![]() |
| Mais do que cartazes de filme: objetos de culto. |
sexta-feira, 25 de julho de 2025
.Doc: A Movie About Movie Posters
sábado, 27 de julho de 2024
#FDS Esportivo: O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki
Olli Johan Oskari Mäki nasceu em dezembro de 1936 na Finlândia. Desde jovem começou a se dedicar ao boxe. Em 1959, ainda como atleta amador, ganhou o título de campeão de peso leve europeu após ficar em segundo lugar dois anos antes. Após ser descartado pela delegação olímpica finlandesa em 1960, ele se tornou profissional e disputou títulos até 1973 com 23 vitórias, 14 derrotas e 8 empates. No entanto, o início de sua carreira profissional foi bastante complicada, especialmente quando seu técnico resolveu que ele deveria perder peso para disputar na categoria de peso pena. O filme finlandês O Dia Mais Feliz da vida de Olli Mäki se concentra neste início de jornada de uma figura ilustre do esporte local. O roteiro do diretor Juho Kuosmanen e de Mikko Myllylahti parece mais interessado nos bastidores deste período do que propriamente nos treinos e lutas disputadas por ele, a câmera na mão e a fotografia em preto e branco colaboram muito para criar uma atmosfera realista com base na linguagem documental - e ao chegar no resultado da famigerada luta contra Davey Moore, temos a impressão de saber exatamente o motivo daqueles dois rounds históricos no currículo de Mäki. Ao invés de construirem mais um filme motivacional como tantos outros que usam o boxe como alegoria, o diretor opta por buscar os sentimentos por trás do praticante de um esporte marcado pela força. Jarkko Lahti encarna um Olli Mäki discreto e um tanto deslocado com a fama conquistada. Fica notável sua inadequação com os encontros, jantares, fotos, entrevistas e toda publicidade que sua figura começa a gerar no país, uma pressão que aos poucos começa a pesar muito sobre ele. Olli é muito mais feliz quando está ao lado da namorada, Raija (Oona Airola) e o diretor capricha nas cenas em que os dois estão juntos. Elas parecem saídas de um romance clássico do cinema, especialmente pelo olhar apaixonado impresso pelo casal em cena. O treinador (Eero Milonoff) não vê com bons olhos aquele relacionamento, considera que pode atrapalhar o preparo para a luta, no entanto, ele continua achando uma boa ideia que Olli tenha que perder peso para mudar de categoria em sua vida profissional. É visível como a perda de peso é prejudicial para o atleta, que realiza medidas extremas para atingir o padrão que lhe é exigido (para além da atuação, Jarkko Lahti realiza uma transformação física notável ao longo da projeção). Ainda que exista toda uma tensão no preparo para a luta, o filme ainda consegue destacar alguns momentos cômicos, assim como cenas de sutil romantismo quando Olli e Raija estão juntos. Em determinados momentos, parece que e aquele sentimento é o que mais importa ao longo do filme, tanto que o título e a cena final parecem sinalizar que a felicidade do personagem foi finalmente se livrar de todo aquele stresse. O filme foi premiado na Mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes e assim como o segundo filme do diretor (Compartimento nº6 / 2021) caiu no radar das premiações mundiais pela maneira envolvente com que aborda a relação de seu casal protagonista.
O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki (Hymyilevä mies / Finlândia - 2016) de Juho Kuosmanen com Jarkko Lahti, Oona Airola, Eero Milonoff, Esko Barquero, Elma Milonoff e Joonas Saartamo. ☻☻☻☻
sábado, 24 de fevereiro de 2024
#FDS Justine Triet: Na Cama com Victoria
![]() |
| Virginie e Vincent: a vida em caos. |
Se você um dia encontrasse com a Victoria (Virginie Efira) e perguntasse em que lugar sua vida se tornou um verdadeiro caos, ela talvez dissesse que foi naquela festa de casamento de uma amiga em que um amigo, Vincent (Melvil Paupaud) foi acusado de cravar uma faca na namorada. Depois ela talvez se lembrasse que foi na mesma festa em que retomou o contato com um ex-cliente (Vincent Lancoste) que era acusado de ser traficante de drogas e, que disposto a mudar de vida, quis entrar para o ramo da advocacia e se ofereceu para cuidar das duas filhas dela, só para ficar mais tempo perto da rotina de Victoria. Foi o ex-cliente que disse para ela ficar atenta ao ex-marido, David (Laurent Poitrenaux) que inventou de escrever na internet sobre uma tal advogada chamada Vicky e que mistura alguns fatos reais da vida da ex com outras sandices inventadas para ser pura provocação, ou melhor, autoficção. MAs talvez Victoria não lhe respondesse nada, já que acontece tanta coisa em sua vida que ela nem tenha tempo para processar tudo o que está acontecendo, especialmente quando sua vida profissional e pessoal começou a se misturar de um jeito que ela não consegue mais ter controle sobre uma ou outra. Na Cama com Victoria é o segundo longa metragem de ficção de Justine Triet e já deixa evidente alguns aspectos que se tornaram marcas da cineasta: a protagonista que tem sua vida em julgamento (seja da plateia ou no roteiro), a ideia de que não há um certo e um errado (apenas interpretações sobre o que vemos na telona) e uma avalanche de informações que serve mais para desorientar do que propriamente seguir uma linha reta e segura. Victoria é vivida com gosto por Virginie Efira que consegue deixar visível a constante sensação de uma mulher que precisa respirar em meio ao furacão que sua vida se tornou. O nome da personagem é o título original do filme, mas os distribuidores daqui devem ter se empolgado com a vida amorosa da personagem e resolveram dar um ar mais... "íntimo" no pôster. A vida amorosa da moça vai de mal a pior, além do ex-marido, que se acha no direito de se apropriar da vida da ex como forma de vingança, ela já teve vários parceiros, mas nada parece ser muito empolgante. Pode se dizer que a mulher vai descer até o inferno, chegando a ficar proibida de trabalhar por conta das atribulações que sua vida atravessa. Justine Trier faz um filme ácido, bem humorado e frenético, uma mistura que já desejava em seu filme anterior (A Batalha de Solferino/2013 que guarda algumas semelhanças com a protagonista que vemos aqui), mas aqui o resultado é mais lapidado e organizado em uma estrutura que parece de uma comédia romântica esperta, muito por conta da química entre Virginie e Vincent Lancoste que desde a primeira cena juntos já desperta torcida na plateia. O filme só decepciona por criar tantas situações em torno da personagem que por vezes não sabe que rumo tomar rumo à conclusão da história. O resultado é eficiente e bom para passar o tempo, evidenciando que a diretora começava a pensar em roteiros mais rebuscados e que tivessem mais a dizer sobre seus personagens. Antes de Anatomia de Uma Queda (2023) este era o filme mais conhecido da cineasta,
Na Cama Com Victoria (Victoria/França - 2016) de Justine Triet com Virginie Efira, Vincent Lancoste, Melvil Paupaud, Jeane Arra-Bellanger, Arthur Harari e Alice Daquet. ☻☻☻
domingo, 29 de outubro de 2023
#FDS Pablo Larraín: Neruda
domingo, 23 de julho de 2023
#FDS Para Maiores: Théo & Hugo
A cena de abertura de Théo & Hugo é uma verdadeira afronta: um grupo de homens se entregando aos prazeres da carne em uma legítima black room localizada abaixo de um bar gay na França. A cena de estende por longos minutos e dá a impressão que estamos diante de mais um filme pornográfico que tem aos montes em sites da Internet. Quase vinte minutos depois, quando você imagina que o filme vai ficar só nisso, o filme muda de tom e passa a se dedicar a dois rapazes presentes naquela ocasião. No caso, os dois personagens do título que sentiram algo diferente um pelo outro perante a multiplicidade de parceiros presentes ali. Os dois resolvem continuar a noite em outro lugar, engatam uma longa conversa pelas ruas vazias de Paris que se transforma em uma crise quando Hugo (François Nambout)al descobre que Théo (Geoffrey Couët) não usou preservativo durante a transa que tiveram. Se você é um daqueles que consideram a atitude de Hugo um exagero (vale lembrar os riscos do lugar em que estavam durante a noite), a situação logo recebe maiores explicações quando Hugo revela ser soropositivo. O que prometia ser apenas o início de um romance logo se torna uma reflexão sobre o fantasma da AIDS consciência frente à doença no século XXI. Entre uma conversa e outra a atração entre os dois personagens oscila. Eles discutem, se afastam, se atraem, trocam acusações, questionam a postura de um e de outro, mas existe uma preocupação legítima de um com o outro que não consegue ser disfarçada. Em alguns momentos o filme lembra a trilogia do Before de Richard Linklater com as longas caminhadas embaladas pela conversa dos personagens que se revelam aos poucos, de forma que podemos perceber como Hugo é calejado e Théo ainda é um bocado ingênuo perante a vida sexual que pretende levar. O filme da dupla Olivier Ducastel e Jacques Martineau foi premiado com o Teddy Bear no Festival de Berlim e ganhou alguma repercussão pela forma como retrata a AIDS nos dias de hoje, uma doença que pode parecer sob controle quando devidamente diagnosticada e medicada, mas que ainda necessita muito da prevenção e conscientização. Estes elementos complementares aparecem muito na vida aparentemente normal que Hugo consegue levar tendo com o uso de medicamentos e cuidados pessoais e encontra um contraponto na postura um tanto inconsequente de Théo. O filme por vezes se torna cansativo por ser palavroso demais, algo que tenta contornar com uma certa tensão sobre o resultado do exame de Theo, aspectos que preenchem o filme até que volte a investir na desinibição de seus atores no último ato. Mas não se engane, apesar de toda ousadia, o filme tem uma alma romântica que busca retratar de forma mais natural possível a atração entre os personagens. Inicialmente assisti ao filme na Filmmica para escrever sobre no CICLO DIVERSIDADESXL no mês passado, mas ele acabou ficando de fora, mas cai como uma luva para encerrar esse #FimDeSemana dedicado a produções ambiciosas e ousadas dedicadas ao público maior de dezoito anos.
Théo & Hugo (Théo et Hugo Dans le Même Bateau / França - 2016) de Olivier Ducastel e Jacques Martineau com Geoffrey Couët, François Nambot, Bastien Gabriel e Miguel Ferreira. ☻☻
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
PL►Y: Mammal
![]() |
| Rachel e Barry: romance complicado. |
A primeira vez em que assisti um filme com a australiana Rachel Griffiths foi em O Casamento de Muriel (1994) em que ela vivia a melhor amiga da protagonista de Toni Collette. O tempo passou e ela foi indicada ao Oscar de coadjuvante por seu trabalho em Hillary & Jackie (1999) e colecionou prêmios por seus trabalhos nas séries A Sete Palmos (2001-2005) e Brothers & Sisters (2006-2011), mas atualmente ela pode ser vista em The Wilds na Amazon Prime Video. Como se percebe o cinema a deixou de lado faz tempo, mas ela não se importa desde que de vez em quando um papel interessante apareça para vermos como os holofotes nem sempre se voltam para os grandes talentos. Mammal é um desses, um pequeno filme irlandês que colheu elogios em alguns festivais e até concorreu a alguns prêmios em seu país de origem, mas bem que merecia um tantinho mais de atenção por conta dos trabalhos de Rachel e de seu parceiro de cena, o sempre interessante Barry Keoghan. Ela vive Margaret, uma mulher melancólica que trabalha em uma loja modesta e aluga um quarto vazio de sua casa para ganhar algum dinheiro extra. Logo no início já imaginamos o motivo da tristeza que transborda da personagem, por conta de uma cicatriz e da casa solitária em que vive, tentamos imaginar a triste história que se esconde por trás de sua rotina - que parece encontrar algum alento somente nos dias em que utiliza a piscina de um clube das redondezas. A mesma piscina é frequentada por Jo, um adolescente um tanto perdido e que cruza o caminho de Margaret enquanto ela recebe uma sucessão de notícias preocupantes. Tanto Rachel quanto Jo precisam de ajuda e os dois se agarram um ao outro como uma tábua de salvação. A diretora Rebecca Daly não se inibe ao embaralhar as emoções de sua protagonista, que ora observa Jo com olhar maternal e aos poucos passa a desejá-lo - e a câmera da diretora faz questão de criar uma transição física da vulnerabilidade e a sexualização do corpo do rapaz, por vezes em ângulos que revelam o quanto Keoghan é de fato um ator destemido. Vale ressaltar que a diretora utiliza aqui uma verdadeira subversão aos romances intergeracionais que costuma chegar nas telonas. Rachel tinha 48 anos durante a estreia do filme, enquanto Barry tinha metade de sua idade (embora aparente bem menos). Por mais estranho que pareça, a desenvoltura de ambos em personagens complicados são o grande trunfo do filme que por vezes abusa da cadência silenciosa. Obviamente que para além da questão da ausência a ser preenchida na casa de Margaret, o relacionamento entre ambos irá gerar um bocado de incompreensão. Não por acaso o longa (que se chamaria Mamífero, caso fosse traduzido) é repleto de simbologias sobre a maternidade, mas em sua essência, o filme de Rebeca Daly é apenas um filme sobre duas pessoas que precisam ser amadas com todas as cicatrizes que carregam.
Mammal (Irlanda - Países Baixos - Luxemburgo/ 2016) de Rebeca Daly com Rachel Griffiths, Barry Keoghan, Michael McElhaton, Joanne Crawford e Johnny Ward. ☻☻☻☻
sábado, 27 de novembro de 2021
#FDS Made in Japan: Creepy
domingo, 31 de janeiro de 2021
PL►Y: Cães Selvagens
sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
PL►Y: Um Contratempo
![]() |
| Ana e Mario: construção de mistérios. |
Assim como dissemos que alguns filmes são clássicos da Sessão da Tarde ou do Corujão por se tornarem recorrentes nestas sessões globais, também podemos cunhar a expressão clássicos da Netflix para aqueles filmes que se tornaram famosos no serviço de streaming. Sabe aquele filme que parece que todo mundo assistiu e você ainda se pergunta porque ainda não fez o mesmo? Esta foi minha sensação com Um Cotratempo, tanta gente me indicou o filme que eu já ficava sem graça de dizer que não tinha assistido (sabe se lá o motivo). Num fim de semana desses eu conversei com um amigo e fiz praticamente uma promessa de assistir. Assim o fiz. É fácil entender o motivo do filme cair na graça do espectador, a começar pela história que nunca se revela por completo, criando uma uma rede de revelações que seguem surpreendentes até o final da sessão. A trama gira em torno de Adrian Dória (Mario Casas) que é acusado de matar sua amante (Bárbara Lennie) num quarto de hotel, embora ele afirme que um desconhecido entrou no quarto e cometeu aquele assassinato. Ele logo contrata uma renomada advogada (Ana Wagener) para defendê-lo, mas suas chances de convencer o júri são pequenas. Conforme Adrian conta sua história a coisa se complica cada vez mais, também não ajuda muito o fato de pensarmos a todo instante que o rapaz está construindo um discurso de forma que a advogada e o publico possa acreditar em sua inocência. A morte da amante mostra-se somente a ponta de um iceberg, já que os dois estiveram envolvidos em um acidente mantido em segredo e que introduz outro casal na história. Ancorado na retórica de seu protagonista e na forma como ele nunca se compromete com os acontecimentos envolvidos, Um Contratempo bebe em várias fontes clássicas para compor sua história (Hitchcock, Agatha Christie e até uma pitada do David Fincher na construção de sua estética de suspense), o melhor é que alcança um bom resultado. A montagem da história é precisa, a fotografia investe em diferentes tonalidades para contar a história (reparem no uso de azul, verde e o caloroso amarelo em determinada cenas) e a direção de Oriol Paulo sabe exatamente os momentos em que deve focar especificamente no embate entre a advogada e seu cliente, onde não se sabe especificamente quem é mais esperto ali - sobretudo naquele momento em que ela consegue ganhar a confiança dele e fazê-lo acreditar que pode ser totalmente honesto. Eficiente na construção de seus mistérios e surpresas, Um Contratempo é mais um exemplo de como o cinema espanhol é um dos mais interessantes do mundo.
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
PL►Y: Dia de Trabalho Mortal
Dia de Trabalho Mortal (The Belko Experiment / EUA - 2016) de Greg McLean, com John Gallagher Jr., Adria Arjona, Tony Goldwyn, Michael Rooker, John C. McGinley, Brent Sexton, Rusty Schwimmer, David Dastmalchian, Brent Sexton e Sean Gunn. ☻☻☻
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
PL►Y: O Cidadão Ilustre
Sabe aquele filme premiado que fica na sua lista da Netflix e fica lá, esquecido... até que um dia você assiste e se arrepende de não ter assistido antes? O Cidadão Ilustre foi um destes. O filme é bastante interessante em seu olhar ácido sobre o culto às celebridades e, desde o início, deixa claro que o tal cidadão do título não é a criatura fofinha que muitos imaginam. Afinal, seu discurso ao receber o Prêmio Nobel de Literatura é praticamente uma total desconsideração ao mérito que o prêmio possa ter, já que Daniel Montavani (Oscar Martínez em uma atuação deliciosa que lhe valeu o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza) deixa bem claro o quanto ser reconhecido é ter se tornado convencional e pouco criativo. Um tanto irritado com o culto que se formou em volta de sua carreira literária, ele tem cada vez menos paciência para entrevistas e eventos, mas no meio de todos os convites que recebe está o de visitar sua pequena cidade natal na Argentina, a mesma cidade que serviu de inspiração para algumas de suas obras reconhecidas internacionalmente. Se no início o convite é visto com estranhamento, aos poucos ele considera que seria uma boa ideia rever o local que lhe serviu de inspiração (lugar que estava apenas na memória por tanto tempo). No entanto, assim que chega, percebe que as condições serão bem diferentes dos grandes eventos a que se acostumou a participar, mas pelo menos pode rever amigos, um amor do passado e ver que a cidade tem muito orgulho de seu trabalho - pelo menos até que uma sucessão de acontecimentos comecem a colocar a admiração lado a lado com uma certa antipatia que termina quase em linchamento. Da forma como se posiciona artisticamente até a forma como retrata a cidade passa a ser revista pelos moradores e os conflitos são inevitáveis, fãs ficam decepcionados com o escritor e uma fã mais atirada acaba rendendo mais problemas do que ele imagina. O roteiro de Andrés Duprat faz humor das situações mais simples e revela muito sobre o escritor, que decepciona seus fãs ao mostrar-se uma pessoas de carne e osso, com qualidades e defeitos, além de não muita paciência para o culto em torno de sua pessoa (embora também ele se revele mais vaidoso do que ele mesmo imagina). Os diretores Gastón Duprat e Mariano Cohn conta esta história sem firulas, com enquadramentos simples e tom quase documental que rende surpresas ao se distanciar sempre das expectativas do espectador. A narrativa cresce comicamente na construção de uma espécie de bomba-relógio até aquela cena final cheia de tensão. Sem poupar comentários sobre a importância da arte e do artista, assim como esta relação tende ficar embaçada nos tempos de hoje, o filme resulta divertido, provocativo e bastante astuto em seu olhar sobre o culto às celebridades.
O Cidadão Ilustre (El ciudadano ilustre / Argentina - 2016) de Gastón Duprat e Mariano Cohn com Oscar Martínez, Dady Brieva, Andrea Frigerio, Nora Navas, Marcelo D'Andrea, Emma Rivera, Nicolás de Tracy. ☻☻☻☻
sexta-feira, 12 de junho de 2020
PL►Y: Más Notícias para o Sr. Mars
sábado, 9 de maio de 2020
PL►Y: Depois da Tempestade
domingo, 29 de setembro de 2019
PL►Y: Snowden
sábado, 20 de outubro de 2018
PL►Y: Não Ultrapasse
sábado, 29 de setembro de 2018
PL►Y: From Nowhere
sábado, 23 de junho de 2018
PL►Y: Desafiando a Arte
domingo, 17 de junho de 2018
CICLO DIVERSIDADESXL: Heartstone
sexta-feira, 15 de junho de 2018
CICLO DIVERSIDADESXL: Jonathan
segunda-feira, 11 de junho de 2018
CICLO DIVERSIDADESXL: O Centro do Meu Mundo
O Centro do Meu Mundo (Die Mitte Der Welt / Alemanha - Áustria / 2016) de Jacob M. Erwa com Louiz Hofmann, Jannik Schumann, Svenja Jung, Sabine Timoteo, Ada Philine e Svenja Jung. ☻☻☻

















