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| Jakob: rumo ao fundo. |
Fraterno diáriw, quando aparecem aqueles dois irmãos cuidando de um bebê enquanto todos são negligenciados pela mãe, surgiu como um estalo o motivo do dinamarquês Thomas Vinterberg batizar seu filme com este título: um submarino foi feito para afundar. Mal conhecemos os meninos e o roteiro já nos apresenta a tragédia que os marcará para sempre. Dito isso, vemos o irmão mais velho Nick (Jakob Cedergren) tentando seguir a vida e colocá-la nos eixos, embora a fotografia azulada e as pessoas que cruzam seu caminho deixem claro que não existe coisa boa a acontecer. Entre o caso com uma vizinha e o reencontro com um ex-cunhado instável, o que representa alguma esperança para Nick é encontrar o irmão (Peter Plaugborg), que tenta cuidar do filho (Gustav Fischer Kjærulf) enquanto lida com o vício em drogas e o envolvimento com o tráfico para conseguir dinheiro. Tudo neste filme de Vinterberg puxa os irmãos para o fundo do poço, resta saber como eles lidam com este trajeto e se algum deles se salvará da danação. A atmosfera densa deixa a morte sempre à espreita dos personagens, no entanto, curiosamente existe alguma esperança que paira sobre a narrativa. Vinterberg fragmenta a narrativa em três eixos para depois costurá-los e apresentar as linhas tortas, mas um tanto circulares nos arcos de seus personagens. Aqui ele pode não demonstrar a mesma genialidade que o fizeram um queridinho por Festa de Família (1998), um dos marcos do movimento Dogma95, mas o pulso firme com que conduz a narrativa faz a diferença para prender a atenção do espectador e, em alguns momentos, manter a nossa respiração suspensa diante deste drama familiar com ótimos desempenhos de Jakob e Peter. Curiosidade: em 2010 houve outro filme com o mesmo título e totalmente diferente.
Submarino (Dinamarca - Suécia / 2010) de Thomas Vinterberg com Jakob Cedergren, Peter Plaugborg, Gustav Fischer Kjærulf, Morten Rose, Helene Reingaard Neumann e Patricia Schumann. ☻☻☻

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