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| Kylie: vida e música pop. |
Querido diáriw, vendo o documentário de três episódios da Netflix sobre a australiana Kylie Minogue lembrei de quando a vi no provocativo Holy Motors (2012) de Leos Carax e seu trabalho como atriz era simplesmente sensacional. A minissérie serviu para lembrar que antes de ser uma estrela da música pop, Kylie começou como atriz adolescente em uma série de TV que se tornou mania na Austrália e na Inglaterra. Neighbours a lançou ao estrelato, mas ela queria mesmo era ser cantora. Ela sabia que sua voz não era grandiosa, mas tinha disposição suficiente para se tornar um dos poucos casos de artista que atravessa décadas na música pop. A produção serve para conhecer um pouco mais de uma artista que começou com o hit I Should be so Lucky e depois virou chacota da imprensa. Quem vê Kylie hoje com seus Grammys na estante nem imagina a crise em que mergulhou quando optou por ser indie ou quando viu o mundo das turnês mundiais levar seu romance com Michael Hutchance do INXS ao fim. Abordando diversos momentos da cantora, há espaço para o fracasso de sua fase indie, seu retorno triunfal com Spinning Around, o hit mundial de Can't Get You out of my Head e até mesmo o assustador diagnóstico de câncer que recebeu pela primeira vez em 2005. Dentre vários momentos importantes da carreira e da vida pessoal, fiquei impressionado no desenvolvimento da amizade de uma figura tão solar com seu total oposto encarnado chamado Nick Cave. Os dois fizeram uma parceria inusitada na fúnebre Where the Wild Roses Grow (em 1995) e ele pareceu ter um papel importante para a diva se redescobrir enquanto diva pop (a cena dela no concurso de poesia apresentado por ele é um dos momentos mais emocionantes do programa). Confesso que sorri e chorei vendo o documentário. Senti falta de destacarem minha música favorita dela, Slow - mas tá perdoado.
Kylie (Reino Unido / 2026) de Michael Harte com Kylie Minogue, Danii Minogue, Jason Donovan, Nick Cave e Lino Carbosiero. ☻☻☻☻

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