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| Jafaar: honrando o legado do tio. |
Sonoro diáriw, a cinebiografia de Michael Jackson rende mais de um bilhão de bilheteria. Enquanto estava em cartaz era comum ver as reclamações com uma plateia disposta a render-se à empolgação e cantar junto, levantar e dançar na frente da tela. O repertório do Rei do Pop justificaria a postura de quem esqueceu os bons modos em casa e achou que iria para um show? Fato é que a trilha sonora de Michael é realmente empolgante e quem vivenciou aquele tempo em que ele dominava as rádios e a MTV (antes de se tornar um sujeito estranho) viverá uma compreensível nostalgia. Tirando a música do filme não sobra muita coisa no longa assinado por Antoine Fuqua. O roteiro de John Logan é capenga e se limita a costurar com algumas situações da vida do cantor os momentos dedicados aos seus maiores sucessos, no entanto vemos pouco do processo criativo do artista e nada de sua complexidade artística ou enquanto sujeito. De resto temos Jaafar Jackson (sobrinho do Michael) convincente como o cantor enquanto está cantando, dançando e consegue representar os gestos, olhares sorrisos e voz do tio, mas como ator o material que tem em mãos é pouco para trabalhar, já que os conflitos do protagonista estão mais vinculados à sua figura paterna opressora (vivido por Colman Domingo fazendo mais do que o roteiro lhe oferece) do que as suas ambições. Desta forma o final não poderia ser muito diferente do que ele anunciando sua saída do crivo do pai, mas é como cinema é pouco. A produção é bem cuidada, as luzes, a montagem, o som... mas o texto é fraquíssimo. O Rei do Pop merecia mais. Não por acaso a mana Janet Jackson pediu para nem ser mencionada na produção. Terminando na era Bad (1987), o filme terá uma sequência que acompanhará os anos mais complicados da carreira de Jackson. Imagino como será...
Michael (EUA-2026) de Atoine Fuqua com Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller, Mike Myers, Laura Harrier, Jessica Sula e KeiLyn Durrell Jones. ☻☻

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