quinta-feira, 25 de agosto de 2022

PL►Y: O Novato

Benoit (ao centro): a arte de fazer amigos. 

Benoit (Réphaël Ghrenassia) é novo na escola. Quem já passou por isso (e quem nunca passou?) sabe que é um período complicado. Aqueles dias de parecer estar pisando em ovos enquanto precisa conviver com pessoas que nunca viu na vida. A necessidade de ser aceito logo se junta à outra necessidade: fazer amigos. Olhando aquelas crianças na estranha fase de transição para a adolescência parece ainda mais difícil a tarefa de estabelecer novas amizades, afinal, tudo é ampliado pela insegurança e efervescência hormonal da adolescência. Esta fase de transição para a vida pré-adulta é um dos pontos que fazem O Novato de Rudi Rosenberg estar acima da média, mas o que mais achei interessante é como o filme aos poucos se torna um retrato bastante espontâneo do que é fazer amigos. Benoit até tenta fazer amizade com uns meninos que parecem populares, mas não demora para que demonstrem ser completos idiotas implicantes. Fosse um filme americano, a grande jornada de Benoit seria em busca de popularidade, namorar a garota mais bonita da escola e fazer amizade com alguns personagens estranhos estereotipados. Como O Novato é um filme francês, aos poucos ele começa a se aproximar de alguns personagens de forma bastante natural, assim, aparece aquele colega engraçadinho que senta ao lado dele no refeitório, o garoto de óculos que pretende ser representante de turma e uma menina com deficiência que ainda enfrenta comentários maldosos em toda parte. Obviamente que o pequeno Benoit também terá um interesse amoroso, mas este não é o ponto principal do filme. O mais interessante é notar como os personagens se aproximam e descobrem afinidades meio que por acaso e aprendem que não precisam de uma multidão de pessoas para terem bons momentos de conversa e diversão. É verdade quem em alguns momentos o pai de Benoit parece ter a mesma idade que os colegas do filho (e a forma como ele ensina os meninos a lidarem com comentários maldosos é quase didático em sua espontaneidade), mas o efeito só amplia a ideia de que crescer é um exercício contínuo. Filmado de forma simples com atores desconhecidos e muito eficientes, o longa carrega um maior jeitão de improviso, sem muita intervenção da diretora em tom quase documental (mera ilusão, já que é o tipo de trabalho mais difícil de se fazer na condução dos atores), O Novato se torna uma pequena pérola sobre uma fase da vida que aparece muitas vezes em terceiro plano em outros filmes, aqui, o cento da narrativa está justamente nestes personagens que ainda estão aprendendo a crescer e, neste trajeto, estar em boa companhia é fundamental. 

O Novato (Le Nouveau / França - 2015) de Rudi Rosenberg com Réphaël Ghrenassia, Joshua Raccah, Géraldine Martineau,  Guillaume Cloud-Roussel, Johanna Lindstedt e Max Boublil.  ☻☻☻☻

PL►Y: Pequena Mamãe

As irmãs Sanz: encantamento sufocado. 

Em cartaz no Prime Video, Pequena Mamãe foi indicado ao BAFTA e ao Independent Spirit na categoria de Melhor Filme estrangeiro. O filme chegou a ser cotado para uma indicação ao Oscar por seus fãs fervorosos e isso deve ter mexido com as minhas expectativas quando assisti ao novo filme da diretora Céline Sciamma. A ideia é bastante simples, e pode funcionar com seu apelo universal para todas as idades, mas a diretora confia tanto nesta ideia que esquece de fazer o mais importante: contar uma história a partir dela. A personagem principal é uma menina que acaba de perder a vovó. Nelly (Joséphine Sanz) tem oito anos e ajuda os pais arrumarem os objetos da falecida. A arrumação de tantos objetos é em si uma representação do luto daquela família da ausência causada pela morte que ainda paira sobre seus pensamentos e lugares que costumavam ser acolhedores - o que torna todos os personagens do núcleo familiar distante nas situações e diálogos. No entanto, um dia Nelly encontra uma menina, Marion (Gabrielle Sanz), muito parecida com ela num bosque perto dali e as duas ficam amigas. Aos poucos percebemos que as vidas de ambas possuem mais coisas em comum do que somente a aparência semelhante. Sciamma não faz mistério com o que vemos na tela, já que as duas meninas são praticamente idênticas e uma delas carrega o nome da mãe da outra. Sciamma conta a história nos detalhes, poupa seu elenco de verter lágrimas diante da câmera e conduz sua trama com cenas do cotidiano em que quase nada demais acontece (a construção de uma casa no bosque, o dia de fazer a barba do papai, um passeio de barco, a feitura de um bolo...). Pequena Mamãe é uma história de fantasia filmada como se fosse uma trama realista. Fala sobre família, sentimentos, perda, morte, vida... lindamente fotografado, o que o torna uma produção muito bonitinha (assim como as duas meninas), mas que não avança muito em suas possibilidades, dependendo muito da vontade do espectador comprar a ideia e se sensibilizar. Embora entenda a presença do luto na atmosfera, achei um filme bastante frio, especialmente com as duas meninas passando a maior parte do filme com a mesma cara. Embora a proposta seja um convite ao encantamento, o resultado é incrivelmente duro em sua formatação emocional. Parece ter vergonha de encantar, o que é uma pena. 

Pequena Mamãe (Petite Maman / França - 2021) de Céline Sciamma com Joséphine Sanz, Gabrielle Sanz, Nina Meurisse, Stéphane Varupenne e Margot Abascal. ☻☻

domingo, 21 de agosto de 2022

PL►Y: Noite Passada em Soho

Matt, Tomasin e Anya: só desperdício. 

Podemos dizer que Edgar Wright tem três filmes nos pedestais da cultura pop (ainda farei um pódio sobre o moço), um é a melhor comédia sobre zumbis (Todo Mundo Quase Morto/2004), o outro é uma subestimada adaptação de HQ para (Scott Pilgrim Contra o Mundo/2010) e recentemente provou que filme de ação poderia ter alma de musical (Em Ritmo de Fuga/2017). Portanto, quando ele anunciou um novo projeto para a temporada de ouro, os olhos e ouvidos dos cinéfilos cresceram. Cresceram tanto que a expectativa chegou no topo e Noite Passada em Soho dividiu opiniões. A minha não é muito boa. O filme tinha tudo para dar certo, o visual é super caprichado na tentativa de emular a efervescência do bairro londrino, a fotografia é caprichada no uso das cores neon, os figurinos são competentes, os penteados são caprichados, o elenco é de encher os olhos, mas... faltou um roteiro sólido para dar alma para tudo isso. O filme conta a história de uma jovem órfã que pretende ser estilista e é aceita em uma conceituada faculdade em Londres. Assim que chega, Eloise (Thomasin Mckenzie) começa a ser hostilizada por suas colegas e, não bastasse isso, ela é sensitiva e tem o hábito de ter visões que ela não sabe muito bem o motivo. Chegando no Soho é como se ela viajasse para os anos 1960, ela fica fascinada com isso, mas tudo muda memso quando ela começa a ter visões repetidas sobre a vida de uma misteriosa garota (Annya Taylor-Joy), que também foi tentar a vida por lá e se envolveu em uma trama sombria no passado. Eloisa tenta desvendar os mistérios em torno da garota e o filme fica indo e voltando sem revelar nada de realmente surpreendente, até que um crime acontece e a trama se enrola mais ainda para desenvolver o labirinto em que se meteu. Particularmente eu comecei a desconfiar do filme quando ninguém avançava muito nos comentários sobre a trama em seu lançamento - e pudera, realmente ela é isso descrito acima - e se contar mais é o desfecho. Falando em desfecho, confesso que achei uma das coisas mais esquisitas os caminhos escolhidos pelo diretor para concluir a trama, afinal, ela é repleta de homens abusivos que em alguns momentos fazem o filme patinar no gelo de seus posicionamentos. Fosse uma ideia bem amarrada não teria problema, mas o gelo é finíssimo aqui, quebradiço até. Fora isso, me causou certo déjà vu esta mistura do ponto de partida e das cores do Suspiria (1977) de Dario Argento, com os delírios de Repulsa ao Sexo (1965) - tem cenas que parecem verdadeiras cópias deste último. A sensação de já vi este filme antes (e melhor) provocou alguns cochilos inevitáveis. Se você sente pena de ver Anya Taylor-Joy tentando dar dignidade aos caminhos previsíveis de sua personagem, repara no último trabalho da excepcional Diana Rigg como a senhoria da protagonista, ela faz até o filme parecer melhor do que é, mas nem sempre o talento é suficiente para operar milagres na sétima arte. 

Noite Passada em Soho (Last Night In Soho / Reino Unido - China / 2021) de Edgar Wright com Thomasin McKenzie, Anya Taylor-Joy, Diana Rigg, Terence Stamp, Matt Smith e Connor Calland. ☻☻

sábado, 20 de agosto de 2022

4EVER: Claudia Jimenez

18 de novembro de 1958 ✰ 20 de agosto de 2022

Cláudia Maria Patitucci Jimenez nasceu na cidade do Rio de Janeiro, filha de uma família de origem ítalo-espanhola. Paralelamente aos estudos para se tornar professora, Claudia fazia teatro amador e estreou profissionalmente no teatro com o musical Ópera do Malandro em 1978, no ano seguinte fez uma participação no seriado Malu Mulher e depois participou de programas humorísticos como Os Trapalhões, Viva o Gordo e Chico Anysio Show. Embora tenha participado de algumas novelas, foi ao lado de Chico Anysio que chegou ao estrelato ao interpretar a Dona Cacilda da Escolinha do Professor Raimundo, trabalho pelo qual recebeu o APCA de melhor comediante. Em 1997 alcançou grande sucesso com a peça Como Encher um Biquini Selvagem, escrita e dirigida pelo amigo Mighel Fallabella. Ao lado dele, fez outro trabalho de sucesso, a empregada Edileuza do seriado Sai de Baixo (1996). Jimenez também fez vários filmes na carreira, por um deles, O Corpo (1991) foi eleita melhor atriz no Festival de Brasília, mas antes também atuou em sucessos como Gabriela (1983), a versão para o cinema de Ópera do Malandro (1986) e o aclamado Romance da Empregada (1987). A atriz faleceu em decorrência de insuficiência cardíaca. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

PL►Y: The Humans

 
The Humans: anatomia das relações familiares. 

Quando chegou nos cinemas americanos o filme The Humans foi apontado como um dos indies favoritos para as premiações de fim de ano, celebravam até que teria chegado o grande momento de Richard Jenkins levar um Oscar para casa. No entanto, o filme passou em branco nas principais premiações do cinema, não por conta do boicote à produtora A24 (que investe pouco em marketing para continuar investindo em mais filmes interessantes), mas porque quando começava a batalha por indicações, o filme foi exibido pelo canal Showtime, o que sempre causa um impacto negativo nas campanhas para premiações - especialmente quando se fala de um filme independente sem grande apelo perante o grande público, sem explosões, perseguições e efeitos especiais. The Humans é um filme aparentemente simples sobre uma família que se reúne para o tradicional Dia de Ação de Graças, mas ao invés da lavagem de roupa suja ou humor depreciativo, o filme opta por ser um drama intimista em tom de suspense psicológico a partir de um recorte da vida daqueles sujeitos. A família se reúne no apartamento de Brigid (Beanie Feldstein) que acaba de se mudar com o companheiro, Richard (Steven Yeun) para o subúrbio de Manhattan e, por algum motivo que nem eles entendem, a mobília não chegou ainda. O apartamento é amplo e espaçoso, mas não consegue esconder o ar decadente, com as paredes mofadas, tinta desbotada, vidros gastos e ferrugem teimando em aparece. É neste espaço que chegam as visitas, o pai (Richard Jenkins), a mãe (Jayne Houdyshell), a irmã (Amy Schummer) e a vovó (June Squibb). Enquanto conversam e preparam o jantar, as preocupações dos personagens surgem, assim como histórias do passado, mágoas e ressentimentos, mas tudo de forma bastante contida e equilibrada, evitando o dramalhão ao mesmo tempo que começa a pesar a atmosfera daquele encontro. Existe o contraste do casal maduro com o peso da convivência ao longo de décadas com toda a expectativa do jovem casal e seus sonhos na vida que iniciam, além da ideia de como a velhice pode ser cruel e a solidão assustadora. O dramaturgo Stephen Karan estreia na direção com esta adaptação da peça assinada por ele mesmo e demonstra a sagacidade de não parecer teatro filmado, sabendo muito bem como usar os cortes, a fotografia, o cenário, as sombras, os planos abertos e fechados para evidenciar o que corrói os personagens. Cada um deles tem seus problemas, se o genro faz o possível para ser aceito pela família, Brigid passa por algo parecido ao querer provar que tem valor em sua própria caminhada a seguir. Enquanto isso, a irmã sofre com o rompimento com a namorada, a mãe tenta esconder uma acontecimento mágoa recente com o marido e... falando no marido, pode se dizer que Richard Jenkins tem o melhor momento do filme, aquela cena perto do final, sem diálogo e apenas desesperada por um homem assombrado por um pesadelo de culpa. Jenkins está ótimo em cena, como o homem comum que tentou conduzir a vida da melhor forma possível, mas não soube evitar alguns tropeços. No entanto, seria covardia dizer que o elenco não o acompanha de perto, todos estão bem (a única cena em que June Squibb fala é de aquecer o coração), além de Beanie e Amy darem conta de papéis bem mais dramáticos (e complexos) do que costumam escolher. The Humans pode deixar uma parte da plateia entediada, com a sensação de que nada acontece, mas basta um olhar atento para perceber os assuntos complicados que o filme aborda. Nesta construção cênica, os poucos móveis que chegaram, as paredes vazias e a sensação de isolamento (mesmo com a casa cheia) só ressaltam as qualidades do filme ao explorar a anatomia daquelas relações em menos de duas horas de duração. Pena que o filme não estreou nos cinemas brasileiros, mas sorte que foi lançado pela MUBI. 

The Humans (EUA-2021) de Stephen Karan com Richard Jenkins, Beanie Feldstein, Steven Yeun, Jayne Houdyshell, Amy Schummer, June Squibb. ☻☻☻☻ 

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

4EVER: Wolfgang Petersen

14 de maio de 1941✰22 de agosto de 2022

Nascido em Emden, na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, Wolfgang Petersen começou os seus trabalhos no cinema nos anos 1960, mas antes estudou História do Teatro nas faculdades de Berlim e Hamburgo. No início da carreira realizou vários filmes para a televisão alemã - incluindo o seriado de sucesso Tatort. Esta experiência ajudou a realizar seu primeiro longa-metragem para o cinema: Einer von uns Beiden (1974) em que já demonstrava a competência técnica que se tornaria marca de sua carreira. O sucesso internacional chegou com O Barco (1980) em que o tom claustrofóbico dá o tom e rendeu seis indicações ao Oscar para a produção (direção, roteiro adaptado, montagem, fotografia, som e efeitos especiais). A indicação ao Oscar carimbou o passaporte do diretor para Hollywood, onde se especializou em superproduções como A História sem Fim (1984), o subestimado Inimigo Meu (1985), Na Linha de Fogo (1993), Epidemia (1995), Força Aérea Um (1997), Troia (2004) e Poseidon (1996). Vale ressaltar que O Barco ainda é uma referência para o cinema mundial. O premiado diretor e roteirista faleceu em decorrência de câncer no pâncreas. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

4EVER: Anne Heche

25 de maio de 1969 ✰ 11 de agosto de 2022

Anne Celeste Heche nasceu na cidade de Aurora (Ohio). Filha caçula de uma família com cinco crianças, a pequena sofreu com as constantes mudanças da família. O pai era diretor de coral e os problemas financeiros eram comuns e o trabalho no teatro começou a lhe render cem dólares por semana, o que a tornou a grande fonte de renda da família. A situação da família complicou quando o pai faleceu vítima de HIV em 1983. Dez anos depois, Anne Heche estreava no cinema, chamando atenção no indie Amigas Curtindo Adoidado (1996) de Nicole Holofcener. No ano seguinte ela já aparecia em grandes produções como Donnie Brasco, Volcano, Mera Coincidência e o sucesso Eu Sei o Que Vocês Fizeram no ano Passado. No ano seguinte vieram a controversa refilmagem de Psicose de Gus Van Sant e Seis Dias e Sete Noites ao lado de Harrison Ford, mas nenhum deles foi mais falado do que seu relacionamento com a atriz Ellen DeGeneres - que durou de 1997 até 2000.  Anne passou os últimos anos realizando trabalhos para a TV, mas particularmente considero que o melhor trabalho de Anne foi no incompreendido Reencarnação (2004) de Jonathan Glazer, em que ela interpreta (digna de prêmios) a amarga cunhada de Nicole Kidman. A atriz faleceu em decorrência de um acidente de carro e deixa oito projetos já filmados a serem lançados. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

4EVER: Olivia Newton-John

 26 de setembro de 1948 ✰ 08 de agosto de 2022

Olivia Newton-John nasceu em Cambridge no Reino Unido em uma família ilustre, já que é neta do físico ganhador do Nobel Max Born. Embora fosse cantora desde 1971, Olivia se tornou mais famosa quando respresentou seu país no  Festival Eurovision em 1974. Ao todo a artista lançou 26 álbuns de estúdio, ganhou quatro Grammys e quatro People's Choice Awards, três como cantora e um como melhor atriz em 1979 impulsionada pelo sucesso estrondoso do musical Grease (1978) nos cinemas. Embora tenha feito outros filmes, nenhum deles repetiu o êxito comercial ao lado de John Travolta. Desde os anos 1980, Olivia se dedicou a alguns filmes em que, na maioria das vezes fazia participações especiais e priorizou sua carreira de cantora. Ao ser diagnosticada com câncer de mama no início dos anos 1990, Olivia se tornou importante na luta por investimentos em pesquisas de combate ao câncer. Por seus esforços pela causa, a Rainha Elizabeth a nomeou com o título de Dama na lista de honrarias de 2020. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

4EVER: Jô Soares

 
16 de janeiro de 1938 ✰05 de agosto de 2022

José Eugênio Soares nasceu na cidade do Rio de Janeiro, filho de um empresário e uma dona de casa, Jô desejava ser diplomata quando era pequeno. Chegou a morar na Suíça por algum tempo (onde recebeu o apelido Joe, que mais tarde se tornaria ainda menor...), aos poucos, vendo a repercussão do seu senso de humor, percebeu que sua profissão seguiria outro rumo. Sua estreia na televisão aconteceu no humorístico Praça da Alegria em 1956. Neste tempo participou da novela Ceará Contra 007 na Record em 1965. Ele também participou dos humorísticos Família Trapo (1967), Faça Humor, Não Faça Guerra (1971), Satiricom (1973) e Planeta dos Homens (1976), até engatar voo solo com Viva o Gordo (1981-1987) na Globo - e seguir a mesma linha ao ir para o SBT em 1988 com Veja o Gordo, com a condição de ter seu talk show batizado de Jô Soares Onze e Meia. Ficando onze anos no ar, o programa de entrevistas do Jô se tornou um sucesso e rendeu vários genéricos que perduram até hoje. No ano 2000 voltou para a Globo com o Programa do Jô, que ficou no ar até 2016 em que anunciou sua aposentadoria. Ator, humorista, entrevistador, apresentador, músico e escritor, Jô participou de vinte e cinco filmes ao longo de sua carreira, incluindo Sábado (1995) de Ugo Giorgetti e O Xangô de Baker Street (2001) este adaptado de seu livro lançado em 1995. A causa da morte não foi divulgada a pedido da família.