quinta-feira, 25 de agosto de 2016

PL►Y: O Que Fazemos nas Sombras

Os vampiros e os humanos: humor afiado feito caninos. 

Eu admito que sou muito enjoado quando preciso avaliar uma comédia e poucas conseguem passar pelo meu crivo, talvez porque eu ainda não me acostumei a ver o gênero como sinônimo de banalidade, baixaria e repetição como a grande maioria dos lançamentos nos faz acreditar. Sorte que sempre aparece um filme para mostrar que existe gente esperta com boas ideias para fazer rir. O Que Fazemos nas Sombras finge ser um documentário  sobre vampiros que vivem na Nova Zelândia no século XXI e o resultado é divertidíssimo! Dirigido, escrito e estrelado pela dupla Jemaine Clement e Taika Waititi o filme arranca várias risadas com seu estilo besteirol nonsense ao nos apresentar Viago (Waititi), Deacon (Johnatan Brough) e Vladislav (Clement), três vampiros alemães que vivem na NZ nos arredores da capital Wellington (ah vai, você não sabia que meu nome era a capital da Nova Zelândia?) e aguardam ansiosamente por um baile de máscaras onde as zumbis, bruxas, banshees, vampiros e outras criaturas se encontram periodicamente. O filme costura entrevistas com os personagens e cenas inusitadas de seu cotidiano. Não por acaso coube a Viago servir de guia para os documentaristas, já que aos 379 anos ele continua sendo o mesmo dândi educado do século XVIII. É seu olhar tenso e o sorriso nervoso que nos apresenta Vladislav, que aos 862 lembra com gosto dos tempos em que era torturador na Idade Média (e ainda é apreciador de orgias, hipnotise, gosta de transformar-se em animais e tem como maior inimigo o que ele chama de A Besta). O mais jovem do grupo é Deacon, o bad boy do grupo com 183 anos. O trio ainda tem como hóspede o veterano Petyr (Ben Fransham evocando do clássico Nosferatu, que em breve terá sua nova refilmagem nos cinemas). Petyr tem 8 mil anos e foi o responsável por vampirizar os três amigos. O filme já começa mostrando o absurdo da ideia, com o trio discutindo quem deve lavar a louça e trazer a comida para a casa - é nessa tarefa que o desconfiado Nick (Cori Gonzalez-Macuer) e o quieto Stu (Stuart Rutherford) conhecem os vampiros, o que gera mudanças na vida de todos (inclusive crises de ciúme). Some encontros com lobisomens, batalhas de morcego, visitas de policiais, uma serva louca para ser mordida (Jackie Van Beek) e uma "surpreendente" Procissão da Vergonha e você terá apenas uma ideia do que acontece no filme. Hilariante em seu absurdoo filme ainda conta com efeitos visuais que recriam os clássicos do gênero e elenco afiado - que é um dos melhores do ano. Ao rir de si mesmo, O Que Fazemos nas Sombras torna-se uma comédia ainda mais original e merecia ter conseguido um espaço nos cinemas.  

O Que Fazemos nas Sombras (What We do in the Shadows / Nova Zelândia - 2014) de Jemaine Clement e Taika Waititi com Taika Waititi, Johnatan Brough, Jemaine Clement, Cori Gonzalez-Macuer, Stuart Rotherford, Ben Fransham, Jackie Van Beek e Chelsie Preston Crayford. ☻☻☻☻

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

PL►Y: Contos Góticos de Crimes

Stormare: dilemas de um policial e seu passado. 

O sueco Peter Stormare pode ser visto em dezenas de filmes e séries de TV - e você também pode até reconhecer a voz dele em várias animações e games. A maioria dos cinéfilos deve lembrar dele encarnando personagens ameaçadores em Fargo (1996) e O Grande Lebowski (1998), ambos dos irmãos Coen, ou como o diabo encarnado de Constantine (2005). O fato é que Peter é um dos atores mais versáteis que o cinema americano dispõe, sendo capaz de fazer dramas, comédias, suspenses e todo tipo de filme sempre entregando construções interessantes. Em Contos Góticos de Crimes ele interpreta um policial que investiga um misterioso assassinato numa cidade no interior do Canadá. Em busca do culpado pela morte de uma mulher desconhecida, Walter terá que lidar com as sombras do próprio passado - e isso inclui se confrontar com a ex-namorada Rita (Jill Hennessy) quando o novo companheiro dela parece envolvido com o crime. Basta esse reencontro para que toda a atual fase pacata do policial começa a estremecer, podendo compromete sua credibilidade e o casamento com Sam (Martha Plimpton). Embora aposte num ritmo lento e intimista, o diretor Ed Gass-Donnelly (que depois foi convidado para dirigir a continuação do terror O Último Exorcismo em 2013) tenta ser moderno separando seu filme em capítulos divididos por citações bíblicas e utiliza uma eficiente trilha sonora que mistura gospel com ritmos profanos, no entanto, quem for atrás do "gótico" esperando uma estética visual associada ao gênero irá se decepcionar, já que o termo destina-se à apresentação do seu protagonista. Talvez o título original, que faz alusão à própria trilha (Small Town Murder Songs / Canções de Assassinato de uma Cidadezinha) possua maior relação com a narrativa que pretende investigar mais as brechas pela qual pode-se ver o passado de Walter do que o próprio assassinato. A obra se sustenta principalmente pela atuação de Stormare como um policial ainda inseguro por suas inclinações violentas, assim, os olhares e silêncios do ator são suficientes para que possamos conhecer sua alma inquieta frente aos dilemas pessoais que enfrenta. O filme fez sucesso em alguns festivais independentes e rendeu ao ator o prêmio dos críticos de Vancouver no ano de seu lançamento. Para quem curte, ou para quem ainda não conhece o potencial desse eterno coadjuvante, o filme merece ser visto. 

Contos Góticos de Crimes (Small Town Murder Songs/Canadá-2010) de Ed Gass Donnelly com Peter Stormare, Jill Hennessy, Martha Plimpton e Ari Cohen. ☻☻☻

domingo, 21 de agosto de 2016

MOMENTO [OLÍMPICO] ROB GORDON - III: Aguarde o Filme

05 "Como Jogar uma Carreira no Lixo"
A Olimpíada termina com a tendência de coroar um vilão: o nadador medalhista de ouro Ryan Lochte - que se meteu numa noite de bebedeira que foi parar na delegacia. Some mentiras e um escândalo no mundo do atletismo e não duvide que em breve a história estará num cinema perto de você (e com Channing Tatum no papel principal!). Eu poderia até colocar vários outros atletas em quinto... mas esse já tem produtores de olho na história estapafúrdia. 

04 ¨Seis e Três"
Antes da Olimpíada pouca gente falava de Thiago Braz, mas o rapaz de 22 anos pareceu ter derrotado um verdadeiro Golias ao quebrar o recorde mundial de salto com vara. Seis metros e três centímetros lhe garantiram uma medalha de ouro - que colocou seu nome da história de atletismo. O filme de Thiago poderia começar de sua infância onde era criado pelos avós com a ajuda do tio, o ex-atleta Fabiano Braz. Depois o roteiro seguiria pelo romance com a namorada, a também atleta Ana Paula Oliveira (hoje, sua esposa) e explorar um aspecto importante na vida do casal: a fé. 

03 "Encontrando Rafaela"
O que faz uma olimpíada inesquecível são as histórias de superação. Sendo assim, a de nossa medalhista Rafaela Silva deveria começar com os ataques absurdos sofridos após sua derrota nas Olimpíadas de Londres (2012), que quase a fez desistir do esporte. Em flashback veremos cenas da infância pobre de Rafaela na favela Cidade de Deus, sua esperança através do esporte e o resgate de sua confiança antes de conquistar sua merecida medalha de ouro em 2016. 

02 "De Canoa"
O baiano Isaquias Queiroz se tornou o primeiro atleta brasileiro a ganhar três medalhas na mesma Olimpíada. Uma de prata (em canoa individual 1.000 metros) e duas de bronze (uma em canoa individual 200m e outra na Canoa de Dupla 1000 metros, com Erlon de Sousa Silva). O filme enfatizaria como Isaquias colecionou seus títulos até o triunfo olímpico (ele já possui oito medalhas em seis anos participando de competições). A simpatia do atleta seria um grande trunfo da narrativa (que poderia colocar o ator falando diretamente para a câmera em alguns momentos). 

01 "A Terra do Futebol"
O filme poderia começar em 2014, quando Brasil perdeu sua copa num traumatizador sete a um para a Alemanha. A partir daí, o filme acompanharia a trajetória do futebol masculino em busca de sua nova identidade nas olimpíadas e se deparando com a força do futebol feminino. Numa trama cheia de surpresas, o filme poderia contrapor a trajetória entre jogadores masculinos e femininos, a pressão da mídia e os conflitos até chegar à inédita medalha de ouro olímpico para nosso futebol e o carinho que nos faz lembrar que ganhar medalhas é importante, mas reconhecer a jornada dedicada de um atleta pode ser muito emocionante!

sábado, 20 de agosto de 2016

CATÁLOGO: O Mito das Digitais

A família reunida: lavando a roupa suja. 

Filmes sobre encontros familiares são muito comuns, especialmente no cinema independente americano - e de vez em quando um diretor se aventura a dar conta de um filme com vários personagens lidando com os ressentimentos acumulados em anos de convivência. Dois pontos são fundamentais para a empreitada ser bem sucedida: um bom roteiro e o entrosamento dos atores. Bart Freundlich marcou sua estreia em longa metragens com um roteiro escrito por ele mesmo sobre uma família que se encontra para um dia de ação de graças, o melhor é que ele teve o bom senso de reunir um elenco de respeito para defender seus personagens. Lena e Hal (os veteranos Blythe Danner e Roy Scheider) são os pais da temperamental Mia (Julianne Moore), do bem resolvido Jake (Michael Vartan), do introspectivo Warren (Noah Wyle) e da tagarela Leigh (Laurel Holloman). Se Lena é acolhedora a ver a casa cheia novamente, Hal não vê com bons olhos que Mia tenha vindo acompanhada do marido terapeuta, Elliot (Brian Kerwin) - que chama bastante atenção de Leigh - e que Jake esteja ao lado da namorada fogosa Margaret (Hope Davis). Como a grande maioria do gênero, o roteiro explora como a família precisa lidar com as diferenças para passar um tempo juntos, é verdade que nem sempre o roteiro sabe dosar o desenvolvimento dos personagens, deixando alguns mais explorados que os outros, especialmente quando se fala daa antipatia de Mia e um namoro mal resolvido de Warren com Daphne (Arija Bareikis) - que se deve a um segredo que não rende a catarse esperada durante a sessão. Freundlich demonstra ambição ao lidar com tantos personagens em cena, erra ao exagerar no uso de cenas de sexo (todas muito discretas, mas que acontecem num encadeamento repetitivo) e acerta na frieza do reencontro que aos poucos se dissipa na convivência. Equilibrando drama e cenas de alívio cômico, o filme pode até surpreender por mostrar como pessoas de um mesmo núcleo familiar podem ser crueis com os demais por puro hábito. As ótimas Blythe Danner e Julianne Moore tem uma cena inesquecível que retrata bem essa ideia, onde a sinceridade entre mãe e filha fica palpável (ainda que dolorida). Ironicamente o elo mais fraco do elenco é Noah Wyle (que estava no auge na época como o médico novinho do seriado Plantão Médico/E.R.) que se perde em um conjunto de tiques para tentar alcançar a profundidade de um rapaz silencioso que não consegue se relacionar com o pai. O Mito das Digitais não é um filme inesquecível, mas pode agradar quem curte pendengas familiares, o mais interessante é que o filme marcou o início do relacionamento da estrela Julianne Moore com o diretor Bart Freundlich, que se casaram em 2003 e tiveram dois filhos Caleb (que completa 19 anos em dezembro) e Liv Helen (completou 14 em abril), parece até coisa de filme. 

O Mito das Digitais (The Myth of Fingerprints/EUA-197) de Bart Freundlich com Noah Wyle, Julianne Moore, Blythe Danner, Roy Scheider, Michael Vartan, Hope Davis, James Le Gross e Laurel Holloman. ☻☻☻

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

FILMED+: Tangerinas

Margus e Ivo: a guerra sob o olhar de dois homens comuns. 

Tangerinas ficou famoso por ser o primeiro filme da Estônia a concorrer ao Oscar de filme estrangeiro. Antes ele já havia recebido prêmios em festivais e tornou-se uma espécie de unanimidade entre a crítica pela forma simples em que constrói um pequeno manifesto contra a guerra. Impressiona a forma como o diretor Zaza Urushadze cria em menos de uma hora e meia uma história vigorosa com poucos personagens em cena e diálogos que possuem grande clareza em transmitir uma ideia. A história acontece nos anos 1990 durante a guerra da Geórgia, mais precisamente na região de Apkhazeti, onde a maioria dos moradores fugiram de suas casas por conta dos embates entre tchetchenos e georgianos. No entanto, dois moradores locais se despediram de suas famílias e permaneceram em suas casas. Margus (Elmo Nüganen) pretende sair dali logo após que colher as tangerinas que amadurecem em sua plantação, ele conta com a companhia do amigo e vizinho Ivo (Lembit Ulfsak), que constrói as caixas de madeira para que as tangerinas sejam transportadas. Os dois irão testemunhas um embate sangrento perto de suas casas e Ivo acolherá dois feridos em sua casa, dando início a uma tensão que não esperava presenciar, afinal o tchetcheno Ahmed (Giorgi Nakashidze) não vê a hora de eliminar o inimigo georgiano Nika (Misha Meskhi) que encontra-se inconsciente. A história evolui sem pressa, a partir das reflexões que Ivo instiga em seus dois hóspedes, afinal o que torna sagrado tirar uma vida? Quem deu o direito para que um homem possa tirar a vida de outro? Mas a pergunta que fica na mente do espectador é: será que dois homens endurecidos pela guerra serão capazes de conviver sobre o mesmo teto? O embate entre dois senhores comuns que apenas tentam viver em meio aos escombros da guerra e dois homens de guerra já vale o filme. Esse confronto de perspectivas é conduzido sem pieguices pelo diretor, revelando a humanidade que estava escondida nos dois homens enfurecidos. Vale destacar o ótimo elenco guiado pelo diretor, com menção honrosa para a atuação de Lembit Ulfsak, um senhor tão ciente de suas convicções que funciona como excelente mediador de um verdadeiro purgatório para Ahmed e Nika. No desfecho, a total ausência de lógica de uma guerra invade a realidade dos personagens mais uma vez e revela que todas as diferenças entre os inimigos são apenas ilusórias. Tangerinas é um filme modesto que tem total consciência da força de sua história  e, por isso mesmo, merece todo o respeito - e em tempos de intolerância merece ser descoberto. 

Tangerinas (Mandariinid/Geórgia-Estonia/2013) de Zaza Urushadze com Lembit Ulfsak, Giorgi Nakashidze, Elmo Nüganen, Misha Meskhi e Raivo Trass. ☻☻☻☻☻

terça-feira, 16 de agosto de 2016

4EVER: Elke Maravilha

22 de fevereiro de 1945 ✰ 16 de agosto de 2016

Elke Gerogievna Grunnupp nasceu em 22 de fevereiro de 1945 na extinta União Soviética. Filha de um russo e uma alemã, Elke veio morar no Brasil quando os pais resolveram fugir das perseguições em sua terra natal. A família foi atraída pelo Brasil pela receptividade com os estrangeiros eos pais de Elke não queriam viver numa comunidade russa por aqui, desejavam aprender os hábitos e costumes de nosso país. Morando em Itabira em Minas Gerais, Elke ficou fascinada com a diversidade de nosso país. Dona de uma beleza exótica para os padrões brasileiros, Elke foi morar no Rio de Janeiro aos vinte anos e, sabendo falar várias línguas, trabalhou como secretária. Ao formar-se em Letras trabalhou como professora, tradutora e intérprete de línguas antes de ser descoberta pelo mundo da moda. Elke trabalhou como modelo e mais tarde aprimorou seu talento em cursos de teatro e cinema, realizando trabalhos como atriz em várias mídias, tornando-se muito conhecida como jurada em programas de calouro liderados por nomes consagrados como Chacrinha e Sílvio Santos. Sua atuação mais conhecida foi como a dona de bordel da minissérie Memórias de um Gigolô (1986), mas ela também recebeu destaque em mais de trinta filmes, entre eles Xica da Silva (1976), Tenda dos Milagres (1977) e Pixote - A Lei do Mais Fraco (1981). A artista que transbordava simpatia faleceu em decorrência do tratamento de uma úlcera.  

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

PL►Y: Kumiko - A Caçadora de Tesouros

Rinko: continuação inusitada de Fargo. 

Elogiado quando foi exibido no Festival de Sundance e indicado aos prêmios de melhor diretor e melhor atriz no Independent Spirit Awards, Kumiko - A Caçadora de Tesouros é um filme bastante peculiar que você pode amar ou odiar. Se você assistiu ao filme Fargo (1996) você irá curtir ainda mais o filme, já que o ponto de partida para a história está na celebrada obra dos irmãos Coen. Quando lançado, Fargo se apresentava sendo inspirado numa história real (fato que depois os diretores desmentiram e disseram que usaram esse recurso apenas para que o público comprasse a ideia presente no roteiro). No meio do enredo (ganhador do Oscar de roteiro original) um determinado personagem enterra uma maleta cheia de dinheiro que permanece esquecida até o desfecho da trama e esse é o ponto de partida para a jovem japonesa Kumiko neste filme. Ela enfrenta problemas financeiros e acredita que aquela maleta permanece perdida até os dias atuais, resolvendo partir em busca da mesma. Sem dinheiro para pagar o hotel em que estava hospedada ou uma corrida de táxi, Kumiko parte em busca da maleta com a ajuda de um mapa, um cobertor e o DVD do filme Fargo. Sem saber falar inglês ela terá ajuda de um simpático xerife (vivido com gosto pelo próprio diretor David Zellner) que tenta convencê-la de que a história retratada no filme era apenas ficção (mas sempre que ele afirma isso ela fica furiosa). O filme, escrito por David Zellner e o irmão, Nathan Zellner, investe num tom realista para flertar com a fantasia de sua personagem (não por acaso ela usa um casaco de gorro vermelho) que é vivida graciosamente por Rinko (atriz que já foi indicada ao Oscar por sua personagem em Babel/2006) que transpira inocência e uma certa dificuldade em perceber o mundo que a cerca. Não deixa de ser interessante como Zellner utiliza uma personagem completamente diferente dos construídos no universo de Fargo para abordar a mesma busca pelo dinheiro, porém, vale destacar, que ao final o diretor deixa a cargo do espectador decidir se o que acontece é real ou apenas o último delírio de sua protagonista - mas, assim como acontece durante todo o filme, cria um desfecho que é pura poesia visual. 

Kumiko - A Caçadora de Tesouros (Kumiko - Treasure Hunter/EUA-2014) de David Zellner com Rinko Kikuchi, David Zellner, Nathan Zellner e Kanako Higashi. ☻☻☻☻

MOMENTO [OLÍMPICO] ROB GORDON - II : Sósias da Olimpíada

05 Luis Scola & Russell Brand
Há quem enxergue semelhanças entre o jogador de basquete argentino e o inglês Russell Brand...

04 Kobe Bryant & Tupac Shakur
Kobe Bryant deixou os fãs frustrados ao se aposentar antes das Olimpíadas 2016, mas isso não impede que ele apareça na lista como um sósia do rapper Tupac Shakur

03 Alanna Kenndey & Luana Piovani
Com a medalha de bronze está a futebolista australiana que consegue ficar parecida com a anfitriã Luana Piovani sem fazer pose!

02 Ryan Lochte & Channing Tatum 
A prata fica com o nadador americano que gosta de aparecer e sempre quis ser mais do que um astro da natação americana. Ele é garoto propaganda da Speedo e da Ralph Laurent, além de ter estrelado um Reality Show no canal E! Te cuida Channing Tatum!

01 Brady Ellisson & Leonardo DiCaprio
O ponto mais alto do pódio fica com o arqueiro dos EUA que é confundido com o astro de Hollywood sempre que aparece em público. 

domingo, 14 de agosto de 2016

Ladies & Gentlemen: Jack O'Connell

Jack O'Connell
Filho de uma inglesa com um irlandês, Jack O'Connell é um dos jovens atores britânicos que ouvimos falar muito nos últimos anos. Nascido em 1º de agosto de 1990, na cidade de Derby no Reino Unido, ele começou a ficar conhecido do público por seus trabalhos na TV britânica, sobretudo no seriado Skins (2009-2013) no qual interpretava o adolescente James Cook. Sua estreia como ator aconteceu aos quinze anos numa participação no seriado britânico Doctors (sucesso exibido até hoje na Inglaterra). Seu primeiro trabalho no cinema foi em This is England (2006) que abordava o polêmico universo de jovens skinheads. Dois anos depois ele apareceu ao lado de Michael Fassbender e Kelly Reilly no suspense Sem Saída (2008), mas ainda faltava muito para tornar-se protagonista. Porém, o talento de Jack lhe garantiu outros trabalhos com nomes importantes, foi assim que conseguiu algum destaque em Harry Brown (2009), drama criminal estrelado por Michael Caine. Conjugando trabalhos na televisão e no cinema, Jack ainda apareceu em United (2011), filme sobre um legendário jogador do Mancester's United. Depois ele conseguiu o papel de um dos protagonistas de Weekender (2011), filme sobre a cena rave dos anos 1990. O filme pode não ter feito grande sucesso, mas garantiu novos papéis para o ator em pequenas produções britânicas como The Somnambulist (2011), Tower Block (2012) e Private Peaceful (2012) onde chamou atenção pela sua atuação como um soldado no início do século XX e depois o ator exercitou seu humor negro em Assassinos de Aluguel (2012) ao lado de Tim Roth e Peter Mullan. Já com papeis de destaque em seu currículo, Jack chamou pela primeira vez a atenção da crítica mundial no drama Encarcerado (2013), onde vive um jovem prisioneiro que reencontra o pai atrás das grades. O filme com cenas fortes de violência e nudez lhe valeu as primeiras indicações a prêmios no cinema. O passo seguinte o tornou ainda mais conhecido ao viver o campeão olímpico Louis Zamperini em Invencível (2014), segundo longa metragem dirigido por Anjelina Jolie. O filme alcançou sucesso nas bilheterias, mas foi esquecido no Oscar onde muitos consideravam que Jack seria lembrado por sua atuação espetacular. Após ficar mais conhecido do público, o drama 71 - Esquecido em Belfast (2014) fez algum sucesso nos cinemas americanos no mesmo ano em que ele apareceu no candidato à blockbuster 300 - A Ascenção de um Império. Naquele ano o ator disse em entrevistas que buscaria viver personagens menos problemáticos em seus novos filmes. Ironicamente foi quando Jodie Foster o convidou pra viver o transtornado personagem de Jogo do Dinheiro (2015) onde ele ameaça explodir uma bomba em rede nacional num programa de TV. Elogiado mais uma vez por viver um personagem complicado, o ator deve aparecer em breve nas telas no suspense HHhH (2016) onde um grupo de jovens planeja assassinar líderes nazistas e Tulip Fever (2017), produção de época onde aparece ao lado de Alicia Vikander e Christoph Waltz. Com projetos ambiciosos no cinema, Jack ainda voltará à TV no seriado western Godless. 

Jack em Invencível: de atleta a prisioneiro de guerra.