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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Pódio: Gwyneth Paltrow

Bronze: a noiva desconfiada.

3º O Talentoso Ripley (1999) filha da atriz Blythe Danner e do produtor/diretor Bruce Paltrow, Gwyneth estava com todos os holofotes voltados para ela após o Oscar de melhor atriz (aquele mesmo roubado da Fernanda Montenegro e que virou peso de porta) quando apareceu na telona como Maggie - a namorada do milionário Dickie Greenleaf (Jude Law) que percebe ter algo de muito errado com o Tom Ripley (Matt Damon). Considero a performance aqui melhor do que a que lhe rendeu o Oscar por Shakespeare Apaixonado/1998 (que está fora da lista porque ela nunca me convenceu com aquele bigodinho). Passando de mulher apaixonada à iludida, desconfiada e incompreendida ela está muito competente no papel. 

Prata: a prodígio perdida. 
2º Os Excêntricos Tenenbaums (2001) Gwyneth já estava um tanto desanimada com a vida pós-Oscar, afinal, ninguém se torna a oscarizada mais jovem da categoria impunemente. Talvez por isso, ela tenha vivido Margot Tenenbaum com tanta desenvoltura. A menina prodígio que se torna uma menina complicada, casada com o terapeuta e apaixonada pelo irmão tem aquele estilo contido que Wes Anderson sabia imprimir tão bem aos seus personagens, a diferença é que Gwyneth imprime um calor à personagem que nunca está permitido de vir à tona. Com seu dedo de madeira e figurino que a tornou ícone fashion, Margot quase garantiu a medalha de ouro. Ainda lembro a decepção da atriz quando ela mesma anunciou o Oscar de roteiro original e viu os Tenenbaums perderem para Gosford Park. 

Ouro: a patricinha inglesa
1º Emma (1996) Sei que existe muito hate em torno de Gwyneth Paltrow, seja por sua empresa de produtos malucos, das pataquadas que ela diz em entrevista ou por conta da Fernandona mesmo, o fato é que houve um momento em que ela era uma jovem atriz promissora. O ponto de virada em sua carreira foi com esta adaptação do clássico de Jane Austen. Na pele da heroína imperfeita, Gwyneth personifica ao mesmo tempo a graça e a arrogância de uma personagem que domina com perfeição a casca de convenções sociais de seu tempo, mas que precisa descobrir sua própria leitura do mundo que a cerca. Embora muitos a achem sem sal, Gwyneth tinha 23 anos durante as filmagens e empresta muito de seus sonhos e ambições à Emma.  

sábado, 28 de junho de 2025

CENTØPÉDIA: 100 Melhores Filmes do Século XXI (NYT)

Recentemente o The New York Times publicou uma lista com os 100 melhores filmes do século XXI. Para executar a tarefa, eles convidaram 500 profissionais da indústria cinematográfica para formular a lista. Entre os convidados estavam Guillermo Del Toro, Mickey Madison, Julianne Moore e Pamela Anderson que votaram em seus favoritos. O que considero mais interessante nas listas e lembrar de filmes que ainda não assisti, depois sempre me pego pensando em quem não merecia tanto destaque e outros que ficaram de fora... a seguir segue a listagem com os links dos que já foram comentados aqui no blog (e os que não foram comentados ainda, vou procurar sanar a dívida):  

100.Superbad: É Hoje (2007), de Greg Mottola
99.Memórias de um Assassino (2003), de Bong Joon-ho
98.O Homem Urso (2005), de Werner Herzog
97.Gravidade (2013), de Alfonso Cuarón
96.Pantera Negra (2018), de Ryan Coogler
95.A Pior Pessoa do Mundo (2021), de Joachim Trier
94.Minority Report – A Nova Lei (2002), de Steven Spielberg
93.Conduta de Risco (2007), de Tony Gilroy
92.Gladiador (2000), de Ridley Scott
91.Aquário (2009), de Andrea Arnold

90.Frances Ha (2013), de Noah Baumbach
89.Interstelar (2014), de Christopher Nolan
88.Os Catadores e Eu (2000), de Agnès Varda
87.O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001), de Peter Jackson
86.Vidas Passadas (2023), de Celine Song
85.O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy (2004), de Adam McKay
84.Melancolia (2011), de Lars von Trier
83.Inside Llewyn Davis (2013), de Ethan Coen e Joel Coen
82.O Ato de Matar (2012), de Joshua Oppenheimer
81.Cisne Negro (2010), de Darren Aronofsky

80.Volver (2006), de Pedro Almodóvar
79.A Árvore da Vida (2011), de Terrence Malick
78.Aftersun (2022), de Charlotte Wells
77.Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (2022), de Daniel Kwan e Daniel Scheinert
76.E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? (2000), de Ethan Coen e Joel Coen
75.Amor (2012), de Michael Haneke
74.Projeto Flórida (2017), de Sean Baker
73.Ratatouille (2007), de Brad Bird
72.Carol (2015), de Todd Haynes
71.Onze Homens e um Segredo (2001), de Steven Soderbergh




 



50.Up: Altas Aventuras (2009), de Pete Docter
49.Antes do Pôr-do-Sol (2004), de Richard Linklater
48.A Vida dos Outros (2007), de Florian Henckel von Donnersmarck
47.Quase Famosos (2000), de Cameron Crowe
46.Roma (2018), de Alfonso Cuarón
45.O Homem Que Mudou o Jogo (2011), de Bennett Miller
44.Era uma Vez em... Hollywood (2019), de Quentin Tarantino
43.Oldboy (2005), de Park Chan-Wook
42.O Mestre (2012), de Paul Thomas Anderson
41.O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), de Jean-Pierre Jeunet

40.As Coisas Simples da Vida (2000), de Edward Yang
39.Lady Bird (2017), de Greta Gerwig
38.Retrato de uma Jovem em Chamas (2019), de Céline Sciamma
37.Me Chame Pelo Seu Nome (2017), de Luca Guadagnino
36.Um Homem Sério (2009), de Ethan Coen e Joel Coen
35.O Profeta (2010), de Jacques Audiard
34.Wall-E (2008), de Andrew Stanton
33.A Separação (2011), de Asghar Farhadi
32.Missão Madrinha de Casamento (2011), de Paul Feig
31.Os Infiltrados (2006), de Martin Scorsese




30.Encontros e Desencontros (2003), de Sofia Coppola
29.A Chegada (2016), de Denis Villeneuve
28.Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008), de Christopher Nolan
27.Adaptação (2002), de Spike Jonze
26.Anatomia de uma Queda (2023), de Justine Triet
25.Trama Fantasma (2017), de Paul Thomas Anderson
24.Ela (2013), de Spike Jonze
23.Boyhood (2014), de Richard Linklater
22.O Grande Hotel Budapeste (2014), de Wes Anderson
21.Os Excêntricos Tenenbaums (2001), de Wes Anderson

20.O Lobo de Wall Street (2013), de Martin Scorsese
19.Zodíaco (2007), de David Fincher
18.E Sua Mãe Também (2001), de Alfonso Cuarón
17.O Segredo de Brokeback Mountain (2005), de Ang Lee
16.O Tigre e o Dragão (2000), de Ang Lee
15.Cidade de Deus (2003), de Fernando Meirelles e Kátia Lund
14.Bastardos Inglórios (2009), de Quentin Tarantino
13.Filhos da Esperança (2006), de Alfonso Cuarón
12.Zona de Interesse (2023), de Jonathan Glazer
11.Mad Max: Estrada da Fúria (2015), de George Miller

10.A Rede Social (2010), de David Fincher
9.A Viagem de Chihiro (2001), de Hayao Miyazaki
8.Corra! (2017), de Jordan Peele
7.Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (2004), de Michel Gondry
6.Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), de Ethan Coen e Joel Coen
5.Moonlight (2016), de Barry Jenkins
4.Amor à Flor da Pele (2000), de Wong Kar-Wai
3.Sangue Negro (2007), de Paul Thomas Anderson
2.Cidade dos Sonhos (2001), de David Lynch
1.Parasita (2019), de Bong Joon-ho

sábado, 11 de março de 2023

FILMED+: Fire of Love

 
Maurice e Katia: amor em lava quente. 

Posso dizer que tenho meu favorito na categoria de Melhor Documentário no Oscar deste ano, o melhor é que ele está disponível no Disney+,  o pior é o título que deram por aqui (Vulcões: a Tragédia de Katia e Maurice Krafft). Produzido pela National Geographic, a diretora Sara Dosa faz um trabalho fantástico com os inúmeros registros que o casal de Katia e Maurice para contar o interesse que os uniam: o estudo dos vulcões.  Embora tenham especialidades diferentes, os dois perceberam que seus estudos eram complementares para compreender aquela força da natureza e, sobretudo, serem capazes de entender suas erupções e evitar tragédias ao redor do mundo. O mais interessante é que a diretora consegue costurar o estudo de ambos com a cumplicidade que existia entre  os dois, especialmente quando se arriscavam cada vez mais para que houvesse maiores avanços em seus estudos (obviamente temperadas por curiosidade e um gosto pelo perigo, afinal, o que mais explicaria o dia em que Maurice resolveu navegar com um bote em um lago de ácido sulfúrico?). O casal se tornou bastante popular por seus estudos e o respeito por suas pesquisas cresceu tanto quando o tom mítico que pairava sobre eles. O filme ajuda a compreender um pouco mais a personalidade de ambos e os causos que existiam ao redor deles (como as especulações sobre a forma como se conheceram), mas o mais saboroso é o corte e a costura dos vídeos feitos pelo casal, que por vezes parecem saídos de um filme de Wes Anderson (em alguns momentos, o senso de humor das cenas são idênticos ao estilo do cineasta responsável por Os Excentricos Tenenbaums/2001), cenas  como os dois caminhando sobre os vulcões em roupas que parecem de astronautas ou  os momentos em que contemplam as explosões como se estivessem num parque de diversões (sob uma temperatura inimaginável) beiram o surreal. Além de explorar estes dois personagens históricos de forma bastante emocional, o filme ainda traz cenas tão belas quanto assustadoras. São espetáculos visuais marcados pela destruição, mas também pela transformação de nosso planeta. O uso de animações e da narração meiga de Miranda July ajudam a construir uma cadência irresistível para este registro biográfico de dois cientistas que pereceram fazendo o que mais gostavam. O último registro de ambos é um dos momentos mais tocantes (e assustadores) do filme. Não me surpreenderia se algum diretor já estiver pensando qual par de atores escalar para viver os dois em uma cinebiografia.  

Vulcões: A tragédia de Maurice e Katia Krafft (Fire of Love / EUA - Canadá / 2022) de Sara Dosa com Maurice Krafft, Katia Frafft e Miranda July. ☻☻☻☻☻ 

domingo, 28 de fevereiro de 2021

#FDS Robert Altman: Assassinato em Gosford Park

Os anfitriões e seus convidados: a parte de cima.

Sou daquelas pessoas que quando saem os indicados ao Oscar, procuro ver todos, especialmente na categoria de melhor filme. Confesso que às vezes alguns se perdem pelo caminho e outros eu não faço muita questão de assistir. Esta implicância boba foi o que fez com que eu demorasse uma eternidade para assistir Assassinato em Gosford Park de Robert Altman. Eu até comecei a vê-lo há alguns anos, mas confesso que dormi logo no início e nunca mais o retomei. Se me perguntarem o motivo de tanta bobagem eu diria que é a mistura de fatores: um professor que eu não gostava ter recomendado, aquela estética de filme inglês chato e o longa ter ganho o Oscar de roteiro original enquanto eu torcia para Os Excêntricos Tenenbaums do Wes Anderson (que concorria ao lado dos queridos Amnésia, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e o polêmico A Última Ceia). Neste mês encontrei com ele novamente em um destes finais de semana chuvosos e confesso que o azar de não ter visto o filme antes é todo meu, ou então, tentando ser otimista, não deixa de ser um pouco de sorte já que talvez não tivesse apreciado a obra como ela deveria em outros tempos. O fato é que Assassinato em Gosford Park é brilhante em sua proposta e bastante beneficiado pela direção precisa de Robert Altman em um dos seus melhores trabalhos. Se em outros tempos ele já apontou sua câmera para mundos bastante particulares como a guerra (M.A.S.H/1970), a música country (Nashville/1975) e até a indústria da moda (Prét-à-Porter/1994), aqui seu foco é sobre a aristocracia inglesa e seus empregados. Altman mais uma vez utiliza seu status de bom diretor para escalar um elenco impressionante com a nata do cinema inglês para encenar, uma fachada de pompa e elegância que esconde relações não tão bonitas assim, na mansão do lorde William McCordle (Michael Gambon) e sua esposa Sylvia McCordle (Kristin Scott-Thomas). Estamos aqui nos anos 1930 e os amigos irão comparecer à propriedade para um final de semana com jantares, momentos de caça e um bocado de tédio. Junto de todo os convidados chegam seus empregados, que ficarão na parte baixo da casa, sendo responsáveis para que tudo funcione corretamente. Os empregados passam a ser chamados pelo nome de seus patrões e tem seu lugar de importância entre o grupo medida pelo título de nobreza do patrão. O roteiro de Julian Fellowles (baseado numa ideia de Altman e do ator Bob Balaban) constrói então uma engrenagem de relacionamentos interessantíssima de dois mundos distintos, mas paralelos e que se cruzam em momentos bastante reveladores. São destes cruzamentos que nascem os grandes segredos do filme - e não me refiro ao assassinato que acontece quando já passa da metade de sua duração. Por trás daquele mundo de aparências existem histórias um tanto sórdidas sobre patrões e empregados, sejam estas de poder, de gênero, abuso ou afetividade. Existe aqui um humor tão refinado quanto cáustico e pedante  (geralmente transformados em um deleite por Maggie Smith - indicada ao Oscar de atriz coadjuvante). Entre segredos, traições, interesses e egos inflados, existem momentos mágicos como aquele momento ao som do piano ou aquele em que o espectador mais esperto descobre que a discreta governanta vivida por Helen Mirren (também indicada ao Oscar de atriz coadjuvante) construiu toda sua eficiência em antecipar as necessidades de quem se encontra na casa. A ideia é tão boa que Julian Fellowes investiu nela mais uma vez com tom diferente na cultuada série Dowton Abbey (2010-2015). Também lembrado nas categorias do Oscar de filme, direção, figurino e cenografia, a produção aborda as relações de seus personagens de forma tão minuciosa que não envelheceu com o passar do tempo, além de comprovar que Altman era um mestre quando o assunto era explorar vários personagens de um microcosmo e universaliza-lo num equilíbrio impressionante. Coisa de gênio.

Os empregados: a parte de baixo. 

Assassinato em Gosford Park (Gosford Park / EUA - Itália - Reino Unido / 2001) de Robert Altman com Kelly MacDonald, Maggie Smith, Michael Gambon, Clive Owen, Helen Mirren, Emily Watson, Kristin Scott Thomas, Eileen Atkins, Jeremy Northam, Bob Balaban, Tom Hollander, Ryan Phillipe, Richard E. Grant, Charles Dance, Camilla Rutherford, Sophie Thompson e Stephen Fry. ☻☻☻☻☻

sexta-feira, 27 de julho de 2018

10+ Ilha dos atores de Wes Anderson

Wes Anderson
Wesley Wales Anderson nasceu em Houston no Texas em 1969. Filho de uma arqueologista e um publicitário,Wes viu o casal se divorciar ainda pequeno - e o fato influenciou bastante o seu cinema (que começou a tomar forma quando ainda fazia filmes em Super-8 no fundo do quintal). Anderson estreou no cinema profissional aos 35 anos, com o curta Bottle Rocket (1994), que transformou em longa-metragem em 1996. Em sua estreia ele já demonstrava sinais de seu estilo bastante próprio de contar histórias, começando ali a juntar seu grupo de atores favoritos. Na verdade, uma patota cinematográfica que conta com mais de dez atores que fazem parte do seu casting habitual. Esta lista é para lembrar dez artistas que são os mais frequentes nos filmes do cineasta - e que devem aparecer em muitos outros em breve. Para fazer a lista seu desenvolvi um critério de pontuação que acabou deixando de fora da lista Jeff Goldblum e Harvey Keitel, cada um deles com três filmes ao lado do diretor e sempre como coadjuvantes. Houve distribuição de pontos separados por longas, curtas e demais contribuições com o diretor

#10 Willem Daffoe 
A Vida Marinha de Steve Sizou / Fanstástico Sr. Raposo / O Grande Hotel Budapeste
O ator veterano já tem trinta e oito anos de carreira, mas somente três trabalhos com o diretor. A parceria começou em A Vida Marinha de Steve Sizou/2004, prosseguiu sendo a voz do único vilão animal de O Fantástico Sr. Raposo/2009 e depois ainda recebeu destaque como o capanga silencioso de O Grande Hotel Budapeste/2014. Foram três coadjuvantes bastante expressivos no universo do cineasta. 

#09 Tilda Swinton
Moonrise Kingdom / O Grande Hotel Budapeste / Ilha dos Cachorros
Atriz que adora transformações, a irlandesa Tilda Swinton impressionou como a octagenária amante de Ralph Fiennes de O Grande Hotel Budapeste, mas antes havia encarnado a vilanesca assistente social de Moonrise Kingdom/2012. A atriz pode ser vista, ou melhor, ouvida, como Oráculo, a cachorrinha que parece adivinhar o futuro na Ilha dos Cachorros/2018  - que é o  terceiro filme de Tilda com Wes. 

#08 Edward Norton
Moonrise Kingdom / O Grande Hotel Budapeste / Ilha de Cachorros
Famoso por seus papéis densos e personalidade forte, Ed andava em baixa até ser escalado para ser o tenso líder dos escoteiros em Moonrise Kingdom. Sua atuação foi tão elogiada que voltou ao universo do cineasta como o policial de O Grande Hotel Budapeste e, recentemente, empresta a voz para Rex, um dos cachorros protagonistas de Ilha dos Cachorros. Algo me diz que esta parceria vai longe...

#07 Bob Balaban
Moonrise Kingdom / O Grande Hotel Budapeste / Ilha dos Cachorros
A primeira parceria aconteceu em Moonrise Kingdom, onde o ator é o narrador da história. O trabalho funcionou tão bem que ele participou do curta de Wes inspirado no filme. Depois ele apareceu em O Grande Hotel Budapeste e recentemente na pele, digo, no pelo de King em Ilha dos Cachorros. Bob também pertence à outra patota, a do diretor Christopher Guest (reis dos mockumentaries).

#06 Adrien Brody
Viagem à Darjeeling / O Fantástico Sr. Raposo / O Grande Hotel Budapeste
O oscarizado ator já trabalhou com o diretor em três longas, sendo um dos protagonistas de Viagem à Darjeeling/2007 . Ele foi também o ratinho alfaiate de O Fantástico Sr. Raposo e o herdeiro mal intencionado de O Grande Hotel Budapeste. Meio esquecido em Hollywood, o ator também é o personagem principal do curta Come Together/2016 onde vive um fiscal de trem que precisa trabalhar no feriado de natal. 

#05 Luke Wilson
Pura Adrenalina / Rushmore / Os Excêntricos Tenenbaums
O ator texano alavancou sua carreira participando do curta Bottle Rocket/1994, primeira obra profissional do cineasta. Depois o diretor adaptou a história de dois irmãos que enveredam pelo mundo do crime para longa-metragem, lançado por aqui com o nome de Pura Adrenalina/1996. Luke ainda apareceu como o namorado inesperado de Rushmore/1998 e o apaixonado tenista Richie em Os Excêntricos Tenenbaums/2001. 

#04 Anjelica Huston 
Os Excêntricos Tenenbaums / A Vida Marinha com Steve Sizou / Viagem à Darjeeling
Diva nos anos 70, 80 e 90, Anjelica é a mãe cinematográfica do diretor. Ela foi  a atenciosa matriarca de Os Excêntricos Tenenbaums, a mãe descolada de Owen Wilson em A Vida Marinha com Steve Sizou e ainda encarnou a mãe em busca da espiritualidade (e perdida dos filhos) em Viagem à Darjeeling. Atualmente ela é a voz do poodle de Ilha dos Cachorros, sua quarta parceria com Wes. 

#03 Jason Schwartzman
Rushmore / Hotel Chevalier / O Fantástico Sr. Raposo
Membro da nova geração da família Coppola, Jason é um dos que mais trabalharam com o cineasta. O ator estreou nos cinemas aos dezoito anos como o inesquecível Max Fisher de Rushmore/1998. (filme que revelou os dois para o mundo). De lá para cá também fez Viagem à Darjeeling, O Fantástico Sr. Raposo, Moonrise Kingdom, O Grande Hotel Budapeste, além de estrelar três curtas (incluindo o cult Hotel Chevalier), um comercial e ajudar na escrita de dois filmes do amigo. Outro parceiro fiel de Wes na família Coppola é Roman Coppola, que prefere ficar só atrás das câmeras. 

#02 Owen Wilson
Pura Adrenalina / Os Excêntricos Tenenbaums / Viagem à Darjeeling
Parceiro de primeira hora do diretor, Owen já possui seis longas com o amigo conterranêo, além do  curta Bottle Rocket.  Ele participou de sua versão estendida, Pura Adrenalina.  Em ambos ajudou no roteiro, assim como em  Rushmore e Os Excêntricos Tenenbaums - onde os dois foram indicados ao Oscar de roteiro original (e Owen atuou neste como o escritor Eli Cash). Depois, o ator foi o filho perdido de A Vida Marinha com Steve Sizou, o irmão quebrado de Viagem à Darjeeling, o sobrinho de O Fantástico Sr. Raposo e fez uma ponta em O Grande Hotel Budapeste. Foram seis longas, um curta e quatro roteiros ao lado do amigo. 

#01 Bill Murray
Rushmore / Os Excêntricos Tenenbaums / A Vida Marinha com Steve Sizou
Como dá para perceber, Wes construiu uma grande rede de colaboradores em sua carreira, mas, para muitos, o veterano Bill Murray é seu ator favorito (e reza a lenda que o ator é bem difícil de trabalhar mais de uma vez com diretores, o que só aumenta o crédito do cineata). Bill trabalhou em Rushmore, Excêntricos Tenenbaums, A Vida Marinha com Steve Sizou, correu para entrar em Viagem à Darjeeling, (e não conseguiu), tem voz em Fantástico Sr. Raposo, aparece em Moonrise Kingdom, O Grande Hotel Budapeste e empresta a voz para Boss, um dos cães de Ilha dos Cachorros. Num total de oito filmes com o parceiro, ficando de fora somente do primeiro longa-metragem feito pelo seu cineasta favorito. 

FILMED+: Ilha dos Cachorros

Os cachorros e o menino Atari: o mundo cão da pós-verdade. 

Desde o início de sua carreira no cinema, Wes Anderson nunca conseguiu disfarçar que o estilo de seus filmes carrega fortes referências do cinema de animação. A forma como o visual é concebido, as atuações, figurinos e interpretações em Os Excêntricos Tenenbaums (2001) ou O Grande Hotel Budapeste (2014) tem muita semelhança com o tratamento dado aos bonecos que apareciam na animação O Fantástico Senhor Raposo (2009). Desde que começou a se aventurar pelo gênero, Wes deixou claro que pensa cinema live action e com bonecos da mesma forma. Portanto, a expectativa quando ele começou a trabalhar em Ilha de Cachorros só cresceu até seu recente lançamento. Já em cartaz no Brasil, o filme está em um circuito restrito, especialmente por não ser um filme voltado para a criançada (as piadas ácidas renderam classificação de 13 anos nos EUA), obviamente que as mais crescidas poderão curtir o filme, mas são os adultos que irão se divertir captando as referências que aparecem na tela. Inspirado na cinematografia japonesa, o filme é um verdadeiro deleite para olhos e ouvidos, conciliando o humor peculiar do diretor com um teor político que não lembro de ter percebido em outros filmes de Wes - um dos poucos que conseguiu criar um universo próprio, com fortes cores de fantasias dentro do cinema americano. Vale ressaltar que a história não ocorre no Japão, mas em Megasaki, uma cidade oriental fictícia que existirá no futuro. Um lugar que, como bem explica o epílogo, tem uma longa tradição na relação entre homens e cachorros, no entanto, com o aparecimento de uma gripe canina, os cães foram banidos para uma ilha que antes servia somente para depósito de lixo. Deixados à própria sorte pela política do prefeito Kobaiashy (voz de Konichi Nomura), que ama gatos e odeia cachorros, a ilha é habitada por cães das mais variadas histórias e grupos que lutam por comida e espalham boatos que ninguém sabe direito a origem. É nesta ilha que vive Chief (voz de Bryan Cranston) e seu bando, que tentam lidar de forma democrática com os desafios que aparecem na ilha (hilariante como tudo é resolvido com votações). O cotidiano destes cães muda quando chega à ilha um menino em busca de seu cachorro perdido, Spots. Os cães irão ajuda-lo a encontrar o bicho de estimação enquanto Kobaiashy inventa novas artimanhas para dizimar os bichos da ilha. A trama é simples, mas impressiona pela forma como o diretor a desenvolve com grande apuro visual, sem deixar de criar algumas analogias interessantes sobre a forma como se produz verdades que se propagam pela mídia (mesmo os fatos mais escabrosos aparecem seguidos de elogios no telejornal que aparece na trama). Obviamente que se trata de uma fantasia (estamos falando de um filme com cachorros falantes, oras!), mas que não dispensa um pé na realidade. Este detalhe consegue dar ainda mais substância a um filme que é tecnicamente impecável. A direção de arte é primorosa, a trilha sonora com tambores é bem marcante e o trabalho com os bonecos é sensacional! Enquanto personagens eles tem personalidades marcantes e vozes ainda mais (o elenco vocal do filme impressiona, contando ainda com Edward Norton, Bill Murray, Tilda Swinton e muitos outros membros da já famosa patota do diretor). Ilha dos Cachorros é uma delícia de assistir (ainda que algumas pessoas se incomodem de muitos diálogos japoneses não serem traduzidos - para estes eu recomendo ver A Gangue/2014 que é sem legenda e todo em linguagem de sinais), carrega o humor inteligente de seu realizador e se encaixa perfeitamente bem no cenário conturbado de 2018 - sendo um forte concorrente ao próximo Oscar de animação (além de roteiro original e outras categorias se a Academia entender a brincadeira)!

Ilha de Cachorros (Isle of Dogs/EUA-Alemanha - 2018) de Wes Anderson com vozes de Bryan Cranston, Edward Norton, Jeff Goldblum, Bill Murray, Tilda Swinton, Scarlett Johansson, Koyu Rankin, Akira Takayama, Harvey Keitel e F. Murray Abraham. ☻☻☻☻☻

sábado, 30 de junho de 2018

N@ Capa: Jocelyn Muñoz

A obra de Jocelyn Muñoz

A capa do mês foi uma homenagem a série de trabalhos da série Sad Movie Couples realizado pela ilustradora Jocelyn Muñoz. Seus trabalhos podem ser encontrados na internet, especialmente no Pinterest e são fáceis de identificar com o traço de inspiração infantil que torna qualquer personagem de cinema encantador - até mesmo Jack Nicholson e Shelley Duvall em O Iluminado (1980)! Além da ilustração, cada trabalho conta com uma frase antológica dos filme retratado e a identificação do próprio longa-metragem. Claro que Munõz faz algumas graças, como colocar Tom Hanks e o inesquecível Wilson ao seu lado por Náufrago (2000) ou Joaquin Phoenix solitário em sua paixão por um sistema operacional em Ela (2013). Abaixo, destaco todas as gravuras que ajudaram a ilustrar o mês dos namorados aqui no blog - e ainda ouso sugerir alguns que ficaram de fora, como Dick Tracy e Breathless Mahoney, os cowboys de Brokeback Mountain, além de Batman e Mulher-Gato. 

Edward & Kim (Edward Mãos de Teroura/1990)



Chuck & Wilson (Náufrago/2000)

Leon & Mathilda (O Profissional/1994)








Forrest & Jenny (Forrest Gump/1994)

Gomez & Mortícia (A Família Addams/1991)


Jack & Wendy (O  Iluminado/1980)

Jack & Rose (Titanic/1997)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

CENTØPÉDIA: FILMED+ (Parte I)

Nos cinco anos e sete meses do blog alguns dos meus filmes favoritos apareceram nos Filmes D+, aqueles longas que receberam a maior cotação por aqui. Muitos outros irão aparecer, mas os listados abaixo são os que compõem a primeira centena de filmes que considero obrigatórios:

(ordem alfabética)

A Árvore da Vida de Terrence Mallick
Adaptação de Spike Jonze
Adeus, Lenin! de Wolfgang Becker 
A Estrada  de John Hillcoat
Almas à Venda de Sophie Bartes
Amnésia de Christopher Nolan
Amor à flor da Pele  de Wong Kar-wai
A Origem de Christopher Nolan

Apenas o Fim de Matheus Souza
À Procura de Sugar Man  de Malik Bendjelloul
A Rosa Púrpura do Cairo  de Woody Allen
Asas da Liberdade  de Alan Parker
As Bicicletas de Belleville de  Sylvain Chomet
As Horas de Stephen Daldry
A Solidão dos Números Primos de Saverio Constanzo
A Viagem de Chihiro de Hayao Miyazaki
A Vida dos Outros de Florian Henckel von Donnersmarck
Batman - O Cavaleiro das Trevas  de Christopher Nolan

Beleza Americana de Sam Mendes
Bem Vindo à Casa de Bonecas de Todd Solondz
Birdman de Alejandro Gonzalez Iñárritu
Boogie Nights de Paul Thomas Anderson
Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças de Michel Gondry
Cabaret de Bob Fosse
Cidade dos Sonhos de David Lynch
Cisne Negro de Darren Aronofsky
Clube da Luta de David Fincher
Crepúsculo dos Deuses de Billy Wilder

Curtindo a Vida Adoidado de John Hughes
Desejo e Reparação de Joe Wright
Divertida Mente de Pete Docter 
Dogville / Manderlay de Lars Von Trier
Drive de Nicolas Winding Refn
Durval Discos de Anna Muylaert
Ed Wood de Tim Burton
Eleição de Alexander Payne
Encontros e Desencontros de Sofia Coppola
Entrevista com o Vampiro de Neil Jordan
Estômago de Marcos Jorge
Fargo de Joel & Ethan Coen
Ferrugem e Osso de Jacques Audiard
Festim Diabólico de Alfred Hitchcock
Fim de Caso de Neil Jordan 
Garota Sombria Caminha à Noite de Ana Lily Amirpour
Garotos Incríveis de Curtis Hanson
Gravidade de Alfonso Cuarón
Hedwig de John Cameron Mitchell
Jackie Brown de Quentin Tarantino
Janela da Alma de João Jardim e Walter Carvalho
Jogo de Cena de Eduardo Coutinho
Lavoura Arcaica de Luis Fernando Carvalho
Ligações Perigosas de Stephen Frears
Los Angeles - Cidade Proibida de Curtis Hanson
Magnólia de Paul Thomas Anderson
Minha Vida de Cachorro de Lasse Hallström


Moonrise Kingdom de Wes Anderson
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa de Woody Allen
O Ano Mais Violento de J.C. Chandor
O Bebê de Rosemary de Roman Polanski
O Doce Amanhã de Atom Egoyam
O Escafandro e a Borboleta de Julian Schnabel
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain de Jean Pierre Jeunet
O Impostor de Bart Layton
O Labirinto do Fauno de Guillermo Del Toro
Oldboy de Chan-wook Park
O Piano de Jane Campion
O Profeta de  Jacques Audiard
O Pianista de Roman Polanski
O Que Resta do Tempo de Elia Suleiman
Os 12 Macacos de Terry Gillian
O Sétimo Selo de Ingmar Bergman
Os Excêntricos Tenenbaums de Wes Anderson
O Show não Pode Parar de Bob Fosse
O Silêncio dos Inocentes de Jonathan Demme

Os Incompreendidos de François Truffaut
Os Incríveis  de Brad Bird
Os Matadores de Beto Brant
Os Suspeitos de Brian Singer
Pecados Íntimos de Todd Field
Perdidos na Noite de John Schlesinger
Persépolis de Marjane Strapi e Vincent Paronnaud
Prometheus de Ridley Scott
Que Horas Ela Volta? de Anna Muylaert
Quero Ser John Malkovich de Spike Jonze
Rede de Intrigas de Sidney Lumet
Réquiem para um Sonho de Darren Aronofsky
Rushmore de Wes Anderson
Sangue Negro de Paul Thomas Anderson
Sexy Beast de Johnatan Glazer
Star Wars: O Império Contra-Ataca de Irwin Kershner
Sweeney Todd  de Tim Burton 
Trainspotting  de Danny Boyle
Tootsie de Sidney Polack
Uma Relação Pornográfica  de Frédéric Fonteyne
Uma Vida Iluminada de Liev Schreiber
Um Dia de Cão de Sidney Lumet 
Um Dia Muito Especial de Ettore Scola
Um Grande Garoto de Chris Weitz e Paul Weitz
Um Sonho sem Limites de Gus Van Sant
Watchmen de Zack Snyder
Até os próximos 100 filmes D+ !