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terça-feira, 1 de março de 2011

GANHADORES DO OSCAR 2011


Bale, Portman, Leo e Firth: A nata de 2010.

Vou começar admitindo que os meus palpites resultaram num fiasco na premiação do Oscar de ontem! Mas, ao mesmo tempo, fiquei feliz em ver um equilíbrio entre os ganhadores, sem ter aquele filme que leva tudo para a casa. Afinal de contas, foi um ano atípico de poucos filmes bons durante o ano, tendo muitos lançamentos relevantes nos últimos meses de 2010. Filmes que conquistaram público, crítica e indicações ao Oscar - e que devem estar fazendo os produtores repensarem alguns de seus paradigmas com relação às estratégias adotadas durante o ano. Quanto à festa a achei bem sem graça, sem números especiais (coral de criancinhas, Bob Hope, Celine Dion cantando para os mortos - definitivamente eles mereciam mais respeito!) onde o único acerto já entregava o ouro da categoria principal (afinal, a excelente montagem com cenas dos dez concorrentes ao prêmio de Melhor Filme ao som do Discurso do Rei já mostrava o que David Fincher não queria acreditar) . Enquanto Anne Hathaway se esforçava,  James Franco fazia aquela cara de sorriso amarelo e olhos apertados como se estivesse curtindo um barato. Devia estar disfarçando a insatisfação em saber que perderia o prêmio de  ator. Bem, vamos aos ganhadores do Oscar deste ano (o rostinho feliz ilustra meus módicos acertos) e meus modestos comentários:

MELHOR FILME: O Discurso do Rei
Comentário: Todo mundo ficou em dúvida de quem iria levar o prêmio e a Academia preferiu concordar com o BAFTA e outros prêmios que descobriram os méritos deste drama histórico de um diretor novato. Só para terminar, A Origem e Cisne Negro não precisam desta estatueta para serem clássicos e A Rede Social era frio demais para os padrões da Academia.
MELHOR DIRETOR: Tom Hooper (O Discurso do Rei)
Comentário: Acho que todos os cineastas agora irão ouvir mais os conselhos de suas mães. Para quem achava O Discurso do Rei conservador a coisa deve ganhou proporções astronômicas com o arremate do discurso do cara. Num ano de concorrentes famosos por radicalismos, Hooper roubou a cena.
MELHOR ATOR: Colin Firth (O Discurso do Rei) ☻
Comentário: Firth deveria ter ganho no ano passado por Direito de Amar. Não que sua atuação como o gago George VI não seja inesquecível, mas o  I'm sorry factor da Academia ajudou.
MELHOR ATRIZ: Natalie Portman, (Cisne Negro) ☻
Comentário: Surpresa para alguém? Claro que não, Portman está magnífica como a bailarina surtada de Darren Aronofsky. Até Anette Benning curtiu o prêmio, notaram? Muito nobre para quem perde pela quarta vez.
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Christian Bale (O Vencedor) ☻
Comentário: O maior oponente do Batman era ele mesmo. Nem  a má fama de Bale era capaz de lhe tirar a estatueta. O cara já era um dos melhores de sua geração desde a década passada - e o curioso é que ele e Portman começaram bem novinhos diante das câmeras.
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Melissa Leo (O Vencedor) ☻
Comentário: eu ia ficar muito chateado se Leo perdesse o Oscar por conta dos comentários realizados acerca de sua campanha desengonçada para ganhar o prêmio. No fim das contas, a Academia preferiu honrar uma das melhores atrizes em exercício. Esse é apenas mais um passo numa carreira que promete várias indicações futuras.
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: O Discurso do Rei
Comentário: Pode ser bem escrito mas... é mais original do que A Origem?
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: A Rede Social ☻
Comentário: A palavra lapidada por Aaron Sorkin é a mola mestra do filme de Fincher.
MELHOR FOTOGRAFIA: A Origem
Comentário: Surpresaaaaa! O filme de Nolan deve ter chamado atenção pelas várias tonalidades impressas em cada camada narrativa de sua trama.
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Alice no País das Maravilhas ☻
Comentário: Acho que a Academia captou bem o segundo melhor aspecto do filme (o melhor é Helena Bonhan Carter fazendo sua primeira rainha do ano)
MELHOR TRILHA SONORA: A Rede Social
Comentário: Sou fã de Trent Reznor desde que ele apareceu no cenário mausical, mas ele ainda não me convenceu de que a trilha de Social Network é melhor do que a de Hans Zimmer para A Origem.
MELHOR MIXAGEM DE SOM: A Origem ☻
Comentário: Acho que todo prêmio que A Origem ganhar tem um gosto de consolação, por mais que todos sejam muito merecidos.
MELHOR EDIÇÃO DE SOM: A Origem ☻
Comentário: Eu acho que o filme ainda merecia, no mínimo, o de roteiro original...
MELHOR ANIMAÇÃO: Toy Story 3 ☻
Comentário: Quando o filme apareceu entre os dez indicados a melhor filme (sendo o favorito de Tarantino) todo mundo sabia que ele ganharia esta barbada.
MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO: The Lost Thing
Comentário: Eu errei e um bando de gente também...
MELHOR FILME ESTRANGEIRO: “In a Better World” (Dinamarca)
Comentário: Apesar de ser sobre bullying (o tema da moda) o filme se Suzanne Bier (da versão original de Entre dois Irmãos) era o mais leve da competição. Eu achava que finalmente o Oscar daria alguma coisa para Alejandro Gonzalez Iñarritú. Mas, talvez, seu último filme não seja tão Biutiful assim.
MELHOR MAQUIAGEM: O Lobisomem ☻
Comentário: A única coisa que presta no filme.
MELHOR FIGURINO: Alice no País das Maravilhas
Comentário: Uma das poucas coisas que prestam no filme...
MELHOR DOCUMENTÁRIO (CURTA): Strangers No More
Comentário: Vou lembrar para sempre da fala de Jake Gyllenhaal sobre como os curtas estragam nossas chances no bolão...
MELHOR CURTA DE FICÇÃO: God of Love
Comentário: Foi apenas eu ou percebeu que nasceu uma estrela quando aquele cara de cabelo esquisito subiu no palco? Vejo um longa metragem dele em breve entrando em cartaz...
MELHOR DOCUMENTÁRIO: Trabalho Interno ☻
Comentário: Se Lixo Extraordinário perdeu o Brasil parece estar cada vez mais se acostumando a ver seu cinema desvalorizado no Oscar. Trabalho Interno é um longa interessante, mas me parece muito com os filmes que Michael Moore já está cansado de fazer.
MELHORES EFEITOS VISUAIS: A Origem ☻
Comentário:  Se o filme perdesse este prêmio seria um crime inafiançável!!!!
MELHOR MONTAGEM: A Rede Social ☻
Comentário: O filme de Fincher tem um corte realmente preciso. Mas a ausência de A Origem ainda não se justifica.
MELHOR CANÇÃO: “We Belong Together”, Toy Story 3 ☻
Comentário: Foi uma das categorias mais legais de se ver. Retornando à noite do Oscar a categoria rendeu números musicais curtos, mas que deu para divertir: Florence só não estava mais tensa do que Gwyneth Paltrow que parecia ter areia nos olhos de tanto que piscava. Se Randy Newman ganhou - mesmo parecendo cantar com a boca cheia - foi Zachary Levy e Mandy Moore que cantaram mais do que eu imaginava. Mas a revelação mesmo foram as toneladas perdidas por Jennifer Hudson que apresentou o prêmio.

Placar:
O DISCURSO DO REI: 04 - A ORIGEM: 04 - A REDE SOCIAL: 03 
O VENCEDOR: 02 - TOY STORY: 02 - ALICE: 02 - CISNE NEGRO: 01 -O LOBISOMEN: 01

ACERTOS: 14 (de 24 palpites... tenho que melhorar)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

OS APRESENTADORES DO OSCAR 2011

Não é novidade nenhuma que a Academia investiu num casal para apresentar a cerimônia deste ano. James Franco e Anne Hathaway são os encarregados de conduzir as horas de apresentação desta noite. Franco está indicado ao Oscar deste ano na categoria de melhor ator por conta de sua magistral atuação em 127 Horas e o convite parece um pouco de pedido de desculpas caso perca a estatueta. Já Hathaway pensava que sua atuação no desengonçado Amor e Outras Drogas porderia lhe render uma segunda indicação, bem, não foi dessa vez. Ela terá que se contentar com as indicações que o péssimo Alice no País das Maravilhas de Tim Burton em categorias técnicas. Anne tem uma indicação ao Oscar por sua excelente atuação em O Casamento de Rachel (2008) de Johnatan Demme - e poderia ter ganho se não tivesse Kate Winslet (O Leitor) em seu caminho.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

PALPITES PARA O OSCAR 2011


Os dez na mira do Oscar: Já escolheu o seu favorito?

Amanhã é o dia da entrega do Oscar e a festa costuma ser bem menos acalorada do que as discussões e especulações com os amigos sobre quem vai levar o que! Quem diria que quando A Rede Social achava que não havia ninguém no seu caminho o redondinho O Discurso do Rei e faria os acadêmicos voltarem suas atenções para uma produção que remete aos ganhadores de décadas atrás. E Melissa Leo? Será que sua crise de vaidade feminina vai render o Oscar para uma moleca de quatorze anos? Pura maldade! Será que os votos se dividiram entre as duas e Helena Bonhan Carter ao ponto de Amy Adams finalmente vingar uma indicação? A Academia vai finalmente dar um Oscar para Anette Benning em sua quarta tentativa e desvalorizar a estupenda atuação de Natalie Portman em Cisne Negro? E James Franco, será apenas o apresentador da noite (ao lado de Anne Hathaway) ou pode levar o prêmio de ator para casa por carregar 127 Horas nas costas? Enfim, entre as novidades do ano está a volta dos números musicais (ah, vai, senti a maior falta deles no ano passado. São bons nem que seja para falar mal... rs) e do polido The Oscar Goes To... aqui vão as minhas apostas para este ano (o que não significa que a maioria deles sejam meus favoritos):

FILME A Rede Social

DIRETOR David Fincher (A Rede Social)

ATOR Colin Firth (O Discurso do Rei)

ATRIZ Natalie Portman (Cisne Negro)

ATOR COADJUVANTE Christian Bale (O Vencedor)

ATRIZ COADJUVANTE Melissa Leo (O Vencedor)

ROTEIRO ORIGINAL A Origem

ROTEIRO ADAPTADO A Rede Social

EFEITOS ESPECIAIS A Origem

EDIÇÃO A Rede Social

FOTOGRAFIA O Discurso do Rei

DIREÇÃO DE ARTE Alice no País das Maravilhas

FIGURINO O Discurso do Rei

MAQUIAGEM O Lobisomen

TRILHA SONORA A Origem

CANÇÃO ORIGINAL We Belong Together (Toy Story 3)

MIXAGEM DE SOM A Origem

EDIÇÃO DE SOM A Origem

FILME DE ANIMAÇÃO Toy Story 3

DOCUMENTÁRIO Trabalho Interno

FILME ESTRANGEIRO Biutiful

CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO Day & Night

CURTA-METRAGEM FICÇÃO Wish 143

CURTA-METRAGEM DOCUMENTAL Sun Come Up

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

INDICADOS AO OSCAR 2011: MELHOR FILME

BRAVURA INDÔMITA (10 indicações) Acho que nem os irmãos Coen inaginavam que ao toparem refilmar o clássico de John Wayne alcançariam seu maior sucesso de bilheteria. A saga de vingança da adolescente (Hailee Steinfeld) auxiliada por um beberrão caolho (Jeff Bridges) conquistou o público - que deixou nos cofrinhos cinematográficos uma bilheteria mais de 164 milhões de dólares. O filme concorre ainda aos prêmios de direção (Joel & Ethan Coen, uma rara indicação dupla na categoria), ator (Bridges), atriz coadjuvante (Hailee Steinfeld), roteiro adaptado, fotografia, figurino, direção de arte, edição de som, mixagem de som. Porém, o filme tem fortes chances somente na categoria atriz coadjuvante.

CISNE NEGRO (5 indicações) O otimismo em torno do novo filme de Darren Aronofsky começou assim que deu os primeiros passos na produção. Espécie de irmão gêmeo bivitelino de O Lutador (reparou as tomadas que seguem a protagonista como se ela fosse entrar num ringue?), o filme acompanha todo o sangue, suor e lágrimas de uma jovem bailarina (Natalie Portman) perfeccionista que surta ao ter de lidar com seu lado sombrio na montagem perante os ensaios de Lago dos Cisnes. O mergulho tenso na atmosfera criada pelo filme fez com que arrecadasse mais de cem milhões de dólares só nos EUA, um sucesso inesperado para uma produção sombria que custou treze milhões (difíceis de serem arrecadados pelo diretor). O filme está ainda no páreo de melhor direção, atriz (Portman a favorita na categoria), edição e fotografia.

127 HORAS (6 indicações) Dois anos depois de levar para a casa o Oscar de Melhor Filme (com Quem quer ser um Milionário?), Danny Boyle volta ao páreo na categoria mais cobiçada pela trama real do jovem sedento de aventura (James Franco, muito elogiado) que por um acidente acaba com o braço preso debaixo de uma rocha - permanecendo isolado do resto do mundo. Ninguém sabia do seu paradeiro, ele não levou celular e sozinho consigo mesmo teve de lutar para sobreviver (chegando a beber a própria urina) e decidir o que fazer. Precisa dizer como o cara saiu dessa enrascada? Pelo exercício realista (e angustiante) o filme conseguiu espaço ainda nas categorias de ator (Franco), roteiro adaptado, edição, melhor canção e trilha sonora. O filme tem fortes chances na categoria de melhor canção (If I Rise  de A.R. Rahan, na voz de Dido).

O DISCURSO DO REI (12 indicações) Aos poucos essa produção britânica foi ganhando força e se tornando o grande rival de A Rede Social. Tom Hooper investe numa narrativa clássica para abordar a gagueira do rei George VI (Colin Firth) e seu tratamento (que fala mais sobre criar uma postura de liderança do que falar corretamente). Na reta final o filme começou a gerar críticas sobre a memória seletiva do roteiro para não abordar algumas manchas na trajetória de vossa majestade. Será que as qualidades redondinhas do filme serão abaladas por isso? O filme já levou o BAFTA, alguns prêmios de sindicatos e foi o mais indicado deste ano - sendo lembrado ainda nas categorias de direção, ator (Firth), ator coadjuvante (Geofrey Rush), atriz coadjuvante (Helena Bonhan Carter), roteiro original, direção de arte, fotografia, figurinos, edição, trilha sonora e mixagem de som. Tendo como certa a vitória de Colin Firth como melhor ator.

INVERNO DA ALMA (4 indicações) O filme de é um drama simples e correto que ganhou respeito assim que foi exibido no Festival de Sundance do ano passado. O filme conta a trajetória da jovem Ree (Jennifer Lawrence), uma jovem que tem que cuidar da família desde cedo e que resolve descobrir o paradeiro de seu pai traficante. Pelo clima opressor das paisagens e dos personagens desagradáveis (que parece ter inspiração no cinema noir) a diretora Debra Granik conseguiu agradar a Academia que lhe garantiu mais três lembranças entre os melhores do ano: atriz (Jennifer Lawrence, o aspecto mais elogiado do filme), ator coadjuvante (John Hawkes) e roteiro adaptado. Apesar dos elogios o filme deve sair sem ganhar prêmio algum.



MINHAS MÃES E MEU PAI (4 indicações) Nada mais justo que quando o Oscar dobrasse seus candidatos na categoria principal, existisse o dobro de filmes indies entre eles. Minhas Mães e Meu Pai foi exibido em Sundance no início do ano e traz o olhar da diretora Olga Cholodenko sobre as famílias modernas. O filme acompanha o momento em que os filhos do casal lésbico Nic (Annette Benning) e Jules (Julianne Moore) descobrem seu pai biológico. A presença paterna neste clã moderno irá gerar mudanças consideráveis na vida desta família. O filme já levou o Globo de Ouro de melhor comédia/musical e de melhor atriz comédia/musical (Benning) mas não teve forças para emplacar a merecida indicação de Moore ao Oscar. Além da categoria de melhor filme, o longa está concorrendo ao prêmio de atriz (Benning, a verdadeira ameaça à Natalie Portman na categoria), ator coadjuvante (Mark Rufallo) e roteiro original.

A ORIGEM (8 indicações) O melhor filme de 2010 acabou ficando de fora da categoria direção, o que compromete sua vitória nesta aqui. A Origem é mais uma obra-prima de Christopher Nolan, uma fantasia de cores realistas que acompanha um grupo de pessoas capazes de invadir sonhos alheios para roubar informações confidenciais ou inserir ideias. Entre citações de filmes (de Titanic à Piaf), Nolan contrói um filme onde sonho, realidade, memórias e medos se misturam com perfeição e deixa o público atento por mais de duas horas de projeção. Num ano de filmes pouco inventivos, A Origem mostrou que ser original ainda garante sucesso de bilheteria. Esta pérola da sétima arte deve levar para a casa os prêmios de roteiro adaptado (e limpar a barra da Academia com Chris Nolan), efeitos especiais e trilha original. Além dessas categorias o filme concorre nas categorias direção de arte, fotografia, edição de som, mixagem de som.

A REDE SOCIAL (8 indicações) O filme de David Fincher conta a história da criação do Facebook como uma anedota moderna sobre as relações no mundo contemporâneo - onde mantemos contato com as pessoas através de uma tela de computador e deixamos de nos relacionar com as que estão próximas de nós. Mas afinal de contas, o que é se relacionar? O que significa ser amigo? O que é fazer parte de uma rede social com mil amigos virtuais? Essas questões aparecem a partir da trajetória do gênio nerd Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg) e seu amigo brasileiro Eduardo Saverin (Andrew Garfield, um dos grandes esquecidos pela Academia). O filme era o favorito até que O Discurso do Rei foi ganhando força nos prêmios dos sindicatos e no BAFTA, mas esse embate só vai aumentar a expectativa para a premiação. O filme ainda concorre nas categorias de direção, ator (Eisenberg), trilha sonora, fotografia, edição, mixagem de som, sendo praticamente imbatível somente na categoria de roteiro adaptado.

TOY STORY 3 (5 indicações) Sucesso mundial, passando do bilhão de dólares em bilheteria, o filme encerra com chave de ouro a história dos brinquedos do menino Andy sem medo de ser sombrio ou mais dramático que os anteriores (cortesia do diretor Lee Unkrich). O mais interessante é como o filme abraça o maior medo que os brinquedos tem desde o primeiro filme: serem descartados. Andy agora vai para a faculdade e seus brinquedos acabam indo por engano para uma creche onde são dominados por um urso de pelúcia cheio de ressentimentos. O cowboy Woody (Tom Hanks, em seu melhor filme em muito tempo) e o astronauta Buzz Lightyear (Tim Allen), embarcam em mais esta aventura com clima de despedida. O filme ainda concorre nas categorias roteiro adaptado, canção original (We belong together de Randy Newman) e deve levar, pelo menos, a de melhor animação.

O VENCEDOR (7 indicações) O filme de sarjeta sobre um boxeador (Mark Wahlberg) em busca da fama e  seu relacionamento com a mãe dominadora (Melissa Leo), o irmão viciado (Christian Bale) e o amor de sua vida (Amy Adams) faz cada vez mais sucesso.  Embora eu ache que filmes de boxe são todos parecidos, este aqui tem seus méritos - especialmente no elenco que faz de tudo para a coisa não descambar para o melodrama. O filme era o favorito na categoria de atriz coadjuvante até aquela malfadada campanha autônoma de Melissa Leo na reta final - mesmo assim sua atuação permanece sendo irrepreensível (o que lhe valeu o Globo de Ouro de coadjuvante), assim como a de sua colega de elenco (e concorrente ao prêmio de coadjuvante) Amy Adams que pode surpreender. Chritian Bale ainda tem chances na categoria de coadjuvante (pela qual já levou no Globo de Ouro). O filme ainda concorre nas categorias direção (David O. Russel), edição e roteiro original. 

O ESQUECIDO: ILHA DO MEDO (00 indicações) Diz a lenda que o filme de Martin Scorsese não foi lançado ao final de 2009 para não ficar à sombra de Avatar, por conta disso estreou no Festival de Berlim, dividiu a crítica, se tornou o maior sucesso de bilheteria do diretor e foi totalmente esnobado no Oscar. Será que a estratégia de lançá-lo ao início do ano foi realmente boa? Considero que o filme merecia pelo menos umas cinco indicações - e deveria levar a de trilha sonora, por mais que eu goste de A Origem. Acho que até DiCaprio merecia uma indicação ao Oscar de ator, especialmente pelos momentos finais de seu personagem: um detetive que vai parar numa ilha hospício e que parece enlouquecer aos poucos. Dizer mais que isso estraga. Nada foi lembrado, dos figurinos à fotografia passando pela edição e o elenco (onde até o menor papel não faria feio entre as indicações de coadjuvante). Tudo bem que o filme não é perfeito, mas é melhor do que pelo menos uns três concorrentes desta categoria.   

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

INDICADOS AO OSCAR 2011: DIRETOR

DARREN ARONOFSKY (Cisne Negro) Estreante nas indicações ao Oscar, Darren Aronofsky (na foto ao lado de Natalie Portman) merecia uma indicação desde o seu segundo filme, o assustador Réquiem para um Sonho (2000). O filme exigia estômago forte da platéia e talvez por isso a indicação quase veio em seu filme mais brando, O Lutador (2006). Mesmo assim Darren só foi lembrado na categoria diretor com o equilíbrio alcançado em Cisne Negro. Uma fábula de tom realista que utiliza muito da trama do Lago dos Cisnes. O sucesso mundial do filme demonstra que Darren finalmente conseguiu realizar um pesadelo que pode ser desvendado pelo grande público (mas que já deliciava seus fãs desde 1998 com a estréia de Pi), com as angústias de uma bailarina perfeccionista tentando sufocar seu incontrolável lado obscuro o diretor misturou realidade, loucura e fantasia.  A coisa deu tão certo que o diretor foi escalado para dirigir a nova aventura do mutante Wolverine.

DAVID FINCHER (A Rede Social) David Fincher recebeu sua primeira indicação ao Oscar em por O Curioso Caso de Benjamin Button (2008). O diretor é famoso pelo seu perfeccionismo exagerado ao ponto de inchar orçamentos e prolongar as filmagens ao limite do insuportável para seu elenco. Só para se ter uma ideia o diálogo inicial de A Rede Social foi repetida mais de oitenta vezes. O perfeccionismo de David (o grisalho da foto ao lado) está impresso em cada segundo de Social Network, desde os enquadramentos, passando pelas atuações e terminando nos efeitos especiais que nem são notados. Na sua jornada até o Oscar o diretor já levou para a casa inúmeros prêmios de associações de críticos e o Globo de Ouro. No entanto nesta alegoria de Fincher sobre as relações contemporâneas temos cada vez mais a impressão de que amadurecer como diretor significou se distanciar da ousadia impressa em obras como Se7en (1995), Clube da Luta (1999) e em sua carreira nos video clipes. Mesmo assim ainda é o favorito da categoria.

DAVID O. RUSSEL (O Vencedor) Filmes de boxe costumam ser todos iguais, mas Russel provou que se pode dar um toque mais pessoal a esse tipo de filme. Quem conhece o trabalho do diretor teria dificuldade em imaginá-lo a frente de uma obra dessas - basta conferir seus filmes anteriores como a comédia Procurando Encrenca (1996), Três Reis (1999) e Eu Amo Huckabees (2004) para perceber que O Vencedor é sua obra mais comportada. Russel acabou dirigindo o filme por acaso, já que o concorrente Darren Aronofsky era a primeira opção para o filme, mas acabou dirigindo outro filme sobre luta (O Lutador) e preferiu ficar só na produção deste aqui. A maior tarefa de Russel era não deixar a história real do boxeador Micky Ward e seus agregados problemáticos descambasse para o melodrama. As indicações para todo seu elenco principal para o Globo de Ouro - e quase todo ele ao Oscar (ficou de fora Mark Wahlberg que aparece na foto ao lado do diretor) - mostra que Russel é mais do que um diretor de estripulias narrativas. 

JOEL & ETHAN COEN (Bravura Indômita) Entre os indicados são os manos que mais possuem indicações e Oscars na estante. Ano passado eles estavam no páreo de roteiro original e melhor filme por Um Homem Sério (2009), mas antes já haviam ganho as estatuetas de roteiro adaptado, direção e filme por Onde Os Fracos não Tem Vez (2007) e de roteiro original pela obra-prima Fargo (1996). Joel & Ethan  (na foto com Jeff Bridges ao centro) se sairam muito bem na tarefa perigosa de dar nova vida a um clássico do faroeste e não perderam a mão no humor negro ou na agressividade que lhe são peculiares numa trama de vingança. Embora não sejam os favoritos, a indicação comprova que a dupla pioneira do cinema indie nos EUA estão com um fã clube cada vez maior na Academia - o que acaba se refletindo no apelo perante o público, já que Bravura Indômita é o maior sucesso de bilheteria da carreira dos caras.

TOM HOOPER (O Discurso do Rei) Totalmente desconhecido e praticamente estreante na direção de longas para o cinema, Hooper ganhava a vida dirigindo produções para a TV britânica e deu uma sorte danada quando Geofrey Rush o convidou para tocar este filme sobre o tratamento contra a gagueira a que se submenteu o rei George VI. Hooper (na foto, entre Rush e Colin Firth) faz um filme redondinho, daquele tipo em que a vitória seria certa no Oscar anos atrás, mas como os tempos mudaram ele tem uma tarefa difícil pela frente se quiser ser premiado entre a concorrência mais famosa e consagrada. No entanto, a sintonia com que Hooper conduz seu elenco multifacetado faz com que ele tenha grandes chances na disputa pelo careca dourado deste ano. 

O ESQUECIDO:
CHRISTOPHER NOLAN (A Origem) Chega a ser um crime deixar de indicar Nolan (na foto ao lado de Leonardo DiCaprio) ao Oscar deste ano - ainda mais depois do desprezo já recebido por sua direção em O Cavaleiro das Trevas (2008). Nolan criou o melhor filme de 2010, um espetáculo para os olhos e para o cérebro que costura referências e sonhos com uma energia invejável. Nolan demorou dez anos para escrever o roteiro original de A Origem e deve levar o Oscar da categoria para casa na intenção de diminuir o mico da Academia ao ignorar um dos cineastas mais inventivos em atividade. Antes desta indicação, Nolan já havia concorrido ao Oscar de roteiro adaptado ao lado do irmão Johnatan Nolan por Amnésia (2000). Afinal de contas, quais foram os doidos que imaginaram que o mais original dos dez indicados ao Oscar de melhor filme se fez sozinho?  

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

INDICADOS AO OSCAR 2011: Melhor Ator

COLIN FIRTH (O Discurso do Rei) Num ano curioso onde todos os outros concorrentes começam com a letra "J", o inglês está disposto a ganhar um prêmio que deveria ter recebido no ano passado por Single Man de Tom Ford. Firth, perdeu o Oscar para o seu (mais uma vez) oponente Jeff Bridges, mas neste ano ele é o favorito pelo papel do rei inglês George VI (o avô do príncipe Charles) que enfrenta problemas graves com a gagueira - o que afeta muito sua credibilidade perante os súditos. Pelo papel Firth já ganhou um punhado de prêmios da crítica (incluindo o Globo de Ouro) e até o BAFTA, dificilmente ele perderá o prêmio pela humana saga  construção de um personagem que costuma ser visto com o distanciamento pela maioria da plebe global. Sem falar que sua derrota no ano passado causou insatisfação em muita gente que deve contemplar sua atuação neste ano mais uma vez. Apesar de ser muito querido entre diretores e atores, o ator ficou famoso quando interpretou o namorado certinho de Bridget Jones, o advogado Mark Darcy.

JAVIER BARDEM (Biutiful) O espanhol já tem um Oscar de coadjuvante na estante por sua atuação em Onde os Fracos não Tem Vez (2007) dos irmãos Coen. A primeira indiação ao Oscar foi em 2001 quando fez o poeta cubano Reinaldo Arenas em Antes do Anoitecer (2001) pelo qual ganhou o prêmio de ator em Veneza. Javier volta a falar espanhol neste dramalhão do diretor Alejandro Gonzalez Iñarritú, que apresenta a vida de Uxbal (Bardem), homem envolvido com imigrantes ilegais e que descobre que está com câncer. Não bastasse isso, Uxbal começa a ter visões com mortos e tenta melhorar sua vida rumo ao fim. O filme está longe de ser uma unanimidade, mas Bardem conseguiu elogios rasgados da crítica desde que o filme foi exibido em Cannes (de onde saiu com o prêmio de ator). Há quem credite parte de sua indicação a um badalado jantar promovido por Julia Roberts que sugeria uma indicação ao esposo de Penélope Cruz, que acabou prejudicado pelo lançamento tardio do filme nos EUA. A esta altura, os personagens garanhões nos filmes do tio Bigas Luna parecem estar cada vez mais distantes.

JAMES FRANCO (127 Horas) Faz um tempinho que James Franco vinha tentando provar que era capaz de ser mais do que coadjuvante. Foi quando vimos o cara em Milk (2008) que notamos que ele estava no ponto para ganhar um filme só dele. Bem, Danny Boyle achou a mesma coisa e chamou o cara para interpretar um dos filmes mais vertiginosos do século XXI. Franco é praticamente o único personagem em cena durante a duração de seu novo filme sobre a história real de Aron Ralston, um alpinista que ficou com o braço preso debaixo de uma pedra pelo tempo do título. A solução encontrada para não morrer? Cortar o próprio braço!! Mas até lá, Boyle e Franco mergulham nas lembranças de Aron. James foi um dos atores mais elogiados do ano por sua interpretãção. E foi até convidado para apresentar a cerimonia do Oscar ao lado de Anne Hathaway. Mesmo que não ganhe, ele nunca mais será lembrado como o amigo rico do Homem Aranha!

JESSE EISENBERG (A Rede Social) Lembro uma vez quando um renomado crítico brasileiro disse que Jesse era um "Michael Cera mais baratinho". Bem, ele terá que rever os seus conceitos. Enquanto Michael Cera esta sempre preso ao mesmo papel, Eisenberg mostra que pode dar conta de personagens mais complexos do que os presentes nas comédias em que costumava fazer. Jesse interpreta o criador do Facebook, Mark Zuckerberg com uma precisão assustadora, tanto no encadeamento das falas quanto no olhar intenso que alterna momentos de frieza e melancolia. Tá pensando que é fácil interpretar o nerd mais bem sucedido dos últimos tempos? Jesse cria um personagem que parece uma versão anabolizada do seu personagem de A Lula e a Baleia (2005). É o mais jovem entre os indicados deste ano (27 anos)

JEFF BRIDGES (Bravura Indômita) Veterano com cinco indicações anteriores ao Oscar (três de melhor ator coadjuvante por A Última Sessão de Cinema/1971, O Último Golpe/1974 e A Conspiração/2000) e duas enquanto melhor ator (Starman/1984 e Coração Louco/2009, pelo qual ganhou o Oscar no ano passado), o filho de Lloyd Bridges conseguiu sua sexta indicação ao prêmio e numa tarefa complicada: repetir o ex-xerife bêbado e caolho na refilmagem de um faroeste clássico que oscarizou John Wayne. O resultado parece ter agradado, já que o filme se tornou sucesso de público e crítica além de promover seu reencontro com os irmãos Coen - com quem fez o hilariante O Grande Lebowski (1998). Mas o fato de Bridges ter ganho o Oscar na última edição acaba trabalhando contra o seu desempenho.  

O ESQUECIDO: ROBERT DUVALL (Get Low) Quando Get Low estreou em meados de 2010 muitos críticos clamaram uma indicação para Duvall por sua brilhante atuação como um caipira recluso que planeja seu próprio funeral. Com tom quase folclórico e com os boatos de que a trama humanista era baseada numa história real, as chances de Duvall foram crescendo, mas ao final do ano foi lembrado apenas em algumas premiações menores. Duvall acabou ficando de fora do Oscar e do Globo de Ouro mesmo que sua atuação seja considerada uma unanimidade entre público e a crítica. Os elogios devem servir de consolo ao veterano que possui um Oscar na estante por sua atuação em A Força do Carinho (1983) e cinco outras indicações ao prêmio (sendo a última por O Apóstolo em 1997). 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

INDICADOS AO OSCAR 2011: MELHOR ATRIZ

ANETTE BENING (Minhas mães e meu pai) Bening deve ter ficado muito feliz quando viu que Hillary Swank não estava no páreo neste ano. Afinal a atriz de Meninos não Choram (1999) e Menina de Ouro (2004) ganhou o prêmio nos anos em que a esposa de Warren Beatty era a favorita. Neste ano ela é indicada por interpretar uma lésbica intelectualizada que tenta conviver com o pai até então desconhecido de seus filhos. Pelo papel Bening já ganhou o Globo de Ouro de Atriz de comédia ou musical. Vale lembrar que esta é a quarta indicação da atriz que já concorreu ao careca dourado por três vezes, a primeira por Os Imorais (1990) na categoria de coadjuvante, depois por atriz em Beleza Americana (1999) e Adorável Julia (2004). Bening está cotada na categoria, especialmente pelo conjunto de sua obra e a coragem como assume as marcas do tempo em seu rosto. Ela merecia ainda uma indicação por Correndo com Tesouras (2006), mas isso já é outra história...

JENNIFER LAWRENCE (Inverno da Alma) Lawrence é quase uma novata no cinema, ela começou a chamar atenção quando fez Vidas que se Cruzam (2009) ao lado de Charlize Theron e Kim Basinger. Num dos filmes independentes mais cultuados da temporada, Jennifer interpreta uma adolescente que não tem tempo para gastar com futilidades. Cheia de tarefas para cuidar de sua família enquanto tenta descobrir o rumo de seu pai. O filme tranporta a atmosfera gélida e monstanhosa para as relações entre os moradores de uma pequena cidade. Lawrence foi muito elogiada pelo papel e não se surpreenda se ela sair premiada, já que não é pouco o esforço da moça num papel complexo e pesado. A repercussão de sua tarefa árdua foi a escalação para ser a jovem Mística em X-Men: First Class a ser lançado neste ano. Esta é a primeira indicação ao Oscar da atriz (ironicamente num ano onde todas as concorrentes já possuem pelo menos uma indicaçãono currículo).


MICHELLE WILLIAMS (Blue Valentine) Esta é a segunda indicação de Michelle ao Oscar e quem a conheceu no seriado Dawson's Creek e em produções inexpressivas como Halloween H20 (1998) sabe que seu ponto de mutação foi quando atuou em Brokeback Mountain (2005) onde conheceu Heath Ledger - com quem casou, teve uma filha e hoje goza do título de viúva do ator. Além disso, Brokeback lhe valeu uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante (o que lhe deu cacife para estar em filmes de gente como Charlie Kaufnan e Martin Scorsese nos últimos anos). Em 2011 ela conseguiu sua indicação ao Oscar de atriz principal por conta deste desafiador filme independente de Derek Cianfrance. O filme acompanha um casal (Williams e Ryan Gosling)  até que a insatisfação dela com o casamento começa a prejudicar a relação. O mais legal do filme é o flashback que o filme traz mostrando o namoro que gerou o casamento. O filme é sucesso de crítica, especialmente pelo dueto impecável do casal, mas no fim das contas só Michelle foi indicada num dos anos mais concorridos da categoria.

NATALIE PORTMAN (Cisne Negro) É a favorita da categoria e deve levar o prêmio pela sua encarnação da bailarina perfeccionista que surta ao ser escalada para ser a protagonista do Lago dos Cisnes. Portman vai da alegria ao desespero numa das melhores atuações do ano, sem falar uma série de detalhes que ajudam muito: sua imagem de boa moça em contraste com a personagem perturbada, os quilos que perdeu para o papel, o fato de ter feito balé na adolescência, a forma sutil como sugere que existe uma loucura em sua Nina desde antes do filme começar. Nada mal para quem estreou no cinema aos 12 anos sob as mãos de Luc Besson. Portman já foi indicada ao Oscar, só que na categoria coadjuvante por sua atuação em Closer (2004) de Mike Nichols - era a favorita mas acabou perdendo para Cate Blanchett. O filme ainda serve para tirar o gosto de enfeite que lhe coube em Entre dois Irmãos no ano passado.

NICOLE KIDMAN (Rabbit Hole) Depois do divórcio com Tom Cruise em 2001 sua carreira deu um salto de qualidade impressionante. Sendo indicada ao Oscar pelo musical Moulin Rouge (2001) e ganhando no ano seguinte por encarnar Virginia Woolf em As Horas (2002), Kidman se dedicou especialmente a filmes árduos que poderiam ter lhe rendido uma penca de indicações (como Dogville/2003 e Margot e o Casamento/2007), mas as bilheterias modestas atrapalharam. Kidman ainda foi alvo de perseguição pelo uso de botox e deu azar até quando se metia em superproduções como o lesado Nine (2009). Ela chegou a anunciar aposentadoria, mas antes disso resolveu produzir um filme para ver se ainda tinha poder de fogo. Convidou John Cameron Mitchel (dos ousados Hedwig/2001 e Shortbus/2006) para adaptar a peça Rabbit Hole  sobre um casal que tenta superar a morte do filho. A tristeza de Nic no papel lhe rendeu elogios desde a primeira exibição do filme e a trouxe de volta ao páreo na noite mais cobiçada do cinema americano.

A ESQUECIDA: JULIANNE MOORE (Minhas mães e meu pai) Gostaria de saber o que a Academia tem contra uma das melhores atrizes do cinema atual. Moore já foi indicada ao Oscar quatro vezes, duas como coadjuvante - Boogie Nights (1997) e As Horas (2002) - e duas como atriz principal - Fim de Caso (1999) e Longe do Paraíso (2002). Ano passado ela poderia ter sido indicada por Direito de Amar (2009) por seus dez preciosos minutos ao lado de Colin Firth, mas a Academia esnobou. Neste ano a Academia fez a mesma coisa deixando a ruiva para escanteio pelo papel de homossexual com olhar bem diferente sobre o mundo do que o exibido por sua parceira vivida por Annette Bening em Minhas Mães e Meu Pai. O problema deve ter sido as duas serem pré-concorrentes ao prêmio de atriz. Seria mais fácil se Moore houvesse concorrido a uma vaga de coadjuvante, já que apesar de ser tão protagonista como Benning, o Oscar ainda é conservador demais para suportar duas personagens homossexuais na mesma categoria (sem falar que sua presença neste ano no rançoso Preço da Traição não deve ter ajudado) 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

INDICADOS AO OSCAR 2011: Ator Coadjuvante

CHRISTIAN BALE (O Vencedor) Anos atrás o Coringa ganhou o Oscar de coadjuvante, agora chegou a vez do Batman! Christian Bale perdeu peso novamente para encarnar o irmão problemático de um lutador de boxe e que funciona como maior motivador da carreira deste. No filme promovido para elevar o status de Mark Wahlberg, Bale é quem rouba a cena. Não deixa de ser uma vingança depois que o ator foi alvo de deboches por ser ofuscado por seus coadjuvantes (até por Sam Worttington no último Exterminador do Futuro, lembra?). Bale atua desde os 12 anos quando estreou sob a batuta de Spielberg no drama Império do Sol (1987). Apesar de sua fama de explosivo, o ator é o favorito na categoria. Esta é a primeira indicação do ator ao Oscar - e quem acompanha a carreira do moço sabe que ele já deveria ter umas três no currículo.

GEOFFREY RUSH (O Discurso do Rei) Dia desses estava passando uma reprise de Piratas do Caribe na TV e eu não parava de pensar que fim Geoffrey Rush tinha levado. O australiano ganhador do Oscar por Shine - Brilhante (1996) estava sumido de produções relevantes há algum tempo se satisfazendo soterrado na maquiagem da franquia do Capitão Jack Saprrow. Rush tem no papel do ex-ator que precisa ensinar o Rei George VI (Colin Firth) a vencer a gagueira tudo o que precisa para voltar ao primeiro time de Hollywood. Além de ter ganho o Oscar em sua primeira indicação ao prêmio, ele ainda foi lembrado por sua atuação cômica em Shakespeare Apaixonado (1998) nesta mesma categoria.  Sem falar que sua última indicação ao prêmio foi em 2001 por Contos Proibidos do Marquês de Sade, onde encarnou o próprio autor libertino com um vigor impressionante.

JEREMY RENNER (Atração Perigosa) Depois de sua indicação ao Oscar de ator no ano passado, Renner mostra que tem fortes chances de fazer uma bela carreira em Hollywood. Neste ano o cara roubou a cena de Ben Affleck no segundo longa do astro na direção. Renner interpreta o amigo ladrão do protagonista neste que foi um dos filmes policiais mais elogiados do ano. Há quem não goste do estilo do cara, as poucas palavras, a cara de marrento, mas o fato é que ele consegue sustentar o filme quando Affleck não tem a presença em cena suficiente para bancar o action hero. Renner pode até não ganhar, mas ter a proeza de ser indicado ao Oscar dois anos consecutivamente não é para qualquer um.

MARK RUFFALO (Minhas Mães e Meu Pai) Fazia tempo que a Academia andava devendo uma indicação ao Oscar para Ruffalo. Desde Conte Comigo (2001) ele poderia ter colhido alguma indicação, mas passou em branco em todas as cerimonias, mesmo quando esteve muito bem em Ensaio sobre a Cegueira (2008) como o esposo de Julianne Moore. Sorte que Mark se encontrou com Juliane de novo nos sets desta dramédia sobre um casal de lésbicas que descobrem o pai  biológico de seus filhos. O ator alcança o auge de sua interpretação do cara de bom coração que confunde os sentimentos de quem está por perto. Neste ano Ruffalo ainda esteve em Ilha do Medo de Scorsese e a indicação prova que teve um ano realmente especial. 

JOHN HAWKES (Inverno da Alma) Hawkes foi a grande surpresa da categoria. Em sua primeira indicação ao Oscar, este ator de 51 anos já participou de produções como O Gangster (2007) e seriados como Taken (2002). Porém, devido ao seu tipo único (rosto marcado, magro...) quase não aparece em grandes produções. Ele chamou a atenção em 2010 como o violento tio de Ree Dolly (Jennifer Lawrence) em Inverno da Alma. Como o tio que não quer ajudar a sobrinha a encontrar o pai  Hawkes tem bons momentos, mesmo com uma participação curta em um dos filmes independentes mais bem sucedidos do ano. O ator já colhe frutos por sua atuação: está em Contagion, novo filme de Steve Sorderberg ao lado de Jude Law, Kate Winslet e Marion Cotillard.

O ESQUECIDO: ANDREW GARFIELD (A Rede Social) Algo me diz que Garfield não foi indicado ao Oscar de coadjuvante por ser o novo Homem Aranha, afinal de contas, sua indicação era tida como mais do que certa  - tão certa quanto a certeza de que a Academia detesta indicar "heróis" para a premiação (como o Batman já estava na lista sobrou para Andrew). Garfield interpreta o brasileiro Eduardo Saverin, sujeito bem intencionado (até demais) que foi o único amigo de Jerry Zuckerberg, o criador do Facebook, até que este o passou para trás. Considero que o filme não teria o peso que tem sem sua atuação extremamente humana e bem construída que contrasta com o protagonista encarnado por Jesse Einsenberg. Em 2010 ele ainda fez bonito em Não me abandone Jamais ao lado de Keira Knightley e Carey Mulligan. Seja como for, Garfield promete fazer bonito nos próximos anos.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

INDICADOS AO OSCAR 2011: ATRIZ COADJUVANTE


Até o dia da premiação do Oscar pretendo me dedicar a esmiuçar os indicados deste ano, sendo assim resolvi começar por uma das categorias mais disputadas desse ano: Atriz coadjuvante.

AMY ADAMS (O Vencedor) Se histórico de indicações é um critério para se ganhar, Amy Adams é a favorita. Em menos de uma década esta é sua terceira indicação. Todas foram na categoria de coadjuvante, mas quem se importa? Amy concorreu antes por roubar a cena no indie Retratos de Família (2005) depois foi lembrada por sua freira de bom coração em Dúvida (2008) e agora abandona seus bons modos de moça direita no papel mais diferente de sua carreira, no filme de David O. Russel ela é uma namorada à altura de um boxeador de filme sarjeta. A indicação confirma que Amy é uma das atrizes mais queridas da academia e sua maior concorrente é sua colega de elenco Melissa Leo.


HAILEE STEINFELD (Bravura Indômita) A estreante de quatrorze anos caiu nas graças dos irmãos Coen e desde que a refilmagem do clássico de John Wayne foi exibida muitos já clamavam por uma indicação para a pré-adolescente. Na versão dos Coen o papel de Matti Ross, a garota que acompanha um cowboy caolho na busca dos assassinos de sua família ganhou mais destaque - e Hailee mostrou que trata-se de uma pequena grande atriz que não pode ter seu poder de fogo subestimado. Mas desde que Anna Paquin foi premiada na mesma categoria por O Piano (1993)que uma pessoa menor de idade não leva um Oscar para casa. Será que Hailee quebra a tradição?

HELENA BONHAN CARTER (O Discurso do Rei) 2010 foi um ótimo ano para senhora Tim Burton, além de salvar Alice da vala como a cabeçuda Rainha Vermelha, Helena ainda aparece em todas as premiações como a rainha Elizabeth I, esposa do Rei George VI que luta intensamente contra sua gagueira. A sintonia da atuação de Carter com Firth é um dos pontos altos do filme e transborda humanidade. Helena não era lembrada pela academia desde sua atuação em Asas do Amor (1997), pelo qual concorreu ao prêmio de melhor atriz. Acho que a indicação veio somente agora porque Helena se dedica a um papel normal depois de anos fazendo tipos (deliciosamente) estranhos, seja nos filmes de Harry Potter, nos longas do marido ou em Clube da Luta (1999).

JACKIE WEAVER (Animal Kingdon) A atriz australiana com 40 anos de carreira no cinema é uma estreante no Oscar. A lembrança de sua intensa atuação ganhou força com a proximidade das premiações - apesar de se tratar de uma atuação num filme pequeno, independente, de trama difícil e que pouca gente vai curtir nos cinemas. Animal Kingdon causou grande repercussão em sundance com sua mistura de suspense e drama na medida certa sobre uma família de ladrões. Weaver interpreta a amorosa mãe do clã que possui valores morais totalmente distorcidos. O tipo de filme pesado e absorvente que demora um bocado para estrear por aqui.

MELISSA LEO (O Vencedor) Outra figura materna no páreo é a personagem de Melissa Leo em mais um filme de boxeador. No entanto, Melissa já provou que é uma atriz de vasto conhecimento dramático e é capaz de surpreender em qualquer personagem. Ela já chamava atenção em papéis pequenos - como em 21 Gramas (2003) e Três enterros (2005) - mas caiu nas graças da Academia quando foi indicada ao prêmio de atriz por Rio Congelado (2008). Neste ano ela concorre pela mãe cafonérrima de dois irmãos envolvidos com o mundo dos ringues. Para o papel Leo acabou descolorindo os cabelos, fato curioso já que na época de Rio Congelado ela sempre dizia que não era muito lembrada por “não ter peitões ou cabelos loiros”. É a favorita na categoria.

A ESQUECIDA: MILA KUNIS (Cisne Negro) Premiada em Veneza pela sua atuação como a bailarina prestes a acabar com a maior chance da carreira de outra, Kunis foi esquecida no Oscar. Por que? Bem, sua personagem é uma versão de A Malvada do século XXI com conotações lésbicas e tudo mais. Os conservadores da Academia devem ter achado demais para a moça que promete fazer bonito nos próximos anos. Não é dessa vez que vamos ver o esplendor de Kunis entre as indicadas, mas ela já provou que é capaz de roubar a cena de muita gente experiente, basta conferir sua aparição em Uma Noite Fora de Série como a namorada de James Franco, onde mostra que pode devorar seus colegas de cena em poucos minutos. Pouca gente sabe que Kunis é a dubladora da filha nerd do desenho Family Guy.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

INDICADOS AO OSCAR 2011


O Discurso do Rei: Dando frio na barriga de David Fincher.

A dissertação andou consumindo minha alma novamente ao ponto de nem notar que as indicações ao Oscar sairam ontem!! Sendo assim nem pude apostar nos indicados!!! Mas tudo bem, até a entrega dos carecas dourados no dia 27 de fevereiro espero estar mais tranquilo para dizer minha modesta opinião. Vamos aos indicados: 

Melhor Filme

Cisne Negro
O Vencedor
A Origem
Minhas Mães e Meu Pai
O Discurso do Rei
127 Horas
A Rede Social
Toy Story 3
Bravura Indômita
Inverno da Alma
Comentário: Os Coen conseguiram cravar sua vaguinha. A Academia realmente adora os caras, é muito difícil o remake de um clássico agradar. O resto é mais do mesmo! A Rede Social era o favorito, mas O Discurso do Rei ganhou fôlego com o prêmio do sindicato de produtores, além de ser o com maior número de indicações - 12 categorias (e deve ganhar mais ainda quando levar o BAFTA antes do Oscar). Enfim, alguma emoção nessa reta final... 

Melhor Diretor
Darren Aronofsky (Cisne Negro)
David O. Russel (O Vencedor)
Tom Hooper (O Discurso do Rei)
David Fincher (A Rede Social)
Ethan e Joel Coen (Bravura Indômita)
Comentário: Pu*aria o que fizeram com Christopher Nolan deixando o cara de fora dos indicados a Melhor Diretor (dando a vaga para o trabalho mais impessoal de David O. Russel). Mais um delito estratosférico contra Nolan que a Academia comete.

 Melhor Ator
Javier Bardem, por Biutiful
Jeff Bridges, por Bravura Indômita
Jesse Eisenberg, por A Rede Social
Colin Firth, por O Discurso do Rei
James Franco, por 127 Horas
Comentário: Julia Roberts tem um poder invejável em Hollywood, dizem que a estrela deu uma festinha para os amigos votantes para chorar por uma merecida vaga para Barden.


Melhor Atriz
Annette Bening, por MInhas Mães e Meu Pai
Nicole Kidman, por Reencontrando a Felicidade
Jennifer Lawrence, por Inverno da Alma
Natalie Portman, por Cisne Negro
Michelle Williams, por Namorados para Sempre
Comentário: Eu sabia que essa tática de colocar Annete e Julliane Moore disputando vagas juntas não iria funcionar, melhor para Michelle que emplacou Blue Valentine (que ganhou por aqui outro título horroroso)


Melhor Ator Coadjuvante
Christian Bale, por O Vencedor
John Hawkes, por Inverno da Alma
Jeremy Reener, por Atração Perigosa
Mark Ruffalo, por Minhas Mães e Meu Pai
Geoffrey Rush, por O Discurso do Rei
Comentário: Quer apostar quanto que deixaram Andrew Garfield de fora porque ele é o novo Spider Man. A Academia cometeu outro delito estratosférico em sua história...

Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams, por O Vencedor
Helena Bonham Carter, por O Discurso do Rei
Melissa Leo, por O Vencedor
Hailee Steinfeld, por Bravura Indômita
Jackie Weaver, por Reino Animal
Comentário: as surpresas ficaram por conta de Hailee e Weaver, mas as duas tem poucas chances perante as outras três. Leo é a favorita, mas Amy Adams (em sua terceira indicação na categoria) mostra que é uma das queridinhas da Academia.

Melhor Roteiro Original
Another Year - Mike Leigh
O Vencedor - Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson
A Origem - Christopher Nolan
MInhas Mães e Meu Pai - Lisa Cholodenko
O Discurso do Rei - David Seidler
Comentário: Espero que aqui Christopher Nolan receba algum reconhecimento por seu trabalho magistral em A Origem...

Melhor Roteiro Adaptado
A Rede Social - Aaron Sorkin
127 Horas - Danny Boyle e Simon Beaufoy
Toy Story 3 - Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton e Lee Unkrich
Bravura Indômita - Ethan e Joel Coen
Inverno da Alma - Debra Granik e Anne Rosellini
Comentário: Sem surpresas... A Rede Social deve levar esse daqui com certeza.

Melhor Filme Estrangeiro
Biutiful - México
Fora da Lei - Argélia
Dente Canino - Grécia
Incêndios - Canadá
Em um Mundo Melhor - Dinamarca
Comentário: I am love era um dos favoritos e ficou de fora, mas Em um mundo melhor deve causar arrepios ao Biutiful de Alejandro González Iñarritú.


Melhor Animação
Como Treinar o Seu Dragão
Toy Story 3
O Mágico
Comentário: Apesar dos ótimos concorrentes, a presença de Toy Story aqui e na categoria de melhor filme já indica quem vai ganhar. Sinceramente, o considero o segundo melhor filme do ano. Mas penso que ter só três indicados num ano de boas animações é um bocado desanimador para os produtores.

Melhor Fotografia
Cisne Negro
A Origem
O Discurso do Rei
A Rede Social
Bravura Indômita
Comentário: Sem surpresas.

Melhor Direção de Arte
Alice no País das Maravilhas
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
A Origem
O Discurso do Rei
Bravura Indômita
Comentário: Sem surpresas. Mas alguém já contou quantas indicações nessa categoria Harry Potter já teve?

Melhor Trilha Sonora
Alexandre Desplat - O Discurso do Rei
John Powell - Como Treinar o seu Dragão
A.R. Rahman - 127 Horas
Trent Reznor e Atticus Ross - A Rede Social
Hans Zimmer - A Origem
Comentário: A minha favorita ficou de fora (Ilha do Medo), espero que o excelente trabalho de Zimmer renda mais uma estatueta ao melhor filme do ano.

Melhor Documentário
Lixo Extraordinário
Exit Through the Gift Shop
Trabalho Interno
Gasland
Restrepo
Comentário: Tem um filme meio brasileiro no páreo: Lixo Estraordinário, que nos faz esquecer um pouco o mico do filme do Lula cogitar que poderia ser indicado. O indicado está em cartaz em nossos cinemas e tem direção de uma britânica, mas é codirigido por dois brasileiros (João Jardim e Karen Harley)


Melhor Documentário (curta-metragem)
Killing in the Name
Poster Girl
Strangers no More
Sun Come Up
The Warriors of Qiugang

Melhor Canção Original
Coming Home - Country Strong
I See the Light - Enrolados
If I Rise - 127 Horas
We Belong Together - Toy Story 3
Comentário: Parece que Cher ainda não renovou seus fãs na Academia, afinal Burlesque ficou totalmente fora das indicações nesta categoria.  

Melhor Curta-Metragem
The Confession
The Crush
God of Love
Na Wewe
Wish 143

Melhor Animação em Curta-Metragem
Dia & Noite
The Gruffalo
Let's Pollute
The Lost Thing
Madagascar, Carnet de Voyage

Melhor Maquiagem
O Lobisomem
Caminho da Liberdade
Minha Versão para o Amor
Comentário: Paul Giamatti ficou de fora dos indicados, mas Minha versão para o Amor ganhou uma lembrança aqui.

Melhor Edição de Som
A Origem
Toy Story 3
Tron - O Legado
Bravura Indômita
Incontrolável
Comentário: A Origem deve levar esse aqui.

Melhor Mixagem de Som
A Origem
Bravura Indômita
O Discurso do Rei
A Rede Social
Salt
Comentário: A Origem deve ficar com todos os prêmios técnicos.

Melhor Efeito Visual
Alice no País das Maravilhas
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
Além da Vida
A Origem
Homem de Ferro 2
Comentário: Única indicação do novo filme de Clint Eastwood. Mas com A Origem no páreo precisa dizer alguma coisa?

Melhor Figurino
Alice no País das Maravilhas - Colleen Atwood
Eu sou o Amor - Antonella Cannarozzi
O Discurso do Rei - Jenny Beavan
The Tempest - Sandy Powell
Bravura Indômita - Mary Zophres
Comentário: Tinha gente que acreditava que Julie Taymor iria emplacar indicações em sua releitura de A Tempestade de Shakespeare, assim como em Titvs terá que se contentar só com uma...

Melhor Edição
Cisne Negro - Andrew Weisblum
O Vencedor - Pamela Martin
O Discurso do Rei - Tariq Anwar
127 Horas - Jon Harris
A Rede Social - Angus Wall e Kirk Baxter
Comentário: Quais foram os sacripantas que acharam que A Origem se montou sozinho?