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domingo, 28 de maio de 2017

PREMIADOS CANNES - 2017

The Square: crítica ao mundo das artes é premiado em Cannes.

Terminou hoje a edição mais falada do Festival de Cannes. Faz tempo que não escuto tantas discussões em torno do evento cinematográfico mais badalado da Europa. Foram tantas discussões sobre os filmes da Netflix que estavam na disputa, sobre as opiniões do presidente do júri Pedro Almodóvar, sobre a quantidade de filmes dirigidos por mulheres na competição e as quatro produções estreladas por Nicole Kidman - que viu seus dois filmes no páreo serem premiados e ainda saiu com um prêmio especial da 70ª Edição do Festival. Foi Cannes mais Hollywood do que nunca e, por conta disso, já rende burburinhos para o Oscar do ano que vem. Muita gente já suspeitava que a comédia provocadora sobre o mundo das artes plásticas The Square sairia com a Palma de Ouro, restava saber quais os outros seriam contemplados. A seguir todos os premiados: 

Palma de Ouro
"The Square" de Robin Östlund

Prêmio Especial de 70º Aniversário
Nicole Kidman 

Grande Prêmio do Júri
"120 battements par minute" de Robin Campillo

Melhor Diretor
Sofia Coppola por "O Estranho que Nós Amamos" (foto)

Melhor Ator
Joaquin Phoenix por "You Were Never Really Here"

Melhor Atriz
Diane Kruger por "In the Fade"

Prêmio do Júri
"Loveless" de Andrey Zvyagintsev

Melhor Roteiro
"The Killing of a Sacred Deer"(foto) / "You Were Never Really Here"

 Camera d'Or
"Jeune Femme" de Léonor Serraille

Prêmio FIPRESCI
"120 battements par minute" de Robin Campillo

Un Certain Regard
"Lerd" de Mohammad Rasoulof

Palme Dog
Bruno de “The Meyerowitz Stories” (foto) 

Palma de Ouro de curta-metragem
"Xiao Cheng Er Yue" de QYU Yang

 Menção Especial
"Katto" de Teppo Airaksinen

quarta-feira, 17 de maio de 2017

FESTIVAL DE CANNES 2017

Festival de Cannes 2017: ainda o mais influente do mundo. 

O Festival de Cannes deste ano antes mesmo de começar já precisava lidar com o fato de ter escolhido dois filmes produzidos pela Netflix em sua lista de concorrentes à Palma de Ouro. Okja e The Meyorowitz Stories levantaram debates antes mesmo de serem exibidos. Toda a polêmica vem da ideia de que é um sacrilégio que um filme que ganhe o prêmio do festival de cinema mais influente do mundo não seja exibido em uma telona. Polêmicas à parte, só penso no bando de produtores procurados pelos respectivos cineastas e toda sorte (ou azar) de coisas que os autores ouviram antes de ser rejeitados sistematicamente. Se querem reclamar, deveriam reclamar com estes produtores de cinema que não acreditaram nos projetos que estão num renomado festival - não com a Netflix que bancou os dois filmes dando total liberdade criativa, respectivamente  a Bongo Joon- Ho e Noah Baumbach. Enfim, além destes, Cannes ainda tem muito mais: os aguardados filmes de Sofia Coppola, Lynne Hamsey, Yorgos Lanthimos, Todd Haynes, do sempre premiado Michael Haneke e de  Michel Hazanavicius, doido para ressuscitar a carreira. No dia 28 de maio serão divulgados os escolhidos pelo júri presidido por Pedro Almodóvar - e que ainda conta com Jessica Chastain e Will Smith. A seguir os concorrentes ao prêmio 

"Loveless" de Andrey Zvyagintsev
 "Good Time" de Benny Safdie e Josh Safdie
 "You were never really Here" de Lynne Ramsay
"L'Amant double" de François Ozon
 "Jupiter's Moon" de Kornél Mandruczo
 "A gentle creature" de Sergei Loznitsa
 "The Killing of a sacred deer" de Yorgos Lanthimos
 "Radiance" de Naomi Kawase
 "Le jour d'après" de Hong Sangsoo
 "Le Redoutable" de Michel Hazanavicius
 "Wonderstruck" de Todd Haynes
 "Happy end" de Michael Haneke
 "Rodin" de Jacques Doillon
 "O estranho que nós amamos" de Sofia Coppola
 "120 battements par minute" de Robin Campillo
 "Okja" de Bong Joon-Ho
 "In the Fade" de Fatih Akin
"The Meyerowitz stories" de Noah Baumbach

Okja e Meyerowitz da Netflix: polêmicas antes do Festival.