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segunda-feira, 4 de junho de 2012

DVD: Albert Nobbs

Close e McTeer: melhores do que o filme. 

Foi em 1989 que Glenn Close deveria ter levado seu Oscar de melhor atriz para a casa por sua inesquecível Marquesa de Merteuil em Ligações Perigosas (1988) de Stephen Frears. Desde então Hollywood lhe reservou papéis de megera, mas nunca com a intensidade necessária para se sobrepor à personagem escrita por Chordelos de Laclos. O tempo passou e Glenn colecionou prêmios no teatro e na TV, mas a Academia do Cinema Americano a deixaria cada vez mais de lado. Ano passado, Glenn lançou aquele filme que deveria ser sua grande volta por cima, produziu, ajudou a adaptar o roteiro que havia interpretado no teatro e até compôs a canção tema. Não demorou para a imprensa especular sobre sua indicação aos maiores prêmios de cinema por sua atuação em Albert Nobbs, mas bastou o filme estrear para que suas chances diminuíssem gradativamente. São tantos os equívocos em Albert Nobbs que fica difícil se envolver com o drama do protagonista, ou melhor, da protagonista, já que Albert é uma mulher que precisa se vestir de homem para ganhar a vida trabalhando num hotel na Irlanda do século XIX. Infelizamente, existe uma série de aspectos na relação de Nobbs com sua imagem masculinizada que não são explorados no filme - como a sensação de poder e segurança provocada numa época onde as mulheres sofriam   abusos frequentemente ou a chance de exteriorizar, ainda que sem erotismo, desejos que a personagem pretende esconder de si mesma.  Apesar do roteiro não ser uma maravilha, o maior decepção é a direção de Rodrigo Garcia. O filho do escritor Gabriel Garcia Marques fez sua carreira no cinema a partir de dramas femininos consistentes e poderia ter feito deste longa sua obra prima, mas o resultado apenas demonstra que o diretor não leva o menor jeito para filmes de época. Existe um excesso tão grande de caras e bocas nos minutos iniciais que fiquei tentado a deixar o filme para outra ocasião. Pensei que aquelas expressões exageradas eram para ressaltar a construção que Glenn confere a Nobbs, um sujeito gentil e educado, mas que parece viver na sombra, invisível para os que o rodeiam. A atriz o compõe a partir de miudezas, olhares tristes e exala a sensação de que não pertence aquele corpo. A impressão de desconforto está presente o tempo todo na personagem, mas nem sempre consegue prender a atenção no início arrastado de uma narrativa que demora a engrenar. Quando a coisa começa a ficar interessante percebemos que no meio do caminho de Glenn Close tinha uma pedra, uma pedra talentosa chamada Janet McTeer. A atriz inglesa (esquecida após sua indicação ao Oscar por Tumbleweeds/1999) mostra-se o grande trunfo do filme, na pele de Hubert Page ela consegue criar uma personagem fascinante cuja masculinidade rude extrapola as roupas, trata-se de um trabalho de interpretação onde podemos perceber a inspiração que provoca em Nobbs ao ponto de fazê-lo enfrentar traços de sua personalidade que antes preferia camuflar.  Neste momento onde o roteiro deveria lidar com a homossexualidade da personagem, Close poderia criar a guinada de sua personagem, mas o texto prefere tratá-lo com uma incômoda ingenuidade - onde Albert é incapaz de perceber o quanto é manipulado pela  jovem camareira Helen (Mia Wasikowska) e o namorado dela, Joe (Aaron Johnson mostrando que pode ser gente grande). O que poderia ser um momento vigoroso na atuação de Close acaba tendo o efeito inverso, deixando seu personagem mais apático perante os demais - nem suas ilusões de abrir uma tabacaria e constituir família servem para evitar a apatia. Apesar dos bons momentos, Close é prejudicada pelo péssimo timing da direção que trata momentos dramáticos como se fossem cômicos (como o momento que McTeer mostra que é mulher) e que não consegue dar a profundidade necessária ao desfecho de sua protagonista. Ao evitar questões polêmicas sobre a relação masculino/feminino o filme perde sua riqueza deixando a sensação que uma bela ideia foi desperdiçada. Pelo menos Close conseguiu sua primeira indicação ao Oscar em mais de 20 anos! Se tivesse confiado a direção a um cineasta habituado aos filmes de época (como o amigo Stephen Frears) o resultado poderia ter sido bem mais satisfatório. Só para terminar: alguém pode me explicar qual a serventia de Johnatan Rhys Meyers na história?

Albert Nobbs (Irlanda/Reino Unido - 2011) de Rodrigo Garcia com Glenn Close, Janet McTeer, Mia Wasikoska, Aaron Johnson, Brendan Gleeson e Brenda Fricker. ☻☻

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

INDICADOS AO GLOBO DE OURO 2012

My Week with Marilyn: comédia?

Por problemas na internet acabei arriscando os meus palpites em cima da hora, mas até que consegui alguns acertos substanciais. Tirando minhas típicas confusões nas categorias drama e comédia até qua não fiquei muito decepcionado! A seguir os indicados ao Globo de Ouro 2012 e meus acertos sinalizados com☻. Futuramente sinalizo quem são os meus favoritos:

Melhor Filme - Drama
Os Descendentes ☻
Histórias Cruzadas ☻
A Invenção de Hugo Cabret ☻
Tudo Pelo Poder (estava entre os meus palpítes, mas acabei tirando... grrr)
O Homem que Mudou o Jogo (o filme está empenhado em ser Um Sonho Possível do ano)
Cavalo de Guerra ☻


 Melhor Filme - Musical ou Comédia
The Artist (pensei que o Globo de Ouro o deixaria só no páreo de filme estrangeiro)
Missão Madrinha de Casamento ☻
50% (uma grata surpresa)
Meia-Noite em Paris ☻
My Week with Marilyn (Eu achava que o filme era um drama!)


Melhor Ator - Drama
George Clooney (Os Descendentes) ☻
Leonardo DiCaprio (J. Edgar)☻ 
Michael Fassbender (Shame)☻
Ryan Gosling (Tudo Pelo Poder) (eu sabia que seria indicado, mas pensei que Gary Oldman tinha mais chances)
Brad Pitt (O Homem que Mudou o Jogo) (não vi o filme, mas preferia Michael Shannon)

Melhor Atriz - Drama
Glenn Close (Albert Nobbs) ☻
Viola Davis (Histórias Cruzadas) ☻ 
Rooney Mara (Os Homens que não amavam as mulheres) (Se o filme de Marilyn é comédia...)
Meryl Streep (A Dama de Ferro)☻
Tilda Swinton (We Need to talk About Kevin)☻ 


Melhor Ator - musical e comédia
Jean Dujardin (The Artist) ☻
Brendan Gleeson (O guarda) (Surpresa! Um filme que passou em branco por aqui)
Joseph Gordon Levitt (50%) ☻
Ryan Gosling (Amor a toda Prova) (ele é coadjuvante, mas é curioso já que fez o filme por sugestão do analista)
Owen Wilson (Meia Noite em Paris) ☻


Melhor Atriz - musical e comédia 
Jodie Foster (Carnage) (Não sabia que o filme era comédia!)
Kate Winslet (Carnage) (idem)
Charlize Theron (Jovens Adultos)☻
Kristen Wiig (Missão Madrinha de Casamento) ☻
Michelle Williams (My Week with Marilyn) (Acertei a indicada, mas errei a categoria)

Melhor Ator Coadjuvante
Kenneth Branagh (My Week With Marilyn) (o deus do trovão deve ter ajudado)
Albert Brooks (Drive)☻
Jonah Hill (O homem que mudou o jogo) (azarão?)
Viggo Mortensen (Um Método Perigoso)  (Mortensen/Cronenberg acertam de novo)
Christopher Plummer (Toda Forma de Amor) ☻


Melhor Atriz Coadjuvante
Berénice Bejo (The Artist)
Jessica Chastain (Histórias Cruzadas) (acertei a atriz, mas errei o filme)
Janet McTeer (Albert Nobbs) ☻
Octavia Spencer (Histórias Cruzadas) ☻
Shailene Woodley (Os Descendentes) ☻


Melhor Diretor
Woody Allen (Meia-Noite em Paris) (muito bom!)
George Clooney (Tudo Pelo Poder) (mais um sucesso para o diretor Clooney)
Michael Hazanavicius (The Artist) ☻
Alexander Payner (Os Descendentes) ☻
Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret) ☻


Melhor Roteiro
The Artist ☻
Os Descendentes ☻
Tudo Pelo Poder (boa surpresa)
Meia-Noite em Paris ☻
O Homem que Mudou o Jogo (assustador!)

Melhor Canção Original (não tive palpites nesta categoria)
"Lay Your Head Down" (Albert Nobbs)
"Hello Hello" (Gnomeu e Julieta)
"The Living Proof" (Histórias Cruzadas)
"The Keeper" (Redenção)
"Masterpiede" (W.E.) (oooh!)

Melhor Trilha Sonora (não palpitei nesta categoria)
The Artist
Os Homens que não Amavam as Mulheres
A Invenção de Hugo Cabret
Cavalo de Guerra
W.E. (OOOOH!)

Melhor Animação (Achei que seriam só três indicados)
As Aventuras de TinTim ☻
Operação Presente
Carros 2 (sério?)
Gato de Botas
Rango ☻

Melhor filme em Língua Estrangeira
Jin líng shí san chai (apesar do filme é estrelado por Christian Bale!!)
In the Land of Blood and Honey ☻ (filme de estreia de Angelina Jolie na direção)
O Garoto da Bicicleta (se chegou até aqui, o filme deve dar trabalho no Oscar)
A Separação ☻
A Pele que Hábito ☻


De 59 palpites acertei 34! Se levarmos em consideração que acertei Micelle Williams entre as indica das (mas não como atriz de comédia-musical, mas na categoria atriz dramática) e Jéssica Chastain como coadjuvante  coadjuvante (ela tinha seis filmes no páreo, era um tiro  no escuro) eu fiz 36 acertos. Preciso  melhorar... 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

INDICADOS AO OSCAR 2012


A Invenção de Hugo Cabret: o mais indicado com 11 categorias.

Hoje pela manhã foram divulgados os indicados ao Oscar deste ano. As categorias principais foram divulgadas na TV e as demais no site da Academia. Tive várias surpresas entre os indicados, mas o mais engraçado foi conferir os indicados a Melhor Filme. Não pelos filmes em si, mas a Academia inventou tantas presepadas dizendo que não seria mais dez indicados, mas apenas a quantidade de filmes que alcançasse determinado número de votos, ou seja: NOVE! Além disso, o filme Tão Forte e Tão Perto mantém o aproveitamento de 100% na carreira cinematográfica de Stephen Daldry (que dirigiu quatro filmes e todos foram indicados a melhor direção ou filme). Fiquei feliz com as indicações de A Árvore da Vida, Jean Dujardin, Bérénice Bejo, Rooney Mara (mas ela merecia mais do que Tilda Swinton?) e Gary Oldman - mas a categoria Ator foi um massacre (nem sinal de Ryan Gosling ou Leo DiCaprio, J Edgar de Clint Eastwood não emplacou uma indicação). E melhor canção? Só dois concorrentes! Pode chorar Madonna - e os brasileiros podem celebrar a única indicação de Rio nas premiações! A seguir os indicados e meus  modestos acertos (☻).

MELHOR FILME

O Artista ☻
Os Descendentes ☻
Hugo ☻
Meia Noite em Paris ☻
Cavalo de Guerra
O Homem Que Mudou o Jogo
A Árvore da Vida
Histórias Cruzadas ☻
Tão Forte e Tão Perto

MELHOR DIRETOR
Martin Scorsese (Hugo) ☻
Michel Hanazavicius (O Artista) ☻
Alexander Payne (Os Descendentes) ☻
Woody Allen (Meia Noite em Paris) ☻
Terrence Malick (A Árvore da Vida)

MELHOR ATRIZ
Glenn Close (Albert Nobbs) ☻
Viola Davis (Histórias Cruzadas) ☻
Rooney Mara (Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres)
Meryl Streep (A Dama de Ferro) ☻
Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn) ☻

MELHOR ATOR
Demián Bichir (A Better Life)
George Clooney (Os Descendentes) ☻
Jean Dujardin (O Artista) ☻
Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais)
Bradd Pitt (O Homem Que Mudou o Jogo) ☻

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn) ☻
Jonah Hill (O Homem Que Mudou o Jogo) ☻
Nick Nolte (Warrior)
Christopher Plummer (Begginers) ☻
Max von Sydow (Tão Forte e Tão Perto)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Bérénice Bejo (O Artista)
Jessica Chastain (Histórias Cruzadas) ☻
Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento) ☻
Janet McTeer (Albert Nobbs) ☻
Octavia Spencer (Histórias Cruzadas) ☻

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Os Descendentes ☻
Hugo ☻
Tudo pelo Poder (oops inverti a categoria)
O Homem Que Mudou o Jogo
O Espião que Sabia Demais ☻

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
O Artista ☻
Missão Madrinha de Casamento
Margin Call
Meia Noite em Paris ☻
A Separação

MELHOR ANIMAÇÃO
Um Gato em Paris
Chico e Rita
Kung Fu Panda 2 ☻
O Gato de Botas ☻
Rango ☻

Minhas apostas eram só até aqui, no meio de tantas surpresas de 46 palpites eu acertei 31! Se contar que troquei a categoria de roteiro de Tudo pelo Poder são 32! Nada mal! Vejamos os outros indicados:

MELHOR EDIÇÃO
O Artista
Os Descendentes
Millennium: os Homens que Não Amavam as Mulheres
Hugo
O Homem Que Mudou o Jogo

MELHOR FOTOGRAFIA
Hugo
Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulhertes
A Árvore da Vida
Cavalo de Guerra
O Artista

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Bullhead (Bélgica)
Monsieur Lazhar (Canadá)
A Separação (Irã)
Footnote (Israel)
In Darkness (Polônia)

MELHOR TRILHA SONORA
A Aventuras de Tintim (John Williams)
O Artista (Ludovic Bource)
Hugo (Howard Shore)
O Espião que Sabia Demais (Alberto Iglesias)
Cavalo de Guerra (John Williams)

MELHOR CANÇÃO
“Man or Muppet” (Os Muppets)
“Real in Rio” (Rio)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
Hugo
Gigantes de Aço
Planeta dos Macacos: A Origem
Transformers 3

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Drive
Millennium: os Homens que Não Amavam as Mulheres
Hugo
Transformers 3
Cavalo de Guerra

MELHOR MIXAGEM DE SOM
O Homem Que Mudou o Jogo
Millennium: os Homens que Não Amavam as Mulheres
Hugo
Transformers 3
Cavalo de Guerra

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
O Artista
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
Hugo
Cavalo de Guerra

MELHOR FIGURINO
Anonymous
O Artista
Hugo
Jane Eyre
W.E.

MELHOR MAQUIAGEM
Albert Nobbs
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
A Dama de Ferro

MELHOR CURTA DOCUMENTÁRIO
The Barber of Birmingham
God is the Bigger Elvis
Incident in New Baghad
Saving Face
The Tsunami and Cherry Blossom

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Hell and Back Again
If a Tree Falls
Paradise Lost 3
Pina
Undefeated

MELHOR CURTA EM ANIMAÇÃO
Dinamche
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
La Luna
A Morning Stroll
Wild Life

MELHOR CURTA FICÇÃO
Pentecost
Raju
The Shore
Time Freak
Tuba Atlantic

No placar Hugo tem 11 indicações, seguido de perto por O Artista (10). Os outros mais indicados são Cavalo de Guerra (6), Os Descendentes (5) e Os Homens que Não Amavam as Mulheres (5). Em breve começo a esmiuçar os indicados nas categorias principais. Façam suas apostas! 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PALPITES PARA O GLOBO DE OURO

The Descendants: Um dos favoritos do ano.

Mais tarde será divulgado os Indicados ao Globo de Ouro deste ano! Existe um consenso de que neste ano a  disputa será mais equilibrada, portanto, foi difícil escolher os favoritos. Entre listas de eleitos por críticos, sucessos do ano, atores em evidência e um pouco de opinião pessoal... a lista de candidatos deve ser mais ou menos assim:

FILME/DRAMA
- Árvore da Vida
- The Descendants
- The Help
-  Hugo
- Tão Alto, Tão Perto
- Cavalo de Guerra

FILME/COMÉDIA
- Missão Madrinha de Casamento
- Amor à Toda Prova
- Toda Forma de Amor
- Meia Noite em Paris
- Young Adult

DIREÇÃO
- Alexander Payne (The Descendents)
- Martin Scorsese (Hugo)
- Michel Hazanavicius (O Artista)
-Tate Taylor (The Help)
- Stephen Daldry (Tão Alto, Tão Perto)

ATOR/DRAMA
- George Clooney (The Descendants)
- Michael Shannon (O Refúgio)
- Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais)
- Leonardo DiCaprio (J Edgar)
- Michael Fassbender (Shame)

ATRIZ/DRAMA
- Viola Davis (The Help)
- Meryl Streep (The Iron Lady)
- Michelle Williams (My Week with Marilyn)
- Glenn Close (Albert Nobbs)
- Tilda Swinton (Precisamos falar sobre Kevin)

 ATOR/COMÉDIA
- Owen Wilson (Meia Noite em Paris)
- Paul Giamatti (Win Win)
- Ewan McGregor (Toda Forma de Amor)
- Joseph Gordon Lewitt (50/50)
- Jean Dujardin (O Artista)

ATRIZ/COMÉDIA
- Charlize Theron (Young Adult)
- Christen Wiig (Missão Madrinha de Casamento)
- Amy Adams (Os Muppets)
-  Emma Stone (Amor à Toda Prova)
- Milla Kunis (Amizade Colorida)

ATOR COADJUVANTE
- Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)
- Max Von Sydow (Tão Alto, Tão Perto)
- Andy Serkis (Planeta dos Macacos – A Origem)  
- Albert Brooks (Drive)
- Patton Oswald (Young Adult)

ATRIZ COADJUVANTE
- Jessica Chastain (Árvore da Vida)
- Octavia Spencer (The Help)
- Janet McTeer (Albert Nobbs)
- Shailene Woodley (The descendants)
- Melissa McCarthy (Missão madrinha de casamento)

ROTEIRO
- The Help
- O Artista
- The descendants
- Meia Noite em Paris
- Toda Forma de Amor
  
ANIMAÇÃO
- Rango
- As Aventuras de Tintim
- Rio

FILME ESTRANGEIRO
- O Artista
- A Pele que habito
- A Separation
- Poesia
- City of Life And Death

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Palpites para o OSCAR 2012

A Dama de Ferro: Meryl Streep rumo ao terceiro careca dourado.

Amanhã de manhã saem as indicações ao Oscar 2012 e como de costume vou listar quem eu acho que deve ser indicado, como sei que as características costumas envolver mais surpresas do que favoritos, vou listar meus palpites somente em algumas categorias. 

MELHOR FILME
O Artista
Histórias Cruzadas
Os Descendentes
Tudo Pelo Poder
A Invenção de Hugo Cabret
Meia Noite em Paris

MELHOR DIRETOR
Michel Hazanavicius (O Artista)
Alexander Payne (Os Descendentes)
Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)
George Clooney (Tudo Pelo Poder)
Woody Allen (Meia Noite em Paris)

MELHOR ATOR
George Clooney (Os Descendentes)
Ryan Gosling (Tudo Pelo Poder)
Michael Fassbender (Shame)
Leonardo DiCaprio (J. Edgar)
Brad Pitt (O Homem que Mudou o Jogo)

MELHOR ATRIZ
Meryl Streep (A Dama de Ferro)
Glenn Close (Albert Nobbs)
Tilda Swinton (Precisamos Falar Sobre Kevin)
Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn)
Viola Davis (Histórias Cruzadas)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Jonah Hill (O Homem que Mudou o Jogo)
Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn)
Andy Serkis (Planeta dos Macacos - A Origem)
Albert Brooks (Drive)
Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Janet McTeer (Albert Nobbs)
Octavie Spencer (Histórias Cruzadas)
Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)
Shailene Woodley (Os Descendentes)
Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento)

ROTEIRO ADAPTADO
Incredibly Loud Extremely Close 
Histórias Cruzadas
Os Descendentes
A Invenção de Hugo Cabret
O Espião que Sabia Demais

ROTEIRO ORIGINAL
Toda Forma de Amor
Tudo Pelo Poder
Drive
O Artista
Meia Noite em Paris

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Rango
As Aventuras de TinTim
Gato de Botas 
Carros 2
Kung Fu Panda 2

sábado, 5 de janeiro de 2013

OS MELHORES DO CINEMA 2012

MELHOR FILME: Drive
Esse ano foi mais difícil escolher o meu filme favorito, mas por algum motivo sempre que escolhia outro, o filme estrelado por Ryan Gosling chiava na minha cabeça. Drive é um filme diferente, esquisito, mas que possui um jorro de cenas memoráveis que fizeram a diferença no meu imaginário cinéfilo em 2012. Na trama de um dublê de Hollywood que se mete com o submundo surpreende da primeira à última cena com sua violência crua e motorizada. 
Outros Favoritos (sentido horário): Prometheus, O Abrigo, Argo, Histórias Cruzadas e Moonrise Kingdom.  

MELHOR DIRETOR: Jeff Nichols (O Abrigo)
Eleger o melhor diretor é quase escolher o responsável pelo melhor filme, mas não posso ignorar o trabalho magistral de Nichols em O Abrigo. Um filme pequeno, com atuações intensas e com o mérito de sempre deixar o espectador questionando o que se passa na mente do protagonista (seria louco ou um profeta?). Em sua claustrofobia, ele nos torna em algo mais do que espectadores, nos faz coadjuvantes da trama onde o apocalipse está cada vez mais próximo. 
Outros favoritos (sentido horário): Chris Nolan (O Cavaleiro das Trevas Ressurge); Nicholas Winding Refn (Drive);  Steve McQueen (Shame); Ben Affleck (Argo)e  Ridley Scott (Prometheus)

MELHOR ATOR: Michael Fassbender (Shame)
Fassbender tem tudo para se tornar um dos maiores atores de Hollywood nesse início de século. De origem alemã, o rapaz foi premiado em Veneza pela minuciosa atuação de um viciado em sexo. O que poderia descambar para a canastrice se tornou uma das atuações mais vigorosas do ano. 
Outros favotiros (sentido horário): Michael Shannon (O Abrigo), Garrett Hedlund (Na Estrada),  Leonardo DiCaprio (J.Edgar), Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais) e Jean Dujardin (O Artista).

MELHOR ATRIZ: Viola Davis (Histórias Cruzadas)
Sempre que vejo Viola em cena eu penso que ela merecia algum prêmio, mas como a empregada Aibeleen, ela se superou! Cansada dos preconceitos que geraram a Ku Kux Klan no sul dos EUA, sua personagem mostra-se mais vigorosa do que as patroas brancas poderiam imaginar! Viola  não parece interpretar, ela nos oferece sua alma numa personagem inesquecível. 
Outras Favoritas: Tilda Swinton (Precisamos Falar Sobre o Kevin), Michelle Williams (Sete Dias Com Marylin), Olivia Colman (Tiranossauro),  Felicity Jones (Loucamente Apaixonados) e Meryl Streep (A Dama de Ferro).

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Janet McTeer (Albert Nobbs)
Tornou-se público e notório que Glenn Close foi ofuscada pela atuação de sua parceira de elenco em Albert Nobbs. Como o filme não era grande coisa, na história de mulheres que se vestem de homem para ganhar a vida na Irlanda do século XIX, McTeer foi prejudicada nas premiações. Enquanto o filme é todo cheio de pudores em lidar com a homossexualidade, Janet exala testosterona na pele de Hubert Page. 
Outras favoritas (sentido horário): Naomi Watts (J. Edgar), Octavia Spencer (Histórias Cruzadas), Jessica Chastain (O Abrigo/Histórias Cruzadas),  Shailene Woodley (Os Descendentes) e Carey Mulligan (Shame)

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Max von Sydow (Tão Forte, Tão Perto)
Acho que não há nada mais saboroso do que ver um ator veterano mostrando como é que se faz um coadjuvante roubar a cena. Num filme bastante criticado sobre um órfão de onze de setembro que busca uma forma de se conectar com o pai falecido, Sydow é o acompanhante ideal para a jornada. Sem dizer uma palavra ele consegue dar um nó em nossa garganta sempre que aparece em cena. 
Outros favoritos (sentido horário): Sam Riley (Na Estrada), Christoph Waltz (O Deus da Carnificina), Michael Fassbender (Prometheus), Armie Hammer (J Edgar) e Ezra Miller (Precisamos Falar sobre o Kevin)

MELHOR ROTEIRO: Wes Anderson e Roman Coppola (Moonrise Kingdom)
Quando Wes Anderson está inspirado ninguém o supera, Moonrise Kingdom é um olhar apaixonado sobre a invencibilidade imaginária gerada pelo primeiro amor. As desventuras do casal Suzy e o escoteiro Sam reflete um pouco de cada um de nós em nossa nostalgia sobre os tempos que ficaram para trás. 
Outros favoritos (sentido horário): Argo, Ruby Sparks, O Abrigo, Drive e Prometheus. 

MELHOR ELENCO: Histórias Cruzadas
 Todos os concorrentes tiveram atores memorávies, mas nada se compara a coleção de atrizes de várias gerações em cada cena de Histórias Cruzadas. O elenco formado por nomes que vão das veteranas Sissy Spacek e Mary Steenburgen, passando pelas escoladas Viola Davis, Alisson Jeaney, além das ascendentes Emma Stone, Bryce Dallas Howard, Octavia Spencer e Jessica Chastain já valeriam o filme. 
Outros Favoritos (sentido horário): Moonrise Kingdom, Prometheus, Drive, Argo e O Espião que Sabia Demais. 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

APOSTAS PARA O OSCAR 2012 - CAPÍTULO I

Com a chegada do outono nos EUA, o término do Festival de Veneza e a realização do emergente Festival de Telluride (realizado numa pequena vila em meio às montanhas rochosas do estado americano do Colorado) que tem demonstrado cada vez mais influência nos esboços das disputas de fim de ano, começamos a ter ideia de quem deve fazer bonito entre os melhores de 2011. Estão abertas as apostas e cinco filmes que vem ganhando força são os seguintes:

The Help
Ainda é cedo para apontar favoritos, mas The Help era visto somente como um filme simpático até entrar em cartaz e começar a fazer grande sucesso com uma poderosa campanha boca a boca. O roteiro que explora o efeito de entrevistas com mulheres negras em meio à luta pelos direitos civis num subúrbio do Tio Sam chamou a atenção pela mistura de drama e humor. No elenco, Emma Stone, Jessica Chastan, Sissy Spacek e (a especialmente aclamada) Viola Davis devem disputar seu lugar ao sol perante a Academia. O diretor novato Tate Taylor promete frescor entre as produções sisudas de fim de ano.  

Carnage
É sempre bom ficar de olho nos trabalhos de Roman Polanski, especialmente se ele tem nas mãos um material tão explosivo como o premiado texto da peça O Deus da Carnificina e um elenco do porte dos ganhadores de Oscar Kate Winslet, Jodie Foster, Christoph Waltz e o já indicado John C. Reilly. O filme acompanha o encontro de dois casais que tentam discutir as pendengas do filho de um que agrediu o filho do outro. Tudo poderia ser resolvido se a agressividade da conversa não crescesse gradualmente. Precisa dizer que é um dos filmes mais aguardados deste fim de ano?

We Need to Talk about Kevin
A temática é parecida com a de Carnage, mas o roteiro vem de outra inspiração: o livro (arrepiante) de Lionel Shriver. Kevin é um garoto que resolve entrar na escolar e matar alguns colegas. O filme explora os sentimentos contraditórios de sua mãe e o peso da responsabilidade sobre os atos dele. O elenco também conta com John C. Reilly - mas quem deve chamar a atenção dos votantes é Tilda Swinton no papel da mãe e o novato Ezra Miller como o rapazinho do título. A direção de Lynne Ramsay pode não ser perfeita, mas deve garantir que a produção figure em algumas categorias.

The Iron Lady
Mais uma vez a disputa de Melhor Atriz deve ser acirrada, para azeitar ainda mais a corrida pelo ouro a recordista de indicações ao Oscar (Meryl Streep) está de volta com a intenção de levar para a casa sua terceira estatueta. Esta cinebio da primeira dama da Grã Bretanha Margareth Thatcher traz mais uma atuação impressionante da atriz - o que levanta suspeitas é a direção de Phyllida Lloyd (do questionável Mamma Mia!), mas nada que prejudique as intenções e repercussão da atuação de sua estrela.  

Albert Nobbs
Para aumentar a tensão da disputa, nada melhor do que o retorno de uma veterana com cinco indicações e nenhuma vitória: Glenn Close. Close passou os últimos anos ganhando prêmios nos palcos e produções para a TV, só os deuses do cinema sabe o efeito que isso terá nas votações, mas o fato é que sua atuação sob a batuta de Rodrigo Garcia em Albert Nobbs lhe dá a chance de finalmente ser premiada pelo papel da mulher que se passa por homem na Irlanda do século XIX. O que pesa contra é o fato do papel já ter premiado Close no teatro. Ainda no elenco Mia Wasikowska e Johnatan Rhys Meyers. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

INDICADOS AO OSCAR 2012: ATRIZ

Glenn Close (Albert Nobbs)
Close é uma atriz multipremiada e tem em sua estante prêmios do teatro, do cinema e da TV, mas, apesar das seis vezes em que foi indicada (todas na década de 1980), Glenn nunca levou um Oscar para casa. Neste ano ela concorre de novo ao prêmio da Academia pelo papel de uma mulher que precisa se vestir de homem em pleno século XIX para arranjar emprego. Close já foi premiada nos palcos pela história de Albert Nobbs e produziu o filme chamando o amigo Rodrigo Garcia para dirigir e ela até escreveu a música tema. Será que a Academia irá premiá-la desta vez depois de três indicações ao prêmio de coadjuvante (O Mundo Segundo Garp/1982, O Reencontro/1983 e Um Homem Fora de Série/1984) e duas de atriz principal (Atração Fatal/1987 e Ligações Perigosas/1988)?


Meryl Streep (A Dama de Ferro)
Ela tem mais de cem prêmios na estante, só Oscars ela tem dois (por Kramer vs Kramer/1979 e A Escolha de Sofia/1982), além de outras 14 indicações ao prêmio da Academia (coadjuvante por O Franco Atirador/1978 e Adaptação/2002; atriz principal por A Mulher do Tenente Francês/1981, Silkwood/1983, Entre dois Amores/1985, Ironweed/1987, Um Grito no Escuro/1988; Lembranças de Hollywood /1990, As Pontes de Madison/1995, Um Amor Verdadeiro/1998, Música do Coração/1999,  O Diabo Veste Prada/2006, Dúvida/2008 e Julie & Julia/2009). Neste ano ela está no páreo por encarnar com perfeição a ex-primeira ministra da Inglaterra Margareth Tatcher - e com fortes chances de ganhar pela terceira vez. 

Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn)
Após concorrer ao prêmio de Melhor Atriz no ano passado por Namorados Para Sempre, ela volta à premiação após ter faturado o Globo de Ouro por sua atuação neste filme que explora os conflitos de Marilyn Monroe e Lawrence Olivier nas filmagens de O Príncipe e a Showgirl. Fora das telas Michelle não lembra em nada o maior símbolo sexual de Hollywood, mas nas telas ela consegue captar a essência da atriz numa atuação corajosa e bastante convincente. Ciente de que a Marilyn que conhecemos também era uma personagem, é esta criação que Williams consegue reproduzir em sua performance. Esta é sua terceira indicação ao Oscar, já que a primeira foi como coadjuvante pela esposa traída de O Segredo de Brokeback Mountain  (2005).

A presença de Rooney Mara na temporada de ouro deste ano é uma recompensa para o diretor David Fincher que resolveu adaptar a primeira parte trilogia sueca Millenium para o cinema americano. Várias atrizes famosas queriam o papel da cyberpunk Lisbeth Salander, mas Fincher bateu o pé por Rooney que teve de se submeter a vários testes para o papel. Antes a atriz era conhecida mais por sua participação nos primeiros minutos de A Rede Social  (2010) do que por sua atuação como protagonista no remake de A Hora do Pesadelo (2010). No filme Rooney ostenta piercings e tatoos na pele da anti-social Lisbeth, que teve um passado psiquiátrico complicado e que se envolve na investigação ao lado de um renomado jornalista (Daniel Craig). A indicação colocar a atriz entre as maiores apostas de Hollywood. 

Viola Davis (Histórias Cruzadas)
Depois de sua indicação ao prêmio de coadjuvante por Dúvida (2008) - onde contracenou com a amiga Meryl Streep - a ótima Viola Davis concorre por sua atuação como Aibileen Clark, uma doméstica  negra que padece sob os preconceitos das donas de casa americanas no Mississipi da década de 1960. O olhar de Aibileen torna-se público a partir de uma série de entrevistas. Viola se destaca num elenco feminino de primeira - que rendeu ao filme o prêmio de melhor elenco no prêmio do Sindicato dos Atores, que ainda a considerou a melhor atriz de 2010. A indicação já deve dar um empurrão na carreira de uma excelente atriz que estava restrita aos papéis de coadjuvante em longas como Comer, Rezar, Amar (2010) e Se Enlouquecer, não se Apaixone (2010). Viola e a amiga Meryl são as favoritas ao Oscar deste ano. 

A ESQUECIDA: Tilda Swinton (Precisamos Falar Sobre Kevin)
Quando o filme de Lynne Ramsey foi exibido em Cannes, Tilda já era considerada uma das favoritas ao Oscar deste ano. O problema era que o filme é sombrio e denso demais para o gosto da Academia ao explorar o processo de culpa de uma mãe que tenta lidar com o massacre promovido pelo filho numa escola americana. Baseado no livro de Lionel Shriver, há quem critique o filme por culpar demais a mãe (o que deve ter custado a indicação), uma grande bobagem, já que o livro narrado em forma de diário explora justamente este sentimento da mãe que acha que as coisas poderiam ser diferentes se houvesse amado mais o filho. Neste turbilhão de emoções Tilda está magnífica, como de costume. Quanto ao esquecimento da Academia, ela não deve ligar muito já que novos filmes devem coloca-la no páreo nos próximos anos e ela ainda tem a estatueta de coadjuvante por Michael Clayton (2007). 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

INDICADOS AO OSCAR 2012: ATRIZ COADJUVANTE

Bérénice Bejo (O Artista) 
Apesar de ter no currículo vários filmes franceses, Bérénice nasceu na Argentina e chegou a participar do bobinho Coração de Cavaleiro (2001) ao lado de Heath Ledger numa breve passagem por Hollywood. Casada com o diretor de O Artista, a atriz conseguiu sua indicação pelo papel da atriz de cinema mudo que está em ascensão em pleno período de transição do cinema mudo para o falado. Sua indicação é o reconhecimento de que sua excelente expressão facial e corporal deram conta de um personagem complicado num filme mudo e em preto e branco. Apesar de ser um marco em sua carreira, Bejo não está muito cotada para levar o prêmio para casa mas não deve se importar. 

Janet McTeer (Albert Nobbs)
Pouca gente lembra de Janet, mas ela já possui um Globo de Ouro de atriz na estante pela dramédia Tumbleweeds (1999) que ainda lhe rendeu uma indicação ao Oscar de atriz - mas que não teve grande efeito em sua carreira que permaneceu presente em pequenas produções, especialmente na Inglaterra. No filme de Rodrigo Garcia, Janet é Hubert Page, que assim como o protagonista Albert (Glenn Close) é uma mulher que se veste de homem para viver no século XIX. É Page que serve de inspiração para Albert vestir-se de mulher para arranjar um emprego.  Sua atuação acabou ofuscando a da própria Glenn Close. Entre as concorrentes da categoria, Janet é a única com uma indicação anterior no currículo. 

Jessica Chastain (Histórias Cruzadas) 
A atriz precisou de apenas um ano para fazer filmes capazes de a colocar entre as mais requisitadas de Hollywood. Não deve ter sido fácil decidir qual longa deveria render uma indicação para esta ruiva até então desconhecida e que poderia estar concorrendo por filmes como O Refúgio e Árvore da Vida nesta mesma edição do Oscar. Em Histórias Cruzadas, Jessica interpreta uma patroa no melhor estilo Marilyn e que sofre preconceito por seu estilo de vida na comunidade conservadora em que vive. A participação em diversos filmes importantes do ano podem servir de bônus para atriz frente às suas concorrentes. 

Melissa McArthy (Missão Madrinha de Casamento) 
Conhecida como a fofa Molly do seriado Mike & Molly da Warner, Melissa ficou famosa por fazer um personagem totalmente diferente no filme escrito e estrelado por Kristen Wiig (que também concorre ao prêmio de roteiro original). Na pele da sem frescuras Megan, a atriz roubou várias cenas de suas colegas de elenco. O filme foi a surpresa do ano e rendeu mais de 300 milhões de bilheteria e já tem uma continuação engatilhada - mas corre o boato que por problemas de cachê Wiig e parte do elenco não deve retornar o que deixaria o caminho livro para Melissa. Essa indicação veio mesmo a calhar para uma atriz de vários papéis em seriados e participações especiais em filmes como Plano B (2010) e A Vida de David Gale (2003)

Octavia Spencer (Histórias Cruzadas) 
Na ativa desde sua estreia como uma enfermeira de Tempo de Matar (1996), Spencer é conhecida pelo senso de humor entre seus colegas. Foi esse senso de humor que deu corpo e alma para a doméstica Minny Jackson que fala o que pensa (entre outras coisas) para se vingar do preconceito sentido na pele por conta de sua patroas. Pela atuação, Octavia já levou o Globo de Ouro para a casa e tornou-se a grande favorita da categoria no Oscar. Pelo visto as participações pequenas em filmes como Quero Ser John Malkovich (1999) e Sete Vidas (2008) ficarão definitivamente para trás!Com ou sem Oscar a atriz possui três filmes para estrear neste ano.

A ESQUECIDA: Shailene Woodley (Os Descendentes) 
Apesar de aparentar ser mais nova, Shailene completa 21 anos em novembro e tem no currículo várias participações em seriados americanos (especialmente em A Vida Secreta de Uma Adolescente Americana em exibição desde 2008), mas não foi dessa vez que Woodley recebeu sua indicação ao careca dourado. Mas pelo papel de filha adolescente rebelde de George Clooney em Os Descendentes a atriz concorreu ao prêmio do sindicato e ao Globo de Ouro.  Reconhecida como uma das melhores de sua geração, a primeira indicação de Woodley deve surgir em breve se permanecer tão dedicada aos seus papéis. 

sábado, 11 de junho de 2016

CICLO DIVERSIDADE SXL / FILMED+: Transamérica

Felicity e Kevin: encarando o passado. 

Felicity Huffman entrou para a história do Oscar como uma das maiores injustiçadas ao perder o prêmio de melhor atriz para Reese Witherspoon (Johny & June/2005). O fato é que embora Reese estivesse convincente como a esposa de Johnny Cash, a atuação de Felicity era infinitamente mais interessante na pele da transexual Bree (que lhe rendeu o Globo de Ouro de melhor atriz dramática). Felicity faz um trabalho magnífico que transcende a caracterização da personagem, seu trabalho com a voz e com o corpo realmente convence de que estamos diante de um homem que almeja se tornar uma mulher. Sua maquiagem, seus gestos, seu caminhar, suas roupas, tudo transpira um desconforto diante do corpo que possui. Prestes a fazer a cirurgia para mudar de sexo, Bree recebe uma ligação dizendo que seu filho adolescente foi preso, mas ela não dá muita atenção - ao contrário da terapeuta que acompanha sua jornada, que recomenda que ela resolva o problema com o filho antes da cirurgia. A contragosto, Bree procura o rapaz, mas não tem coragem de revelar quem é relamente, fazendo com que Toby (Kevin Zegers em ótima atuação) acredite que é uma missionária capaz de colocá-lo novamente nos eixos. Toby foi fruto de uma experiência sexual de Bree com uma amiga, mas desde então as vidas seguiram rumos diferentes, deixando Toby sob os cuidados de um padrasto. A convivência entre Toby e Bree, assim como todo o filme, caminha num raro equilíbrio entre o dramático e o cômico e converge para que a verdade venha à tona na inevitável catarse que se anuncia. O diretor Duncan Tucker acerta em cheio ao não criar um drama familiar melodramático e lacrimoso, trata principalmente da protagonista se deparando com sua própria história antes que sua almejada transformação física se concretize. Durante o filme acontecem várias situações e encontros que revelam um pouco mais sobre Bree e seu filho, especialmente as semelhanças que existem entre os dois (ainda que nas fantasias de Toby ele nem imagine que seu pai seja um transexual). A prova de fogo virá com o reencontro de Bree com a família que não o reencontrava há tempos, em que a mãe (Fionnula Flanagan) é a que mais demonstra sua rejeição à situação do filho, gerando algumas situações que só uma mãe é capaz de tornar ainda mais ofensiva, condensando ainda mais a incompreensão diante da transexualidade. Se Bree começa frágil e insegura, ao final do filme ela está visivelmente mais forte e, ainda que as lágrimas sejam inevitáveis, elas surgem por conta de outros motivos. Felicity Huffman honra um papel difícil numa escalação que poderia ser polêmica, mas ela demonstra a alma feminina, de uma mulher que nasceu num corpo de homem, de forma inesquecível. 

Transamérica (EUA/2005) de Duncan Tucker com Felicity Huffman, Kevin Zeggers, Fionnula Flanagan, Burt Young, Carrie Preston e Graham Greene. ☻☻☻☻☻

Você também poderá gostar destes filmes citados aqui no blog:

🌈 "Albert Nobbs" de Rodrigo Garcia
🌈 "Café da Manhã em Plutão" de Neil Jordan
🌈 "Tangerine" de Sean Baker

segunda-feira, 13 de junho de 2022

PL►Y: Quatro Dias com Ela

 
Glenn e Mila: encontro de duas gerações de ótimas atrizes. 

Glenn Close é uma atriz que dispensa comentários. Famosa por suas oito indicações ao Oscar (e nenhuma vitória), a atriz merece ser sobretudo lembrada pelo seu talento ao longo de quase quarenta anos de serviços prestados ao cinema. Se o seu nome já é capaz de chamar atenção para uma produção, posso dizer que, ainda em menor escala, o nome de Mila Kunis consegue o mesmo. A celebrada atriz que duelou com Natalie Portman em Cisne Negro (2011), bem que merecia uma indicação ao Oscar por seu trabalho no filme (mas a Academia preferiu ignorar). Na última cerimonia, o Oscar lembrou da atriz para que ela discursasse contra a guerra em seu país de origem, a Ucrânia, mas bem que poderia ter lembrado também do trabalho dela no drama Quatro Dias com Ela, indicado na categoria de melhor canção original. O filme não fez sucesso de público ou crítica e teve seu lançamento prejudicado por conta da pandemia do Corona Vírus e, embora não tenha traga novidades para os filmes do gênero, o filme é bem conduzido pelo diretor Rodrigo García e conta com atuações competentes das atrizes. O filme é baseado na história real de Amanda Wendler, que chamou atenção ao ser publicada no Washington Post sobre seu conflituoso processo de se livrar do vício em drogas. Neste trajeto de reabilitação, ela contou com a ajuda da mãe, que já a considerava um caso perdido após tantos problemas enfrentados. No filme, Amanda se chama Molly (Milla Kunis) e quando bate à porta da mãe, Deb (Glenn Close), em busca de ajuda, existe uma boa dose de desespero, mas, também, paira sobre a mãe a suspeita de que a filha pode estar prestes a realizar outro golpe sobre as finanças da família. A cena em si já é bastante dura de assistir, mas a competência das atrizes deixa o espectador ciente da perspectiva de ambas as personagens, o que se torna fundamental para o que veremos a seguir. A imagem de Mila Kunis destruída impressiona, assim como o equilíbrio que Glenn encontra entre a suspeita e a vontade de ajudar a filha. As duas terão que conviver pelos dias do título para que Molly esteja preparada para começar o uso de uma nova medicação para se tratar, no entanto, mais do que o vício, as duas precisam superar a própria relação de mãe e filha que tiveram até ali - e as cenas de lavada de roupa suja são inevitáveis, assim como momentos manjados, como aquele em que a mãe se depara com a realidade chocante de uma casa habitada por amigos da filha ou a cena em que Molly enfrenta uma turma de estudantes dispostos à julgá-la sem sinal de empatia. Quatro Dias com Ela se equilibra entre a sensibilidade e os clichês do gênero, porém alcança um bom resultado graças ao trabalho de seu elenco e da direção  sensivelmente crua de Rodrigo García. A amizade do filho de Gabriel García Márquez e Glenn Close é antiga. Eles trabalharam juntos pela primeira vez na estreia dele no cinema com o ótimo Coisas que Você Pode Dizer só de Olhar para Ela (2000), se reencontraram em Questão de Vida (2005), depois ela o convidou para versão cinematográfica de Albert Nobbs (2011) - que  valeu a sua sexta indicação ao Oscar da atriz -, agora compartilharam mais este projeto que merecia um pouco mais de atenção. 

Quatro Dias com Ela (Four Good Days / EUA - Canadá /2020) de Rodrigo García com Glenn Close, Mila Kunis, Stephen Root, Joshua Leonard e Carlos Lacamara. ☻☻☻

sexta-feira, 26 de março de 2021

INDICADOS AO OSCAR 2021: Atriz Coadjuvante

Amanda Seyfried (MANK) Faz um tempinho que a atriz de 35 anos se tornou conhecida em Hollywood e olhando seu currículo podemos ver os filmes em que tinha esperança de ser lembrada pela Academia - só lembrar de seus trabalhos em Lovelace (2013), Les Miserables (2012), Fé Corrompida (2018) - mas sua primeira indicação ao Oscar veio ao encarnar Marion Davis, a ex-atriz do cinema mudo que encontra dificuldades para se impor nos filmes falados - além de ser namorada do magnata William Randolph Hearst. Amanda está luminosa no papel e consegue ser o principal ponto de humanidade no filme em que o todo o perfeccionismo técnico de David Fincher quase engessa o resultado. Vale lembrar que Amanda foi minha coadjuvante favorita do ano passado. 

Glenn Close (Era Uma Vez um Sonho) Ela já foi indicada outras sete vezes ao Oscar e perdeu até quando era a favorita - concorreu quatro vezes como atriz principal (Atração Fatal/1986, Ligações Perigosas/1988, Albert Nobbs/2010 e A Esposa/2018) e outras três vezes como coadjuvante (com sua estreia em O Mundo Segundo Garp/1981, O Reencontro/1982 e Um Homem Fora de Série/1984). Será que desta vez a diva leva sua estatueta para a casa? Se for reconhecida pelo papel da avó destemida neste filme muito criticado pelo exagero, a atriz fará história ao se tornar a única atriz a ganhar um Oscar por um papel que também rendeu uma indicação ao Framboesa de Ouro. Maldade...

Maria Bakalova (Borat: Fita de Cinema Seguinte) Será que o Oscar irá premiar uma atriz Búlgara? Nascida em 1986, a atriz estudou arte dramática na Escola Nacional de Artes de Burgas e começou sua carreira na televisão de sua terra natal. Depois de fazer curtas metragens e alguns filmes pouco conhecidos, ela foi escolhida para dar vida à filha do personagem de Sacha Baron Cohen na continuação do antológico filme de 2006. Responsável por algumas das cenas mais inacreditáveis desta comédia de absurdos calcada na realidade, Maria já foi indicada ao Globo de Ouro, ao BAFTA e ao SAG pelo papel e se tornou uma das grandes revelações da temporada. Ela pode até não ganhar, mas a torcida é grande! Esta é sua primeira indicação ao Oscar.

Olivia Colman (Meu Pai) Será que a ganhadora do Oscar de melhor atriz por A Favorita/2019 derrota Glenn Close de novo? Se da noite para o dia a inglesa se tornou uma das atrizes mais interessantes de Hollywood, ela prova que não foi afetada pela maldição do Oscar ao ser indicada novamente na categoria de atriz coadjuvante. Esta é a segunda indicação da atriz que vive a filha de um senhor que está com a memória cada vez mais comprometida. Entre cuidar dele e seguir a vida, Olivia está novamente bem em cena. Cinéfilos mais antenados já conhecem o talento da atriz que começou na comédia e desde o longa Tiranossauro (2011) provou ter dotes dramáticos invejáveis (que também podem ser vistos nas terceira e quarta temporadas da série The Crown). 

Yuh-Jung Youn (Minari) a atriz coreana veterana, presente no cinema desde os anos 1970, já possui mais de cinquenta prêmios por sua carreira, mas faltava uma indicação ao Oscar para coroar sua suas décadas de trabalho. Aos setenta e três anos (sendo quase cinquenta atuando em filmes), Youn interpreta a adorável vovó que desconstrói um pouco a seriedade e a preocupação da família de imigrantes do filme. Seu trabalho leve e sensível rende os momentos mais ternos de um longa bastante emocional e singelo. O filme concorre em outras cinco categorias, mas de todas elas, esta é a que o filme tem mais chances de levar.

A ESQUECIDA: Jodie Foster (O Mauritano) Cogitava-se uma indicação para a veterana Ellen Burstyn (Pieces of a Woman) ou para Saoirse Ronan (Amonite), mas conforme as premiações foram chegando era o nome de Jodie Foster que se fortalecia. Pelo papel da obstinada advogada (neste filme com trama bem parecida com outros já assistidos recentemente), ela demonstra mais uma vez porque é tão respeitada. Ter Jodie nos créditos eleva a qualidade e o interesse por qualquer filme e pelo papel a atriz foi indicada (e ganhou) o Globo de Ouro de atriz coadjuvante, mas o Oscar não ligou muito para a grande estrela premiada duas vezes pela academia. Jodie foi premiada como melhor atriz pelo ainda atual Acusados/1988 e o clássico O Silêncio dos Inocentes/1991.A aé a categoria mais imprevisível da temporada.