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| Toby: trabalho assustador. |
sexta-feira, 24 de maio de 2024
PL►Y: Berberian Sound Studio
domingo, 10 de setembro de 2023
PL►Y: Paradise: Faith
No início do primeiro filme da trilogia Paradise, somos apresentados à Teresa (Margarete Tiesel) que antes de ir curtir as praias (e os habitantes) do Quênia, ela deixa a filha adolescente na casa de uma irmã. No segundo filme, Paradise: Faith ( ou Paraíso: Fé), somos melhor apresentados a esta irmã que é uma religiosa fervorosa. Anna Maria (Maria Hosftätter). trabalha em uma clínica e está prestes a entrar de férias, no entanto, muito se engana quem imagina que ela fará como a amiga e partirá para uma viagem. Ela irá ficar em casa e se dedicar ainda mais à pregação de sua fé. Além de visitar outros moradores das redondezas com a imagem de uma santa que precisa de abrigo, seus encontros por vezes geram discussões acaloradas com as pessoas que encontra. Seja um casal que é formado após o divórcio de um deles (afinal, aos olhos de Deus não existe divórcio, o que acabou gerando uma violação grave ao sexto mandamento por parte do casal), seja uma mulher que tem problemas com bebida ou um homem desorganizado que ainda não superou a morte da mãe. Ela também passa o tempo em encontros religiosos e tentando se preservar de um mundo que vive em pecado (embora a cena em que ela presencia uma orgia no parque seja um misto de sensações que nem ela esperava). Se o mundo lá fora é uma grande danação, a coisa em casa se complica quando o esposo volta a morar com ela após dois anos. Usando uma cadeira de rodas, Nabil (Nabil Saleh) evidencia uma dependência que poderia ser um verdadeiro teste para uma mulher tão devotada aos mandamentos de Deus. O problema é quando ele deseja que a vida de marido e esposa seja retomada em toda plenitude e Anna não está afim. Começa então um verdadeiro inferno dentro de casa, cuja tensão cresce entre violência verbal, física e psicológica. Dos insultos às lutas desengonçadas, a convivência entre os dois se torna cada vez mais insustentável. Diante dessa aprovação, Anna tenta manter a fé intacta, seja através de orações, encontros religiosos ou as cenas em que se autoflagela diante do crucifixo. Esse ideal de vida perfeita em um paraíso parece cada vez mais distante da personagem que, rumo ao desfecho não consegue mais disfarçar sua insatisfação no que parecia ser uma barganha com o que aceita enquanto divindade. Assim como Love, Paradise: Faith mistura a narrativa lenta com um humor ácido que brota justamente dos elementos dramáticos da narrativa. As repetições, as discussões, os exageros por vezes dão lugar a cenas polêmicas como aquele em que a protagonista se rende à atração que um crucifixo lhe provoca. A produção mantem o estilo provocador do primeiro filme, ainda que seja menos envolvente, seu olhar sobre a forma como a personagem percebe a fé e sua relação com o mundo pode levantar questões bastante interessantes.
Paradise: Faith (Paradies: Glaube / Áustria - Alemanha - França /2012) de Ulrich Seidl com Maria Hofstätter, Nabil Saleh, René Rupnik e Trude Masur. ☻☻☻
segunda-feira, 28 de agosto de 2023
PL►Y: Paradise: Love
terça-feira, 21 de setembro de 2021
PL►Y: Kelly + Victor
Eu tinha uma espécie de dívida pessoal com Kelly+Victor. Lembro quando o diretor Kieran Evans foi contemplado com o prêmio de Melhor Estreante Britânico no BAFTA de 2012 e o filme ganhou alguma visibilidade no circuito alternativo por conta disso. O filme ainda foi eleito como um dos melhores filmes irlandeses daquele ano e foi indicado ao prêmio da audiência no Festival South by Southwest. Devido ao conteúdo pouco palatável do filme, o longa teve problemas de distribuição por aqui, mas o encontrei perdido no catálogo da GloboPlay ano passado e confesso que não o assisti até o final. Agora me deparei com ele no Prime Video e resolvi cumprir a tarefa por completo. Kelly + Victor é uma história de amor, só que... um cadinho complicada, afinal, o que começa como a velha história do boy meets girl revela ingredientes mais sombrios do que costumamos ver por aí. Quando Victor (o bom Julian Morris) conhece Kelly (Antonia Campbell-Hughes caprichando na estranheza) e desfrutam de sua primeira noite de sexo, nada é muito convencional, já que Kelly curte uma pegada mais, digamos, agressiva... entre mordidas e simulações de enforcamento, os dois selam ali o início de um relacionamento que evolui aos tropeços. Se Victor é bondoso e segue a rotina de um rapaz comum sem muito o que fazer, Kelly atende homens que curtem levar chicotadas - e aos poucos o roteiro deixa claro que ela sobreviveu a um relacionamento abusivo (que levou o agressor para a prisão por dois anos). Calada e introspectiva, torna-se visível as marcas psicológicas deste relacionamento na vida daquela mulher, no entanto, este teor hardcore de seu temperamento sexual se encaixa com a curiosidade masoquista do comportado Victor, que mesmo após uma cena arrepiante protagonizada no meio do filme, ainda sente que Kelly o complementa de alguma forma. O filme se sustenta bem quando o casal está na tela, mas fica difícil dizer que a cadência do filme é envolvente com as várias cenas que parecem improvisadas e soltas (deixando que o espectador preencha as lacunas sobre aqueles dois personagens). Este jeito cru de fazer cinema pode ser interessante, mas por vezes deixa a sensação que apenas disfarça um roteiro pouco lapidado. Existem tantos aspectos do filme que poderiam ser aprofundados (mas que ficam pelo meio do caminho) que ao chegar na triste cena final, eu só imaginava que era um desfecho inevitável para aquela relação repleta de fantasmas do passado assombrando o que poderia ser um romance promissor de dois jovens perdidos em suas rotinas solitárias. O filme é baseado no livro de Niall Grifiths e se tornou a primeira experiência do diretor Kieran Evans fora do formato documental, o que explica muito da forma como utiliza sua câmera e conduz sua narrativa ao longo da sessão.
Kelly + Victor (Irlanda/Reino Unido - 2012) de Kieran Evans com Antonia Campbell-Hughes, Julian Morris, William Ruane, Claire Keelan, Stephen Walters e Michael Ryan. ☻☻☻
domingo, 26 de abril de 2020
PL►Y: Holy Motors
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
PL►Y: O Que Richard Fez
O que Richard Fez (What Richard Did / Irlanda - 2012) de Lenny Abrahamson com Jack Reynor, Roisin Murphy, Sam Keeley, Patrick Gibson e Fionn Walton. ☻☻☻



















