domingo, 12 de abril de 2026

PL►Y: Arco

Arco e Íris: retrofuturismo. 

Colorido diáriw, todo ano uma animação alternativa consegue uma vaga entre os indicados a melhor animação no Oscar, este ano a vaga ficou com o francês Arco dirigido por Ugo Bienvenu. Eu tenho uma tendência a gostar mais destes indicados "diferentões" do que os que levam a estatueta (e o motivo por não ter uma resenha por aqui de Guerreiras do gay K-Pop é que não aguentei ver mais de dez minutos do filme da Netflix). O ponto de partida já desperta interesse: e se o arco-íris for na verdade o rastro de um viajante no tempo? Com um visual retrofuturista, o filme conta a história de Arco, um menino do ano 3000, filho de viajantes no tempo que desobedece a regra de só poder viajar no tempo após os doze anos. Inexperiente e doido para ver dinossauros, ele acaba no ano de 2075. Ali, ele conhece a menina Íris, que tenta lhe ajudar a voltar para casa. Conciliando uma história de aventura enquanto costura uma bela amizade, o filme se torna encantador conforme um certo estranhamento se desfaz. Vale destacar que a amizade não fica restrita às duas crianças, mas se amplia ao trio de adultos que perseguem Arco e que estão longe de ser os vilões da história. O trio surpreende por ser composto por crianças crescidas que não perderam a capacidade de enxergar a possibilidade de fantasia no mundo depois de adultos. Não deixa de ser interessante como o filme apresenta o futuro habitado por Arco como algo idílico, mas de Íris como ameaçador - mas o destaque são as salas de aula cheias de hologramas (que junto à biblioteca fechada e as viagens no tempo, traçam uma perspectiva bem interessante sobre nossa relação com o passado, presente e futuro). Com belos momentos  e um estilo que lembra muito as criações do Estúdio Ghibli, Arco é uma animação com mais a propor do que correria e gritaria para crianças e adultos. 

Arco (França - EUA - Reino Unido / 2025) de Ugo Bienvenu com vozes de Margot Ringard Odra, Oscar Tresanini, Nathanaël Perrot, Alma Jodorowsky, Louis Garrell e Vincent Macaigne. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário