terça-feira, 30 de junho de 2026

PL►Y: Ato Noturno

Gabriel e Cirillo: tesão em público. 
Discreto diáriw, senti falta e escrever sobre um filme brasileiro durante o Ciclo DiversidadeSXL deste ano, mas foi complicado assistir filmes disponíveis naquele período. Assisti Ato Noturno dia desses no Canal Brasil e percebi que o filme faz jus às opiniões divisórias que gerou. O longa é dirigido por Filipe Matzembacher e Márcio Reolon,  a mesma dupla responsável por Tinta Bruta (2018) que ganhou o Teddy no Festival de Berlim. Este novo filme foi exibido na Mostra Panorama do mesmo Festival, o que lhe garantiu projeção e expectativas em torno de seu lançamento. Mais uma vez os diretores investem em uma trama queer, só que aparece aqui de forma mais lapidada visualmente. Estéticamente o filme é irrepreensível, o elenco também é interessante, mas o roteiro sofre com algumas situações e diálogos que não convencem muito. A trama gira em torno de um jovem ator de teatro Matias (Gabriel Faryas) que conhece um homem por aplicativo (Cirillo Luna), além de descobrir que os dois tem fetiche por fazer sexo em lugares públicos, o rapaz descobre que o misterioso parceiro é candidato a prefeito da cidade. Ambos terão que tomar cuidado com os encontros para que suas carreiras não sejam afetadas (já que  as eleições se aproximam  para um  e o outro disputa um papel numa série de TV).  Essa disputa pela fama rende a parte que achei mais interessante, já que existe uma rivalidade entre Matias e seu amigo colega de elenco, Fabio (Henrique Barrera) que gera alguns dos melhores momentos do filme. Investindo numa atmosfera de thriller homoerótico, o filme escorrega por levar-se a sério demais e chega a um final estapafúrdio que contradiz tudo o que seus protagonistas prezavam até ali. Ainda assim, o cuidado estético do filme e o conflito dos amigos nos bastidores prenderam a minha atenção.   

Ato Noturno (Brasil/2026)  de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon com Gabriel Faryas, Cirillo Luna, Henrique Barrera, Ivo Muller, Kaya Rodrigues e Larissa Sanguiné.  ☻☻☻

segunda-feira, 29 de junho de 2026

PL►Y: Bom Menino

Indy: talento canino. 
Fiel diáriw, o terror se tornou um território bastante fértil para algumas das produções mais originais dos últimos anos. Eu colocaria Bom Menino entre um estes destaques, afinal, não lembro de ter visto um filmes de terror realizado sob a perspectiva de um cachorro! Indy é um simpático cãozinho cujo o dono atravessa problemas de saúde. O moço resolve ir com seu pet para a casa do falecido avô que fica num bosque afastado da cidade. Sei que este é um dos maiores clichês dos filmes de terror, mas funciona bem para que o diretor tenha um espaço restrito e bastante administrável para tratar a relação entre os dois e os males que os cercam. Enquanto todo mundo imagina que o rapaz atravessa uma enfermidade, Indy (com seus sentidos caninos aguçados) percebe que existe algo de espiritual por trás daquilo. A escuridão está sempre à espreita de seu dono. O diretor Ben Leonberg (que também assina o roteiro com Alex Cannon) pode até abusar da repetição de algumas situações e vacilar no desenvolvimento do dono do cãozinho (com a desculpa do foco estar no animal), mas consegue ser bastante original ao demonstrar o que pode fazer ao explorar o ponto de vista do bicho na tensão de cada cena. A câmera sempre no nível do olhar canino e planos sugestivos funcionam como carta de apresentação do cineasta além do talento de dirigir um cão. A expressividade que consegue imprimir à Indy, a cachorrinha do próprio diretor (que trabalhou por 400 dias de filmagem por 3 anos até concluir todas as cenas) é notável. O longa custou 70 mil dólares e arrecadou mais de oito milhões de dólares pelo mundo ao envolver o espectador de uma forma completamente diferente (e imersiva) em uma trama de casa mal assombrada. Ao contrário do que muita gente pensa, este não é refilmagem do Good Boy norueguês de  2022. 

Bom Menino (Good Boy / EUA - 2025) de Ben Loenberg com Indy, Shane Jensen, Arielle Friedman, Larry Fessenden, Stuart Rudin e Hunter Goetz. ☻☻☻

domingo, 28 de junho de 2026

PL►Y: As Ovelhas Detetives

As ovelhas: detetives de respeito. 

Balido diáriw,  confesso que achei que esta produção era um filme infantil e até cogitei ser uma animação quando foi lançada. Pura ignorância, já que As Ovelhas Detetives é um live-action com bom elenco e efeitos especiais espertos que dão vida para as ovelhas que ajudam a desvendar os fatos em torno da morte de seu dono, o pastor George (Hugh Jackman). George sempre cuidou de suas ovelhas com muito carinho, dando-lhes nomes e lendo livros de mistério para elas antes de dormir. Quando George é encontrado morto as ovelhas não acreditam que seja apenas um infarto, elas decidem ajudar o policial bobalhão (Nicholas Braun) da cidade a desvendar o caso. As suspeitas recaem sobre alguns moradores da cidade (como o açougueiro e o outro criador de ovelhas da região), mas também sob a herdeira de George e um jornalista que aparece na cidade. Antes deste filme o diretor Kyle Balda realizou somente animações (entre elas o longa dos Minions em 2015) e demonstra habilidade de mesclar humor com uma atmosfera repleta de elementos de mistério. Entre músicas de suspense, neblinas e pistas falsas, ele consegue prender atenção sobretudo pelo carisma que confere aos seus personagens, sobretudo as ovelhas que lembram aqui os animais falantes do clássico Babe - Um Porquinho Atrapalhado (1998). Atribuindo personalidade aos bichos e inserindo reflexões sobre morte, luto e memória, o resultado consegue ser envolvente, leve e divertido. O filme é baseado no livro da escritora alemã Leonnie Shawn e o filme fez tanto sucesso entre os mais vistos mundialmente do Prime Video que não duvido que uma sequência apareça em breve.  

As Ovelhas Detetives (The Sheep Detectives / Irlanda - Reino Unido - EUA) de Kyle Balda com Hugh Jackman, Emma Thompson, Nicholas Galitzine, Molly Gordon, Nicholas Braun, Hong Chau e com vozes de Bella Ramsay, Bryan Cranston, Patrick Stewart, Regina Hall, Julia Louis-Dreyfuss, Brett Goldstein e Chris O'Dowd. ☻☻☻

PL►Y: Spinal Tap II - O Fim Continua

McKean e Guest: maldição!
Cabeludo diáriw, deve ter uns dez anos que desbravei a internet atrás de um dos filmes que sempre apareciam nas listas de melhores de todos os tempos: This is Spinal Tap (1984). Uma daquelas unanimidades que se tornou cult e referencial ao mesmo tempo, um documentário falso (o mockumentary) sobre uma banda de rock prestes a lançar um novo álbum. O longa de  Rob Reiner fez história e, ironicamente, sua continuação foi o último longa dirigido por ele. O diretor volta a atuar como o documentarista responsável pelo primeiro filme e que agora tem a ideia de acompanhar a banda em um aguardado retorno após vários anos afastada dos palcos. De início busca os integrantes, o guitarrista Nigel Tufnel (Christopher Guest) administra uma loja de queijos e guitarras na Inglaterra), o vocalista David St. Hubbins (Michael McKean) agora produz músicas para podcast sobre crimes e músicas de espera telefônica e Derek Smalls (Harry Shearer) administra um museu de... cola (!?). Spinal Tap II tem um gostinho irresistível de reencontro, o humor segue o espírito de galhofa e gaiatice encenado com a mesma pretensão solene do primeiro, o que ajuda muito a funcionar, embora o roteiro seja menos esperto que o anterior. As piadas giram em torno de vários clichês de bandas que ambicionam voltar para pagar as contas, as tretas e ressentimentos pesam e a busca por um baterista disposto a enfrentar a maldição da banda (que teve onze ou doze bateristas falecidos) garantem as risadas. O filme conta com várias participações especiais como Fran Descher e Elton John e, obviamente, conta com aquelas cenas de palco inacreditáveis com letras ridículas e anões saltitantes (em homenagem à cena antológica do primeiro filme). Spinal Tap II faz piada até o fim dos créditos e para quem viu o primeiro torna-se obrigatório como despedida bastante digna ao diretor Rob Reiner

Spinal Tap II - O Fim Continua (Spinal Tap II - The End Continues / EUA - 2025) de Rob Reiner com Christopher Guest, Michal McKean, Harry Shearer, Rob Reiner, Valerie Franco e Kerry Godliman. ☻☻☻ 

PL►Y: O Órfão

Barabas: órfão de pai vivo. 
Surpreso diáriw, o cineasta László Nemes ganhou o Oscar de filme estrangeiro com O Filho de Saul (2015) e recebeu fama mundial. Ano passado ele concorreu ao Leão de Ouro no Festival de Veneza com este O Órfão, filme ambientado após a Revolução Húngara de 1956 que tentou livrar o país da influência governamental da União Soviética. O filme conta a história de Andor (Bojtorján Barabas), que acredita ser filho de Hirsch, o desaparecido esposo de sua mãe (Andrea Waskovics). Acontece que o açougueiro Berend (Grégory Gadebois) aparece em sua vida. Agressivo e temperamental, o homem não demora a contar ao menino que é seu verdadeiro pai. O impacto de perder o pai idealizado e encontrar um brutamontes real como progenitor traz ao menino uma revolta difícil de lidar, comprometendo sua relação com a mãe e até com outras pessoas ao seu redor. Embora o filme demore para engrenar, a presença de Berend torna o filme muito mais envolvente, especialmente pelas oscilações de humor vividas intensamente por Gadebois e a complexidade de sua relação com a família que reclama para si. O menino Barabas não decepciona como o filho que quanto mais rejeita o pai, mais se aproxima do comportamento dele. Waskovics vive uma mãe desiludida que pensa apenas em sobreviver num cenário árduo. Destaque também para Eliz Szabó, que vive a amiga de Andor e que ajuda o irmão a se esconder das autoridades. Nemes constrói aqui um drama que tende para o suspense e o último ato na roda gigante é simplesmente magistral. O diretor se inspirou na história de seu próprio pai e o resultado é uma alegoria interessante sobre a história da Hungria (que faz toda a diferença para compreender o contexto da trama). 

O Órfão (Árva - Hungria/2025) de László Nemes com Bojtorján Barabas, Grégory Gadebois, Andrea Waskovics, Eliz Szabó, Hermina Fátyol, Soma Sándor e Marcin Czarnik. ☻☻☻☻ 

sábado, 27 de junho de 2026

PL►Y: Isso Ainda Está de Pé?

Arnett: stand up como desabafo. 
Divorciado diáriw, depois de toda a elaboração pretensiosa daquele pastel de vento chamado Maestro (2023), Bradley Cooper teve o bom senso de repensar suas aspirações enquanto diretor quando resolveu filmar este novo filme. O texto partiu de uma ideia do ator Will Arnett após uma conversa com o comediante John Bishop sobre como iniciou seu trabalho com comédia stand up. Arnett achou o relato interessante e junto com Bradley Cooper e Mark Chappell escreveu o roteiro sobre Alex Novak (Arnett), um homem em crise que está lidando com seu recente divórcio com Tess (Laura Dern). O casal tem dois filhos, amigos em comum e a família dele a adora, o que torna inevitável que os dois ainda se encontrem com frequência. Para ajudar a digerir o fim do casamento, Alex faz do palco uma espécie de confessionário, tentando disfarçar um pouco sua insatisfação com o ocorrido com piadas. Às vezes ele consegue fazer graça com o que está acontecendo, outras vezes passa bem longe de ser engraçado. Arnett se esforça e consegue conferir charme à um personagem visivelmente amarrotado (fisica e emocionalmente) e tem bons momentos em sua química com Laura Dern, que consegue fazer muito com o pouco material que tem sobre a personagem. Filmado de forma mais despojada que o projeto anterior de Cooper (que faz uma participação como o amigo ator do casal), o filme tem alguns problemas de fluxo na narrativa e parece mais truncado do que deveria, mas é algo a que se assiste fácil pelo tom reflexivo acerca dos sentimentos que  Alex e Tess ainda possuem um pelo outro. Se o filme desenvolvesse mais os coadjuvantes o texto alcançaria outro nível em seu olhar sobre relacionamentos maduros e seria ainda mais interessante (o elenco de apoio é ótimo e pouco aproveitado). Vale dizer que achei o título em português horroroso. 

Isso Ainda Está de Pé? (Is This Thing On? / EUA - 2025) de Bradley Cooper com Will Arnett, Laura Dern, Andra Day, Bradley Cooper, Sean Heyes, Scott Icenogle, Ciarán Hinds e Peyton Manning. ☻☻ 

.Doc: Hype!

Chris Cornell: auge no grunge. 
Nostálgico diáriw, o grunge tem um lugar especial na minha memória. Eu era um adolescente quando as bandas  de Seatle começaram a fazer sucesso e tocar nas rádios por aqui. Bandas como Nirvana, Alice in Chains, Soundgarden e Pearl Jam revolucionaram a sonoridade do rock mainstream. Ao contrário do que se ouvia nas rádios, o rock deixava de ser sobre curtição, para ser mais denso em suas letras e sonoridade. O som era uma mistura do punk com o hardcore já as letras refletiam a os tormentos  de um bando de jovens que cresceram na chuvosa Seatle. Naquele tempo foi lançado um documentário que chamou atenção de quem curtia as bandas dali, Hype! (que encontrei no Youtube). Visto hoje, entendo a decepção de muita gente que viu o filme e  reclamou que as bandas famosas mal apareciam. A ideia da produção é ampliar a visão que nós temos do que estava acontecendo. O filme deixa claro o longo histórico  de bandas que tocavam em vários locais espalhados pela localidade que cresceu em torno de uma vila  pescadores. Esclarece as roupas sobrepostas, assim como a antológica camisa de flanela, que se tornaram marca de estilo pelo simples fato de  lá ser muito frio, afinal, como dizem no filme, estão quase no gélido Canadá. A maioria as bandas que aparecem no documentário, eu nunca ouvi falar, mas as que ficaram famosas já apresentavam reflexões interessantes sobre a fama, a forma como começaram a aparecer em revistas. Some isso às roupas ganharem editoriais de moda e  algumas fake news sobre o grunge fortalecerem toda a mítica do movimento. O clima pesa quando menciona a morte de  Kurt Cobain. Este trauma na história o grunge revela de vez a dificuldade do filme  aprofundar sua temática. Ajuda um pouco ver o curta Hype! 20 Anos Depois que em clima de  ressaca olha para aquele furacão indie. Quando foi lançado o curta já sentia falta  de outro falecido, Chris Cornell (Soungarden)  e também poderia também lembrar o Layne Staley (Alice in Chains). Hype! tem um sabor  de viagem no tempo com tempero amargo de luto pelo transe coletivo que foi ouvir aquelas músicas em escala mundial. 

Hype! (EUA/ 1996) de Doug Pray com Dawn Anderson, Nils Bernstein, Kim Thayil,Van Conner, Eddie Vedder, Mark Arm e Steve Fisk. ☻☻ 

Na Tela: Toy Story 5

Jessie: brincar em tempos de tela
Animado diáriw, convenhamos que diante de todo brilhantismo de Toy Story3 (2010), o quarto filme não era dos mais memoráveis. Para muita gente a saga dos brinquedos terminou naquela trilogia, mas dificilmente Hollywood daria descanso aos personagens de uma de seus animações mais lucrativas. Diante de toda descrença em torno do quinto filme, vale a pena dizer que ele é uma grata surpresa, justamente por encontrar algo especial a dizer quando propõe uma reflexão sobre o que é brincar em tempos em que as crianças passam mais tempo diante de uma tela do que imaginando brincadeiras com seus brinquedos (salvo as devidas proporções é um reflexo da vida adulta). Achei muito legal que o protagonismo desta vez ficou com a Jessie (voz de Joan Cusack), que estava habituada a ser a parceira de brincadeiras favoritas da menina Bonnie, mas perde espaço quando a dona ganha a Lilypad (voz de Greta Lee). A Lilypad surge para "ajudar" a menina a fazer amizade com outras crianças, já que todo mundo tem esse tipo de tablet e passa horas brincando online. Já que Bonnie sentia-se excluída por ser uma criança que ainda ousa brincar com brinquedos, a Lily surge como uma salvação. Mais uma vez a animação aborda questões sobre amizade, ser especial e o medo de ser esquecido, a diferença é que agora lança um olhar sobre como alguns hábitos de hoje inserem as crianças em um universo marcado por cyberbullying e a ansiedade de estar conectado (e incluído) o tempo inteiro em seu grupo. Claro que durante a jornada  alguns brinquedos vão se perder no caminho, outros vão surgir e cada um deles provará seu valor. Embora não tenha o impacto do terceiro capítulo, este novo filme coloca a saga novamente nos trilhos com aquele misto de humor e sensibilidade que se tornou sua marca registrada. A sala lotada do cinema, só prova que a saga tem fôlego para atrair o público de várias idades. 

Toy Story 5 (EUA - 2026) de Andrew Stanton com vozes de Joan Cusack, Tom Hanks, Tim Allen, Greta Lee, Keanu Reeves, Ernie Hudson e Wallace Shawn. ☻☻☻☻

segunda-feira, 22 de junho de 2026

NªTV: Margô Está em Apuros

Elle: carreira em alta. 
Televisivo diáriw, Elle Fanning deve estar muito feliz com seu ano de 2026. Foi o ano em que recebeu sua indicação ao Oscar pelo seu belo trabalho no oscarizado Valor Sentimental (2025) e que recebe elogios unânimes por seu trabalho em Margô está em Apuros, produção da AppleTV em parceria com A24 que deve lhe render indicações aos prêmios de televisão no próximo ano. Me atrevo  dizer que a atriz está em sua melhor fase aos 28 anos e 25 anos de carreira (!!). Ela vive Margô Millet, estudante de literatura que pretende ser escritora, mas fica grávida de um professor (Michael Angarano) casado. Daí em diante tudo se complica, ela perde o emprego, faz um acordo complicado com  a família do pilantra, perde as amigas com quem dividia o apartamento e o dinheiro fica cada vez mais minguado para sustentar um bebê. Embora conte com a ajuda da mãe (a maravilhosa Michelle Pfeiffer) e do pai, que andava sumido (o ótimo Nick Offerman), a grana curta a faz abrir uma página no OnlyFans e os acontecimentos seguem de forma cada vez mais caótica ao ponto de ter o risco de perder a guarda do bebê. Feito sem moralismos e com elenco afiado, Margô está em Apuros é uma delícia de assistir, sobretudo por expor as hipocrisias do mundinho estadounidense que adora se ver como recatado, mas que não tem postura para sustentar o discurso. Tem algo que retrata isso melhor do que o professor que transa com aluna e acusa a mesma de não ter moral? Encontrando um raro equilíbrio entre o drama e a comédia, a minissérie comove e faz rir com um ótimo texto baseado no livro de Rufi Thorpe. Assim que o livro foi lançado, Elle e a irmã Dakota Fanning ficaram de olho nos direitos e descobriram que Nicole Kidman e o produtor David E. Kelly (esposo de Michelle Pfeiffer) também queriam adaptar o material. Todos se juntaram e o resultado é um grande acerto. 

Margô está em Apuros (Margo got Money Troubles / EUA - 2026) de David E. Kelley com Elle Fanning, Michelle Pfeiffer, Nick Offerman, Michael Angarano, Marcia Gay Harden, Greg Kinnear, Thaddea Graham e Nicole Kidman. ☻☻☻