domingo, 24 de janeiro de 2021
PL►Y: O Tigre Branco
terça-feira, 9 de março de 2021
INDICADOS BAFTA 2021
sábado, 15 de março de 2025
PL►Y: O Aprendiz
Sebastian Stan pode dizer que 2024 foi o ano de ouro de sua carreira. Premiado no Festival de Veneza por sua interpretação em Um Homem Diferente, o mesmo filme lhe rendeu o Globo de Ouro de melhor interpretação masculina em comédia ou musical. Reconhecido pelo trabalho em outras premiações independentes, Stan cogitava ser lembrado no Oscar pelo trabalho! Quando saíram as indicações ao maior prêmio de Hollywood, ele de fato estava lá, mas por outro trabalho o do jovem Donald Trump em O Aprendiz. O filme de Ali Abassi teve problemas de distribuição em solo americano e em outros países por conta de sua temática sobre a relação entre o jovem herdeiro do mercado imobiliário e o advogado e mediador político Roy Cohn (vivido aqui com grande estranheza por Jeremy Strong, que foi lembrado na categoria de ator coadjuvante) durante os anos 1970 e 1980. Obviamente que perante a recente eleição dos Estados Unidos, o filme poderia receber grande projeção (ou rejeição), além de uma promoção gratuita com todos os xingamentos que Trump e seus seguidores destinaram ao filme. Mais interessante do que ficar discutindo o que é verdade ou mentira nas situações apresentadas na produção é perceber no roteiro do estreante Gabe Sherman os sinais de como Trump se tornou dono de um império e mais tarde se tornou um nome presidenciável em seu país. A proximidade entre Cohn e Trump começa quase que por acaso e ganha contornos para além dos negócios, afinal, foi Cohn que influenciou o acordo nupcial de seu famoso casamento com Ivana Trump (vivida por Maria Bakalova). Strong representa Cohn de forma repulsiva, com todos os preconceitos e discursos que infelizmente ouvimos sair de figuras influentes da política atual como se fossem trivialidade. Fica perceptível como a proximidade entre os dois ajudou a moldar o discurso de Trump e, mais do que isso, fazer com que ele percebesse que existiam intenções e discursos políticos que não poderiam ser ditos claramente, mas que era capaz de agregar seguidores em sua jornada rumo a postos de poder. Abassi opta por uma narrativa quase documental, como se estivesse espionando o que se passa naqueles encontros e situações com uma câmera na mão e fotografia datada. O tom segue discreto, mas por vezes soa como um grande deboche no humor que brota de cenas desconfortáveis. Os pares devem ter apreciado a coragem de Sebastian Stan para encarnar um personagem real tão conhecido explorando justamente as suas nuances menos lisonjeiras e, em alguns momentos, eu realmente não parecia ver o ator de Soldado Invernal em cena, mas uma versão jovem do sujeito em questão. Quem também merecia algum reconhecimento na temporada de prêmios era Maria Bakalova, que está ótima como a esposa que funciona como contraponto do universo ao seu redor (e que sofre as consequências por conta disso). Em alguns momentos eu parecia ver um versão às avessas do filme anterior do diretor, O Tigre Branco (2021) que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de roteiro adaptado. Embora seja menos esperto que sua obra lançada pela Netflix, O Aprendiz está totalmente imerso em polêmica, o que pode ofuscar seus méritos como cinema.
O Aprendiz (The Apprentice / EUA - 2024) de Ali Abassi com Sebastian Stan, Jeremy Stron, Maria Bakalora, Martin Donovan, Charlie Carrick, Mark Rendall e Joe Pingue ☻☻☻
segunda-feira, 15 de março de 2021
INDICADOS AO OSCAR 2021
Melhor atriz
Viola Davis ("A voz suprema do blues")
Andra Day ("The United States vs. Billie Holiday")
Vanessa Kirby ("Pieces of a Woman")
Frances McDormand ("Nomadland")
Carey Mulligan ("Bela vingança")
Melhor ator de filme - Drama
Riz Ahmed (“O som do silêncio”)
Chadwick Boseman (“A voz suprema do blues”)
Anthony Hopkins (“Meu pai”)
Gary Oldman (“Mank”)
Steve Yeun ("Minari")
Daniel Kaluuya (“Judas e o Messias negro”)
Paul Raci ("O Som do Silêncio")
Glenn Close (“Era uma vez um sonho”)
Olivia Colman (“Meu pai”)
Maria Bakalova (“Borat: Fita de cinema seguinte”)
Amanda Seyfried (“Mank”)
Melhor filme em língua estrangeira
“Another Round” (Dinamarca)
“Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”
“O céu da meia-noite” – Alexandre Desplat
“Tenet” – Ludwig Göransson
“Relatos do Mundo” – James Newton Howard
“Mank” – Trent Reznor, Atticus Ross
“Soul” – Trent Reznor, Atticus Ross, Jon Batiste
"Husa'vik" - (Eurovision: A saga de Sigrit e Lars"
“Io Si (Seen)” (Rosa e Momo)
“Speak Now” (Uma noite em Miami)
“Fight for You” (Judas e o Messias Negro)
terça-feira, 30 de agosto de 2022
PL►Y: Adeus, Solo.
![]() |
| Red e Souleymane: crônica de uma morte anunciada. |
domingo, 31 de janeiro de 2021
HIGH FI✌E: Janeiro
Cinco filmes assistidos durante o mês que merecem destaque:
terça-feira, 26 de janeiro de 2021
INDICADOS INDEPENDENT SPIRIT AWARDS 2021
Uma das premiações que mais simpatizo é o Film Independent Spirit Awards e costumo penar procurando a transmissão desta celebração do cinema independente americano... Se a grande maioria dos indicados deste ano complicado não foi surpreendente, a organização resolveu criar algumas novidades. A primeira delas é incluir categorias televisivas, que respeita os critérios de orçamento mas que leva em consideração muito mais uma questão de estética e linguagem. Outra novidade é que a premiação costumava acontecer no sábado antes do Oscar e este ano preferiram escolher uma quinta-feira para realização. A seguir todos os indicados, lembrando que alguns devem aparecer bastante ao longo da temporada (e não é que Bacurau cravou uma vaga!):
CINEMA
quinta-feira, 30 de dezembro de 2021
10+2 Filmes Favoritos de 2021
Em 2021 tive menos tempo de lazer do que deveria e acabei vendo menos filmes do que gostaria. Só recentemente a pandemia parece ter dado uma trégua ao cinema e a sétima arte começou a dar sinais de recuperação desde o fechamento das salas e o receio do público voltar a frequentar a sala escura. Se a nova versão de Duna fez sucesso suficiente para mostrar que as plateias davam sinais de que a telona fazia falta em suas vidas, Homem Aranha: Sem Volta Para Casa quebrou recordes ao redor do mundo. Além disso, foi interessante ver o público voltar a discutir sobre lançamentos cinematográficos que dividiram opiniões como Casa Gucci e 007 - Sem Tempo para Morrer. Parece até maldade, mas minha lista dos 12 favoritos que chegaram no Brasil em 2021 não inclui nenhum dos citados... existem resquícios do Oscar2021, lançamentos aguardados, filme grego, filme islandês, filme bósnio, dinamarquês, polonês e uma animação que merecia mais atenção do público. A seguir os meus queridinhos do ano em ordem alfabética:









