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domingo, 2 de dezembro de 2018

APOSTAS PARA O OSCAR 2019: CAPÍTULO FINAL

No Portal da Eternidade
Depois de um período em que havia se tornado mais um ator cult do que propriamente lembrado pela Academia, parece que Willem Dafoe caiu novamente no gosto dos votantes depois de ser indicado ao Oscar como o zelador de Projeto Flórida (2017), no próximo ano ele é um dos favoritos ao Oscar de ator por seu trabalho como Van Gogh neste filme de Julian Schnabel. Pelo papel já levou para a casa o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza. 

O Peso do Passado
Nicole Kidman estará no páreo do Oscar novamente? Parece que sim depois de sua impressionante atuação neste filme da diretora Karyn Kusama. Ela vive uma policial que confronta o passado durante uma investigação e as situações geradas a partir desta premissa são surpreendentes. Famosa por sua elegância, a premiada atriz está irreconhecível como uma personagem endurecida pela vida - e que extrai de um ponto de partida convencional uma atuação arrebatadora. 


O Retorno de Ben
Julia Roberts pode ser lembrada novamente pela Academia. Faz tempo que ela deixou as comédias românticas para trás e ela volta em mais um papel maternal. Desta vez ela é a mãe de um jovem viciado em drogas que retorna para a casa nas festas natalinas. No papel do filho está Lucas Hedges, que pode conseguir sua segunda indicação ao Oscar. A direção é do pai de Lucas, Peter Hedges - mais família impossível (mas o filme é bem doloroso). 

In the Basis of Sex
A categoria de melhor atriz neste ano está bastante concorrida e Felicity Jones pode ser lembrada pelo papel de Ruth Bader Ginsburg, figura importante na luta por direitos iguais nos Estados Unidos e seus esforços para integrar a Suprema Corte dos EUA. As críticas ao filme não foram muito positivas, mas as atuações de Felicity e Armie Hammer podem garantir alguma atenção ao filme, especialmente em tempos que o "empoderamento feminino" está em alta. 

Duas Rainhas 
Tão logo a cineasta Josei Rourke começou as filmagens de seu novo filme, começaram as especulações sobre o Oscar, afinal, o filme promove o encontro de duas recém indicadas às estatuetas. Saoirse Ronan vive Mary Stuart, a rainha da Escócia. Margot Robbie interpreta Rainha Elizabeth e mesmo aparecendo poucos minutos juntas em cena, as duas se envolvem em intrigas de poder que mudam para sempre o rumo da história. Quem sai ganhando neste duelo no gosto da Academia?

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

APOSTAS PARA O OSCAR 2019: Capítulo III

The Green Book
Em 1962 um renomado pianista (Mahershala Ali) precisa de um motorista para leva-lo a uma turnê pelo sul dos Estados Unidos. O músico contrata um segurança ítalo-americano desempregado (Viggo Mortensen) para o serviço e o relacionamento entre os dois rendem momentos bem humorados, mas não afasta a reflexão diante dos acontecimentos que atravessam neste road movie esperto. Considerado um dos filmes mais emocionantes do ano, ele marca o primeiro voo solo de Peter Farrely. 

The Front Runner
Jason Reitman está de volta com este filme protagonizado por Hugh Jackman - que pode ter mais uma indicação ao Oscar em sua carreira. O australiano interpreta Gary Hart, um carismático político do Colorado que se torna o grande candidato do partido democrata às eleições presidenciais americanas de 1988, pelo menos até que um escândalo de sua vida pessoal aparecer. Resta saber se os votantes da Academia irão apreciar esta pegada mais dramática no tenso cenário político atual. 

Vice
Outro filme que bebe na fonte de personagens políticos do Tio Sam é este novo trabalho de Adam McKay sobre Dick Cheney,  considerado por muitos o mais poderoso vice-presidente na história dos Estados Unidos. O vice de George W. Bush ganha caracterização caprichada do galês Christian Bale acompanhado de um elenco que impressiona: Amy Adams (como a senhora Cheney), Sam Rockwell (na pele de George W. Bush) e Steve Carrell (interpretando Donald Rumsfeld). 

Poderia Me Perdoar?
O segundo filme dirigido por Marielle Heller traz Melissa McCarthy num papel bem diferente dos que acostumamos a vê-la nas comédias. Ela interpreta a escritora especializada em biografias de celebridades Lee Israel. Lee ficou famosa nos anos 1990 ao entrar em crise quando a editora não aceitar um projeto pessoal elaborado por ela, o episódio acabou revelando uma vocação inusitada da escritora (e bastante controversa). Ao lado de Richard E. Grant, Melissa tem chances de fazer bonito. 

Wild Life
Elogiado desde a exibição no Festival de Cannes, o filme de estreia de Paul Dano na direção conta a história de um garoto de 14 anos que presencia a crise no casamento dos seus pais (Jake Gyllenhaal e Carey Mulligan). Explorando o emaranhado de sensações que o ponto de mudança naquele núcleo familiar sugere, Dano se sai muito bem e tem colhido elogios pela segurança em lidar com sentimentos complicados - além de amparar muito bem o seu elenco, especialmente Carey Mulligan. 

domingo, 25 de novembro de 2018

APOSTAS PARA O OSCAR 2019: Capítulo II

Se a Rua Beale Falasse
Barry Jenkins (Moonlight/2016) está de volta com esta adaptação do famoso romance de James Baldwin sobre uma mulher grávida que luta para provar a inocência do esposo - para que ele esteja em casa antes dela ter o bebê. O filme é valorizado por camadas de subtextos sobre racismo, injustiças e intolerância no desenrolar do caso. É um dos filmes mais elogiados do ano - e a indicação de Regina King ao prêmio de coadjuvante é tida como certa. 

Infiltrado na Klan 
Outro filme com forte contexto racial a ter chances no Oscar é este novo filme do diretor Spike Lee que é saudado por muitos como o seu melhor trabalho. Apesar da atmosfera bem humorada, o filme retrata uma história real e bem séria sobre um policial negro que se infiltrou na Ku Kux Klan para investiga-la por dentro. No entanto, para isso, precisou da parceria de um policial branco para se passar por ele sempre que fosse necessário. O filme já está em cartaz no Brasil. 

O Primeiro Homem
Outro filme dirigido por peso pesado que está na disputa e em cartaz no Brasil é o novo de Damien Chazelle (La La Land/2016) que adapta para as telas a jornada do astronauta Neil Armstrong antes de ir para o espaço. O filme dividiu opiniões por investir numa atmosfera diferente da maioria das ficções científicas, mas se torna envolvente pelo olhar intimista sobre os personagens. No elenco Ryan Gosling disputa mais uma vaga no Oscar, mas é Claire Foy que tem grandes chances. 

Boy Erased
Quem também tem fortes chances de conseguir uma indicação é Nicole Kidman por sua atuação neste novo filme do australiano Joel Edgerton. Ela interpreta a mãe de Lucas Hedges, um adolescente que conta aos pais que é homossexual e é encaminhado para um programa de tratamento para deixar de ser. O filme é uma adaptação no livro de Garrard Conley, que se inspirou em sua própria vida para escrevê-lo. Uma história difícil de ser contada, mas que chega em um momento bastante oportuno. 

Querido Menino
Outro filme que aborda o relacionamento entre pais e filhos é esta adaptação de dois best sellers para o cinema. Pai e filho (David e Nic Scheff) escreveram livros sobre o drama que atravessaram quando rapaz se tornou viciado em metanfetamina e mudou para sempre a rotina da família. O filme mescla o ponto de vista dos dois personagens sobre a situação e conta com atuações inspiradas de Thimotée Chalamet (que deve ser indicado novamente) e Steve Carrell em momentos comoventes. 

sábado, 17 de novembro de 2018

APOSTAS PARA O OSCAR 2019: Capítulo I

Sim meus amigos, a temporada de ouro já chegou e as especulações para as premiações já estão a todo vapor! Com algumas listas e premiações aparecendo por aí, a dúvida é quem tem fôlego para encarar a temporada de pesos pesados e manter o fôlego até a divulgação dos indicados ao maior prêmio do cinema americano. Alguns filmes que já estrearam por aqui tem chances de serem lembrados - sobretudo os recentes Nasce uma Estrela e Bohemian Rhapsody, dois filmes de quatro palpites que tem a música correndo nas veias nesta temporada. A animação Os Incríveis 2 tem como maior oponente o genial Ilha dos Cachorros que poderá dar a Wes Anderson seu primeiro Oscar! Também não podemos esquecer de Charlize Theron (e o roteiro) de Tully, o sucesso Pantera Negra e os arrepiantes Um Lugar Silencioso e Hereditário (é verdade que a Academia não é muito chegada a filme de super-herói ou terror, mas vai que...). A partir de hoje destacarei aqui no blog os filmes que despontam como favoritos ao careca dourado mais cobiçado do mundo:

Roma 
O oscarizado Alfonso Cuarón (Gravidade) corre sério risco de ser novamente premiado por ter feito o filme mais elogiado do ano. Premiado no Festival de Veneza e produzido pela Netflix, Roma é um verdadeiro passeio pelas memórias de infância do diretor e o resultado é dotado de uma atmosfera que tem encantado espectadores por todo o mundo. Ambientado na Cidade do México em 1970, não sei se a Academia premiaria um filme falado em espanhol na categoria principal, mas o Oscar de filme estrangeiro já tem mãos certas. 

 As Viúvas
Fosse dirigido por um cineasta mais convencional, este filme faria boas bilheterias colheria alguns elogios e ficaria por isto mesmo. Sorte que o estúdio teve o bom senso de querer fazer algo mais e convidou o autoral Steve McQueen para fazer bonito. No elenco,  Viola Davis, Michelle Rodriguez, Elizabeth Debicki e Cynthia Erivo são as personagens do título que juntam forças para superar as dificuldades financeiras deixadas pelos maridos criminosos. Misturando drama, suspense e ação, o filme é um dos mais elogiados do ano. 

A Favorita
Este é outro filme aclamado no Festival de Veneza deste ano - saiu com os prêmios de melhor atriz (a ótima Olivia Colman) e grande prêmio do júri. O filme conta um inusitado triângulo amoroso no século XVIII que acontece em paralelo à guerra entre Inglaterra e França. Existe uma batalha muito particular entre duas mulheres (Rachel Weisz e Emma Stone) que disputam o posto de pessoa mais influente na corte da rainha (Colman). O mais curioso desta comédia que capricha no humor negro é que se trata do primeiro filme do grego (e denso) Yorgos Lanthimos sem um roteiro feito por ele. 

Vox Lux
Parece que Natalie Portman está de volta ao páreo. Depois de ser indicada ao Oscar por viver uma stripper, ganhar um Oscar por sua performance como bailarina transtornada e concorrer novamente como uma icônica primeira-dama americana, Natalie agora vive uma estrela do mundo pop que tem uma boa cota de fantasmas para exorcizar. Dirigido por Brady Corbet, o filme oferece um olhar bastante ácido para o mundo pop - que é capaz de transformar até a experiência mais traumatizante em algo capaz de produzir fama e dinheiro.

A Esposa 
Falando em voltar ao páreo, não seria ótimo ver uma atriz tão magnífica como Glenn Close ganhando seu merecido Oscar pela primeira vez. A atriz veterana já foi indicada seis vezes à estatueta e nunca foi premiada! Ao que parece sua elogiada atuação neste filme do sueco Björn Runge pode lhe fazer justiça. Ela vive a discreta Joan Castleman que acompanha o esposo, Joe Castleman (Jonathan Pryce) para receber o Nobel de Literatura. Em quarenta anos de casamento muitos dos seus sonhos e ambições ficaram para trás e... as frustrações ganham força durante o filme.