segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Festival de Veneza 2026

A 83ª edição do Festival de Veneza começa no dia 02 de setembro e se estenderá até o dia 12 de setembro, na competição estarão filmes assinados por Danny Boyle, Werner Herzog, Martin McDonoagh, Hirokazu Koreeda, Nanni Moretti e Florian Zeller. Com a realização próxima da temporada de ouro das grandes premiações, o Festival está cercado de expectativas. O júri deste ano é presidido pela cineasta e atriz Maggie Gyllenhaal e conta com Daniel Blumberg, Xavier Giannoli e Frenacesco Casetti entre os jurados. A seguir todos os filmes que serão exibidos no festival ao longo de dez dias:

Mostra Competitiva

Ink, dir. Danny Boyle (Filme de Abertura)

Company, dir. Casey Affleck

A Bit of Light, dir. Ali Asgari

Ritorno a Buenos Aires, dir. Marco Bechi

Un Bon Petit Soldat, dir. Stephane Brize

Il Fuoco Che Ti Porti Dentro, dir. Edoardo de Angelis

Woman Unknown, dir. May el-Toukhy

Bucking Fastard, dir. Werner Herzog

A Place to Heal, dir. Cedric Kahn

Dau, dir. Ilya Khrzhanovsky

Look Back, dir. Hirokazu Koreeda

Possible Love, dir. Lee Chang-dong

Cavalo Selvagem Nove, dir. Martin McDonagh

It Will Happen Tonight, dir. Nanni Moretti

Primetime, dir. Lance Oppenheim

The Echo Chamber, dir. Andrea Pallaoro

Un Peu Avant Minuit, dir. Nicolas Pariser

L’Estranea, dir. Paolo Strippoli

Mr. Nelson, Did You Kill People?, dir. Shinya Tsukamoto

Bunker, dir. Florian Zeller

Mostra Holofote

Sumo: Spirit Weighs Nothing, dir. Erik Shirai (Filme de Abertura)

Conversation With the Sea, dir Muayad Alayan,

Hombre Al Agua, dir. Gael Garcia Bernal

Serpenti, dir. Roberto de Paolis Maino

Furies, dir. Rami Kodeih

Guria, dir. Levan Koguashvili

Ground Floor, dir. Gabor Reisz

I Matter, dir. Alina Serban

Mostra Horizontes

La Ragazza con la Leica, dir. Alina Marazzi (Filme de Abertura)

The Burning Giants, dir. Phuttiphong Aroonpheng Thai

What Belongs to Others, dir. Grzegorz Debowski

Una Storia, dir. Anna Foglietta

La Citta dei Vivi, dir. Edoardo Gabbriellini

Falling House, dir. Mohsen Gharaei

Too Much Sugar, dir. Robert Greene

The Difficult Bride, dir. Rubaiyat Hossain

La Maison du Vent, dir. Auguste Bernard Kouemo Yanghu

I Figli Della Scimmia, dir. Tommaso Landucci

A Day in the Life of Jo: Chapter Phaedra, dir. Jacqueline Lentzou

Oasis, dir. Jannis Lenz

Until the Day Ends, dir. Jelena Maksimovic

La Moula, dir. Jerome Pierrat

Lovers in the Blue Night, dir. Anuparna Roy

Un Detour par Diane, dir. Ann Sirot, Raphael Balboni

The Color of the Sun, dir. Xavier Tera

Mostra Venice Open

Juso Per Ferie, dir. Karen di Porto

Nino – Un Film su Nino, dir. Walter Fasano

The Pervert’s Guide to Utopias, dir. Sophie Fiennes

Joie de Vivre, dir. Luca Guadagnino

Twist and Shoot Mister Suzuki, dir. Yves Montmayeur

Intermission, dir. Yonfan

Mostra Venice Open  Não-Ficção

Be Brave, dir. Francesco Carrozzini

What Loves Builds, dir. Russell Crowe

Burgundy, dir. Michael Dweck, Gregory Kershaw

Musk, dir. Alex Gibney

The Road to Jericho, dir. Amos Gitai

Citizen Osama, dir. Ahmed Hassouna

Union Town, dir. Barbara Kopple

Holy Wood Dust, dir. Victor Kossakovsky

Letters from the Silenced Country, dir. Andrei Kutsila

Biografia de Jorge Luis Borges, dir. Mariano Llinas

My Undesirable Friends Part II – Exile, dir. Julia Loktev

Boatbilders, dir. Luke Lorentzen

Imperium, dir. Sergei Loznitsa

Shumei – The Living Legacy of Kabuki, dir. Takashi Miike

Queer Edward II, dir. Theo Rollason

Oasis: Don’t Look Back in Anger, dirs. Dylan Southern, Will Lovelace

Dust, dir. Tsai Ming-liang

Everest: The Other Side, dirs. Elizabeth Chai Vasarhelyi, Jimmy Chan

From Inside Out – The Architecture of Peter Zumthor, dir. Wim Wenders

Mostra Venice Open - Ficção

Nessun Dolore, dir. Gianni Amelio

Let Us Through, Dear Ancestors, dir. Lav Diaz

Father Joe, dir. Barthelemy Grossman

Scherzetto, dir. Mario Martone

Place to Be, dir. Kornel Mundruczo

No Paradise if You Are Killed by a Woman, dir. Halkawt Mustafa

Arrested Memory, dir. Sabu

The Basics of Philosophy, dir. Paul Schrader

Un Bon Avocat, dir. Tristan Seguela

Jupiter, dir. Alexandre Smia

Dio Ride, Giovanni Veronesi (Filme de Encerramento)

PL►Y: Vida Privada

Jodie: a ética na esquina. 

Admirado diáriw, Jodie Foster é uma das minhas atrizes favoritas desde sempre. Sou fã dela desde que a vi em O Silêncio dos Inocentes (1991) e ela se tornou uma daquelas atrizes em que basta o nome estar em alguma produção para atiçar meu interesse. Infelizmente ela filma pouco ultimamente, o que deixa uma curiosidade a mais para assistir este Vida Privada que está em cartaz na HBOMAX. Ela interpreta Lilian Steiner, uma renomada psiquiatra que tenta lidar com o suicídio de uma de suas pacientes, Paula (Virginie Efira). Considerando que conhecia bem a paciente, ela não acredita que tenha tirado a própria vida, suspeitando que trata-se de um caso de assassinato. Ajuda muito a aumentar as suspeitas de Lilian a hostilidade com que é tratada pelo marido da paciente, Simon (Mathieu Almaric) e o comportamento suspeito da enteada da falecida, Valérie (Luàna Bajrani). A narrativa se dedica à mostrar a psiquiatra descobrindo fatos e costurando pistas conforme sua suspeita instiga e, embora o roteiro não ofereça nada demais ao espectador, torna-se interessante pela forma como expõe nossa capacidade de criar as próprias verdades, moldando o que se encaixa em nosso ponto de vista e desconsiderando todo o resto que indique uma direção contrária. A diretora Rebecca Zlotowski consegue construir uma atmosfera envolvente de mistério e conta com um elenco impressionante que ainda conta com Daniel Auteuil como o ex-marido de Lilian e Vincent Lacoste como o filho cheio de ressentimentos. Entre suspeitas e desventuras, o filme de vez em quanto encontra até espaço para algum humor ancorado em um trabalho que soa como a antítese da personagem que Jodie Foster interpretou na última temporada de True Detective. Não chega a ser um filme memorável, mas é até instigante. 

Vida Privada (Vie Privée / França - 2025) de Rebecca Zlotowski com Jodie Foster, Mathieu Almaric, Virginie Efira, Luana Bajràni, Daniel Auteuil e Vincent Lacoste. 

domingo, 30 de agosto de 2026

PL►Y: O Convite

Seth e Olivia: casal anfitrião em crise. 

Entusiasmado diáriw, fico muito feliz de ver Olivia Wilde reencontrando seu caminho como diretora após a bagunça de Não se Preocupe, Querida (2022). A diretora brigou para que seu terceiro filme fosse lançado nos cinemas e chegou a recusar uma proposta robusta da Netflix que o lançaria direto no streaming. O resultado é um sucesso de bilheteria abraçado pelo público adulto que estava carente de um comédia madura ancorada em diálogos e atuações inspiradas. Baseado no filme espanhol Sentimental (2020) de Cesc Gay, o roteiro de Rashida Jones e Will McCormack  onsegue dar aos personagens novas nuances que torna tudo mais interessante. O filme conta a história do jantar promovido por Angela (Olivia Wilde) para os seus vizinhos, Piña (Penelope Cruz) e Hawk (Edward Norton) - mesmo que seu esposo, Joe (Seth Rogen) seja contra. A situação anda tensa entre o casal anfitrião, Joe é frustrado com sua carreira na música e Angela nunca conseguiu se dedicar à sua profissão, ficando presa às neuras de afazeres cotidianos. Já os convidados são descolados e tem uma vida sexual audível que mostra-se ainda mais movimentada do que os seus vizinhos suspeitavam. Entre diálogos afiados sobre a vida dos casais e alguns constrangimentos surge um convite inesperado para o casal em crise sair da rotina. Olivia Wilde faz um ótimo trabalho na direção, os atores apresentam uma ótima sintonia e a narrativa do filme flui de forma surpreendente levando em consideração a ambientação em uma única locação. Utilizando a estrutura do apartamento para emoldurar seus personagens, O Convite tem um pouco do cinema de Woody Allen quando ele dizia "vamos parar de rir e falar sério" e, não por acaso, o filme é dedicado à Diane Keaton (musa master do cineasta cancelado). Eu amei a última cena que deixa o final em aberto. 

O Convite (The Invite / 2026) de Olivia Wilde com Olivia Wilde, Seth Rogen Penelope Cruz e Edward Norton. ☻☻☻☻ 

PL►Y: Michael

Jafaar: honrando o legado do tio. 

Sonoro diáriw, a cinebiografia de Michael Jackson rende mais de um bilhão de bilheteria. Enquanto estava em cartaz era comum ver as reclamações com uma plateia disposta a render-se à empolgação e cantar junto, levantar e dançar na frente da tela. O repertório do Rei do Pop justificaria a postura de quem esqueceu os bons modos em casa e achou que iria para um show? Fato é que a trilha sonora de Michael é realmente empolgante e quem vivenciou aquele tempo em que ele dominava as rádios e a MTV (antes de se tornar um sujeito estranho) viverá uma compreensível nostalgia. Tirando a música do filme não sobra muita coisa no longa assinado por Antoine Fuqua. O roteiro de John Logan é capenga e se limita a costurar com algumas situações da vida do cantor os momentos dedicados aos seus maiores sucessos, no entanto vemos pouco do processo criativo do artista e nada de sua complexidade artística ou enquanto sujeito. De resto temos Jaafar Jackson (sobrinho do Michael) convincente como o cantor enquanto está cantando, dançando e consegue representar os gestos, olhares sorrisos e voz do tio, mas como ator o material que tem em mãos é pouco para trabalhar, já que os conflitos do protagonista estão mais vinculados à sua figura paterna opressora (vivido por Colman Domingo fazendo mais do que o roteiro lhe oferece) do que as suas ambições. Desta forma o final não poderia ser muito diferente do que ele anunciando sua saída do crivo do pai, mas é como cinema é pouco. A produção é bem cuidada, as luzes, a montagem, o som... mas o texto é fraquíssimo. O Rei do Pop merecia mais. Não por acaso a mana Janet Jackson pediu para nem ser mencionada na produção. Terminando na era Bad (1987), o filme terá uma sequência que acompanhará os anos mais complicados da carreira de Jackson. Imagino como será...  

Michael (EUA-2026) de Atoine Fuqua com Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller, Mike Myers, Laura Harrier, Jessica Sula e KeiLyn Durrell Jones. 

sábado, 29 de agosto de 2026

PL►Y: 9 ¹/² Semanas de Amor

Kim e Mickey: relacionamento tóxico. 
Amoroso diáriw, este filme faz parte daquela lista de "filmes muito falados que eu nunca assisti". Nunca tive muita vontade de assistir, acho que por pré-conceito mesmo já que sempre imaginei que era sobre uma casal apaixonado até que o amor acabava antes da décima semana. Confesso que fiquei surpreso em perceber como o filme tem mais nuances do que a pecha de romance erótico que atribuíram a ele. As cenas de sexo são  discretas e não deve deixar espectadores impressionados, mesmo contando com os corpos jovens de Kim Basinger e Mickey Rourke. Ele vive um executivo charmoso e um tanto misterioso, ela vive uma mulher que ainda tenta lidar com as feridas de um divórcio. Os dois começam um tórrido relacionamento amoroso, mas logo nas primeiras cenas você percebe que o rapaz é meio cretino e curte promover umas situações humilhantes com sua amada. Chamar de amada é um tanto demais, já que eu não enxerguei muito amor no filme. Percebi desejo, tesão, fantasias e fetiches, mas amor... a coisa fica ainda mais complicada quando percebemos a vulnerabilidade de Elizabeth em um relacionamento que mexe em algumas feridas de  sua auto-estima. Dizem que o diretor Adryan Lyne (que se tornou expert em dramas sexuais já no ano seguinte com Atração Fatal/1987 e depois vieram Proposta Indecente/1993, Lolita/1997 e Infidelidade/2002) tinha várias horas de filme que foram cortadas e que davam um sentido muito mais complexo (e ordenado) para o relacionamento entre os personagens. No fim das contas achei um filme ousado para época (foi fiasco nos EUA e sucesso na Europa) e serviu para dar status de estrela para o casa principal. Décadas depois cada um receberia uma indicação ao Oscar, mas neste filme Kim tem cenas de partir o coração (e nunca tinha imaginado como ela parecia com a Liv Ullman!). 

9 ¹/² Semanas de Amor (9¹/² Weeks / EUA - 1986) de Adrian Lyne com Kim Basinger, Mickey Rourke, Margareth Whitton, Sarah Kernochan, Christine Baranski e David Marguiles. 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Pódio: Tim Curry

Bronze: o palhaço maldito. 

3º It - Uma Obra-Prima do Medo (1990) Antes de Bill Skarsgård encarnar o palhaço macabro criado por Stephen King no cinema em 2017, foi Tim Curry que deixou muita gente com medo de palhaço (tem até nome para isso: coulrofobia) ao viver o ser misterioso que personifica os medos alheios (para se alimentar dos próprios temerosos). Na produção feita para TV em 1990 em formato de minissérie (e chegou por aqui em VHS duplo para dar conta de suas mais de 3 horas de duração), o palhaço sinistro inferniza a vida de sete pré-adolescentes que na vida adulta precisam derrotá-lo. Tim é o destaque da produção com sua caracterização assustadora que nunca mais deixou um palhaço ser visto da mesma forma. 

Prata: O Coisa Ruim.
2º A Lenda (1985) Antes de dar conta do palhaço do mal, Tim viveu o Senhor das Trevas em pessoa neste filme de Ridley Scott. Você deve estar se perguntando o motivo dele estar na medalha de prata e não na posição do bronze. O fato é que eu tinha mais pesadelos com o chifrudo depois de ver o filme estrelado por Tom Cruise do que com o palhaço maldito. No entanto, de nada valeria a caracterização impecável (os chifres gigantes, os dentes pontudos e até o corpo torneado) se a alma do coisa ruim não fosse um ator do porte de Tim Curry. Formado em Teatro de Birmingham e com vasta experiência em musicais, o ator demonstra uma expressividade facial e física que faz toda a diferença para viver um ser tão malévolo. Um clássico esquecido que merece ser revisto. 

1º O Transexual Transilvânia
1º Rocky Horror Picture Show (1975) Quando assisti ao filme dirigido por Jim Sharman na adolescência eu imaginei que aquele ator que vivia o cientista alienígena transexual do planeta Transilvânia teria recebido vários prêmios pelo seu trabalho. Não foi bem assim. O filme foi um fracasso de bilheteria, mas ao longo dos anos os produtores perceberam que uma parcela do público desenvolvia um verdadeiro culto em torno dele em sessões à meia-noite. Tornando-se cult na marra, o musical alucinadamente queer sobre um casal comportado que vai parar no castelo habitado por um grupo de criaturas, digamos, diferentes, tornou o personagem Frank'n Furter em um ser icônico do cinema e tudo por conta da energia contagiante impressa por Tim Curry. Só por este papel, ele já merece o céu junto aos Deuses do Cinema. 

4EVER: Tim Curry

19/04/1946 ✰ 25/08/2016
Timothy James Curry nasceu em Cheshire na Inglaterra filho de uma secretária escolar e um capelão, formou-se em Inglês e teatro na Universidade de Birminghan. Após trabalhos nos palcos e na TV, sua estreia no cinema aconteceu em 1975 na pele do antológico cientista Frank'n Furter no cultuado musical The Rocky Horror Show. O papel icônico lhe rendeu vários convites para papéis parecidos, mas Curry decidiu escolher papéis bastante diferenciados ao longo da carreira. Tim também ficou famoso por seu trabalho como dublador e continuou seus trabalhos até 2024 mesmo após ter sofrido um AVC em 2012. A causa da morte não foi informada. 

4EVER: Dolly Parton

19/01/1946 ✰ 25/08/2026
Dolly Rebeca Parton Dean foi a quarta filha de uma família de doze irmaõs. Nascida no Tennesssee em uma família de agricultores, Dolly começou a cantar na infância na igreja e posteriormente na rádio local. Diante do reconhecimento foi para Nashville após a conclusão do Ensino Médio e ficou famosa após aparecer em um programa de TV. Dolly conquistou vários prêmios e também se destacava como atriz, empresária, produtora, compositora e filantropa. Entre seus clássicos estão Jolene e I Will Always Love You. Dolly concorreu ao Oscar de melhor canção duas vezes e recebeu um prêmio especial este ano. Dolly faleceu tratando um câncer. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

NªTV: Clarice

Breeds: o legado da agente Starling. 
Querido diáriw, O Silêncio dos Inocentes (1991) foi o primeiro filme de gente grande que assisti. O longa se tornou um clássico, com performances inesquecíveis de Anthony Hopkins e Jodie Foster. Com o mérito de ser um dos poucos filmes a receberem os cinco principais prêmios do Oscar (filme, direção, ator, atriz e roteiro adaptado da obra de Thomas Harris), o filme se tornou uma referência do gênero policial. Embora tenha rendido vários derivados, nada se compara à grandiosidade do filme de Jonathan Demme. Eis que dia desses procurando algo para assistir no Prime Video encontrei a série Clarice, lançada em 2021 que apresenta o que acontece com a agente Starling após os fatos do filme. Embora tenha durado somente uma temporada, a série prendeu minha atenção e a considerei bastante interessante ao capturar detalhes do filme que poderiam ser aprofundados (e como tem desdobramentos possíveis!). A começar pelo estresse pós-traumático da jovem Clarice (vivida pela competente Rebecca Breeds que reproduz alguns elementos da atuação de Foster) após o confronto com Bufallo Bill e a proximidade com Lecter (que por motivos de direitos autorais não pode ter o nome citado na produção). Depois de um ano de licença, Clarice voltou ao batente cheia de prestígio, mas insegura ao lado de uma equipe. Agora, ela ajuda a desvendar mortes que parecem executadas por um serial killer, mas sua capacidade de olhar para os lados menos óbvios do caso permanece intacta.  A série sofreu críticas por não trazer nada de novo e parecer com outras séries policiais em exibição. Só esqueceram que a série se inspira na atmosfera do filme que serviu de referência para quase tudo ligado à investigações que veio depois dele. A temporada é satisfatória, o elenco é bom, os personagens são interessantes e eu veria mais algumas temporadas sem problemas. 

Clarice (EUA/2021) de Jenny Lumet e Alex Kurtzman com Rebecca Breeds, Michael Cudlitz, Lucca de Oliveira, Marnee Carpenter, Devyn A. Tyler e Nick Sandow. ☻☻☻☻.