vos escreve. A seguir mais cem filmes que estão entre os melhores que já assisti:
quarta-feira, 17 de junho de 2026
CENTØPÉDIA: FilmesD+ (Parte II)
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
PL►Y: Balada de Um Jogador
Pode se dizer que o alemão Edward Berger é um dos diretores que recebeu mais destaque dos últimos anos. Embora dirija filmes desde os anos 1990, foi somente em 2022 que foi descoberto por Hollywood com a nova versão de Nada de novo no Front (2022), que foi indicado a nove categorias no Oscar e levou quatro estatuetas para casa (filme internacional, trilha sonora, fotografia e design de produção). Neste ano, outro filme dirigido por ele caiu nas graças do Oscar: Conclave. O longa foi indicado em oito categorias e levou para casa o de roteiro adaptado. Após dois triunfos era de se esperar que o novo filme do diretor já fosse apontado a estar na lista de favoritos da Academia na próxima premiação e, com isso, o olho da Netflix cresceu em torno do projeto. No entanto, Balada de Um Jogador pegou muita gente de surpresa ao ser um projeto bem diferente dos anteriores. A começar pelo seu tom quase cômico (ou seria apenas, jocoso?). O filme gira em torno de Lorde Doyle (Colin Farreell), um apostador de alto risco que passa um tempo em Macau, na China. Hospedado em hotéis e apostando o que tem e o que não tem nas jogatinas, Doyle se aproxima de uma funcionária Dao Ming (Fala Chen) e de outros jogadores excêntricos enquanto desconfia que é perseguido por uma mulher desconhecida (Tilda Swinton). Se nos jogos ele considera ter sorte, por outro lado, o período de pagar por todas as contravenções que fez na vida parece ter chegado. Doyle vai descer até o purgatório, mas ainda terá sorte suficiente para retornar de lá? Embora eu considere o roteiro um tanto truncado em suas intenções, Colin Farrell consegue manter nossa atenção ao longo da narrativa, sua performance somada ao visual do filme torna a produção em um passatempo interessante, mas sem fôlego para ser levado a sério nas premiações. Considero a estética do filme bastante instigante em sua mistura de luzes e ambientações degradantes, além disso considerei o trabalho de figurino um verdadeiro achado ao destacar a identidade de seus personagens ao longo da narrativa. Para quem estranhou esta curva na cinematografia de Berger, vale a pena procurar outro projeto do diretor que foi lançado pouco antes das premiações caírem de amor por ele, a minissérie Patrick Melrose (2018) estrelada por Benedict Cumberbatch. Acredito que é possível estabelecer várias associações entre este filme o programa, o que torna bastante compreensível o interesse do diretor pelo roteiro de Rowan Joffe baseado no livro de Lawrence Osborne e seu personagem desajustado.
Balada de Um Jogador (Ballad of a Small Player / Reino Unido - Alemanha / 2025) de Edward Berger com Colin Farrell, Fala Chen, Tilda Swinton, Jason Tobin, Margaret Cheung, Jason Tobin, Alan K. Chang e Alex Jennings. ☻☻☻
domingo, 23 de fevereiro de 2025
INDICADOS AO OSCAR 2025: Direção
Brady Corbet (O Brutalista) com 36 anos e três filmes no currículo, o diretor conseguiu sua primeira indicação ao Oscar (e também concorre na categoria de roteiro original e melhor filme, afinal, também assina como produtor). O estilo de narrativa que mistura o tom dos grandes épicos de Hollywood com uma certa modernidade fez toda a diferença entre os votantes da Academia. Cotado desde que o filme ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza, a indicação pode ser a guinada que faltava na carreira do cineasta. O longa custou dez milhões de dólares e impressiona pelo seu cuidado na produção. Brady levou o Globo de Ouro na categoria. Vale lembrar que Brady começou a carreira como ator em filmes como Melancholia/2011 e o remake de Funny Games/2007
James Mangold (Um Completo Desconhecido) confesso que fiquei surpreso quando vi o diretor entre os indicados, o fato era que em listas de apostas o operário padrão Mangold não estava cotado. O diretor já fez de tudo em Hollywood desde que recebeu reconhecimento no cinema independente com Paixão Muda (1995). James já dirigiu suspense, dramas, franquias milionárias, filmes de ação, musical e biografias. Se ele já tinha levado para as telas a vida de Johny Cash em Johny & June (2005), agora ele investe nos primórdios da carreira de Bob Dylan (e concorre também pela produção e roteiro adaptado). Mangold é o único da categoria a ter uma indicação anterior ao Oscar, pela produção de Ford Vs. Ferrari (2020).segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025
Na Tela: Conclave
Quanto Conclave começou a ser exibido, muitos declararam que era a vez de finalmente Ralph Fiennes levar o primeiro Oscar de sua carreira. A indicação ele já conseguiu, mas tendo em vista a carreira do ator britânico, torna-se surpreendente que esta seja apenas a terceira indicação de uma longa carreira com atuações memoráveis (antes ele concorreu como coadjuvante por A Lista de Schindler/1993 e ator principal por O Paciente Inglês/1996). Em Conclave ele vive o Cardeal Laurence, que após a morte do Papa, torna-se responsável por conduzir o processo confidencial da escolha do próximo líder da Igreja Católica. Representantes da Igreja de todo o mundo vão ao Vaticano e ficarão isolados para realizar a votação até que um dos candidatos alcance o número necessário de votos para que seja o sucessor do falecido. Acontece que desde a morte do Papa, uma série de comentários e segredos começam a chegar aos ouvidos de Laurence, que logo percebe que o trabalho será muito mais árduo do que ele imagina. O diretor Edward Berger (do excepcional Nada de Novo no Front/2022) é muito bem ancorado pelo roteiro de Peter Straughan baseado no livro de Robert Harris. Para escrever sua obra, Harris realizou muita pesquisa entre padres, freiras e um cardeal que participou de uma votação, com isso criou uma trama cheia de subtextos e que chega às telas com tom de conspiração, o que pode incomodar alguns fiéis. No entanto, o que vemos na tela não é nada muito diferente entre os conflitos entre grupos mais conservadores e outros mais liberais que ocorre nos espaços de poder. Existe toda uma preocupação em torno da concepção de mundo que o próximo Papa possui, seja sobre divórcio, homossexuais, imigração, política, assim se revela uma rede de intrigas envolvendo nomes como os sacerdotes Bellinni (Stanley Tucci), Tremblay (John Lithgow), Tedesco (Sergio Castelitto), Adeyemi (Lucian Msamati), Wozniak (Jacek Koman) e Benitez (Carlos Diehz) e seus segredos mais ocultos virão a tona para influenciar nos votos de seus colegas. No meio de tanta disputa, Laurence se preocupa cada vez mais com o nome que será escolhido (e o temor que seja o dele próprio). Berger reuniu um elenco de respeito (que inclui ainda Isabella Rossellini em uma participação mais do que especial que lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar da carreira) e constrói um clima de tensão que perpassa toda a narrativa mas, por vezes, a rede de intrigas se torna um tanto cansativa para sustentar duas horas de filme. No entanto, nada que diminua os méritos do filme que concorre em oito categorias no Oscar, incluindo Melhor filme, ator (Ralph Fiennes), atriz coadjuvante (Isabella Rossellini), roteiro adaptado, montagem, figurinos, design de produção e trilha sonora original.
Conclave (Reino Unido - EUA / 2024) de Edward Berger com Ralph Fiennes, John Lithgow, Stanley Tucci, Isabella Rossellini, Sergio Castelitto, Lucian Msamati, Jacek Koman, Carlos Diehz e Thomas Loibl. ☻☻☻☻
segunda-feira, 21 de outubro de 2024
Palpites para o Oscar 2025 - PARTE I
Cá estamos especulando mais uma vez sobre o ápice da temporada de ouro do cinema. Até o momento já tivemos contato com algumas produções que devem tentar alguma indicação. Provavelmente Duna 2 irá aparecer no Oscar novamente, assim como Divertida Mente2 tem lugar garantido entre os favoritos à melhor animação. Existe uma grande torcida para que A Substância quebre preconceitos e seja lembrado pelos votantes do Oscar, a torcida do longa estrelado por Demi Moore se tornou maior que a de Rivais, Guerra Civil e Assassino por Acaso tem sua ala de torcedores. No entanto, os pesos pesados da temporada começam a se revelar somente agora nos Estados Unidos. A seguir os filmes inéditos por aqui que cobiçam votos da Academia:
Se a cerimônia do Oscar fosse hoje, provavelmente o ganhador seria este drama com três horas e meia de duração! O filme conta a história de Lászlo Toth (Adrien Brody), um visionário arquiteto que foge da Europa ao lado de sua esposa (Felicity Jones) no pós-guerra de 1947 para os EUA, mas o destino de ambos é mudado por conta de um misterioso cliente. Com a maior cara de cinemão clássico banhado nos fantasmas da Segunda Guerra Mundial, o filme tem tudo para ser o grande filme do próximo Oscar. Com produção impecável o filme de três horas e meia de duração impressiona por ter custado menos de dez milhões de dólares!!! Presença certa na categoria de melhor filme, direção, roteiro, ator, fotografia, figurino e montagem... o filme deve ser aquele que os demais devem temer.
Com tantas mudanças entre o corpo votantes da Academia, não seria surpresa se o ganhador da Palma de Ouro do Festival de Cannes chegasse como o favorito para levar a estatueta no dia dois de março do ano que vem. O filme conta a história de uma garota de programa (Mikey Madison) que se casa com um grande herdeiro, mas que a família não recebe bem a notícia e deseja anular o casamento. Feito com atores desconhecidos e com o senso de dramédia habitual de Sam Baker, temos aqui a chance do diretor cair de vez nas graças da Academia (antes ele conseguiu somente aquela indicação de coadjuvante de Willem Dafoe por Projeto Flórida/2017). O longa parece ter lugar garantido nas categorias principais, incluindo filme, direção, roteiro e atriz principal.
sexta-feira, 27 de outubro de 2023
Palpites para o Oscar 2024 - Parte II
segunda-feira, 13 de março de 2023
GANHADORES OSCAR 2023
Digam o que for, mas ver uma cerimonia em que uma obra original como Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo se consagra como o mais premiado da noite é algo altamente positivo depois da ressaca deixada pelo Oscar do ano passado. Depois de premiar No Ritmo do Coração em um ano em outros três concorrentes eram versões repaginadas de sucessos do passado, o Oscar2023 parece estar atento para novidades. Além disso, fez história ao consagrar pela primeira vez uma atriz asiática como Melhor Atriz (sei que os fãs de Cate Blanchett estão arrasados, mas Cate já tem duas estatuetas e terá chances de levar novas estatuetas no futuro, já para Yeoh a coisa complica), além disso houve dois comebacks irresistíveis entre as atuações (Brendan Fraser que já parecia cansado de fazer discursos emocionantes e emocionado) e Ke Huy Quan (que completou a noite reencontrando seu amigo Indiana Jones). Já Jamie Lee Curtis roubou a cena mais uma vez de Angela Bassett, confirmando a vitória que o SAG já anunciava. Acho que também vale perceber a lição que fica para a Netflix que com um candidato forte como Nada de Novo no Front resolveu investir na campanha de uma diversão ligeira feito Glass Onion (que acabou só indicado à roteiro adaptado e perdeu), enquanto o longa alemão levou quatro prêmios para casa. Parece que o mal estar deixado pela derrota de Ataque dos Cães no ano passado fez a gigante do streaming perder um pouco a noção das coisas, pelo menos não fez o mesmo que a Amazon que tinha o ótimo Argentina, 1985 na manga e preferiu investir em campanha para 13 Vidas que nem apareceu nas premiações. No fim das contas, quem saiu ganhando mesmo foi a A24, o estúdio famoso por produções alternativas saiu com nove estatuetas da festa, sendo o grande vencedor da temporada. A seguir os ganhadores da noite e meus acertos tradicionalmente marcados com ☻ :














