![]() |
| Hathaway: o nome dela é trabalho. |
Famoso diáriw, Anne Hathaway resolveu não ficar em casa nos últimos tempos e lançou cinco filmes ao longo de 2026. O primeiro deles foi um fracasso de bilheteria e recentemente chegou ao streaming. Mother Mary traz a assinatura ilustre de David Lowery, mas que avança pouco em sua relação entre estética e conteúdo. A atriz vive uma cantora pop que está em crise e procura uma antiga estilista (Michaela Coel) para ajudá-la a criar seu figurino para um show. Acontece que as duas tiveram desentendimentos no passado e voltar a trabalhar juntas pode se tornar uma verdadeira tortura psicológica para elas e... para a plateia. Repleto de simbologias e muitos diálogos sobre traumas e ressentimentos, a narrativa costura o reencontro das personagens com algumas cenas de palco que demonstram a transição de uma artista cultuada pelos fãs como uma verdadeira divindade para uma pessoa fragilizada e em crise com seu ofício. Se por um lado a parte estética com figurinos, direção de arte e trilha sonora caprichada (produzida por Jack Artonoff, Charli XCX, FKA Twigs e Daniel Hart, entre outros) que emolduram os dons vocais de Hathaway, o roteiro se enrola na tentativa de ser profundo, mas soa truncado e até banal. Um pouco mais de clareza no desenho do conflito entre as duas personagens cairia muito bem na história. Existe aqui um olhar curioso sobre o universo pop que concilia com uma interessante atmosfera gótica, mas a forma como é desenvolvida deixa a dramaticidade afetada, com muita pose e a necessidade de fazer o sofrimento soar sexy e envolvente. Quando o filme terminou eu fiquei imaginando onde ele queria chegar, já que tive a impressão que ficou parado em seu ponto de partida desde o início.
Mother Mary (Reino Unido, Finlândia, Alemanha, EUA - 2026) de David Lowery com Anne Hathaway, Michaela Coel, Hunter Schafer, Sian Clifford e FKA Twigs. ☻☻
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário