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| Vicky: laços de família |
Premiado diáriw, fiquei surpreso quando o novo filme de Jim Jarmush ganhou o Leão de Ouro do Festival de Veneza. A torcida era muito maior para outros títulos ( os elogiados A Voz de Hind Hajab e A Única Saída por exemplo), mas o ícone do cinema indie teve mais força entre os votantes e o seu longa dividido em três histórias distintas levou o prêmio. A primeira história traz um casal de irmãos (Adam Driver e Mayim Bialik) que realiza sua visita anual ao pai (Tom Waits), mas o distanciamento permanece numa formalidade apática até quando o pai provoca os filhos afim de despertar-lhes alguma reação menos calculada. A segunda história é bastante semelhante com duas irmãs (Cate Blanchett e Vicky Krieps) visitando a mãe (Charlotte Rampling) para o chá da tarde anual e a conversa também nunca parece avançar. São duas histórias em que os filhos demonstram um distanciamento emocional dos pais que seria cômico se não fosse trágico. Entre silêncios constrangedores e assuntos que não fazem a mínima diferença seguem sem maiores sobressaltos deixando que o espectador preencha as entrelinhas daquelas famílias. O terceiro episódio segue uma estrutura diferente, com um casal de irmãos gêmeos (Indya Moore e Luka Sabbat) visitam o apartamento dos pais que faleceram recentemente e relembram fatos do passado. O encanto do filme reside justamente em ter um elenco famoso e filmá-los em um pequeno recorte da vida daqueles personagens tradados feito pessoas comuns. É um filme simples e que pode soar nada demais ou promover reflexões sobre laços familiares. Particularmente não vi nada demais no filme. É agradável de assistir, tem alguns detalhes interessantes que conferem um charme à narrativa, mas continuei surpreso com o prêmio em Veneza.
Pai Mãe Irmão Irmã (Father Mother Brother Sister/ EUA - Irlanda - França - Japão / 2025) de Jim Jarmush com Tom Waits, Adam Driver, Mayim Bialik, Charlotte Rampling, Vicky Krieps, Cate Blanchett, Luka Sabbat e Indya Moore. ☻☻☻

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