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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

GANHADORES DO OSCAR 2013

Os ganhadores: a Academia zela pelo equilíbrio

Neste ano o Oscar pareceu querer agradar a todo mundo, até a apresentação de Seth MacFarlane foi mais inofensiva do que eu esperava (aquela piada com Capitão Kirk começou engraçada até se estender demais), apesar dele exagerar nas piadinhas sobre o uso de drogas e ações vexatórias aos convidados (o que foi aquela canção no final sobre os perdedores?). Qual é a graça de constranger os convidados queridos do público? Apesar disso percebi o Oscar mais musical do que nunca, mas não achei de bom tom as canções indicadas serem apresentadas somente se pudessem ser defendidas por estrelas (o elenco de Os Miseráveis, Norah Jones ou Adele), os outros acabaram sendo exibidos como clipes modestos - isso depois de Shirley Bassey, Jennifer Hudson e a trupe de Chicago ganharem bastante destaque. Porém, a noite conseguiu me surpreender em algumas categorias. Eu não duvidava que Argo fosse levar o prêmio de melhor filme, mas não imaginava que Christoph Waltz tinha cacife para emendar dois prêmios de coadjuvante em tão curto espaço de tempo em suas parcerias com Quentin Tarantino! Gostei ainda de ver Jennifer Lawrence sair consagrada aos 22 anos perante a Academia (prevejo um futuro de ouro para essa garota!) e até pelas unanimidades Daniel Day Lincoln  Lewis e Anne Hathaway. A melhor surpresa da noite ficou por conta de Ang Lee que levou o prêmio de direção por As Aventuras de Pi! Algo já me dizia que Spielberg teria dificuldades de ganhar seu terceiro prêmio de diretor - mesmo com Ben Affleck fora do páreo. Apesar disso, o resultado foi mais parecido com o Globo de Ouro do que eles gostariam. A seguir os ganhadores do Oscar 2012 com meus singelos comentários e  ☻ marcando os meus acertos. 

Melhor filme: Argo ☻
Melhor direção: Ang Lee (As Aventuras de Pi)(a melhor surpresa da noite!)
Melhor ator: Daniel Day-Lewis (Lincoln)
☻
Melhor atriz: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)
☻
Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz (Django Livre)
(dá para acreditar?)
Melhor atriz coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis)☻
Melhor roteiro original: Django Livre (Quentin Tarantino)
☻
Melhor roteiro adaptado: Argo (Chris Terrio)
☻ 
Melhor filme estrangeiro: Amor (Áustria)
☻
Melhor filme de animação: Valente (não vejo nada de especial no filme) 
Melhor fotografia: As Aventuras de Pi
☻
Melhor edição: Argo
☻
Melhor design de prod
ução: Lincoln (O mais indicado só levou dois...)   
Melhor figurino: Anna Karenina ☻
Melhor maquiagem e cabelo: 
Os Miseráveis
(por sujar e descabelar o elenco)
Melhor trilha sonora original: As Aventuras de Pi (foi mais merecido que meu palpite!)
Melhor canção: Skyfall (007 Operação Skyfall)
☻
Melhor edição de som: A Hora Mais Escura/007 Operação Skyfall
(raro empate)
Melhor mixagem de som: Os Miseráveis 
☻
Melhores efeitos visuais: As Aventuras de Pi
☻
Melhor documentário: Searching for Sugar Man (esse eu palpito no escuro)
Melhor documentário curta: Inocente (Idem)
Melhor curta de ficção: Curfew (Idem)
Melhor curta animado: Paperman
☻

Total de acertos: 14 de 24
Voltei ao número de acertos de 2011! Fui pior do que ano passado (17 de 24). Prometo que ano que vem eu melhoro de verdade! Antes de terminar, vale a pena lembrar o placar da noite - e As Aventuras de Pi foi o mais premiado, quem diria!!

As Aventuras de Pi: 04   
Argo: 03 
Os Miseráveis: 03  
007-Operação Skyfall: 03 
Lincoln: 02 
Django Livre: 02 
O Lado Bom da Vida: 01       
Amor: 01       
A Hora Mais Escura: 01
Anna Karenina: 01 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

PALPITES PARA O OSCAR 2013


Chegou o dia do veredicto final da temporada de ouro de Hollywood! E a grande pergunta é se as 12 indicações de Lincoln irão garantir a vitória sobre Argo (7 indicações)? Faz tempo que não vejo indicados que conseguissem chamar tanta atenção do público! Num ano de lançamentos fraquíssimos (parece cada vez pior), o final de ano mostrou que a tendência de lançar filmes importantes ao final do ano se tornou mais forte nos últimos anos, ou seja, até setembro, nós vemos numa avalanche de comediotas, paródias, reciclagens, continuações e adaptações de HQs para depois os estúdios começam a liberar os seus trunfos para ganhar prestígio da indústria. Não vou nem comentar que o Oscar legitima mais uma vez o Festival de Cannes colocando Amour e Indomável Sonhadora entre os indicados a melhor filme! Espero que eu acerte mais do que ano passado (17 acertos de 24 palpites):

Melhor filme: Argo
Melhor direção: Steven Spielberg (Lincoln)
Melhor ator: Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Melhor atriz: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)

Melhor ator coadjuvante: Philip Seymour Hoffman (O Mestre)
Melhor atriz coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Melhor roteiro original: Django Livre (Quentin Tarantino)
Melhor roteiro adaptado: Argo (Chris Terrio)
Melhor filme estrangeiro: Amor (Áustria)
Melhor filme de animação: Detona Ralph
Melhor fotografia: As Aventuras de Pi
Melhor edição: Argo
Melhor design de produção: Anna Karenina
Melhor figurino: Anna Karenina
Melhor maquiagem: 
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Melhor trilha sonora original: Lincoln
Melhor canção: Skyfall (007 Operação Skyfall)
Melhor edição de som: Argo
Melhor mixagem de som: Os Miseráveis
Melhores efeitos visuais: As Aventuras de Pi
Melhor documentário: The Invisible War
Melhor documentário curta: Open Heart
Melhor curta: Henry
Melhor curta animado: Paperman

INDICADOS AO OSCAR 2013: Melhor Filme

Amor (Amour) conta a história de Georges e Anne, um casal de aposentados que costumava dar aula de música. Com uma filha musicista que mora em outro país o casamento de ambos será testado quando Anne tiver um derrame que deixará parte de seu corpo paralisado. Ganhador da Palma de Ouro em Cannes, o filme de Michael Haneke é a versão lírica de seus filmes mais árduos. O filme concorre em cinco categorias: Filme, diretor (Haneke), atriz (Emmanuelle Riva), roteiro original e deve levar somente o de filme estrangeiro depois das vitórias do conterrâneo O Artista no ano passado. 

Argo é o terceiro filme dirigido por Ben Affleck e se tornou o seu maior sucesso atrás ou diante das câmeras. O filme sobre a inusitada operação de resgate da CIA aos funcionários da embaixada americana no Irã no ano de 1980 é tão inacreditável que somente nas mãos certas iria funcionar. O casamento bem sucedido entre tensão e ironias rendeu sete indicações ao Oscar: Filme, ator coadjuvante (Alan Arkin), roteiro adaptado, edição, trilha sonora, edição de som e mixagem de som. Já somando cinquenta prêmios no currículo, o filme ficou de fora da categoria de direção (menos mal que Affleck ganhará como produtor) mas deve ganhar o reconhecimento da Academia como sua cereja no bolo. 


As Aventuras de Pi  (Life of Pi) é adaptado do livro de Yann Martel (que quando publicado foi acusado de plágio da obra do brasileiro Moacir Scliar) e rendeu um dos filmes em 3D mais poéticos de que se tem notícia. A história do jovem indiano que após um naufrágio tenta sobreviver num barco ao lado de um tigre de bengala transcende o uso de efeitos especiais e está indicado em 11 categorias: filme, direção (Ang Lee), roteiro adaptado, fotografia, efeitos especiais, edição, trilha sonora, canção original, direção de arte, mixagem de som e edição de som. Apesar do sucesso o filme deve ganhar somente categorias técnicas. 

Django Livre comprova que o liquidificador de referências de Quentin Tarantino continua funcionando a todo vapor. O filme conta a história de um escravo liberto que arma um plano para resgatar sua esposa que trabalha para um fazendeiro malévolo.  A violência estilizada e total ausência de precisão histórica agradou aos fãs do diretor, a crítica e a Academia, já que o filme concorre em cinco categorias: Filme, ator coadjuvante, edição de som, fotografia e tornou-se o favorito na categoria de melhor roteiro original. 

A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty) Houve uma época em que o novo filme de Kathryn Bigelow tornou-se o favorito ao Oscar, mas esse tempo durou poucas semanas quando o filme começou a gerar polêmica sobre sua visão de como foi orquestrada a operação de capturar Osama Bin Laden - especialmente pelo uso de tortura (como se alguém acreditasse que ela não ocorreu). As polêmicas acabaram custando a indicação da diretora, mas o filme concorre em categorias nobres como (filme, atriz-Jessica Chastain e roteiro original), além de edição e edição de som. 

Indomável Sonhadora (Beasts of Southern Wild) exibido, aclamado e premiado em Cannes, o filme de Behn Zeitlin conseguiu se tornar um dos destaques da noite com seu tom de fábula e crítica social. A história de uma menina encantadora que precisa ajudar a região onde mora depois de uma enchente se tornou um dos filmes mais queridos do ano. Talvez o filme não leve nada, mas já entrou para a história por ter a mais jovem candidata ao Oscar de atriz: Quvenzhané Wallis de apenas oito anos. O filme ainda concorre nas categorias de direção (Zeitlin) e roteiro adaptado, num total de quatro categorias. 

O Lado Bom da Vida (Silver Linnings Playbook) prova que David O. Russel gosta mesmo é de fazer comédias - e de preferência com personagens complicados. Esta comédia romântica protagonizada por uma garota problemática que ajuda um homem bipolar a colocar a vida nos eixos já ganhou vários elogios e prêmios e deve levar alguma das oito categorias a que concorre neste ano: Filme, direção (Russell), ator (Bradley Cooper), atriz (Jennifer Lawrence), ator coadjuvante (Robert DeNiro), atriz coadjuvante (Jacki Weaver), roteiro adaptado e edição. Se você perceber o filme é o único que concorre em todas as cinco categorias principais - seria um sinal?

Les Misérables é a sexta adaptação que a obra de Vitor Hugo recebeu para o cinema (se somarmos com as feitas para TV serão nove!). Desta vez a empreitada ficou com um visual ainda mais ambicioso sob a assinatura de Tom Hooper - em seu primeiro filme depois do Oscar por O Discurso do Rei (2010). O musical feito a partir das mazelas francesas do século XIX conta a história de Jean Valjean que é perseguido pelo sistema enquanto tenta seguir sua vida cuidando a filha adotiva Cosette. Além da categoria de melhor filme, o longa ainda concorre nas categorias ator (Hugh Jackman), atriz coadjuvante (Anne Hathaway),  figurino, maquiagem, melhor canção, direção de arte e mixagem de som. 

Lincoln é a visão de Steven Spielberg sobre um momento crucial na vida do presidente americano. Sendo o mais indicado da noite, o filme confirma o gosto da Academia por Spielberg filmando épicos históricos, no entanto, o filme tem uma grande pedra em seu sapato: Argo.    O filme concorre ao careca dourado nas categorias filme, direção (Spielberg), ator (Daniel Day Lewis), ator coadjuvante (Tommy Lee Jones), atriz coadjuvante (Sally Field), roteiro adaptado, mixagem de som, direção de arte, trilha sonora, edição, figurinos e fotografia. Certeza mesmo só na categoria de Melhor Ator, porque acho que a Academia não deve dar o terceiro Oscar de direção para Spielberg. 

O ESQUECIDO: AS SESSÕES Eu poderia colocar aqui 007 Operação Skyfall, mas conhecendo a política da Academia com filmes de ação eu já imaginava que estaria fora do páreo. Esse não era o caso de As Sessões, o tipo de filme que pensei que seria coberto de indicações por lidar de forma tão espirituosa com temas espinhosos. A história do deficiente que deseja perder a virgindade antes de morrer e contrata uma terapeuta diferente (Helen Hunt, a única lembrada pela Academia) merecia aparecer pelo menos nas categorias de filme, direção,  ator (John Hawkes, estupendo), ator coadjuvante (William H. Macy) e roteiro adaptado. Sendo indicado somente em uma categoria (que provavelmente não ganhará) o filme entra para o grupo de esquecidos pela Academia. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

INDICADOS AO OSCAR 2013: Melhor Diretor

ANG LEE (As Aventuras de Pi) teve a primeira aparição no Oscar quando O Banquete de Casamento (1993) concorreu ao prêmio de filme estrangeiro - feito que se repetiu no ano seguinte com Comer, Beber, Viver (1994). Isso foi suficiente para que Emma Thompson o convidasse a ir para Hollywood dirigir Razão e Sensibilidade (1995), filme indicado a 7 Oscars, mas que não concorreu na categoria de direção. Lee só concorreu ao Oscar de diretor com O Tigre e o Dragão (2001) - que ganhou o prêmio de filme estrangeiro. A estatueta só veio com Brokeback Mountain (2005), mas pela poesia em 3D de As Aventuras de Pi - sobre um jovem que após um desastre tem que dividir um barco com um tigre de bengala - ele conseguiu sua terceira indicação ao prêmio de direção.

BEHN ZEITLIN (Indomável Sonhadora) já ficou famoso por ser um diretor independente sem um tostão furado. Só por levantar um milhão e meio de dólares para fazer uma obra do quilate deste Beasts of Southern Wild (exibido em Cannes e em evidência até as indicações ao Oscar) ele já merecia reconhecimento.  Antes de tornar-se famoso, Zeitlin trabalhou com animação e em uma escola onde ensinava aos alunos como fazer curtas-metragens - o que é a cara do longa de estreia do filho de um casal de folcloristas urbanos que trabalhava sem fins lucrativos. Além da indicação ao Oscar, o filme lhe deu várias indicações e prêmios de direção - inclusive o prêmio especial de melhor diretor estreante em Cannes.  

DAVID O. RUSSEL (O Lado Bom da Vida) foi indicado a primeira vez ao Oscar em 2011 pelo trabalho em O Vencedor, estrelado por Mark Wahlberg. Tenho a impressão de que nesta comédia romântica, com toques de psicologia, ele resgata o gosto do por comédias diferentes. Foi assim com o clássico indie Procurando Encrenca (1996) e Huckabees (2004), mas aqui ele demonstra um equilíbrio entre comédia e drama como sempre parece ter desejado. Todo mundo sabe que o filme é dedicado ao seu filho, que apresenta alguns dos problemas representados no filme -  e o longa é justamente uma ode às pessoas comuns e suas particularidades imperfeitas. Diretores de comédias não costumam ganhar, mas com Ben Affleck fora do páreo, não vou me assustar se o cara levar o Oscar. 


MICHAEL HANEKE (Amor) não concorreria ao Oscar de melhor diretor nem nos meus maiores delírios cinéfilos. O diretor alemão é famoso por seu estilo árduo e sem concessões (que muitos estão estranhando ao assistir Amor devido às cinco indicações ao Oscar que Amor conseguiu). Quem conhece o diretor de Violência Gratuita (1997) e A Professora de Piano (2001) sabe exatamente o que esperar de um filme sobre um casal de idosos que tenta manter o casamento diante do peso da idade. Com o prêmio de direção em Cannes por Caché (2005), e três filmes que ganharam a Palma de Ouro no festival, o diretor só apareceu no Oscar em 2010, quando A Fita Branca concorreu (e perdeu) o prêmio de filme estrangeiro. 

STEVEN SPIELBERG (Lincoln) já conta 15 indicações ao Oscar, dessas, 7 foram na categoria de direção - sendo que ganhou por A Lista de Schindler (1993) e O Resgate do Soldado Ryan (1998) e concorreu por Contatos Imediatos do 3º Grau (1977), Os Caçadores da Arca Perdida (1981), E.T. (1982), A Cor Púrpura (1995), Munique (2005) e agora por Lincoln - que retrata a luta do 16º presidente americano contra a escravidão em meio à Guerra Civil americana - ou seja, apesar de todas as indicações, a Academia gosta mesmo de seus filmes históricos - e com uma guerra no caminho, só lembrar de Cavalo de Guerra (2011).  Sem Ben Affleck as chances de Spielberg são grandes, mas o fato do filme ser engolido por Daniel Day Lewis e ser velha escola demais a estatueta pode ir para outras mãos.

O ESQUECIDO: Ben Affleck (Argo) já tem um Oscar na estante pelo roteiro original de Gênio Indomável (1997), mas foi responsável pelo maior mico da Academia nos últimos anos. Por Argo (o retrato real de uma missão de resgate no Irã criada pela CIA - que de tão inacreditável só pode ser inspirado numa história real), Affleck já levou para casa vários prêmios de direção (BAFTA, Globo de Ouro, Critics Choice Awards, Prêmio do Sindicato de Diretores...), mas não vai levar o Oscar da categoria porque não foi indicado (mesmo com seu filme sendo o favorito ao prêmio de Melhor Filme e concorrendo em outras seis categorias importantes!!). Argo é o terceiro filme de Ben na direção, antes realizou os elogiados Medo da Verdade (2007) e Atração Perigosa (2010). 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

INDICADOS AO OSCAR 2013: Melhor Ator

BRADLEY COOPER (O Lado Bom da Vida) conseguiu sua primeira indicação ao Oscar ao interpretar o bipolar Pat Solitano, um homem que tenta reconstruir a vida depois de sair do sanatório - isso depois de perder o emprego, a casa e o casamento. Pat encontra refúgio na casa dos pais até conhecer uma garota que irá colocar sua vida de cabeça para baixo, mas não espere um melodrama! Pelo papel nesta comédia romântica diferente assinada por David O. Russel, Cooper conseguiu calar os críticos que ainda o consideravam apenas um galã canastrão. Por atingir as notas mais cômicas e dramáticas com precisão, o ator pode até não ganhar o Oscar, mas deve mudar consideravelmente os rumos da carreira - que começou a chamar a atenção com Se Beber Não Case/2009.

DANIEL DAY LEWIS (Lincoln) já tem duas estatuetas de melhor ator na estante: a primeira é por Meu Pé Esquerdo (1989), a segunda é por Sangue Negro (2007) - entre as duas conseguiu ainda indicação por Em nome do Pai (1993) e Gangues de Nova York (2002). Sua ótima (e fantasmagórica) personificação do presidente Abrahan Lincoln durante a Guerra Civil americana em 1965 (e sua cruzada contra a escravidão) pode lhe incluir no seleto grupo dos que tem três carecas dourados na estante. O Oscar parece a conclusão inevitável para uma atuação que já recebeu o Globo de Ouro, o Prêmio do Sindicato e o BAFTA entre outros mimos. No entanto, o filme de Spielberg parece estar sofrendo do mesmo mal que Sangue Negro: é uma produção bem espetacular que parece ser ofuscada pela atuação de seu protagonista. 

DENZEL WASHINGTON  (Voo) não conseguia uma indicação ao Oscar desde que ganhou o prêmio por Dia de Treinamento (2001), mas particularmente acho que ele merecia mais pelas suas indicações anteriores ao prêmio de melhor ator (Huricane/1999 e Malcolm X/1992). Vale lembrar ainda que Denzel ainda tem um Oscar de coadjuvante por Tempo de Glória (1989) e outra indicação na categoria por Um Grito de Liberdade (1987). Pelo bem vindo retorno de Robert Zemeckis ao mundo dos filmes de carne e osso, Denzel conseguiu sua sexta indicação ao prêmio da Academia pelo papel de um piloto que consegue fazer um pouso de emergência, mas que em pouco tempo passa de herói A vilão devido aos seus problemas com o alcoolismo. Depois de mais de uma década em filmes descartáveis, Denzel volta em grande estilo. 

HUGH JACKMAN (Les Miserables) persegue uma indicação ao Oscar há tempos! Pouca gente sabe, mas o australiano que ficou famoso em X-Men (2000) na pele de Wolverine ganhava a vida no teatro fazendo musicais antes de ser descoberto pelo cinema. No papel clássico de Jean Valjean da obra de Vitor Hugo, o ator come o pão que o diabo amassou e ainda sofre a perseguição de um obstinado policial. Ainda acho curioso que tenham feito um musical sobre as mazelas retratadas por Hugo  numa França cheia de conflitos em pleno século XIX, mas tudo bem! Jackman já havia cobiçado indicações com Fonte da Vida (2006) e O Grande Truque (2006), mas a Academia sempre demonstrava resistência. Desta vez ele tem a seu favor o Globo de Ouro de melhor ator em comédia/musical - mas será o suficiente para derrotar o favoritismo de Daniel Day Lewis? 

JOAQUIN PHOENIX (O Mestre) passou por um período problemático (que dizem ter sido puro marketing pessoal) em que vivia dizendo que abandonaria a carreira de ator. A maluquice acabou custando suas indicações a prêmios por Amantes (2008), mas agora parece que as coisas voltaram aos eixos. Por sua atuação como o marinheiro despedaçado que começa a seguir uma religião fundada por um cientista ele já foi premiado em Veneza e conseguiu sua terceira indicação ao Oscar. O irmão de River Phoenix foi revelado para o mundo como o adolescente confuso de Um Sonho sem Limites (1995) e se tornou um dos atores mais cobiçados de Hollywood como o imperador vilanesco de Gladiador (2000) - filme que lhe rendeu uma indicação ao prêmio de coadjuvante na festa da Academia. Seu prestígio só aumentou quando encarnou Johny Cash na cinebiografia Johny & June (2005) que lhe rendeu a  primeira indicação ao Oscar de ator.  

O ESQUECIDO: JOHN HAWKES (As Sessões) sabia que teria um páreo duro para conseguir sua indicação ao Oscar de ator, mas muitos imaginavam que sua atuação como o quase totalmente paralisado Mark O'Brien seria uma barbada. Não foi. Hawkes tem momentos brilhantes como o homem que está ciente de que seu tempo de vida é curto e decide perder a virgindade - por mais que isso pareça impossível. Dosando adequadamente drama e humor, o filme se tornou um sucesso, mas nos fins das contas conseguiu indicar somente Helen Hunt para o prêmio de coadjuvante! Hawkes, que já concorreu ao Oscar de coadjuvante como o tio estranho de Inverno da Alma (2010) merecia esse reconhecimento - mas outras chances virão. 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

INDICADOS AO OSCAR 2013: Melhor Atriz

EMANUELLE RIVA (Amor) se tornou a atriz mais velha a ser indicada ao Oscar. Aos 85 anos, após participar de clássicos como Hiroshima, meu Amor (1959) e A Liberdade é Azul (1995), entre muitos outros, a veterana atriz francesa conseguiu sua primeira indicação ao Oscar! Sua atuação como a esposa que começa a apresentar problemas de saúde com a passagem do tempo lhe garantiu vaga nas premiações (além do Oscar está indicada ao BAFTA e várias associações de críticos mundo afora). A proposta do amor sob o teste da velhice já premiou o filme em Cannes e pode surpreender ao premiar uma atriz querida por cinéfilos desde a década de 1950! 

JENNIFER LAWRENCE (O Lado Bom da Vida) divide o posto de favorita na categoria com Jessica Chastain. Ao seu favor tem o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Comédia/Musical e o prêmio do sindicato dos atores, além disso já tem uma indicação anterior por Inverno da Alma (2010) (em que foi considerada uma revelação) e um currículo eficiente em blockbusters (Jogos Vorazes/2012 e X-Men Primeira Classe/2011) e filmes independentes (Loucamente Apaixonados/2011). Na comédia romântica diferentona de David O.Russel, Lawrence interpreta Tiffany, uma garota que se apaixona por um homem bipolar (Bradley Cooper) e aos poucos se mostra problemática (enquanto ele melhora seu quadro psiquátrico!).


JESSICA CHASTAIN (A Hora Mais Escura) apareceu para o mundo em 2012 no Festival de Cannes como a esposa de Brad Pitt no reflexivo A Árvore da Vida. Ano passado ela apareceu  em outros cinco filmes, por um deles foi indicada ao Oscar de coadjuvante (Histórias Cruzadas) e neste ano volta na categoria principal depois de receber o Globo de Ouro de atriz dramática. No polêmico filme de Kathryn Bigelow sobre a caça a Osama Bin Laden, Jessica interpreta uma agente durona da CIA que fica obcecada com sua operação de caça ao líder terrorista. O que pesa contra a atuação de Jéssica é o roteiro de Mark Boal (que já admitiu que se trata de uma obra de ficção) que dizem ser uma apologia à tortura. 

NAOMI WATTS (O Impossível) interpreta uma mãe que se perde da família em meio à catástrofe do tsunami na Tailância em 2004. Com todas as dificuldades, ela tenta reencontrar o esposo e os filhos com quem passava férias naquele paraíso destruído. Famosa pelo trabalho com David Lynch em Cidade dos Sonhos (2001) e pela franquia O Chamado (2002/2005), Naomi foi indicada anteriormente ao Oscar de atriz por 21 Gramas (2003), mas nos últimos anos se dedicou mais aos filhos e casamento com o ator e diretor Liev Schriber. A indicação serve para ressaltar que ela ainda está no páreo das melhores em Hollywood (e deve aparecer no Oscar novamente em 2014 com sua atuação como Princesa Diana).

QUVENZHANÉ WALLIS (Indomável Sonhadora) se tornou a mais jovem atriz a ser indicada ao Oscar (e também a com nome mais estranho). A prodígio estreante de nove anos já ganhou 11 prêmios por sua atuação (eles se dividem em Melhor Atriz e Revelação em várias premiações) e basta ver o trailer do longa metragem de Benh Zeitlin para entender o motivo. Pelo papel de Hushpuppy, uma menina que precisa lidar com o pai doente em meio a uma enchente na comunidade pobre em que vivem, a menina tem momentos de fazer corar de vergonha muitas pessoas que se dizem atrizes. Filmes sobre a pobreza nos EUA são raros, mas Zeitlin acertou em cheio ao escalar essa pequena estrela para encantar as plateias mundo afora. 

A ESQUECIDA: MARION COTILLARD (Ferrugem e Osso) foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz dramática, mas já imaginava que ficaria de fora conforme crescia a expectativa em torno de outra francesa que poderia aparecer na categoria da Academia (Emanuelle Riva). No filme de Jacques Audiard ela faz uma domadora de baleias que, num  acidente, tem as pernas esmagadas por uma delas. Esse fato acaba levando-a para um romance surpreendente com um homem envolvido com lutas clandestinas. Apesar de ter um Oscar na estante por Piaf (2007), a atriz francesa tem ficado de lado nos últimos anos do Oscar, mesmo colecionando atuações memoráveis em filmes como Nine (2009), A Origem (2010) e Meia-Noite em Paris (2011). 

sábado, 26 de janeiro de 2013

INDICADOS AO OSCAR 2013: Ator Coadjuvante

Alan Arkin (Argo) Atuando desde a década de 1950, o veterano Arkin conquistou sua quinta indicação ao Oscar pelo papel de Lester Siegel, um produtor de cinema que auxilia o agente interpretado por Ben Affleck no resgate dos americanos escondidos na embaixada canadense no Irã. Dizem que Siegel é a junção de três personagens que existiram na vida real e que se tornou um dos alívios cômicos do filme. Faz cinco anos que o veterano conquistou seu primeiro Oscar como o avô espertinho da Pequena Miss Sunshine (2006). Antes de ser premiado como coadjuvante o ator concorreu ao prêmio da Academia de Melhor Ator pelo dramático Por Que tem Que ser Assim? (1968) e pela comédia Os Russos Estão Chegando! (1966). 

Christoph Waltz (Django Livre) foi descoberto por Quentin Tarantino quando precisava de um ator multifacetado capaz de dar vida ao vilão ardiloso de Bastardos Inglórios (2009), pelo trabalho, o austríaco Waltz ganhou o Oscar de coadjuvante e uma penca de prêmios. Depois de filmar sem parar desde então, o ator resgatou sua parceria com Tarantino em outro papel educado, mas que explode em violência quando provocado - a diferença é que ele agora está do lado do mocinho, no caso Django (Jamie Foxx) que pretende resgatar sua esposa da fazenda de um fazendeiro malvado. Visto como azarão na categoria, suas chances aumentaram bastante depois da vitória no Globo de Ouro. 

Phillip Seymour Hoffman (O Mestre) Hoffman já tem seu Oscar de melhor ator na estante por Capote (2005), além de outras duas indicações de coadjuvante no currículo (pelo sacal Jogos de Poder/2007 e Dúvida/2008). Desta vez o ator vive o polêmico Lancaster Dodd, um cientista que acaba de criar uma nova religião e se torna mentor de um homem despedaçado... baseado no criador da cientologia, L. Ron Hubbard, o papel já rendeu a Phillip o prêmio de melhor ator em Veneza ao lado do parceiro de cena Joaquin Phoenix e tem fortes chances de ser premiado novamente (já que o aclamado O Mestre teve indicado somente sua trinca preciosa de atores). 

Robert DeNiro (O Lado Bom da Vida) já parecia ser um desses casos perdidos de Hollywood. Fazia tempo que o veterano não era lembrado pela Academia - desde Cabo do Medo (1991). Neste ano o ator recebeu sua sexta indicação ao Oscar pelo pai com transtorno obsessivo compulsivo de um homem bipolar. DeNiro é o único concorrente que já tem duas estatuetas em casa, uma de melhor ator por Touro Indomável (1980) e outra de coadjuvante por O Poderoso Chefão II (1978). Ele ainda concorreu ao prêmio de Melhor Ator por Taxi Driver (1976), O Franco Atirador (1978) e Tempo de Despertar (1991). Depois de se dedicar a tantas comédias bobas, o veterano finalmente achou uma comédia à altura do seu talento. 

Tommy Lee Jones (Lincoln) para fechar essa categoria peso pesado do Oscar 2013 - afinal, todos os concorrentes já tem estatueta em casa - o sisudo Tommy Lee Jones comemora sua quarta indicação ao prêmio. Ele já concorreu anteriormente ao prêmio de coadjuvante por JFK (1991), mas levou para casa o mesmo somente por O Fugitivo (1993). Depois ele ainda concorreu ao prêmio por No Vale das Sombras (2007). Agora ele volta ao prêmio da Academia na pele de Thaddeus Stevens, um republicano radical, tão radical que alguns o consideravam um verdadeiro ditador no congresso. Stevens tornou-se uma figura importante tanto na Guerra Civil americana quanto no tratamento aos escravos libertos. Ou seja, uma figura histórica tão importante quanto o protagonista do filme de Steven Spielberg

O ESQUECIDO: LEONARDO DICAPRIO (Django Livre) era o favorito ao posto de ganhador de Oscar pelo filme de Tarantino, mas bastou colocá-lo ao lado de Christoph Waltz para que começasse a enfraquecer nas bancas de apostas. Pelo papel de um vilão execrável - o qual desempenha com uma eficiência ainda maior do que suas últimas (e ótimas atuações) - a Academia o ignorou mais uma vez. Talvez, num ano onde o pré-requisito parece já ter sido premiado pela Academia, suas três indicações náufragas ao careca dourado (coadjuvante por Gilbert Grape/1993 e melhor ator por Aviador/2004 e Diamante de Sangue/2006) não tiveram tanto peso. 

domingo, 20 de janeiro de 2013

INDICADOS AO OSCAR 2013: ATRIZ COADJUVANTE

AMY ADAMS (The Master), não parece, mas já tem 38 anos e é a concorrente com mais indicações no currículo da categoria. Sempre como coadjuvante, a moça já foi indicada por suas atuações como a grávida de Retratos de Família (2005), como a freira fofoqueira de Dúvida (2008), como namorada de lutador em O Vencedor (2010) e agora como a esposa de um polêmico líder religioso no novo filme de Paul Thomas Anderson. Sua atuação internalizada e sutil serve de contraponto para seus colegas Joaquin Phoenix e Phillip Seymour Hoffman, sem perder complexidade.  Querida pela Academia, o fracasso do filme nas bilheterias deve prejudicar suas chances de colocar as mãos na estatueta. 

ANNE HATHAWAY (Os Miseráveis) é a favorita na categoria (e suas chances aumentaram ainda mais depois que levou para casa o Globo de Ouro). Tanto favoritismo se deve à sua interpretação a mãe solteira Fantine que come o pão que o diabo amassou depois de ser abandonada pelo seu amante na obra clássica de Vitor Hugo. O curioso é que a cena que lhe deve render os maiores prêmios da temporada é a que, mesmo tuberculosa, encontra forças para cantar aos prantos. Esta é sua segunda indicação ao Oscar, antes ela concorreu como melhor atriz por O Casamento de Rachel (2008), nada mal para quem ainda teve o desafio de ser a Mulher Gato de O Cavaleiro das Trevas Ressurge no ano passado. 

HELEN HUNT (As Sessões) já tem uma estatueta na estante por Melhor É Impossível (1997). Famosa pelo papel no seriado Mad About You (1992-1999), houve um tempo em que a atriz fazia um filme atrás do outro com nomes consagrados como Robert Zemeckis, Woody Allen e Robert Altman, mas com alguns problemas pessoais ela acabou afastada das grandes produções. Agora ela retorna como uma espécie de terapeuta sexual que ajuda um cliente deficiente a reencontrar a masculinidade. O mais curioso é como esse filme elogiado perdeu força e cravou somente essa indicação ao Oscar. Será que o retorno da estrela nesse sucesso comoverá a Academia?


JACKI WEAVER (O Lado Bom da Vida) ainda é pouco conhecida do grande público, mas esta é a segunda indicação ao Oscar no currículo desta veterana nascida na Austrália. Antes ela concorreu ao prêmio (na mesma categoria) como a avó nada inocente de Reino Animal (2010). Seguindo a carreira de atriz desde a década de 1960, Jacki interpreta a mãe que zela pelo filho bipolar (Bradley Cooper) e o esposo viciado em apostas (e com traços de transtorno obsessivo compulsivo). No universo de personagens psicologicamente complicados, ela é uma espécie de porto seguro. Infelizmente, apesar de toda sua competência (e indicações), Jacki ocupa a desconfortável posição de azarão.

SALLY FIELDS (Lincoln) é outra que está retornando às cerimônias do Oscar. Esta é sua terceira indicação ao prêmio e, nas outras vezes em que concorreu, levou o prêmio para a casa. O primeiro Oscar de atriz veio em 1979 como a sindicalista Norma Rae, o segundo foi por Um Lugar no Coração, onde era a viúva de um xerife morto por acidente que tentava prosseguir com a produção de algodão em sua fazenda com a ajuda dos amigos durante a Grande Depressão. Depois de um jejum de quase trinta anos na premiação (nos últimos anos ela ficou mais conhecida como a matriarca do seriado Brothers & Sisters), a atriz retorna em grande estilo como Mary Todd Lincoln. A primeira dama é mais uma mulher politizada em seu currículo. 

 A ESQUECIDA: NICOLE KIDMAN (The Paperboy) Desde que o filme de Lee Daniels foi exibido em Cannes todos clamaram por uma indicação ao Oscar para Kidman, no entanto, seus esforços como a loura profana apaixonada por um assassino e metida numa confusão com um jornalista homossexual teve fôlego para chegar somente ao Globo de Ouro e ao Prêmio do Sindicato dos Atores. A repercussão dividida do filme deve ter colaborado para que o filme ficasse de fora do Oscar, apesar de ser considerado um dos mais ousados do ano. Talvez a Academia prefira a Nicole mais dramática... seja como for, ela ainda tem o Oscar de As Horas (2002) na estante. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

INDICADOS AO OSCAR 2013

Lincoln: o mais indicado - e desde já favorito. 

Parece que a tática da Academia divulgar os indicados ao Oscar antes do anúncio dos premiados no Globo de Ouro surtiu efeito. O que não faltou foi surpresa entre os indicados! Dizem que a pressa prejudicou filmes lançados recentemente como A Hora Mais Escura de Kathryn Bigelow, mas no fim das contas Argo que foi lançado em meados do ano teve que ver seu diretor, Ben Affleck frustrado. Seria efeito da confusa votação online? O mais engraçado é que desde que a Academia disse que não iria indicar mais dez candidatos ao prêmio de melhor filme - e somente os que recebessem um determinado quantitativo de votos - eles passaram a indicar... nove! Entre os indicados fiquei feliz com o reconhecimento de Indomável Sonhadora e sua pequena grande atriz de nome impronunciável (Quvenzhané Wallis, de apenas nove anos)  e além do elenco em peso de The Master e O Lado Bom da Vida (onde a australiana Jacki Weaver cravou sua segunda indicação ao Oscar, desbancando a conterranêa Nicole Kidman que orava por The Paperboy). Enquanto a categoria de melhor canção finalmente voltou aos eixos, lamento apenas que The Sessions tenha conseguido apenas a indicação de Helen Hunt para coadjuvante (John Hawkes merecia). Vou me conter a citar os indicados, depois eu começo a esmiuça-los e destacar os meus favoritos. Será que o Oscar vai para a Europa de novo? Escolham os seus favoritos até o dia 24 de fevereiro... 

Melhor filme:
Amor

Argo
Indomável Sonhadora
Django Livre
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln
O Lado Bom da Vida
A Hora Mais Escura


Melhor direção:
Michael Haneke por Amor
Ang Lee por As Aventuras de Pi
David O. Russell por O Lado Bom da Vida
Steven Spielberg por Lincoln
Benh Zeitlin por Indomável Sonhadora

Melhor ator:
Bradley Cooper por O Lado Bom da Vida
Daniel Day-Lewis por Lincoln
Hugh Jackman por Os Miseráveis
Joaquin Phoenix por The Master
Denzel Washington por Flight

Melhor atriz:
Jessica Chastain por A Hora Mais Escura
Jennifer Lawrence por O Lado Bom da Vida
Emmanuelle Riva por Amor
Quvenzhané Wallis por Indomável Sonhadora
Naomi Watts por O Impossível

Melhor ator coadjuvante:
Alan Arkin por Argo
Robert De Niro por O Lado Bom da Vida
Philip Seymour Hoffman por The Master
Tommy Lee Jones por Lincoln
Christoph Waltz por Django Livre

Melhor Atriz coadjuvante:
Amy Adams por The Master
Sally Field por Lincoln
Anne Hathaway por Os Miseráveis
Helen Hunt por The Sessions
Jacki Weaver por O Lado Bom da Vida


Melhor roteiro original:
Amor (Michael Haneke)
Django Livre (Quentin Tarantino)
Flight (John Gatins)
Moonrise Kingdom (Wes Anderson, Roman Coppola)
A Hora Mais Escura ( Mark Boal)

Melhor roteiro adaptado:
Argo (Chris Terrio)
Indomável Sonhadora (Lucy Alibar, Benh Zeitlin)
As Aventuras de Pi (David Magee)
Lincoln (Tony Kushner)
O Lado Bom da Vida (David O. Russell)

Melhor filme estrangeiro:
No (Chile)
Amor (Áustria)
A Royal Affair (Dinamarca)
Kon-Tiki (Noruega)
War Witch (Canadá)

Melhor filme de animação:
Valente
Frankenweenie
ParaNorman
Piratas Pirados!
Detona Ralph

Melhor fotografia:
Anna Karenina: Seamus McGarvey
Django Livre: Robert Richardson
As Aventuras de Pi: Claudio Miranda
Lincoln: Janusz Kaminski
007 - Operação Skyfall: Roger Deakins

Melhor edição:
Argo: William Goldenberg
As Aventuras de Pi: Tim Squyres
Lincoln: Michael Kahn
O Lado Bom da Vida: Jay Cassidy, Crispin Struthers
A Hora Mais Escura: William Goldenberg, Dylan Tichenor

Melhor design de produção:
Anna Karenina: Sarah Greenwood, Katie Spencer
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada: Dan Hennah, Ra Vincent, Simon Bright
Os Miseráveis: Eve Stewart, Anna Lynch-Robinson
As Aventuras de Pi: David Gropman, Anna Pinnock
Lincoln: Rick Carter, Jim Erickson

Melhor figurino:
Anna Karenina: Jacqueline Durran
Os Miseráveis: Paco Delgado
Lincoln: Joanna Johnston
Espelho, Espelho Meu: Eiko Ishioka
Branca de Neve e o Caçador: Colleen Atwood

Melhor maquiagem:

Hitchcock
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis

Melhor trilha sonora original:
Anna Karenina: Dario Marianelli
Argo: Alexandre Desplat
As Aventuras de Pi: Mychael Danna
Lincoln: John Williams
007 - Operação Skyfall: Thomas Newman

Melhor canção:
Chasing Ice, de J. Ralph ("Before My Time")
Os Miseráveis, de Alain Boublil, Claude-Michel Schönberg, Herbert Kretzmer ("Suddenly")
As Aventuras de Pi , de Mychael Danna, Bombay Jayshree ("Pi's Lullaby")
007 - Operação Skyfall, de Adele, Paul Epworth ("Skyfall")
Ted, de Walter Murphy, Seth MacFarlane ("Everybody Needs a Best Friend")

Melhor edição de som:
Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi
007 - Operação Skyfall
A Hora Mais Escura

Melhor mixagem de som:
Argo
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln
007 - Operação Skyfall

Melhores efeitos visuais:
The Avengers - Os Vingadores
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
As Aventuras de Pi
Prometheus
Branca de Neve e o Caçador

Melhor documentário:
5 Broken Cameras
The Gatekeepers
How to Survive a Plague
The Invisible War
Searching for Sugar Man

Melhor documentário curta:
Inocente
Kings Point
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption

Melhor curta:
Asad
Buzkashi Boys
Curfew
Dood van een Schaduw
Henry

Melhor curta animado:
Adam and Dog
Fresh Guacamole
Head Over Heels
Paperman
The Simpsons: The Longest Daycare