quinta-feira, 23 de abril de 2026

PL►Y: Marty Supreme

Frenético diáriw, 2025 marcou a separação dos irmãos Josh e Ben Safdie após o sucesso de Bom Comportamento (2017). Cada um lançou seu filme para temporada a prêmios e restava saber a repercussão dos respectivos trabalhos, se Bem tinha o marketing de The Rock com (o fiasco) Coração de Lutador, Josh tinha Thimothée Chalamet rumo à terceira indicação (e doido para levar desta vez). Desde que estreou, Marty Supreme caiu nas graças da crítica e das premiações, muito por conta da forma surpreendente como conta a história de um rapaz obstinado a se tornar um campeão de tênis de mesa nos anos 1950. Marty Mauser (Chalamet) que também assina a produção ganha a vida vendendo sapatos, mas deseja ser algo mais, só que sua habilidade em se meter em encrencas só perde para sua total falta de escrúpulos para vencer na vida. Ele faz tantos trambiques, passa tanta gente para trás e cai em humilhações variáveis que o roteiro surpreende pela habilidade pop como conta esta história (embalada por hits dos anos 1980 e uma edição moderninha). Josh filma como se estivesse nos anos da nova Hollywood de 1970! É tudo tão visceral que você até esquece a inspiração em uma figura real, o jogador Marty Reisman (1946-2002) que empresta muito do folclore em torno de sua persona para a construção do roteiro. O elenco é espetacular e Chalamet bem que poderia ter levado a estatueta de melhor ator se sossegasse um cadinho. O rapaz parece um furacão que drena a vida de quem cruzar seu caminho, seja a vizinha Rachel (a ótima Odessa A'Zion), a estrela Kay Stone (Gwyneth Paltrow voltando às telas) ou o criminoso Ezra Mishkin (um assustador Abel Ferrara). Indicado a nove Oscars (e levando nenhum), foi merecidamente um dos destaques do ano passado. 

Marty Supreme (EUA - 2025) de Josh Safdie com Thimothée Chalamet, Odessa A'Zion, Gwyneth Paltrow, Abel Ferrara, Fran Drescher, Emory Cohen, Luke Manley, George Gervin e Sandra Bernhard. 

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