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| Koch: terror queer. |
Platônico diáriw, fiquei surpreso com o que o diretor Carter Smith faz neste filme. Ainda que o último ato seja bastante problemático, Engolidos é um terror que tem orgulho de ser queer - e eu nem imaginava isso diante das pistas presentes no cartaz e no título. O filme conta a história de dois amigos que estão em uma noite de despedida. Benjamin (Cooper Koch) está prestes a ir para Los Angeles para se tornar um astro pornô e o amigo Dom (Jose Colom) está disposto a ajudá-lo a ter algum dinheiro para se estabelecer por lá. Os dois resolvem traficar drogas para o Canadá em uma única noite, só não imaginavam que teriam que engolir uns pacotes com uma substância misteriosa. Como o mundo é cruel, uma briga ocorre por conta de preconceito e um soco no estômago de Dom faz com que se deem conta de que a tal substância é mais perigosa do que imaginavam. Tendo que resolver a situação, Ben só pode contar com a ajuda de quem os colocou naquela situação, a traficante Alice (Jena Malone) e a coisa só piora quando o chefe dela (Mark Patton) entra em cena. O que prendeu minha atenção no filme foi a relação entre Ben e Dom, dois amigos que diversas cenas sugerem que poderia haver algo mais, caso o roteiro seguisse caminhos mais convencionais, mas como é um terro que flerta com o body horror a relação entre os dois envereda por um caminho totalmente diferente com direito a cenas bastante incômodas. O laço entre os dois ajuda a relevar as guinadas bruscas da história e os horrores que precisam passar, mas o terceiro ato se torna longo e arrastado demais para manter o interesse. Enquanto terror queer, eu não tinha visto nada parecido com o que acontece em Engolidos, com nudez masculina, ereções e... melhor nem escrever, o filme faz horror com o que para muitos seria puro fetiche.
Engolidos (Swallowed / EUA-2022) de Carter Smith com Cooper Koch, Jena Malone, Mark Patton, Jose Colom e Roe Pacheco. ☻☻

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