terça-feira, 10 de março de 2015

Na Tela: Para Sempre Alice

Julianne Moore: perdendo a memória para ganhar o Oscar. 

O Oscar desse ano ficará famoso por ter finalmente premiado Julianne Moore como melhor atriz, no entanto, dificilmente as pessoas irão lembrar do filme que a permitiu tal façanha. Para Sempre Alice tem a maior cara de telefilme da década de 1980, mas tem a sorte de contar com uma estrela do quilate de Julianne para valorizar algo que já foi visto várias vezes na telona. Baseado no livro de Lisa Genova e dirigido pela dupla Richard Glatzer e Wash Westmoreland (que também assina o roteiro), o filme acompanha uma renomada linguista às voltas com o diagnóstico de Alzheimer precoce. Antes do diagnóstico, Alice Howland já percebia que sua memória a traia em várias ocasiões, seja durante as aulas, numa conversa com os amigos, ou mesmo quando praticava cooper e esquecia onde estava. A partir do diagnóstico, ela tem certeza de que sua situação irá piorar cada vez mais. O filme se dedica totalmente a esse doloroso processo vivido pela protagonista de perceber que sua memória irá aos poucos abandoná-la até que ela seja incapaz de reconhecer seus filhos ou expressar suas vontades. Ainda que a família de Alice seja formada por atores conhecidos (Alec Baldwin é o esposo, Kate Bosworth é a filha mais velha e Kristen Stewart a caçula), todo o foco e responsabilidade do funcionamento do filme recai sobre Julianne. Pode parecer uma bobagem, mas perante os outros papéis que já a colocaram na mira do Oscar (só para lembrar: a diva pornô de Boogie Nights/1997, a esposa adúltera de Fim de Caso/1999, a dona de casa depressiva de As Horas/2002 e a esposa trocara por um homem em Longe do Paraíso/2002) a tarefa de viver Alice parece fácil para a atriz, afinal, basta um olhar para perceber que a memória da personagem torna-se cada vez mais afetada. Existem cenas interessantes no filme, como o momento em que os filhos recebem a notícia de que podem ter herdado a genética materna e sofrer do mesmo mal futuramente e, especialmente, a cena em que Alice pretende guiar a si mesma para cometer suicídio num futuro próximo (considero esse momento o ponto alto do filme onde podemos comparar dois momentos distintos da personagem e ver a transformação sofrida pela atriz).   Alguns exagerados chegaram a cogitar que Kristen Stewart poderia ser indicada ao Oscar de coadjuvante, mas o desempenho da jovem atriz é apenas discreto assim como de todos os coadjuvantes. Para Sempre Alice não é um filme memorável ou ruim, mas poderia ser mais interessante se seus outros personagens fossem menos estereotipados e tão bem delineados como a protagonista, do jeito que foi realizado parece feito por encomenda para provar que, mesmo com as limitações de um filme de baixo orçamento, Julianne consegue brilhar como sempre (com a vantagem de viver o tipo de personagem que o Oscar adora premiar), sua atuação é sensível e competente, o que já é suficiente para assistir ao filme que estreia no Brasil na próxima quinta-feira. 

Para Sempre Alice (EUA-2014) de Richard Glatzer e Wash Westmoreland com Julianne Moore, Alec Baldwin, Kristen Stewart, Kate Bosworth e Hunter Parrish. ☻☻☻

segunda-feira, 9 de março de 2015

FILMED+: Encontros e Desencontros

Murray e Scarlett: a sintonia de dois perdidos. 

Até protagonizar Encontros e Desencontros, segundo filme de Sofia Coppola na direção, Bill Murray estava um tanto deslocado em Hollywood. Sua carreira perdera fôlego na década de 1990 e vivia de pequenas participações em filmes aquém do seu talento. Foi quando Wes Anderson integrou  o ator à sua patota em Três é Demais (1998) que as pessoas lembraram o quanto ele podia ser magnético numa comédia. No entanto, a filha de Francis Ford Coppola queria mais e o escalou para viver o ator quase aposentado Bob Harris - que com os filmes rareando em sua carreira, passa o tempo fazendo comerciais e discutindo qual tapete sua esposa deve escolher para decorar a casa. Quando chega à Tokyo para fazer outro comercial de bebida, Bob parece já ter se acostumado a não estar no mundo, apenas encostado nele. Situação parecida é a vivida pela jovem Charlotte (Scarlett Johansson), que recém-formada em Filosofia, visita o Japão enquanto marido fotógrafo precisa fazer algumas fotos sobre a promoção de um filme no país. A sintonia entre Bob e Charlotte é imediata, afinal, além de estrangeiros numa cultura diferente, ainda percebem um abismo crescente entre a vida que levam e a de seus respectivos cônjuges... sorte que narrar um caso de adultério entre um homem mais velho e uma garota mais nova está longe de ser o foco do filme. Preocupada em expressar os sentimentos dos personagens com olhares e situações cômicas e dramáticas, Sofia Coppola tece a relação de seu casal protagonista de forma única. É evidente que o bem estar causado em um pelo outro sofre com o peso de todas as responsabilidades e diferenças que assumiram no decorrer de suas vidas paralelas, ao mesmo tempo que o roteiro torna o desarranjo físico causado pelo fuso-horário um tanto emocional pela afeição crescente entre os personagens banhados na solidão vivida na viagem. Por se distanciarem aos poucos da comédia e se aproximarem do drama, Bill e Scarlett foram indicados a muitos prêmios por suas atuações sutis, mas enquanto Bill recebia sua primeira indicação ao Oscar (ele perdeu, mas se tornou cult depois disso), Scarlett dava o primeiro passo para se tornar uma das atrizes mais cobiçadas de Hollywood. Sofia Coppola levou para casa o Oscar pelo roteiro original e tornou-se a primeira cineasta americana a ser indicada na categoria de Melhor Direção no Oscar, mas o efeito do filme em sua carreira foi muito maior. Depois de viver à sombra do pai e atravessar crises existenciais (que inspirou os dilemas dos personagens do filme), Sofia mostra aqui que tem voz própria, embora ela tenha se tornado mais diluída nos seus filmes seguintes. A estética do filme também impressiona, com a bela luz que lança sobre a cidade e aquele segredo que seus personagens evitam compartilhar com a plateia na cena mais memorável do filme. Vale dizer que dez anos depois de seu lançamento nos cinemas, Lost In Translation melhora a cada vez que assisto. 

Encontros e Desencontros (Lost in Translation/EUA-Japão/2003) de Sofia Coppola com Bill Murray, Scarlett Johansson, Giovanni Ribisi e Catherine Lambert. ☻☻☻☻☻

Na Tela: Um Santo Vizinho

Murray e Jaeden: dupla de respeito. 

Reza a lenda que meia dúzia de pessoas tem o telefone de contato de Bill Murray. Portanto, se você quiser convidar o ator para alguma produção você deve ter a sorte de encontrar um dos poucos mortais que possuem seu número - e ter uma prosa muito convincente para que ele te forneça o cobiçado número e Murray embarque no seu projeto. Estreante em longa metragem, Theodore Melfi concebeu o roteiro de Um Santo Vizinho para ter Jack Nicholson no alto dos créditos, quando Jack recusou o convite ele teve certeza que somente Bill seria capaz de dar vida ao papel de Vincent, um veterano da guerra do Vietnã beberrão, cínico, mal humorado e de poucos amigos.  Vincent tem como amigos apenas alguns parceiros de copo - além da prostituta russa grávida Daka (vivida com gosto por Naomi Watts). Essa rotina irá mudar quando a divorciada Maggie (Melissa McCarthy) se mudar para a casa ao lado com o compenetrado menino Oliver (Jaeden Lieberher). Apesar do contato inicial pouco amistoso, Maggie ainda não tem ninguém de confiança para deixar o filho e Vincent topa fazer o serviço por alguns dólares (contados por hora). Aos poucos, torna-se inevitável a sintonia entre o veterano e o jovem menino que enxerga, por debaixo daquela figura pouco amistosa, um bom coração capaz de ocupar a lacuna deixada pelo referencial masculino paterno. Aos poucos o roteiro mostra que Vincent não é um sujeito ruim, inclusive quando ensina Oliver a se defender da hostilidade do mundo (ou quando o leva a lugares nada exemplares para um menino). Theodore Melfi faz um filme que poderia ser trivial estar acima da média, graças às dedicadas atuações do seu elenco em papéis diferentes do usual, com destaque para a química entre Murray e o pequeno Jaden. Se Murray entrega uma boa atuação (indicada ao Globo de Ouro de ator de comédia), vale registrar que Jaeden Lieberher é um achado. Sério e de uma inocência ímpar, o menino é um ótimo contraponto perante a dureza dos personagens que o cerca (ao ponto de tornar comovente a cena em que Vincent e ele encenam uma luta em câmera lenta). Melfi mostra-se bastante promissor por saber lidar com a história sem parece meloso, desenvolvendo as relações de seus personagens aos poucos até chegar ao final onde o pequeno Oliver declara as qualidades de seu santo vizinho. Entre os risos, alguma lágrima pode até surgir - e isso prova que o filme atinge plenamente seus objetivos (tanto que foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia no Globo de Ouro). 

Um Santo Vizinho (St. Vincent/EUA-2014) de Theodore Melfi com Bill Murray, Jaeden Lieberher, Melissa McCarthy, Naomi Watts, Chris O'Dowd e Terrence Howard. ☻☻☻

domingo, 8 de março de 2015

10+ Atrizes em que o Oscar ficará de Olho

No dia Internacional da Mulher preparei minha postagem sobre dez atrizes que já provaram o seu valor nos últimos anos e que prometem receber sua primeira indicação ao Oscar em breve. Algumas são conhecidas, outras nem tanto, algumas mereceram estar na lista por seus trabalhos no último ano, outras andavam esquecidas e voltaram a ter força em Hollywood. A lista ficou assim:

Nascida em 24 de julho de 1982 na cidade de Los Angeles (EUA), Elisabeth Singleton Moss foi uma ganhou muito respeito na televisão nos últimos anos. Depois do sucesso em The West Wing, a atriz ficou conhecida por viver a secretária em ascensão Peggy Olson na cultuada série Mad Men. Não satisfeita ela ainda atuou na excelente série Top of the Lake de Jane Campion (que a rendeu o Globo de Ouro de melhor atriz dramática em minissérie para a TV). Apesar da dedicação à televisão, Elisabeth realiza trabalhos para o cinema desde 1991, mas recentemente foi redescoberta em filmes como Na Estrada/2012 e Complicações do Amor/2014. Vale lembrar que a atriz tem no currículo o indicado ao Oscar Garota Interrompida/1999 onde vive uma jovem traumatizada com o rosto coberto por queimaduras.  Fique de olho com o fim próximo de Mad Men, já que a atriz tem quatro filmes a serem lançados em 2015, o suspense Queen of Earth, a estreia do roteirista Reed Morano na direção em Meadowland, a estreia do também roteirista James Vanderbilt atrás da câmera em Truth (ao lado de Cate Blanchett) e o aguardado drama de ficção científica  High-Rise, baseado na obra de J.G. Ballard (com Tom Hiddleston e Jeremy Irons). 

Nascida em 23 de fevereiro de 1982, em Londres (Inglaterra), Emily Olivia Leah Blunt está em ascensão em Hollywood.  Ela ficou conhecida como a secretária ruiva e mal humorada em O Diabo Veste Prada e desde então o Oscar acumula algumas dívidas com ela, afinal, enquanto o Globo de Ouro já a indicou quatro vezes em suas categorias cinematográficas, a Academia prefere ignorá-la - afinal, em seu currículo conta com os indicados ao Oscar O Diabo Veste Prada, Jogos do Poder/2007, A Jovem Rainha Victoria/2009, O Lobisomen/2010, Os Muppets/2011 e Caminhos da Floresta/2014 - e pelo menos em três deles, ela merecia ter sido lembrada entre os indicados da Academia.  Fique de olho porque nos últimos anos, Emily tornou-se uma aposta segura para viver personagens femininos em filmes de ação, mas em 2015 ela aposta somente em Sicario do diretor Dennis Villeneuve, onde vive uma agente do FBI que envolve-se numa ação da CIA para destruir um império do crime. Em 2016 ela estará em O Caçador (a continuação de Branca de Neve e o Caçador lançado em 2012) ao lado de Chris Hemsworth, Jessica Chastain e Charlize Theron  além de dar uma força ao amigo Rupert Friend que estreia na direção com Barton & Charlie & Checo & Bill.

Nascida em 25 de março de 1982 em Massachussets (EUA), Jennifer Sarah Slate ainda é uma ilustre desconhecida do grande público (mesmo com seus vários trabalhos na televisão), mas ela ficou conhecida em Hollywood depois que atuou no aclamado filme independente The Obvious Child, onde vive uma mulher com uma gravidez não planejada. O filme lhe rendeu uma indicação ao Independent Spirit Awards de melhor atriz, além de várias outra menções em prêmios da crítica. Seu currículo possui apenas cinco filmes, sendo que um deles (O Lorax: Em Busca da Trúfula Dourada/2012 para o qual emprestou sua voz aguda peculiar) quase foi  indicado ao Oscar.  Fique de olho em sua pequena participação na comédia romântica Uma Semana a Três e Digging for Fire ao lado de Sam Rockwell, Chris Messina e Anna Kendrick.

Nascida em 21 de julho de 1985 em Londres (Inglaterra), Juno Violet Temple trabalha no cinema desde 2000 e demonstra ser uma das mais versáteis de sua geração, aparecendo cada vez mais segura na telona - basta ver sua atuação no delirante Killer Joe (2012) do veterano William Friedkin. A atriz ficou conhecida como a prima molestada de Desejo e Reparação/2007 e desde então ganhou respeito perante os diretores. Embora seus papéis de maior destaque sejam no cinema independente (como Sr. Ninguém/2010, e Kaboom/2009), seu currículo tem três indicados ao Oscar:  Notas sobre um Escândalo (2006), Desejo e Reparação (2007) e  Malévola (2014). Fique de olho nos seis filmes dela marcados para estrear esse ano: os dramas Safelight, Meadowland, Len and Company e Away, além do mistério Black Mass (com Benedict Cumberbatch) e o romance Far From the Madding Crowd de Thomas Vinterberg. 

Nascida em 3 de março de 1980 em Westminster (Inglaterra), Katherine Boyer Waterson é filha do ator Sam Waterston, veterano que fez vários filmes com Woody Allen na década de 1980 (e que agora atua na série The Newsroom). Kat ficou conhecida como a maior revelação feminina de 2014 pelo frisson causado por sua atuação no novo filme de Paul Thomas Anderson, Vício Inerente - em que faz um papel arriscado de forma sedutora na medida certa -sua atuação no longa chama mais atenção do que a da estrela Reese Witherspoon. Ela atua no cinema desde 2007 e já acumula dois indicados ao Oscar em seu currículo: Conduta de Risco (2007) e (o próprio) Vício Inerente. Fique de olho nos seus trabalhos em Queen of Earth, Manhattan Romance, na ficção científica Fluidic e na cinebiografia Steve Jobs capitaneada por Danny Boyle (onde a moça atua ao lado de Michael Fassbender e Kate Winslet). 

Margot Elise Robbie, nascida em 2 de julho de 1990 na cidade de Dalby (Austrália). Ela começou sua carreira em séries de TV. Depois fez uma pequena participação na comédia romântica Questão de Tempo, mas ficou conhecida quanto foi a esposa de Leonardo DiCaprio em O Lobo de Wall Street. Há quem considere que a loura merecia uma indicação ao Oscar de coadjuvante por sua desinibida atuação.  O Lobo de Wall Street de Martin Scorsese (que foi seu terceiro longa na carreira) garantiu um filme indicado ao Oscar em seu curto currículo no cinema.  Fique de olho  em seus vários projetos, seja em sua versão morena em Zacharias (ao lado de Chris Pine e Chiwetel Ejiofor), (o prestes a estrear aqui no Brasil) Golpe Duplo (com Will Smith), ela ainda será a clássica Jane na nova versão de Tarzan, além da comédia de guerra Fun House (com Billy Bob Thornton), o aguardado Suite Française com Michelle Williams e Matthias Shoenaerts, além do blockbuster Esquadrão Suicida (onde viverá a cultuada Arlequina). 

Nascida em  15 de novembro de 1991 na ensolarada California (EUA), Shailene Diane Woodley estreou em 1999, aos oito anos de idade - e ganhou fama em vários programas de televisão desde então (especialmente com A Vida Secreta de uma Adolescente Americana que ficou no ar de 2008 até 2013), mas Shailene  ficou conhecida mesmo quando interpretou a filha de George Clooney em OS Descendentes, filme que lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro de atriz coadjuvante. No entanto, muita gente irá lembrar dela como a jovem com câncer Hazel Grace de A Culpa é das Estrelas. No seu currículo está o  indicado ao Oscar Os Descendentes/2011 de Alexander Payne.   Fique de olho  porque além de ser a protagonista da franquia milionária Divergente, a moça ainda estará no novo filme de Oliver Stone, Snowden ao lado de um elenco respeitável: Tom Wilkinson, Melissa Leo, Joseph Gordon-Lewitt, Nicolas Cage e Zachary Quinto. 

Nascida em  28 de dezembro de 1981 em Nova York (EUA) Sienna Rose Miller já demonstra fôlego de veterana. Embora sua fama tenha crescido mais em torno de sua tumultuada separação com Jude Law, Sienna sempre colheu elogios por suas atuações. Além dos críticos, os fashionistas também ficam de olho nela.  Sienna ficou conhecida vivendo a namorada alcoolatra de Alfie - Um Sedutor, embora os mais antenados cultuem sua atuação em Uma Garota Irresistível (2006) onde viveu a musa de Andy Warhol, Edie Sedgwick, ou mesmo a estrela perseguida de Alfred Hitchcock em A Garota, telefilme da HBO).  Em 2014 seu currículo recebeu dois indicados ao Oscar: Foxcatcher e Sniper Americano, onde interpreta esposas discretas que vivenciam os dilemas de seus maridos. Com os elogios recebidos no último ano, fique de olho  na repercussão de seus novos filmes: (os já mencionados) Black Mass e High-Rise, seu reencontro com Bradley Cooper no novo filme de John Wells (ainda sem título), a dramédia Krystal com William H. Macy, o aguardado Lost City of Z  do diretor James Gray e o novo filme do cineasta Ben Affleck, Live By Night. 

Nascida em  9 de setembro de 1983 em Los Angeles (EUA), Zoe Swicord Kazan é filha dos roteiristas (indicados ao Oscar) Nicholas Kazan e Robin Swicord, além de neta do veterano Elia Kazan (de clássicos do porte de Sindicato de Ladrões/1954 e Uma Rua Chamada Pecado/1951). A jovem Zoe além de atriz é produtora e roteirista e ano passado colheu muitos elogios como coadjuvante da minissérie Olive Kitteridge.  Zoe atua desde 2003, mas seu rosto de bochechas marcantes ficou conhecido com sua ótima atuação como a namorada fictícia de Paul Dano em Ruby Sparks (filme em que escreveu o roteiro e que merecia uma lembrança no Oscar de 2013). No seu currículo ela conta com os indicados ao Oscar    A Família Savage (2007), No Vale das Sombras (2007) e Foi Apenas um Sonho (2008). Fique de olho  em suas atuações no elogiado sobrenatural In Your Eyes (com roteiro de Joss Whedon) e Our Brand In Crises, novo filme de David Gordon Green. 

Nascida em  19 de junho de 1978 em Nova Jersey, Zoë Yadira Saldaña Nazario é a estrela favorita dos nerds e geeks de plantão. Atuando no cinema desde 2000 (depois de uma rápida passagem pelo seriado Lei e Ordem em 1999), ela ficou conhecida como a simpática atendente de O Terminal/2004 de Steven Spielberg (nada mal para quem foi coadjuvante de Britney Spears no hediondo Crossroads/2002). No entanto, Zoe tornou-se famosa por seus filmes de ação e ficção científica.  São esses filmes que garante os indicados ao Oscar em seu currículo:  a repaginada de Star Trek (2009), o campeão de bilheteria Avatar (2009) e Guardiões da Galáxia (2014), filmes que garantem que ao natural, azul ou verde a bela tem talento de sobra (agora só falta a academia reconhecer seus dotes por isso...). Fique de olho  porque além das anunciadas continuações de Star Trek, Avatar e Guardiões da Galáxia, Zoe estará em alta ao viver a diva Nina Simone na cinebiografia assinada por Cynthia Mort (sentiu o cheiro de Oscar?), além de estar em Live By Night drama criminal dirigido por Ben Affleck. 

quarta-feira, 4 de março de 2015

PL►Y: Mandela - O Caminho Para Liberdade

Idris e Naomie: Mandela e Winnie.  

Nelson Mandela é uma das personalidades mais relevantes do século XX, não por acaso, de vez em quando aparece algum filme retratando uma fase específica de sua vida. Tempos atrás foi Invictus/2009 , agora foi este filme dirigido por Justin Chadwick, que tem como grande diferencial a profundidade na união e separação ideológica com Winnie Mandela, segunda esposa do líder sul-africano. Pautado na autobiografia de Mandela, o roteiro de William Nicholson procura não exaltá-lo como uma herói, mas como pessoa com forças e fraquezas que percebe o quanto o racismo prejudica o desenvolvimento de seu país, com uma política retrógrada que impedia a cidadania plena dos negros na África do Sul. As manifestações e embates vividos por Mandela foram muitos, por vezes incompreendidos pela sua família, até que ele encontra Winnie Mandela. Na década de 1950, Winnie era formada em Serviço Social e trabalhava no hospital da capital, o que era uma raridade para a época. Desde o início percebe-se a força de Winnie e como Mandela se fortalece em sua companhia. Interessados por política, os dois se conhecem em 1951, se casam em 1958 e lutam contra o regime racista do apartheid a partir de 1962. Idris Elba e Naomie Harris apresentam belas atuações na pele dos icônicos personagens e sempre evitam que as tendências melodramáticas da direção estraguem a sessão. Da prisão de Mandela, passando pelas perseguições sofridas por Winnie no período, o casal imprime grande dignidade ao andamento da história. O grande diferencial do filme está no momento em que, com Mandela preso, Winnie assume a liderança dos insatisfeitos com o regime imposto na África do Sul. Tomada pela revolta, ela possui seguidores radicais, que executam suas ordens e acarretam situações caóticas no país vitimando inocentes em conflitos com as autoridades. A partir desse ponto, a cisão ideológica do casal fica evidente. Nesse ponto, a atuação de Naomie escorrega um pouco, quase caindo na armadilha da canastrice de uma mulher endurecida pela vida, mas com a generosidade de Idris Elba por perto a coisa nunca cai no ridículo. Chadwick tenta fazer do filme algo melhor do que um vídeo sobre história e consegue, ainda que o filme pudesse ser um pouco mais curto, Mandela - O Caminho da Liberdade pode ter os seus defeitos, mas é bem produzido e merecia ser mais conhecido do que a melosa canção escrita pelo U2 que está em sua trilha sonora. 

Mandela - O Caminho da Liberdade (Mandela: Long Walk to Freedom / Reino Unido - África do Sul / 2013) de Justin Chadwick com Idris Elba, Naomie Harris, Tony Kgoroge, Riad Moosa e Deon Lootz. ☻☻☻

PL►Y: Lovelace

Brody e Amanda: os bastidores de uma relação pornográfica.  

Aos 28 anos, Amanda Seyfried percebeu que já estava na hora de se distanciar dos personagens adolescentes e enfrentar personagens mais adultos. Em 2013 o filme sobre a carreira de um ícone do cinema erótico cruzou o caminho da atriz e ela embarcou na biografia de Linda Lovelace sem pestanejar. Linda ficou famosa por sua participação num clássico do gênero (o famigerado "Garganta Profunda"), mas a carreira da atriz encontra obstáculos para seguir em frente. O filme acompanha a personagem desde o fim de sua adolescência, especialmente depois que conhece Chuck (Peter Sarsgaard). Diante do namoro e dos problemas de relacionamento com a mãe (vivida por Sharon Stone) a levaram a ser expulsa de casa. Além de marido, Chuck aproveita do interesse da jovem em se tornar atriz para que ela iniciasse a carreira no cinema pornográfico, onde, sem ser propriamente uma beldade para o gênero, ela faz carreira por uma cena bastante particular. O filme está dividido em duas partes, na primeira conhecemos a fama crescente de Linda, onde tinha a indústria dos filmes adultos a seus pés no ano de 1972 (graças ao filme ter se tornado um campeão de bilheteria). Depois, o filme mostra os bastidores dessa carreira: como Chuck era extremamente abusivo com a esposa, não apenas a agredindo fisicamente como também incentivando a prostituição de Lovelace. Além de atrapalhar a carreira da esposa, o espertalhão ainda a destruiu financeiramente e evitou que a carreira dela seguisse por outros caminhos quando ela estava no auge. Baseado na autobiografia da atriz, os diretores Rob Epstein e Jeffrey Friedman se beneficiam com a experiência que possuem do gênero documental ao contar a história de Linda, mas o resultado não é o esperado. Quem assistiu ao ótimo Uivo (2010), sabe que aqui os diretores parecem um tanto amarrados no desenvolvimento da história - o que não deixa de ser curioso, já que seus filmes lidam constantemente com os conflitos entre a sexualidade (principalmente a homossexual) e os padrões sociais. O problema talvez esteja na visão sobre os fatos, já que Linda come o pão que o diabo amassou sem que possamos sentir algo além de pena da personagem e bastante ódio de Chuck, porém, essa dicotomia deixa o roteiro um tanto inconsistente. É verdade que após largar a carreira de atriz (depois de dois filmes mais brandos e comerciais que fracassaram na bilheteria), Linda ganhou fama lutando contra os abusos da indústria pornográfica e o filme faz jus a esse desfecho, mas deixa a história um tanto arrastadamente previsível. Talvez se os diretores não houvessem criado a cisão nas duas partes da mesma história, a narrativa parecesse mais verdadeira. Fracasso de bilheteria nos EUA e no resto do mundo, quem levou a pior foi Amanda Seyfried que entrega sua melhor atuação na pele da personagem. É visível como a atriz dá conta do amadurecimento de Linda diante das humilhações e abusos que sofreu sem perder o carisma,  ainda que seu projeto tenha fracassado, Amanda demonstra preparo para viver papéis mais fortes do que as heroínas românticas que sempre cruzam o seu caminho. 

Lovelace (EUA/2013) de Rob Epstein e Jeffrey Friedman com Amanda Seyfried, Peter Sarsgaard, Robert Patrick, Sharon Stone, Adam Brody, James Franco, Juno Temple, Hank Azaria e Bobby Cannavale.  ☻ ☻

segunda-feira, 2 de março de 2015

Na Tela: Relatos Selvagens

Pasternak: Apenas o começo de um filme deliciosamente nervoso. 

Indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro desse ano, o argentino Relatos Selvagens era o mais esperto entre seus oponentes. Dirigido por Damián Szifrón, o longa é composto de curtas que giram em torno de vinganças - algumas simples, outras mais elaboradas e a grande maioria destacando como esse tipo de ação beira o ridículo. Apesar de tudo que a temática pode trazer de violento, Szifrón consegue não apenas injetar humor negro nos momentos mais insólitos, como também afastar o espectador de qualquer comodidade diante das seis histórias que apresenta. Se você percebe essas características logo de primeira na história onde todos os passageiros de um avião ficam assustados ao perceberem que todos conhecem um homem chamado Pasternak, você irá perceber que o filme gera tanto risos e desconforto na plateia. Após os créditos de abertura (recheados de ironia com os animais fazendo a vez de seus atores) o filme segue com o horror de "Ratazanas" quando uma garçonete reencontra o homem que destruiu sua família (e conta com a ajuda de uma cozinheira se vingar). Em seguida traz dois homens (Leonardo Sbaraglia e Walter Donato) tentando provar um para o outro quem é o mais forte após um desentendimento na estrada. Os personagens perdem qualquer traço de civilização numa disputa inconsequente onde a violência torna-se ainda mais absurda. Depois, o filme mostra um homem (Ricardo Darín) com graves problemas emocionais e que vê a chance de se vingar do mundo no Departamento de Trânsito. Quando você pensa que entendeu as regras do filme, ele apresenta "A Proposta", onde uma família rica tenta disfarçar a bobagem que o jovem filho inconsequente fez e, por alguns instantes, você até esquece do que trata os curtas que compõem o filme. A sessão fecha com chave de ouro com "Até que A Morte nos Separe", onde uma noiva (a ótima Erica Rivas) descobre que o noivo (Diego Gentile) a traiu com uma colega de trabalho e resolve se vingar durante a mais desastrosa festa de casamento que já vi no cinema. A história final consegue ser exageradamente divertida, com tintas de melodrama e toques o-casamento-de-Carrie-A-Estranha e deixa gosto de quero mais. Com cortes precisos e atuações intensas, Relatos Selvagens foi indicado à Palma de Ouro de Cannes por sua originalidade na difícil tarefa de manter o ritmo e a coesão durante um longa formado por curtas isolados. Unidos de forma vigorosa com o estilo narrativo do cineasta, Relatos Selvagens é uma grata surpresa no gênero. 

Relatos Selvagens (Relatos Salvajes/Argentina-2014) de  Damián Szifrón com Darío Gandinetti, María Marull, Leonardo Sbaraglia, Ricardo Darín, Diego Gentile e Erica Rivas. ☻☻☻☻

PL►Y: Margin Call - O Dia Antes do Fim

Baker: sinalizando aos amigos quanto irá sobrar no caixa da empresa. 

Margin Call tem o desafio de abordar um tema que afasta o espectador comum quase que de imediato: os acontecimentos em torno de um grupo de pessoas no que seria o estompim da crise financeira que afetou a economia mundial em 2008. J.C Chandor não gasta o tempo explicando demais o que acarretou a crise, preocupa-se mais em desvendar as relações entre os funcionários que estavam por trás da crise. Embora não identifique o banco financeiro que acompanhamos, parece que estamos diante de um clone da Lehman Brothers (que faturava alto com empréstimos feitos a quem dificilmente teria condições de pagá-los e da noite para o dia, quando o estrago já estava feito, teve que se desfazer de suas ações a preço de banana). A trama começa com a demissão de alguns funcionários, um deles é Eric Dale (Stanley Tucci) que após quase duas décadas de serviços prestados é demitido sem qualquer justificativa. No entanto, Dale está no meio de um serviço e preocupa-se com o resultado do que está para descobrir, assim, deixa um pen-drive com o novato Peter Sullivan (Zachary Quinto, em boa atuação) que descobre que uma bolha financeira está prestes a explodir nas finanças da empresa. Resolver a situação não é algo simples e envolve personagens de vários níveis da hierarquia do banco. Nesses níveis estão personagens defendidos por Jeremy Irons, Demi Moore, Kevin Spacey, Paul Bettany, Simon Baker e o novato Penn Badgley. Em seu traballho com personagens, o filme não se perde em conceitos financeiros, mas deixa claro como uma empresa pode fazer um grande estrago quando magnatas tentam salvar seus pescoços. Embora consiga manter a tensão durante a narrativa, existe uma queda de ritmo considerável quando o filme deixa de se concentrar em Sullivan e foca nos mais poderosos do pedaço, nessa parte o filme perde parte da força e os diálogos se tornam um tanto genéricos. Com bons atores defendendo personagens que nem sempre são aproveitados como deveriam, Margin Call tem a vantagem de desenvolver seus dilemas humanos com mais sinceridade do que o frio Too big to Fail (2011) de Curtis Hanson, que aborda  a mesma temática.  Embora tenha demonstrado ser um diretor mais corajoso em seus filmes seguintes, J.C. Chandor faz uma estreia competente - que concorreu ao Oscar de Roteiro Original (graças a algumas pérolas pérolas que coloca na boca dos personagens, como o momento em que Paul Bettany explica para Badgley que ele será demitido e aceitar tudo com naturalidade). Se você quiser entender melhor a crise financeira aconselho assistir o documentário Trabalho Interno - ganhador do Oscar de  Melhor Documentário em 2011. 

Margin Call - O Dia Antes do Fim (Margin Call/EUA-2011) de J.C. Chandor com Zachary Quinto,  Stanley Tucci, Kevin Spacey, Paul Bettany, Demi Moore, Jeremy Irons, Penn Badgley, Simon Baker e Mary McDonnell. ☻☻☻

domingo, 1 de março de 2015

10+ Atores em Que o Oscar ficará de olho

Sei que o Oscar já passou, mas basta que uma edição termine para começar as especulações da próxima. Por conta disso (e de muitas conversas e comentários que já ouvi) resolvi destacar dez atores que ainda não foram indicados ao Oscar, mas que estão bem próximos de conseguir uma indicação. Para selecionar os integrantes da lista utilizei alguns critérios que deixaram outros tantos de meus favoritos de fora (como James McAvoy cuja carreira perdeu voltagem nas premiações nos últimos anos, ou adolescentes promissores como Tye Sheridan - que deve entrar em outra lista em breve). Diante das análises e fórmulas malucas estabelecidas junto aos colaboradores do blog a lista (em ordem alfabética) ficou assim:


Nascido em 19 de novembro de 1983 na California (EUA), Adam Douglas Driver resolveu ser ator depois de servir à marinha americana. Ele estudou na prestigiada Juilliard School e participou de várias peças de teatro (inclusive na Broadway). Ficou conhecido  ao ser escolhido para participar do seriado Girls da HBO (que já lhe rendeu duas indicações ao EMMY), desde então fez participações em filmes de diretores importantes como Spielberg, Noah Baumbach, Clint Eastwood e dos Irmãos Cohen. Atuando desde 2011 tem no currículo os indicados ao Oscar Lincoln/2012 e Inside Lewyn Davis/2013 , além dos badalados Frances Ha/2013 e J. Edgar/ que marcou sua estreia no cinema. Fique de olho no rapaz em Hungry Hearts (filme que quase o premiou no último Festival de Veneza), o novo filme de Noah Baumbach - While we're Young (que estreia em março nos EUA) - e o novo Star Wars - O Despertar da Força previsto para 2016. Parece que a TV ficou pequena demais para ele.


Nascido em 1º de abril de 1976 em Oxford (Inglaterra), David Oyetokunbo Oyelowo é filho de nigerianos e antes de ficar conhecido no cinema tornou-se um renomado ator de teatro clássico. O ator ficou conhecido  por viver Martin Luther King em Selma(2014) onde muitos consideram que ele deveria ter sido indicado ao Oscar de melhor ator. No entanto, Oyelowo teve outros filmes importantes no mesmo ano Interestelar e O Ano Mais Violento. Trabalhando nos cinemas desde 2001, ele tem no currículo os indicados ao Oscar O Último Rei da Escócia/2006 , Histórias Cruzadas/2011 , Lincoln/2012, Interestelar/2014 e Selma/2014 (que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro de Ator dramático). Fique de olho na sua participação na cinebiografia Nina (sobre a diva Nina Simone), no thriller The Captive, além dos dramas Five Nights in Maine e Queen of Katwee onde atua ao lado da premiada Lupita N'Yongo sob a direção de Mira Nair. 

 Nascido em 6 de setembro de 1972 em Londres (Inglaterra), Idrissa Akuna Elba atuou por vários anos no teatro e na TV até que o cinema o descobriu em 1999. No entanto, ele ficou conhecido  quando interpretou Nelson Mandela em O Caminho para Liberdade/2013, mas há quem lembre dele como o homem que fez Beyoncé rebolar para não perder seu coração no vexaminoso Obsessiva ou como o guardião Heimdall em Thor (2011).  Seu porte fez com que os estúdios enxergassem nele um ator ideal para filmes de ação como Prometheus/2012 e Círculo de Fogo/2013. Além de Prometheus outro filme de seu currículo indicado ao Oscar foi O Caminho da Liberdade (que concorreu somente a melhor canção oringial). Fique de olho o mais experiente ator da lista está ao lado de Sean Penn em O Franco-Atirador, o caleidoscópico A Hundred Streets e além de voltar à viver o grandão Heimdall em Os Vingadores: A Era de Ultron, o ator empresta voz para as animações O Livro da Selva e Procurando Dori (a aguardada continuação de Procurando Nemo).  


Nascido em 1º de agosto de 1990 em Alvaston na Inglaterra, Jack é o mais novo da lista e considerado a grande revelação do ano passado. Atuando em séries da TV britânica desde 2005, seu primeiro filme foi o juvenil This is England (2006), mas notaram que ele tinha capacidade para voos mais altos quando foi o presidiário do tenso Starred Up (2013). Paraa o grande público ele ficou conhecido mesmo no último filme dirigido por Anjelina Jolie, Invencível, onde encarna o atleta Louis Zamprerini, onde sua atuação tornou-se a unanimidade da produção. Invencível colocou em seu currículo um indicado ao Oscar (e  na mira dos grandes diretores). Fique de olho porque o rapaz estará no novo filme dirigido por Jodie Foster (Money Monster) ao lado de Julia Roberts e George Clooney, além  do acerto de Terry Gillian com a obra de Miguel de Cervantes em  O Homem que Matou Dom Quixote.


Nascido em 7 de dezembro de 1976 em Nova Orleans (EUA), Mark David Duplass é o que tem mais frentes de trabalho para concorrer ao Oscar, afinal ele atua, dirige, escreve e produz filmes desde a década passada ao lado do irmão Jay. Os elogios da crítica geraram até o aval para criar uma série para a HBO nos mesmos moldes de seus filmes. Mark ficou conhecido como ator quando o cult Humpday  ganhou o prêmio do júri em Sundance  - e quando Cyrus fez sucesso nos cinemas, Mark se tornou um diretor de conceito na indústria. Ano passado ele foi muito elogiado por sua participação em Complicações do Amor, que acabou de fora das premiações não restritas ao indies.  No seu currículo há o  indicado ao Oscar A Hora Mais Escura, onde vivia um dos engravatados da CIA. Fique de olho em Renascida do Inferno, suspense dirigido por David Gelb e estrelado por Mark e Olivia Wilde, único projeto como ator para 2015 além da série Togetherness (onde atua, dirige, produz, escreve...). 


Nascido em 8 de dezembro de 1977 em Antuérpia (Bélgica), Matthias quase se tornou jogador de futebol ou artista de rua (chegou a trabalhar com o renomado grupo TATS CRU em Nova York), mas acabou se formando em arte dramática em 2003 pelo Conservatório Real de Antuérpia. O belga ficou conhecido mundialmente como o lutador de rua de Ferrugem e Osso/2012 onde atuou ao lado de Marion Cotillard, sem medo das cenas de nudez (inclusive frontal). Apesar do filme não ficar entre os finalistas do Oscar, seu  currículo tem dois indicados ao prêmio de filme estrangeiro: Daens - Um Grito de Justiça (1992 - que marcou sua estreia como ator no cinema) e (o ótimo) Bullhead (2011). Fique de olho por suas atuações muito bem acompanhadas em filmes como o drama romântico Suite Française (com Michelle Williams), o novo filme de Thomas Vinterberg (Far From the Madding Crowd, ao lado de Carey Mulligan), A Little Chaos (ao lado de Kate Winslet) e o aguardado The Danish Girl com Eddie Redmayne. 


Nascido em 20 de fevereiro de 1987 em Downington (EUA) a de dezembro de 1977, Miles estudou atuação na Tish School of Arts em Nova York, onde começou a carreira em curtas-metragens em 2004. O ator teve sua estreia na tela grande com Reencontrando a Felicidade (2010) de John Cameron Mitchell, na pele do jovem que atropelou o filho de Nicole Kidman. Mas ele ficou conhecido por filmes de apelo adolescente como  a refilmagem tosca de Footlose (2011), o excessivo Projeto X (2012), o dramático O Maravilhoso Agora (2013) e a versão para a telona da série Divergente. No currículo de indicados ao Oscar ele tem Reencontrando a Felicidade e o surpreendente Whiplash, onde sofre na pele de um aluno de música nas mãos do professor. Fique de olho em sua personificação do jovem Sr. Fantástico no reboot de Quarteto Fantástico, sua participação na comédia Get a Job e eua personificação de um lutador de boxe em Bleed for This. 

Nascido em  9 de março de 1980 na Guatemala, Oscar Isaac Hernández tem pai Cubano e avô francês. Criado em Miami, antes de ser ator ele era guitarrista e vocalista de uma banda de rock (The Blinking Underdogs). Sua carreira no cinema começou em 1996, mas demorou para ele conseguir um papel de destaque, sendo assim ele trabalhou com diretores importantes por papéis pequenos, foi assim que trabalhou com Ridley Scott (Rede de Mentiras/2008 e Robin Hood/2010), Steve Soderbergh (Che: O Argentino/2008) e Alejandro Amenábar (Alexandria/2009), mas ele ficou conhecido mesmo em 2011 quando fez em W.E. e o ex-presidiário do cult Drive de Nicholas Winding Refn. Ele esteve na mira das especulações para o Oscar por sua atuação em Inside Llewyn Davis (2013) e O Ano Mais Violento (2014). O ator tem no currículo três filmes indicados ao Oscar: W.E., Drive e Inside Lewyn Davis. Fique de olho porque o ator está no aguardado longa de estreia do escritor Alex Garland (Ex-Machina), no suspense Mojave, o novo episódio de Guerra nas Estrelas: O Despertar da Força e será o vilão Apocalipse na nova aventura dos X-Men prevista para 2016.

 Nascido em 15 de setembro de 1977 em Hammersmith (Inglaterra), Edward Thomas Hardy atua nos cinemas de 2001, ano em que participou da guerra de Falcão Negro em Perigo. Desde então, participou de vários filmes, mas ficou conhecido quando interpretou o camaleônico Eames de A Origem (2010), ainda que muitos já o conhecessem como o amigo apaixonado por Gerar Butler em Rock'nRolla (2008) ou  o prisioneiro que pensa ser Charles Bronson em Bronson (2008), filme que lhe rendeu vários prêmios na Inglaterra. Hardy tem no currículo os indicados ao Oscar A Origem (2010), O Espião que Sabia Demais (2011) e Guerreiro (2011) onde viveu um lutador revoltado com a vida. Fique de olho porque depois de carregar Locke (2014) sozinho nas costas (e ser rejeitado nas premiações), ele  estará no suspense dramático Criança 44, viverá os gangsters gêmeos de Legend, além de estar nos aguardados The Revenant (de Alejandro Gonzalez Iñátrritu) e o reboot de Mad Max.  

Nascido em 9 de fevereiro de 1981 em Westminster na Inglaterra, Thomas William Hiddleston começou a atuar aos 13 anos na Eton College, mas se formou na Academia Real de Arte Dramática em 2005. Depois de trabalhos no teatro e na TV, Tom ficou conhecido como o vilão Loki, irmão e inimigo do herói Thor (2011) - papel que o deixou no posto de melhor vilão do estúdio Marvel (graças à sua verve Shakesperiana)... mas Hiddleston quer mais, basta ver suas atuações como o vampiro roqueiro em Amantes Eternos (2014) e no romance Amor Profundo (2011). Seu currículo tem os indicados ao Oscar: Meia-Noite em Paris (2011), onde interpretou o escritor F. Scott Fitzgerald e Cavalo de Guerra (2011) de Steven Spielberg. Sempre elogiado, fique de olho em seus trabalhos no terror Crimson's Peak (de Guillermo del Toro), na ficção científica High-Rise (onde atua ao lado de Jeremy Irons) e sua personificação do cantor country Hank Williams em I Saw the Light (além, do retorno de Loki em Os Vingadores - A Era de Ultron e a terceira aventura solo de Thor: Ragnarok).