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sábado, 28 de junho de 2025

CENTØPÉDIA: 100 Melhores Filmes do Século XXI (NYT)

Recentemente o The New York Times publicou uma lista com os 100 melhores filmes do século XXI. Para executar a tarefa, eles convidaram 500 profissionais da indústria cinematográfica para formular a lista. Entre os convidados estavam Guillermo Del Toro, Mickey Madison, Julianne Moore e Pamela Anderson que votaram em seus favoritos. O que considero mais interessante nas listas e lembrar de filmes que ainda não assisti, depois sempre me pego pensando em quem não merecia tanto destaque e outros que ficaram de fora... a seguir segue a listagem com os links dos que já foram comentados aqui no blog (e os que não foram comentados ainda, vou procurar sanar a dívida):  

100.Superbad: É Hoje (2007), de Greg Mottola
99.Memórias de um Assassino (2003), de Bong Joon-ho
98.O Homem Urso (2005), de Werner Herzog
97.Gravidade (2013), de Alfonso Cuarón
96.Pantera Negra (2018), de Ryan Coogler
95.A Pior Pessoa do Mundo (2021), de Joachim Trier
94.Minority Report – A Nova Lei (2002), de Steven Spielberg
93.Conduta de Risco (2007), de Tony Gilroy
92.Gladiador (2000), de Ridley Scott
91.Aquário (2009), de Andrea Arnold

90.Frances Ha (2013), de Noah Baumbach
89.Interstelar (2014), de Christopher Nolan
88.Os Catadores e Eu (2000), de Agnès Varda
87.O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001), de Peter Jackson
86.Vidas Passadas (2023), de Celine Song
85.O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy (2004), de Adam McKay
84.Melancolia (2011), de Lars von Trier
83.Inside Llewyn Davis (2013), de Ethan Coen e Joel Coen
82.O Ato de Matar (2012), de Joshua Oppenheimer
81.Cisne Negro (2010), de Darren Aronofsky

80.Volver (2006), de Pedro Almodóvar
79.A Árvore da Vida (2011), de Terrence Malick
78.Aftersun (2022), de Charlotte Wells
77.Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (2022), de Daniel Kwan e Daniel Scheinert
76.E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? (2000), de Ethan Coen e Joel Coen
75.Amor (2012), de Michael Haneke
74.Projeto Flórida (2017), de Sean Baker
73.Ratatouille (2007), de Brad Bird
72.Carol (2015), de Todd Haynes
71.Onze Homens e um Segredo (2001), de Steven Soderbergh




 



50.Up: Altas Aventuras (2009), de Pete Docter
49.Antes do Pôr-do-Sol (2004), de Richard Linklater
48.A Vida dos Outros (2007), de Florian Henckel von Donnersmarck
47.Quase Famosos (2000), de Cameron Crowe
46.Roma (2018), de Alfonso Cuarón
45.O Homem Que Mudou o Jogo (2011), de Bennett Miller
44.Era uma Vez em... Hollywood (2019), de Quentin Tarantino
43.Oldboy (2005), de Park Chan-Wook
42.O Mestre (2012), de Paul Thomas Anderson
41.O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), de Jean-Pierre Jeunet

40.As Coisas Simples da Vida (2000), de Edward Yang
39.Lady Bird (2017), de Greta Gerwig
38.Retrato de uma Jovem em Chamas (2019), de Céline Sciamma
37.Me Chame Pelo Seu Nome (2017), de Luca Guadagnino
36.Um Homem Sério (2009), de Ethan Coen e Joel Coen
35.O Profeta (2010), de Jacques Audiard
34.Wall-E (2008), de Andrew Stanton
33.A Separação (2011), de Asghar Farhadi
32.Missão Madrinha de Casamento (2011), de Paul Feig
31.Os Infiltrados (2006), de Martin Scorsese




30.Encontros e Desencontros (2003), de Sofia Coppola
29.A Chegada (2016), de Denis Villeneuve
28.Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008), de Christopher Nolan
27.Adaptação (2002), de Spike Jonze
26.Anatomia de uma Queda (2023), de Justine Triet
25.Trama Fantasma (2017), de Paul Thomas Anderson
24.Ela (2013), de Spike Jonze
23.Boyhood (2014), de Richard Linklater
22.O Grande Hotel Budapeste (2014), de Wes Anderson
21.Os Excêntricos Tenenbaums (2001), de Wes Anderson

20.O Lobo de Wall Street (2013), de Martin Scorsese
19.Zodíaco (2007), de David Fincher
18.E Sua Mãe Também (2001), de Alfonso Cuarón
17.O Segredo de Brokeback Mountain (2005), de Ang Lee
16.O Tigre e o Dragão (2000), de Ang Lee
15.Cidade de Deus (2003), de Fernando Meirelles e Kátia Lund
14.Bastardos Inglórios (2009), de Quentin Tarantino
13.Filhos da Esperança (2006), de Alfonso Cuarón
12.Zona de Interesse (2023), de Jonathan Glazer
11.Mad Max: Estrada da Fúria (2015), de George Miller

10.A Rede Social (2010), de David Fincher
9.A Viagem de Chihiro (2001), de Hayao Miyazaki
8.Corra! (2017), de Jordan Peele
7.Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (2004), de Michel Gondry
6.Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), de Ethan Coen e Joel Coen
5.Moonlight (2016), de Barry Jenkins
4.Amor à Flor da Pele (2000), de Wong Kar-Wai
3.Sangue Negro (2007), de Paul Thomas Anderson
2.Cidade dos Sonhos (2001), de David Lynch
1.Parasita (2019), de Bong Joon-ho

sábado, 9 de novembro de 2024

PL►Y: O Dublê

Ryan e Emily: juntos em um dos flops do ano.

Ryan Gosling e Emily Blunt estrelaram os dois maiores sucessos do ano passado, ele interpretou Ken em Barbie, ela foi a esposa de Oppenheimer. Ambos os filmes foram indicados ao Oscar de Melhor Filme e o casal foi indicado aos prêmios de coadjuvante muito próximos dos favoritos da categoria. Juntar dois artistas tão populares parecia promessa de um campeão de bilheteria, bastava temperar com humor, romance e ação, mas não foi isso que aconteceu com O Dublê. O longa que prometia ser um dos mais queridos da temporada, amargou uma bilheteria de 178 milhões de dólares, pouco perante o investimento de 125 milhões. O diretor David Leitch (que inaugurou a famosa saga John Wick/2014 um marco da ação do século XXI) pode ter uma mente arrojada para criar cenas de ação, mas a ideia de abraçar vários gêneros e públicos ao mesmo tempo deixou o filme um tanto confuso. Não que a história tenha algo de muito complicado, mas tentar disfarçar uma trama simplória com uma montagem embaralhada não foi uma boa ideia, antes houvesse se rendido ao apelo nostálgico da trama inspirada na série Duro na Queda (1981-1986) e a trilha sonora que apela para um hit do Kiss a cada quinze minutos, que ganha até uma versão repaginada com foco nos mais jovens, esse olhar focado em dois grupos tão diferentes me parece o maior problema do filme. Mirar em gerações tão diferentes é um risco gigante para uma produção de orçamento tão inchado. A trama conta a história de Colt Seavers (Ryan Gosling) que é dublê de um dos maiores astros de Hollywood, Tom Ryder (Aaron Taylor-Johnson). No início Colt é um dos mais respeitados do ramo e está em ótima fase na carreira e na vida amorosa, afinal, ele está apaixonado pela assistente de direção Jody Moreno (Emily Blunt). Tudo seria ótimo em sua vida se um acidente não colocasse tudo a perder. O tempo passa e ele deixa a carreira e o prestígio para viver longe das câmeras. Eis que recebe o convite de uma produtora (Hannah Waddingham) para voltar a trabalhar como dublê, no filme de estreia de Jody como cineasta.  Obviamente que ele fica todo animado, mas existe um bocado de ressentimentos a serem trabalhados durante as filmagens, com muita lavagem de roupa suja em público e você tem a impressão que aquela discussão irá se arrastar por todo o filme até que você descobre que a produtora precisa de Colt para encontrar Tom que está desaparecido - o que compromete a continuação das filmagens e... a situação se complica cada vez mais. O filme tem dois aspectos que me incomodaram muito durante as longas duas horas de duração. O primeiro deles é a montagem caótica, que interrompe momentos empolgantes para apresentar conversas triviais entre dois personagens, causando quebras de ritmo irreparáveis achando que isso deixa o filme mais esperto e "moderninho". Não é, deixa apenas a narrativa menos fluída e mais irritante. A outra é que por mais que eu gosto de Emily Blunt, achei sua personagem uma chata. É muito difícil simpatizar com alguém que gosta de torturar um sujeito que perdeu tudo após um acidente que o quebrou todo. Entendo toda a mágoa que ela carrega no coração, mas não era mais fácil sentar e conversar já que o filme repete o tempo inteiro que os dois se amam? Que amor é esse? Eu não sei, mas é ele que motiva o filme a andar no meio da conspiração que é armada em torno do protagonista. O Dublê é um daqueles filmes que exageram nas cenas de ação (muitas vezes sem sentido) para disfarçar um roteiro boboca, o triste é ver nomes tão talentosos envolvidos num flop dessa magnitude. 

O Dublês (The Fall Guy / EUA - 2024) de David Leitch com Ryan Gosling, Emily Blunt, Hannah Waddinghan, Aaron Taylor Johnson, Winston Duke, Teresa Palmer e Stephanie Hsu. ☻☻

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Combo: Dignas de Oscar

Neste Halloween, em homenagem à campanha de Demi Morre para o Oscar por A Substância, resolvi tirar da tumba o Combo no blog, só para lembrar cinco atrizes que mereciam o reconhecimento da Academia e acabaram de fora do páreo de melhor atriz. Quatro são de obras recentes e a primeira colocada é a prova irrefutável de que o Oscar tem problemas com ótimas performances em filmes de terror. 

05 Um Lugar Silencioso (2018) Em um mundo atacado por monstros alienígenas que surtam por qualquer barulho, Emily Blunt interpreta a mãe que precisa sobreviver com a família em meio ao caos. Alguns detalhes tornam a dramaticidade de sua personagem ainda mais alta: ela está grávida e em algum momento esta criança irá nascer de (parto natural) e irá chorar! O filme é uma experiência cinematográfica diferente, mas nada supera a cena do parto - que  está entre uma das mais angustiantes da História do cinema. Emily está impecável! Só pela  cena ela merecia uma indicação ao Oscar (que só lembrou dela esse ano por ser a Srª Oppenheimer). Dirigida pelo maridão John Krasinski, ela abre nossa lista porquê o prêmio do Sindicato dos Atores percebeu a gafe iminente e lhe premiou como melhor atriz coadjuvante pelo papel.
 
04 Hereditário (2018) Toni Collette já fez muitos papéis inesquecíveis no cinema e embora tenha recebido uma indicação por um filme de terror no passado (atriz coadjuvante por O Sexto Sentido/1999) imaginava-se que ela poderia repetir a façanha pelo papel da mãe que descobre uma trama macabra envolvendo toda a família. O filme de estreia de Ari Aster foi alçado rapidamente ao posto de um dos mais arrepiantes do gênero e muito se deve à intensidade das atuações. Na pele da mãe desesperada perante os acontecimentos inevitáveis em seu lar, Toni foi cotada ao Oscar de melhor atriz, mas teve que se contentar  com as nomeações ao Critic's Choice, Gotham Awards, Independent Spirit e até o prêmio de melhor atriz no Brazil Online Film Awards!
 
03 Nós (2019) Muita atriz já foi indicada ao Oscar por muito menos do que Lupita Nyong'o fez neste filme de Jordan Peele. Ela vive Adelaide, uma mãe e esposa que vive uma vida confortável com o marido e os filhos, até que uma temporada na praia a faz reviver traumas da infância que parecia ter superado. Ao viver dois papéis completamente diferentes no mesmo filme, Lupita está magnífica e foi cotada para cravar mais uma indicação ao Oscar. A ganhadora do prêmio de melhor atriz coadjuvante por 12 Anos de Escravidão (2013) só não contava com a imensa resistência da Academia em reconhecer os méritos de uma atuação desse quilate em um filme de terror. A atriz foi indicada ao prêmio do Sindicato dos Atores por sua performance e ficou por isso mesmo. 
 
02 Pearl (2022) A medalha de prata vai para a neta da Maria Gladys! O trabalho de Mia Goth na segunda parte da trilogia de Ti West rendeu inúmeros debates sobre o preconceito da Academia com atuações em filmes de terror. No entanto, muita gente imaginava que com o sucesso do filme e os elogios unânimes da crítica pela enlouquecida personagem (que mora em uma fazenda e sonha em ser uma estrela de cinema) alavancariam as chances de Mia conseguir uma indicação. Embora o trabalho dela seja um dos mais impressionantes daquele ano, o filme foi completamente esquecido pelo Oscar. Mia, que também ajudou no roteiro, teve que se contentar com as indicações ao Independent Spirit e ao Critic's Choice. 
 
01 O Bebê de Rosemary (1968) Após assistir a este clássico de Roman Polanski eu tinha certeza que Mia Farrow foi indicada ao Oscar de melhor atriz. Ela está perfeita como a mulher grávida que suspeita que seu bebê não foi concebido em circunstâncias naturais. O clima de paranoia só cresce e a plateia se pergunta se Rosemary está falando a verdade ou só está delirando por conta de todas as mudanças que estão acontecendo no seu corpo. Clássico absoluto, o filme permanece no imaginário cinéfilo até hoje! Foi indicado ao Oscar de roteiro adaptado e ganhou o de melhor atriz.... coadjuvante para Ruth Gordon no papel da vizinha sinistra. E Mia? Nem foi indicada! A atriz foi lembrada no BAFTA e Globo de Ouro, mas virou consolação para as grandes atuações femininas do terror que foram desprezadas pela Academia.

segunda-feira, 11 de março de 2024

Premiados Oscar 2024

Downey Jr, Da'Vine, Emma e Cillian: poucas surpresas.
 

Pela qualidade das produções envolvidas, pode se dizer que foi o melhor Oscar dos últimos anos. Parece que pela primeira vez a alardeada diversidade dos novos membros da Academia finalmente demonstrou efeito ao escolher seus indicados e até alguns premiados. É verdade que desde o início sabíamos que Oppenheimer era o grande favorito da noite, restava saber em quantas categorias seus oponentes conseguiriam se sobrepor. Pena que Assassinos da Lua das Flores do Scorsese com suas dez indicações não conseguiu cravar uma estatueta sequer, nem mesmo da categoria de melhor atriz - em que o páreo acirrado de estava entre Lily Gladstone e Emma Stone que acabou entrando para o seleto clube das atrizes com dois Oscars de atriz principal na estante, enquanto Lily entrou para a História como a primeira atriz indígena a concorrer ao Oscar de melhor atriz. Apesar da cerimônia ter fluído de forma ágil, não curti a apresentação de Jimmy Kimmel, sorte que os números musicais ficaram interessantes, sobretudo Ryan Gosling no momento histórico de I'm Just Ken um dos hits da trilha sonora de Barbie. A seguir os ganhadores da noite com ☻marcando meus acertos da noite.  

  Filme
     Oppenheimer ☻

     Direção
 
   Ator
        Cillian Murphy, por Oppenheimer ☻
 
   Atriz
    Emma Stone, por Pobres Criaturas
     
    Ator Coadjuvante
       Robert Downey Jr., por Oppenheimer ☻
     
    Atriz Coadjuvante
      Da'Vine Joy Randolph, por Os Rejeitados ☻
 
    Roteiro Original
    Anatomia de uma Queda ☻
     
    Roteiro Adaptado
    Ficção Americana
   
    Melhor Animação
    O Menino e a Garça ☻
    
    Filme Internacional
     Zona de Interesse (Reino Unido) ☻
      
    Melhor Documentário
    20 Dias em Mariupol ☻
 
      Documentário em Curta-metragem
        A Última Loja de Consertos
 
    Melhor Curta-metragem
       The Wonderful Story of Henry Sugar ☻
 
    Melhor Curta-metragem de Animação
       War is Over ☻
 
    Trilha Sonora
       Oppenheimer ☻
 
    Canção Original
       "What Was I Made For?" (Barbie) ☻
 
    Melhor Som
    Zona de Interesse ☻
 
   Fotografia
   Oppenheimer ☻
     
    Cabelo e Maquiagem
   Pobres Criaturas
   
    Melhor Figurino
       Pobres Criaturas ☻
 
    Melhor Montagem
      Oppenheimer ☻
    
    Melhores Efeitos Visuais
       Godzilla Minus One ☻

 

Em 23 categorias, foram 18 acertos! Um a mais do que no ano passado!
☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻☻
 
Placar
 Oppenheimer - 07
Pobres Criaturas - 04 
Zona de Interesse - 02
Anatomia de Uma Queda - 01
Ficção Americana - 01
Barbie - 01
Godzila Minus One - 01

sábado, 9 de março de 2024

MINHAS APOSTAS PARA O OSCAR 2024

Oppenheimer? Emma? Lily? Barbie?: Quem leva o Oscar 2024?

Não tem jeito, fazer as apostas para o Oscar é algo irresistível! Além disso é um baita exercício de objetividade versus subjetividade, afinal, adivinhar quem leva muitas vezes significa esquecer seu gosto pessoal e adivinhar o que os dez mil membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas preferem em sua maioria! Marcado para acontecer amanhã a partir das 20h da noite, transmitido por aqui pela TNT e também ao vivo pelo streaming do HBOMax, o ápice da temporada de ouro chegou! Já fez as suas apostas? A seguir a lista de quem eu acho que leva o careca dourado para casa:

   Filme
     Oppenheimer

     Direção
 
   Ator
        Cillian Murphy, por Oppenheimer
 
    Ator Coadjuvante
       Robert Downey Jr., por Oppenheimer
     
    Atriz Coadjuvante
      Da'Vine Joy Randolph, por Os Rejeitados
 
    Roteiro Original
    Justine Triet & Arthur Harari, por Anatomia de uma Queda
     
    Roteiro Adaptado
     Christopher Nolan, por Oppenheimer
   
    Melhor Animação
    O Menino e a Garça
    
    Filme Internacional
     Zona de Interesse (Reino Unido)
      
    Melhor Documentário
    20 Dias em Mariupol
 
      Documentário em Curta-metragem
        Nai Nai & Wai Po
 
    Melhor Curta-metragem
       The Wonderful Story of Henry Sugar
 
    Melhor Curta-metragem de Animação
       War is Over 
 
    Trilha Sonora
       Ludwig Göransson, por Oppenheimer
 
    Canção Original
       "What Was I Made For?" (Barbie)
 
    Melhor Som
    Zona de Interesse
 
   Fotografia
        Hoyte van Hoytema, por Oppenheimer
     
    Cabelo e Maquiagem
   Maestro
   
    Melhor Figurino
      Holly Waddington, por Pobres Criaturas
 
    Melhor Montagem
        Jennifer Lame, por Oppenheimer
    
    Melhores Efeitos Visuais
       Godzilla Minus One  

INDICADOS AO OSCAR 2024: Melhor Filme

"Anatomia de Uma Queda" é o ganhador da Palma de Ouro em Cannes2023 e não foi o escolhido da França pela vaga de filme estrangeiro, mas conquistou cinco indicações ao Oscar: filme, direção, atriz (Sandra Hüller) roteiro original e montagem. Se a elogiada produção não é a favorita ao principal prêmio da noite, o roteiro tem fortes chances após ser lembrado em outras premiações da temporada (como o Globo de Ouro). Justine se tornou a oitava mulher a ser indicada ao Oscar na categoria de direção, não mais do que merecido pelo excelente trabalho de um drama de tribunal que não se contenta em ser só isso, explorando, de forma bastante complexa, a forma como construímos verdades perante as informações que recebemos. Mesmo que não leve o prêmio para casa, já se tornou um dos filmes mais marcantes do século XXI. 

"Assassinos da Lua das Flores" de Martin Scorsese tinha chances de ser a pedra no sapato do grande favorito da noite, mas com o tempo o filme perdeu fôlego, especialmente após ficar fora da categoria de melhor roteiro adaptado (não pela qualidade do texto, mas por mudar o foco do livro em que se inspira). Ainda assim, o filme concorre em dez categorias: filme, direção, atriz (Lily Gladstone), ator coadjuvante (Robert De Niro), fotografia, montagem, design de produção, figurinos, trilha sonora e canção original. A história da nação Osage vítima de crimes camuflados na virada do século XX se tornou um filme de tirar o fôlego do ano. Scorsese demonstra uma energia invejável aos 81 anos. Indicado como diretor e produtor do filme, Scorsese acumula 16 indicações ao Oscar, mas tem apenas uma estatueta na estante pela direção de Os Infiltrados (2006). Dá para acreditar?
 
"Barbie" de Greta Gerwig se tornou o grande hit do ano e bastava ver todo o movimento de pessoas vestindo rosa para assistir ao filme nos cinemas. É verdade que muita gente torce o nariz, acusando o filme de ser superficial nos temas que aborda, mas gente, o ponto de partida do filme era um brinquedo - e olha o que Greta Gerwig consegue fazer! Greta acabou de fora da categoria de melhor direção, mas foi lembrada na categoria de roteiro adaptado (ao lado do esposo, Noah Baumbach). Margot Robbie também ficou de fora do prêmio de melhor atriz, mas concorre como produtora do filme. O longa ainda concorre a duas indicações a melhor canção (pelas favoritas What I was Made for e I'm Just Ken), ator coadjuvante (Ryan Gosling), design de produção e figurino. A torcida do filme deve garantir alguns números de audiência para a Academia.
 
Ficção Americana de Cord Jefferson é adaptado do livro de Percival Everett e foi aclamado como o melhor do Festival de Toronto. Ganhando fôlego nas premiações na reta final, o longa se tornou um dos indies mais queridos da temporada. A trama do escritor que precisa fingir ser outra pessoa para ter seu talento reconhecido  se tornou um dos comentários raciais mais interessantes dos últimos tempos. O filme concorre em cinco categorias: filme, roteiro adaptado, ator (Jeffrey Wright), ator coadjuvante (Sterling K. Brown) e trilha sonora. Infelizmente o filme não é favorito em categoria alguma, mas tem chances na disputa acirrada na categoria de melhor roteiro (categoria que serviu de consolação para o diretor que ficou de fora da categoria de direção em seu ótimo trabalho de estreia).
 
Maestro de Bradley Cooper é o filme (chatinho) da Netflix que caiu no gosto da Academia. Contando a história do maestro Leonard Bernstein (vivido pelo próprio diretor) ao lado da esposa Felicia Montealegre (Carey Mulligan), o longa é tecnicamente impecável, mas deixa bastante evidente o desespero de Bradley para ganhar um Oscar. Ao longo da carreira o astro já concorreu nove vezes (seja por atuação, produção ou roteiro) ao Oscar  e com seu novo trabalho atrás das câmeras,  recebeu mais três nomeações: produção, ator e roteiro original. O filme concorre em outras quatro categorias: atriz (Carey Mulligan), maquiagem, som e fotografia, num total de sete nomeações. Embora não seja apontado como favorito em categoria alguma, o longa tem chances na categoria de maquiagem e penteados, mesmo com a polêmica por algumas próteses utilizadas pelo ator.
 
"Oppenheimer" de Christopher Nolan tem tudo que a Academia adora, a começar pela escolha de uma figura histórica um tanto controversa pela construção da bomba atômica. O filme de Nolan patina em gelo fino quando tenta apresentar seu protagonista como herói pela construção de algo que causou tanto temor e destruição. Restava fazer o trabalho certo para as pessoas esquecerem as polêmicas e mirarem nas qualidades do filme. Eis que o filme se tornou o favorito na categoria com 13 indicações: filme direção, ator (Cillian Murphy), ator coadjuvante (Robert Downey Jr), atriz coadjuvante (Emily Blunt), roteiro adaptado, fotografia, montagem, figurino, design de produção, trilha sonora, som, maquiagem e penteados.  Com o filme, Nolan alcança oito indicações ao Oscar, entre elas sua segunda em melhor direção (concorreu antes por Dunkirk/2017) .
 
"Os Rejeitados" de Alexander Payne satisfaz a saudade que os cinéfilos estavam do diretor em sua melhor forma: histórias sobre pessoas comuns que misturam drama com bom humor. O longa se revela um dos melhores filmes natalinos feitos nos últimos tempos com a história de um trio de personagens que se conectam nos feriados de fim de ano. Paul Giamatti está perfeito como o professor mal humorado e ainda pode levar seu primeiro Oscar! Quem deve levar mesmo é Da'Vine Joy Randolph na categoria de coadjuvante que ganhou todos os prêmios da temporada. O filme também concorre ainda nas categorias de roteiro original e montagem. Quem também merecia ter sido lembrado é o estreante Dominic Sessa, que está ótimo como o aluno rejeitado que se aproxima do professor rabugento.
 
"Pobres Criaturas" de Yorgos Lanthimos em outros tempos dificilmente conseguiria cravar este filme no gosto da Academia, no entanto, nunca subestime o grego que colocou um filme feito Dente Canino (2009) no páreo de melhor filme estrangeiro. O ganhador do Leão de Ouro de melhor filme no Festival de Veneza conta a história de Bella Baxter (Emma Stone) que é fruto de uma experiência, com o cérebro de um bebê no corpo de um mulher adulta, ela deseja conhecer o mundo e lida com o sexo de forma um tantinho diferente da sociedade do seu tempo. O filme concorre em 11 categorias: filme, direção, atriz (Emma Stone), Ator coadjuvante (Mark Ruffalo), roteiro adaptado, trilha sonora, fotografia, figurino, direção de arte, montagem, maquiagem e penteados. Yorgos já acumula cinco indicações ao Oscar, tendo concorrido anteriormente como diretor por A Favorita (2018).

"Vidas Passadas" de Celine Song talvez seja o indie mais querido do ano, tanto que ganhou vários prêmios ao longo do ano, incluindo o Independent Spirit de melhor filme e melhor direção. Celine bem que poderia ter entrado no páreo de melhor direção, mas foi lembrada na categoria de roteiro original. O longa conta a história de dois amigos de infância ao longo de vinte e quatro anos. Os dois acabam seguindo trajetórias diferentes ao longo da vida e um dia se reencontram contemplando as possibilidades de tudo o que poderia ter vivido. Apesar de não ser um filme biográfico, o filme de estreia da diretora traz muitos elementos pessoais que tornam a trama ainda mais sensível e verdadeira. Apenas com duas indicações ao Oscar, o filme poderia ter sido lembrado ainda nas categorias de atuação com as performances irretocáveis de de Greta Lee, Teo Yoo e John Magaro. 
 
"Zona de Interesse" de Jonathan Glazer parecia ter sido coroado como um dos filmes mais importantes do ano já em sua estreia no Festival de Cannes. O longa ganhou o Grande Prêmio do Júri e desde então só colheu elogios com sua forma diferente de contar os horrores do holocausto. Mais do que emoldurar cenas que já vimos em vários filmes, o filme é ambientado na casa ao lado do campo de concentração de Auschwitz na Polônia. Nesta casa vive o comandante do campo e sua família que convive com todos os cheiros e sons assustadores do holocausto numa assombrosa história sobre a banalidade do mal. Favorito ao Oscar de Filme Internacional o filme ainda concorre aos prêmios de direção, roteiro adaptado e melhor som (que se levar em conta o design de som da produção o torna o grande favorito da categoria também). É a primeira vez que Glazer é lembrado no Oscar. 

O ESQUECIDO: Segredos de Um Escândalo de Todd Haynes foi aclamado por muitos como um dos melhores filmes do ano. Em determinado momento da temporada de ouro o filme foi tão badalado que era favorito a várias categorias no Oscar que se aproximava. No entanto, parece que conforme o filme se tornou conhecido, as polêmicas em torno do caso em que se inspira lhe custaram alguns votos entre os votantes da Academia. Embora muitos o considerem o melhor filme de Haynes e com a melhor atuação de Natalie Portman, ambos foram esquecidos, assim como Julianne Moore e Charles Melton - que revivem o caso da professora que se envolveu com seu aluno de 13 anos e constituiu uma família. Ainda assim, o filme foi lembrado na categoria de melhor roteiro original para os estreantes Samy Burch e Alex Mechanik. Parece que o tom jocoso do filme não agradou todo mundo.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Premiados Independent Spirit Awards 2024

Vidas Passadas: o melhor indie do ano.

 Particularmente gosto muito de assistir aos premiados do Independent Spirit Awards que este ano pôde ser visto pelo canal da instituição no Youtube. O maior prêmio do cinema independente tem categorias tradicionais e outras que servem de termômetro para conhecermos trabalhos que nem sempre ganham o devido reconhecimento. De vez em quando os caminhos do Spirit e do Oscar se cruzam, neste ano o premiado como melhor filme concorre também no prêmio da Academia, mas está longe de levar o prêmio. Achei ótimo ver uma premiação em que Oppenheimer não era anunciado como melhor filme (já está bastante previsível) e Da'Vine Joy Randolph parece ser a imbatível do ano. A seguir todos os premiados:

   Filme: Vidas Passadas
    Direção: Celine Song, por Vidas Passadas
    Performance principal: Jeffrey Wright, por American Fiction
    Performance coadjuvante: Da'Vine Joy Randolph, por Os Rejeitados
    Filme de estreia: A.V. Rockwell, por A Thounsand and One
    Revelação: Dominic Sessa, por Os Rejeitados
    Prêmio John Cassavetes: Fremont
    Fotografia: Eigil Bryld, por Os Rejeitados
    Montagem: Daniel Garber, por How to Blow Up a Pipeline
    Roteiro: Cord Jefferson, por American Fiction
    Roteiro de estreia: Sammy Burch, por Segredos de um Escândalo
   Documentário: As 4 Filhas de Olfa
   Filme internacional: Anatomia de uma Queda
    Nova série: Treta
    Principal em nova série: Ali Wong, por Treta

    Coadjuvante em nova série: Nick Offerman, por The Last of Us
    Revelação em  série: Keivonn Montreal Woodard, por The Last of Us

    Nova série documental: Dear Mama

domingo, 25 de fevereiro de 2024

Premiados SAG 2024

Lily: ainda no páreo de melhor atriz.

Parece que a cerimônia do Oscar já pode começar entregando o prêmio de melhor filme para Oppenheimer. A esta altura beira o impossível o filme de Christopher Nolan perder o principal prêmio de Hollywood. Pelo que vimos no Prêmio do Sindicato (SAG), o favoritismo de Robert Downey Jr e Da'Vine Joy Randolph só se confirma, Cillian Murphy fica cada vez mais na frente de Paul Giamatti... o maior suspense mesmo está no páreo de melhor atriz com Lily Gladstone  demonstrando que ainda está no páreo com Emma Stone, o que para além do trabalho de Lily existe uma narrativa irresistível de ser a primeira atriz nativa dos EUA a receber tanto o SAG quanto, provavelmente o Oscar. Quanto aos prêmios para TV, foi sensacional ver Pedro Pascal reconhecido como ator e a dupla de Treta se consagrar de vez. A seguir todos os premiados e que venha o Oscar!

CINEMA

Melhor elenco de filme: “Oppenheimer”.

Melhor ator: Cillian Murphy / “Oppenheimer”.

Melhor atriz: Lily Gladstone / “Assassinos da Lua das Flores”.

Melhor ator coadjuvante: Robert Downey Jr. / “Oppenheimer”.

Melhor atriz coadjuvante: Da’Vine Joy Randolph / “Os Rejeitados”.
 

TELEVISÃO

Elenco em série dramática: “Succession”.

Ator em série dramática: Pedro Pascal / “The Last of Us”.

Atriz em série dramática: Elizabeth Debicki / “The Crown”.

Elenco em série de comédia: “O Urso”.

Ator em série de comédia: Jeremy Allen White / “O Urso”.

Atriz em série de comédia: Ayo Edebiri / “O Urso”.

Ator em minissérie ou filme para a TV: Steven Yeun / “Treta”.

Atriz em minissérie ou filme para a TV: Ali Wong / “Treta”.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Indicados ao Oscar 2024: Atriz Coadjuvante

America Ferrera (Barbie) confesso que fiquei surpreso ao ver a atriz cravar sua indicação no Oscar. A campanha começou desde a estreia do filme por conta da repercussão daquela famosa cena do discurso em sobre as dificuldades de ser mulher no mundo real. No entanto, conforme as premiações começaram, ela parecia de lado. America ganhou sua primeira indicação por fazer o papel da mulher que era dona da Barbie estereotipada e a faz entender as mudanças que estão acontecendo. A atriz americana, filha de hondurenhos ficou conhecida mundialmente com o sucesso da versão americana da série Ugly Betty (2006-2010) e se tornou um ícone latino na cultura pop.

Danielle Brooks (A Cor Púrpura) quem já viu a atriz na série Orange Is The New Black (2012-2019) sabe que ela é uma estrela das mais cintilantes. Nesta versão musical da obra de Alice Walker, Danielle encarna Sofia, uma mulher que não se cala perante as adversidades de uma mulher negra no início do Século XX. Embora a crítica tenha dividido opiniões sobre o filme, o trabalho de Danielle é visto como um dos pontos altos da obra, tanto que foi indicada ao BAFTA e ao Critics Choice pelo papel. Só para lembrar que na versão feita por Spielberg, Oprah Winfrey foi indicada ao mesmo prêmio. Esta é a primeira indicação de Danielle ao Oscar. 

 Da'Vine Joy Randolph (Os Rejeitados) está no posto de favorita da temporada, se não levar para casa o Oscar será a grande surpresa da noite. Ela já ganhou todos os prêmios da temporada: Gotham, Globo de Ouro, Criticss Choice, BAFTA... na reta final ela chega no auge do favoritismo pelo papel da chefe de cozinha que passa o natal no trabalho para atenuar a solidão após a morte de seu filho na guerra do Vietnã. Misturando humor sutil, com drama e muita emoção, Da'Vine está ótima em cena e surpreende quem a conheceu em seus trabalhos cômicos. A atriz foi lembrada aqui no blog como uma das revelações de 2019 por  por Meu Nome é Dollemite (2019), mas faz aqui sua estreia no Oscar com chave de ouro. 
 
Emily Blunt (Oppenheimer) é até difícil acreditar que está é a primeira vez que Emily Blunt é indicada ao Oscar. Com atuações marcantes em produções como O Diabo Veste Prada (2006), A Jovem Rainha Victória (2009) e Um Lugar Silencioso (2018), Emily viu suas tentativas de indicação sempre naufragarem. Lembrada pelo papel da esposa do cientista que dá nome ao filme de Christopher Nolan, a atriz finalmente teve reconhecimento da Academia. No papel a atriz transpira inteligência (e uma inadequação para a vida doméstica). Por vezes funcionando como auxiliar do esposo nos rumos da vida, Emily já foi considerada a favorita da categoria, mas será que leva?
 
Jodie Foster (Nyad) pode se dizer que a atriz, diretora e produtora é um verdadeiro patrimônio do cinema. Na pele da treinadora e amiga da protagonista, Jodie várias vezes rouba a cena com sua garra motivacional sem sentimentalismos. Ela é a única atriz na categoria que já foi premiada pela Academia, não uma, mas duas vezes como melhor atriz (por Acusados/1988 e pelo clássico O Silêncio dos Inocentes/1991), ela também já concorreu como atriz por Nell (1994) e esteve na categoria de atriz coadjuvante por outro clássico, Taxi Driver (1976) quando tinha apenas quinze anos de idade. A atuação dela em Nyad é tão marcante que até a pessoa real que ela interpreta se confundiu quanto a viu na tela.
 
A ESQUECIDA: Julianne Moore (Segredos de Um Escândalo) desde que o filme estreou no Festival de Cannes, a atuação de Julianne foi considerada uma das favoritas para a temporada de ouro, lembrada no Globo de Ouro e Critics Choice, causou surpresa vê-la fora da disputa no Oscar. O motivo pode ser o caráter polêmico de sua personagem que causou escândalo ao se envolver com um adolescente que depois se tornou seu esposo. A personagem tem tantas camadas e é tão complexa que deve ter confundido alguns votantes. Mas Julianne não deve ter perdido o sono por conta disso, com um Oscar por Para Sempre Alice (2014) na estante e outras quatro indicações no currículo (além de outros 177 prêmios na estante), logo ela será lembrada de novo.