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domingo, 24 de fevereiro de 2019

PALPITES PARA O OSCAR 2019


Oscar 2019: Quem leva?

Sabendo que neste Oscar tudo pode acontecer, seguem meus palpites para a premiação de hoje! Sei que corro o risco de um enorme massacre com as minhas apostas (especialmente porque ainda tenho aquela dificuldade típica de diferenciar meu gosto pessoal dos prováveis ganhadores). Seja como for, the Oscar goes to...

Melhor Filme

Melhor Direção

Melhor Ator

Melhor Atriz

Melhor Atriz Coadjuvante

Melhor Ator Coadjuvante

Melhor Roteiro Adaptado

Melhor Roteiro Original

Melhor Filme Estrangeiro

Melhor Documentário em Curta-metragem
Period.

Melhor Documentário em Longa-metragem
Free Solo

Melhor Design de Produção

Melhor Figurino

Melhor Fotografia

Melhores Efeitos Visuais

Melhor Mixagem de Som

Melhor Edição de Som

Melhor Animação

Melhor Curta de Animação
Bao

Melhor Curta-Metragem
Mother

Melhor Trilha Sonora

Melhor Montagem

Melhor Maquiagem

Melhor Canção Original

Amanhã retorno com meus erros e acertos. E você, quem acha que irá levar uma estatueta para casa?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

INDICADOS AO OSCAR 2019: Ator

Bradley Cooper (Nasce Uma Estrela) ficou frustrado por ver seu sua estreia como cineasta concorrer a oito Oscars (incluindo melhor filme) e ele mesmo ficar fora do prêmio de diretor. Se levarmos em conta que ele tem uma das melhores atuações da carreira enquanto dirige um filme, seu prestígio se torna ainda maior. Na pele de um cantor decadente, o ator solta a voz e libera emoções mais sombrias do que estamos acostumados a vê-lo desenvolver na tela. Esta é a terceira indicação dele ao prêmio de Melhor Ator (concorreu por O Lado bom da Vida/2012 e Sniper Americano/2014), ele também já concorreu como coadjuvante por Trapaça (2013) e mesmo que não leve o Oscar neste ano, em breve terá um na estante.

Christian Bale (Vice) já levou o Globo de Ouro de ator em comédia e o Critic's Choice, entre outros prêmios pelo papel - e torna-se um dos favoritos da categoria! Com um Oscar de coadjuvante por O Vencedor (2010), ele agora pode levar o de melhor ator. Bale engordou um bocado para viver o ex vice-presidente americano Dick Cheney, que ficou famoso por suas decisões radicais. O ator galês realiza outro excelente trabalho, especialmente pela forma como vive um sujeito influente que sempre preferiu ficar nos bastidores - seu trabalho no filme segue esta arriscada linha também. Bale também já concorreu ao Oscar de melhor ator por Trapaça (2013) e como ator coadjuvante por A Grande Aposta (2015). 

Rami Malek (Bohemian Rhapsody) O astro da série Mr. Robot é o grande obstáculo pela frente de Christian Bale. Afinal, os dois praticamente empataram nos prêmios de atuações masculinas da temporada. Na pele do cultuado cantor Freddie Mercury, Malek já recebeu o Globo de Ouro de ator dramático, o SAG de melhor ator e recentemente foi reconhecido no BAFTA. Com estas credenciais, somadas aos elogios recebidos, o ator tem grandes chances de ser premiado nesta que é sua primeira indicação ao Oscar (ele é o único novato na categoria deste ano). O ator banha o icônico personagem de uma humanidade desconcertante. Não por acaso, foi eleito o melhor ator de 2018 aqui no blog!

Viggo Mortensen (Green Book) Fosse lançado meses atrás, Viggo teria fortes chances de levar o prêmio para casa, mas esta dramédia se envolveu em tantas polêmicas que as chances do ator diminuíram consideravelmente. O ator interpreta o ítalo-americano preconceituoso que passa a ser motorista de um músico negro e aos poucos aprende que o racismo é uma grande estupidez. Embora o ator cause estranhamento por sua caracterização, seu personagem se desenvolve de forma bastante coerente. Viggo já concorreu ao Oscar de ator lutando peladão em Senhores do Crime (2007) e ano passado surpreendeu ao ser indicado por Capitão Fantástico (2017). Esta é sua terceira indicação ao prêmio de Melhor Ator. 

Willem Dafoe (O Portal da Eternidade) Com todo o respeito que tenho pelos outros concorrentes, seria emocionante ver o veterano ator levar seu primeiro Oscar para casa pela interpretação como o pintor Vincent Van Gogh. Além de dar conta de um personagem complexo, repleto de camadas, faz tempo que Dafoe merece este reconhecimento da Academia (mas com Glenn Close tendo vitória certa, acho difícil que façam o mesmo na categoria de melhor ator).  Você sabia que somente agora, aos 63 anos, Dafoe conseguiu sua primeira indicação ao Oscar de ator? As outras três anteriores foram como ator coadjuvante (sendo por Platoon/1987, A Sombra do Vampiro/2000 - que ele merecia ter ganho - e Projeto Flórida/2017).

O ESQUECIDO: John David Washington (Infiltrado na Klan) A lista de atores que aguardavam uma indicação neste ano é enorme: Ethan Hawke (First Reformed), Steve Carell (Querido Menino), Lucas Hedges (seja por Ben Is Back ou Boy Erased), Hugh Jackman (The Front Runner)... mas se você observar os indicados deste ano, a maior ausência foi mesmo a do herdeiro de Denzel Washington como o policial que ousa investigar um dos grupos secretos mais assustadores dos Estados Unidos. O ator demonstra grande versatilidade ao misturar drama policial, comédia, suspense, sabendo equilibrar o cômico e o dramático por toda a sessão. Esta seria a primeira indicação de um ator que ainda dará muito o que falar. 

domingo, 10 de fevereiro de 2019

INDICADOS AO OSCAR 2019: Ator Coadjuvante

Adam Driver (Infiltrado na Klan) Revelado no seriado Girls da HBO, o ex-fuzileiro naval conseguiu sua primeira indicação ao Oscar. A verdade é que já faz um tempinho que Driver tem entregue boas atuações na telona e que era questão de tempo até que a Academia reconhecesse o seu talento. Presente em todas as premiações da temporada, o ator interpreta um policial de origem judaica que se infiltra na Ku Kux Klan como o disfarce de um detetive negro. A operação o coloca em conflito com a sua própria história e o ator convence muito bem como um experiente detetive que entra numa missão bastante arriscada. 

Mahershala Ali (Green Book) Ele já levou para casa o Globo de Ouro, o SAG, o Critic's Choice e é o favorito na categoria de ator coadjuvante do Oscar deste ano por seu trabalho como Don Shirley, um conceituado pianista negro em sua turnê pelo preconceituoso sul dos Estados Unidos no período de luta pelos Direitos Civis dos afro-americanos. Ele já possui um Oscar na estante (coadjuvante por Moonlight/2016), seu trabalho é bastante preciso e tem sobrevivido às críticas que o filme tem recebido nas últimas semanas.  Será que a Academia irá surpreender a plateia e dar o prêmio para outro ator? Acho bastante improvável. 

Richard E. Grant (Poderia me Perdoar?) Desde 1987 que este  ator  trabalha no cinema e ao contrário do que muita gente pensa, ele não é inglês, mas africano nascido em Suazilândia. Sua carreira já possui mais de uma centena de produções e ele nunca havia sido lembrado no Oscar. Richard E. Grant é o melhor amigo da escritora Lee Israel e a auxilia em seus golpes para ganhar algum dinheiro. Sua performance como um homossexual sem grana caiu no gosto da crítica que considera o melhor ladrão de cena da temporada. me. Se Grant levasse o Oscar para casa seria uma grande surpresa, além de reconhecimento por uma carreira repleta de tipos expressivos. 

Sam Elliot (Nasce Uma Estrela) Nada contra o veterano ator, mas ele concorre especificamente por uma cena do filme. O fato é que Elliot foi tão esnobado pela Academia ao longo de sua carreira (iniciada em 1967, isso mesmo, mais de meio século) que já estava na hora de lhe prestar alguma homenagem a ele. O ator interpreta o irmão mais velho do astro da música vivido por Bradley Cooper e que percebe de longe a instabilidade do irmão. Não por acaso, quando os manos se afastam tudo foge do controle. O ator tem poucas cenas no filme e a mais marcante é o embate entre os dois irmãos cheio de uma fúria contida (aposto que está será a cena escolhida para aparecer quando seu nome for anunciado na cerimonia). 

Sam Rockwell (Vice) Não entendi muito bem a indicação de Rockwell neste ano por sua interpretação como George W. Bush no filme de Adam McKay. É verdade que o ator consegue captar o olhar e os trejeitos do ex-presidente americano, mas não percebo muito destaque em suas aparições no filme. O fato é que a indicação demonstra como o ator está em alta perante os votantes da Academia - principalmente se levarmos em conta que ele já levou o prêmio de ator coadjuvante no ano passado por seu trabalho em Três Anúncios para Um Crime. Esta é sua segunda indicação ao Oscar e dificilmente ele deve levar a estatueta para casa. 

O ESQUECIDO: Thimothée Chalamet (Querido Menino) Eu levei um susto quando não vi Chalamet entre os cinco indicados deste ano. Sua performance foi tão elogiada quanto a do seu parceiro em cena, Steve Carrell, mas os dois foram esnobados pela Academia, ou melhor. Querido Menino foi um dos grandes esnobados da temporada, talvez por abordar um tema tão denso quanto o vício em drogas. Consagrado no ano passado por sua performance em Me Chame Pelo Seu Nome, Thimothée interpreta aqui um jovem dependente químico e seu doloroso processo de tratamento. Entre momentos de dor e grande sensibilidade, o jovem se confirma como um dos destaques de sua geração em Hollywood. 

domingo, 3 de fevereiro de 2019

INDICADOS AO OSCAR 2019: DIREÇÃO

Adam McKay (Vice) O diretor era famoso por suas comédias em parceria com Will Ferrell, até que um belo dia resolveu mudar e criar comédias que lançassem um olhar ácido sobre a política americana. O primeiro filme desta nova fase foi A Grande Aposta (2016) que obteve cinco indicações ao Oscar e  lhe rendeu o prêmio de roteiro original. Naquele ano ele também concorreu ao prêmio de direção pela forma imprevisível que conduzia sua narrativa. Nesta biografia ácida sobre o ex-primeiro ministro estadounidense Dick Cheney, Mckay foi lembrado novamente pela Academia na categoria. Adam também concorre como produtor e pelo roteirista pelo texto original. 

Alfonso Cuarón  (Roma) O cineasta mexicano já tem um Oscar de diretor na estante por Gravidade (2013 que também lhe rendeu o Oscar de edição), após receber todos os prêmios de melhor direção da temporada, ele é o favorito a levar a estatueta na noite do dia 24 de fevereiro. O motivo é o tom contemplativo com que revisita personagens de sua infância. Banhado de nostalgia, Cuaron nós faz viajar no tempo de suas memórias e dificilmente o filme sairia do papel sem a Netflix ter embarcado no projeto. Cuarón também concorre aos prêmios de  produtor, roteiro original e fotografia. Esta é sua segunda indicação ao Oscar de direção, mas o diretor já coleciona dez indicações ao prêmio da Academia. 

Paweł Pawlikowski (Guerra Fria) O diretor do oscarizado Ida (melhor filme estrangeiro de 2014) volta à premiação em grande estilo com uma história de amor repleta de desencontros e música. Usando como pano de fundo o cenário europeu do pós-guerra, Guerra Fria se tornou um dos filme mais apreciados do ano passado. O filme já lhe rendeu o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes e o polonês surpreendeu ao cravar sua indicação ao prêmio de direção. Esta é a sua primeira indicação ao Oscar e vale lembrar que a obra ainda concorre aos prêmios de Filme Estrangeiro e Fotografia. Nas três categorias conta com seu maior rival, o mexicano Roma. 

Spike Lee (Infiltrado na Klan) Esta é a primeira vez que o famoso diretor afro-americano é indicado ao prêmio de melhor diretor. Sua primeira indicação foi ao Oscar de roteiro original por Faça a Coisa Certa (1989). Em 1998 concorreu a Melhor Documentário por 4 Little Girls e em 2016 recebeu um Oscar Honorário pelo conjunto da obra. Obviamente que é muito mais saboroso ganhar estatuetas por um filme, especialmente um que só coleciona elogios desde que foi lançado. Infiltrado na Klan promove um reencontro do diretor com o público e os temas engajados (e ainda lhe rendeu indicações como produtor e roteiro adaptado). 

Yorgos Lanthimos  (A Favorita) Era questão de tempo que o cineasta grego recebesse uma indicação ao Oscar de direção. Famoso pelos roteiros estranhos e narrativas secas, pode se dizer que Yorgos encontrou grande equilíbrio ao trabalhar pela primeira vez com um roteiro de outra autoria. Ao virar do avesso as convenções dos filmes de época neste triângulo de amor e poder (música Rosana, por favor), o diretor fez uma verdadeira obra-prima. Sua primeira vez no Oscar foi com a indicação de filme estrangeiro para Dente Canino (2009) e a segunda foi com a indicação a roteiro original por O Lagosta (2015). Ele também concorre como produtor ao prêmio de Melhor Filme do Ano. 

O ESQUECIDO: Bradley Cooper (Nasce Uma Estrela) Seguindo a lógica dos favoritos pelo número de indicações, o ator que estreou na direção em 2018 bem que merecia ter sido lembrado nesta categoria. Nasce Uma Estrela concorre em oito categorias, mas ficou de fora na de melhor diretor - o que é bastante curioso, já que o projeto exigiu toda a credibilidade do ator em sua produção. Cooper foi lembrado nas categorias de ator, roteiro adaptado e produtor (reparou como os diretores deste ano estão em várias frentes de trabalho?). Vale lembrar que Cooper já foi indicado outras três vezes ao Oscar por seus trabalhos como ator, somando um total de seis indicações até agora. Ele merece.  

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

INDICADOS AO OSCAR 2019: Atriz

Glenn Close (A Esposa) Pelo papel da mulher que esconde o talento à sombra do marido, Glenn conseguiu sua sétima indicação ao Oscar! Ela já levou o Globo de Ouro e o Critic's Choice Awards pela atuação ambígua que se enriquece a cada nova leitura. Ela já foi indicada anteriormente como melhor atriz por Atração Fatal (1987), Ligações Perigosas (1988) e Albert Nobbs (2011). Na categoria de coadjuvante ela concorreu por O Mundo Segundo Garp (1982), O Reencontro (1983) e Um Homem Fora de Série (1984). Embora tenha vários prêmios do teatro, do cinema e da TV, ainda falta um Oscar na estante da atriz. 

Lady Gaga (Nasce Uma Estrela) é quem pode aguar a vitória de Glenn. Na quarta versão desta história, Patricia Gemanotta pode se consagrar como a cantora novata que ganha fama ao ser descoberta por um cantor country decadente. Pouca gente lembra, mas o primeiro trabalho de Gaga como atriz foi em 2001 em um papel minúsculo em um episódio de Família Soprano! Sucesso como cantora desde 2008, ela fez algumas participações em filmes (MIB³ e Machete Mata) e levou o Globo de Ouro por em American Horror Story: Hotel. Esta é sua primeira indicação ao Oscar de atriz (ela também concorre por canção original por 'Shallow', categoria em que já foi indicada em 2016 pelo documentário The Hunting Ground). Seu maior problema é o uso excessivo de botox. 

Melissa McCarthy (Poderia me Perdoar?) vive a escritora Lee Israel que se tornou famosa ao escrever biografias de celebridades e logo depois entrou em decadência por conta de um escândalo editorial. Muito elogiada pelo seu trabalho, o filme serve para lembrar que Melissa é mais do que uma comediante, mas uma atriz de recursos dramáticos vigorosos. Ela já apareceu em vários prêmios da temporada, mas suas chances são poucas (mas não deixa de ser curioso que ela também esteja indicada a pior atriz do ano pela desastrosa comédia Crimes em Happytime no Framboesa de Ouro). McCarthy já foi indicada ao Oscar de coadjuvante por Missão: Madrinha de Casamento (2011).

Olivia Colman (A Favorita) Esta brilhante atriz inglesa ficou conhecida pelo seu trabalho em Tiranossauro (2011). Desde então ela ganhou cada vez mais espaço, sendo premiada com um Globo de Ouro pelo trabalho na série O Gerente da Noite (2017). Seu trabalho como Rainha Anne é o mais complicado entre as indicadas, por ser em uma comédia carregada na tragédia sobre o relacionamento dela com duas serviçais rivais e interesseiras. O filme é sua segunda parceria com o diretor grego Yorgos Lanthimos (antes ela apareceu em O Lagosta/2015) e por sua atuação já levou para casa o Globo de Ouro de Atriz de Comédia, o British Independent, o Gotham Awards e o prêmio no Festival de Veneza de Melhor Atriz. Esta é sua primeira indicação ao Oscar. 

Yalitza Aparicio (Roma) Embora tenha novatos na corrida do Oscar neste ano, a história de Yalitza é a mais curiosa, afinal o filme de Alfonso Cuarón é o seu primeiro trabalho como atriz. Até pouco tempo, a atriz mexicana de origem indígena, ganhava a vida como professora. Ela fez o teste meio que por acaso (ela não fazia a mínima ideia de quem era o diretor) e teve como maior dificuldade o fato de não saber nadar - fato que quase a fez perder o papel da jovem empregada Cleo, a personagem inspirada na doméstica que trabalhava na casa do diretor quando ele era pequeno. Contida, Yalitza tem o rosto perfeito para que o espectador projete nela as suas próprias emoções (e a Academia se rendeu a este encantamento de forma surpreendente). 

A ESQUECIDA: Toni Collette (Hereditário) ausente entre as indicadas ao Oscar criou uma insatisfação generalizada. Saudada como uma das grande interpretações do ano e cotada para as premiações desde que este terror estreou nos cinemas, Toni acabou sendo esquecida nesta reta final - sendo lembrada somente em premiações indies (Independent Spirit, Gotham Awards...). Na pele da matriarca que descobre que existe uma verdadeira maldição em sua família, a atriz tem um dos trabalhos mais assustadores dos últimos anos. É verdade que o Oscar não curte filmes de horror, ainda que tenha indicado Toni como atriz coadjuvante em 2000 por seu trabalho como a mãe do menino que via gente morta em O Sexto Sentido (1999). 

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

INDICADOS AO OSCAR 2019

Oscar 2019: entre confirmações e surpresas. 

Hoje foram divulgados os indicados à 91ª cerimonia do Oscar. A premiação dedicada aos melhores do ano segundo a Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood será realizado no dia 24 de fevereiro. Diante das indicações, obviamente que houve comentários sobre as surpresas e os ausentes, mas estes eu irei esmiuçar aos poucos até o dia da entrega. Vale dizer que os elogiados Roma e A Favorita são os mais indicados (dez indicações cada um), sendo logo seguidos de Vice e Nasce uma Estrela (ambos com oito indicações). Pantera Negra foi lembrado em sete categorias, Infiltrado na Klan pode ser visto em seis, houve até um empate entre Bohemian Rhapsody (quem diria) e Green Book, com cinco chances de colocar as mãos num careca dourado. Pelos oito candidatos ao prêmio de melhor filme, percebe-se que a Academia nem precisou da criticada categoria de Filme Popular para se fazer notar. Por sorte a categoria foi abandonada antes de ser posta em prática e filmes de sucesso podem ser vistos em várias categorias. Outro destaque é perceber vários rostos novos do cinema (Adam Driver, Rami Malek, Olivia Colman, Yalitzia Aparicio e... Lady Gaga / Madonna deve estar se afogando em Rivotril) e outros que merecem uma estatueta faz tempo (Glenn Close, Amy Adams, Willem Dafoe) e outros veteranos que foram lembrados pela primeira vez (Regina King, Sam Elliot, Richard E. Grant...). A seguir todos os indicados. 

Melhor Filme

Melhor Direção

Melhor Ator

Melhor Atriz

Melhor Atriz Coadjuvante

Melhor Ator Coadjuvante

Melhor Roteiro Adaptado

Melhor Roteiro Original
First Reformed

Melhor Filme Estrangeiro
Cafarnaum (Líbano)
Never Look Away (Alemanha)
Assunto de Família (Japão)

Melhor Documentário em Curta-metragem
Black Sheep
End Game
Lifeboat
A Night at the Garden
Period.

Melhor Documentário em Longa-metragem
Free Solo
Hale County this Morning, This Evening
Minding the Gap
RBG
Of Fathers and Sons

Melhor Design de Produção
O Retorno de Mary Poppins

Melhor Figurino
O Retorno de Mary Poppins
Duas Rainhas

Melhor Fotografia
Never Look Away

Melhores Efeitos Visuais

Melhor Mixagem de Som

Melhor Edição de Som

Melhor Animação
Mirai

Melhor Curta de Animação
Animal Behavior
Bao
Late Afternoon
One Small Step
Weekends

Melhor Curta-Metragem
Detainment
Fauve
Marguerite
Mother
Skin

Melhor Trilha Sonora
O Retorno de Mary Poppins

Melhor Montagem

Melhor Maquiagem
Border
Duas Rainhas

Melhor Canção Original
“The Place Where Lost Things Go” (O Retorno de Mary Poppins)