domingo, 8 de março de 2026

INDICADOS AO OSCAR 2026: Atriz.

Emma Stone (Bugonia) dentre as indicadas deste ano, Emma Stone é a que mais caiu nas graças do Oscar ao longo da carreira. Ela tem uma estatueta de melhor atriz por La La Land (2016) e outra por Pobres Criaturas (2023), mas já foi indicada como atriz coadjuvante por Birdman (2014) e A Favorita (2018). Bugonia traz sua quinta intepretação indicada ao Oscar (e ela já concorreu outras duas vezes como produtora), sendo sua terceira parceria com o grego Yorgos Lanthimos a cair nas graças da Academia. No filme, ela vive uma prestigiada CEO que é sequestrada por dois fanáticos que acreditam na teoria de que na verdade ela é uma alienígena disposta a destruir o planeta. A premissa é um deleite para que Yorgos brinque com as percepções da plateia e subverta nossas expectativas em tempos onde as teorias da conspiração ganharam mais espaço com a pós-verdade e as fake news.  

Jessie Buckley (Hamnet) a atriz irlandesa despontou como favorita na categoria assim que o filme foi exibido pela primeira vez. Desde então, viu suas concorrentes ganhando espaço e levando alguns prêmios, mas ao que tudo indica, ela continua firme e forte para levar seu primeiro Oscar para casa. Depois de ganhar o Actors Awards, o BAFTA e o Globo de Ouro de melhor atriz em drama, dificilmente ela não vai levar o careca dourado para casa no próximo fim de semana. Na pele da esposa de Shakespeare que sofre com a perda o filho, a atriz entrega uma performance complexa, banhada de luto e que emocionou muita gente em todo o mundo. Jessie é uma das atrizes que mais chamaram atenção nos último anos, seja por seu trabalho na série Chernobyl (2019), na indicação ao BAFTA por As Loucuras de Rose (2019) ou por sua primeira indicação ao Oscar por A Filha Perdida (2021) na categoria de coadjuvante. 

Kate Hudson (Song Sung Blue) surpreendeu muita gente quando seu nome apareceu entre as indicadas, já que a quinta vaga contava com nomes que eram bem mais lembrados em listas e outras premiações. Kate vive Claire Sardina, uma cantora que junto ao parceiro (vivido por Hugh Jackman) realiza apresentações com repertório de Neil Diamond. O filme acompanha as desventuras da dupla de cantores em suas vidas comuns e o gosto pela música. Embora tenha recebido críticas mistas, uma quantidade considerável de votantes se rendeu ao trabalho de Kate e conseguiu colocar a filha de Goldie Hawn no posto e azarão da categoria. Seja como for, Kate deve estar bastante feliz por ter caído novamente no radar do Oscar, já que estava longe dele desde sua aclamada performance em Quase Famosos (2000), que a elevou ao posto de favorita na categoria de coadjuvante e não evitou que perdesse. 

Renate Reinsve (Valor Sentimental) merecia ter sido indicada na categoria de melhor atriz por seu trabalho em A Pior Pessoa do Mundo (2021), sua parceria anterior com o diretor Joachim Trier e que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Eles voltam a trabalhar juntos neste filme em que vive uma atriz que enfrenta problemas com a atual fase de sua carreira nos palcos e, para complicar um pouco mais, seu pai cineasta retorna para sua vida e lhe faz um convite para protagonizar seu novo filme. O reencontro faz com que a personagem mergulhe numa avalanche de sensações. Aclamada por seu trabalho, recebeu indicação aos prêmios mais importantes do ano e tem o voto da ala europeia da Academia garantido, já que recentemente recebeu o European Film Awards pelo papel. Renate é a segunda atriz norueguesa a ser indicada na categoria. 

Rose Byrne (Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria) nasceu na Austrália e migrou para Hollywood depois de ser considerada a melhor atriz do Festival de Veneza por seu trabalho em A Deusa de 1967 (2000). Desde então ela já fez de tudo em filme de drama, terror e sobretudo comédia. No entanto, ela nunca viveu uma personagem em situação tão complicada quanto a protagonista deste filme. Diante de uma filha com problemas de saúde, um marido ausente, um apartamento com teto caindo e uma paciente desaparecida, com certeza a personagem já viveu dias melhores em sua vida, mas Rose está bastante feliz com o resultado do seu trabalho intenso. Premiada no Festival de Berlim, premiada com o Globo de Ouro de atriz de comédia, o Gotham Awards e o Independent Spirit, a atriz chega forte no Oscar deste ano. 

A ESQUECIDA: Jennifer Lawrence (Morra, Amor) em outros tempos seria com certeza indicada ao Oscar por seu trabalho neste suspense psicológico em que vive uma mulher que repensa sua vida após a maternidade. A atriz (que já tem um Oscar na estante por O Lado Bom da Vida/2012 e outras três indicações no currículo) tem aqui um trabalho muito mais interessante do que algumas atrizes que já levaram o Oscar para casa, no entanto, o jeitão estranho impresso pela diretora Lynne Ramsey pode ter custado alguns votos na reta final. JLaw mergulha sem medo nas camadas mais profundas da personagem, construindo uma performance tão marcante quanto assustadora. Outras atrizes que poderiam ter cravado uma indicação são Tessa Thompson (Hedda), Amanda Seyfried (O Testamento de Ann Lee) e Chase Infinity (Uma Batalha Após a Outra) com toda aquela controvérsia se era protagonista ou coadjuvante. 

PL►Y: Se Eu Tivesse Pernas, Eu te Chutaria

Rose: uma mãe em apuros. 

Desesperado Diáriw, fico muito feliz quando um filme pequeno como este consegue superar toda a grana investida em marketing dos estúdios e chega ao Oscar em uma categoria importante como melhor atriz. Rose Byrne tem o trabalho mais celebrado de sua carreira, levou o prêmio de atuação no Festival de Berlim, o Globo de Ouro de atriz de comédia, o Independent Spirit e vários prêmios da crítica. No fim das contas, ela é a única que pode tirar o prêmio da Jessie Buckley. Toda torcida em torno de Rose é merecida, já que ela consegue transmitir todo o desespero de sua personagem na primeira cena. Antes de dizer uma palavra, ela já deixa claro que a personagem está prestes a se desintegrar perante os cuidados que específicos que a filha necessita, com a ausência do marido e o trabalho como terapeuta. As coisas só pioram quando um problema de infiltração alaga seu apartamento e faz o teto quase desabar em sua cabeça - uma clara alusão à sua vida. Assim como ela insiste com o proprietário para cuidar do problema, ela tenta o tempo inteiro encontrar apoio em alguém, mas nota, cada vez mais como depende dela mesma dar conta de tudo que lhe acontece (até mesmo de uma paciente que resolve desaparecer no meio de uma sessão). Filmado de forma claustrofóbica por Mary Bronstein em ângulos que só reforçam a solidão da personagem (reparem como nem o rosto da filha aparece durante o filme), Se eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria não é perfeito, mas constrói uma narrativa opressora cheia de projeções em torno da personagem que é sentida plenamente pelo espectador. Só para lembrar, a australiana Rose consolidou a carreira com comédias, mas antes de ir para Hollywood ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza pelo cult A Deusa de 1967 (2000). 

Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria (If I had Legs, I'd Kick You) de Mary Bronstein com Rose Byrne, Conan O'Brien, Danielle MacDonald, Delaney Quinn, Mary Bronstein, A$ap Rocky, Ivy Wolk e Christian Slater. 

sábado, 28 de fevereiro de 2026

4EVER: Dennis Carvalho

27/09/1947  28/02/2026

Nascido em São Paulo, Dennis de Carvalho iniciou a carreira como dublador, ganhando destaque como ator nos anos 1970 como o vilão da novela Ídolo de Pano (1974), consolidando a carreira com os trabalhos seguintes em Pecado Capital (1975) e Brilhante (1981). Embora respeitado como ator, começou a se dedicar à direção, sendo responsável por trabalhos memoráveis na direção de novelas como a versão original de Vale Tudo (1988) e Celebridade (2003), além de trabalhos marcantes em Malu Mulher (1979), Anos Rebeldes (1992) e a sitcom Sai de Baixo (1996-2002). A causa da morte não foi informada.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

PL►Y: Juntos

Dave e Alison: num só. 

Unificado diáriw, acho interessante como os filmes de terror se beneficiam da busca por história originais de baixo orçamento pelos estúdios. Ano passado foi  excelente para o gênero e entre os lançamentos que chamaram atenção está Juntos. Protagonizado pelo casal da vida real Dave Franco e Alison Brie, o filme investe no body horror (engraçado como o gênero voltou à moda, David Cronenberg deve estar orgulhoso) para construir uma analogia muito interessante sobre a dependência emocional na vida de um casal. Dave interpreta Tim, um músico que a carreira nunca decolou. Alison vive Millie, uma professora que vai morar com o namorado em uma casa afastada. A coisa entre os dois está um tanto estranha desde que ela fez o pedido de casamento e ele ficou sem reação diante do pedido. Os dois tentam se acertar, mas quando resolvem fazer uma trilha juntos na floresta acabam se deparando com uma fonte de água estranha que o público já sabe o que gera por conta de dois cachorros que apareceram por lá. Ao longo do filme, uma série de sensações estranhas e situações bizarras vão deixar claro que os corpos de ambos desejam se tornar um só e não há nada de romântico nisso. Quando se afastam, um passa mal. Quando se beijam ou transam seus corpos grudam e aos poucos os desentendimentos tomam conta. A química real do casal (os atores estão juntos desde 2011, o que soa uma eternidade para Hollywood) ajuda bastante a dar credibilidade aos conflitos e desejos existentes entre os personagens. Achei que os efeitos são eficientes na maioria da vezes (ruim mesmo e aquela cena do cabelo que parece muito mal feita). Acho que o filme perde alguns pontos quando tenta explicar demais o que está acontecendo. Quando chegou ao final, percebi que achei a ideia mais interessante que o desenvolvimento da história, mas não posso negar que me diverti um bocado com o filme (e nunca mais vou ouvir Two Become One das Spice Girls sem sentir arrepios). 

Juntos (Together / Austrália - EUA / 2025) de Michael Shanks com Dave Franco, Alison Brie, Damos Herriman, Mia Morrissey, Karl Richmond e Jack Kenny. 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

4EVER: Robert Duvall

05/01/1931 ✰ 15/02/2026

Robert Selden Duvall nasceu na Califórnia e começou a carreira em 1952 e participou de produções icônicas após estrear no cinema com o clássico O Sol é Para Todos (1962). Fez trabalhos importantes em M*A*S*H (1970), O Poderoso Chefão (1973), Rede de Intrigas (1972) e Apocalipse Now (1979). A longo da carreira concorreu ao Oscar sete vezes, recebendo o Oscar de ator por A Força do Carinho (1984) e em 2015 se tornou o ator de maior idade a ser indicado ao Oscar por seu trabalho em O Juiz (2015) em que concorreu como coadjuvante. A causa da morte não foi revelada. 

INDICADOS AO OSCAR 2026: Atriz Coadjuvante

Amy Madigan (A Hora do Mal) a atriz veterana chamou muita atenção nos anos 1980 e colecionou filmes de sucesso como Ruas de Fogo (1984), Campo dos Sonhos (1989) e Quem Vê Cara não vê Coração (1989). Embora nos anos 1990 sua carreira tenha perdido fôlego em Hollywood, Amy nunca parou de atuar no cinema e na televisão. Foi até engraçado quando a reconheci debaixo de todo o figurino da estranha Tia Gladys neste filme que se tornou um dos longas mais comentados do ano. É interessante notar o talento com que a atriz desliza entre todas as nuances da personagem envolvida com bruxaria, equilibrando o grotesco com o sinistro. Reza a lenda que o diretor ofereceu o papel para Meryl Streep e a atriz não topou o papel, sei que com uma torcida gigante do grande público para levar o Oscar para casa, pode se dizer que Tia Gladys foi parar em ótimas mãos. 

Elle Fanning (Valor Sentimental) no início da temporada, a atriz não era uma grande aposta entre as indicadas, o que torna ainda mais grata a surpresa de vê-la entre as cinco lembradas pela Academia. Elle estreou no cinema aos três anos de idade, interpretando a versão mais nova da irmã (Dakota Fanning) no filme Uma Lição de Amor (2001) e desde então não parou de atuar. Alternando vários gêneros no currículo e trabalhando com diretores importantes em mais de vinte anos de carreira, Elle se tornou uma das atrizes mais requisitadas de sua geração. Discreta e focada no trabalho, Elle ousou se arriscar em um filme norueguês de forte carga emocional e, mesmo em um papel relativamente pequeno, conseguiu dar conta de desenvolver uma personagem que se percebe no meio de um conflito familiar intenso. Na pele de uma atriz que questiona se é a pessoa certa para um papel, Elle recebeu sua primeira indicação ao Oscar. 

Inga Ibsdotter Lilleaas (Valor Sentimental) completa o trio de atrizes indicada pelo filme norueguês que chega forte ao Oscar deste ano. Na pele da filha mais nova de um cineasta pai ausente, Inga chama atenção pelos olhos expressivos e marcantes que dizem mais do que as palavras presentes no roteiro. Na pele da filha que atuou ainda menina no filme do pai - e agora vê sua irmã recusar o convite de fazer o mesmo, Inga tem uma performance sutil, mas de momentos fundamentais para o andamento da narrativa. Embora atue nos cinemas há mais de dez anos, nenhum de seus trabalhos anteriores alcançaram a repercussão mundial do filme de Joachim Trier. A indicação deverá render papeis de mais destaques para a atriz e devemos vê-la em mais filmes daqui para frente. Uma curiosidade: em entrevistas, Inga surpreendeu ao saber falar português após morar em Goiânia durante um ano de seu Ensino Médio. 

Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra) passou boa parte de sua carreira artística como cantora e compositora, mas nos últimos anos começou a investir cada vez mais na carreira de atriz, chamando atenção da crítica e dos diretores. Basta ver o que ela fez em Mil e Um (2023) para ver seu potencial para carregar um filme nas costas. Desde então ela recebeu vários convites de trabalho, sendo neste filme de Paul Thomas Anderson a grande chance para se tornar uma grande estrela de cinema. Embora tenha pouco tempo de tela, sua presença marcante como a guerrilheira que trai seu grupo e abandona a família perpassa todo o filme, deixando o público sempre desejando o seu retorno. Pelo papel, Teyana foi indicada em todas as premiações da temporada e levou para casa o Globo de Ouro de atriz coadjuvante. Muitos apontam que ela está em uma disputa acirrada com Amy Madigan pela estatueta, o que pode gerar uma das entregas mais esperadas da noite. Esta é sua primeira indicação ao Oscar. 

Wunmi Mosaku (Pecadores) nos últimos anos, a atriz nascida na Nigéria tem recebido cada vez mais destaque em filmes e séries de televisão. Se o Emmy e o BAFTA já tinham reparado nela em seu trabalhos para a televisão, parece que o Oscar finalmente voltou seus olhos para uma das atrizes mais talentosas da atualidade. Wunmi interpreta Annie, a esposa de um dos protagonistas que é uma espécie de líder espiritual do seu grupo que se vê em uma batalha contra um grupo de vampiros. A triz que já teve destaque nas séries Luther (2010-2019), Loki (2021-2023) e Lovecraft Country (2020) bem que merecia ter sido mais lembrada nas premiações por seu excelente trabalho no filme O Que Ficou Para Trás (2020) que fez sucesso em Sundance e na Netflix e foi considerada a melhor atriz por este blog naquele ano. Wunmi tem tudo para ter papéis cada vez mais relevantes nos próximos anos. 

A ESQUECIDA: Chase Infiniti (Uma Batalha Após a Outra) o fato é que meu dedo coçou para colocar a Tânia Maria (O Agente Secreto) entre as indicadas, mas convenhamos que as chances sempre foram remotas disso acontecer. Sem dúvida quem de fato perdeu sua vaga na categoria foi a revelação Chase Infiniti devido à manobra de campanha que desejava colocá-la na categoria principal. Na hora da decisão, acabaram deixando a jovem atriz de 25 anos de fora de ambas as categorias. Tivesse sido indicada por aqui, provavelmente ela seria uma das grandes obviedades da noite como a filha que descobre suas origens e se envolve em situações que colocam sua vida em risco. Apesar de ter ficado de fora, após seu trabalho, a atriz está cotada para vário trabalhos, incluindo um novo filme com Gillian Anderson e uma série de TV. 

PL►Y: Valor Sentimental

Renate e Igna: irmãs. 
Afetuoso diáriw,  eu sou grande admirador do cinema do norueguês Joaquim Trier. Adoro a forma como ele apresenta seus personagens e constrói as tramas com muitos diálogos que dizem menos do que as entrelinhas. Seu novo filme, Valor Sentimental ganhou o Grande Prêmio do Júri (espécie de segundo lugar) do Festival de Cannes. Ao longo do ano tornou-se um dos filmes mais elogiados do ano e o principal concorrente do brasileiro O Agente Secreto (2025) no páreo de melhor filme internacional. Se o brasileiro concorre em quatro categorias, o longa norueguês está na disputa em nove. Seu elenco está todo indicado indicado e ainda roteiro original, montagem, direção e melhor filme. Na trama, duas irmãs atravessam o luto pela morte da mãe quando o pai cineasta (Stellan Skarsgaard) retorna depois de muito tempo com um roteiro embaixo do braço e um convite para a primogênita, Nora (Renate Reinsve) viver a protagonista. Ela antes mesmo de ler o roteiro, rejeita o convite. Nora é uma atriz renomada do teatro, embora sua relação com os palcos seja um tanto, digamos... complicada. A relação da irmã caçula, Agnes (Igna Ibsdotter Lilleaas) parece ser mais tranquila com o pai, tendo atuado ainda criança no último filme dele e ter desistido da carreira logo depois. Agnes casou, tem um filho e parece bem resolvida, enquanto Nora tem um bocado de sentimentos complicados para lidar com a figura paterna. Outros personagens importantes na história são a jovem atriz (Elle Fanning) que assume o papel principal do filme e a casa que está na família há tempos  e que servirá de locação para o longa. Trier faz um filme tão contido quanto intenso, recheado de relações familiares, projeções, necessidades de validação e aquela roupa suja que precisa ser lavada mais cedo ou mais tarde. Depois da parceria em  A Pior Pessoa do Mundo (2021), Joaquim e Renate Reinsve arrasam mais uma e desejo que façam muitos filmes juntos. 

Valor Sentimental (Affeksjonsverdi / Noruega / Alemanha / Dinamarca / Suécia / Turquia / França / Reino Unido / 2025) de Joaquim Trier com Renate Reinsve, Stellan Skarsgård, Igna Ibsdotter Lilleaas, Elle Fanning, Anders Danielsen Lie e Cory Michael Smith.