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Benicio Del Toro (Uma Batalha Após a Outra) é aquele que dentre os indicados é único que já foi premiado na categoria de coadjuvante. Ele tem uma estatueta por seu trabalho em
Traffic (2000) e já concorreu novamente por
21 Gramas (2003). O ator que já fez de tudo em sua carreira (de um colecionador intergaláctico nos filmes da Marvel ao próprio Che Guevara em uma controversa cinebio) agora vive um latino que é mestre em Karatê e ex-guerrilheiro amigo do protagonista que parte com ele em busca de sua discípula. Talvez por acompanhar faz tempo a carreira do porto riqueño de 58 anos, eu considere que ele faz aqui mais do mesmo, mas a academia curtiu seu desempenho. As chances dele sair premiado são relativas e conta muito com a positividade dos fãs que deram risada nos cinemas com sua interpretação.

Delroy Lindo (Pecadores) Dá para acreditar que esta é a primeira indicação ao Oscar deste renomado ator britânico? Antes tarde do que nunca! Com a indicação a Academia se redime da gafe gigante que foi não indicá-lo pelo trabalho em
Destacamento Blood (2020). Delroy já participou de vários filmes renomados com diretores consagrados. Dentre seus trabalhos mais conhecidos estão Malcolm X (1999) de Spike Lee,
Regras da Vida (1999) de Lasse Hallström,
Advogado do Diabo (1997) de Taylor Hackford e (o meu trabalho favorito dele)
Por Uma Vida Menos Ordinária (1997) de Danny Boyle. Em Pecadores ele interpreta um músico lendário que se junta à uma luta por sobrevivência contra um grupo de vampiros. Embora seu trabalho tenha sido elogiado, sua indicação tornou-se uma grata surpresa no Oscar deste ano.
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Jacob Elordi (Frankenstein) o ator revelado na série
Euphoria (2019-) deve agradecer todo dia em que Andrew Garfield desistiu o papel do clássico monstro por conflitos de agenda. A escolha do diretor Guillermo Del Toro para a substituição não poderia ser melhor, afinal a altura de Jacob (1.96 metro) já cria um diferencial enorme na tela quando surge ao lado de Oscar Isaac (1.74) e Mia Goth (1.77). Além disso, a forma emocional com que o ator interpreta a criatura de tornou a alma do filme e o maior ponto de originalidade em mais uma adaptação da obra de Mary Shelley. O ator australiano de 28 anos bem que poderia ter concorrido na mesma categoria por
Saltburn (2023), mas a indicação veio na hora certa para demonstrar que o moço busca papéis diferentes para ser respeitado como ator. Esta é a primeira indicação de sua carreira e já ganhou o
Critic's Choice pelo papel.

Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra) seria minha escolha se eu fosse votar no Oscar sem pensar duas vezes. Seu trabalho como Coronel Steven J. Lockjaw é um dos mais impressionantes da carreira. Quem poderia construir um vilão tão assustador e ao mesmo tempo tão ridículo? Oscilando entre o monstruoso e o cômico, o ator nos faz até esquecer que se tornou um dos talentos mais controversos de sua geração. Vale lembrar que esta é a primeira vez que o ator concorre na categoria, mas já possui dois Oscars na estante de melhor ator (por
Entre Meninos e Lobos/2003 e
Milk/2008) e outras três indicações pelo maravilhoso
Os Últimos Passos de um Homem (1995),
Poucas e Boas (2000) e
Uma Lição de Amor (2002). No total foram seis indicações ao longo da carreira por papéis bastante distintos. Se levar o prêmio para casa, Penn escreverá seu nome entre os mais premiados da história do Oscar.

Stellan Skarsgård (Valor Sentimental) conquistou, aos 74 anos, sua primeira indicação ao Oscar. O ator sueco atua desde os anos 1960 e já fez de tudo, seja no cinema europeu ou em Hollywood. O ator favorito de Lars Von Trier já trabalhou com vários diretores renomados, entre eles Gus Van Sant, Steven Spielberg, Milos Forman, Terry Gilliam e Denis Villeneuve. Entre produções da Marvel, Star Wars e uma participação no Saturday Night Live, o ator sofreu um acidente vascular cerebral em 2022 que o fez pensar seriamente em parar de atuar. O veterano pai de um clã de atores famosos precisou reformular sua forma de trabalhar para continuar a carreira. Ele quase rejeitou o convite de Joachin Trier para viver o cineasta que revisita sua história e tenta se redimir com a família, sorte que aceitou. Pelo papel, ele já recebeu o Globo de Ouro de ator coadjuvante e desponta como favorito da categoria.
O ESQUECIDO: PAUL MESCAL (Hamnet) a indicação do celebrado ator irlandês era tida como certa em todas as listas de apostas, mas por algum motivo, a Academia resolveu deixá-lo de fora. O ator interpreta William Shakespeare sobrevivendo a dor de perder um dos seus filhos e exorcizando sua tristeza naquela que se tornaria uma de suas obras mais famosas. Dizem que a indicação não saiu por muita gente considerar que ele não é coadjuvante e sim o protagonista masculino da história (apesar da maior parte da trama girar em torno da esposa do escritor). No entanto, Mescal ainda deverá receber muitas outras indicações em sua carreira, vale lembrar que ele já concorreu ao prêmio de melhor ator em seu introspectivo trabalho em
Aftersun (2022).