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| June: caindo no golpe do telefone. |
Experiente diáriw, imagina que a June Squibb nasceu em Ilinois em 1929. Trabalhou no teatro por décadas e o cinema só abriu as portas para ela em 1985 em Simplesmente Alice (1990), embora tenha trabalhado em várias produções desde então, ela só foi reconhecida em 2013 por seu trabalho em Nebraska, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante. Com uma energia impressionante, June se tornou um exemplo de que nunca é tarde para ter uma guinada na vida. Ciente de que nem sempre Hollywood lhe garantirá bons papéis, ela também assina a produção deste filme simpático Thelma, que poderia ter lhe rendido mais atenção nas premiações. Ela vive uma senhora que já passou dos 90 anos e recebe cuidados do neto (Fred Hechinger) após alguns problemas de saúde. Aplicada em aprender a lidar com tecnologia, ela fica indignada quando cai em um golpe e perde dez mil dólares acreditando que seu neto foi preso. Quando todos acreditam que tudo está resolvido, Thelma permanece indignada e pretende reaver a quantia. Ela parte então em busca de quem enganou encontrando velhos conhecidos pelo caminho e um sujeito amargo no desfecho. O melhor de Thelma é a forma como aborda com muito bom humor a postura de idosos diante da vida, os diálogos despretensiosos, a recusa da mente em lidar com um corpo que envelheceu e uma certa teimosia em perceber que sozinho a vida é mais complicada. Escrito e dirigido por Josh Margolin, o filme é uma daquelas produções que agradam sem fazer esforço com seu jeito despretensioso. O elenco de apoio está em plena sintonia e o roteiro tem ótimas sacadas, mas o que chama ainda mais atenção aqui é o olhar carinhoso sobre a protagonista que é valorizada pela atuação irresistível de June.
Thelma (EUA-2024) de Josh Margolin com June Squibb, Fred Hechinger, Parker Posey, Clar Greg, Richard Roundtree, David Giuliani e Malcolm McDowell. ☻☻☻

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