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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

APOSTAS PARA O OSCAR 2016 - CAPÍTULO FINAL

Na quinta feira, dia 10 de dezembro serão divulgadas as indicações ao Globo de Ouro e, com isso, a cara do Oscar 2016 ficará ainda mais definida. Portanto, esses são meus últimos palpites sobre quem poderá figurar entre os indicados da cerimônia do ano que vem. Deixei para o final alguns filmes que podem ganhar força nessa reta final do ano, eles podem até não figurar na categoria principal, mas podem surpreender em algumas categorias importantes da noite:

No Coração do Mar (In The Heart of the Sea)
Eu já tinha me empolgado com o pôster do novo filme de Ron Howard (divulgado em 2014), mas parece que depois do filme pronto, o estúdio gostou tanto do resultado que resolveu adiar seu lançamento para o fim do ano (para ficar mais perto das premiações). O oscarizado diretor conta a história da expedição marítima que teve que enfrentar várias adversidades - incluindo uma baleia gigantesca. A aventura real inspirou o livro Moby Dick de Herman Melville e já chegou às telas brasileiras colhendo elogios. No elenco estão Chris Hemsworth, Cillian Murphy e Tom Holland.

Youth 
Os filmes de Paolo Sorrentino são sempre peculiares, seus personagens parecem transitar num mundo entre o real e o ideal, o físico e o emocional... depois do Oscar de filme estrangeiro recebido por A Grande Beleza/2013, o diretor conta com Michael Caine e Harvey Keitel para contar a história de um maestro aposentado que é convidado para se apresentar para a rainha Elizabeth II. Esse é  o ponto de partida para uma reflexão contemplativa sobre a passagem do tempo e a inevitável velhice (ou a juventude interior?). Além da dupla de atores renomados, Jane Fonda também faz uma elogiada participação que pode lhe render uma indicação ao prêmio de atriz coadjuvante. 

Grandma
Outra adorada veterana que pode ser lembrada pela Academia é Lily Tomlin, a atriz está espetacular nesse filme de Paul Weitz onde vive Elle Reid, uma mulher reclusa desde a morte da parceira - com que conviveu por 38 anos. Antissocial e de humor ácido, sua vida terá uma guinada quando sua neta (a promissora Julia Garner) lhe pedir ajuda. O filme revela-se um contundente road movie onde essas duas mulheres, em fases diferentes da vida, aprendem juntas sobre as surpresas do caminho. 

Trumbo 
Sei que ele tem poucas chances, mas eu adoraria ver Bryan Cranston indicado a algum prêmio por sua atuação como Dalton Trumbo, um roteirista de Hollywood que em 1947 caiu em desgraça por suas ideias politicas, sendo perseguido durante o MacCarthismo - mais conhecido como período de Caça às Bruxas: bastava ser acusado de ser comunista para  ser tratado como um inimigo do Estado. Trumbo não teve pudores em revelar o absurdo da época e pagou um alto preço por isso. Será que Hollywood voltaria seu olhar para um período tão delicado de sua história? O diretor Jay Roach acredita que sim. 

Anomalisa
Aclamado como o melhor texto de Charlie Kauffman em muito tempo, Anomalisa é mais uma reflexão do escritor sobre o seu lugar no mundo, só que dessa vez seu ponto de vista mudou - ao invés de criticar o mundo, ele critica a sua própria postura diante do mundo. A animação gira em torno do personagem Michael Stone (David Thewlis) e sia dificuldade em interagir com quem está ao seu redor. Um verdadeiro amálgama sobre elementos do mal estar contemporâneo que afeta tanta gente. É o segundo filme de Kauffman na direção e, a grande diferença de suas obras anteriores é ser feito com bonecos (com ajuda de Duke Johnson). As indicações ao Oscar serão divulgadas dia 14 de janeiro - faça suas apostas!!

domingo, 22 de novembro de 2015

APOSTAS PARA O OSCAR 2016 - CAPÍTULO III

Spotlight
Há quem aponte esse drama jornalístico dirigido por Thomas McCarthy como o atual favorito ao Oscar 2016, por outro lado, existem aqueles que consideram que o filme passa longe da eficiência dos clássicos do gênero. Ainda que divida opiniões, Spotlight promete polêmicas ao abordar uma investigação jornalística sobre casos de pedofilia na igreja católica. Baseado numa matéria premiada no começo dos anos 2000, o filme tem um elenco que impressiona: Michael Keaton (em ótima fase), Rachel McAdams, Mark Ruffalo, Stanley Tucci e John Slattery. 

Brooklyn 
John  Crawley é um diretor britânico que recebe cada vez mais atenção - e parece que esse ano ele acertou em cheio com essa adaptação do livro de Colm Tóibín sobre uma jovem irlandesa (Saoirse Ronan) que se muda para os EUA nos anos 1950, precisamente no bairro do Brooklyn. Lá ela irá se envolver com um bombeiro de origem italiana (vivido por Emory Cohen) enquanto tenta se adaptar à nova realidade. O filme, com roteiro de Nick Hornby, colhe muitos elogios pela atuação de sua jovem estrela (já indicada ao Oscar aos doze anos por Desejo e Reparação/2007).

Joy
Nunca subestime o fôlego de um filme de David O. Russell. O diretor que mais cravou indicações ao Oscar nos últimos cinco anos (foram vinte e cinco indicações com três filmes lançados) conta agora a história real de Joy Mangano (Jennifer Lawrence em sua terceira parceria com o diretor), que conciliou sua vida de mãe solteira e inventora para se tornar uma das empreendedoras mais bem sucedidas dos Estados Unidos. Poucos viram o filme que é mantido a sete chaves pelo diretor, mas o elenco promete não decepcionar (conta ainda com Bradley Cooper, Robert DeNiro, Isabella Rossellini, Diane Ladd e Virginia Madsen). 

Sicario
Enquanto isso, o canadense Denis Villeneuve (indicado ao Oscar de filme estrangeiro pelo seu impressionante Incêndios/2010) tenta chamar a atenção da Academia pela segunda vez com esse filme (em cartaz no Brasil) sobre uma ação ambiciosa da CIA para destruir um chefão do tráfico de drogas mexicano. Em meio à ação, uma agente do FBI (Emily Blunt) irá testar seus limites morais e éticos. O Oscar não tem dedicado muita atenção a filmes do gênero, mas vai que... no elenco ainda estão Josh Brolin e Benicio Del Toro. 

Love & Mercy 
Aclamado como o filme mais pop no páreo desse ano, essa cinebiografia de Bryan Wilson, vocalista do antológico Beach Boys, coleciona cada vez mais admiradores pela forma como conta a trajetória de um ícone da música. Partindo do relacionamento com o pai abusivo, passando pelas excentricidades no processo criativo, o uso de drogas e o relacionamento com uma banda que não entendia todas as suas intenções, o filme de Bill Pohlad traz Paul Dano e John Cusack encarnando o músico em fases distintas de sua vida. O elenco ainda traz Paul Giamatti e Elizabeth Banks em papéis importantes na vida de Wilson. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

APOSTAS PARA O OSCAR - CAPÍTULO II

45 Anos (45 Years)
Um casal está prestes a celebrar seus 45 anos de casamento quando recebe uma notícia inesperada: uma antiga namorada dele é encontrada morta após anos desaparecida. Isso basta para que todos os anos juntos sejam postos sob nova perspectiva num jogo de sutilezas, olhares e silêncios sob a batuta do diretor Andrew Haigh. Tão intimista quanto elogiado, o filme já se encontra em cartaz no Brasil e ganha cada vez mais destaque pelas atuações dos veteranos Tom Courtenay (já indicado duas vezes ao Oscar) e Charlotte Rampling (que nunca foi indicada ao prêmio - e conta com minha torcida para esse ano). A dupla já levou para a casa os prêmios de melhor ator e melhor atriz no Festival de Berlim desse ano. 

Carol
Outra bela sintonia de elenco é vista nesse drama dirigido por Todd Haynes, que recebeu o prêmio de melhor atriz em Cannes/2015 para Rooney Mara (o que surpreendeu muita gente que considerava que o prêmio iria para Cate Blanchett). O filme conta o relacionamento da elegante Carol (Blanchett) que enfrenta o divórcio e conhece a jovem Therese (Mara). As duas ficam cada vez mais próximas quando uma divergência familiar ocorre. Baseado no livro de Patricia Highsmith, Haynes comprova seu gosto pelo tom refinado da narrativa e o valor de atrizes vigorosas sob sua batuta.

As Sufragistas (Sufragettes)
Atrizes com chances de serem indicadas é o que não falta nesse filme de forte cunho feminista dirigido por Sarah Gavron. Carey Mulligan, Meryl Streep e Helena Bonhan Carter juntam forças nessa história sobre a luta pelo voto feminino na Inglaterra. Baseado em fatos reais é o filme mais politizado da temporada e deve render indicações para pelo menos uma de suas atrizes. A mais cotada no momento é Carey Mulligan, mas nunca ignore o poder de Carter e, ainda mais, de Meryl Streep. Fora isso, o tema sempre chama atenção numa tela grande. 

Mr. Holmes 
Outro filme de alma inglesa no páreo do Oscar é esse longa simpático de Bill Condon, que marca seu reencontro com Ian McKellen - e tudo indica que o ator deverá ser indicado ao Oscar pela terceira vez. O filme é uma fantasia sobre a existência real de Sherlock Holmes e o acompanha no ano de 1947, quando está com 93 anos e vive numa casa remota no litoral ao lado de sua governanta (Laura Linney) e o filho dela, o pequeno Roger (Milo Parker, um achado). Lidando com problemas de memória e saúde debilitada, o filme tem a chance de reparar o mico que foi tirar o Oscar de Ian por seu magnífico trabalho em Deuses e Monstros/1998 - trabalhando com o próprio Condon. 

Os Oito Odiados (The Hateful Eight)
Não tem jeito, todo filme de Quentin Tarantino é um evento e tem sempre os holofotes da mídia voltados para ele - o que facilmente se converte em indicações a prêmios. Mesclando vários faroestes clássicos, o filme conta a história de vários passageiros de uma diligência que são impedidos de continuar a jornada por conta de uma nevasca. Como se não bastasse, eles se tornam vítimas de um grupo de criminosos. No elenco estão Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Tim Roth, Michael Madsen, Bruce Dern e Jennifer Jason Leigh... tudo é superlativo (e imprevisível) quando se trata de Tarantino... mas diálogos inacreditáveis estão garantidos!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

APOSTAS PARA O OSCAR 2016 - CAPITULO I

Se você percebeu que estão chegando aos nossos cinemas obras de diretores importantes (Ridley Scott com Perdido em Marte, Robert Zemeckis com A Travessia, Guillermo Del Toro com A Colina Escarlate, Steven Spielberg com Ponte de Espiões...) você não está enganado, a temporada de ouro do cinema americano acaba de chegar (e todos os citados tem intenções (e chances) de aparecer nas premiações que se aproximam (assim como Divertida Mente e Ex-Machina, que podem figurar entre categorias importantes). Ano passado as minhas primeiras apostas para o Oscar já continham o maior premiado do ano (com quatro estatuetas, incluindo melhor filme, diretor e roteiro original), o premiado na categoria de melhor ator e atriz coadjuvante. A melhor atriz veio somente na postagem seguinte e o ator coadjuvante apareceu na conclusão de minhas apostas (e foi a maior surpresa da cerimonia do ano passado com três prêmios). Ou seja, são grandes as chances do favorito ao Oscar 2016 estar nessa lista abaixo: 

O Regresso (The Revenant)
Leonardo DiCaprio tem cinco indicações ao Oscar, uma como produtor, mas nenhuma estatueta na estante. Esse ano ele tenta quitar essa dívida pessoal ao se entregar ao diretor Alejando González Iñárritu nessa história de vingança ambientada em 1820. Hugh Glass (Leo) escapa da morte e busca aqueles que o abandonaram após o ataque de um urso. Sua jornada atravessa um temeroso inverno... muito elogiado a questão é se a Academia irá premiar novamente uma obra do diretor de Birdman. 

A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl)
Se Alejandro pode repetir o sucesso em 2016, o mesmo pode acontecer como Eddie Redmayne que tem fortes chances de ser premiado como melhor novamente. Depois de viver Stephen Hawking em A Teoria de Tudo, o ator vive Einar Wegener, o primeiro homem a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo. Ele se torna Lili Elbe e mantem seu casamento com Gerda Wegener (papel de Alicia Vikander), o que provocou uma mudança nos paradigmas das relações de gênero. O filme tem a assinatura ilustre de Tom Hooper, mas os maiores elogios giram em torno de Eddie, que pode ser o terceiro ator na História a ganhar o Oscar de melhor ator por dois anos consecutivos. 

O Quarto de Jack (Room)
Assim como The Danish Girl, o Room de Lenny Abrahamson foi exibido no Festival de Toronto, a diferença foi que saiu de lá com o prêmio de melhor filme exibido no Festival - o que não é pouca coisa. Sendo assim, a adaptação da obra de Emma Donoghue ganhou fôlego para o Oscar, especialmente pela atuação de Brie Larson (a menina de ouro do cinema indie atualmente). Jack é uma criança de cinco anos que viveu desde pequena presa num  quarto sob os cuidados da mãe - mas um plano arriscado para fugir irá mudar tudo. Este drama com toques de suspense promete ser uma das grandes surpresas e, com fortes chances de surpreender. 

Aliança do Crime (Black Mass)
Depois de alguns fracassos de bilheteria, Johnny Depp conta com o diretor Scott Cooper para dar uma levantada em sua carreira. Depp assumiu o risco de usar uma maquiagem que o deixou irreconhecível na pele do criminoso Whilter Bulger - que tornou-se informante do FBI para prender sua família mafiosa de Boston. O elenco impressiona e os elogios em torno do filme crescem cada vez mais por expor a estranha dinâmica do FBI com um dos seus dez criminosos mais procurados e... Depp tem a chance de conseguir sua quarta indicação ao Oscar (e ser premiado finalmente) mas no páreo terá colegas que também esperam sua primeira estatueta na estante, como por exemplo, Sir Ian McKellen... mas isso fica para a próxima lista. 


Steve Jobs 
Michael Fassbender tornou-se um dos atores mais interessantes em atividade, provando que pode ser qualquer coisa (líder terrorista em greve de fome, senhor de escravos, ninfomaníaco, vilão mutante, artista problemático...), agora ele encarna um dos maiores ícones da tecnologia. O filme de Danny Boyle faz o filme lançado anos atrás com Ashton Kutcher parecer ainda pior, já que Boyle e Fassbender não tem pudores em descascar as virtudes e falhas na jornada do seu retratado. Se não apresenta novidades, o resultado ainda é capaz de impressionar e tornar-se um forte concorrente perante os demais.