Mostrando postagens com marcador Oscar 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oscar 2014. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de março de 2014

PREMIADOS OSCAR 2014

Oscar 2014: foto não oficial favorita.

Ontem foi um Oscar de poucas surpresas (a maior de todas foi a derrota de The Act of Killing na categoria documetário), mas se a ideia era criar um programa inofensivo e descontraído, Elllen DeGeneres conseguiu cumprir o seu papel (a começar pela foto coletiva clicada no meio da cerimônia que ilustra esse post). Entre os ganhadores, fiquei muito feliz que 12 Anos de Escravidão virou o jogo e se tornou o melhor filme de 2013 (e se eu soubesse que o livro que o inspira será distribuído nas escolas, assim como  o DVD do filme, eu teria saberia que ele ganharia maior prêmio da noite). Outros pontos altos da festa foram o Oscar de roteiro original para Spike Jonze, Lupita Nyong'O nos fazendo presenciar o nascimento de uma diva, Karen O. cantando "The Moon Song" (do filme "Ela" e minha favorita - sinceramente, achei a música do U2 uma breguice e a de Frozen uma chatice), os sete prêmios para Gravidade, Cate Blanchett não sendo ofuscada pelas polêmicas do diretor de Blue Jasmine e a lembrança de nosso mestre Eduardo Coutinho entre a homenagem aos que nos deixaram. A seguir os ganhadores (com ☻ marcando meus acertos).

MELHOR FILME
"12 Anos de Escavidão"

MELHOR DIRETOR
Alfonso Cuarón, por "Gravidade" ☻
MELHOR ATOR
 Matthew McConaughey, por "Clube de Compras Dallas" ☻

MELHOR ATRIZ
Cate Blanchett, por "Blue Jasmine" ☻

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Jared Leto, por "Clube de Compras Dallas" ☻

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Lupita Nyong'o, por "12 Anos de Escravidão" ☻

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
"Ela", escrito por Spike Jonze ☻

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
"12 Anos de Escravidão" ☻

MELHOR ANIMAÇÃO
"Frozen: Uma Aventura Congelante" ☻

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
"A Grande Beleza" (Itália) ☻

MELHOR DOCUMENTÁRIO
"A Um Passo do Estrelato"

TRILHA SONORA
Steven Price, por "Gravidade" ☻

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
"Let it Go" de "Frozen"

MELHOR EDIÇÃO
"Gravidade" ☻

EFEITOS VISUAIS
 "Gravidade" ☻

FOTOGRAFIA
"Gravidade" ☻

DESENHO DE PRODUÇÃO
O Grande Gatsby

EDIÇÃO DE SOM
"Gravidade" ☻

MIXAGEM de SOM
"Gravidade" ☻

FIGURINO
"O Grande Gatsby" ☻

CABELO E MAQUIAGEM
"Clube de Compras Dallas" ☻

Esses eu já sabia que seria difícil acertar:

DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM
"The Lady in Number 6"

MELHOR CURTA
"Helium"

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
 "Mr. Hublot"

Total de acertos:   17 acertos de 24 categorias 
(muito melhor que o fiasco do ano passado - 14 acertos de 24 categorias e igual 2012). 

Quanto ao placar da noite foi o seguinte:

Gravidade - 07
12 Anos de Escravidão - 03
Clube de Compras Dallas - 03
O Grande Gatsby - 02
Frozen - 02
Blue Jasmine - 01

Matthew, Cate, Lupita e Jared: talentoso quarteto sem surpresas. 

sábado, 1 de março de 2014

APOSTAS PARA O OSCAR 2014

Empate: Trapaça, 12 anos de Escravidão ou Gravidade?

Nem lembro de quando na entrega do Oscar tivemos uma páreo tão acirrado como o de amanhã na categoria principal. Três filmes aparecem entre os prováveis ganhadores: Trapaça, 12 Anos de Escravidão ou Gravidade estão empatados em favoritismo. Comédia, drama pesadão ou ficção científica? Trata-se de três gêneros que os votantes costumam olhar com alguma reserva ao escolher entre o melhor do ano. Arrisco aqui os meus favoritos entre os indicados da edição 2014 do prêmio - que será exibido amanhã a partir das 20:30 pelo canal TNT. 

MELHOR FILME
"Gravidade"

MELHOR DIRETOR
Alfonso Cuarón, por "Gravidade"

MELHOR ATOR
 Matthew McConaughey, por "Clube de Compras Dallas"

MELHOR ATRIZ
Cate Blanchett, por "Blue Jasmine"

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Jared Leto, por "Clube de Compras Dallas"

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Lupita Nyong'o, por "12 Anos de Escravidão"

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
"Ela", escrito por Spike Jonze

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
"12 Anos de Escravidão"

MELHOR ANIMAÇÃO
"Frozen: Uma Aventura Congelante"

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
"A Grande Beleza" (Itália)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
"O Ato de Matar"

TRILHA SONORA
Steven Price, por "Gravidade"

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
"Ordinary Love", de "Mandela: Long Walk to Freedom" 
 Música de Paul Hewson, Dave Evans, Adam Clayton e Larry Mullen; letra de Paul Hewson

MELHOR EDIÇÃO
"Gravidade"

EFEITOS VISUAIS
 "Gravidade"

FOTOGRAFIA
"Gravidade"

DESENHO DE PRODUÇÃO
"Gravidade"

EDIÇÃO DE SOM
"Gravidade"

MIXAGEM de SOM
"Gravidade"

FIGURINO
"O Grande Gatsby"

CABELO E MAQUIAGEM
"Clube de Compras Dallas"

A partir daqui considero tiros no escuro:

DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM
"Facing Fear"

MELHOR CURTA
"The Voorman Problem"

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
 "É Hora de Viajar"

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

N@ CAPA: INDICADOS AO OSCAR 2014 - MELHOR FILME


Domingo é dia de Oscar e nada melhor para ser a capa do mês de fevereiro do que os nove contemplados com o reconhecimento da Academia como os melhores filmes de 2013. Alguns já passaram por aqui, outros estão em cartaz e alguns ainda vão estrear, mas todo mundo ouviu falar deles durante o mês de passou. Já tem o seu favorito? 
A seguir os candidatos a melhor filme:

Capitão Phillips Apesar dos comentários de que o verdadeiro Phillips foi bem menos heroico do que conta o filme, existe um burburinho que aponta que o filme pode surpreender na categoria. Será? Não acredito muito que o filme que ajudou a dar um upgrade na carreira de Tom Hanks (que faz tempo precisava de um sucesso desse porte) chegue tão longe com a história real de um barco que é tomado por piratas. O filme está indicado em seis categorias: Filme, montagem, edição de som, mixagem de som, roteiro adaptado e ator coadjuvante (Barkhad Abdi tem chances de levar!)

Clube de Compras Dallas É sempre interessante quando um filme que ficou na gaveta por tanto tempo consegue ser finalizado e chegar tão longe. Muita gente torce o nariz pelo filme concorrer na categoria de melhor filme do ano, mas não deixa de ser honroso que a Academia reconheça os méritos de uma história real de contravenção: um grupo de pessoas portadoras do HIV realizam uma espécie de cooperativa que faz contrabando de remédios mexicanos para os EUA. A trama concorre a seis estatuetas: Filme, montagem, cabelo e maquiagem, roteiro original, ator (Matthew McConaghey, favorito na categoria) e ator coadjuvante (Jared Leto, idem). 

12 Anos de Escravidão Quando foram divulgados os indicados, a história real do negro livre que é enganado e vendido como escravo no interior dos EUA estava longe de ser favorito ao prêmio, mas gradativamente chamou atenção pela firmeza com que conduz um assunto que os americanos adoram esconder debaixo do tapete. O filme não poupa o expectador dos horrores causados pelo período e sua força narrativa nasce exatamente daí (embora alguns críticos brasileiros não vejam novidade nisso, já que por aqui até as novelas das seis abordam o tema). O longa está no páreo nas categorias: filme, direção (Steve McQueen), figurinos, montagem, design de produção, roteiro adaptado, ator (Chiwetel Ejiofor), ator coadjuvante (Michael Fassbender) e atriz coadjuvante (Lupita Nyong'O, que tem fortes chances) 

Ela concorre em cinco categorias (Filme, canção, trilha sonora, design de produção e roteiro original - o qual é favorito) e, curiosamente, é a primeira vez que um filme de Spike Jonze concorre na categoria principal. O roteiro escrito pelo diretor conta a história de um futuro próximo, onde um homem solitário se apaixona por um sistema operacional com voz da Scarlett Johansson! Menos do que uma crítica, o filme aborda a necessidade que o ser humano tem em conectar-se com alguém para lidar com sua existência. Considerado um dos filmes mais originais (e tristes) da temporada, Ela deve ser contemplado com o prêmio de roteiro original - o que seria o primeiro Oscar de Spike Jonze. 

Gravidade Filmes de ficção científica não costumam ser lembrados na categoria mais importante do Oscar, mas o longa de Alfonso Cuarón está bem perto de ser considerado o melhor filme do ano. A seu favor está a sensação de proporcionar ao espectador uma experiência cinematográfica e sensorial única. A qualidade do filme é impressionante ao contar a história da astronauta que se perde no espaço e precisa enfrentar vários desafios. Cuarón deve levar o prêmio de diretor, mas o filme concorre em outras nove categorias - sendo favorito em todas as técnicas (fotografia, montagem, trilha sonora, design de produção, edição de som, mixagem de som, efeitos especiais), além de concorrer na categoria de melhor filme e atriz (Sandra Bullock no papel de sua vida).

Nebraska Às vezes tenho a impressão que nem Alexander Payne acredita que tem, mais uma vez, uma obra sua sendo lembrada pela Academia. É verdade que Nebraska chamava a atenção desde a sua estreia em Cannes - e a indicação de Bruce Dern pela atuação de um senhor que acredita que receberá um prêmio de um milhão de dólares era praticamente certa. A jornada desse personagem curioso por pessoas e lugares de sua história é temperada com o tom cômico de Payne, sendo lembrada em seis categorias: melhor filme, diretor (Payne), ator (Dern), atriz coadjuvante (June Squibb), fotografia e roteiro original, mas é favorito em nenhuma delas. 

O Lobo de Wall Street Leonardo DiCaprio realizou seu quinto trabalho com Martin Scorsese, a diferença é que dessa vez a iniciativa foi do ator em escalar o consagrado diretor para dirigir a cinebiografia de Jordan Belfort - que ficou famoso por fazer fortuna com crimes cometidos em nome dos excessos do capitalismo na Terra do Tio Sam. O longa concorre aos prêmios de filme, direção (Scorsese), ator (DiCaprio), ator coadjuvante (Jonah Hill) e roteiro adaptado. Apesar do sucesso de bilheteria, é público e notório que a Academia tem suas ressalvas com um longa metragem repleto de sexo, drogas e contravenções. 

Trapaça Se o Oscar fosse realizado há um mês atrás, o filme de David O. Russell provavelmente teria sido o grande favorito. A verdade é que a trama que mistura trapaceiros, agentes do FBI, políticos corruptos e uma ex-mulher ensandecida perdeu força conforme se aproximava a data da cerimonia. O filme acabou perdendo seu favoritismo, mas o sucesso de bilheteria ainda o mantém no páreo com o ar de tributo a Scorsese. O filme - ao lado de Gravidade - é o que concorre em mais categorias: filme, diretor (Russell), ator (Christian Bale), atriz (Amy Adams), ator coadjuvante (Bradley Cooper), atriz coadjuvante (Jennifer Lawrence, que pode levar), figurino, edição, design de produção e roteiro original, num total de 10 chances de levar a estatueta para casa.  

Philomena Histórias humanas quando bem realizadas são sempre bem vindas! Prova disso é o sucesso que o último filme de Stephen Frears faz desde que foi lançado no Festival de Veneza no ano passado. Baseado numa história real (completando cinco histórias verdadeiras no páreo de melhor filme), o longa retrata a história de uma senhora que resolveu buscar o paradeiro do filho dado à adoção. Em sua jornada ela conta com a ajuda de um jornalista (Steve Coogan, que assina o roteiro) de temperamento bem diferente do dela. O filme tem 4 indicações - com chances na categoria de roteiro adaptado ainda concorre a melhor filme, atriz (Judi Dench) e trilha sonora. 

O ESQUECIDO: Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum. Quem diria que depois de uma consagrada estreia em Cannes o novo filme dos irmãos Coen seria tratado com tanto pouco caso pela Academia. Talvez o Oscar tenha se cansado de histórias sobre artistas talentosos fracassados. O filme sobre o fictício Llewyn Davis pode não ter agradado pela atmosfera lúgubre e pelos personagens melancólicos, mas chega a ser maldade deixá-lo de fora até da categoria melhor canção original. O filme ainda poderia estar fácil nas categorias de melhor filme, diretor, roteiro original e ator (Oscar Isaac), mas a Academia o reconheceu somente nas categorias de fotografia e mixagem de som. 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

INDICADOS AO OSCAR 2014: DIRETOR


Alfonso Cuarón (Gravidade) O mexicano tinha alguns filmes de prestígio no currículo (talvez o maior deles seja E Sua Mãe Também/2001 que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de roteiro original), mas Hollywood nunca pareceu levá-lo muito a sério. Ainda bem que ele contou com a ajuda de Sandra Bullock para tirar o roteiro sobre uma astronauta perdida no espaço do papel. Cuarón  consegue universalizar a trajetória da protagonista e, de quebra, criar um espetáculo de tirar o fôlego, nos colocando no espaço junto com a personagem. Ganhador de vários prêmios da temporada (incluindo o Globo de Ouro e o BAFTA de direção) é o favorito na categoria. Cuarón também já concorreu aos prêmios de edição e roteiro adaptado por Filhos da Esperança (2006).

Alexander Payne (Nebraska) Lançado ao estrelato indie em 1996 e nascido em (adivinhe?) Nebraska, Payne pode ser considerado um dos melhores diretores surgidos na década de 1990. Nebraska é o reencontro com as raízes de sua carreira, conta uma trama improvável que fala sobre mais coisa do que parece acontecer na tela. Pela condução da história de um senhor (Bruce Dern, na foto com o diretor) que tenta resgatar o prêmio de um milhão de dólares (que existe só na cabeça dele), Payne concorre ao Oscar de diretor pela terceira vez (antes ele concorreu por Sideways/2004 e Os Descendentes (2011), no currículo ele também tem duas estatuetas (pelo roteiro adaptado de ambos) e uma indicação pelo roteiro adaptado do sensacional Eleição (1999). 

David O. Russell (Trapaça) O novaiorquinho se tornou o novo queridinho de Hollywood. Depois de começar a carreira com filmes um tanto estranhos (lembra da estreia no incestuoso  A Mão do Desejo/1994) e cheia de discussões com o elenco, Russell já soma sua terceira indicação ao Oscar ao de direção (as anteriores foram por O Vencedor/2010 e O Lado Bom da Vida/2012 , que lhe valeu ainda uma indicação pelo roteiro adaptado) nessa espécie de homenagem ao cinema de Martin Scorsese. O filme mistura agentes federais, trambiqueiros e políticos numa trama estapafúrdia (que também indicou o trabalho do diretor na categoria roteiro original) que se tornou sucesso mundial de bilheteria. 

Martin Scorsese ( O Lobo de Wall Street) O ítalo-americano de NY prova mais uma vez que é o único diretor de sua geração que não se acomodou. Atendendo ao pedido de Leonardo DiCaprio ele topou dirigir a biografia de Jordan Belfort - que fez fortuna enquanto consumia drogas, saia com prostitutas e realizava uma série de crimes de colarinho branco na década de 1990. Apesar de não ser o favorito, trata-se de uma honra estar no páreo com o mestre que já concorreu ao Oscar de direção oito vezes (sendo a última por A Invenção de Hugo Cabret/2011). Scorsese é o único da categoria que tem um Oscar de direção na estante (por Os Infiltrados/2006)

Steve McQueen (12 Anos de Escravidão) Na minha modesta opinião, o diretor inglês merecia uma indicação ao Oscar desde o seu primeiro longa metragem (Fome/2008). Parceiro de Michael Fassbender (de chapéu na foto ao lado) - com quem ainda realizou o excepcional Shame/2011. A Academia reparou nele somente agora, quando ele toca numa das feridas mais escondidas do cinema americano: a escravidão. Contando a história de um negro livre que é escravizado e submetido a várias crueldades, McQueen faz um manifesto doloroso sobre um período que o cinema americano prefere não abordar. 

O ESQUECIDO: SPIKE JONZE (Ela) Revelados nos video clipes e aclamado desde a sua estreia em Quero Ser John Malkovich (1999) - pelo qual recebeu uma indicação ao Oscar de direção. Jonze (com fone de ouvido na foto ao lado)se tornou expert em filmes tão estranhos quanto cativantes. Ela concorre em cinco categorias no Oscar (filme, roteiro original, trilha sonora, canção e design de produção) mas ficou de fora da categoria de direção. Pelo menos ele tem chance de levar a estatueta de roteiro original pela a história de um homem que se apaixona por um sistema operacional (enquanto fala de nossa necessidade em se conectar com alguém). Talvez a Academia esteja aguardando o dia em que o diretor fará um filme mais convencional para lembrar dele, mais uma vez, como cineasta. 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

INDICADOS AO OSCAR 2014: ATRIZ

Amy Adams (Trapaça) Faz tempo que Amy Adams merecia um lugar entre as indicadas ao prêmio de Melhor Atriz, afinal ela já foi lembrada quatro vezes na categoria de atriz coadjuvante (Retrato de Família/2005, Dúvida/2008, O Vencedor/2010 e O Mestre/2012). Sem ter levado nenhum para casa, a atriz foi indicada na categoria principal por encarnar um papel mais sexy do que estamos acostumados a vê-la. Na pele de uma golpista adoravelmente sedutora, Amy já levou para casa vários prêmios (incluindo o Critic's Choice Awards de Atriz de Comédia e o Globo de Ouro na mesma categoria). Única no páreo sem ter uma estatueta na estante, somente ela pode surpreender e derrotar a favorita na categoria. 

Cate Blanchett (Blue Jasmine) A atriz australiana andava sumida, dedicava-se somente ao teatro de sua terra natal, mas quem poderia rejeitar o convite de encarnar uma das complexas personagens femininas de Woody Allen? Cate tem levado vários prêmios pela socialite que tem a vida virada de cabeça para baixo. Cate defende a personagem que poderia ser insuportável com uma sobriedade que a torna simplesmente a favorita da noite. A atriz tem um Oscar de coadjuvante por O Aviador (2004) e já concorreu antes na categoria principal por Elizabeth (1998) e a continuação Elizabeth - A Era de Ouro (2007) - além de coadjuvante por Notas sobre Um Escândalo (2006) e por ser a melhor encarnação de (pasmem!) Bob Dylan em Não Estou Lá (2007)

Judi Dench (Philomena) A veterana completa 80 anos em dezembro e arrebatou sua sétima indicação ao Oscar na pele de uma personagem real que teve o filho levado à adoção e que depois de muito tempo resolve ir à procura dele. Um filme pequeno e que agradou em cheio o público, principalmente pela tocante atuação de Judi. Filmando desde 1959, chega a ser curioso como o Oscar descobriu essa dama do teatro inglês somente na década de 1990! Judy concorreu ao Oscar pela primeira vez por Sua Majestade, Mrs Brown (1997) mas ganhou a estatueta somente no ano seguinte como coadjuvante em Shakespeare Apaixonado (1998). Depois, ela concorreu como coadjuvante em Chocolate (2001) e atriz principal por Srª Henderson Apresenta (2005) e Notas Sobre um Escândalo (2006). 

Meryl Streep (Álbum de Família) Precisa apresentar a atriz mais indicada ao Oscar de todos os tempos? Somando 17 indicações (3 como coadjuvante e 14 como principal), a atriz já levou o Oscar três vezes para casa, respectivamente coadjuvante por Kramer vs. Kramer (1979), atriz principal por A Escolha de Sofia (1982) e A Dama de Ferro (2011). Desta vez ela está no páreo por conta da mãe desequilibrada, viciada em remédios e abandonada pelo marido que tem que lidar com os parentes em sua casa. Há quem considere sua atuação exagerada, mas quem já assistiu a atriz fazendo megeras, sabe como ela adora encarnar esse tipo de mulher. 

Sandra Bullock (Gravidade) Bullock foi bastante criticada quando foi agraciada com o Oscar de Melhor Atriz por Um Sonho Possível (2009), por incrível que pareça, ter um Oscar recente na estante pode prejudicar a força dessa sua merecidíssima segunda indicação pelo longa de Alfonso Cuarón, da mesma forma, foi depois de sua primeira indicação que o diretor a convidou a encarnar a astronauta que se perde no espaço (e que precisa carregar o filme sozinha nas costas a maior parte do tempo). Bullock consegue contaminar a plateia com suas emoções numa resultado mais do que memorável. Ter ajudado a chamar atenção para uma produção arriscada já merece um prêmio!

A ESQUECIDA: Emma Thompson (Walt nos Bastidores de Mary Poppins) Se os americanos tivessem acesso ao nome em português eu diria que a culpa foi de quem o escolheu. No papel da criadora de Mary Poppins, Emma prova que ainda tem talento para empolgar as plateias por muito tempo - faltava-lhe apenas um papel de peso. Thompson estava fora do radar das premiações há tempos -  desde que recebeu o Oscar pelo roteiro de Razão e Sensibilidade (1995). A atriz também tem no currículo um Oscar de melhor atriz por Retorno à Howards End (1992) e indicações ao prêmio de atriz por Vestígios do Dia (1993) e Razão e Sensibilidade (1995), além de coadjuvante por Em Nome do Pai (1993). Indicada a vários prêmios da temporada (incluindo o Globo de Ouro e BAFTA), a atriz ficou de fora do ápice da temporada de ouro.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

INDICADOS AO OSCAR 2014: ATOR

Bruce Dern (Nebraska) Desde que o filme de Alexander Payne foi exibido em Cannes, o nome do veterano Bruce Dern estava escrito nessa categoria. Aos 77 anos ele conquistou sua segunda indicação ao Oscar (a primeira foi em 1934 com Amargo Regresso/1979). Dern participou de clássicos como O Grande Gatsby (1974) e Trama Macabra (1976), além de sucessos recentes como Django Livre (2012) e Monster (2003), mas foi na pele do senhor que parte de Montana para Nebraska com a intenção de receber um prêmio de um milhão de dólares que lembraram o quão talentoso é o pai de Laura Dern! Mesmo que não ganhe, sua indicação já é bastante emocionante!

Christian Bale (Trapaça) É engraçado ver o efeito de vestir a capa de Batman na carreira de Bale, o cara já era bom ator desde moleque - quando estreou em  Império do Sol (1987). Desde que virou herói o Homem Morcego ele foi indicado e ganhou o Oscar de coadjuvante por O Vencedor (2010) de David O. Russell. Agora, o mesmo Russell, ajudou a colocá-lo no páreo da categoria principal pela interpretação do trambiqueiro Irving Rosenfeld que é forçado a trabalhar com o FBI para caçar políticos corruptos. Pelo visto, a imagem de um Bale barrigudo e de bigode não atrapalhou a Academia a perceber seus méritos! Parece até que depois de ser magrelo e sarado, só faltava ser pançudo!

Leonardo DiCaprio (O Lobo de Wall Street) O Oscar desse ano surpreendeu a indicar três atores que trabalharam em comédias (Bruce, Bale e DiCaprio) - o que prova uma mudança no tom da Academia (e poderia ter outros dois na categoria sem causar surpresas, mas disso eu falo depois). Depois de anos em que suas boas atuações foram esquecidas (Django Livre/2012, J.Edgar/2011, Ilha do Medo/2010), Leo volta com força na insana biografia de Jordan Belfort - funcionário de Wall Street que se envolveu com drogas variadas, álcool, dólares e crimes variados. Prestes a completar 40 anos, a energia de sua atuação já valeu o Globo de Ouro pela atuação e é um dos candidatos mais fortes da categoria (e seu histórico de três indicações que não vingaram por Gilbert Grape/1993, O Aviador/2004 e Diamante de Sangue/2006 ) deve sensibilizar o eleitorado pela sua quarta parceria com o mestre Martin Scorsese.

Matthew McConaghey (Clube de Compras Dallas) Nada que uma bela morena brasileira não dê jeito. Desde que se casou com a modelo Camila Alves a carreira do moço deu um salto impressionante (talvez por ter três filhos para sustentar). Matthew sempre foi bom ator (basta lembrar de seus primeiros filmes como Tempo de Matar/1996 e Contato/1997), mas depois do sucesso Como Perder Um Homem em Dez Dias (2003) ele parecia acomodado em comédias românticas. Depois que mostrou que queria ser sério no fraco O Poder e A Lei (2011), os diretores voltaram a considerá-lo para papéis desafiadores como em Killer Joe (2012), Magic Mike (2012) e Amor Bandido (2013). Se nenhum dos três sensibilizaram a Academia, nada como perder dezenas de quilos e viver um soropositivo que contrabandeia remédios! Pelo papel o ator já recebeu o Globo de Ouro de ator de drama - e para levar o Oscar terá que bater em seu colega de cena em O Lobo de Wall Street...

Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão) O nome é complicado, mas faz tempo que Chiwetel mostra-se um ator que merece atenção. Nascido em 1977, esse britânico filho de nigerianos já fez dezenas de filmes com diretores do calibre de Steven Spielberg (Amistad/1997), Stephen Frears (Coisas Belas e Sujas/2002), Woody Allen (Melinda & Melinda/2004), Spike Lee (O Plano Perfeito/2006), Alfonso Cuarón (Filhos da Esperança/2006) e  Ridley Scott (O Gângster/2007). A cada filme sabíamos que ele estava mais perto de ser indicado. Ejiofor concorre ao Oscar pela primeira vez pela biografia de Solomon Northup, um homem livre novaiorquino que (por ser negro) é confundido com um escravo às vésperas da Guerra Civil nos EUA. Eu não me surpreenderia se o ator levasse o prêmio, mas não lembro quando foi que a  disputa estava tão acirrada na categoria. 

O ESQUECIDO: Oscar Isaac (Balada de Um Homem Comum) Quando começaram as apostas para o Oscar eu imaginei que ele tinha chances de ser indicado ao Oscar, mas conforme o filme dos irmãos Coen perdia fôlego nas bilheterias... Oscar Isaac ainda é pouco conhecido (e talvez por isso sua ausência doeu mais do que Joaquin Phoenix que com  Ela poderia ter recebido sua quarta indicação à estatueta), mas o ator costuma sempre defender bem os seus papéis - seja galanteador em W/E (2011), vulnerável em Drive (2011) ou perigoso em Sucker Punch (2011) ou sério em Alexandria (2009). Inside Llewyn Davis lhe confere o papel de um cantor de música folk cujo a carreira nunca decola. Alguns ficaram surpresos de ver que, num papel mais complexo, o ator consegue aprofundar-se muito bem.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

INDICADOS AO OSCAR 2014: ATOR COADJUVANTE

Barkhad Abdi (Capitão Phillips) É engraçado como um filme bancado para revigorar a carreira de um astro pode revelar um talento até então desconhecido. Se Tom Hanks ficou de fora da lista de melhor ator, o estreante Barkhad Abdi obteve uma atuação tão expressiva como o líder dos piratas que invadem o barco de Phillips que a Academia não poderia esquecê-lo. Considerado a alma do filme, o somaliano de  28 anos  foi convidado para atuar quando trabalhava como motorista de limusine. Antes do sossego, seu passado era bastante conturbado, já que existem várias histórias sobre seus problemas com a polícia americana. Ele pode não levar o Oscar, mas os elogios devem lhe garantir um futuro promissor nas telas.  

Bradley Cooper (Trapaça) Conheço o trabalho de Cooper desde que ele apareceu no seriado Nip/Tuck (2003-2010) e me surpreende como as pessoas desconfiam do moço. A culpa pode ser do sucesso Se Beber Não Case (2009). Ano passado quando foi indicado pela primeira vez ao Oscar por sua ótima atuação em O Lado Bom da Vida (2012) ele mesmo disse ter ficado admirado nas reações à sua primeira indicação. O trabalho com o diretor David O. Russel parece estar dando certo, já que está no páreo novamente em 2014 - pelo papel de um agente do FBI neurótico que lidera uma armação policial para prender políticos corruptos. Se não ganhar o prêmio, a cena com rolinhos do cabelo já entrou para história do cinema...

Jared Leto (Clube de Compras Dallas) O problema com Jared é o mesmo de Cooper, considerado bonito demais para ser levado a sério, o ator gosta de transformações radicais para ganhar respeito. Foi assim em  Clube da Luta (1999), Réquiem Para Um Sonho (2000) e Capítulo 27 (2007) onde foi eleito o melhor ator no festival de Zurich. Ele concorre ao Oscar por sua atuação como a transexual soropositiva Rayon, que torna-se cúmplice na trama de contrabando de medicamentos na década de 1980. Jared estava longe das telas desde que se dedicou ao complexo Sr. Ninguém (2009), desde então se dedicou a banda 30 Seconds to Mars. Ele que está ganhando todos os prêmios de ator coadjuvante da temporada (Globo de Ouro, SAG...) 

Jonah Hill (O Lobo de Wall Street) Quem diria que o gordinho de Superbad (2007) seria indicado duas vezes ao Oscar? Depois de ser indicado como o matemático de O Homem que Mudou o Jogo (2011) ele volta à disputa como o melhor amigo e sócio de Jordan Belfort (Leonardo DiCpario). Há quem compare a química entre os Leo e Jonah com a que víamos nos antigos filmes de Scorsese estrelados por Robert DeNiro e Joe Pesci. Exagero? Não sei, mas os elogios garantem que os dois ajudam bastante no clima subversivo do filme. A verdade é que essa segunda indicação ao prêmio o ator eleva sua carreira a outro patamar, nada mal para quem acaba de completar 30 anos e vivia nos bastidores do showbizz com o pai que era holding dos Guns'n Roses. 

Michael Fassbender (Doze Anos de Escravidão) Apesar de estar muito bem na pele de um vilão sutil, sem caretas ou piadinhas, não há como não lembrar que o ator deveria ter sido indicado ao Oscar por sua excelente atuação como o viciado em sexo de Shame (2011) de Steve McQueen, que lhe rendeu prêmios em Veneza e indicações a vários prêmios (incluindo o Globo de Ouro). Fassbender poderia também ter sido lembrado pelo seu desempenho em Hunger (2008) também de McQueen. Em sua terceira parceria com o diretor ele vive um brutal proprietário de terras (e escravos) quer faz até o Magneto de X-Men Primeira Classe (2011) parecer um herói.


O ESQUECIDO:  Daniel Brühl (Rush) Famoso por suas participações em filmes alemães desde Adeus, Lenin (2002) - pérola do cinema alemão do século XXI. Conhecido por vários filmes alemães de sucesso - Edukators (2003), Feliz Natal (2005)... -  ele foi para Hollywood se meter na trilogia Bourne, em Bastardos Inglórios (2009) e The Fifth State (2013). O envolvimento nas polêmicas (e fracasso) deste último devem ter prejudicado sua indicação ao prêmio como o corredor de Fórmula 1 Nick Lauda. O mais curioso é que Brühl nasceu na terra de sua mãe (Espanha) e ficou famoso por personagens alemães - graças aos genes paternos (um descendente de alemães nascido em São Paulo!). 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

INDICADOS AO OSCAR 2014: ATRIZ COADJUVANTE

Jennifer Lawrence (Trapaça) Ano passado a atriz levou para a casa o Oscar de Melhor Atriz por sua atuação em O Lado Bom da Vida de David O. Russell, agora ela está no páreo do prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por um filme de David O Russell!  Dessa vez seu papel é completamente diferente dos outros que tem recebido. No papel de Rosalyn Rosenfeld, a esposa de um trambiqueiro, Jennifer convence na pele de uma mulher mais velha e ligeiramente desequilibrada. Mais cômica, Jennifer prova estar disposta a colecionar estatuetas em sua carreira. Nada mal para quem tem 23 aninhos! Essa é sua terceira indicação ao prêmio da Academia, a primeira foi por Inverno da Alma (2010) na categoria principal. 

Julia Roberts (Álbum de Família) Desde que recebeu o Oscar por Erin Brockovich (2000), Roberts passou a maior parte do tempo desconstruindo a imagem que construiu sobre si mesma. Fez papéis de vilã, mulheres traiçoeiras, bruxas, ou seja, garotas bem diferentes das que a transformaram na rainha namoradinha da América. Em Álbum de Família ela volta ao radar do Oscar como a amarga Barbara Weston, que tenta juntar os cacos de seu relacionamento com a mãe problemática vivida por Meryl Streep. Julia também já concorreu como atriz coadjuvante por Flores de Aço (1989) e como atriz principal por Uma Linda Mulher (1990).

June Squibb (Nebraska) Pouco conhecida do grande público, Squibb trabalha no cinema desde que estreou em 1990 em Simplesmente Alice de Woody Allen. Desde então fez vários filmes (inclindo As Confissões de Schmidt/2002 de Alexander Payne) e produções para a TV. Indicada para o Oscar por sua segunda parceria com Payne, Squibb rouba o coração de muita gente na pele de Kate Grant, esposa de um homem que acredita que ganhou uma fortuna e acaba reencontranda a família sob um prisma bastante diferente. Nascida em 1929, Squibb conseguiu uma guinada em sua carreira com sua indicação. 

Lupita Nyong'O (12 Anos de Escravidão) Antes de tornar-se conhecida na pele da escrava Patsey no filme de Alexander McQueen, Lupita tinha poucos trabalhos em seu currículo, um deles era no trabalho com documentários, o outro era sua atuação na minissérie Shuga (2009-2012) da MTV. Indicada a vários prêmios na temporada atual, sua força para o Oscar cresceu com o reconhecimento no Critic's Choice Awards  e o prêmio do sindicato (SAG Awards). Tecnicamente empatada com Jennifer Lawrence na categoria, Lupita tem conquistado admiradores importantes nas últimas semanas. 

Sally Hawkins (Blue Jasmine) Quando o Oscar resolveu não indicar a atriz ao Oscar por sua atuação em Simplesmente Feliz (2008) tive a impressão que havia uma certa desconfiança sobre o talento da atriz. Hawkins não parou de fazer filmes e nesse ano caiu nas graças da academia como a irmã totalmente diferente de Jasmine (Cate Blanchett) no filme de Woody Allen. A partir daí, a vida de sua otimista personagem entra em mundanças não muito agradáveis. Pouca gente lembra, mas essa é sua segunda parceria com o diretor, em 2007 ela atuou em O Sonho de Cassandra. As chances de Hawkins levar o prêmio não são grandes, mas aos 43 anos ela ainda terá muitas chances de futuras indicações. 

A ESQUECIDA: Scarlett Johansson (Ela) Eu já sabia que uma indicação para ela era quase impossível, talvez se o roteiro de Spike Jonze houvesse criado uma cena de poucos minutos em que a atriz aparecesse ela tivesse mais chances. Scarlett recebeu vários elogios pela sua estupenda interpretação vocal como a voz do sistema operacional pelo qual um homem solitário se apaixona (e quem viu o trailer sabe exatamente o motivo). Sorte que o Critic's Choice Awards existe e indicou a atriz por sua atuação, afinal, os estúdios e diretores precisam lembrar que Scarlett é mais do que aquela atriz que vive a personagem Viúva Negra em Os Vingadores (2011).