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| Robert e Adam: sobre pais e filhos. |
Prezado diáriw, nas últimas semanas ouvi muitos comentários sobre uma produção da Netflix abraçada pelo público, mas que a crítica estava torcendo o nariz. Resolvi ver o filme para chegar às minhas próprias conclusões. O filme é baseado no livro de Alex North e conta a história de um escritor que volta à sua cidade natal após a morte da esposa. Tom Kennedy (Adam Scott) imagina que voltar para as origens pode ser positivo para o filho, Jake (Acston Luca Porto), mas o moço nem cogita voltar a ter contato com o pai (Robert De Niro), um policial aposentado que ficou conhecido na região por sua investigação sobre um serial killer chamado Homem que Sussurra. No entanto, décadas depois, uma série de crimes semelhantes começam a acontecer e uma detetive (Michelle Monaghan) precisa da ajuda do veterano para entender o caso. Tom já tem problemas demais e quer distância de tudo isso, mas, quando o pequeno Jake desaparece, o principal suspeito é o criminoso que repete os procedimentos do famoso assassino - e pai e filho precisam esquecer a roupa suja para ajudar na investigação. Embora tenha um bom elenco e a direção de James Ashcroft seja esforçada, é difícil disfarçar algumas situações difíceis de engolir no roteiro (o próprio retorno de Tom para aquela cidade traumática não faz sentido), mas a forma como o longa insere personagens intrigantes na trama ajuda a prender atenção (embora apresente dificuldades em trabalhar os nós das relações entre pais e filhos). Se Robert De Niro está com cara de que fez o filme para pagar boletos, destaco o trabalho de Michael Keaton como o personagem do título e um irreconhecível Hamish Linklater como um sujeito muito estranho. Não é uma obra-prima, mas deixa a plateia curiosa até o final.
O Homem que Sussurra (The Whisper Man / EUA - 2026) de James Achcroft com Robert De Niro, Adam Scott, Michelle Monaghan, Michael Keaton, Hamish Linklater, Acston Luca Porto e Owen Teague. ☻☻☻

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