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| Bruno e Sergi: leite de pedra. |
Confuso diáriw, pode me explicar como Sirât cravou sua indicação ao Oscar de melhor filme internacional no Oscar deste ano? Eu já sabia (devido as críticas de suas passagens em festivais) que dentre os cinco indicados ele era o filme mais controverso (mas sinceramente, não me importo com isso). Por aqui, o filme já recebeu uma antipatia bônus devido ao comentário infeliz do diretor Oliver Laxe sobre o Brasil ter muitos votantes no Oscar e, por isso ,qualquer coisa consegue ser indicada (oi? ele sabe quantos Oscars e indicações a Espanha já teve?). O comentário soa ainda mais irônico quando durante as quase duas horas de personagens vagando no deserto em seu filme eu me perguntei: onde está a história? O ponto de partida é um pai (Sergi López tirando leite de pedra), com o filho caçula (Bruno Núñez), chega em uma rave no meio do deserto do Marrocos procurando pela filha desaparecida. Embalado por música eletrônica por uns vinte minutos, o exército chega e eles e a multidão conduz para fora dali, mas um grupo foge pelo deserto. Seguindo pelo meio do nada, com comida e água escassas, eles passam por adversidades enquanto a Terceira Guerra Mundial se aproxima. As dificuldades do grupo só aumenta entre um cachorro que come excrementos com LSD e um trágico acidente. O cuidado com a estética não consegue disfarçar a falta de assunto e ausência de desenvolvimento de personagens em um road movie que é uma verdadeira peregrinação (até para o público que não entende o objetivo da produção). Haja paciência para presenciar os acontecimentos ruins que recaem sobre o protagonista para fingir que existe um desenvolvimento de narrativa. O sentido do título (que na mitologia islâmica é uma ponte mais fina que um fio de cabelo e mais afiada que uma navalha situada sob o inferno) é muito mais interessante do que o filme em si.
Sirât (Espanha - França / 2025) de Oliver Laxe com Sergi Lopez, Bruno Núñez, Steffania Gadda, Joshua Lian Henderson, Tonin Janvier e Jade Oukid. ☻

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