Mostrando postagens com marcador §8^) Fac Simile. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador §8^) Fac Simile. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de julho de 2025

§8^) Fac Simile: Nicholas Hoult

Nicholas Caradoc Holt

Nicholas Hoult nasceu em 1989 em Berkshire na Inglaterra e ainda que muita gente lembre dele como o Marcus de Um Grande Garoto (2002) ao lado de Hugh Grant, sua estreia aconteceu em um filme de 1996, quando tinha apenas seis anos de idade. Desde então, Hoult se tornou o tipo raro de ator infantil que consegue ter uma carreira depois de crescido e pode se dizer que tem um currículo respeitável, com uma versatilidade comprovada em filmes de diversos gêneros. Entre franquias milionárias e filme indicados ao Oscar, o ator agora vive o icônico vilão Lex Luthor no novo Superman e teve uma conversa de poucos minutos com nosso repórter imaginário - que gerou esta entrevista que nunca existiu. 



§8^) É verdade que você queria o papel de Superman e te mandaram raspar a cabeça?

Nicholas Sim! É a mais pura verdade! Achei que era uma espécie de promessa... mas o James Gunn disse desde o início que escolheria do Superman com base na química dele com a atriz que fizesse a Lois Lane. Por conta disso eu perdi o papel do herói e me escolheram para ser Lex Luthor! 

 §8^) Você se inspirou em alguma pessoa conhecida da atualidade para construir seu personagem?

Nicholas Prefiro não citar nomes [risos]. Deixa baixo, deixa baixo... mas você percebe vários Lex Luthors por aí. Alguém tão consciente de sua inteligência e fortuna que esquece que existem outros valores importantes no mundo. Cultuar pessoas assim é um enorme risco para a humanidade. 

 §8^)Em uma cena de O Grande Garoto (2002) você dizia que se fosse bom de drama seria famoso como o garoto de O Sexto Sentido (1999), o tempo passou e as pessoas falam mais de você do que do Haley Joel Osment. Você se acha bom de drama no momento?

Nicholas Woooow! Acho que melhorei bastante [risos] O Haley estava no auge naquela época, foi indicado ao Oscar e teve outras performances incríveis, mas continuar a fazer sucesso tem mais relação com a forma como o público observa o crescimento dele do que o talento. Eu tive sorte que quando era pequeno não tive toda a projeção que ele teve, os holofotes chegaram aos poucos sobre a minha carreira, mas eu adoraria ter uma indicação ao Oscar no meu currículo. 

  §8^) Além do seu trabalho em O Grande Garoto quais os outros papéis que você considera que ajudaram a consolidar sua carreira junto ao público e a crítica. 

Nicholas As pessoas lembram muito do meu trabalho na série Skins (2007-2008) que veio um tempo depois, mas eu considero meu papel em A Single Man (2010) do Tom Ford muito importante para uma espécie de renascimento de minha carreira no cinema. Ali as pessoas começaram a me olhar mais como um ator mais adulto, disposto a crescer e topar desafios. Depois, cada papel ajudou a me fazer subir de nível na carreira. 

 §8^) A fama e a carreira longa ajudaram a render à você o maior cachê de Superman...

Nicholas Sim! Isso me ajudou a construir o Lex Luthor também... 

  §8^) E a inveja por ter perdido o papel de Superman?

Nicholas Também! Ooops... 

sábado, 9 de novembro de 2024

§8^) Fac Simile: Ryan Gosling

Ryan Thomas Gosling

Nosso repórter imaginário andava preocupado já que nenhum grande artista queria conceder-lhe uma entrevista ao longo do ano. Ele estava um tanto deprimido em uma Starbucks lotada no Canadá e ficou surpreso quando Ryan Gosling sentou diante dele perguntando se poderia dividir a mesa. Fac implorou por uma entrevista, que se transformou num bate papo que nunca aconteceu:

§8^) Você tem algum conselho após o fracasso de O Dublê?

Ryan Siga em frente, nada como um filme após o outro, digo... nada como um dia após o outro, mas falando de filmes, invista em filmes de baixo orçamento!

§8^) Acha que o fracasso do filme rendeu aquele comentário de que o Glenn Powell gera mais bilheteria porque ele é atraente para mulheres e homens?

Ryan Acho que a pessoa que disse isso não faz a mínima ideia do que acontece comigo, mas é melhor não entrar em detalhes.

 §8^) Alguns amigos fizeram um abaixo assinado para a Academia declarar um empate entre você e Robert Downey Jr. após sua apresentação cantando I Am Ken no Oscar desse ano. A Academia  entrou em contato com você?

Ryan Não. Mas eu não me importo com isso não. Claro que o reconhecimento é legal, mas olha quanto tempo demorou para o Robert ganhar um Oscar! Acredite, vou ganhar o Oscar por um filme que ninguém vai me achar merecedor. Aquele show foi bom para mostrar mais uma vez que interpreto, canto, danço, sapateio... e foi um momento tão divertido! Quando começaram a gostar da música eu só pensava "Meu Deus, o que foi que eu fiz!", mas quando chegamos no Oscar eu relaxei e fluiu. Por muito tempo eu fiz muitos filmes sombrios, densos e eu estava me sentindo um tanto pra baixo. Eu imaginava que não daria conta de ser engraçado. Aquela apresentação foi um desses momentos em que eu tinha que lembrar em ser o mais ridículo possível sem cair na gargalhada.

§8^) Essa foi sua estratégia quando interpretou o Ken?

Ryan Exatamente e em todas as outras comédias que eu fiz. O segredo é fazer graça sem rir. As pessoas levam a sério o que você está fazendo por conta disso. 

§8^) Algumas pessoas disseram que você estava velho para o papel...

Ryan Avisa para elas que o Ken tem mais de sessenta anos e eu tenho bem menos que isso. São essas picuinhas bobas que fizeram a minha esposa (Eva Mendes) parar de fazer filmes, acho que você viu recentemente ela dizendo que nunca foi uma boa atriz. Olha isso! É incrível o efeito desses ataques na autoimagem de uma pessoa. Ela sempre foi maravilhosa.

§8^) Você não vai acreditar qual o filme que você fez que é o favorito da minha mãe...

Ryan La La Land?

§8^) Half Nelson!

Ryan Uau! Sua mãe deve ser incrível. Poucas pessoas comentam este filme comigo.

§8^) E eu tenho os DVDs de Tolerância Zero e O Mundo de Leeland...

Ryan Oh meu Deus, você é um fã!

§8^) Sim! E meu voto desempatou Blade Runner 2049 com Moonlight em melhor filme lançado no Brasil em 2017 na votação do blog para qual trabalho!

Ryan Que legal! Muito obrigado, cara! Obrigado mesmo. 

§8^) Mas falando em La La Land, você não conseguiu conter o riso naquela confusão no Oscar de melhor filme com Moonlight...

Ryan Eu não sou de ferro, né? Topa outro capuccino?

domingo, 17 de dezembro de 2023

§8^) Fac Simile: Adrien Brody

Adrien Nicholas Brody

O ator é filho de um professor de história e uma fotógrafa e jornalista de origem judaica. Lendo assim, parece ainda mais óbvia sua escalação para viver personagem principal de O Pianista (2002). Longa metragem que o fez entrar para a história do cinema como o mais jovem ator a ganhar o Oscar de melhor ator. Na época, Adrien tinha 29 anos. Vinte anos depois, o ator permanece seguindo sua carreira naturalmente, com filme indies, trabalhos para TV e está muito bem com isso ao encontrar nosso repórter imaginário para essa entrevista que nunca aconteceu.

§8^) Como é completar 50 anos e ainda ser lembrado como o mais jovem a ganhar o Oscar de melhor ator?

Adrien Uau! Falando assim fica muito estranho... faz vinte anos que aquela noite aconteceu e até agora ninguém conseguiu me tirar esse título, acho que ainda é algo excelente de se lembrar! Embora envelhecer seja algo bem esquisito...

§8^) Você disse recentemente que envelhecer dá muito trabalho. É algo desafiador para você?

Adrien Muito. Acho que para todo mundo, mas quando você é sempre lembrado por sua aparência é algo pior. Vamos lembrar daquela noite que ganhei o Oscar. Teve muita gente falando que Hollywood não saberia o que fazer com um rapaz como eu. Algumas pessoas falavam mais do meu nariz do que qualquer outra coisa ao meu respeito. Eu atuava fazia tempo e de repente um bando de gente falava sobre meu trabalho e outras sobre minha aparência. Quando o tempo passa a aparência muda e as pessoas começam a ser mais rígidas com você. Eu tenho mais rugas, não tenho mais o mesmo físico de antes... alguns tipos de papéis não chegam mais até mim. Enfim. Exige todo um período de adaptação que não é fácil.

§8^) A minha irmã sempre disse que seu nariz é um verdadeiro atentado ao pudor...

Adrien Meu Deus [risos] ela disse realmente isso? Você pode escrever coisas assim na sua entrevista? [risos] Agradeça à ela o comentário, digamos, carinhoso [risos]. 

§8^) As pessoas já comentaram algo assim antes para você?

Adrien [risos] Não com essas palavras... mas sei que é algo que mexe com a fantasia das pessoas. Esse tipo de coisas de tamanho dos dedos, do pé, do nariz... é tudo uma bobagem, mas como diria uma amiga psicóloga, a vida real é tão sem graça que as pessoas precisam da fantasia para deixar tudo mais interessante. Acho que isso soou estranho...

§8^) Então quer dizer que...

Adrien Não [risos] espera [risos] eu não disse nada, eu só fiz um comentário... digamos que eu não decepcionaria sua irmã... talvez eu não fosse tudo o que ela espera mas, ela ficaria... contente... eu não acredito que disse isso [risos].

 §8^) Você já chegou a medir?

Adrien Claro... não... o quê?

 §8^) O nariz.

Adrien Ah, não... o nariz não... ai... podemos parar por aqui, por favor...

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

§8^) Fac Simile: Jordan Firstman

Jordan Firstman

Talvez seja exagero dizer que Jordan Firstman seja um artista em ascensão. Mas o fato dele aparecer cada vez mais em obras destinadas aos mais variados públicos faz com que ele pareça estar em toda parte com seu humor provocativo. Desde que escreveu e estrelou seu primeiro curta-metragem, o ator, escritor e produtor procura exercitar cada vez mais sua mente criativa. Seja nos seus curtas-metragens, nas postagens do Instagram, na TV, na Netflix ou no Universo Marvel, a impressão é que Jordan está em todo lugar. Essa entrevista, que nunca aconteceu, foi agendada na ocasião da estreia de Rotting in the Sun do diretor chileno Sebastián Silva no streaming brasileiro. Fistman fala um pouco ao nosso repórter imaginário sobre sua efervescente carreira:

§8^) Posso dizer que depois de ver Rotting in the Sun achei que Sebastián Silva é sua alma gêmea?

Firstman Não caia nessa lorota! É pura magia do cinema [risos] Pode se dizer que a ideia de juntar nós dois no mesmo filme foi brilhante. Só isso [risos]. Eu disse para o Seba que queria um filme diferente, um meta-gay-thriller, algo intelectual só que descarado... e ele bolou o filme. Foi quase na base da provocação, mas o preço a ser pago era tirar a roupa e minha maior preocupação era me depilar. Ainda bem que não precisou, sou realmente apegado aos meus pelinhos, eles me deixam a impressão que eu estava coberto com alguma coisa... tipo um casaco de pele, só que é da minha pele. Fabricação própria entende? Eu estou acostumado a me expor no meu Instagram, mas no filme era tudo muito mais explícito, mas o fato de estar a vontade com minha aparência ajudou muito na hora de ficar nu. O filme é uma brincadeira sobre como as pessoas nos enxergam e a ideia de se despir diante da câmera combina com isso. Criativamente Seba e eu nos complementamos na construção do filme, mas não sei se somos almas gêmeas... talvez apenas dois rapazes gays querendo ganhar o pão de cada dia. 

§8^) É verdade que o Michael Cera que seria o protagonista da história?

Firstman Sim. O Seba e o Michael gostaram muito de trabalhar juntos em Crystal Fairy e o Cactus Mágico. O Michael curte essa pegada mais alternativa, mas quando ele viu o texto levou um susto com todas as cenas de nudez e cenas de sexo. Adoramos ele, mas o Michael tem aquela síndrome de Peter Pan. Ele é três anos mais velho que eu, mas parece ser meu filho. Não fazia muito o estilo dele se expor daquele jeito e não quero parecer maldoso. Era preciso ter alguém mais sexy, másculo e selvagem para atuar ao meu lado [gargalhadas], no fim das contas foi bom ter o Seba atuando ali, mas você percebeu que o safado nunca tira o short, só mandava a gente se despir. Cara de pau, sem trocadilhos, por favor.

§8^) O filme tem um lado crítico sobre seu personagem ser uma celebridade da internet e você ficou muito conhecido com suas publicações na época da pandemia. Como você percebe essa relação das pessoas com as redes sociais hoje em dia?

Firstman Eu gosto da zoeira. Acho que por vezes o mundo é muito chato. Até mesmo o mundo das celebridades é um tanto tedioso com todas as poses de pessoas querendo ser aceitas e parecendo corretas o tempo inteiro. Pelo menos eu encontro espaço no universo queer para brincar um pouco e me divertir. Tem gente que curte. Tem gente que não curte. Tem gente que foi ver o filme só para me ver sem roupa, o que é bom também, já que ajuda na bilheteria e na repercussão para novos trabalhos. Sobre o que era a pergunta mesmo.... ah sim... a relação das pessoas com as redes sociais. Acho uma mídia feito outra qualquer. 

§8^) Você foi responsável por um dos momentos mais icônicos da história do Independent Spirit Awards com um coral cantando em homenagem à Laura Dern em 2020 . Como surgiu a ideia de fazer aquela apresentação?

Firstman Eu adoro a Laura Dern. Ela é um verdadeiro ícone do cinema indie americano e também para a comunidade gay desde que ela participou da série da Ellen DeGeneres em 1997 e foi a motivação para a personagem dela sair do armário. Laura não é gay, mas ela pagou o preço por apoiar nossa comunidade. Sofreu um boicote em Hollywood por um tempo, mas deu a volta por cima e até ganhou um Oscar depois da nossa calorosa homenagem. A ideia era uma celebração à Laura, mas para isso perpassei por vários signos sobre homossexualidade que aparecem nos filmes até chegar no trabalho dela. Foi uma brincadeira que ganhava contornos bastante emotivos e celebrativos sobre a visibilidade gay no cinema. Tenho muito orgulho daquela apresentação e mais ainda porque a Laura foi pega de surpresa e ficou lisonjeada com tudo aquilo. Ela merece o mundo. 

§8^) Você também está no MCU como o professor conselheiro da série Miss Marvel, o que não deixa de ser uma escolha inusitada para a TV...

Firstman Tenho a impressão que as pessoas não faziam a mínima ideia de quem eu era quando me colocaram naquele programa! Ainda penso que se descobrirem o que eu faço, a Disney vai retirar o programa da plataforma ou colocar uma cara do Michey em cima do meu rosto. Ainda penso que um adolescente pode assistir Rotting in the Sun e dizer "Ei! É o conselheiro da Miss Marvel" e toda uma sucessão e represálias acontecerá com o programa devido aos conservadores que se multiplicam por aí. Só espero que não peçam para eu devolver o dinheiro que recebi pelo papel, que foi muito bom aliás. Ser um ator gay e judeu não é fácil, ainda mais com essa greve interminável que atravessamos. Já estou cogitando abrir uma página no OnlyFans. Será que o pessoal curtiu o que viu no filme? Seria uma pesquisa de demanda interessante... Talvez eu tenha que malhar um pouco... mas não me depilo. 

sábado, 17 de setembro de 2022

§8^) Fac Simile: Julianne Moore

Julie Anne Smith

No mundo fluído da fama, Julianne Moore é praticamente uma unanimidade, considerada uma das melhores atrizes em atividade no mundo, ela é uma das poucas atrizes que possui os principais prêmios do cinema mundial e continua na atividade após 38 anos de carreira e impressionantes 62 anos de  idade. Casada com o cineasta Bart Freundlinch desde 2003 e com um casal de filhos (Caleb e Liv), Julianne é quase uma anticelebridade quando se trata de falar de sua vida pessoal - de forma que nosso repórter imaginário conseguir esta entrevista (que nunca aconteceu) é praticamente um milagre:

§8^) Em primeiro lugar quero dizer que sou um grande fã do seu trabalho! Você é uma das melhores atrizes do mundo e como se sente sendo premiada com Oscar, Globo de Ouro, no Festival de Berlim, Cannes, Veneza, Independent Spirit, SAG Awards...

Julianne Em primeiro lugar obrigada por sua admiração. Em segundo, falando assim até eu fico assustada [risos]. É verdade, preciso de uma estante enorme em minha casa para guardar todos os meus prêmios e por muito tempo tive que evitar que as crianças brincassem ali por perto... mas não é algo que penso sempre que chego numa filmagem. O frio no estômago permanece. 

§8^) Você ainda sente este frio no estômago até hoje?

Julianne Sempre [risos], estou sentindo agora. Fico muito desconfortável em entrevistas, estreias, filmagens, eu não chamaria de insegurança ou medo, mas é algo de quem ainda deixa espaço para imprevistos e que algo inesperado possa acontecer. De certa forma isso até alimenta um pouco o meu trabalho, manter o controle na atuação é deixar tudo um pouco engessado, por vezes é melhor deixar a emoção tomar conta. 

§8^) Por muito tempo você esteve na lista de pessoas mais indicadas ao Oscar que nunca o levaram para casa. Foram quatro indicações até que você finalmente fosse premiada por Para Sempre Alice (2014) e muita gente considera que você teve trabalhos mais impressionantes até ali. Você concorda?

Julianne É estranho dizer se concordo ou não, porque não é uma escolha minha, mas dos votantes. Mas considero que tive ótimos papéis em minha carreira que poderiam ter me rendido uma estatueta, mas eram trabalhos um tanto transgressores. Na minha primeira indicação eu era uma diva do cinema pornô, na segunda eu era uma esposa adúltera, na terceira uma grávida suicida e junto com a quarta uma mulher que se apaixona pelo jardineiro negro nos anos 1950. Aí as pessoas ressaltam que não fui indicada quando fiz uma lésbica ou uma atriz maluca e que ganhei por ser uma professora mãe de família que está com Alzheimer precoce. Eu vejo uma lógica em tudo isso... eu gosto de todos estes trabalhos, os outros que os classificam e categorizam, eu apenas dou vida a estas mulheres incríveis. 

§8^) É verdade que você encontrou a fonte da juventude?

Julianne Eu adoraria, principalmente pela sociedade e o cinema serem mais cruel do que o tempo com as mulheres que envelhecem. Não sei por quanto tempo ainda terei papéis interessantes no cinema, mas sempre farei o melhor que posso. 

§8^) E houve um papel que você não gosta de lembrar?

Julianne Não... mas... talvez não por conta do papel, mas pela confusão que foi. Tive muitos problemas ao viver a Clarice Starling em Hannibal (2000), havia aquele peso enorme de ter sido um marco no cinema e na carreira de Jodie Foster, ela ganhou o Oscar por aquele trabalho e eu era sempre preterida... enfim, houve muita expectativa, especulação, tive que fazer um trabalho muito complicado e aceitar que eu não era a Jodie, que aquela era a Clarice em outra fase da vida, em outra história... foi bastante sofrido, mas o filme foi um sucesso de bilheteria e tem algumas cenas que eu aprecio bastante. Não aquela do banquete com miolos, eca!

sexta-feira, 22 de julho de 2022

§8^) Fac Simile: Jack Quaid

Jack Henry Quaid
Ao ver aquele rosto já conhecido da série The Boys em filmes como o novo Pânico, pouca gente se dá conta de que Jack Quaid é fruto do que foi considerado um dos casais mais queridos de Hollywood. Carregando a genética de Meg Ryan e Dennis Quaid, Jack conversou com nosso repórter imaginário em um balneário enquanto desfruta do sucesso da terceira temporada da série do Prime Video e se prepara para o lançamento de Oppenheimer, novo filme de Christopher Nolan nessa entrevista que nunca aconteceu:

§8^) Como é ser filho de um dos casais mais famosos de Hollywood do século XX?

Jack É se olhar no espelho e sempre enxergar aqueles dois. Quando se é pequeno não temos muita noção do que é isso. Eu cresci em sets a minha vida inteira e isso cria uma certa bolha quando se é criança. Era quase inevitável eu desejar aquilo para mim... mas decidir pela carreira dos pais, faz você receber um peso imenso sobre as suas costas. Um dos maiores dilemas que tive foi na hora de escolher meu nome artístico, mas o fato de já existir um Jack Ryan naquele livro que virou filme e série, me fez optar pelo nome do meu pai. 

§8^) Imaginei que era por você ser a cara da sua mãe...

Jack Oh meu Deus, você percebeu... os genes de dona Meg são fortes! Cresci ouvindo isso o tempo inteiro. Era como se um destes aplicativos pegassem a altura e a testa do meu pai, e encaixassem o rosto de mamãe nele. Acho que por isso evito fazer comédias românticas até hoje. De certa forma, eu ter aceitado fazer o papel do namorado da protagonista em Pânico tem relação com isso, era como se eu quisesse matar o gênero em minha filmografia. Freud explica.

§8^) Mas você não acha que seu personagem em The Boys tem momentos de comédia romântica ao ser um cara comum namorando uma super-heroína?

Jack É verdade, mas agora eu tenho poderes também e você não costuma ver um namoradinho do gênero pelado tantas vezes quanto eu apareço na nova temporada [risos]. Quando li o roteiro imaginei que meu poder era aparecer com o traseiro de fora, foi tipo "o que está acontecendo por aqui?"! Só depois me dei conta do, digamos, efeito colateral do meu poder.

§8^) Foi difícil para você aparecer sem roupa em todas aquelas cenas em que seu personagem consegue se teletransportar, mas não consegue fazer o mesmo com as roupas?

Jack Bem... estamos falando de The Boys, a série de heróis mais insana da história, não uma produção da Marvel. Quando me disseram que eu teria poderes na nova temporada eu sabia que alguma coisa muito estranha iria acontecer. Quando soube que apareceria peladão eu só pensava em fazer dieta e exercícios. Você sabe, eu não tenho o físico do meu pai e não sou muito fã de academia... bateu uma insegurança que é comum neste tipo de exposição, depois foi só tomar cuidado com a câmera para não mostrar mais do que devia - e você não faz ideia de como o ar-condicionado do estúdio é gelado!

§8^) Os super-heróis costumam ter nomes de guerra, qual seria do seu personagem diante do poder que recebeu?

Jack o Hughie é um bom moço e escolheria algo simples como SuperHugh, ou talvez algo mais elaborado como Transporter... mas a gaiatice do programa o faria ser conhecido como Nakedman (algo como Peladão no seu país), Naturista ou, com sorte Adão. 

§8^) Mas sem a folha de parreira...

Jack Sim, eu sou alérgico!

sábado, 12 de março de 2022

§8^) Fac Simile: Jamie Dornan

James Dornan

Passado todo o alvoroço da trilogia Cinquenta Tons, o ator Jamie Dornan procura papéis cada vez mais variados e quem imaginava que ficaria lembrado por um papel apenas, terá que conviver com o rosto do moço em filmes importantes nos próximos anos e, quem sabe até aparece no Oscar em breve.  Nosso repórter imaginário dedica cinco perguntas ao ator de Belfast nesta entrevista que nunca aconteceu:

§8^)  Como você se sentiu ao não ser indicado ao Oscar de coadjuvante por Belfast?

Jamie Estas coisas acontecem o tempo todo! Mas não guardo mágoas ou rancores por conta disso. Tento fazer meu trabalho da melhor maneira e o reconhecimento fica por conta dos outros. Ser escolhido para um  filme destes já é uma consagração. Sou orgulhoso do que fiz em Belfast, marca um pouco da volta às minhas origens também. Além de ser irlandês, foi bom ter o papel de um sujeito comum, casado, com filhos. 

§8^) Christian Grey já é coisa do passado?

Jamie Acho que o Christian é um destes personagens que ficarão marcados na história do cinema por um bom tempo. Já fiz mais de uma dezena de papéis depois dele e as pessoas sempre lembram do que fiz na trilogia. Minha carreira divide entre antes e depois dele. O livro foi um fenômeno de vendas, os filmes também chamam muita atenção até hoje e parece que o público se renova. Quase uma epidemia...

§8^) Quantas vezes você teve que responder sobre o motivo de não fazer nu frontal no filme?

Jamie Perdi a conta. Na verdade perdi um milhão e meio de dólares por não topar fazer esta cena. Imagina, pagarem este dinheiro todo para mostrar uma parte do seu corpo!! Me senti no tempo daquelas revistas adultas em que celebridades apareciam sem roupa. Era como negociar com a Playgirl! Eu poderia dizer que é para manter a fantasia na cabeça do público, mas não é nada disso. Sou casado, feliz e tenho duas filhas, ainda que o corpo seja meu e tenha minha carreira, seria uma ilusão imaginar que não as afetaria me ver peladão na internet. Fora que vez por outra as pessoas iriam tecer comentários sobre, você sabe... é o tipo de situação que nunca é fácil de lidar. 

§8^) Embora não tire a roupa, você teve um papel corajoso em Duas Loucas de Férias (2020) foi uma experiência diferente de tudo que você já fez?

Jamie Eu ainda dou risada só de lembrar das cenas daquele filme, aceitei o papel justamente para fazer algo totalmente diferente, cair no ridículo mesmo e o resultado foi libertador. Atuar ali era segurar o riso o tempo todo.  Teve gente que me encontrou depois daquilo e disse que não acreditava que era eu fazendo aquelas coisas no cinema. Sim, pessoal, era eu. Hollywood tem dublê de bumbum  mas não de besteirol. 

§8^) Robert Pattinson topou ser o novo Batman e nunca se sabe se Henry Cavill volta a viver o Superman, você toparia viver o Homem de Aço nos cinemas em uma nova versão?

Jamie Você sabia que eu perdi o papel para o Henry? Eu deveria ser o Kryptoniano... claro que eu teria que malhar muito mais e isso poderia ser um tanto exaustivo... mas ainda acho que seria uma experiência divertida! Você acha que tenho chances? Ouviu algo por aí? Vou ligar para o meu personal agora mesmo. 

sábado, 7 de agosto de 2021

§8^) Fac Simile: David Dastmalchian

Entre todos atores e atrizes do novo Esquadrão Suicida, nosso repórter imaginário estava obstinado em conseguir uma entrevista com o intérprete daquele que foi considerado por muito tempo o pior vilão dos quadrinhos por muito tempo: o Homem-Bolinha! Nesta entrevista imaginário, o ator conta como foi a experiência de ressignificar o personagem na cultura pop e sua experiência em filmes de heróis. 

§8^) Em primeiro lugar quero dizer que sempre te achei um ator interessante, mas depois de ver você como Homem-Bolinha, cara... eu virei seu fã de verdade!

Dastmalchian Fala sério, você não lembrava de mim tanto assim...

§8^) Claro que lembrava, eu reparo você desde que você era aquele garçom estranho de A Caixa (2009)

Dastmalchian Caramba! Você me acompanha faz tempo! Tipos estranhos  são bastante recorrentes na minha carreira [risos]

§8^) Sim, mas podemos dizer que ser convidado para fazer Homem-Bolinha foi uma espécie de promoção para você nos filmes de heróis, não é?

Dastmalchian Sim, minha última experiência com o mundo dos heróis foi na Marvel como aquele amigo do Homem-Formiga, mas que ficou famoso mesmo no segundo filme falando de Baba Yaga. As pessoas até me param na rua dizendo "Babayaga! Babayaga! Me dá um autógrafo!". Com a DC eu fiz um dos seguidores do Coringa em O Cavaleiro das Trevas (2008), agora fui promovido e resolveram me dar super poderes. Um poder que não é levado a sério, mas já é alguma coisa...

§8^) O diretor James Gunn disse que pesquisou qual era o vilão mais ridículo dos quadrinhos para colocar no filme e encontrou o Homem Bolinha (cujo poder é lançar bolinhas coloridas em seus oponentes) e criou para si o desafio de reformular o personagem... foi um desafio para você também?

Dastmalchian Sim! Acho que é meu personagem de maior destaque num filme deste porte. O James disse que iria mudar o personagem para sempre. Lhe deu complexidade, traumas, melancolia, uma dose de loucura, mas também momentos muito especiais como o momento em que lembra sua história, ou manifesta o efeito colateral de seu poder, ou quando ele dança e acho linda a cena em que ele se vê como um super-herói e... melhor parar por aqui. Eu adoraria viver o personagem de novo.

§8^) Acho que ele se tornará muito querido depois do filme. Você não achou arriscado viver um personagem tão ridicularizado?

Dastmalchian Bastante [risos], mas eu não tinha muito a perder. Eu confiei no conceito que o James queria fazer e o resto foi só deixar vir. Eu queria dar esta camada humana para ele. Um tom estranho misturado com infantil. Ele foi criado em outra era dos quadrinhos, mais ingênua e inocente até. Era um vilão do Batman lá nos anos sessenta... era bem diferente de hoje. Quando falei para meus filhos qual era meu superpoder eles acharam o máximo! 
 
§8^) É verdade que ser ator não estava nos seus planos?

Dastmalchian Até a faculdade eu queria ser jogador de futebol. Mas acabei fazendo algumas peças na universidade e disseram que eu era bom. Também trabalhei em circo, já fui pescador [risos], mas acabei seguindo por outros caminhos... mas ainda acho que se eu fosse jogador faria sucesso mais rápido. As bolinhas me perseguem [risos] 

§8^) Eu fiquei surpreso em saber que você nasceu na Pensilvânia, com este nome eu imaginei que houvesse outra origem...

Dastmalchian Sim, a origem é irlandesa, mas poderia ser de outro planeta, não seria legal? Mas é quase a mesma coisa... [risos].

David como Bolinha: fazendo história.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

§8^) Fac Simile: Elijah Wood

Elijah Jordan Wood
Elijah Wood é um caso raro de ator prodígio que consegue se reinventar e continuar a carreira na fase adulta. Apesar de não participar de super-produções, ele é bastante presente em filmes independentes e também trabalha como produtor, dublador e DJ. Em 2021 o ator completa 32 anos de carreira e nesta entrevista (que nunca aconteceu) com nosso repórter imaginário, ele conversa um pouco sobre os rumos de sua carreira:

§8^) Você começou a atuar com oito anos e se tornou um dos atores mirins mais elogiados de Hollywood. Depois você cresceu e você sente que mudou o olhar das pessoas sobre você?

Elijah Sempre muda. Você cresce, o corpo muda, o rosto, os dentes, você vai perdendo aquela fofurice na infância e as pessoas começam a ser mais severas quanto à sua aparência. No entanto, percebo que posso não me encaixar em alguns papéis no cinema, mas sobra bastante coisa interessante para  fazer. 

§8^) É verdade que as pessoas ainda te chamam de Frodo na rua?

Elijah Todo o tempo. Acho que elas pensam que sou um hobbit na verdade (risos), não importa o que eu faça com o cabelo ou a barba, as pessoas sempre se lembram de O Senhor dos Anéis... isso é bom, mas cansa um pouco. Já fiz tantas coisas desde então, mas não tem jeito: sou o Frodo em todos os filmes. 

§8^) Eu gosto bastante de você em "Uma Vida Iluminada" (2005) e também em "Tempestade de Gelo" (1997) e "Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças" (2004). Na fase em que você era criança eu curto "Eternamente Jovem" (1992) com Mel Gibson e "O Anjo Malvado" (1993) com Macaulay Culkin. Tem algum filme que seja o seu favorito?

Elijah Nossa, você lembrou de tanta coisa boa! Os filmes tem relação com o período em que você está e o quanto você se dedica a ele. Sempre que embarco em um projeto eu quero que dê certo. Sei que agora as pessoas me associam a filmes estranhos (risos) mas são os que mais me motivam a fazer algo diferente. Eu também não tenho o tipo para fazer o rapaz bonitinho da história... outra fase está chegando, depois dos quarenta  e com um e sessenta e oito de altura, fica difícil imaginar o que farão comigo. Não tenho porte de pai de família, não sirvo para ser um super-herói, não sou intimidador para fazer um policial ou advogado... fico pensando o que o futuro me reserva. 

§8^) E você tem problemas por conta de sua altura?

Elijah Para quem começou a carreira criança chega a ser uma ironia, você não crescer tanto assim... mas não penso muito nisso. Tenho só dois centímetros a menos que Tom Cruise e Al Pacino, alguns tênis resolvem esta diferença sem problemas... e estes dois já provaram que tamanho não é documento. 

§8^) Como é ter mais de trinta anos de carreira e nunca ter sido indicado ao Oscar?

Elijah Isso é bastante normal por aqui, conheço pessoas que trabalharam a vida inteira e nunca tiveram este reconhecimento da Academia. Tenho muito orgulho de alguns filmes que participei, se merecem prêmios ou não, não sou eu quem decide. Claro que o Oscar te oferece uma projeção gigante para a carreira, mas também envolve muito marketing e campanhas milionárias... nãos sei se minha carreira mudaria muito de rumo depois de uma indicação. Acho que ela continuaria do mesmo jeito. Afinal, meu talento, minha altura e aparência não mudariam.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

§8^) Fac Simile: Isla Fisher

AmyIsla Lang Fisher

Antes de começar qualquer texto sobre Isla Fisher o fundamental é deixar claro que ela não é a Amy Adams. As duas atrizes são muito parecidas, mas as semelhanças param por aí. Enquanto Amy já foi indicada ao Oscar seis vezes, Isla segue a vida com seu prêmio de Artista Revelação por sua participação no filme Penetras Bom de Bico (2005). Nesta entrevista online que nunca aconteceu com nosso repórter imaginário, ela comenta um pouco mais sobre ser sósia de Amy, filmes e casamento. 
§8^) Como é a vida de alguém que sempre precisa dizer que não é a Amy Adams?

Isla  "Confesso que é um tanto cansativa, mas por vezes eu já estou tão cansada de dizer que não sou a Amy que já dou logo um autógrafo. Eu escrevo meu nome e os fãs agradecem 'Obrigado, Amy!'"

§8^) Vocês ainda confundiram mais ainda a vida dos fãs quando trabalharam juntas em Animais Noturnos (2017) em que você vivia a versão literária da personagem dela...

Isla "Siiiiim! Foi uma ideia brilhante não acha? Eu achei muito divertido, principalmente com a quantidade de pessoas que assistiam ao filme e se perdiam em quem era quem, ou até imaginando que somente a Amy estava no filme e ela que estava parecida comigo. Deu para entender? Pois é, mais ou menos por aí... foi divertido confundir quem nos confunde de propósito". 

§8^) Tem algum papel que você é orgulhosa de ter feito e as pessoas acham que foi a Amy?

Isla Claro que tem! De vez em quando aparece alguém e fala: "você parece muito com a atriz que fez "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom" e eu digo "Sou eu mesma" e a pessoa continua: "Amy Adams, eu te adoro! Sou sua fã" e eu digo que não sou a Amy Adams, que sou a Isla Fisher e eu fiz a Becky Bloom. E escuto: "Para de brincadeira, Amy!". Já passei horas tentando explicar... enfim... também já pensaram que eu, a Isla Fisher, que fiz Encantada...

§8^) Como é estar casada com Sacha Baron Coen?

Isla É mais comum do que as pessoas pensam. Nós dois temos uma queda para a comédia e as pessoas acham que somos muito divertidos dentro de casa e falamos piadas o tempo inteiro, com risadas gravadas tipo uma sitcom, mas não é bem assim. Estamos juntos por onze anos e temos três filhos, então você pode imaginar a nossa rotina para equilibrar as coisas. E obrigada por dizer que sou casada com o Sacha, tem gente que fala que sou casada com Borat...

§8^) Tem alguma coisa que o Sacha realiza nos filmes que você considera ter passado dos limites?

Isla Eu poderia passar horas falando, mas a ideia dele acho que é esta mesmo. Se estiver dentro dos padrões de normalidade ele vai lá e piora. Eu ainda fico chocada quando ele usa aquela sunga de suspensórios florescente lá em casa. Tenho pesadelos até hoje por conta daquilo. Haja terapia...

domingo, 31 de janeiro de 2021

§8^) Fac Simile: Nicolas Cage

Nicolas Kim Coppola

 Nicolas Cage faz parte de uma das famílias mais importantes da história do cinema, também tem um Oscar de melhor ator por Despedida em Las Vegas (1995) além de outra indicação por Adaptação (2002), faz um filme atrás do outro e ainda que não seja atualmente o ator mais respeitado do mundo, é o tipo que sempre chama atenção para um filme. Neste encontro online com nosso repórter imaginário, Nicolas fala um pouco sobre sua carreira, os cuidados com a aparência e sua participação num programa recém-lançado pela Netflix: 

§8^) Público e crítica costumam dizer que você tem feito muita coisa ruim nos últimos anos, isso não te incomoda?

Nicolas De forma alguma. Sei que muita gente faz filmes para ganhar prêmios, eu já passei desta fase. Faço filmes para pagar as minhas contas, que são muitas... se no meio tem alguma coisa legal que pode me trazer algum reconhecimento eu fico feliz. Às vezes é um desafio mesmo, pegar um roteiro mais ou menos e ter a chance de fazer parecer legal. Eu curto este tipo de coisa. 

§8^) Você é um dos rostos mais conhecidos de Hollywood e faz parte da família Coppola, como é conviver com isso?

Nicolas Ser sobrinho do Francis (Ford Coppola), primo da Sofia, do Roman é tranquilo. Cuidar de um dos rostos mais conhecidos é bem mais complicado. Conforme o tempo passa você se olha no espelho e imagina "Meu Deus, onde isso vai parar?". Você tenta fazer algumas coisas para driblar o tempo, mas chega uma hora que é inútil e acaba  ficando muito estranho...

§8^) E manter o peso é complicado?

Nicolas Nem me fale. Eu vejo minhas fotos antigas e imagino como ele era lindo. Físico de atleta... as pessoas olham pra mim hoje e dizem quem foi que me iludiu que eu era um símbolo sexual. Só olhar meus filmes da década de 1990... o público me amava! Hoje olho para minha aparência quando fiz Adaptação e fico realmente assustado... era quase premonitório, mas sei que algumas pessoas ainda tem uma espécie de fetiche por mim. Não ria, é verdade...

§8^) Desde 2017 você tem mantido uma rotina de lançar seis filmes por ano. Com a pandemia, você teve que mudar esta rotina impressionante, mas já está envolvido em seis projetos para este ano, não pensa em gastar sua imagem com tudo isso?

Nicolas Nada. O trabalho não gasta a minha imagem, o que gasta é o tempo. Acabei de completar 57 anos no último dia 7. Tenho que aproveitar e conseguir juntar o máximo dinheiro que puder enquanto tenho energia. Depois vou voltar a fazer filmes sérios, sem correria, perseguições, acidentes, lutas, tiros... serão filmes de arte e com pouca bilheteria. Serei indicado a prêmios e devo até ganhar alguns. Vão dizer que dei a volta por cima e blablabla... Por enquanto vou continuar trabalhando feito um doido e fazer meu pé de meia. Sei que no fim das contas ainda tenho fãs fiéis perdidos que me levam a sério por aí em algum lugar. 

§8^) Você está no novo programa da Netflix sobre A História do Palavrão. Como a proposta chegou até você?

Nicolas É engraçado você falar isso, mas acho o programa a minha cara. Não que eu fale muito palavrão ou tenha cada de #@&%$, mas eles queriam algum rosto conhecido que pudesse exalar algo sério e cômico ao mesmo tempo. Quem mais seria capaz de uma §@!#*ª destas? Aí deixei a barba crescer, passei uma camada de tinta e ficou perfeito. Não é o tipo de programa recomendado para a família, mas eu nem ligo... e a grana foi boa também. Só acho que as pessoas que não entendem inglês vão perder muito da graça do programa, legendado ou dublado não é a mesma coisa. Os palavrões são expressões muito particulares de cada cultura é quase uma identidade local. Imagino que vocês brasileiros tem xingado muito ultimamente...  

domingo, 20 de setembro de 2020

§8^) Fac Simile: William Zabka

William Michael Zabka
Nosso repórter imaginário ficou tão animado com a estreia de Cobra Kai na Netflix que retornou no meio da pandemia para entrevistar Johnny Lawrence, ou melhor, o ator William Zabka que ficou famoso nos anos 1980 como o inimigo do herói juvenil Daniel Larusso. Nascido em Nova York, filho de imigrantes da Checoslováquia, Zabka trabalhou desde então como ator, produtor e roteirista. Nesta entrevista por vídeo chamada, que nunca aconteceu, Fac deixa este veterano contar o seu lado da história:

§8^) Como foi ficar famoso por viver um dos maiores vilões dos filmes juvenis de todos os tempos?

Zabka Foi terrível! Minha estreia no cinema foi com Karatê Kid (1984) e apareci com este visual tcheco perseguindo um rapaz franzino... eu tinha só dezenove anos na época e o Ralph Macchio tinha 22, mas eu era enorme! Enquanto as revistas ressaltavam minha pinta de galã, os filmes só me chamavam para viver rapazes malvados. Haja terapia...

§8^) Mas boa parte do apelo de Cobra Kai é mostrar o lado do seu personagem nesta história. O fato de ter perdido a namorada, ter um sansei abusivo, problemas com o padrasto... ele se torna quase o herói da história, não é?

Zabka Quase... apesar de todos os tropeços, eu percebo que Jonny envelheceu, mas ainda não aprendeu algumas lições com a vida. É a relação dele com os alunos que faz ele repensar sua postura perante o mundo. Some isso às dificuldades financeiras e emocionais que ele atravessa na série... fica fácil se identificar com ele. Você imagina que ele merece uma segunda chance e torce para que as coisas se resolvam. Claro que ele chuta qualquer coisa politicamente correta para o espaço, ele era o bad boy da história. Não por acaso, isso confere muito humor ao personagem e as pessoas até dizem que não sabiam que eu podia ser engraçado. 

§8^) Mas e a teoria de que o Daniel Larusso é o grande vilão da história?

Zabka Claro que ele é! Eu mesmo quando li o roteiro me toquei disso. O cara chega na cidade, rouba a namorada do Johnny, faz um monte de trapaças e no final ainda vence a luta com aquele golpe ilegal! Muita gente está revendo o filme e percebendo que ele não era um rapaz tão inocente assim. Na série isso se torna ainda maior, o Daniel tem tudo e basta ver o Johnny conseguir alguma coisa para tentar destrui-lo. Não vale nada aquele garoto... [risos]

§8^) Outra marca importante para os fãs é o passar do tempo para os personagens do filme. Foi difícil envelhecer?

Zabka Acho este ponto um dos mais legais da série. Quando fiz o filme eu era um adolescente, agora estou com 54 anos! Este envelhecimento é fundamental para que se altere o olhar que temos do Johnny. Ele é um homem crescido, maltratado, sozinho e até perdido quando a trama começa. Acho que as rugas ajudaram muito nesta composição. Não tenho problemas com a idade, sempre estive trabalhando, me cuido, casei, tenho dois filhos, voltar tentando ter a mesma carinha de vinte anos seria um desastre. Nas cenas de luta a coisa complica um pouco, mas eu me esforço [risos]

§8^) Pouca gente sabe, mas você tem uma indicação ao Oscar no currículo...

Zabka É verdade! Foi por um curta que eu e meu amigo Bobby Garabedian fizemos em 2004! O pessoal anda falando da Elisabeth Shue voltar na próxima temporada, alardeando que ela tem uma indicação ao Oscar de melhor atriz e tal... pois é, eu também tenho! Vai perguntar para o Ralph se ele tem uma... ops... tira esta parte da entrevista por favor [risos]. 

sábado, 28 de março de 2020

§8^) Fac Simile: Saoirse Ronan

Saoise Una Ronan
Filha de um ator imigrante irlandês, Saoirse Ronan é dos raros casos de artista que começa faz sucesso quando criança e não  tem problemas para manter a carreira na vida adulta. Neste ano, a jovem atriz conseguiu sua quarta indicação ao Oscar o que a coloca entre os jovens talentos favoritos da Academia. Foi meio que por acaso que nosso repórter imaginário a encontrou num pub em Nova York antes da pandemia de Corona Vírus e realizou esta entrevista que nunca aconteceu: 

§8^) Qual o segredo para ter 17 anos só de carreira e ainda interpretar personagens adolescentes no cinema?

Saoirse Acho que começar a atuar aos oito anos é um bom começo! Fora isso, acho que fatores genéticos também ajudam bastante... mas se bater aquele desespero tem algumas clínicas estéticas que fazem verdadeiros milagres!

§8^) Você conseguiu sua primeira indicação ao Oscar aos treze anos (por Desejo e Reparação/2003) e até agora já foi indicada outras três vezes, percebe que você é a primeira atriz mirim que cresceu e conseguiu este feito?

Saoirse Espero que a Academia não se console com isso e me indique mais algumas vezes, mas eu gostaria mesmo era de já ter ganho alguma vez. É ótimo ser indicada, mas é como a Meryl Streep diz... que ela ganhou três e perdeu todas as outras dezoito vezes. Por enquanto eu perdi as quatro... não que eu perca o sono por isso, mas... queria ter a sensação de voltar com uma estatueta para casa e as pessoas colocarem no cartaz "A ganhadora do Oscar" antes do meu nome. Talvez as pessoas tenham problemas para lembrar o meu nome na hora de votar... é verdade que a maioria das pessoas não sabe pronunciar direito mas... escrito não tem problema. 

§8^) Eu treinei meses para pronunciar o seu nome...

Saoirse Eu percebi! Você pronuncia direitinho. 

§8^) Eu sou muito seu fã e adoro suas parcerias com a Greta Gerwig! Vi Lady Bird (2017) e Adoráveis Mulheres (2019) e percebo que as pessoas fazem a maior torcida para você namorar Thimotée Chalamet...

Saoirse Sério? kkkkkk as pessoas fazem isso? Que estranho... as pessoas poderiam torcer para o Thimotée ficar com sei lá... o Armie Hammer depois de Me Chame Pelo seu Nome (2017)

§8^) Mas o Armie é casado...

Saoirse Ops, desculpe! Eu quis dizer que este negócio de química é tão engraçado e os dois funcionaram tão bem naquele filme que... ah, deixa pra lá. 

§8^) Eu gostei muito de você com Emory Coen em Brooklyn (2015), eu adoro aquele filme! Vi umas cinco vezes!

Saoirse Ah, o Emory é um fofo! Eu também adoro Brooklyn! Se mistura um pouco com a história da minha família que veio da Irlanda, foi muito emocional para mim. E Desejo e Reparação (2007)? O que você acha?

§8^) Eu gosto, mas aquele menininha que você faz é uma praga! Morri de ódio dela...

Saoirse Nem me fale... 

terça-feira, 4 de junho de 2019

§8^) Fac Simile: Taron Egerton

Taron David Egerton 
Faz um tempo que o galês Taron Egerton se esforça para ser um rosto conhecido do público, mas nada se compara com a repercussão de seu novo filme. O ator alça voos mais altos como a personificação de Elton John em Rocketman, sua nova parceria com o diretor Dexter Fletcher. Seu trabalho (que inclui cantar canções mundialmente conhecidas com competência surpreendente) pode lhe render indicações a prêmios na próxima temporada de ouro. Nosso repórter imaginário se encontrou com o rapaz durante a divulgação do filme e conseguiu esta entrevista que nunca aconteceu:

§8^) Você sentiu medo na hora de viver um ícone feito Elton John no cinema?

Taron Sem dúvida é uma alegria um tanto assustadora conseguir um papel destes. Dar conta de uma figura conhecida sem cair na caricatura, viver a emoções dele, cantar as músicas dele... além de ser um papel muito físico, se prestar atenção meu corpo muda bastante durante o filme. Começo saradinho, ganho peso, perco cabelo, apareço barrigudinho, só de cueca ou vestido de pavão... até hoje tem cenas que esqueço que sou eu na tela e penso que é o Elton.  

§8^) O que foi mais difícil, cantar ou se movimentar com aqueles figurinos?

Taron Eu já tenho alguma experiência com canto, o que me ajudou bastante. Por conta disso, com certeza vestir algumas roupas era mais complicado do que lidar com as canções. Aquela roupa com asas vermelhas e chifres foi a coisa mais difícil que já vesti na vida. Andar com aquilo era realmente um desafio. Aquelas penas juntas pesam uma tonelada... A roupa da Rainha Elizabeth também não era muito confortável... mas o figurino ajuda a compor o papel. Para falar a verdade, me imaginar com aqueles óculos e figurinos foi uma das coisas que mais me animaram. Não tenho o tipo físico para ser chamado para usar este tipo roupa, sou baixinho, parrudinho... sorte que o Dex (Dexter Fletcher, o diretor) imaginou que funcionaria.  

§8^) Você trabalhou com Dexter Fletcher encarnando outro personagem real, o Eddie "The Eagle" Edwards em Voando Alto (2015) Você acha que este trabalho ajudou ao diretor lembrar de você para estrelar Rocketman?

Taron Dex e eu temos uma boa sintonia. Acho que ao fazer Voando Alto ele percebeu como eu era dedicado e capaz de capturar personagens que existem de verdade, além de ter talento para cair de formas variadas... Eu não sou nada parecido com Eddie, mas acho que captei a essência dele e consegui fazer a mesma coisa com o Elton. Os dois são personagens completamente diferentes, mas que guardam a semelhança de serem obstinados com o que desejam.

§8^) Outro papel importante que você fez foi o agente Eggsy de Kingsman (2014) que terá a terceira parte em breve, você pode falar um pouco sobre a continuação?

Taron Não posso, senão perco o emprego rsrs. Mas sou muito grato à Matthew Vaughn por ter me escolhido para viver o Eggsy, lembro quando vi o filme pela primeira vez e as pessoas não faziam a mínima ideia de quem eu era. Eu tinha vinte e cinco anos, era meu terceiro filme e meu primeiro papel de protagonista. Era um daqueles momentos em que você acorda de manhã se olha no espelho e diz para si mesmo que seria "tudo ou nada". Indo para o terceiro filme, fico feliz em ver que gostaram do que eu fiz.  

§8^) Depois de um fracasso como Robin Hood (2018), Rocketman (2019) o coloca entre os favoritos para a temporada de prêmios no final do ano. Como você lida com os extremos?

Taron Eu prefiro não lembrar do fracasso kkkkk. Fico muito feliz com toda acolhida que as pessoas fazem com Rocketman. É um filme que transpira todo o carinho que temos pelo Elton e tivemos muito cuidado em lidar com os detalhes mais delicados da trajetória dele. Se vou ganhar prêmios eu não sei, mas gostaria que as pessoas lembrassem da minha interpretação por algum tempo. Tenho muito orgulho do que fiz ali... por outro lado, prefiro lembrar de Kevin Costner quando falam de Robin Hood...

§8^) Ouvi dizer que estão cogitando você para ser o Wolverine na nova fase dos X-Men na Marvel, isto é verdade?

Taron Sério? Que tipo de pessoa imagina uma coisa dessas?

terça-feira, 21 de maio de 2019

§8^) Fac Simile: Bill Hader

Thomas William Hader
Bill Hader atua desde os anos 1990, já trabalhou com dublagem, fez séries de televisão, filmes, mas ficou famoso mesmo foi exercitando o seu humor no Saturday Night Live por quatro anos. Nos últimos tempos ele resolveu exercitar seus músculos dramáticos em alguns trabalhos até criar a série Barry (HBO), que já tem a terceira temporada garantida sobre um assassino profissional que tenta ser ator. Em uma das festas sobre a nova temporada, nosso repórter imaginário encontrou o ator que lhe concedeu esta pequena entrevista que nunca aconteceu:

§8^) Em primeiro lugar quero dizer que sou um grande fã seu desde que assisti Irmãos Desastre (2014)...

Bill Puxa! Muito obrigado, poucas pessoas assistiram este filme e foi um dos trabalhos mais complicados que já fiz. Foi uma das experiências mais densas da minha carreira, vive um personagem que sofreu abuso me ajudou a me concentrar em outros tipos de personagens, com histórias mais sombrias, sabe? Talvez até Barry tenha nascido daí.

 §8^) Agora que você já é um assassino famoso, você gostaria de interpretar algum super-heroi no cinema?

Bill Interessante você dizer isso! Eu adoraria fazer um super-herói, mas eu queria fazer o Homem-Borracha! Acho que eu criaria um conceito bem interessante para ele, ele é um ex-criminoso, tem um lado mais familiar também, tem senso de humor... seria muito legal. Mas se eu pudesse ser um vilão eu adoraria ser o novo Duas Caras na nova versão do Batman... e nem precisaria maquiagem!

§8^)  Você poderia escrever o texto, assim como criou o de Barry! Gosto muito da forma como as coisas inesperadas acontecem no programa! Fico ansioso por cada episódio! Foi difícil compor um personagem tão diferente dos outros que já fez?

Bill É engraçado, quando eu tentei vender a ideia as primeiras pessoas diziam: "Você como assassino?! Quem vai acreditar nisso?" "As pessoas vão rir quando você atirar em alguém!" "Você segurando uma arma? Qual a graça disso?". Hoje vejo que a série nasceu meio como uma brincadeira e fico muito feliz em ver como as pessoas a acolheram, além de ter mudado o olhar de muitas pessoas sobre mim.

§8^) Mudou mesmo? 

Bill Sim, não apenas como ator sério, mas experimentei algo curioso já com Descompensada, quando o assédio aumentou consideravelmente! A cantada mais engraçada que eu recebi foi de uma mulher que disse assistir Saturday Night Live e me achava "um alto desengonçado, dentucinho com olhos esbugalhados" e agora estava apaixonada por mim!  

§8^) E com Barry? 

Bill  Sei que estou longe, muito longe do tipo que faz filmes e conquista a mulherada, mas como ator eu sei como usar um olhar, um gesto, um sorriso... eu sei que muita gente não acredita nisso, mas eu já vi mulheres que me desprezaram começarem a repensar seus conceitos quando me viam em algum personagem menos cômico. Dia desses uma fã me disse que eu ficava muito sexy só com uma arma na mão... só com uma arma na mão... eu pensei no sentido daquela frase por horas...! Outra disse que não via a hora de me ver sem roupa na série... quando me dizem estas coisas sempre imagino que é alguma pegadinha e uma câmera vai aparecer do nada com pessoas rindo da minha cara... 

domingo, 24 de março de 2019

§8^) Fac Simile: Ben Affleck

Benjamin Géza Affleck-Boldt
Faz algum tempo que Ben Affleck lida com os altos e baixos de Hollywood. Atua, escreve, dirige, produz e já tem dois Oscars na estante (pelo roteiro de Gênio Indomável/1997 e pela produção de Argo/2012) ainda que nunca tenha sido indicado ao prêmio de ator. Ele já fez todo tipo de filme, das viagens cerebrais de Terrence Mallick à correria explosiva de Michael Bay, sendo o único ator que já encarnou Superman em Hollywoodland (2006) e Batman, além do herói da Marvel Demolidor. Já namorou as mulheres mais cobiçadas do cinema e já flertou com o que o mundo da fama tem de mais tóxico. Enfim, Ben tem muita história para contar e foi num rápido encontro com nosso repórter imaginário que ele respondeu cinco perguntas nesta entrevista que nunca existiu:

§8^) Primeiramente quero dizer que fiquei muito triste quando deixou de ser o Batman nos filmes da DC Comics! Ainda considero o seu Homem-Morcego o melhor de todos. 

Ben Realmente agradeço o seu elogio. Estou tão acostumado à imprensa pegando no meu pé que fico realmente surpreso. Obrigado mesmo, de coração. Eu estava muito animado para viver o Batman! Afinal, ele é o melhor super-herói que temos! Ele não é uma alienígena, um mutante, um deus ou coisa parecida. Ele é um homem de carne e osso que luta por justiça. Foi este aspecto que tentei trabalhar nos filmes. Era isto que eu gostaria de fazer no meu projeto para ele, mas as coisas foram tomando rumos diferentes e percebi que não me encaixava mais ali. As pessoas não entendem mas, quando um ator mergulha em qualquer projeto ele investe muito de suas emoções ali e quando tudo muda de configuração pode ser um pouco frustrante. Eu me sentia inadequado naquela nova concepção do herói na telona, mas tenho certeza que a DC está buscando o melhor para os seus personagens e os fãs vão perceber isso. 

§8^) Você disse que a imprensa costuma pegar no seu pé, você faz ideia de qual o motivo disso?

Ben Não sei. Sei que já fiz muitos filmes ruins, mas já fiz muita coisa interessante. Alguns filmes são massacrados quando chegam ao cinema e passa alguns anos as pessoas elogiam e percebem que foram muito duras com eles. Sou um ator que busca um tipo de interpretação mais intimista, sei que às vezes me perco e as pessoas reclamam, mas não sou de exageros, de atuações expansivas, caricatas... gosto mais de personalidades mais internas, sutis e alguns costumam falar que sou mecânico, inexpressivo, frio, sem emoção... lamento dizer, mas aquele na tela não era eu, mas o personagem interpreto. 

§8^) Seu irmão Casey Affleck faz uma linha parecida e levou um Oscar de ator para a casa (por Manchester à Beira-Mar/2016) enquanto isso, o Oscar nunca indicou nenhuma interpretação sua...

Ben Exatamente. Já fui indicado ao BAFTA de melhor ator por Argo e ao Globo de Ouro por Hollywoodland, que inclusive me rendeu o prêmio de atuação no Festival de Veneza. Acho que a Academia não entende minhas interpretações, ou o meu trabalho em geral. Se você pensar, quando dirigi Argo ele foi todo indicado ao Oscar, mas eu fiquei fora do páreo de melhor direção. O filme levou o prêmio de Melhor Filme e o diretor não estava nem entre os cinco melhores do ano. O filme se fez sozinho? Em alguns aspectos, os prêmios não podem ser levados tão a sério. 

§8^) Sua vida amorosa e pessoal foi por muito tempo alvo de tablóides, este assédio da imprensa te irrita muito?

Ben Bastante. Já disseram todo tipo de coisa sobre eu e Matt Damon, sobre meu casamento com a Jen, mas a pior época foi quando eu estava com a J.Lo, naquele tempo as coisas ganharam uma proporção insuportável. Houve também aquela época que namorei a Gwyneth (Paltrow) logo depois que ela terminou com o Brad Pitt e ficavam dizendo que eu não era tão bonito quanto Brad... eu sempre fico rindo com este tipo de bobagem. Eles achavam que eu me olhava no espelho e me comparava com outros atores? KKKKKK. A última foi o alvoroço quando meu pênis aparecia rapidamente em Garota Exemplar/2014 e todos me perguntavam mais sobre isso do que qualquer outra coisa do filme. A coisa mais ridícula era me perguntar sobre ele como se fosse alguma novidade para mim. Uma vez eu cheguei a dizer: "sim, ele é meu e o conheço desde que nasci". 

§8^) Foi difícil ficar sem roupa diante da câmera?

Ben Eu sou sem roupa, né? Todos nós somos. Debaixo de tudo isso tem um corpo, um corpo de homem como outro qualquer. Sei que o fato de eu ser famoso gera especulações e fantasias... mas ainda fico impressionado quando em pleno século XXI descobrem numa sala de cinema o que um homem tem entre as pernas. Sinceramente, não tenho do que me envergonhar. Além disso era uma cena tão simples e natural. 

§8^) Quando comecei a trabalhar para o Diáriw Cinéfilo a Jennifer Garner foi minha primeira entrevistada... 

Ben Eu sei. Ela me disse coisas horríveis sobre você. 

§8^) Sério? Eu adorei falar com ela...

Ben Sim, a Jennifer é realmente adorável. Ainda a considero o grande amor da minha vida, se respiro hoje é graças à ela. Pode escreve isto aí. Ela achou muita petulância sua teoria de eu ter um fetiche por Jennifers. 

§8^) E você tem?

Ben Acho que não... ou a Jennifer Lawrence já te contou alguma coisa?