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| Josh e Paul: amor pela música. |
Sonoro diáriw, quando Paul Mescal e Josh O'Connor foram escalados para viver um romance gay o projeto já criou rebuliço. Quando o filme foi selecionado para o Festival de Cannes as expectativas foram às alturas, mas ao ser exibido, o consideraram decepcionante. Acho que as pessoas imaginaram os dois atores em cenas tórridas ao longo de mais de duas horas de filme, mas a proposta do filme é ser bem mais do que isso. Sim, existem cenas dos dois atores na cama, mas a ideia é principal é outra. O rigor com que Hermanus conta a história de Lionel Worthing (Paul Mescal) é tão marcante que até pensei se tratar de uma história real (mas é baseado no conto fictício de Ben Shattuck de 2018). Lionel nasceu filho de fazendeiros pobres na virada para o XX, desde pequeno notou ter a capacidade de enxergar cores nas melodias, assim como sentir sabores nas músicas. Seu interesse pela música encontra abrigo no professor David White (Josh O'Connor) que se encanta com a voz do rapaz. A música serve de ponto de partida para um relacionamento intenso entre os dois, que irá sofrer uma quebra na 1ª Guerra Mundial e um reencontro anos depois quando percorrem os Estados Unidos para registrar canções transmitidas oralmente pelos recantos do país. No entanto, existe um receio que faz com que o relacionamento nunca decole e afete a vida de ambos para sempre. O diretor Oliver Hermanus (de Viver/2022) já demonstrou curtir um cinemão clássico, com fotografia bem cuidada, figurino caprichado, atuações contidas e aqui ele segue o mesmo caminho até o último ato emocionante. Quem esperava um filme cheio de erotismo se decepcionou, quem espera ver uma história bem contada (e um tanto melancólica) sobre dois personagens que se perdem de si mesmos (e um do outro) não irá se decepcionar.
A História do Som (The History of Sound / EUA - Reino Unido - Suécia - Itália / 2025) de Oliver Hermanus com Paul Mescal, Josh O'Connor, Chris Cooper, Molly Price, Cate Finck e Emma Canning. ☻☻☻☻






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