domingo, 28 de dezembro de 2025

4EVER: Brigitte Bardot

28 de setembro de 1934 ✰ 28 de dezembro de 2025

Brigitte Anne-Marie Bardot nasceu em Paris e teve a infância marcada por uma educação rigorosa. Quando Paris foi ocupada durante a Segunda Guerra Mundial, ela permaneceu isolada dentro de casa e se interessou por dança e posteriormente passou a estudar ballet. Na adolescência trabalhou como modelo e por seu trabalho na capa da revista Elle francesa, chamou atenção do cineasta Roger Vadim. O sucesso de Brigitte chegou com E Deus Criou a Mulher (1956) que a elevou a posição de símbolo sexual e, posteriormente, ícone do cinema. Brigitte também estrelou os clássicos Ao Cair da Noite (1958), A Verdade (1960), Vida Privada (1962) e O Desprezo (1963). No auge de sua carreira, a atriz visitou a cidade de Armação dos Búzios no Rio de Janeiro e fez com que a localidade ganhasse fama mundial (por conta disso, foi homenageada com uma estátua na cidade). Nos anos 1970, a atriz abandonou a carreira de atriz e se tornou militante da causa animal. Seu envolvimento com política se tornou um marco nos anos seguintes, mas recentemente a atriz aposentada criou surpresa ao ajustar seu discurso a causas da extrema direita europeia. Nos últimos anos lutava contra um câncer que a levou ao falecimento.  

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

MELH✪RES DO CINEMA EM 2025

Chegamos ao final de mais um ano cinematográfico e confesso que 2025 foi um ano complicado. Aconteceram tantas mudanças na minha rotina que foi difícil ter tempo de assistir filmes e séries ao longo do ano. Diversas vezes pensei em me despedir aqui do blog por total falta de tempo de registrar alguma coisa. Espero que 2026 seja mais tranquilo (mas deixo registrado desde já que a rotina de postagens pode ser ainda menor). Diante de tudo que aconteceu, consegui escolher meus favoritos do ano que termina. Sei que muita gente vai me atirar pedra por conta de alguns favoritos da temporada que aparecem bem discretamente por aqui, mas como sempre digo: são os meus favoritos. O que é bastante subjetivo e nada impede que você tenha os seus e pense diferente. Seguem abaixo os mais queridos entre os filmes que chegaram por aqui em 2025:

CINEASTA REVELAÇÃ✪

ELENC✪

ROTEIR✪

ARTISTA REVELAÇÃ

AT✪R COADJUVANTE

ATRIZ C✪ADJUVANTE

MELH✪R ATRIZ

MELHOR AT✪R

MELHOR DIRET✪R

MELH✪R FILME

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

MELH✪RES DA TV EM 2025

 Com já escrevi por aqui, minha rotina mudou tanto em 2025 que foi difícil assistir filmes e escrever por aqui. Imagina então ver séries que demandam ainda mais tempo! No entanto, tive algumas produções favoritas ao longo do ano e elas aparecem nesta postagem. Lembrando que nem todas tive tempo de escrever aqui no blog, mas, prometo que assim que possível escreverei sobre elas. A seguir as produções que fizeram minha TV mais interessante: 

►ATRIZ COADJUVANTE 


►ATOR COADJUVANTE 


► MINISSÉRIE 


►ATOR 


►ATRIZ 


►SÉRIE 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

10+ Filmes Favoritos de 2025

Talvez esta seja a lista mais aguardada do ano, mas vou logo dizendo que nem sempre o hype funciona comigo. Alguns filmes que estarão em todas as listas de melhores do ano acabaram ficando de fora e não adianta me atacar por conta disso, já que listas são bastante pessoais e subjetivas. Esta é a minha, você pode fazer a sua (e vou adorar vê-la). A seguir meus dez filmes favoritos lançados por aqui em 2025 (em ordem alfabética):

 




segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

PL►Y: Ladrões

Butler: o humor caótico do novo filme de Aronofsky.

Não fosse o nome de Darren Aronofsky assinando a direção, provavelmente eu não daria a mínima atenção para este Ladrões. A sinopse não me empolgou com a história de um jogador de baseball que teve a carreira acabada por conta de um acidente e que vê novamente sua vida virada do avesso quando precisa tomar conta do gato de um vizinho - sem fazer ideia da quantidade de bandidos que irão atravessar o seu caminho por conta disso. Ambientado no final dos anos 1990, o filme é baseado em um livro de Charlie Huston (que também assina o roteiro), Aronofsky demonstra uma energia bastante diferente dos seus filmes anteriores. Embora os cenários e a fotografia ainda façam lembrar alguns dos seus filmes mais sombrios (especialmente os do início da carreira), a vibração aqui é outra. Existe muito senso de humor na atmosfera dos acontecimentos que começam a desabar na rotina do ex-jogador Hank Thompson (Austin Butler). Embora a vida que ele leva seja bem diferente da sonhada por ele nos tempos e atleta promissor, tudo o que ele quer é sossego ao lado da namorada Yvonne (Zoë Kravitz), só que tudo é posto a perder quando ele começa a ser perseguido por todos os outros personagens que cruzam o seu caminho. O diretor conta esta história como se fosse uma versão noventista de Depois de Horas (1985) de Scorsese (e a presença de Griffin Dunne no elenco enfatiza ainda mais a relação). Darren capricha nos ângulos, planos e enquadramentos, o ritmo é mantido sempre acelerado e mantem o espectador atento às reviravoltas da trama. Acredito que não é por acaso que o filme é ambientado no período em que Aronofsky iniciou sua carreira, como se fosse a demonstração de outro caminho (outra pegada) que seu cinema poderia ter seguido nos primórdios de sua cinematografia iniciada com o incômodo Pi (1998) - que também contava com gangsteres judeus no encalço do protagonista. Esta espécie de "recomeço" também serve para dar fôlego à uma carreira que recebeu duras críticas pela forma como adaptou o texto de Samuel D. Hunter quando resolveu filmar A Baleia (2022), que embora tenha rendido o Oscar de melhor ator para Brendan Fraser, carrega nas tintas melodramáticas mais tradicionais para envolver o público (enquanto a outra parte torce o nariz). No entanto, vendo os fantasmas que assombram o protagonista de Ladrões, é fácil perceber de onde surgiu o interesse por fazer este filme, afinal, ele acaba de ser incluído na seara de personagens perturbados que o diretor adoram ao lado da antológica Sara Goldfarb, a bailarina Nina  e - basta lembrar que - nem o bíblico Noé (2014) escapou. Ladrões passará em branco nas premiações, mas ouso dizer que é um filme fundamental para o cinema de Aronofsky se reencontrar com suas intenções mais viscerais e, ao ver o elenco que topou a empreitada, percebe-se que ele tem crédito de sobra entre os artistas. 

Ladrões (Caught Stealing / EUA - 2025) de Darren Aronofsky com Austin Butler, Zoë Kravitz, Matt Smith, Regina King, Bad Bunny, Griffin Dunne, Tenoch Huerta, Vincent D'Onofrio e Laura Dern. 

10 Filmes + Procurados no Blog em 2025

A lista dos filmes mais procurados aqui no blog é de longe a mais surpreendente do ano. Embora apareçam alguns sucessos de bilheteria, acho que beira o impossível adivinhar qual foi o filme que rendeu mais buscas por aqui.  Se o primeiro lugar é surpreendente, temos perto dele alguns ganhadores do último Oscar, um filme que pretendia receber ao menos uma indicação ao careca dourado (e ficou de fora), um que promete mais do que cumpre com seu ótimo elenco, um longa que está cotado para as premiações que se aproximam e uma das produções mais polêmicas do ano - que é também uma releitura ousada de um clássico do cinema. Prontos para a lista mais surpreendente do blog?










domingo, 21 de dezembro de 2025

PL►Y: Setembro 5

A equipe: tensão nos bastidores de TV. 

No meio de tantos filmes que disputavam a atenção das premiações no início deste ano estava Setembro 5 de Tim Fehlbaum. O longa gerou alguma polêmica pelo tema espinhoso que resolveu contar, mas em termos de narrativa mostra-se um primor na construção de tensão em um verdadeiro thriller ambientado nos bastidores de uma transmissão ao vivo de televisão. Afinal, não se trata de uma transmissão qualquer, mas da cobertura de um dos episódios mais tristes dos anos 1970, trata-se da história em torno do ataque terrorista de um grupo palestino à delegação olímpica israelense nas olimpíadas de Munique em 1972. O filme tem foco na equipe da ABC que estava cobrindo os jogos olímpicos e subitamente se viu diante de uma situação tão inesperada quanto assustadora. A emissora se tornou responsável pela transmissão do ocorrido para mais de novecentos milhões de espectadores ao redor do mundo e esbarrava em limites éticos sobre a transmissão enquanto precisava lidar com a tensão de ameaças e negociações. O roteiro precisou condensar 17 horas de acontecimentos em um filme com pouco mais de noventa minutos e o faz muito bem, sendo uma verdadeira lição na construção de uma atmosfera com bases em diálogos e ambientação claustrofóbica de estúdio de televisão. Indicado ao Oscar de roteiro original, o filme bem que merecia mais lembranças nas categorias, sobretudo na categoria de montagem que mostra-se bastante eficiente ao condensar a história e os dilemas da equipe responsável pela transmissão. No elenco impecável, dois artistas merecem destaque, um deles é John Magaro. O ator revelado em sua participação na série Orange is The New Black (2012-2019) mostra-se cada vez mais versátil e interessante em seus trabalhos. Aqui ele evoca algo de Al Pacino no papel de um jornalista que pretende mostrar a verdade, mas sem tropeçar na ética profissional de seu ofício. Quem também rouba a atenção é a alemã Leonie Benesch (do indicado ao Oscar A Sala dos Professores/2023), que no papel da tradutora responsável por auxiliar a equipe na cobertura, se depara com a cena mais aterradora daquela situação (e isso pontuando ao longo da história um pouco dos fantasmas que ainda assombram a Alemanha). Econômico em seu orçamento e enxuto em sua execução, o filme é tudo que o recente Casa de Dinamite (2025) queria ser e não chegou a um por cento do que vemos por aqui. 

Setembro 5 (September 5 / EUA - 2024) de Tim Fehlbaum com John Magaro, Pete Sarsgaard, Ben Chaplin, Leonie Benesch, Georgina Rich, Zinedine Soualem, Corey Johnson e Benjamin Walker. 

PL►Y: The Mastermind

Josh: ladrão pretensiosamente patético. 

James (Josh O'Connor) carrega todo o tempo aquela expressão de enfado cravada no rosto. Ele é casado com Terri (Alana Haim), tem dois filhos e é bancado pelos pais (Bill Camp e Hope Davis). Mesmo vivendo em meio à esfervecência dos anos 1970, a vida de James é um bocado insatisfatória. Talvez por isso ele invente de roubar obras de arte. No início ele rouba uma pequena escultura e, ao não ser pego, começa a acreditar que ele é um gênio do crime. Logo ele arquiteta o roubo de três quadros com alguns amigos e descobre que nem tudo é tão fácil como ele esperada, ou pelo menos, que ele não é tão genial assim. Já ouvi muita gente dizer que nos filmes de Kelly Reichardt não acontece nada, mas The Mastermind (que entrou na disputa da Palma de Ouro em Cannes deste ano) deixa claro que esta sensação é justamente pela diretora investir em uma atmosfera que vai contra o que esperamos do filme que a que estamos assistindo. Em sua essência, o longa é um filme de assalto, mas seu desenvolvimento é completamente o oposto do que acostumamos a ver no gênero, especialmente porque a diretor nos propõe a ideia de que um sujeito que se acha um gênio do crime pode ser simplesmente um ser patético. James é exatamente isso: patético. Embora considere que sua vida irá se transformar diante do plano (simplista) que elabora, ela apenas vira do avesso e o torna ainda mais distante da esposa, dos filhos e da família em geral. Relegado à uma rotina de fugas com o rosto estampado no jornal, a vida parece ter agora ainda menos graça. A trilha sonora jazzística parece ressaltar ainda mais algo de cômico e decadente na vida do personagem até o desfecho inevitável e tão grandiloquente quanto a carreira criminal do protagonista. Josh O'Connor está ótimo ao carregar o filme nas costas como um ladrãozinho pretensioso que se depara com a própria mediocridade. The Mastermind está longe de ter o brilhantismo de First Cow/2020 (meu filme favorito da diretora), mas demonstra bem as intenções de uma cineasta que sempre olha para o lado oposto do que esperamos de uma história.

The Mastermind (EUA-2025) de Kelly Reichardt com Josh O'Connor, Sterling Thompson, Alana Haim, Hope Davis, Bill Camp e Cole Doman.   

PL►Y: Manas

Jamilli: um chute no estômago.  

Manas é o tipo de filme que tenho medo de ver. Diante de todos os elogios que o filme recebeu, pairava na minha mente a dúvida: "é tudo isso mesmo?". O longa foi o segundo favorito a disputar a vaga do Brasil na disputa ao Oscar de Filme Internacional, rivalizando com o badalado O Agente Secreto. Até Julia Roberts entrou no lobby do filme, argumentando que o filme havia mudado sua vida. Para não dizer que o filme ficou de lado, a Academia Brasileira de Cinema o escolheu para disputar uma vaga de filme estrangeiro no Goya (o Oscar da Espanha). De tudo isso o que mais me chamou a atenção foram os adjetivos atrelados ao filme de estreia de Mariana Brennand, sobretudo a palavra "lindo". Manas pode ser tudo, menos um filme lindo. É cru. É triste. É necessário, mas lindo não é. Brennand filma como se tivesse uma câmera escondida no meio de uma família lá da Ilha do Marajó. A situação da família é apresentada de forma quase documental em sua humildade, eles colhem açaí, comem açaí, as meninas mais novas vão para a escola e todos dormem amontoados no mesmo cômodo. A trama segue como se ainda procurasse uma história para contar Descobrimos que algumas meninas usam como desculpa visitar barcos que passam por ali para vender coisas, mas na verdade estão vendendo a si mesmas. Existe a curiosidade pelo sexo, a ausência de uma educação sexual que lhes traga referências para lidar com os abusos que atravessam seus caminhos e quando percebemos o que acontece entre Marcielle (Jamilli Correa) de 13 anos e seu pai (Rômulo Braga) temos a exata medida do horror que está diante dos nossos olhos. O mais interessante é que Brennand conta esta história de perda da inocência (ou seria de inocência roubada?) com pulso firme, sem sobressaltos ou melodrama. A sensação é de um chute no estômago. É um filme corajoso e que prima pelas sutilezas nas situações mais assustadoras, deixando muito nas entrelinhas. A fotografia deixa claro que o filme não tenta embelezar nada e o elenco defende bem os seus personagens   e até compensam a narrativa que demora para engrenar. A primeira parte do filme é bastante arrastada e confesso que tive dificuldade de mante os olhos abertos, mas conforme nos damos conta da história que o filme quer nos contar, torna-se impossível ficar indiferente. Manas não teria chance na congestionada disputa do Oscar de Filme Internacional de 2026, mas merece destaque entre os lançamentos do cinema brasileiro em 2025. 

Manas (Brasil/Portugal - 2025) de Mariana Brennand com Jamilli Correa, Fátima Macedo, Rômulo Braga, Dira Paes, Samira Eloá, Enzo Maia, Emily Pantoja e Gabriel Rodrigues. 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

4EVER: Rob Reiner

06 de março de 1947  14 de dezembro de 2025

Robert Norman Reiner nasceu em Nova Iorque, filho do diretor e produtor Carl Reiner - artista importante na consolidação do humor televisivo dos EUA no pós-guerra.  antes de ganhar fama como cineasta ele era reconhecido como ator pelo seu trabalho na sitcom All in the Family (1971-1979) pelo personagem Mike Stivic. Pelo papel ele recebeu dois Emmys. A estreia na direção veio com o clássico This Is Spinal Tap (1984) um divertido documentário fake sobre uma banda de heavy metal que nunca existiu. Ao longo da carreira demonstrou versatilidade atrás das câmeras, realizando os sucessos Conta Comigo (1986), Harry & Sally (1989), Louca Obsessão (1990) e Homens de Honra (1992), filmes que ajudaram a traçar paradigmas de seus gêneros cinematográficos para as próximas décadas. Mesmo consagrado como diretor, ele continuou fazendo participações especiais como ator em produções como Sintonia de Amor (1993), Tiros Sobre a Broadway (1994), O Clube das Desquitadas (1996) e O Lobo de Wall Street (2013). O cineasta foi encontrado morto ao lado da esposa na residência do casal em Los Angeles e a polícia investiga a suspeita de homicídio. 

domingo, 14 de dezembro de 2025

PL►Y: Jay Kelly

Sandler e Clooney: de olho no Oscar. 

Produzido para ser um dos trunfos da Netflix na temporada de ouro, a comédia dramática Jay Kelly conseguiu críticas mistas desde sua primeira exibição. Já em cartaz no serviço de streaming é bastante compreensível o motivo de alguns gostarem tanto do filme e outros não terem se empolgado muito com a história do astro de cinema que coloca sua vida pessoal em perspectiva perante uma homenagem que receberá pelo seu legado cinematográfico. Vivendo o protagonista está George Clooney com sua estampa de estrela clássica de Hollywood. Jay acaba de finalizar um filme e está prestes a fazer outro quando viaja para a Itália em nome de um prêmio. Ele adoraria que sua família estivesse ao seu lado, mas ele mal conversa com a filha mais velha (Riley Keough) e a mais nova estará em viagem com amigos pela Europa. O reencontro com um antigo colega (Billy Crudup) também não ajuda muito na crise que se instaura na mente de Jay, afinal, em várias entrevistas ele comenta que começou a carreira por acaso ao acompanhar um colega para um teste e acabou ficando com o papel (que o fez deslanchar na carreira)... agora imagina reencontrar o tal colega ainda ressentido. Um diretor conhecido de velha data também precisa dele para reerguer a carreira, mas Jay acha melhor não correr o risco. O fato é que aos poucos, o grande astro de cinema afastou cada vestígio de amizade de sua vida, tendo apenas o agente, Ron (Adam Sandler) e sua assistente (Laura Dern) por perto. Enquanto ela sempre ressalta que trabalha para ele, Ron acredita que possui laços mais estreitos com o ator. Será? Entendo que algumas pessoas estejam fascinadas pelo filme por conta de explorar os bastidores de uma carreira bem-sucedida em Hollywood, o problema é que os elementos desta história não fogem do lugar comum. Embora tenha boas atuações, com Clooney e Sandler indicados aos Globos de Ouro de melhor ator e ator coadjuvante, o filme não empolga. Pode se dizer que as indicações de ambos são justas pelos atores darem conta de manter o interesse do espectador em uma trama tão manjada. Talvez o maior problema seja que o roteiro (assinado por Baumbach e Emily Mortimer, que faz uma pequena participação como atriz no filme) prefere mostrar vários pontos da vida pessoal do personagem principal e opta por não aprofundar nenhum deles. São vários encontros que desaguam em um conflito que nunca tem maiores consequências na trama, o que torna tudo um grande desperdício do potencial que alguns personagens/atores trariam para a trama. Particularmente tenho a impressão que já vi Clooney fazer algo parecido do que vemos aqui em sua carreira, já Adam Sandler investe mais uma vez em um papel menos cômico cujo o grande destaque é a cena em que seus olhos brilham ao segurar as lágrimas durante um diálogo inteiro. Ainda que bem feito e cheio de boa intenções (já vistas e revistas inúmeras vezes), o longa alcança um resultado morno e pouco empolgante, a pergunta é se isso confere fôlego para o longa e seu elenco chegar ao Oscar do ano que vem. 

Jay Kelly (EUA - 2025) de Noah Baumbach com George Clooney, Adam Sandler, Laura Dern, Greta Gerwig, Grace Edwards, Patick Wilson, Jim Broadbent, Isla Fisher e Alba Rohrwacher. 

10+: Melhores Pôsteres de 2025

Inaugurando as listas de final de ano por aqui, publico a destinada aos meus pôsteres favoritos o ano que chega ao fim. Vi muitas listas destacando o cartaz mais famoso de Bugonia, mas... este ficou de fora. Enfim seguem os dez em ordem de favoritismo:

#10  "Pillion" de Harry Lighton 

#09 - "O Monstro das Penas" de Dylan Southern

#08 - "Amizade" de Andrew DeYoung

07 - "Time to the Target" de Vitaly Mansky

#06 - "No Other Choice" de Park Chan Wook




#03 - "Good Boy" de Ben Leonberg


#01 "Juntos" de Michael Shanks