domingo, 20 de setembro de 2026

PL►Y: No Caminho

Victor: fugindo do passado. 

Ousado diáriw, achei afrontoso o México indicar para tentar uma vaga no Oscar de filme estrangeiro o drama No Caminho que está em cartaz na HBOMax. O filme conta a história de Veneno (Vitor Prieto Simental), um jovem rapaz que está  fugindo para algum lugar que nem ele mesmo sabe direito onde fica. Aos poucos descobrimos que na verdade ele não está fugindo para um lugar, mas de um lugar que gostaria de nunca ter estado. Devido à sua fuga, ele passa a ser procurado sem ninguém saber ao certo o motivo. Quem aceita lhe ajudar é Muñeco (Osvaldo Sanchez), um caminhoneiro que está distante da família faz tempo e, devido a problemas com as drogas, não tem previsão de ver seus filhos tão cedo. A bordo do caminhão que atravessa estradas poeirentas do México, eles ensaiam algumas conversas até que se tornam próximos. A proximidade só aumenta com a sensação de solidão e isolamento, mas enquanto Veneno imagina que algo sério possa nascer dali, Muñeco não está disposto a ceder um espaço ao parceiro de viagem em sua vida. A coisa complica quando um crime atravessa o caminho da dupla e as desconfianças podem colocar a vida dos dois em risco. Sem  pudores em apresentar cenas tórridas e genitais masculinos expostos, dificilmente o filme cairá no gosto dos votantes do Oscar. O diretor David Pablos  marca a narrativa com um tom de desespero baseado na necessidade dos personagens principais se apegarem um ao outro, embora as circunstâncias se tornem cada vez mais hostis. O resultado  é uma história de amor marcada pela violência com um final assustador. Victor Prieto Simental e Osvaldo Sanchez apresentam bons trabalhos em personagens complicados e bem que mereciam um final feliz diante das mazelas do roteiro.  

No Caminho (En El Camino / México - 2025) de David Pabloc com Victor Prieto Simental, Osvaldo Sanchez, Victor Manuel Aguirre, Mariano López Sosa, Giovanni Ontiveros e Héctor Cárdenas. ☻☻☻

PL►Y: Vestido Maldito

Fatma e Marianne: sinistrices. 
Enfeitiçado diáriw, o inglês Peter Strickland é um dos diretores mais curiosos de seu país. Seus longas geralmente possuem um ritmo muito particular, direção de arte caprichada e uma atmosfera hipnótica, geralmente caprichando no suspense alimentado pela estranheza. Foi assim com Berberian Sound Studio (2012), com O Duque de Burgundy (2015) e de forma ainda mais escancarada com este Vestido Maldito. O filme conta a história de um vestido vermelho que está destinado a complicar a vida de quem  o usa. Foi assim desde a primeira modelo que o vestiu para um catálogo e a maldição segue quando Sheila (a ótima Marianne Jean-Baptiste) o compra para vestir em um encontro. A começar com o que parece um problema alérgico, a coisa só piora quando o vestido é colocado para lavar ou quando resolve azucrinar quem mais se aproximar de Sheila. No meio da sessão o vestido vai parar nas mãos de um rapaz (Leo Bill) que está prestes a casar e as situações estranhas passam a ter outro alvo. O filme capricha no visual anacrônico que deixa o tempo em que se passa a história indecifrável e evita explicar demais o que está por trás do tal vestido, mas sugere que esteja relacionado às vendedoras e o estranho proprietário da loja. Particularmente gosto mais da primeira parte com as desconfianças de Sheila de que existe algo de errado com o vestido enquanto precisa lidar com os patrões enjoados. Temperado com um pouco de humor macabro e um cadinho de luxúria, Vestido Maldito pode ser encarado como uma alegoria ao consumismo ou a relação que temos com uma roupa, mas Strickland pega essa ideia e vira do avesso num filme que chega ao caos completo em seu último ato. Embora a ideia possa parecer ridícula, o diretor consegue evitar que tudo caia no ridículo durante toda a sessão. 

Vestido Maldito (In Fabric / Reino Unido - 2018) de Peter Strickland com Marianne Jean-Baptiste, Fatma Mohamed,  Jaygann Ayeh, Richard Bremmer, Steve Oram, Gwendoline Christie e Barry Adamson. ☻☻☻

PL►Y: Supergirl

Milly: garota esforçada. 

Flopado diáriw, Supergirl se tornou uma decepção arrecadando menos do que custou nas bilheterias. O motivo para isso? Talvez seja toda a expectativa em torno do segundo longa-metragem do DCU capitaneado pelo James Gunn. É verdade que ele ficou meio sem opção quando desejou fugir dos nomes dos heróis que ganharam filmes-solo na era Zack Snyder, mas logo depois de levar Superman para as telas investir em um longa da prima do kryptoniano parece mais do mesmo. Embora o filme seja baseado na cultuada HQ A Mulher do Amanhã de Tom King, talvez o espectador aguardasse algo mais robusto do que uma aventura trivial como segundo longa-metragem do famigerado universo. No filme, Kara Zor-El (Milly Alcock) resolve comemorar seu aniversário viajando pelo espaço até que uma órfã com sede de vingança (Eve Ridley) cruza seu caminho e propõe que a ajude a encontrar um grupo de bandidos espaciais que mataram sua família. Kara rejeita a proposta, mas quando sua nave é roubada e a vida de seu cãozinho Krypto é colocada em risco, ela resolve partir em busca dos vilões da história. O diretor Craig Gillespie é craque em lidar com personagens femininas fora da caixinha (basta ver Eu, Tonya/2017 ou Cruella/2021), mas aqui o roteiro não ajuda com a protagonista sempre bêbada, apanhando e usando o famoso uniforme só no finalzinho. A trama roda, roda, roda e não sai do lugar numa aposta arriscada de engajar o público. A bilheteria murcha deve ter soado o alarme e a venda da Warner só complica mais as coisas. Se você olhar o cronograma da DC no cinema a coisa fica ainda mais complicada: Cara de Barro estreia mês que vem e o resto são séries e animações para a TV. Animados?

Supergirl (EUA-2026) de Craig Gillespie com Milly Alcock, Eve Ridley, David Corensweat, Matthias Schoenaerts, Ferdinand Kingsley, Diarmaid Murtagh e David Krumholtz. ☻☻☻ 

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

CICLO VERDE E AMARELO: A Natureza das Coisas Invisíveis

Laura e Serena: amizade irresistível. 

Querido diáriw, esta semana a Academia Brasileira de Cinema escolheu o filme Feito Pipa de Allan Deberton para concorrer à uma vaga nas indicações ao Oscar de Melhor Filme Internacional. Será uma ano complicado sem um concorrente impulsionado pela consagração em grandes festivais até o momento. Quem também estava no páreo para ser escolhido era A Natureza das Coisas Invisíveis que está em cartaz na Netflix e que mostra-se uma verdadeira joia a ser descoberta. É um dos filmes mais fofos que assisti nos últimos tempos e o mais interessante é que consegue o ser tocando em temas bastante sensíveis e até polêmicos. A leveza do filme deve-se muito à opção da diretora e roteirista Rafaela Camelo abraçar a lógica do olhar das meninas protagonistas. Glória (Laura Brandão) está de férias, mas precisa passar os dias no hospital acompanhando sua mãe no trabalho (Larissa Mauro). Lá ela conhece Sophia (Serena), que está no mesmo hospital com a mãe (a ótima Camila Mardila) por conta da bisavó (Aline Marta Maia), que está internada. Enquanto as meninas ficam amigas aproveitando aquele ambiente inusitado, as mães tem um primeiro encontro complicado que logo muda de rumo para que se aproximem também. Logo todas as personagens estarão dividindo um outro cenário em uma trama  bem escrita sobre amizade, amor, morte, aceitação e muitos outros temas que você consegue sentir nas interações daquelas personagens. Embora demore um pouco para engrenar, o filme se torna cada vez mais interessante e chega a um desfecho emocionante. Assista com um lenço que você vai precisar. Uma excelente estreia da diretora Rafaela Camelo em longa-metragem. 

A Natureza das Coisas Invisíveis (Brasil-2025) de Rafaela Camelo com Laura Brandão, Serena, Camila Mardila, Larissa Mauro e Aline Marta Maia. ☻☻☻☻  

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

CICLO VERDE E AMARELO: Sonhar com Leões

Denise: estranha onda portuguesa. 
Amargo diáriw, este filme dirigido por Paolo Marinou-Branco é um daqueles que testa as reações da plateia. Muito se deve ao tom tragicômico com que lida com a vida de Gilda (Denise Fraga), uma mulher com câncer em fase terminal que se muda para Portugal com o esposo (Roberto Bomtempo) para participar de um workshop que ensina a morrer com dignidade.  Gilda já tentou o suicídio três vezes e diante da doença que atravessa uma ideia se tornou fixa em sua cabeça: eutanásia. Disposta a aderir ao suicídio assistido, o workshop começa a deixá-la cada vez mais irritada e consciente de que a vida não lhe serve mais. É um tema incômodo e que o diretor e roteirista aborda com doses cavalares de humor negro que mais desafia a plateia do que faz rir. Denise Fraga faz tudo o que pode ao defender uma personagem amarga diante do que o destino lhe reserva. Ela quebra a quarta parede, narra suas tentativas frustradas e ilustra como o diretor/roteirista estava um tanto cansado de ver pessoas doentes terem que demonstrar bravura e heroísmo diante das dores e tratamentos - além de apresentar uma ojeriza à positividade tóxica. Gilda ilustra tudo isso, mas se perde quando o roteiro cai no clichê do romance com seu colega órfão Amadeu (João Nunes Monteiro). É um filme interessante, mas que encontra dificuldade para encontrar o tom certo do humor com críticas ácidas que realiza. Apesar de ser uma coprodução entre Brasil, Portugal e Espanha, o que fica mais evidente é a inspiração do diretor (que nasceu em Nova York, mas é descendente de portugueses e... gregos) no cinema da estranha onda grega que consagrou Yorgos Lanthimos. Existe muito do absurdismo daquele cinema por aqui e talvez por isso seja um desafio para maioria dos espectadores. 

Sonhar com Leões (Brasil - Portugal - Espanha/2024) de Paolo Marinou-Blanco com Denise Fraga, João Nunes Monteiro, Joana Ribeiro, Victoria Guerra, Sandra Faleiro, Roberto Bomtempo, António Durães e Felipe Rocha. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

CICLO VERDE E AMARELO: Ruas da Glória

Caio: apaixonado pelo abismo. 

Apaixonado diáriw, o cinema queer brasileiro continua rendendo filmes interessantes como este assinado por Felipe Sholl. O carioca já é reconhecido pelos seus roteiros de filmes consagrados como Hoje/2013 e Manas/2025, mas aqui segue por um caminho completamente diferente ao contar a história de Gabriel (Caio Macedo), um professor que se apaixona por Adriano (Alejandro Claveaux), um garoto de programa que lhe quebra completamente a rotina. No entanto, a coisa sai do controle quando Adriano some sem maiores satisfações. Gabriel passa a procurá-lo e deixa sua vida de lado em busca do parceiro perdido. Ruas da Glória pode render várias leituras, uma delas é sobre a dependência emocional de Gabriel que busca absorver a vida de Adriano para fazê-lo presente novamente em sua vida. Entre drogas, orgias e mudar-se para o apartamento do desaparecido, Gabriel se perde na busca do que ele acredita ser o amor que o abandonou. Há quem perceba uma certa ingenuidade no rapaz em cair sem para-quedas (ou salva-vidas) em um relacionamento com um sujeito tão escorregadio, outros apontam uma espécie de crítica ao próprio comportamento do moço ao encarar a relação daquela forma - o que acarreta o último ato em que ele mesmo começa a repensar sua situação (ainda que por linhas tortas). Cheio de nudez e cenas tórridas, o filme é bastante ousado e apresenta uma história cheia de perdição no desejo. Destaque para a beleza com que  o diretor constrói as locações na praia (que funcionam como um respiro em meio ao caos). Ruas da Glória é ousado e não faz questão de agradar todo mundo ao apresentar as camadas mais sombrias de um relacionamento que flerta com o abismo. 

Ruas da Glória (Brasil/2024) de Felipe Sholl com Caio Macedo, Alejandro Claveaux, Diva Menner, Alan Ribeiro, Jade Sassará, Sandro Aliprandini, Ernesto Piccolo e Daniel Rangel. 

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Pódio: Leandra Leal

Bronze: a escritora  obsessiva. 

3º Nome Próprio (2007) Filha da atriz Ângela Leal com o produtor Américo Leal, Leandra começou a atuar no teatro aos sete anos e na adolescência foi trabalhar na televisão no ano seguinte. Entre séries e novelas chegou ao cinema em 1997 e desde então colecionou papéis importantes na telona. Um deles foi neste filme de Murilo Salles em que vive Camila, uma jovem que deseja ser escritora, no entanto, seu processo criativo parece sair do controle quando ela cria um blog e escreve compulsivamente sobre suas experiências nem sempre agradáveis. Sua obsessão com a escrita gera até mesmo um isolamento cada vez maior. O papel rendeu à atriz vários prêmios, incluindo melhor atriz no Festival de Gramado e no Grande Prêmio Cinema Brasil. 

Prata: a menina crescida. 
2º A Ostra e o Vento (1997)  A atriz começava a ser conhecida por seu trabalho na televisão quando foi escalada para realizar este filme de Walter Lima Jr. Indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza. O longa conta a história de Marcela, uma garota que cresceu em uma ilha ao lado de seu pai faroleiro (vivido por Lima Duarte) e Daniel (Fernando Torres), um senhor que acredita que a menina merecia ter uma vida para além daquele isolamento. Conforme Marcela cresce, sua relação com o pai se torna mais complicada e o vento se torna um elemento poético em uma trama que aborda temas delicados. Fazia dois anos que o cinema brasileiro voltava a respirar e o filme foi um dos mais comentados da era da retomada. Pelo papel de Marcela, Leandra foi eleita melhor atriz do Festival de Biarritz aos quinze anos de idade. 

Ouro: a sofrida vingativa.
1 O Lobo Atrás da Porta (2014) A atriz foi premiada novamente no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro com sua performance avassaladora como neste drama de suspense dirigido por Fernando Coimbra. Leandra vive a mulher que acredita ter encontrado o amor de sua vida, mas sua vida se torna num verdadeiro pesadelo que a mergulhará em uma trama de vingança da qual não há chance de sair ilesa. A atriz faz a transição da personagem da doce jovem apaixonada para uma mulher sem limites de forma arrepiante (e foi indicada aqui no blog como uma das melhores atuações daquele ano). Com 44 anos de idade recém completados e 37 anos de carreira, Leandra Leal é uma das atrizes mais respeitadas do Brasil. Com 24 filmes no currículo e 32 prêmios ao longo da carreira, Leandra também conquistou espaço como produtora e roteirista. 

CICLO VERDE E AMARELO: Os Enforcados

Irandhir e Leandra: em crise. 

Elogiado diáriw, difícil acreditar que um filme tão interessante como Os Enforcados tenha recebido tão pouca atenção. Mesmo o Grande Prêmio Cinema Brasil lembrou dele em somente duas categorias: ator (Irandhir Santos) e ator coadjuvante (Augusto Madeira), deixando de fora o trabalho de atuação mais interessante do filme, o de Leandra Leal. Esta é a segunda colaboração da atriz com o diretor Fernando Coimbra, diretor de O Lobo Atrás da Porta (2014). Leandra vive Regina, a esposa de Valério (Irandhir Santos), os dois são apaixonados e confiam um no outro ao ponto de serem cúmplices em fantasias sexuais, digamos, "agressivas". Os dois vivem num casarão que está numa interminável reforma, mas este se tornará o menor dos problemas quando os negócios ilegais da família começarem a entrar em crise e a solução encontrada pelo casal só trará mais problemas. Entre assassinatos e uma investigação policial, a crise se instaura na confiança do casal. Existe uma tensão absurda no encadeamento dos acontecimentos sórdidos da trama, mas ao mesmo tempo, o filme não deixa de temperar a trama com um senso de humor cortante. Me atrevo a dizer que diante do ótimo elenco, os melhores diálogos são travados entre Leandra e Irene Ravache que vive a sua mãe com uma visão pouco ortodoxa perante os temores da filha. Misturando um drama criminal com referências que vão de clássicos Macbeth e Crime e Castigo ao noticiário diário em sua guerra de criminosos, Os Enforcados é um filme que chama atenção pela sua eficiência narrativa auxiliada por uma montagem perfeita. Além disso, tem Leandra Leal em um daqueles papéis que só comprovam que ela é uma das melhores atrizes de nosso país. Seu trabalho na transformação pela qual Regina passa ao longo da trama é digna de Oscar. 

Os Enforcados (Brasil/2024) de Fernando Coimbra com Irandhir Santos, Leandra Leal, Thiago Thomé, Pêpê Rapazote, Augusto Madeira, Ernani Moraes, Irene Ravache e Stepan Nercessian. ☻☻☻☻

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

CICLO VERDE E AMARELO: (Des)Controle

Carol: indicada a prêmios. 

Querido diáriw, Carolina Dieckmann foi indicada ao prêmio de Melhor Atriz no Grande Prêmio Cinema Brasil deste ano por conta de seu trabalho neste filme dirigido por Rosane Svartman e Carol Minêm. O trabalho da atriz é o principal motivo para ver o filme, já que por mais que tente aprofundar sua discussão sobre uma personagem alcóolica, o filme por vezes se perde em uma montagem picotada demais que faz a carga dramática da trama perder sua força. Carolina vive Kátia Klein, uma escritora de sucesso que após quinze anos de sobriedade volta a beber por conta de sua realidade estressante. Entre a escrita de um novo livro, problemas com a família e a falta de tempo, a protagonista encontra na bebida um refúgio para sua rotina exaustiva. Se de início ela pensa que está tudo sob controle com um golinho aqui e outro ali, não demora para que a situação se complique colocando em risco sua vida e de pessoas queridas.  Como é comum na carreira de Rosane Svartman (que também se tornou autora de novela após seu sucesso no cinema), apesar do tema sério, a trama é desenvolvida com bastante leveza e toques de bom humor tendo até um toque de surrealismo quando a personagem se vê diante de uma outra versão de si mesma que assume o controle quando se entrega ao vício com cada vez mais frequência. Centrado em sua protagonista, sobra pouco tempo para desenvolver os personagens que estão ao seu redor. No entanto, o maior problema do filme é a edição acelerada, sei que pode ser uma forma de fazer o espectador sentir na pele a sensação da personagens sentir-se perdida diante dos fatos, mas esta opção narrativa prejudica o desenvolvimento de situações importantes ao longo da narrativa. Baseado em histórias reais de superação, o final é exatamente como você imagina. 

(Des)Controle (Brasil/2026) de Rosane Svartman e Carol Minêm com Carolina Dieckmann, Caco Ciocler, Irene Ravache, Daniel Filho, Júlia Rabello e Mouhamed Harfouch.