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sexta-feira, 4 de julho de 2025

4EVER: Julian McMahon

27 de julho de 1968 02 de julho de 2025

 Julian Dana William McMahon nasceu em Sydney na Austrália, sendo o segundo filho de Sir William McMahon, que mais tarde se tornou primeiro ministro e Lady Sonia McMahon, terapeuta ocupacional. Antes de tornar-se ator, Julian se graduou em Direito e Economia. No entanto, o trabalho formal engravatado não o agradou e ingressou na carreira de modelo, engatando uma carreira promissora que o fez percorrer o mundo. Ao final dos anos 1980 começou a participar de séries de TV, ganhando destaque em Profiler (1996-2000) e Charmed (2000-2005). O sucesso chegou como o doutor Christian Troy da (ótima) série Nip/Tuck (2003-2010) que lhe rendeu indicações e prêmios. O sucesso da série impulsionou sua carreira no cinema, tendo como papel mais importante o de Dr. Destino nos primeiros filmes do Quarteto Fantástico (2005 e 2007). Ele também atuou com Sandra Bullock no suspense Premonições (2007) e no sucesso RED - Aposentados e Perigosos (2010). Nos últimos anos ele voltou a atuar na televisão na série FBI (2019-2022) e recentemente se afastou da carreira para tratamento de um câncer que se tornou a causa de seu falecimento. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Na Tela: Anora

Mark e Mikey: conto de fadas às avessas.

Ani (Mikey Madison) é uma dançarina erótica que ganha a vida em uma boate. Sua avó era russa e, por conta disso, quando um jovem daquele país aparece em seu local de trabalho, ela é chamada para atendê-lo e render-lhe um pouco de... digamos, diversão. Os dois irão se encontrar várias vezes naquela semana e diante da disposição sexual dos dois, Ivan (Mark Eydelshteyn), o tal rapaz, fará a proposta de ficarem juntos por uma semana. Diante do entusiasmo da rotina compartilhada, o moço a pede em casamento e os dois se casam em Nevada. Parece um conto de fadas? Pois o roteiro pegará isso e virará do avesso quando a família do rapaz descobrir o que ele acabou de fazer e fará de tudo para desfazer o ocorrido. Destinados a resolver a pendenga, são encaminhados dois capangas e um amigo da família pra anular o casamento. O problema é que quando Ivan foge e deixa Ani na mão dos seus compatriotas, a plateia percebe que o príncipe russo encantado, pode não ser tão encantado assim. Anora  surpreendeu ao ser o premiado com a Palma de Ouro do último Festival de Cannes, primeiro por se tratar essencialmente de uma comédia e segundo porque o estilo caótico de Sean Baker não costuma agradar tanto assim os votantes de festivais. Acompanho a carreira de Baker desde que ele lançou Tangerine (2015), filme que ficou famoso por ter sido filmado com iPhone5 e ser protagonizado por duas atrizes trans. Depois ele caiu no radar do Oscar com Projeto Flórida (2017) rendendo uma indicação de coadjuvante para Willem Dafoe para depois ser totalmente ignorado por Red Rocket (2021). Embora transite pelo território da comédia, as tramas de Baker sempre carregam doses generosas de drama em torno de seus personagens, geralmente pessoas marginalizadas que enfrentam uma dificuldade particular durante a trama. A narrativa sempre flui de forma caótica, fazendo você acreditar que é uma colagem de improvisações em cenas aleatórias, mas não é nada disso. Existe muito de Robert Altman no cinema de Baker e em Anora (o nome real de Ani) isso fica ainda mais evidente com seus personagens em momentos em que todos parecem falar ao mesmo tempo. Existe ainda um tom de comédia que beira o exagero em alguns momentos envolvendo personagens que você não consideraria os mais apropriados para elas. Indicado a seis Oscars (Filme, direção, atriz, ator coadjuvante, roteiro original e montagem) o filme parecia ter perdido fôlego na temporada de prêmios, mas ao receber na mesma semana o Critics Choice, o Prêmio do Sindicato dos Produtores (PGA) e o Prêmio dos Sindicato de Diretores (DGA), o filme começou a ser apontado como o favorito ao Oscar de melhor filme. Seria uma escolha inusitada, já que o longa é bastante ousado em sua primeira meia-hora com cenas da rotina sexual dos seus personagens (e que acho um tanto extensa demais esse primeiro ato), mas aos poucos ganha o coração da plateia ao ver a protagonista tentando agarrar a chance de mudar de vida para sempre. Mikey Madison faz por merecer sua indicação aos prêmios de atuação da temporada por fazer o coração do filme, entre a ilusão e a negação de sua personagem em ver suas ambições se desfazem da mesma forma como se construíram. Também é uma delícia ver Yura Borisov ser indicado como ator coadjuvante por um papel irresistível do capanga com um coração valoroso  escondido - e confesso que sou fã do moço desde que o vi em Compartimento nº6 (2021) que tentou uma vaga de filme estrangeiro no Oscar pela Finlândia e ficou de fora. A cena dos dois que encerra o filme partiu meu coração e deve ter influenciado muita gente na hora de votar nas premiações. Anora é um conto de fadas às avessas, se constrói e desconstrói num choque de realidade que pode ser doloroso, mas também um tanto necessário para seguir em frente. Em um ano sem grandes favoritos, não deixa de ser interessante ver o cinema indie de Baker fazer bonito nas premiações. 

Anora (EUA-2024) de Sean Baker com Mikey Madison, Mark Eydelshteyn, Yura Borisov, Lindsey Normington, Vache Tovmasyan, Luna Sofía Miranda, Karren Karagulian e Darja Nikolajewna. ☻☻☻☻

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

INDICADOS AO OSCAR 2024

Assassinos da Lua das Flores: favorito na disputa contra Oppenheimer.

E finalmente chegamos ao anúncio dos indicados aos Oscar que acontecerá no dia 10 de março. Até lá, os concorrentes deverão convencer de que merecem mais o título de melhor filme do que Oppenheimer, que desponta como o grande favorito com suas 13 indicações. Obviamente que o anúncio trouxe surpresas e, com elas, algumas esnobadas. As minhas surpresas favoritas ficaram na categoria de melhor animação com as lembranças para Meu Amigo Robô e Nimona (que depois de adiar horrores para ver, assisti ontem e postarei aqui em breve), também curti ver a Academia cravar dois filmes estrangeiros entre os dez candidatos a melhor filme (Zona de Interesse e Anatomia de Uma Queda, ambos aparecendo em outras categorias). Entre as esnobadas mais notórias estão nas categorias de atuação, com Margot Robbie fora do páreo de melhor atriz, DiCaprio não lembrado na categoria de atuação e a esnobada completa para a trinca de ouro de Segredos de um Escândalo (lembrado somente em roteiro original). Quanto à Greta Gerwig estar fora do páreo de direção, eu já considerava esperado, achava muito difícil a Academia colocar duas mulheres na categoria novamente (feito que aconteceu em 2021!) e a francesa Justine Triet demonstrava ter mais força entre os votantes do que Greta (que já foi indicada antes pelo meu amado LadyBird/2017). Não liga para eles, Greta, o futuro irá te recompensar em breve. Mas a lição que fica mesmo foi para a França, que esnobou Anatomia de Uma Queda ao não indica-lo na categoria de melhor Filme Internacional (principalmente pelo filme ser falado em três línguas) e ver seu escolhido (O Sabor da Vida) ser ignorado pela Academia. Anatomia concorre cinco categorias (e o vejo como favorito na categoria de melhor roteiro original). Façam suas apostas:


    Filme
    American Fiction
    Anatomia de uma Queda
    Barbie
    Os Rejeitados
    Assassinos da Lua das Flores
    Maestro
    Oppenheimer
    Vidas Passadas
    Pobres Criaturas
    A Zona de Interesse
 
   Direção
    Justine Triet, por Anatomia de uma Queda
    Martin Scorsese, por Assassinos da Lua das Flores
    Christopher Nolan, por Oppenheimer
    Yorgos Lanthimos, por Pobres Criaturas
    Jonathan Glazer, por A Zona de Interesse
 
    Atriz Coadjuvante
    Emily Blunt, por Oppenheimer
    Danielle Brooks, por A Cor Púrpura
    America Ferrera, por Barbie
    Jodie Foster, por NYAD
    Da'Vine Joy Randolph, por Os Rejeitados
 
    Roteiro Original
    Justine Triet & Arthur Harari, por Anatomia de uma Queda
    David Hemingson, por Os Rejeitados
    Bradley Cooper & Josh Singer, por Maestro
    Sammy Burch, por Segredos de um Escândalo
    Celine Song, por Vidas Passadas
 
    Melhor Animação
    O Menino e a Garça
    Elementos
    Nimona
    Meu Amigo Robô
    Homem-Aranha: Através do Aranhaverso
 
    Filme Internacional
    Io Capitano (Itália)
    Perfect Days (Japão)
    A Sociedade da Neve (Espanha)
    The Teacher's Lounge (Alemanha)
    A Zona de Interesse (Reino Unido)
    
Melhor Documentário
    Bobi Wine: The People's President
    The Eternal Memory
    Four Daughters
    To Kill a Tiger
    20 Days in Mariupol
 
    Documentário em Curta-metragem
    The ABCs of Book Banning
    The Barber of Little Rock
    Island in Between
    The Last Repair Shop
    Nai Nai & Wai Po
 
    Melhor Curta-metragem
    The After
    Invincible
    Knight of Fortune
    Red, White & Blue
    The Wonderful Story of Henry Sugar
 
    Melhor Curta-metragem de Animação
    Letter to a Pig
    95 Senses
    Our Uniform
    Pachyderme
    War is Over 
 
    Canção Original
    "The Fire Inside" (Flamin' Hot)
    "I'm Just Ken" (Barbie)
    "It Never Went Away" (American Symphony)
    "Wahzhazhe" (Assassinos da Lua das Flores)
    "What Was I Made For?" (Barbie)
 
    Melhor Som
    Resistência
    Maestro
    Missão: Impossível - Acerto de Contas
    Oppenheimer
    A Zona de Interesse
 
    Cabelo e Maquiagem
    Golda
    Maestro
    Oppenheimer
    Pobres Criaturas
    A Sociedade da Neve
 
    Melhores Efeitos Visuais
    Resistência
    Godzilla Minus One
    Guardiões da Galáxia Vol. 3
    Missão: Impossível - Acerto de Contas
    Napoleão

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

FESTIVAL DE VENEZA 2023

Ferrari, Priscilla, Evil does not Exist, Pobres Criaturas e Maestro: rumo ao Leão de Ouro. 

Sempre lembrado como um dos festivais de cinema mais importantes do mundo, o Festival de Cinema de Veneza nos últimos anos ganhou ainda mais relevância na temporada de premiações justamente por conta de sua proximidade da temporada de ouro do cinema dos Estados Unidos. Assim, sua mostra competitiva se torna uma plataforma para projeção de filme em nível internacional quando os votantes começam a pensar em suas listas de melhores produções do ano. Em 2023 o impacto do Festival pode ser menor por não contar com as estrelas de Hollywood perante a greve que se arrasta há meses sem previsão de término. Resta então voltar os holofotes para as assinaturas ilustres na direção dos longas que fazem parte da competição. Segue a lista de todos os filmes presentes no Festival que começa hoje e vai até dia nove de setembro:

COMPETIÇÃO PRINCIPAL
"Bastarden" de Nikolaj Arcel
"Dogman" de Luc Besson
"La Bête" de Bertrand Bonello
"Hors-Saison" de Stéphane Brizé
"Enea" de Pietro Castellitto
"Maestro" de Bradley Cooper
"Priscilla" de Sofia Coppola
"Finalmente L'Alba" de Saverio Costanzo
"Comandante" de Edoardo De Angelis
"Lubo" de Giorgio Diritti
"Origin" de Ava DuVernay
"The Killer" de David Fincher
"Memory" de Michel Franco
"Io Capitano" de Matteo Garrone
"Aku Wa Sonzai Shinar" de Ryusuke Hamaguchi
"Zielona Granica" de Agnieszka Holland
"Die Theorie Von Allem" de Timm Kröger
"Pobres Criaturas" de Yorgos Lanthimos
"El Conde" de Pablo Larraín
"Ferrari" de Michael Mann
"Adagio" de Stefano Solima
"Kobieta Z..." de Malgorzata Szumowska & Michal Englert
"Holly" de Fien Troch

MOSTRA HORIZONTES - EXTRA
"Bota Jonë" de Luàna Bajrami
"Nazavzhdy-Nazavzhdy" de Anna Buryachkova
"El Rapto" de Daniela Goggi
"Day of the Fight" de Jack Huston
"In the Land of Saints and Sinners" de Robert Lorenz
"Felicità" de Micaela Ramazzotti
"Pet Shop Boys" de Olmo Schnabel
"Stolen" de Karan Tejpal
"L'Homme D'argile" de Anaïs Tellenne

FORA DE COMPETIÇÃO - FICÇÃO
"Coup de Chance" de Woody Allen
"The Wonderful Story of Henry Sugar" de Wes Anderson
"The Penitent" de Luca Barbareschi
"La Sociedad de la Nieve" de J.A. Bayona
"L'Ordine del Tempo" de Liliana Cavani
"Vivants" de Alix Delaporte
"Daaaaaali!" de Quentin Dupieux
"The Caine Mutiny Court-Martial" de William Friedkin
"Making Of" de Cédric Khan
"Aggro Dr1ft", de Harmony Korine
"Hit Man" de Richard Linklater
"The Palace" de Roman Polanski
"Xue Bao" de Pema Tseden

FORA DE COMPETIÇÃO - DOCUMENTÁRIO
"Amor" de Virginia Eleuteri Serpieri
"Frente a Guernica" de Yervant Gianikian & Angela Ricci Lucchi
"Hollywoodgate" de Ibrahim Nash'at
"Ryuichi Sakamoto: Opus" de Neo Sora
"Enzo Jannacci Vengo Ach'Io" de Giorgio Verdelli
"Menus Plaisirs - Les Troisgros" de Frederick Wiseman

FORA DE COMPETIÇÃO - SÉRIES
"Znam Kako Dises" de Alen Drljevic & Nemin Hamzagic
"D'Argent et de Sang" de Xavier Giannoli & Frédéric Planchon

FORA DE COMPETIÇÃO - CURTA-METRAGENS
"Welcome to Paradise" de Leonardo Di Costanzo

MOSTRA HORIZONTES - LONGA-METRAGENS
"A Cielo Abierto" de Mariana Arriaga
"El Paraíso" de Enrico Maria Artale
"Oura El Jbel" de Mohamed Ben Attia
"The Red Suitcase" de Fidel Devkota
"Paradiset Brinner" de Mika Gustafson
"The Featherweight" de Robert Kolodny
"Invelle" de Simone Massi
"Tatami" de Guy Nattiv & Zar Amir Ebrahimi
"Sem Coração" de Nara Normandi & Tião
"Una Sterminata Domenica" de Alain Parroni
"Ser Ser Salchi" de Lkhagvadulam Purev-Ochir
"Magyarázat Mindenre" de Gábor Reisz
"Gasoline Rainbow" de Bill Ross & Turner Ross
"En Attendant la Nuit" de Céline Rouzet
"Domakinstvo Za Pocetnici" de Goran Stolevski
"Hokage" de Shinya Tsukamoto
"Yurt" de Nehir Tuna

MOSTRA HORIZONTES - CURTA-METRAGENS
"Aitana" de Mariana Alberti
"Sea Salt" de Leila Basma
"A Short Trip" de Erenik Beqiri
"Et si le Soleil Plongeait Dans L'Océan de Nuages" de Wissam Charaf
"Wander to Wonder" de Nina Gantz
"The Meatseller" de Margherita Giusti
"Dive" de Aldo Iuliano
"Area Boy" de Iggy London
"Cross My Heart and Hope to Die" de Sam Manacsa
"Dar Saaye Sarv" de Hossein Molayemi
"Bogotá Story" de Esteban Pedraza
"Sentimenal Stories" de Xandra Popescu
"Duan Pian Gushi" de Lang Wu

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

PL►Y: Vermelho, Branco e Sangue Azul

Taylor e Nicholas: contra o peso da tradição. 

Quem acompanha o blog sabe que não sou muito fã de comédias românticas. Quando se trata de um exemplar do gênero que cria certo burburinho e assisto sem achar nada demais, desperta então a estranha sensação que estou me tornando um velho rabugento. Foi assim que me senti ao ver Vermelho, Branco e Sangue Azul em cartaz no Prime Video. Baseado no livro de Casey McQuiston, a produção se tornou uma das mais faladas do catálogo da Amazon. No entanto, tirando algumas cenas calientes aqui e ali, o filme é feito para cair nas graças do público comum que não se incomoda de ver dois homens com cara e porte de modelo trocando beijos e amassos diante da câmera. Como 90% das comédias românticas, os dois começam se odiando, mas as circunstâncias irão exigir que fiquem próximos o tempo suficiente para perceberem que estão atraídos um pelo outro. O inevitável acontece até que se instaura uma crise e o final você já sabe qual é. O bom é que aqui a fórmula serve para evitar mais um filme em que personagens gays comem o pão que o conservadorismo amassou alcançando um resultado otimista. A diferença mesmo fica por conta dos dois rapazes serem representantes de duas das nações mais poderosas do mundo. Alex (Taylor Zakhar Perez) é filho da presidente dos Estados Unidos, Ellen Claremont (Uma Thurman) que encontra-se em campanha para reeleição, já o louro Henry (Nicholas Galitzine) é um príncipe do Reino Unido. Depois de um incidente desastroso, os dois precisam fingir que são amigos e a coisa progride mais do que eles imaginam. Para evitar escândalos, os dois preferem ser discretos com o sentimento que está rolando entre os dois, mas não demora para que os maiores temores de Henry venham à tona. Os dois personagens servem para uma analogia interessante sobre o olhar que temos sobre os EUA mais liberais e o peso da tradição da realeza nos ombros de Henry, mas obviamente que o filme não irá aprofundar muito os dilemas do moço e a crise no relacionamento não dura mais do que duas cenas. Existe uma alfinetada aqui e ali sobre a família real, sobre a forma do Tio Sam fazer política, mas tudo isso interessa menos do que exibir os corpos sarados dos protagonistas. O resultado é menos esperto que Mais que Amigos (2022), mas consegue ser mais interessante do que a insossa segunda temporada de Heartstopper (que estica duas ideias ao infinito em oito episódios que poderiam ser resumidos em três). Seja como for, o velho rabugento admite que é o tipo de filme que o público LGBTQIAPN+ não se importa de ver para passar o tempo, mas que os conservadores ainda se incomodam. 

Vermelho, Branco e Sangue Azul (Red, White and Royal Blue / EUA - 2023) de Matthew López com Taylor Zakhar Perez, Nicholas Galitzine, Uma Thurman, Thomas Flynn, Bridget Benstead, Aneesh Sheth  e Rachel Hilson. 

segunda-feira, 26 de junho de 2023

PL►Y: O Capitão

 
Milan, Max e Frederick: o poder da farda. 

Willi Herrold (Max Hubacher) é um soldado desertor, o que o torna um criminoso de guerra. Longe de seu grupo, ele vaga por uma Alemanha inóspita em busca de comida. Com frio e caçado pelo exército, sua vida não tem muita perspectiva no cenário da Segunda Guerra Mundial, mas suas circunstâncias mudam quando encontra o uniforme de um oficial nazista dentro de um carro. Ele veste a roupa e parece ter resolvido o problema do frio aterrador que o cerca, mas ao ser encontrado pelo soldado perdido Freytag (Milan Peschel), que o confunde com um Capitão nazista, Herrold percebe que pode deixar de ser um desertor, basta melhorar a postura e ter uma fala firme para que sua roupa faça o resto e se torne uma personalidade imponente no ambiente em que se inserir. Freytag é apenas o primeiro a seguir o falso capitão, aos poucos, o protagonista começa a ser seguido por um grupo de soldados rebeldes que tornam sua presença ainda mais ameaçadora. Logo ele estará em uma base militar massacrando criminosos de guerra, como ele mesmo, apenas pelo gosto que o poder proporciona à sua pessoa desprezível. Colabora muito para isso que a Alemanha esteja prestes a perder a Guerra e o ódio generalizado esteja cada vez mais presente. Quando tudo parece perdido, a presença de uma autoridade sem nada a perder é o suficiente para alimentar as atitudes mais desumanas de quem está ao seu redor. Esta é a trama de O Capitão, filme de Robert Schwentke (que passou um tempo fazendo filmes de ação em Hollywood, sendo o mais bem sucedido o bem humorado RED de 2010), aqui ele ousa mostrar a segunda Guerra Mundial sobre uma perspectiva diferente. Existe aqui algo que já vimos em O Leitor/2008 sobre a obediência cega às ordens mais escabrosas, mas existe mais ainda do apresentado por  Oliver Hirschbiegel em Das Experiment (2001) em que as roupas dos passam a ditar a postura dos personagens. De certa forma, O Capitão vira esta última referência do avesso, uma vez que as atitudes do personagem vai de encontro ao que vários outros desejam fazer, mas precisavam de uma autoridade para legitimar seus desejos de barbárie. Nos momentos mais nefastos, o fiel Freytag se torna uma espécie de contraponto à crescente de horror dos atos praticados por Herrold. Talvez por parecer algo tão absurdo o filme invista num humor sinistro em vários momentos, especialmente em seu último ato que beira o surreal quando o Capitão e seus seguidores partem para a cidade e o filme se entrega aos seus momentos mais delirantes. Schwentke também assina o roteiro que é baseado em uma história real e o seu final deixa claro como a realidade pode realmente ser mais assustadora que a ficção. Filmado em preto e branco ressaltando a seriedade da história, O Capitão é um filme sobre o passado que remete diretamente ao presente e, talvez por isso mesmo, assuste ainda mais. Em cartaz no Prime Video, este é o melhor filme do cineasta e, embora tenha ficado de fora das grandes premiações, é uma obra que merece atenção. 

O Capitão (Der Hauptmann/Alemanha - França - Polônia/2017) de Robert Schwentke  com Max Hubacher, Milan Peschel, Frederick Lau, Max Thommes, Alexander Fehling e Bernd Hölscher. ☻☻☻☻  

sábado, 24 de junho de 2023

NªTV: Black Mirror - 6ª Temporada

 
Hartnett e Paul: nem tão Black Mirror assim. 

Consagrada como uma das séries mais geniais da última década, a quinta temporada de Black Mirror já deixava claro que seus melhores anos haviam ficado paras trás. Quatro anos depois, a sexta temporada se mostra melhor do que a anterior, mas com algumas surpresas que deixam o público com a pulga atrás da orelha. Esse texto é mais do que a tentativa de uma crítica, mas uma reflexão sobre o que o programa tem a nos oferecer em seus últimos cinco episódios. A série se consagrou ao contar histórias sombrias da interação entre o ser humano e a tecnologia, o que tornava o programa tão assustador era a sensação de que aquelas situações realmente poderiam acontecer em um futuro próximo, algo que gerou o bordão "isso é tão Black Mirror" quando algo semelhante ao que vimos na série acontecer na vida real (como a eleição de Trump ou as fake news ditando desavenças pelo mundo). Acontece que após o primeiro episódio da nova temporada, a série parece se voltar agora para o passado da tecnologia. Joan é Péssima abre a temporada com a história de uma mulher que vê sua vida se tornar série de um serviço de Streaming, a Streamberry (que faz questão de não disfarçar sua inspiração na Netflix). Ela não faz a mínima ideia de como seu dia se torna um episódio diário na plataforma e a coisa só complica quando liberdades narrativas tornam sua personalidade ainda mais desprezível. A ideia está bem sintonizada com o legado da série, especialmente quando envolve imagens geradas por inteligência artificial, direito de imagem e como as imagens passam a ditar nossa percepção da realidade. Embora o humor faça tudo ficar menos sombrio do que deveria, a crescente de absurdo deixa a sensação de que só este episódio já vale mais que a quinta temporada inteira. O segundo episódio, Loch Henry, conta a história de um casal de cineastas que (Samuel Blenkin e Myha'la Herrold) resolve visitar a cidade natal de um deles, mas se tinham uma ideia para uma produção, agora eles decidem investigar crimes escabrosos que aconteceram na região. O episódio nem tenta disfarçar uma crítica aos programas sobre criminosos que não se preocupam com as pessoas que sofreram pelo caminho. Soa como uma crítica até à Netflix (mais uma vez representada pela Streamberry), mas também à forma como consumimos essas produções além do hábito de filmar tudo em uma espécie de fetiche. Aqui o hábito não é representado pelo uso do celular, mas por fitas VHS que remontam nosso apego à tecnologia como uma extensão de nossa vida, especialmente da memória (ainda que apareça aqui de forma sórdida). O passado também é o foco do terceiro episódio, Beyond the Sea se passa em 1969 com dois astronautas (Aaron Paul e o sumido Josh Hartnett) estão no espaço e participam do experimento com uma nova tecnologia, que transfere a consciência de cada um deles para uma réplica que permanece com a família na Terra. No entanto, a humanidade estaria preparada para lidar com isso? Como é um episódio de Black Mirror, a resposta você já imagina. Se o personagem de Rory Culkin (esquisito mais uma vez) demonstra uma raiz anti-tecnológica, o foco recai mesmo sobre a guinada do episódio que se torna cada vez mais previsível. Os rumos dados à promissora premissa evidencia que Charles Brooker já está cansado do formato de seu programa. Eis que então surgem os dois episódios finais inspirados em filmes de terror. Mazey Day mostra uma celebridade que cresceu perseguida por paparazzis. A guinada do episódio pode ser interpretada como alguém que se enfurece com a perseguição da mídia, dando rumos inusitados ao episódio mas nada que se compare ao último episódio. Apresentado pelo selo Red Mirror, Demônio 79 se torna um verdadeiro enigma para quem associa a série ao uso da tecnologia. O episódio apresenta uma assistente de vendas (Anjana Vasan) que passa a receber ordens de um demônio para evitar o apocalipse, assim, ela precisa assassinar três pessoas para evitar o fim do mundo. O episódio ganha toda uma estética dos anos 1970 e um tom que mistura comédia e terror que nos faz procurar o que tudo aquilo tem a ver com a série. Eu imaginei que fosse a ideia de uma tecnologia bem primitiva com aquele talismã registrando a missão realizada, mas tem uma relação com a abrangência que a mídia oferece à pessoas deploráveis (personificada por um político cheio de más intenções). O capítulo oferece até um vislumbre do clássico episódio Metal Head para ilustrar todo o mal que aquele sujeito representa. No entanto, o considerei totalmente deslocado, mas nos oferece o que podemos esperar da série daqui por diante: uma obra descaracterizada em sua proposta inicial. Não tenho problemas que Brooker tenha outras ideias a serem trabalhadas, mas se Black Mirror virar  Red Mirror, imagino que seria apenas a perda de uma obra original que não demonstra mais o fôlego que tinha antes. Talvez fosse mais fácil encontrar novos roteiristas para o programa. 

Black Mirror - 6ª Temporada (EUA - Reino Unido / 2023) de Charlie Brooker com Annie Murphy, Salma Hayek, Michael Cera, Samuel Blenkin, John Hannah, Aaron Paul, Josh Hartnett, Kate Mara, Rory Culkin, Zazie Beetz, Anjana Vasan e Paapa Essiedu.  

domingo, 16 de abril de 2023

PL►Y: Red Rocket

Suzanna e Simon: planos de retomar a carreira. 

De vez em quando o cinema autoral se volta para ídolos do universo pornô. Foi assim com Dirk Digler e seus colegas no clássico Boogie Nights (1997) e recentemente no pesadão Pleasure (2022). Particularmente, acho que se não tivesse assistido este último eu teria achado mais graça de Red Rocket, último filme de Sean Baker. Já é público e notório que Baker gosta de desviar sua câmera para personagens periféricos a cenários que habitam nosso imaginário, foi assim ao filmar Los Angeles (com um iPhone) e focar em protagonistas trans em Tangerine (2015) ou em contar uma história terna com crianças que moram ao lado da Disney (mas que nunca teriam dinheiro para visitar o parque mais famoso do mundo) em Projeto Flórida (2017). Agora ele nos apresenta Mikey (Simon Rex), um astro pornô que caiu em decadência e acaba de voltar para casa, ou melhor, para a casa da ex-mulher, também ex-pornstar, Lexi (Bree Elrod). Como a grana anda curta, a mãe dela divide o teto com ela faz tempo. Mikey logo percebe que a vida não será fácil, como emprego anda difícil e ele é sempre cobrado a trazer algum dinheiro para casa, ele começa a se arriscar em atividades ilegais. A vida dele parece mudar mesmo quando conhece Strawberry (Suzanna Son), uma adolescente que trabalha em uma loja de donuts. Ele acredita que é capaz de convencê-la a fazer filmes eróticos com ele e, com isso, ter um retorno triunfal na indústria pornográfica. Com essa premissa, Red Rocket mistura drama e comédia, principalmente por conta do jeito atrapalhado de seu protagonista vivido com gosto por Simon Rex. Rex foi um ícone da MTV americana, se tornou bastante popular e viu sua carreira minguar quando seu passado em filmes adultos comprometeram seus projetos futuros. Na pele de Mikey se torna até fácil simpatizar com ele, apesar de todas as suas canalhices, suas trapaças recebem tom cômico, assim como suas discussões, cenas de sexo e nudez. Não por acaso sua carismática desenvoltura lhe rendeu o prêmio de melhorador no Independente Spirit do ano passado e uma torcida (que não deu em nada) para que recebesse uma indicação ao Oscar (difícil a Academia comprar uma ideia feito a sinopse do filme). Logicamente que Baker constrói a história pelo gosto de ver a cara de pau do protagonista ser quebrada várias vezes, mesmo que paire sobre a trama a sombra dele poder ganhar a vida às custas de uma adolescente. Talvez por isso o final tenha me parecido um tanto abrupto, deixando as intenções do diretor (sejam elas quais forem) no meio do caminho. Este olhar bem humorado e um tanto desleixado sobre a decadência de um "Macho Alfa" pode ser visto no TelecinePlay. 

Red Rocket (EUA-2021) de Sean Baker com Simon Rex, Suzanna Son, Bree Elrod, Brenda Deiss, Judy Hill, Brittney Rodriguez e Marlon Lambert. ☻☻☻

domingo, 12 de março de 2023

PALPITES OSCAR 2023

Os dez mais: Quem leva?

Peço desculpas aos fãs do blog, mas o mês teve tantos imprevistos que não foi possível escrever sobre os concorrentes ao Oscar da forma como eu gostaria. Faltaram os posts de melhor filme e melhor direção e, agora, em cima da hora, vou postar os meus tradicionais palpites sobre a cerimonia. Vou colocar a lista de todos os indicados e destacar quem eu acho que sairá premiado em cada categoria, cruzando os dedos para bater meu recorde de acertos. Seguem os indicados da noite de hoje e quem eu acho que sairá premiado (embora nas categorias de atuação o páreo esteja duro entre atores e atrizes):

MELHOR FILME
Avatar: O Caminho da Água
Entre Mulheres

MELHOR DIREÇÃO
Martin McDonagh (Os Banshees de Inisherin)
Steven Spielberg (Os Fabelmans)
Todd Field (Tár)
Ruben Östlund (Triângulo da Tristeza)

MELHOR ATOR
Austin Butler (Elvis)
Colin Farrell (Os Banshees de Inisherin)
Brendan Fraser (A Baleia)
Paul Mescal (Aftersun)
Bill Nighy (Living)

MELHOR ATRIZ
Cate Blanchett (Tár)
Ana de Armas (Blonde)
Andrea Riseborough (To Leslie)
Michelle Williams (Os Fabelmans)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Brendan Gleeson (Os Banshees de Inisherin)
Brian Tyree Henry (Passagem)
Judd Hirsch (Os Fabelmans)
Berry Keoghan (Os Banshees de Inisherin)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Hong Chau (A Baleia)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Living
Entre Mulheres

MELHOR FOTOGRAFIA
Bardo: Falsa Crônica de Algumas Verdades
Império da Luz

MELHOR TRILHA SONORA
Babilônia

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
"Applause" (de Tell it Like a Woman)
"Hold My Hand" (de Top Gun: Maverick)
"Naatu Naatu" (de RRR)
"This is a Life" (de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo)

MELHOR EDIÇÃO

MELHOR FIGURINO
Babilônia
Sra. Harris Vai a Paris

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Avatar: O Caminho da Água
Babilônia

MELHOR CABELO & MAQUIAGEM

MELHOR SOM
Avatar: O Caminho da Água

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Avatar: O Caminho da Água

MELHOR ANIMAÇÃO EM LONGA METRAGEM
Marcel the Shell with Shoes On
Gato de Botas 2: O Último Pedido
A Fera do Mar

MELHOR ANIMAÇÃO EM CURTA METRAGEM
The Boy, the Mole, the Fox and the Horse
The Flying Sailor
Ice Merchants
My Year of Dicks
An Ostrich Told Me the World is Fake and I Think I Believe It

MELHOR CURTA METRAGEM EM LIVE-ACTION
An Irish Goodbye
Ivalu
Le Pupille
Night Ride
The Red Suitcase

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Nada de Novo no Front (Alemanha)
Close (Bélgica)
EO (Polônia)
The Quiet Girl (Irlanda)

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM LONGA METRAGEM
All That Breathes
All The Beauty and the Bloodshed
Fire of Love
A House Made of Splinters
Navalny

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA METRAGEM
The Elephant Whisperers
Haulout
How do You Measure a Year?
The Martha Mitchell Effect
Stranger at the Gate

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

PL►Y: RED - Crescer é uma Fera

 
Meilin e suas amigas: domando as emoções. 

Dia desses conversando com alguns amigos, cheguei à conclusão que realmente envelheci. Não ando com paciência para filmes escapistas e a minha cota de animações assistidas ao longo de 2022 foi praticamente irrisória. Não sei muito bem o que está acontecendo comigo, mas o fato é que resolvi ver a última animação da Pixar que está disponível no Disney+, RED - Crescer é uma Fera. Eu sei, o título não faz sentido algum, mas ao ver o filme ganhar espaço nas premiações minha vontade de assisti-lo cresceu consideravelmente. Colabora muito para isso o fato da diretora ser a Domee Shi, a animadora responsável por aquele curta incomum chamado Bao que levou o Oscar de animação em 2019 após causar estranhamento ao ser exibido antes de Os Incríveis2 (2018). O curta investia na fantasia para abordar temas difíceis como a maternidade, o crescimento e a síndrome do ninho vazio. De certa forma, RED retoma alguns destes temas com grande habilidade ao contar a história de Meilin (Rosalin Chiang), uma menina de treze anos bastante confiante e que possui três melhores amigas que enchem seus dias de alegria. Meilin não é nada frágil (e em alguns momentos até a compararam com a Mônica criada pelo Maurício de Souza), mas a coisa complica bastante quando ela se torna um enorme panda vermelho. Ela não faz a mínima ideia do motivo disso acontecer e, obviamente, procura esconder esta situação de todo mundo. O fato é que trata-se de uma espécie de maldição familiar que recaiu sobre as mulheres de sua família há tempos. Existe uma forma de reverter, mas a graça do filme é ver como Meilin subverte nossas expectativas utilizando isso ao seu favor até que precise realizar uma escolha definitiva em sua vida. Obviamente que não precisa ser um gênio para perceber que o filme tem uma analogia com a menstruação e a chegada da maturidade feminina, mas existe algo mais do que isso quando sua personagem precisa aprender a lidar com as emoções para evitar que o panda tome atitudes um tanto, digamos, drásticas. O roteiro começa de forma intimista como uma alegoria sobre a adolescência até que atinja proporções maiores até o desfecho tão emocionante como bem humorado. Domee Shi cria um visual caprichado para o seu filme e nos oferece personagens divertidos sem perder de vista os dilemas da família da protagonista (sempre entre as tradições e os conflitos entre mãe e filha). RED está indicado ao Globo de Ouro de Melhor Animação e está entre os favoritos para uma vaga no Oscar da mesma categoria, o triste foi ver o sucesso do filme ser modesto nos cinemas por conta de um controverso lançamento no Disney+ ao mesmo tempo em que chegava aos cinemas (o que deixou o resultado de bilheteria bastante inferior ao que merecia). 

RED - Crescer é uma Fera (Turning Red / EUA - 2022) de Domee Shi com vozes de Rosalie Chiang, Sandra Oh, Ava Morse, Hyein Park, Maitreyi Ramakrishnan, Wai Ching Ho, Orion Lee e Mia Tagano. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

GLOBO DE OURO 2023

Depois de um ano complicado, o Globo de Ouro finalmente realizou as mudanças que havia proposto para si em nome do prestígio que ainda tinha. O resultado é o retorno para a exibição na televisão e a melhor lista de indicados em muito tempo. Obviamente que alguns queridos da temporada ficaram de fora (como Till e Entre Mulheres), mas confesso que fiquei muito feliz com a lembrança de Carolina  e  Ciao Papa entre as canções. Nas categorias televisivas, Ruptura tem minha torcida em todas as categorias e adoraria ver Aubrey Plaza premiada por seu trabalho na segunda temporada de White Lotus (que terminou ontem na HBO e já estou devendo a crítica).  A seguir todos os indicados, façam as suas apostas: 
Banshees of Inisherin: o mais lembrado com oito indicações. 

                                                 CATEGORIAS DE CINEMA

MELHOR FILME – DRAMA
"Avatar: O caminho da água"
"Os Fabelmans"
"Tár"
"Top Gun: Maverick"

MELHOR FILME - COMÉDIA/MUSICAL
"Babilônia"
"Os Banshees de Inisherin"
"Glass Onion: Um Mistério Knives Out"
"Triângulo da tristeza"

 MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
"Inu-Oh"
"Marcel the Shell with Shoes On"
"Gato de Botas 2: O Último Pedido"
"Red: Crescer é uma Fera"

MELHOR DIRETOR
James Cameron - "Avatar: O caminho da água"
Martin McDonagh, "Os Banshees de Inisherin"
Steven Spielberg - "Os Fabelmans"

MELHOR ROTEIRO
Todd Field, "Tár"
Tony Kushner & Steven Spielberg, "Os Fabelmans"
Martin McDonagh, "Os Banshees de Inisherin"
Sarah Polley, "Entre mulheres

ATOR EM FILME - COMÉDIA/MUSICAL
Diego Calva, "Babilônia"
Daniel Craig, "Glass Onion: Um Mistério Knives Out"
Adam Driver, "Ruído branco"
Colin Farrell, "Os Banshees de Inisherin"
Ralph Fiennes, "O Menu"

ATOR EM FILME – DRAMA
Brendan Fraser - "The Whale"
Hugh Jackman - "The son"
Bill Nighy - "Living"
Jeremy Pope - "The inspection"

MELHOR ATRIZ EM FILME – DRAMA
Cate Blanchett - "Tár"
Olivia Colman - "Império da luz"
Viola Davis - "A mulher rei"
Michelle Williams - "Os Fabelmans"

MELHOR ATRIZ EM FILME - COMÉDIA/MUSICAL
Margot Robbie - "Babilônia"
Anya Taylor-Joy - "O Menu"
Lesley Manville - "Sra. Harris vai a Paris"

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM FILME
Angela Bassett, ""Pantera Negra: Wakanda para sempre""
Kerry Condon, "Os Banshees de Inisherin"
Dolly De Leon, "Triângulo da tristeza"
Carey Mulligan - "Ela disse"

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM FILME
Brendan Gleeson, "Os Banshees de Inisherin"
Barry Keoghan, "Os Banshees de Inisherin"
Brad Pitt, "Babilônia"

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
"RRR" (India)
"Close" (Bélgica)
"Decision to leave" (Coreia do Sul)

MELHOR TRILHA ORIGINAL EM FILME
Hildur Guðnadóttir, "Entre mulheres"
Justin Hurwitz, "Babilônia"
John Williams, "Os Fabelmans"
Carter Burwell, "Os Banshees de Inisherin"

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL EM FILME
"Hold My Hand" ("Top Gun: Maverick")
"Lift Me Up" ("Pantera Negra: Wakanda para sempre")
"Naatu Naatu" ("RRR")

Ruptura: eu na torcida!

CATEGORIAS DE TV

MELHOR SÉRIE DE TV - DRAMA
"Better Call Saul"
"The Crown"
"A Casa do Dragão"
"Ozark"

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV - DRAMA
Jeff Bridges, "The Old Man"
Kevin Costner, "Yellowstone"
Diego Luna, "Andor"
Bob Odenkirk, "Better Call Saul"

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV - DRAMA
Emma D'arcy – 'A casa do dragão"
Laura Linney – "Ozark"
Imelda Staunton – "The Crown"
Hilary Swank – "Alasca: Em Busca da Notícia"
Zendaya – "Euphoria"

SÉRIE LIMITADA, SÉRIE ANTOLÓGICA OU TELEFILME
"Black Bird"
"Dahmer: Um Canibal Americano"
"Pam & Tommy"
"The Dropout"
"The White Lotus: Sicily"

ATOR EM SÉRIE LIMITADA, SÉRIE ANTOLÓGICA OU TELEFILME
Taron Egerton - "Black Bird"
Colin Firth - "A Escada"
Andrew Garfield - "Em nome do céu"
Evan Peters - "Dahmer: Um Canibal Americano"
Sebastian Stan - "Pam & Tommy"

ATRIZ EM SÉRIE LIMITADA, SÉRIE ANTOLÓGICA OU TELEFILME
Jessica Chastain - "George and Tammy"
Julia Garner - "Inventando Anna"
Lily James, - "Pam & Tommy"
Julia Roberts - "Gaslit"
Amanda Seyfried - "The Dropout"

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE LIMITADA, SÉRIE ANTOLÓGICA OU TELEFILME
Jennifer Coolidge - "The White Lotus"
Claire Danes - " A Nova Vida de Toby"
Daisy Edgar-Jones - "Em nome do céu"
Niecy Nash-Betts - "Dahmer: Um Canibal Americano"
Aubrey Plaza - "The White Lotus"

ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE LIMITADA, SÉRIE ANTOLÓGICA OU TELEFILME
F. Murray Abraham - "The White Lotus"
Domhnall Gleeson - "O paciente"
Paul Walter Hauser - "Black Bird"
Richard Jenkins - "Dahmer: Um Canibal Americano"
Seth Rogen - "Pam & Tommy"

MELHOR SÉRIE DE TV - COMÉDIA/MUSICAL
"Abbott Elementary"
"O Urso"
"Hacks"
"Only Murders in the Building"

ATOR EM SÉRIE DE TV - COMÉDIA/MUSICAL
Donald Glover - "Atlanta"
Steve Martin - "Only Murders in the Building"
Martin Short - "Only Murders in the Building"
Jeremy Allen White - "O Urso"

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV - COMÉDIA/MUSICAL
Quinta Brunson - "Abbott Elementary"
Kaley Cuoco - "The Flight Attendant"
Selena Gomez - "Only Murders in the Building"
Jean Smart - "Hacks"

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA-MUSICAL OU DRAMA
John Lithgow - "The Old Man"
Jonathan Pryce - "The Crown"
Tyler James Williams - "Abbott Elementary"

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA-MUSICAL OU DRAMA
Elizabeth Debicki - "The Crown"
Hannah Einbinder - "Hacks"
Julia Garner - "Ozark"
Janelle James - "Abbott Elementary"
Sheryl Lee Ralph - "Abbott Elementary"