sábado, 13 de fevereiro de 2021

PL►Y: Sonhos de Uma Vida

Javier e Elle: pai, filha e um labirinto. 

Indicado ao Urso de Ouro no último Festival de Berlim, Sonhos de Uma Vida teve sua estreia nos cinemas prejudicada por conta da pandemia, mas pode ser assistido no Amazon Prime Video. O filme conta um dia na vida do escritor Leo (Javier Bardem) e sua filha, Molly (Elle Fanning) que é jornalista e tenta conciliar sua rotina entre o trabalho e o pai que sofre de uma doença mental degenerativa. Desde o início vemos que Leo tem dificuldades para articular sua fala e movimentos, mas a diretora Sally Potter não se contenta com isso e quer apresentar o que se passa na cabeça dele (e explica muitas vezes seus movimentos, reações e palavras aparentemente sem sentido). É assim que o filme cria sua narrativa em torno do que acontece naquele dia e o que pode ser imaginação ou lembrança sobre a vida do protagonista. Assim, o que poderia ser um dia comum em que Molly precisa leva-lo ao dentista e ao oftalmologista se torna um grande desafio, cheio de percalços e desafios, além de cenas que não sabemos ao certo se aconteceram de fato ou não. Assim, resta ao espectador tentar entender o que está acontecendo enquanto somos apresentados à Dolores (Salma Hayek) e Rita (Laura Linney) e desvendamos um pouco mais da vida daquele homem. Filmes com narrativas calcadas nos labirintos da mente são sempre interessantes e dependem muito da habilidade da montagem em criar uma cadência atraente para os dramas dos personagens. Em Sonhos de Uma Vida, curiosamente, a graça não está no início ou no desfecho, mas sim em sua metade, onde começamos a entender a vida daquele homem. Javier Bardem tem um bom desempenho nas várias camadas de Leo, mas quando Sally opta por ter o foco total sobre o personagem, os coadjuvantes acabam ficando unidimensionais, isto é sentido muito no personagem de Salma Hayek que está bem em cena, embora o seu texto seja dramático demais de forma que Laura Linney se sai melhor em uma participação pequena e bastante sintética de sua personagem. No entanto, confesso que tive problemas sérios com Elle Fanning. A queridinha do cinema indie americano não me convenceu como a filha preocupada entre o dilema de viver se equilibrando entre o trabalho e o cuidado ao pai, sua atuação me parece fora do tom e um tanto improvisada na falta de química com Javier. O que poderia ser só um detalhe se torna um problema quando o desfecho revela que deveria haver uma grande reconexão entre os dois, mas do jeito que está parece que o filme não chega ao lugar que desejava. Embora tenha seus tropeços, Sonhos de Uma Vida pode agradar quem procura uma narrativa diferente. 

Sonhos de Uma Vida (The Roads not Taken / Reino Unido - EUA - Suécia - Polônia - Espanha / 2020) de Sally Potter com   Javier Bardem, Elle Fanning, Branka Katic, Salma Hayek e Laura Linney. ☻☻

PL►Y: Relatos do Mundo

Hanks e Helena: o mundo pós-guerra civil. 

News of the World é um livro escrito por Paulete Jiles que ganhou fãs fervorosos pela habilidade com que a escritor relata um mundo em transição com base em dois personagens totalmente deslocados. Um encontro improvável que é narrado através de encontros e diálogos ásperos nos idos de 1870, cinco anos após o fim da Guerra Civil nos Estados Unidos. O livro nunca foi traduzido para o Brasil, o que pode ser bastante positivo para a nova obra do diretor Paul Greengrass, já que a maioria das pessoas não vão poder repetir que o livro é melhor. Em cartaz na Netflix Relatos do Mundo conta a história do Capitão Jefferson Kyle Kidd (Tom Hanks), um veterano da Guerra Civil que mesmo depois de tanto tempo hesita em voltar para casa. Ele ganha a vida passando de vilarejo em vilarejo lendo jornais para a população local que lhe paga com moedas a experiência de saber o que acontece fora daqueles lugares inóspitos. No meio do caminho ele irá encontrar uma menina (Helena Zengel) que não sabe falar uma palavra em inglês, é bastante desconfiada e até agressiva. Logo ele irá descobrir que a menina foi criada por uma tribo kiowa e que um acidente atrapalhou o caminho de quem a levava de volta para sua família. Kidd então assume a missão para si enquanto permanece parando em vilarejos para ler suas notícias. Óbvio que esta jornada não será fácil, não apenas pelas diferenças e atritos que existem entre os dois, mas também pelos interesses variados que a menina desperta em pessoas que encontram pelo caminho. Vale ressaltar que na estética de faroeste impressa pelo diretor existem outros perigos variados como abismos, penhascos, tiroteios, tempestades de areia... se a ideia da trama nasce da sobreposição de dois personagens com trajetórias tão diferentes (ao mesmo tempo tão semelhantes no ponto em que se encontram) o antes ousado Paul Greengrass consegue fazer um filme bastante convencional com o que tem em mãos. Existem momentos de aventura e cenas dramáticas no filme, além de bons momentos em que os dois personagens se alinham, mas tudo é bastante previsível. Bem produzido (não há o que reclamar da fotografia, trilha, figurino e elenco de apoio), o grande destaque do filme fica por conta dos trabalhos corretos de Tom Hanks e principalmente de Helena Zengel (que foi lembrada no Globo de Ouro e no prêmio do sindicato na categoria de atriz coadjuvante e tem chances de repetir a dose no Oscar), são os dois que ajudam a manter o interesse quando a monotonia toma conta da tela. 

Relatos do Mundo (News of the World / EUA - 2020) de Paul Greengrass com Tom Hanks, Helena Zengel, Tom Astor, Mare Winningham, Elizabeth Marvel e Ray McKinnon. ☻☻☻

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

.Doc: Time

 
Sybil e Robert: separados por uma ideia infeliz. 

Lançado por aqui no Amazon Prime Video em outubro do ano passado, o filme Time é uma das grandes apostas para os prêmios de melhor documentário da temporada (já foi premiado pelo National Board of Review, o Gotham, está indicado ao Independent Spirit Awards...) O longa conta a história do casal Sybil Fox Richardson e Robert Richardson, os dois se conheceram na adolescência e se casaram em 1997, juntos abriram uma loja de roupas de hip-hop em Shrevenport na Louisiana e diante dos percalços da vida tiveram a péssima ideia de assaltarem um banco. Sybil, que dirigia o carro de fuga, fez um acordo judicial e foi liberada em três anos e meio da prisão, já Robert foi condenado a sessenta anos e fez com que a vida de Sybil nos anos seguintes se transformasse em uma luta por sua libertação. Boa parte do que relatei acima você descobre lá pelo meio da sessão, já que o trabalho do diretor Garrett Bradley revela a história aos poucos para prender a atenção do espectador, motivado especialmente pelas cenas de abertura - uma colagem de vários vídeos que Sybil realizou ao lado de seus filhos ao longo do tempo em que o marido está preso. Já mãe de dois filhos é diante da câmera que Sybil dá a notícia que foi libertada grávida de gêmeos e com a família numerosa teve que batalhar para seguir a vida. Além de trabalhar para sustentar a família, ela ainda realiza palestras motivacionais calcada em sua história, as consequências familiares daquele ato e da injustiça que considera pairar sobre o caso de seu esposo. Para além da história criminal retratada, o formato do filme consegue ser ainda mais interessante, já que como o título em inglês revela, o longa está mais interessado na passagem do tempo e suas transformações. Para isso houve um árduo trabalho de montagem que mescla passado e presente graças à contribuição das mais de cem horas com registros feitos pela própria senhora Richardson e entregues ao diretor Garrett Bradley, que depois passou a filmar cenas mais recentes da família. Assim, as crianças cresceram, Sybil (que também gosta de ser chamada de Fox Rich) amadureceu, mas a ausência do pai está sempre lá (por vezes representada por um cartaz de papelão em tamanho natural). Esta ideia de uma família sobrevivendo a um buraco que perdura por décadas é o maior foco de interesse da produção. Existem nas entrelinhas comentários sobre o peso do  preconceito no momento da sentença, mas não recebe muito destaque na produção (confesso que senti falta de maiores detalhes sobre o assalto que é mencionado muito rapidamente, além de detalhes que revelassem que não houve vítimas ou maiores consequências por conta do assalto, o que fez com que a sentença de sessenta anos gerasse grande controvérsia). Entre a trilha sonora (um tanto excessiva) e os comentários em contraponto da mãe de Sybil o filme termina com uma mensagem de esperança (e de que assaltar um banco nunca é uma boa ideia). Trata-se de um filme bastante particular e íntimo e que chama atenção pela sua narrativa que sobrepõe passado e presente (costurados pela fotografia em preto e branco). 

Time (EUA-2020) de Garrett Bradley com Fox Rich, Freedom Rich, Justus Rich e Robert Richardson. ☻☻☻

domingo, 7 de fevereiro de 2021

PL►Y: A Escavação

 
Carey e Ralph: entre amores e arqueologia. 

Carey Mulligan é uma das atrizes mais faladas nesta temporada de prêmios nos EUA por sua performance em Promising Young Woman e deve ser indicada ao Oscar nesse ano, onze anos após sua indicação por Educação (2009) filme que a colocou a britânica entre as atrizes mais requisitadas de Hollywood. Ajuda muito em sua campanha que um título feito A Escavação seja lançado pela Netflix justamente agora, já que ela apresenta mais uma atuação elogiável em um filme bastante correto sobre um fato histórico. No filme ela interpreta Edith Preety, uma viúva aristocrática na Inglaterra de 1938, prestes a ingressar na Segunda Guerra Mundial. Ela cede à curiosidade perante os boatos sobre suas terras e investe numa escavação para descobrir o que se esconde por ali. Assim ela contrata o arqueólogo e escavador Basil Brown (Ralph Fiennes), um sujeito simples, obstinado e bastante consciente do que pode haver naquelas terras. Basil começa aos seus trabalhos em Sutton Hoo e percebe que sua descoberta é algo muito mais importante do que poderiam imaginar. Baseado no romance de John Preston, fica evidente que o filme romantiza bastante a história dos personagens envolvidos na escavação, dando um clima de interesse sutil entre a viúva e o rústico funcionário (afinal minha gente, é o Ralph Fiennes), além de incrementar os personagens de Lilly James e Johnny Flynn como um casal secundário importante na história. Esta mistura de romance e história resulta num filme bem produzido, com ótima reconstituição de época, fotografia bem cuidada e direção eficiente de Simon Stone em seu segundo trabalho para o cinema. É interessante ver os interesses em torno ao que é descoberto, como isso afeta a relação entre os envolvidos e a História em si, porém, existe um certo consenso em dizer que a fleuma britânica afetou a alegria assombrosa dos envolvidos em se deparar com uma das maiores descobertas sobre seus antepassados na Inglaterra. Talvez realmente falte um pouco de energia à narrativa, mas nada que comprometa a satisfação que o filme pode proporcionar, outra crítica também ficou por conta da verdadeira Edith Pretty ser vinte anos mais velha que Carey Mulligan e que a atriz conseguiu o papel somente quando Nicole Kidman abandonou o projeto por conflitos de agenda. Porém, nada tira a impressão que A Escavação é um filme que quer fazer tudo correto e direitinho (de quebra traz algumas reflexões interessante sobre vida, tempo e morte em alguns diálogos).

A Escavação (The Dig / Reino Unido - 2021) de Simon Stone com Ralph Fiennes, Carey Mulligan, Lilly James, Monica Dolan, Archie Barnes, Johnny Flynn, Lily James e Ben Chaplin. ☻☻☻

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

PL►Y: Clemência

 
Alfre: um trabalho assustador. 

Alfre Woodard estreou no cinema ao final dos anos 1970 e em 1984 foi indicada ao Oscar de atriz coadjuvante por seu papel em Retratos de Uma Vida. A indicação foi a confirmação de que Alfre estava destinada a ser uma das melhores atrizes dos Estados Unidos. Desde então a atriz se consagrou principalmente por seus trabalhos na televisão, por seus papéis na telinha a atriz recebeu um Globo de Ouro e históricas dezesseis indicações ao EMMY - que a premiou em quatro ocasiões., Bastante respeitada em Hollywood, Alfre quase foi indicada novamente ao Oscar por seu trabalho em Clemência. Cotada para o prêmio, ela acabou ficando de fora, provavelmente por se tratar de um filme pequeno e de atmosfera bastante mórbida, afinal, tem como cenário  um presídio destinado à condenados à morte (um tema sempre controverso para a Academia). Alfre interpreta Bernardine Williams, uma das diretoras da instituição que enfrentou problemas no decorrer de uma execução e isso traz à tona seus conflitos sobre as situações que presencia através dos anos. Para complicar ainda mais, a mídia está cada vez mais atenta ao próximo prisioneiro a ser executado, Anthony Woods (Aldis Hodge), que evidências recentes começam a colocar em dúvida se ele é realmente culpado do assassinato de um policial. Bernardine construiu uma verdadeira armadura para os seus sentimentos, assim suporta as pressões de superiores, imprensa, detentos, familiares... no entanto, em momentos de intimidade, ela passa a impressão que está cada vez mais difícil suportar sua rotina de trabalho. Afinal, passar a maior parte do dia convivendo com pessoas que morrerão pelas suas mãos não é uma tarefa fácil, porém, este distanciamento distanciamento começa a afetar a vida fora do trabalho. Some isso aos aspectos familiares que começam a surgir conforme a execução de Anthony se aproxima e o filme se sustenta sem dificuldades. Além da performance de Alfre, vale destacar a presença de Aldis Hodge no elenco, o ator que chamou atenção recentemente em O Homem Invisível e Uma Noite em Miami, aqui já demonstrava ser um ator para se ficar de olho, já que seu papel aparece pouco, mas consegue dar a exata dimensão de um  ser humano angustiado e prestes a perder a vida. Este é o segundo filme da diretora e roteirista Chinonye Chukwuque  que demonstra segurança para não fazer concessões e o bom senso de não fazer piadinhas durante a história. Sem se perder em discussões sobre ser contra ou a favor da pena de morte, ela apenas apresenta um recorte bastante interessante sobre personagens que vivem esta realidade. Clemência é um filme que merece atenção, especialmente por ressignificar o título, que aos poucos começa também a se aplicar à protagonista que perde um pouco de si diante do seu ofício ao longo dos anos. 

Clemência (Clemency - EUA / 2019) de Chinonye Chukwuque com Alfre Woodard, Richard Schiff, Aldis Hodge, Wendell Pierce, Danielle Brooks, Richard Gunn e LaMonica Garrett. ☻☻☻☻ 

PL►Y: Malcolm & Marie

Zendaya e David: lavando a roupa suja. 

O jovem cineasta Malcolm (John David Washington) e sua namorada Marie (Zendaya) acabam de chegar em casa após a promissora estreia do primeiro filme dele. Ele é todo empolgação com os elogios e olhares atentos que seu filme recebeu, tudo indica que as críticas serão bastante positivas ao seu trabalho. Ela parece bem menos animada. Enquanto ela prepara um macarrão para servir de refeição para aquela noite, ele bebe um bocado, dança, canta e parece inabalável diante daquela vitória pessoal. No entanto, diante da indiferença de sua parceira, ele percebe que existe algo de errado e a plateia irá descobrir aos poucos o que se esconde debaixo daquele casal glamouroso que acaba de chegar em casa. Por conta de seu discurso de agradecimento, a coisa se complica e apresenta camadas cada vez mais sombrias, ressentidas e até agressivas daquele relacionamento. Ancorado nos diálogos ásperos (algumas vezes cruéis e em outras dotado de um humor irônico), o casal de atores tem a chance de apresentar atuações memoráveis e, de fato, apresentam trabalhos vigorosos na pele de um casal que precisa lavar a roupa suja diante da câmera do diretor Sam Levinson. Sam ficou famoso com a série Euphoria da HBO, que rendeu um Emmy para Zendaya, que aqui demonstra que cresceu e deixa os papéis de adolescente para trás (quem só a conhece por conta da MJ dos últimos filmes do Homem-Aranha deve se surpreender). Realizado nos primeiros meses da pandemia, seguindo todos os protocolos de segurança, o filme veio da necessidade dos envolvidos realizarem algo durante os meses de isolamento social. O resultado é um filme que transmite certa urgência, especialmente pelos seus diálogos que remetem ao cenário do cinema indie recente, a relacionamentos abusivos, ao relacionamento dos artistas com a crítica, representatividades, estereótipos e saúde mental, além de beber na fonte de que entre quatro paredes a vida de um casal de capa de revista pode ser surpreendente. No entanto, a narrativa calcada nas discussões pode se tornar um pouco cansativa para a plateia, já que em alguns momentos os diálogos são deliciosamente lapidados, mas em outros soam até improvisados, assim, a briga entre os dois não é realizada num tom crescente, mas oscilante. Este resultado prejudica muito o filme, mas pode custa um pouco da empolgação diante dele. Pesa ainda sobre ele que ao redor do mundo aconteceram vários projetos em tempos de isolamento, mas nenhum deles com a ambição de Malcolm & Marie. A belíssima fotografia em preto e branco, a trilha sonora charmosa, o elenco em ascensão e as atuações deixam claro que a produção ambiciona aparecer em premiações. Com exibição restrita antes de seu lançamento na Netflix, houve boatos de que Zendaya seria uma das grandes apostas para o Oscar de atriz, mas o que se vê até agora não corresponde a esta expectativa (no entanto, até a Academia apresentar seus indicados no dia 14 de março muita coisa pode acontecer). De fato a atriz impressiona, especialmente nos momentos em que sua expressão carrega boa parte da carga dramática do filme. É visível como aqueles sentimentos fermentam em sua cabeça e o espectador se torna capaz de senti-los com a mesma intensidade, além da própria transição da personagem que começa vestida para arrasar em uma festa e depois aparece desconstruída em seu corpo ainda tão juvenil. Se a almejada indicação ao Oscar não chegar, Malcolm & Marie já é um marco na carreira da atriz de 24 anos que promete realizar papeis cada vez mais interessantes no futuro. 

Malcolm & Marie (EUA-2021) de Sam Levinson com Zendaya e John David Washington. ☻☻☻☻ 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

INDICADOS SAG AWARDS 2021

 SAG2021: o que muda rumo ao Oscar e o que se consagra na TV. 

Agora que a temporada de premiações começou pra valer é a hora de ver quem ganha e quem perde força rumo ao Oscar. Depois da divulgação dos indicados ao Globo de Ouro, agora é a vez do Sindicato dos Atores (SAG) indicar seus favoritos de 2020. O que ele muda nesta disputa? Coloca Amy Adams e Glenn Close novamente no páreo, estabelece quem se torna unanimidade na temporada nas categorias de ator (Ahmed, Boseman, Hopkins), atriz (Viola, Vanessa, Frances e Carey), coadjuvantes (Bakalova, Olivia, Sacha, Daniel e Leslie) além de provar que Jared Leto é a grande surpresa da temporada enquanto a maior ausência foi Amanda Seyfried na categoria de atriz coadjuvante por Mank. Os premiados serão divulgados no dia 4 de abril. A seguir todos os indicados reconhecidos pelos seus pares em Hollywood:
CINEMA

Melhor Elenco
"Minari"

Melhor ator
Anthony Hopkins - "Meu pai"
Steven Yeun - "Minari"

Melhor atriz
Frances McDormand - "Nomadland"
Carey Mulligan - "Bela vingança"

Melhor ator coadjuvante
Daniel Kaluuya - Judas and the Black Messiah"
Jared Leto - "Os pequenos vestígios"

Melhor atriz coadjuvante
Olivia Colman - "Meu pai"
Youn Yuh-Jung - "Minari"
Helena Zengel - "News of the World"

TELEVISÃO

Melhor ator em telefilme ou minissérie
Daveed Diggs - "Hamilton"
Ethan Hawke - "The Good Lord Bird"

Melhor atriz em telefilme ou minissérie
Cate Blanchett - "Mrs. America"
Michaela Coel - "I May Destroy You"

Melhor atriz em série de drama
Julia Garner - "Ozark"
Laura Linney - "Ozark"

Melhor ator em série de drama
Jason Bateman - "Ozark"
Sterling K. Brown - "This Is Us"
Bob Odenkirk - "Better Call Saul"

Melhor atriz em série de comédia
Christina Applegate - "Dead to Me"
Linda Cardellini - "Dead to Me"
Kaley Cuoco - "The Flight Attendant"
Annie Murphy - "Schitt's Creek"
Catherine O'Hara - "Schitt's Creek"

Melhor ator em série de comédia
Nicholas Hoult - "The Great"
Daniel Levy - "Schitt's Creek"
Eugene Levy - "Schitt's Creek"
Jason Sudeikis - "Ted Lasso"
Ramy Youssef - "Ramy"

Melhor elenco em série de drama
"Better Call Saul"
"Lovecraft Country"
"Ozark"

Melhor elenco em série de comédia
"Dead to Me"
"The Flight Attendant"
"The Great"
"Schitt's Creek"
"Ted Lasso"

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

INDICADOS AO GLOBO DE OURO 2021

Globo de Ouro: Borat, Mandalorian, Carey, Chadwick e muito mais. 

Algo me dizia que no ano mais conturbado do cinema que deixou salas fechadas, estreias adiadas e filmes se virando para exibição on demand, seria a Netflix que faria a festa. Pelo menos no Globo de Ouro a gigante do streaming (que tem cada vez mais concorrência no ramo) foi a mais lembrada nas produções para o cinema (22 indicações) e televisão (20 indicações), em segundo lugar ficou a Disney com dez indicações (graças aos lançamentos da Pixar e Searchlight/FOX ao seu catálogo). Se algumas indicações foram dadas como certas, outras causaram surpresa seja pela presença (afinal o que Music está fazendo na lista? James Corden mais ser indicado do que Meryl Streep? Pequenos Vestígios indicado?) ou ausência (onde foi parar Destacamento Blood? Ellen Burstyn? Paul Raci? Bridgerton? I May Destroy You?), mas vale ressaltar o marco histórico de três mulheres concorrendo na categoria de Melhor Direção (e Chloe Zhao é a favorita)! A seguir todos os indicados da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood que premiará os seus favoritos no dia 28 de fevereiro com apresentação de Tina Fey e Amy Poehler. Façam suas apostas...

CINEMA

Melhor Filme - Drama
“Meu Pai”
“Mank”
“Nomadland”
“Bela vingança”
“Os 7 de Chicago”

Melhor filme - Musical ou comédia
“Borat: fita de cinema seguinte”
“Hamilton”
“Palm Springs”
“Music”
“A Festa de Formatura”

Melhor Direção
Emerald Fennell — "Bela Vingança"
David Fincher — "Mank"
Regina King — "Uma noite em Miami"
Aaron Sorkin — "Os 7 de Chicago"
Chloé Zhao — "Nomadland"

Melhor atriz de filme - Drama
Viola Davis ("A voz suprema do blues")
Andra Day ("The United States vs. Billie Holiday")
Vanessa Kirby ("Pieces of a Woman")
Frances McDormand ("Nomadland")
Carey Mulligan ("Bela vingança")

Melhor ator de filme - Drama
Riz Ahmed (“O som do silêncio”)
Chadwick Boseman (“A voz suprema do blues”)
Anthony Hopkins (“Meu pai”)
Gary Oldman (“Mank”)
Tahar Rahim (“The Mauritanian”)

Melhor atriz em filme - Musical ou comédia
Maria Bakalova (“Borat: Fita de cinema seguinte”)
Michelle Pfeiffer (“French Exit”)
Anya Taylor-Joy (“Emma”)
Kate Hudson (“Music”)
Rosamund Pike (“I Care a Lot”)

Melhor ator em filme - Musical ou comédia
Sacha Baron Cohen (“Borat: fita de cinema seguinte”)
James Corden (“A Festa de Formatura”)
Lin-Manuel Miranda (“Hamilton”)
Dev Patel (“The Personal History of David Copperfield”)
Andy Samberg (“Palm Springs”)

Melhor ator coadjuvante
Sacha Baron Cohen (“Os sete de Chicago”)
Daniel Kaluuya (“Judas e o messias negro”)
Jared Leto (“Os pequenos vestígios”)
Bill Murray (“On the Rocks”)
Leslie Odom Jr. (“Uma noite em Miami”)

Melhor atriz coadjuvante
Glenn Close (“Era uma vez um sonho”)
Olivia Colman (“Meu pai”)
Jodie Foster (“The Mauritanian”)
Amanda Seyfried (“Mank”)
Helena Zengel (“News of the World”)

Melhor roteiro
“Bela vingança"
“Mank”
“Os 7 de Chicago"
“Meu pai"
“Nomadland”

Melhor filme em língua estrangeira
“Another Round” - Dinamarca
“La Llorona” - Guatemala / França
"Rosa e Momo" - Itália
“Minari” - EUA
"Nós duas" - França e EUA

Melhor Animação
“Os Croods 2: Uma Nova Era”
“Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”
“A caminho da Lua"
“Soul”
“Wolfwalkers”
Melhor Canção Original
“Fight for You” (Judas e o Messias Negro)
“Hear My Voice” (Os 7 de Chicago)
“Io Si (Seen)” (Rosa e Momo)
“Speak Now” (Uma noite em Miami)
“Tigress & Tweed” (The United States vs. Billie Holliday)

TV

Melhor série - Drama
“The Crown”
“Lovecraft Country”
“The Mandalorian”
“Ozark”
“Ratched”

Melhor série - Musical ou comédia
"Emily In Paris"
"The Flight Attendant"
"The Great"
"Schitts Creek "
"Ted Lasso"

Melhor série limitada ou filme para TV
“Normal People”
“O Gambito da Rainha”
“Small Axe”
“The Undoing”
“Unorthodox”

Melhor ator em série - Drama
Jason Bateman (“Ozark”)
Josh O’Connor (“The Crown”)
Bob Odenkirk (“Better Call Saul”)
Al Pacino (“Hunters”)
Matthew Rhys (“Perry Mason”)

Melhor atriz em série - Musical ou comédia
Lily Collins (“Emily in Paris”)
Kaley Cuoco (“The Flight Attendant”)
Elle Fanning (“The Great”)
Jane Levy (“Zoey’s Extraordinary Playlist”)
Catherine O’Hara (“Schitt’s Creek”)

Melhor ator em série - Musical ou comédia

Don Cheadle (“Black Monday”)
Nicholas Hoult (“The Great”)
Eugene Levy (“Schitt’s Creek”)
Jason Sudeikis (“Ted Lasso”)
Ramy Youssef (“Ramy”)

Melhor atriz em série limitada ou filme para TV
Cate Blanchett (“Mrs. America”)
Daisy Edgar-Jones ("Normal People")
Shira Haas (“Unorthodox”)
Nicole Kidman (“The Undoing”)
Anya Taylor-Joy (“O Gambito da Rainha”)

Melhor atriz coadjuvante em série
Gillian Anderson ("The crown")
Helena Boham Carter ("The crown"
)

Julia Garner - "Ozark"
Annie Murphy - "Schitt's creek"
Cynthia Nixon - "Ratched"

Melhor ator coadjuvante em série
John Boyega (“Small Axe”)
Brendan Gleeson (“The Comey Rule”)
Dan Levy (“Schitt’s Creek”)
Jim Parsons (“Hollywood”)
Donald Sutherland (“The Undoing”)

Melhor ator em série limitada ou filme para TV
Bryan Cranston (“Your Honor”)
Jeff Daniels (“The Comey Rule”)
Hugh Grant (“The Undoing”)
Ethan Hawke (“The Good Lord Bird”)
Mark Ruffalo (“I Know This Much Is True”)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

4EVER: Hal Holbrook

17 de fevereiro de 1925✰ 23 de janeiro de 2021

Harold Rowe Holbrook Jr. nasceu na California e foi criado pelos avós paternos, serviu na Segunda Guerra Mundial e estudou atuação no HB Studios em Nova York. Ele ganhou destaque no teatro por seu trabalho como Mark Twain nos anos 1950. Depois de alguns trabalhos na televisão, estreou no cinema por seu trabalho no filme O Grupo (1966) de Sidney Lumet. Desde então participou de mais de cem produções, que lhe renderam elogios e reconhecimento, como no clássico Todos os Homens do Presidente (1975). Ao longo da carreira ganhou quatro prêmios EMMY por seus trabalhos na televisão e foi indicado ao Oscar aos 82 anos pelo filme Na Natureza Selvagem (2007), se tornando o ator mais idoso a ter este reconhecimento. O ator faleceu em seu residência na Califórnia no dia 23 de janeiro,mas foi divulgado hoje para a imprensa. A causa da morte não foi revelada.