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| Tom e Russell: de aparências. |
Censurado diáriw, de vez em quando um filme de temática queer ganha os holofotes no exterior e gera expectativa no público ao redor do mundo. Neste início de ano, este espaço foi ocupado por À Paisana, longa estrelado por Russell Tovey, um ator assumidamente gay e que já apareceu em várias produções sob a temática. No filme ele interpreta Andrew, um homem maduro que costuma ter encontros sexuais em um shopping da cidade. O shopping aliás deve ser o point de pegação mais manjado dali, já que tem até um policial disfarçado para atrair e deter homossexuais que usam o banheiro para outros fins. O policial em questão é Lucas (Tom Blyth), que de início tem naquela missão uma forma de sentir-se desejado por outros homens, já que é incapaz de assumir que não é hétero para a namorada ou família. A coisa se torna um tanto mais complicada quando ele sente forte atração por Andrew. Os dois vão se encontrar alguma vezes e descobrir que são mais parecidos do que imaginam na repressão dos desejos e lidar com uma vida de aparências. Resta saber quem irá resistir mais tempo para não deixar tudo desmoronar. Os atores estão bem em cena e o roteiro é simples, mas eficiente em suas intenções. A montagem escorrega um pouquinho quando recorta a narrativa com cenas granuladas um tanto picotadas.. A diretora Carmem Emini também escreveu o roteiro e demonstra sensibilidade na condução dos conflitos dos personagens, reservando ao menos uma cena picante para os dois amantes. Com duas reviravoltas no meio do caminho, ela consegue conduzir o desfecho para o limite de um personagem que percebe que se não tomar as rédeas de seus desejos, perdera o rumo da própria vida. Destaque para a carta (quase um testamento) e o título em alusão ao estilo discreto, praticamente camuflado de ambos.
À Paisana (Painclothes / EUA - Reino Unido / 2025) de Carmen Emmi com Tom Blyth, Russell Tovey, Maria Dizzia, Christian Cooke, Gabe Fazio e Amy Forsyth. ☻☻☻

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