domingo, 18 de outubro de 2026

PL►Y: Hit Para Dois

Paul Rudd: compositor roubado. 

Sonoro diáriw, o irlandês John Carney é um diretor de gênero bastante específico já que seus filmes são comédias envolvendo música. Se por um lado ele não ousa, ao menos produz filmes que são agradáveis de assistir (o ideal para se ver para aliviar a cabeça, ainda mais quando percebi que estava assistindo muitos filmes densos ultimamente). Hit Para Dois conta a história de Rick (Paul Rudd) um cantor de casamento que mora na Irlanda e que ao se apresentar em uma festa conhece um astro da música pop chamado Danny Wilson (Nick Jonas), que faz tempo que não lança um sucesso. Os dois se apresentam juntos na festa e depois de umas bebidas resolvem conversar sobre suas composições. Os dois parecem se entender bem e depois cada um segue sua vida... seria assim se Danny não usasse uma das composições de Rick para construir um novo hit. A música se torna um sucesso e o compositor é sequer mencionado. Rick tenta conversar com o moço, mas é evitado a todo custo, o que vira um verdadeiro inferno astral diante da injustiça ocorrida. Sem provas de que é o compositor original da canção, existem conflitos com seus colegas de trabalho, com a família, com a equipe de Danny... a coisa só complica mas de uma forma leve e cheia de gracinhas para não pesar o clima. O roteiro é simples e redondinho e o fato de contar com um bom elenco também ajuda a se envolver com a história com trilha sonora caprichada. Paul Rudd está bem no papel do cantor que deixou a carreira que não decolava para construir uma família - mas que vê naquela situação a chance de ter o reconhecimento que nunca conseguiu. Eu nunca tinha visto um filme com Nick Jonas e achei o moço convincente em seu mal caratismo. Vale destacar que a música que cria toda confusão é gostosinha de ouvir e pode estar no Oscar do ano que vem, especialmente por sua letra ambígua. 

Hit Para Dois (Power Ballad / EUA - Irlanda / 2026) de John Carney com Paul Rudd, Nick Jonas, Peter McDonald, Rory Keenan, Paul Reid, Keith McErlean, Beth Fallon e Marcella Plunkett. ☻☻☻

PL►Y: Suntan

Makis e Elli: paraíso corrompido. 

Ensolarado diáriw, Suntan é um filme que parece muito normal para pertencer ao movimento Estranha Onda Grega. Os personagens conversam normalmente, bebem, trabalham, vão em festas e quase sempre estão na praia. O que pode provocar algum estranhamento por aqui é como alguns frequentam a praia com roupas de banho e outros completamente nus sem maiores surpresas (mas dizem que por lá é assim mesmo dada à atitude liberal em relação ao corpo). No entanto, conforme o filme se aproxima do desfecho existe aquele uso do absurdo, do incômodo, da transição do cômico e do patético para o violento e bizarro de forma repentina. Lançado em 2016, o filme ilustra de forma contundente a confusão existente na mente do seu protagonista sobre o que é o amor e como vivê-lo.  O filme conta a história de Kostis (Makis Papadimitriou), um clínico geral de 42 anos que começa a trabalhar na ilha grega de Antiparos. No verão a ilha fica cheia de turistas que aproveitam as praias e festas locais. Nesse período, Kostis atende Anna (Elli Tringou), que está acampada na ilha junto com alguns amigos. Os dois se aproximam e ele fica animado com a possibilidade de romance com uma mulher com metade de sua idade. No entanto, o que era para ser algo prazeroso se torna uma verdadeira obsessão para Kostis, que mergulha em um declínio moral de consequências assustadoras. O diretor Argyris Papadimitropoulos  é bastante habilidoso em transformar o paraíso em um cenário tenso no decorrer do filme, assim como as atitudes de personagens se tornam cada vez mais humilhantes e desconfortáveis. Makis Papadimitriou cria com precisão a mistura de problemas de autoestima, rejeição e posse num resultado tóxico tornando um homem comum em um ser assustador. Achei que o filme trabalha de forma contundente um tema bastante atual. 

Suntan (Grécia / Alemanha - 2016) de Argyris Papadimitropoulos com , Makis Papadimitriou, Elli Tringou, Hara Kotsali, Milou Van Groesen, Dimi Hart, Marcus Collen e Pavlos Orkopoulos. ☻☻☻

PL►Y: Zonas Úmidas

Christoph e Carla: sem higiene.  

Desagradável diáriw, acredito que este seja o filme mais nojento já realizado. É verdade que você já deve ter visto filmes de terror que possam revirar o estômago, mas este aqui se apresenta como uma comédia dramática ácida que leva a escatologia para onde ninguém ousou ir. Tem tiradas bem humoradas, doses de drama, fotografia límpida e uma edição esperta para envolver o espectador enquanto sua protagonista desafia qualquer padrão de higiene. Se a ideia era  quebrar tabus e causar ojeriza e ainda assim ser interessante (!!), o objetivo é alcançado por dois terços do filme, já que conforme se aproxima do desfecho a coisa fica cada vez mais gratuita, repetitiva e desinteressante. O filme conta a história de Ellen (Carla Juri), uma jovem que tem uma relação problemática com os pais e deixa que isso se reflita em sua relação com o próprio corpo. Se por um lado ela parece ter fetiche por, digamos, fluídos corporais variados, por outro a total ausência de higiene reflete uma personalidade autodestrutiva. Alguns dirão que ela percebe tudo com naturalidade sobre seu corpo, mas isso não evita que ela se corte em uma depilação íntima e caminhe para escola com o sangue escorrendo pelas pernas como se nada estivesse acontecendo. Por conta disso ela vai parar num hospital e parece finalmente receber alguma atenção após anos lidando com pais negligentes. O filme é baseado no livro homônimo de Charlotte Roche e testa os limites do espectador e do próprio cinema com algumas cenas asquerosas. Ao longo da sessão, o destaque é da atriz Carla Juri que aos 28 anos convence na pele de uma adolescente! Dá para perceber que o diretor David Wnendt não tem medo de ousadias e depois adaptou para o cinema o best-seller Ele Está de Volta (2015) - filme obrigatório para os dias atuais. 

Zonas Úmidas (Feuchtgebiete / Alemanha - 2023)  de David Wnendt com Carla Juri, Meret Becker, Christoph Letkowski, Marlen Kruse, Selam Tadese, Axel Milberg e Edgar Selge. ☻☻

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

PL►Y: Uma Infância Alemã

Nanning e o tio:  perdendo a inocência. 
Assombrado diáriw, o consagrado diretor Fatih Akin escreveu o roteiro deste filme baseado no livro de memórias do Hark Bohm, filho de um oficial do exército do führer na Segunda Guerra Mundial. Akin e Bohm dividem o texto e realizam um dos filmes mais precisos do ano ao expor as bordas do final da Guerra em um microuniverso que reflete com precisão a realidade daquele país. Nanning (Jasper Billerbeck) tem doze anos e vive com a mãe grávida, o irmão e a tia em uma casa na ilha de Amrum no ano de 1945. O contato com o continente acontece quando a maré fica baixa, mas a cena em que os aviões ingleses bombardeiam  o mar e o menino diz que é para descarregar o peso, ilustram bem o desconhecimento da realidade. Ao longo do filme o menino descobre um pouco mais sobre que está acontecendo, percebe que sua mãe não é a pessoa legal que ele imaginava e que seu pai oficial não é um herói de guerra. Nanning percebe que a situação ao seu redor é estranha quando o simples comentário feliz sobre o retorno do pai para o lar mediante o fim da guerra pode gerar a punição de uma vizinha. A situação das relações são tensas, os mantimentos são escassos e o fio condutor da narrativa é a tentativa do menino conseguir um pão branco, com manteiga e mel para o lanche de sua mãe. Enquanto tenta encontrar os ingredientes para satisfazer aquele desejo, o menino se depara com vários personagens que compõem um universo periférico ao Holocausto na Alemanha. Este universo é composto por pessoas comuns que ajudaram na construção dos horrores que o país atravessou - e as vozes dissonantes estão sempre sob vigilância. São as narrativas e ações destes personagens que fazem o cotidiano de Nanning ser repleto de crueldades em um mundo que nunca mais seria o mesmo (e que de vez em quando teima em voltar ao seu pior estado). 

Uma Infância Alemã (Amrum/ Alemanha - 2025) de Fatih Akin com Jasper Billerbeck, Laura Tonke, Lisa Hagmeister, Kian Köppke e Diane Kruger. ☻☻☻☻

Pódio: Kyle Chandler

Bronze: o primeiro Lanterna.
3º Lanternas (2026) Embora tenha realizado alguns trabalhos importantes no cinema (como o oscarizado Manchester a Beira-Mar/2016 e no recente O Aniversário/2025), a televisão parece ser o território ideal para os melhores trabalhos do ator nascido no estado de Nova York. Eu fiquei muito feliz quando soube que ele viveria o Lanterna Verde Hal Jordan na série dedicada aos heróis da DC, imaginei que por pior que a produção pudesse ser, ele não decepcionaria. Dito e feito. Embora Lanternas seja um programa problemático de sua concepção até a execução, Kyle está bastante convincente como o super-herói desiludido com toda a estrutura por trás do seu anel de poderes incríveis. Nas cenas em que aparece em sua versão gente boa em holograma, ele demonstra que o problema da série não é sua atuação. 

Prata: o Bom Samaritano. 
2º Early Edition (1996-2000) Foi com esta carinha de menino com pinta de galã da era de ouro de Hollywood que o ator conseguiu seu primeiro papel de grande destaque na TV. Embora atuasse desde os anos 1980, foi no seu papel de homem comum que recebe todas as manhãs um jornal do dia seguinte (e tenta evitar que coisas ruins aconteçam) que o ator demonstrou sua versatilidade em situações cômicas e dramáticas ao longo de quatro temporadas. Pelo papel de Gary, ele foi premiado com o Saturn Awards de melhor ator de televisão. Confesso que eu não perdia um episódio quando a série passava na TV aberta com o nome de Edição de Amanhã. O papel lhe rendeu destaque e  convites para trabalhos no cinema e outras séries.

Ouro: o Treinador Paternal. 
1º Friday Night Lights (2006-2011) o ator se tornou uma celebridade nacional nos Estados Unidos pelo seu papel nesta série querida pelo público americano que acompanha os Dillon Panthers, um dos melhores times de futebol do país, mas o destaque fica com o treinador, Eric Taylor (Chandler) que além de treinar os atletas, também faz hora extra como figura paterna que ajuda os jovens atletas a enfrentarem todos os dilemas que perpassam as temporadas. Aclamado pela crítica e o público, o papel rendeu indicações a vários prêmios ao longo das temporadas e garantiu o Emmy de melhor ator principal em série dramática para Kyle. Hoje aos 61 anos, Kyle se tornou um dos rostos mais populares para os amantes de séries de TV. 

NªTV: Lanternas

Kyle e Aaron: ruim de doer. 
Decepcionado diáriw, a situação para o James Gunn no DCU da Warner deve estar complicada, não apenas pelas mudanças que estão prestes a acontecer no estúdio, mas por conta das produções com o selo DC que foram lançadas este ano. Supergirl se tornou um dos maiores fracassos do ano e a série Lanternas é uma das coisas mais sonolentas que assisti recentemente. Todo universo do Lanterna Verde é um dos mais interessantes da editora, mas tiveram a ideia brilhante de jogar tudo no lixo e repaginar os personagens como dois policiais investigando um crime. O fato de estar na HBO fez tudo ainda mais parecido com True Detective (e não duvidaria que o roteiro fosse originalmente uma nova temporada da antologia que foi mexida para se tornar uma produção com selo DC). A série aborda o período em que o veterano Hal Jordan (Kyle Chandler), o Lanterna Verde original, é designado a orientar o novato John Stewart (Aaron Pierre) enquanto investigam um brutal assassinato na cidadezinha de Rushville. Hal percebe que aquele não é um crime comum e suspeita de ter indícios alienígenas no caso. Com uma premissa dessas a série poderia ser envolvente se caprichasse na relação entre os dois personagens, mas as tretas entre os dois se arrastam ao longo de oito episódios que se arrastam em uma costura ruim cheia de idas e vindas no tempo. Haja paciência para ver a trama rodar em torno do próprio rabo lembrando quase nada dos personagens dos quadrinhos. Nada contra apresentar um Hal Jordan desiludido, mas custava dizer o motivo dele ter ficado ao ponto de tratar John com total desprezo o tempo inteiro? Os Guardiões, Sinestro (Ulrich Thomsen) e Guy Gardner (Nathan Fillion)  aparecem pouco e não acrescentam muita coisa à trama que parece juntar dois programas que não conseguem conversar entre si. A série começa com a sensação de que vai melhorar e termina com o sabor de uma grande perda de tempo. Custava ser só uma série de super-herói?    

Lanternas (EUA-2026) de Chris Mundy, Damon Lindelof e Tom King com Aaron Pierre, Kyle Chandler, Kelly MacDonald, Poorna Jagannathan, Laura Linney, Garret Dillahunt, Chris Coy e Sherman Augustus. ☻

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

KLÁSSIQO: Vidas Amargas

Dean: filme de despedida. 

Saudoso diáriw, aproveitei toda a animação em torno da minissérie East of Eden da Netflix e procurei sua versão para o cinema realizada por Elia Kazan em 1955. Lançado por aqui com o nome de Vidas Amargas, o filme se tornou um clássico, muito pela presença de James Dean que tornou este seu último filme após falecer precocemente aos 24 anos de idade. Dean foi o primeiro ator a receber uma indicação póstuma ao Oscar de ator. No filme ele interpreta Caleb Trask, um dos filhos de Adam Trask (Raymond Massey) que sempre deixou clara sua insatisfação com o jovem, preferindo as atitudes do outro filho, Aron (Richard Davalos). O religioso Adam desde pequeno contou aos filhos que a mãe deles havia morrido, mas não é bem assim. O roteirista Paul Osborn optou por adaptar somente última parte da obra de John Steinbeck que se passa às vésperas da Primeira Guerra Mundial e que gira em torno de um triângulo amoroso formado pelos dois irmãos e a doce Abra (Julie Harris), deixando um mistério no ar sobre a mulher que Cal está sempre à espreita. Ela é Kate (Jo Van Fleet premiada com o Oscar de atriz coadjuvante), que possui um prostíbulo nas redondezas e parece muito bem resolvida com as escolhas que fez ao longo da vida. Elia Kazan enfatiza o tom de conflito entre a família Trask, no que ficou conhecido como uma releitura dos manos bíblicos Caim e Abel. O mais interessante é como Cal é apresentado como um adolescente rebelde um tanto desequilibrado até percebermos os traumas e mentiras que envolveram sua infância e adolescência. O diretor sabe utilizar muito bem o ar de vulnerabilidade do astro James Dean, que tem um bom trabalho apesar de alguns exageros melodramáticos que eram comuns no período de produção. O longa também concorreu aos Oscars de direção e roteiro adaptado naquele ano. 

Vias Amargas (East of Eden / EUA - 1955) de Elia Kazan com James Dean, Julie Harris, Richard Davalos, Jo Van Fleet, Raymond Massey, Burl Ives e Lois Smith. ☻☻☻

NªTV: East of Eden

Pugh: atuação impecável. 

Elogiado diáriw, a atual produção mais badalada da Netflix é esta minissérie de sete episódios baseada na obra de John Steinbeck. Parte do livro já havia chegado às telas pelas mãos de Elia Kazan em 1955 e a neta dele, Zoe Kazan, resolveu adaptar toda a obra. Antes de comparar o filme com a minissérie é bom lembrar que o formato em episódios permite trabalhar muito mais os personagens, especialmente Kathy (em um desempenho estupendo de Florence Pugh) que deixou de ser a mulher que abandonou os filhos para ter sua história conturbada exibida na telinha. A personagem é a que mais ganha nuances nesta nova produção, ao mesmo tempo que os crimes cometidos por ela também recebem atenção. Na minissérie ela é acolhida pelos irmãos Adam (Christopher Abbott) e Charles (Mike Faist) após ser agredida e deixada a beira da morte. Aos poucos conhecemos sua história e como Adam se apaixona por ela ao ponto de achar que poderia dirigir a vida da esposa. Ambientado no árido Vale das Salinas na Califórnia entre o período da Guerra Civil e a Primeira Guerra Mundial, o tom épico daqueles personagens perante a História dos Estados Unidos se enriquece ainda mais com coadjuvantes importantes como Lee (Hoon Lee), o filho de chineses nascido nos na Terra do Tio Sam e que não encontra espaço para viver o sonho americano. O elenco, a direção, a ambientação e todo resto é de uma perfeição de encher os olhos, mas em meio a tantos destaques nada brilha mais do que Florence Pugh na pele de Kathy. Todo mundo já sabe que a inglesa de é uma grande atriz, mas o que ela faz aqui a coloca entre as maiores atrizes em atividade (entreguem logo um Oscar para ela). A cena em que reencontra Aaron e tenta disfarçar o choro com uma risada é de partir o coração. A obra que era sempre lembrada como uma releitura de Caim e Abel, ganhou uma versão impecável que é impossível parar de assistir. 

East of Eden (EUA - 2026) de Garth Davis e Laure de Clermont-Tonnerre com Florence Pugh, Chritopher Abbott, Mike Faist, Ciarán Hinds, Joseph Zada, Joe Anders, Martha Plimpton, Tracy Letts e Hoon Lee. ☻☻☻☻☻

domingo, 11 de outubro de 2026

.Doc: A Artista e o Ladrão

Bertil e Barbora: amizade improvável. 

Surpreso diáriw, em abril de 2015 duas pinturas grandes e das mais valiosas da artista Barbora Kysilkova foram roubadas à luz do dia da Galleri Nobel no centro da cidade de Oslo. Apreensiva diante da situação, Barbora acompanha a investigação que descobre quem são os ladrões que irão a julgamento. Embora o mandante do crime seja desconhecido, a artista tem curiosidade de conversar com um dos ladrões, o norueguês Karl Bertil Nordland, um criminoso de currículo extenso. Obviamente que existe a curiosidade da pintora descobrir mais sobre o caso, mas enquanto Bertil argumenta não lembrar de nada devido ao efeito das drogas, Barbora começa a se interessar pela história pessoal rapaz. O laço entre os dois se firma de vez quando ela o utiliza como modelo para um dos seus quadros e ele fica em choque e depois chora ao ver a obra pronta. A cena foi a que motivou o diretor Benjamin Ree a estender as filmagens de seu curta-metragem por anos e acompanhar aquela relação de amizade improvável de 2016 até 2019. No decorrer dos anos conhecemos um pouco mais sobre a o passado de Bertil e sua capacidade autodestrutiva e como isso provocou alguma identificação em Barbora que canaliza esta energia perigosa para fazer arte. Premiado em Sundance, o filme se desenvolve de forma surpreendente e possui cenas marcantes, como aquela em que Bertil lembra quando foi afastado dos irmãos ainda muito pequeno, sua carreira como marceneiro e o trabalha com crianças com dificuldade de aprendizagem antes do vício em substâncias ilícitas. Enquanto isso  Barbora a se sentir uma pessoa pior quando começa a fazer terapia. Fosse uma obra de ficção, A Artista e o Ladrão seria considerado absurdo, mas é uma história real emocionante sobre vidas opostas que se encontram. 

A Artista e o Ladrão (Kunstneren og tyven / Noruega - EUA/ 2020) de Benjamin Ree com Barbora Kysilkova, Karl Bertil Nordland e Øystein Stene. ☻☻☻☻