quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
DVD: RED - Aposentados e Perigosos
terça-feira, 20 de dezembro de 2022
PL►Y: RED - Crescer é uma Fera
domingo, 21 de setembro de 2014
DVD: RED 2
sexta-feira, 14 de junho de 2019
PL►Y: Operação Red Sparrow
terça-feira, 30 de agosto de 2022
PL►Y: Adeus, Solo.
![]() |
| Red e Souleymane: crônica de uma morte anunciada. |
domingo, 16 de abril de 2023
PL►Y: Red Rocket
De vez em quando o cinema autoral se volta para ídolos do universo pornô. Foi assim com Dirk Digler e seus colegas no clássico Boogie Nights (1997) e recentemente no pesadão Pleasure (2022). Particularmente, acho que se não tivesse assistido este último eu teria achado mais graça de Red Rocket, último filme de Sean Baker. Já é público e notório que Baker gosta de desviar sua câmera para personagens periféricos a cenários que habitam nosso imaginário, foi assim ao filmar Los Angeles (com um iPhone) e focar em protagonistas trans em Tangerine (2015) ou em contar uma história terna com crianças que moram ao lado da Disney (mas que nunca teriam dinheiro para visitar o parque mais famoso do mundo) em Projeto Flórida (2017). Agora ele nos apresenta Mikey (Simon Rex), um astro pornô que caiu em decadência e acaba de voltar para casa, ou melhor, para a casa da ex-mulher, também ex-pornstar, Lexi (Bree Elrod). Como a grana anda curta, a mãe dela divide o teto com ela faz tempo. Mikey logo percebe que a vida não será fácil, como emprego anda difícil e ele é sempre cobrado a trazer algum dinheiro para casa, ele começa a se arriscar em atividades ilegais. A vida dele parece mudar mesmo quando conhece Strawberry (Suzanna Son), uma adolescente que trabalha em uma loja de donuts. Ele acredita que é capaz de convencê-la a fazer filmes eróticos com ele e, com isso, ter um retorno triunfal na indústria pornográfica. Com essa premissa, Red Rocket mistura drama e comédia, principalmente por conta do jeito atrapalhado de seu protagonista vivido com gosto por Simon Rex. Rex foi um ícone da MTV americana, se tornou bastante popular e viu sua carreira minguar quando seu passado em filmes adultos comprometeram seus projetos futuros. Na pele de Mikey se torna até fácil simpatizar com ele, apesar de todas as suas canalhices, suas trapaças recebem tom cômico, assim como suas discussões, cenas de sexo e nudez. Não por acaso sua carismática desenvoltura lhe rendeu o prêmio de melhorador no Independente Spirit do ano passado e uma torcida (que não deu em nada) para que recebesse uma indicação ao Oscar (difícil a Academia comprar uma ideia feito a sinopse do filme). Logicamente que Baker constrói a história pelo gosto de ver a cara de pau do protagonista ser quebrada várias vezes, mesmo que paire sobre a trama a sombra dele poder ganhar a vida às custas de uma adolescente. Talvez por isso o final tenha me parecido um tanto abrupto, deixando as intenções do diretor (sejam elas quais forem) no meio do caminho. Este olhar bem humorado e um tanto desleixado sobre a decadência de um "Macho Alfa" pode ser visto no TelecinePlay.
domingo, 24 de setembro de 2017
MOMENTO ROB GORDON: Atores do Rock In Rio-2017
sábado, 24 de junho de 2023
NªTV: Black Mirror - 6ª Temporada
Consagrada como uma das séries mais geniais da última década, a quinta temporada de Black Mirror já deixava claro que seus melhores anos haviam ficado paras trás. Quatro anos depois, a sexta temporada se mostra melhor do que a anterior, mas com algumas surpresas que deixam o público com a pulga atrás da orelha. Esse texto é mais do que a tentativa de uma crítica, mas uma reflexão sobre o que o programa tem a nos oferecer em seus últimos cinco episódios. A série se consagrou ao contar histórias sombrias da interação entre o ser humano e a tecnologia, o que tornava o programa tão assustador era a sensação de que aquelas situações realmente poderiam acontecer em um futuro próximo, algo que gerou o bordão "isso é tão Black Mirror" quando algo semelhante ao que vimos na série acontecer na vida real (como a eleição de Trump ou as fake news ditando desavenças pelo mundo). Acontece que após o primeiro episódio da nova temporada, a série parece se voltar agora para o passado da tecnologia. Joan é Péssima abre a temporada com a história de uma mulher que vê sua vida se tornar série de um serviço de Streaming, a Streamberry (que faz questão de não disfarçar sua inspiração na Netflix). Ela não faz a mínima ideia de como seu dia se torna um episódio diário na plataforma e a coisa só complica quando liberdades narrativas tornam sua personalidade ainda mais desprezível. A ideia está bem sintonizada com o legado da série, especialmente quando envolve imagens geradas por inteligência artificial, direito de imagem e como as imagens passam a ditar nossa percepção da realidade. Embora o humor faça tudo ficar menos sombrio do que deveria, a crescente de absurdo deixa a sensação de que só este episódio já vale mais que a quinta temporada inteira. O segundo episódio, Loch Henry, conta a história de um casal de cineastas que (Samuel Blenkin e Myha'la Herrold) resolve visitar a cidade natal de um deles, mas se tinham uma ideia para uma produção, agora eles decidem investigar crimes escabrosos que aconteceram na região. O episódio nem tenta disfarçar uma crítica aos programas sobre criminosos que não se preocupam com as pessoas que sofreram pelo caminho. Soa como uma crítica até à Netflix (mais uma vez representada pela Streamberry), mas também à forma como consumimos essas produções além do hábito de filmar tudo em uma espécie de fetiche. Aqui o hábito não é representado pelo uso do celular, mas por fitas VHS que remontam nosso apego à tecnologia como uma extensão de nossa vida, especialmente da memória (ainda que apareça aqui de forma sórdida). O passado também é o foco do terceiro episódio, Beyond the Sea se passa em 1969 com dois astronautas (Aaron Paul e o sumido Josh Hartnett) estão no espaço e participam do experimento com uma nova tecnologia, que transfere a consciência de cada um deles para uma réplica que permanece com a família na Terra. No entanto, a humanidade estaria preparada para lidar com isso? Como é um episódio de Black Mirror, a resposta você já imagina. Se o personagem de Rory Culkin (esquisito mais uma vez) demonstra uma raiz anti-tecnológica, o foco recai mesmo sobre a guinada do episódio que se torna cada vez mais previsível. Os rumos dados à promissora premissa evidencia que Charles Brooker já está cansado do formato de seu programa. Eis que então surgem os dois episódios finais inspirados em filmes de terror. Mazey Day mostra uma celebridade que cresceu perseguida por paparazzis. A guinada do episódio pode ser interpretada como alguém que se enfurece com a perseguição da mídia, dando rumos inusitados ao episódio mas nada que se compare ao último episódio. Apresentado pelo selo Red Mirror, Demônio 79 se torna um verdadeiro enigma para quem associa a série ao uso da tecnologia. O episódio apresenta uma assistente de vendas (Anjana Vasan) que passa a receber ordens de um demônio para evitar o apocalipse, assim, ela precisa assassinar três pessoas para evitar o fim do mundo. O episódio ganha toda uma estética dos anos 1970 e um tom que mistura comédia e terror que nos faz procurar o que tudo aquilo tem a ver com a série. Eu imaginei que fosse a ideia de uma tecnologia bem primitiva com aquele talismã registrando a missão realizada, mas tem uma relação com a abrangência que a mídia oferece à pessoas deploráveis (personificada por um político cheio de más intenções). O capítulo oferece até um vislumbre do clássico episódio Metal Head para ilustrar todo o mal que aquele sujeito representa. No entanto, o considerei totalmente deslocado, mas nos oferece o que podemos esperar da série daqui por diante: uma obra descaracterizada em sua proposta inicial. Não tenho problemas que Brooker tenha outras ideias a serem trabalhadas, mas se Black Mirror virar Red Mirror, imagino que seria apenas a perda de uma obra original que não demonstra mais o fôlego que tinha antes. Talvez fosse mais fácil encontrar novos roteiristas para o programa.
Black Mirror - 6ª Temporada (EUA - Reino Unido / 2023) de Charlie Brooker com Annie Murphy, Salma Hayek, Michael Cera, Samuel Blenkin, John Hannah, Aaron Paul, Josh Hartnett, Kate Mara, Rory Culkin, Zazie Beetz, Anjana Vasan e Paapa Essiedu. ☻☻☻




















