domingo, 8 de novembro de 2026

Na Tela: 100 Dias

Bragança: Amyr de corpo e alma.  

Obstinado diáriw, entre 10 de junho e 18 de setembro de 1984 o navegador brasileiro Amyr Klink realizou a primeira travessia solitária do Oceano Atlântico a remo. Ele partiu da África, em Lüderitz na Namíbia, e chegou na costa brasileira na Bahia, percorrendo cerca de 6.500 quilômetros em cem dias. A proeza se tornou um feito celebrado nacionalmente e rendeu um livro que se tornou um sucesso editorial. Cem Dias Entre Céu e Mar foi lançado em 1985 e foi baseado no diário de bordo do navegador. Sempre pairou sobre a obra o interesse de uma adaptação cinematográfica, mas a ideia se tornou realidade quando Carlos Saldanha embarcou no projeto. Vindo de animações de sucesso no exterior (A Era do Gelo/2002, Rio/2011 e Touro Ferdinando/2017), esta é a primeira produção live-action dirigida pelo cineasta que realiza um bom trabalho, sobretudo pela sua habilidade em lidar com efeitos especiais. O roteiro é bastante fiel ao livro, mas insere flashbacks sobre a vida familiar de seu protagonista para contextualizar a ideia insana de realizar a travessia. O que o levou a ter essa ideia? Embora o filme não alarde uma motivação única, sugere que existiram uma série de fatores para a ideia ser gerada, sobretudo em sua relação complicada com o pai (Felipe Camargo). Com duas horas de duração, 100 dias tem o mérito de condensar a narrativa de forma bastante imersiva, transportando o espectador para dentro dos desafios daquele barco. Além disso, ganham destaques a preparação para a viagem, como o desenvolvimento da navegação e da alimentação. No entanto, quero destacar o trabalho de Filipe Bragança que está excelente no papel de Amyr Klink, transparecendo cada emoção e transformação física, a forma como ele compõe uma personalidade forte e um tanto cheia de si ajuda a humanizar o protagonista e torna a torcida por ele ainda mais interessante.     
100 Dias (Brasil-2026) de Carlos Saldanha com Filipe Bragança, Felipe Camargo, João Vitor Silva, Phillipine Leroy-Beualieu, Duda Mamberti, Martha Nowill, Gabriel Cano, Enzo Rosetti, Gero Camilo e Amyr Klink. ☻☻☻☻

Na Tela: O Bosque Selvagem

Prue: em busca do irmão. 

Obstinado diáriw, senti nas redes sociais uma verdadeira operação resgate diante da baixa bilheteria da animação O Bosque Selvagem por aqui. A nova animação dos estúdios Laika (o mesmo de Coraline/2009 e Kubo e as Cordas Mágicas/2016)  custou cerca de cem milhões de dólares e demorou cerca de cinco anos de trabalho intenso na técnica de stop-motion. Os números impressionantes se devem ao desejo do diretor Travis Knight em inovar no número de quadros por minuto feitos com o árduo trabalho com as miniaturas, além de construir uma trama de exigências impressionantes para o formato. Dos cenários construídos, ao número de personagens e uma cena de batalha épica, tudo impressiona na animação que enfrenta o problema de ser adulta e sombria demais para cair nas graças dos pequenos e exigir uma entrega que a maioria dos adultos não esteja disposta a dar para uma animação. O fato é que o longa já é um dos destaques do ano e merece ser visto na telona. A trama possui referências variadas de contos infantis ao tratar a história de Prue, uma menina que vê seu irmão ainda bebê ser sequestrado por um bando de corvos e ser levado para um bosque (que sempre ouviu dizer que não pode ser visitado). Junto com o amigo Curtis, ela irá encontrar um mundo dividido e perigoso onde vive uma feiticeira disposta a usar o irmão de Prue em suas magias. Entre segredos, bichos falantes e uma narrativa visivelmente ambiciosa, o filme impressiona por sua qualidade técnica, especialmente quando se relaciona com a expressividade das personagens, com destaque para a vilã Alexandra Svik que assombrada pelo luto é capaz de tudo para ter seu filho de volta. Se ainda existisse o MTV Movie Awards o filme ganharia fácil os prêmios de melhor vilã e melhor cena de batalha nos áureos tempos da premiação. O filme deve ser indicado ao Oscar de animação e... será o favorito se a bilheteria ajudar. 

O Bosque Selvagem (Wildwood / EUA - Reino Unido - Canadá/ 2026) de Travis Knight com vozes de Peyton Elizabeth Lee, Jacob Tremblay, Carey Mulligan, Richard E. Grant, Jake Jhonson, Charlie Day e Tom Waits. ☻☻☻☻


sábado, 7 de novembro de 2026

PL►Y: Apenas Coisas Boas

Drummond: do bucólico ao noir.  
Provocativo diáriw, por conta de seu trabalho em Vento Seco (2020) o goiano Daniel Nolasco inscreveu seu nome entre os destaques do cinema Queer brasileiro. Misturando fetiches e uma atmosfera oniricamente afrontosa o longa chamou atenção pela sua criatividade sem amarras. Era de se esperar que por conta disso seu longa seguinte fosse aguardado com grande expectativa. Apenas Coisas Boas tem uma ambientação rural e conta a história de Antonio (Lucas Drummond) que cuida sozinho de suas terras no ano de 1984. A vida do moço tem uma reviravolta quando ele encontra um motociclista acidentado (Liev Carols) e o leva para sua casa. Se você conhece o cinema de Nolasco já sabe o que acontecerá, já que o diretor tem gosto por retratar protagonistas de universo organizado que sente-se atraído pelo desconhecido. A relação entre os dois a passa ser comprometida pela tensão existente entre Antonio e o próprio pai e a consequência disso renderá uma guinada na trama que causa estranhamento na plateia. O filme que era ambientado no campo torna-se urbano, aquele clima bucólico logo é trocado por uma atmosfera noir, cheia de suspeitas e desconfianças protagonizada por um Antonio mais maduro (Fernando Libonati) e visivelmente infeliz que atravessa o desaparecimento de seu parceiro. Seus funcionários (Renata Carvalho e Nerval Berbari) especulam sobre o que teria acontecido ao outro patrão e o  filme parece não saber muito bem o que fazer a partir daí. Embora Nolasco retrate intimidade e as pressões sobre seu protagonista nas duas partes, existe uma ruptura brusca demais entre os dois polos da narrativa, ao mesmo tempo que a versão mais velha de Antonio em nada lembra o jovem fazendeiro. Se a ideia era o contraste entre  o passado promissor e o futuro frustrante, a sensação é que o diretor e roteirista tinha dois textos distintos e resolveu juntar os dois em um longa. A galera mais animada vai curtir as cenas de intimidade entre os homens do filme, mas o resultado está longe de ser orgânico ou interessante. 

Apenas Coisas Boas (Brasil - 2025) de Daniel Nolasco com Lucas Drummons, Liev Carlos, Fernando Libonati, Renata Carvalho, Nerval Berbari, Igor Leoni e Guilherme Théo. ☻

sábado, 31 de outubro de 2026

NªTV: Slow Horses - 6ª Temporada.

Lowden: só problemas. 

Maratonado diáriw, esta série da AppleTV chegou à sua sexta temporada e permanece como uma das minhas favoritas. Baseada na série de livros Slough House de Mick Herron, a produção merece aplausos pela desenvoltura com que costura suas narrativas através das temporadas, sempre deixando aquela sensação de que tudo pode acontecer: personagens queridos podem morrer ou podem sair do programa e podem retornar quando você menos espera... nesta sexta temporada estes temperos que já faziam a glória dos fãs é elevado à potência máxima já que os agentes rejeitados que já passaram pela Slough House (um lugar da Inteligência Britânica destinada a lidar com arquivos e para onde são encaminhados agentes desprezados que tiveram algum problema em campo, ou seja, o limbo) passam a ser executados um a um. Por conta disso, o desleixado Jackson Lamb (Gary Oldman) precisa tomar algumas providências junto à agora chefona Diana Taverner (Kristin Scott Thomas) - que precisa lidar com os efeitos de algumas ações equivocadas com os russos. No meio disso tudo, River (Jack Lowden) ficará tão feliz quanto o público com a volta de uma personagem muito querida... Entre cenas de ação, piadas e aquelas perseguições que podem terminar de forma imprevisível, a série prende mais uma vez a atenção do espectador ao longo de seus seis episódios (sempre com aquele gancho para segurar as expectativa de um episódio para o outro e... para a nova temporada que já está prontinha).  Se existe algum problema é que aqueles a maioria dos diálogos de troca de insultos entre os personagens já soam cansativos, mas é um defeito pequeno diante do que a temporada entrega (dessa vez até com uma criança desbocada). Ao ver o trailer da próxima temporada eu só lembrava que será a penúltima. Que tristeza!

Slow Horses - 6ª Temporada (Reino Unido - EUA /2026) de Mick Herron com Gary Oldman, Jack Lowden, Kristin Scott-Thomas, Saskia Reeves, Christopher Chung, Aimee Ffion Edwards, Rosalind Eleazar, Ruth Bradley, Tom Booke, Joanna Scanlan e Hugo Weaving. ☻☻☻☻

PL►Y: Mirrors nº 3

Paula: um lugar para ocupar. 

Acidentado diáriw, o diretor alemão Christian Petzold permanece em sua linha mais intimista com Mirrors nº3 e para isso escala novamente uma de suas atrizes favoritas, Paula Beer (Afire/2022, Undine/2020 e Em Trânsito/2018. A atriz vive Laura, uma estudante de música que viaja meio a contragosto com um casal de amigos e o namorado pelo interior da Alemanha. Naquela paisagem bucólica, uma mulher chama atenção de Laura à beira da estrada em frente uma das poucas casas que compõem aquela paisagem. Ela nem imagina que por conta de um acidente ela passará um tempo na casa daquela mesma mulher solitária. Betty (Barbara Auer) acolhe a jovem com bastante zelo e aos poucos uma se instaura na rotina da outra, servindo de companhia e ajuda. A casa vazia está cheia de objetos quebrados que precisam de reparos, o jardim precisa de cuidado, a cerca precisa ser pintada... é como se aquele espaço aos poucos pedisse para se tornar um lar novamente. Quando entra em cena o marido (Matthias Brandt) e o filho (Enno Trebs) de Betty, que moram do outro lado da cidade, o espectador passa a ter certeza de que algo aconteceu e deixou aquela família em pedaços. Petzold mistura os personagens e compõe uma narrativa que evolui através dos detalhes, das roupas que servem perfeitamente em Laura, os cochichos secretos os olhares que sempre parecem esconder algo. Entre interações por vezes cômicas e outras um tanto dramáticas, as relações entre os personagens parecem desenhar um suspense que (propositalmente) nunca se consolida. Quando a revelação surge, ela causa menos impacto do que a expectativa do que acontecerá a seguir. Petzold cria este microuniverso com bastante cuidado e encontra nas atuações de seu elenco em sintonia perfeita o mecanismo ideal para que o filme funcione. Misturando luto, dependência e identidade, Mirrors nº3 parece modesto, mas alcança um resultado interessante dentro de sua proposta emocional. 

Mirrors nº3 (Miroirs nº 3/ Alemanha - 2025) de Christian Petzold com Paula Beer, Barbara Auer, Matthias Brandt, Enno Trebs e Phillip Froissant. ☻☻☻

PL►Y: Tony

Dominic: chef em formação. 

Famoso diáriw, quem também recebeu uma biografia recente foi o renomado chef Anthony Bourdain, que conciliou sua carreira em restaurantes com a de escritor, jornalista e documentarista, tendo ficado famoso mundialmente por conta de seus trabalhos para a televisão. O filme dirigido por Matt Johnson (que também é ator e esteve recentemente em Matt & Mara/2025) foca na juventude de Anthony, ou melhor Tony. Vivido por Dominic Sessa (o ator revelação de Os Rejeitados/2023), o filme parte daquele momento do pontapé inicial para Bourdain se tornar quem seria no futuro. Ele sonhava ser escritor, mas após perder sua bolsa na faculdade, ele parte para o litoral e passa a trabalhar num restaurante simplório de frutos do mar. Não existe nada de glamour aqui. Devido a uma confusão, termina responsável por lava os pratos. Em troca de um teto, dorme em uma rede, acorda com balde d'água na cara todas as manhãs, mas começa a ter cada vez mais interesse pela cozinha. O interesse pelos ingredientes só perde espaço para Nancy (Emilia Jones), uma velha conhecida que nunca deu muita bola para ele. Outro destaque do elenco é Antonio Banderas, no papel do chefe de Tony que se torna uma espécie de mentor e Leo Woodall como o amigo cozinheiro conquistador. Narrado de forma fluente, sem grandes surpresas, Tony é um filme bastante agradável de assistir e torna compreensível como um sujeito como Antony Bourdain se tornou tão admirado. Embora não tenha recebido muita atenção nos cinemas, o filme é uma boa opção para passar o tempo e entrou recentemente em cartaz no PrimeVideo. 

Tony (EUA - Canadá / 2026) de Matt Johnson com Dominic Sessa, Antonio Banderas, Emilia Jones, Leo Woodall, Stavros Halkias e Rich Sommer. ☻☻☻

PL►Y: A Cronologia da Água

Poots: drama pesadão. 
Afogado diáriw, a atriz Kirsten Stewart realizou uma estreia na direção bastante promissora com esta adaptação da biografia de Lidia Yuknavitch, aspirante à nadadora que se tornou escritora. Imogene Poots é responsável por viver a escritora e realiza um ótimo trabalho, especialmente se levarmos em conta as situações pesadas que o roteiro lhe reserva e o fato da montagem optar por um estilo quase aleatório no encadeamento das cenas (mas que não prejudica o desenvolvimento da personagem). No início considerei os cortes intensos bastante cansativos, mas meia hora depois, compreendi a intenção e a própria narrativa começa a fazer sentido enquanto um conjunto de memórias em que fatos presentes trazem à tona situações do passado e estabelece uma relação com situações futuras. É verdade que Lídia sofre um bocado, a infância marcada por situações abusivas vividas por ela e pela irmã (quando crescida é vivida por Thora Birch em uma tristeza contida que cai muito bem à personagem) reserva à Lidia um futuro de relações tumultuadas, álcool, drogas e um tantinho de gosto pela autodestruição. O fato é que no meio de tudo isso, ela começa a perceber na escrita uma forma de exorcizar tudo isso. Vale destacar que seu mentor no ofício de escritora é Ken Kesey (vivido por James Belushi), autor que em 1962 lançou Um Estranho no Ninho. O filme se revela uma montanha-russa de emoções e Kirsten demonstra bastante sensibilidade ao lidar com os vários momentos complicados na vida de sua protagonista. Embora não seja um filme para todos os gostos, gostei da forma como as coisas se encaixam perto do final e oferecem à Lidia a chance de organizar as emoções e a vida, deixando os traumas do passado em seu devido lugar. 

A Cronologia da Água (The Chronology of Water / EUA - França - Letônia / 2025) de Kirsten Stewart com Imogene Poots, Thora Birch, Susannah Flood, Michael Epp, Charlie Carrick, Tom Sturridge, Earl Cave e Kim Gordon. ☻☻☻ 

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

PL►Y: Mother Mary

Hathaway: o nome dela é trabalho. 

Famoso diáriw, Anne Hathaway resolveu não ficar em casa nos últimos tempos e lançou cinco filmes ao longo de 2026. O primeiro deles foi um fracasso de bilheteria e recentemente chegou ao streaming. Mother Mary traz a assinatura ilustre de David Lowery, mas que avança pouco em sua relação entre estética e conteúdo. A atriz vive uma cantora pop que está em crise e procura uma antiga estilista (Michaela Coel) para ajudá-la a criar seu figurino para um show. Acontece que as duas tiveram desentendimentos no passado e voltar a trabalhar juntas pode se tornar uma verdadeira tortura psicológica para elas e... para a plateia. Repleto de simbologias e muitos diálogos sobre traumas e ressentimentos, a narrativa costura o reencontro das personagens com algumas cenas de palco que demonstram a transição de uma artista cultuada pelos fãs como uma verdadeira divindade para uma pessoa fragilizada e em crise com seu ofício. Se por um lado a parte estética com figurinos, direção de arte e trilha sonora caprichada (produzida por Jack Artonoff, Charli XCX, FKA Twigs e Daniel Hart, entre outros) que emolduram os dons vocais de Hathaway, o roteiro se enrola na tentativa de ser profundo, mas soa truncado e até banal. Um pouco mais de clareza no desenho do conflito entre as duas personagens cairia muito bem na história. Existe aqui um olhar curioso sobre o universo pop que concilia com uma interessante atmosfera gótica, mas a forma como é desenvolvida deixa a dramaticidade afetada, com muita pose e a necessidade de fazer o sofrimento soar sexy e envolvente. Quando o filme terminou eu fiquei imaginando onde ele queria chegar, já que tive a impressão que ficou parado em seu ponto de partida desde o início.  

Mother Mary (Reino Unido, Finlândia, Alemanha, EUA - 2026) de David Lowery com Anne Hathaway, Michaela Coel, Hunter Schafer, Sian Clifford e FKA Twigs. ☻☻

Na Tela: Cara de Barro

Tom: identidade transformada. 
Derretido diáriw, as coisas andam tão estranhas para o lado da DC nos cinemas que bastou ser lançado um filme mais modesto, com baixas expectativas que o público o abraçou na medida certa. Cara de Barro era um filme que ninguém esperava muita coisa, mas se pagou tranquilamente em seu fim de semana da estreia. O filme é uma história de origem de um dos vilões do Batman que já passou por várias versões nas HQs, aqui Matt Hagen deixa de ser um caçador de tesouros para se tornar um ator famoso que cai em desgraça quando se envolve com a mulher errada. Vivido com competência pelo galês Tom Rhys Harries, Hagen tem seu rosto destruído por um gângster e vê não apenas sua carreira entrar em declínio como sua reputação também. Desesperado, ele se oferece para ser cobaia de um experimento revolucionário com a doutora Caitlin Bates (Naomie Ackie), mas embora os resultados sejam promissores, aos poucos eles percebem que os efeitos não funcionam como os esperados. Aos poucos a pele de Hagen se torna cada vez mais instável, mas os problemas aos poucos se mostram habilidades que podem ajudá-lo em realizar uma vingança. Idealizado por Mike Flanagan como um body horror, a direção caiu nas mãos de James Watkins (responsável pelo remake horroroso de Não Fale Mal/2024) que se sai bem quando lida com a identidade em dissolução do protagonista junto com seu corpo em deterioração, mas encontra dificuldade de apresentar algo mais quando a vingança toma conta da narrativa. No entanto, com um protagonista bem desenhado e cenas marcantes com efeitos convincentes, o público parece ter aprovado o resultado. Fico curioso para saber o espaço que o personagem terá no Universo cinematográfico da DC que ainda soa disperso.

Cara de Barro (Clayface / EUA - 2026) de James Watkins com Tom Rhys Harries, Naomie Ackie, Max Minghella, Nany Carroll, Eddie Marsan, Joana Ribeiro, David Dencik e Joshua James. ☻☻☻